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dcpv – bh – inhotim, um lugar de primeiro mundo, sô! só faltou o buteco. quer dizer …

14/03/2011

BH –  Inhotim, um lugar de primeiro mundo, sô! Só faltou o buteco. Quer dizer …

 Acordamos cedo. Era o nosso segundo dia em Belo Horizonte e fomos experimentar o café da manhã do Quality. Competente e honesto como o hotel.

A van que nos levaria a Brumadinho, mais especificamente Inhotim, estava nos esperando no horário.

Só nos restou passar na PUC pra pegar a Drix (organizadora-mor deste 3º ISB) e partir pra aventura de conhecer um dos lugares mais encantadores do Brasil atualmente.

Este museu a céu aberto (acredito que chamá-lo de parque também seria correto) é um tanto quanto longe de BH (uns 50 km), o que aumenta consideravelmente a expectativa.

E ela é totalmente preenchida.

Já na chegada tudo surpreende. Pela grandiosidade, pela surpresa (apesar de tudo o que se fala de lá), pelo cuidado do tratamento, pela organização e especialmente pela criatividade.

Optamos por comprar o ingresso que dá direito a utilizar um transporte feito através de carrinhos de golfe e que é oferecido somente em alguns trechos especiais, especialmente nos mais distantes e íngremes.

Iniciamos o passeio por uma instalação no meio dos jardins, onde existem uns espelhos em que você se vê totalmente magro numa situação e absolutamente gordo em outra. Seria premonição?? 🙂

Continuamos planejando a visita e usando os carrinhos, subimos ao ponto mais alto e distante de Inhotim (não vou nem explicar que alguém se chamava Tim e que lá em Minas, senhor é nhô. Captou?).
Este lugar é de uma simplicidade e de uma beleza quase que indescritível.

Imagine você  entrar numa construção circular onde só se tem um buraco centralizado e ouve-se um som que é transmitido através de microfones instalados a 202 m da superfície ?

Isto mesmo. Além da visão ser totalmente estimulada (a vista de Inhotim é espetacular), todos os outros sentidos são utilizados, especialmente a audição. É realmente como se estivéssemos ouvindo o som da terra! Sem contar a película que foi instalada no vidro e que, dependendo de onde se está, você vê tudo embaçado!

Descemos mais um pouco e chegamos a uma construção geodésica e espelhada no meio do mato de autoria do Matthews Barney. Esta é de doer de tão bacana.

Uma pena a proibição de fotos internas (porque, Inhotim? Isto serviria pra divulgar ainda mais as tuas belezas!), mas fica a descrição breve: tudo se confunde nesta obra. Um trator todo enlameado que está lá dentro, a mata que está lá fora e que através dos vidros você a visualiza e que dependendo do ângulo e do reflexo, você vê tudo junto (inclusive você) e ao mesmo tempo, tanto lá fora, como dentro. Entendeu?
Qualquer que seja a resposta, você tem que ir lá. 

Ao menos, conseguimos umas “fotinhas”  do nosso grupo (e sem a participação tratorística).

Descemos mais um pouco (quase todos a pé) e aproveitamos pra conhecer mais duas instalações. Claro que esta teia não tinha nada a ver com alguma criação artística, a não ser algum tecelão bem natureba..

Uma delas, as instalações, era estranha e interessante (a da colombiana Doris Salcedo) que mais parecia uma sala vazia com algumas poucas telas metálicas (destas de construção) em alto relevo …

… e outra muito mais estranha do que interessante, com fotos meio down e sorumbáticas do Pelourinho.  Mas o prédio, uau!

Aproveitamos o embalo e fomos almoçar no restaurante Tamboril. Optamos pelo buffet por ser extremamente farto,variado e rápido, além de ter um visual incrível.

Tomamos um vinho branco (estava um calor!) e brindamos como se deve, com Coca (pra quem?) e cerveja regional Backer (pra quem?).

Aproveitamos, pois assim teríamos mais tempo pra visitarmos tudo. Conselho de amigo: separe pelo menos um dia pra conhecer o lugar que é muito grande. Você ficará decepcionado se não conseguir ver tudo. Como por exemplo esta “maluquice” do Tunga.

Continuamos visitando vários espaços diferentões. Mais construções espetaculares, …

… instalações malucas, …

… idéias absurdamente geniais (tais como te fazer passear por um labirinto com cacos de vidro no chão e logo após, tirar os sapatos pra sentir as texturas de ambientes totalmente vermelhos).

Pausa pra explicar o que é o paisagismo do lugar:  parece o Éden. Burle Marx e muitos outros capricharam em absolutamente tudo.

São lagos, …

… árvores frondosas, …

… verdadeiros agaves (poderíamos fazer uma tequila iessebiense! rs), …

… flores coloridas, enfim, …

… tudo feito pra que a natureza também seja, merecidamente, uma tremenda obra de arte.

Mais algumas visitas: um big caleidoscópio em plena mata …

… com belíssimas vistas.

A viagem dentro da viagem estava chegando ao fim. O divertimento do nosso grupo foi garantido (apesar de alguns estarem malucos pra tomar uns engasga-gatos) e ainda tivemos tempo de ouvir corais ingleses “enlatados”, …

… ver piscinas com agendas telefônicas em ordem alfabética, …

… tirar fotos temáticas (onde estão os Wallies?), …

… duma experiência muito bacana (vigas de ferro foram arremessadas de 45 m de altura sobre um berço de concreto. Do jeito que caíram, ficaram.) …

… passear por entre bolas de aço (vidro? cerâmica?) resplandescentes …

…  e nos divertirmos demais da conta. Inclusive, com direito a um bom bailinho!!

Infelizmente, só vimos os Fuscas Coloridos do Jarbas Lopes através de cartões postais, mas não dá nem pra perceber, né?

Estávamos pilhados; tanto que não resistimos e quando chegamos perto do hotel, pedimos ao motorista da van (um verdadeiro Nelson Rubens mineiro) pra nos deixar num boteco pra fazermos o nosso primeiro contato com o “Comida di Buteco“, um famso festival de guloseimas aqui em BH.

E em plena seis horas da tarde, o boteco Estabelecimento já estava lotado.

Conseguimos uma mesa ecológica (tinha uma árvore imensa no meio dela!) e partimos os sete pruma outra nova viagem.

O lugar é muito pitoresco. Não tem placa indicativa e é cheio de badulaques.

Pedimos o prato que está concorrendo, o falando abobrinha no sereno da madrugada, …

… pescoços de peru cozidos e bem temperados …

…mas, tão bem temperados que comi um montão deles, …

… e o bolinho de arroz com jiló (originalmente pedimos o da Lurdinha, mas estava em falta).

Trocamos de mesa, votamos no prato (este concurso é famoso em vários lugares do Brasil) e fomos embora felizes.
Destino? O hotel onde tomaríamos mais um banho rápido e continuaríamos a nossa exploração botecal. E o apê da Drix pra tomarmos uma “entradeira”.

O problema seria onde ir? Após várias pesquisas (ouvimos um montão de motoristas de taxi), chegamos a uma conclusão: vamos a mais um participante do Comida di Buteco, o famoso Bar do Antônio, o Pé-de-Cana. E neste caso, os tais pés são verdadeiros! Eles estão plantados na calçada (se bem que tinha um montão do outro tipo lá dentro também!).

Otimistas como sempre, achamos que encontraríamos mesas facilmente (apesar da Drix dizer que seria uma missão impossível).

O resultado foi que ficamos meia hora em pé (tudo bem que conseguimos experimentar o petisco participante, o Serenada no Pé-de-Cana, por sinal e já que é pra usar hífem, um tanto quanto meia-boca) …

 … e finalmente, fomos ao bar Oratório, o lugar originalmente indicado pela Drix. Calma, que não fomos exatamente rezar, se bem que o taxista que as levou pra lá, achava!

Olha, falamos, sorrimos e comemos muito. Pedimos um mix de petiscos, o Dois pra lá, Dois pra cá, …

Costelas ao molho de pinga, …

Caldinhos de feijão e mandioca, …

… deliciosos pães de alho (dica da Drix e que eram tão gostosos que nem sobraram pras fotos), Filé mignon com batatas e …

… pasmém, cantamos músicas bregas a noite toda (louve-se o conhecimento de todos, especialmente do sócio que já pode ser considerado um membro da AFMB). Você que chegou até aqui deve estar pensando: isto tudo aconteceu num mesmo dia?

Sim, ou melhor, quase por que já era uma da manhã e estávamos preocupados, pois teríamos que acordar cedo e fazer um city tour, almoçar no Xapuri, encontrar a Lina do Conexão Paris, etc .
Xiiiiiii, acho que amanhã será igualzinho a hoje.

Ôba! Ainda mais junto com esta turma!

.

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