Arquivo para 20 de junho de 2011

41º IB – Mirepoix no dcpv

número 294

41º IB – Mirepoix no dcpv 

Este IB começou de um jeito diferente dos outros. A Débora (grande nome) Cordeiro, uma chefe com grandes trabalhos, um blog muito legal, o Mirepoix e mais um montão de coisas no currículo se manifestou dizendo que “quem sabe podemos desenvolver um cardápio tão bom quanto todos esses apresentados. Parabéns pela idéia.”

Pô, é claro que eu topei. E aí, como sempre, a proposição ficou meio que hibernando como na maioria dos IBs (quer saber pra que serve?).

Quando eu mandei um e-mail pra Débora perguntando a quantas andava o menu, recebi como resposta que já estava tudo pronto! Nada como tratar com “profissas”!

Do proposto inicialmente, tivemos duas substituições que segundo ela, “achei esse menu melhor. Fica mais gostoso essa combinação de sabores. E risoto muita gente gosta ainda mais de camarão e alho-porró! O Manezinho Araujo é muito bom!!!!!”

Bom, é isso o que vamos ver. Na verdade, vocês vão ver.

Nós iremos comer este belo menu intitulado “Recebendo quem a gente gosta“, num estilo “comfort food” e “com objetivo de receber à mesa com carinho e boa comida“.

Deste jeito Débora, o Mingão e o Déo ficarão mal acostumados. E olha que a Dé também!

Vamos lá!   

BebidinhasConhaque, ou melhor, brandy.

É, ainda continuo de “resguardo”. 🙂

Entrada Primeira  – Salada verde com tomates cerejas ao mel e molho de iogurte com nozes

Ingredientes – 1 pé de alface crespa higienizada, 1 pé de alface roxa higienizada, alguns ramos de salsinha verde fresca, 1 embalagem pequena de tomates-cereja limpos, mel a gosto (1 colher de sopa), 2 potes de iogurte natural desnatado, 60g de nozes picadas, sal a gosto, pimenta do reino branca moída na hora.

Corte as alfaces em tiras como se fosse couve-manteiga. Pique as folhas da salsinha. Misture o iogurte com o mel, sal e pimenta. Junte à salada e misture para incorporar bem. Enforme em copos sob os pratos de servir. Desenforme. Decore com os tomates e as nozes. Sirva em seguida.

Um prato simples. E de resultados excelentes.

Colhi o que tinha de mais fresco aqui na minha plantação. Azedinhas, alfaces roxa e crespa, mache, rúcula selvática, etc.

E servi com este molho de mostarda e mel que “molha” tudo muito bem.

Sem contar a pequena desvirtuada ao usar várias nozes (amendoins, castanhas do Pará e caju, macadâmia) levemente torradas. 

Entrada Segunda – Sopa de couve-flor com croutons

Ingredientes – ½ litro de leite, pimenta-do-reino, sal, 1 caixinha de creme de leite, 1 litro de caldo de frango, 1 couve-flor média, 1 cebola média picada, 4 colheres (sopa) de farinha de trigo, 2 colheres (sopa) de manteiga.

Lave bem a couve-flor e separe as florzinhas. Cozinhe em água até que estejam macias. Coloque a manteiga em uma panela e acrescente a cebola picada. Leve ao fogo e refogue para que a cebola fique macia. Coloque 2/3 da couve-flor cozida bem picada. Acrescente a farinha de trigo e misture bem. Coloque o leite e misture novamente. Ferva por 5 minutos e acrescente o caldo. Ferva e retire do fogo. Deixe amornar e bata no liquidificador. Leve novamente a panela e acrescente a couve-flor restante. Acerte sal e pimenta. Acrescente o creme de leite, mexa e sirva quente acompanhada de croutons.

Outra simplesinha e bonitinha.

Esta não teve grandes desvios, a não ser a quantidade não muito grande de couve-flor disponível.

Mesmo assim, um grande prato com um sabor leve e com a pimenta (dei uma caprichada na moída) pegando um pouquinho ao final.

Ficou tão perfeita que a Dé repetiu e a Re (ela também estava por aqui) comeu tudinho.

Tomamos um tinto, o espanhol (é, o treino tá bom) o Murviedro Reserva 2007 , que veio a calhar com a temperatura reinante e com a sopa. Foi “libriano, romanesco, cheiroso, carameloso, abelhoso“, segundo os juliennes. 

Se a intenção era nos confortar, Débora, considere como missão cumprida.

Prato Principal – Risoto de Camarão e Alho-Porró

Ingredientes – 1 colher (sopa) de azeite de oliva, 2 colheres (sopa) de gengibre picado, 400 g de camarões limpos, 4 colheres (sopa) de manteiga, 1/2 xícara (chá) de cebola picada, 1/2 xícara (chá) de alho-poró fatiado, 2 xícaras (chá) de arroz arbóreo, 1/2 xícara (chá) de vinho branco seco, 1/2 xícara (chá) de suco de laranja, 1,5 l de caldo de peixe, raspas de 1 laranja, sal e pimenta-do-reino a gosto

Numa frigideira, de preferência antiaderente, aqueça o azeite em fogo médio. Junte o gengibre e refogue por 2 minutos. Acrescente os camarões e refogue, mexendo com cuidado, por 4 minutos ou até que fiquem rosados. Desligue o fogo e transfira os camarões para um prato. Leve uma leiteira com o caldo de peixe ao fogo alto. Quando ferver, abaixe o fogo. Enquanto o caldo aquece, coloque 2 colheres (sopa) de manteiga numa panela e leve ao fogo baixo. Quando a manteiga derreter, junte a cebola picada e o alho-poró e refogue, mexendo bem, até que a cebola fique transparente. Aumente o fogo e acrescente o arroz. Refogue por 2 minutos, mexendo sempre. Adicione o vinho e misture bem até evaporar. Quando o vinho secar, acrescente o suco de laranja e misture bem. Adicione o caldo de peixe ao risoto aos poucos, mexendo sem parar. Quando secar, adicione mais caldo e repita a operação por, aproximadamente, 15 minutos sempre em fogo alto. Verifique o ponto: o risoto deve ficar cremoso, mas os grãos de arroz devem estar al dente, ou seja, um pouco durinhos. Se ainda estiver muito cru, continue cozinhando por mais 1 minuto. Caso seja necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem. Na última adição de caldo, não deixe secar completamente ou o resultado será um risoto ressecado. Quando o risoto estiver no ponto, adicione o camarão refogado e as raspas de laranja. Misture bem e desligue o fogo. Acrescente o restante da manteiga e misture delicadamente. Sirva a seguir.

Toda vez que eu coloco uma receita de risotto por aqui, sempre informo que você deve seguir os passos corriqueiros pra se fazer um.

Pois abaixo, você verá um fotoblog que explicará tim-tim por tim-tim (esta é nova!) o que a Débora escreveu detalhadamente aí em cima.

Depois desta aula, só me resta falar uma coisa: faça.

Só o contraste do suco de laranja e o gengibre com o camarão já valeria a pena. Imagine o resto…

Pra variar e por falta de opção, tomamos mais um Chardonnay Jacob’s Creek 2009. Se bem que nesta caso, ele foi muito mais do que um coringa, já que a conjunção com o risotto resultou numa das melhores harmonizações já feitas nesta confraria, né Mingão? O achamos “al limone, trivial, caminho de santiago, limoncello, corda&caçamba“.

Sobremesa – Manezinho Araújo

Ingredientes – 12 bananas nanica, 1 xícara (chá) de água, 2 xícaras (chá) de açúcar.
Creme: 2 copos de leite, 2 colheres (sopa) de amido de milho, 2 gemas, açúcar a gosto.
Cobertura: 2 claras em neve, 4 colheres (sopa) de açúcar.

Forme uma calda com 4 colheres de sopa de açucar com água e junte as bananas, restante do açúcar e deixe cozinhar por 20 minutos. Reserve. Leve ao fogo os ingredientes do creme mexendo sempre até engrossar. Despeje sobre as bananas. (você pode aromatizar o creme com raspas de laranja e limão). Bata as claras em neve e coloque as 4 colheres de sopa de açúcar. Cubra o doce com as claras e leve ao forno, somente para dourar. Sirva.

Esta foi feita antecipadamente. E mais uma vez com um resultado surpreendentemente excelente.

Afinal de contas, ao ler a receita e só encontrar ingredientes corriqueiros, imagina-se um resultado pra lá de comum.

Nananinaná. Ficou uma sobremesa saborosa, doce, cremosa e reconfortante. Acho que foi isto mesmo que a Débora planejou.

Eis a opinião dos brunoises:

Simples e simplesmente “the best”. (Edu)
Arrebentou a boca do balão. (Mingão)
Surpreendente “luxo” na simplicidade. (Deo)

Bom, Débora, grato pela participação e certamente, a tua proposição inicial  “tenho interesse em apetecer e encher a boca de água dos teus seguidores com um cardápio maravilhoso foi mais do que cumprida.

E o que fica ao final, apesar da repetição, é que este menu merece ser feito em cada uma das casas de vocês e do mesmo jeito que foi indicado, sem tirar, nem por.

É prazer, apetecimento e boca cheia (com educação, óbvio).

Ah! Quase que eu esqueci. Seguem as nossas flores virtuais, devidamente confortáveis.

Hasta o próximo …

… que será no final de julho e indicado pela Sabrina do Menu à trois.
Aguardem.

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