Arquivo para julho \30\UTC 2011

dcpv – dia tres – espanha – la rioja – vinhos, bodegas, comida; olé!

Dia tres – Espanha – La Rioja – Vinhos, bodegas,comida; olé!

O clima aqui na Rioja é muito bom pras uvas (e consequentemente pros vinhos), mas bem estranho pra nós, os humanos.

Afinal de contas, saber que cedinho estará um vento frio (uns 15°C) e que a tarde irá pra quase 30°C pra cair pra 15°C a noite de novo não é fácil, não!

Mas acredito que os resultados etílico e estético compensam.

Acordamos não muito cedo, tomamos um café no hotel e fomos pra Santo Domingo de la Calzada, um cidade bacana não muito grande (~6000 hab) e a uns 50 km de Elciego.

Porque fomos parar lá? Por 3 razões:
1 – Porque é uma paradas mais importantes do Caminho de Santiago e a Dé é fã dele, apesar de abominar a idéia de andar tudo aquilo.

2 – Pela história legal do próprio Santo Domingo de la Calzada que foi o peregrino que fez o milagre do galo e da galinha. Resumindo: um rapaz foi julgado e morto por um crime que não cometeu. Santo Domingo (que não era santo ainda) o ressucitou e o rei, ao saber do fato disse que só acreditaria se acontecesse o mesmo com as aves assadas que estavam na sua frente. Não precisa nem dizer que os “penosos” sairiam batendo as asas, né?

3 – Porque eu cismei com a cidade e quando eu cismo… rs

Demos uma boa volta em tudo, passamos pelos paradores e entramos na catedral onde além dum ótimo museu, vimos a dupla galo/galinha ao vivo  e em cocoricós (eles são trocados a cada 15 dias).

Dali fomos pra Logroño ou melhor, um pouquinho além, pois tinha reservado um programa enoturístico duplo: fazer uma visita guiada e almoçar no restaurante das Bodegas Darien.

Participamos dum pequeno drama já que estávamos na estrada expressa passando ao lado do bonito prédio da bodega, mas não conseguimos acessá-lo. Louve-se a tremenda cara-de-pau do seu Joaquim do GPS que nos levou a esta localização e simplesmente nos disse: “você chegou ao seu destino” quando não podíamos chegar à propriedade já que não existia a tal entrada. Ficamos com vontade de mandá-lo entrar na “segunda da rotunda”. 🙂

Tivemos que andar mais uns 30 km até conseguirmos chegar a um retorno. É claro que atrasamos e perdemos a visita, mas foi bom porque descobrimos que gastaríamos 1,5 hs só pra nos informarem aquele blá-blá-blá todo sobre mosto, garrafas, rolhas, etc (de vez em quando acho que a Re é que está certa quando diz que estas visitas são sempre iguais. 🙂 )

Em vez disso (e como estávamos adiantados pro almoço que era as 14:00 hs), resolvemos fazer um minitour por conta própria onde vimos uma exposição com talvez a maior quantidade de moringas do mundo, …

… entramos tanto no espaço dos tanques de aço, …

… como no das “botellas”, …

… dos barris de carvalho …

… e pronto!

Fomos direto pro aconchegante restaurante que tem uma vista maravilhosa das videiras.

Pedimos a la carte pois queríamos alguma distância de menus-degustação.

A Dé pediu croquetas de jamon ibérico  (guia 4quetas: 10) …

… eu, um pulpo asado com cremoso de patata (ai, meus “figuinho”!).

Todos muito bons, isso sem contar com o pãozinho que era excelente.

Pra beber, um vinho da casa, o Darien Gran Reserva 2005.

Estávamos um tanto quanto empanturrados, mas insisti com os principais. E aí começou o erro.
A Dé quase que obrigada por mim pediu um risotto de romescu, cigalitas e langostinos (risotto? Espanha? cuma?) …

… e eu, um rabo de toro relleno de hongos, dois pratos legais mas que não caíram muito bem.

A sobremesa seria impossível de ser comida, portanto pedimos 2 cafés e fomos embora, pois tínhamos compromissos inadiáveis.

O primeiro seria conhecer intimamente a Bodega Ysios, que fica pertinho de Laguardia.

O prédio foi projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava e é impressionante.

Quanto mais você se aproxima dele, mais deslumbrado fica.

Sabe aquelas fotos em que você aumenta o tamanho até que os pixels desencaixem um dos outros e fiquem quadrados? Pois é isso!

Tudo é tão fotografável que …

… fica difícil escolher o melhor ângulo.

Vou ficar com o conjunto da obra.

Mais uma pequena correria e voltamos ao hotel pra fazer, aí sim, uma visita guiada. Não se esqueçam que além do belo hotel projetado pelo Frank Gehry, a Marques de Riscal é uma bodega espanhola de procedência.

E o tour é uma beleza, pois além de ter todas aquelas informações sobre mosto e blábláblá, você literalmente entra no processo todo.

Passeia pela recepção e descobre como são as máquinas de esmagamento das uvas.

Entra na sala dos tonéis de aço (com aquele cheirinho vinhático prazeroso) …

… e anda no meio das envazadoras de garrafas e dos tóneis (a Dé pediu cápsulas pro scrap e conseguiu).

Além de entrar em lugares históricos como as adegas subterrâneas onde os vinhos descansam e passar pela safra do Rei (e não é o Betão, não), …

… caminhamos pela catedral, um lugar onde existem garrafas de todos os vinhos produzidos desde 1860.
São 200.000 delas e que só são bebidas em algum acontecimento importante (não, eles não consideraram importante a visita da delegação ferrazense!).

Isto sem contar que eles tem quase 10 milhões de garrafas já envasadas e estocadas. Ao custo (barato pra nós) de 20 euros por cabeça, dá pra se ter uma idéia de quanto eles tem de estoque, qualquer coisa acima de 200 milhões de Euros.

Subimos pro nosso quarto cruzando com o que já é mais uma tradição nas nossas viagens: um casamento.

Sabe que deve ser bem legal casar numa vinícola, ainda mais nesta? Aposto que o vinho não correrá o risco de acabar com a quantidade de garrafas que existem no estoque.

Além da facilidade do hotel estar muito próximo. Pronto! São 20:00 hs, o sol está a pino e precisamos tomar banho, nos trocar e passear pelas cidadezinhas da região. Vamos escolher a olho!

Resolvemos primeiro conhecer Elciego.

Completamente pequena (pequena mesmo: 1000 habitantes) e muito charmosa.

Sabe aquelas cidadezinhas em que os habitantes vão até os barzinhos, só pra levar um papo e tomar algumas taças de vinho?

É lá. E ainda por cima tem um ar romântico e antigo na medida certa, além de proporcionar uma vista diferente do hotel.

Resolvemos dar um passada em Laguardia que também é muito bonita, mas muito mais muvucada.

E estava mesmo com o advento da Festa de San Juan. Gente até não querer mais (mais ou menos umas 200 pessoas) e certamente bebendo por 1200.

Resultado? Voltamos ao hotel pra experimentar o último espaço que ainda não tínhamos ido. A vinoteca.

Só que eram 23:00 hs e estava fechando. Conversamos com a atendente e ela, além de nos servir, ainda facilitou muito as coisas. Tais como nos colocar lá fora,  de frente pra Igreja de Elciego, num anoitecer imperdível.

A comida foi absolutamente trivial. Croquetas (aquela mesma que já levou duas vezes nota 10 no guia 4quetas), …

… um sandubão misto (só que com pata Negra e queijo Manchego) acompanhado de batatas fritas …

…  e um prato de queijos espanhóis (tudo bem que não são tão bons quanto os portugueses, mas …).

O fato inusitado foi termos bebido um vinho com uvas que nasceram exatamente no quintal do hotel, ou seja ali ao lado, o Finca Torrea 2006. Sensacional.

Pronto. Amanhã iremos pra perto de Bordeaux, França (não fiquei maluco, não). Esta eu conto no próximo post.

Au revoir.

Acompanhe os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
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dcpv – revisitando o brasil a gosto

17/07/11

Revisitando o Brasil a Gosto.

Como temos a (grata) mania de irmos aos mesmos lugares, resolvi criar um mini-post onde passo as nossas impressões atualizadas (farei isto todas as vezes em que repetirmos os restaurantes, como neste caso).

E foi o que aconteceu com o incomparável Brasil a Gosto, da chef Ana Luiza Trajano (que por sinal, além de estar no restaurante, se preocupou em ir em cada uma das mesas e perguntar/conversar com os clientes. Ah! Se todos fossem assim! ).

O restaurante continua imperdível. Temos a mais absoluta certeza que ele é o mais recomendado pra mostrar a cozinha moderna  brasileira pra qualquer pessoa, especialmente os “gringos” (viu, Maria e Franco!), além da obrigatoriedade de se passar por lá regularmente (nos prometemos fazer isso).

Desta vez, a Dé pediu um prato veggie, a saborosa moqueca de legumes com arroz de côco,  farofa de dendê, pirão d’água com hibisco,  …

carne-seca desfiada com couve e arroz cateto com abóbora e couve rasgada (pra Re e ela adorou. Nós também, pois experimentamos) …

… e um incrível atolado de bode com creme e crocante de mandioca que mais parecia aquela ponte de Brasília. E tem mais, este bode estava tão macio e com o molho tão saboroso que eu achei que o “bichim” foi tratado como aqueles ” Wagyu“! 🙂

Todos os pratos resultaram sensacionais e ainda dividimos uma sobremesa. Era uma Sinfonia de Milho , canjica com rapadura e gengibre, curau e bolo de milho cremoso, uma delícia do festival Paulista. No início de agosto começa um outro só com delícias da Paraíba (e o site também será remodelado nesta data). Não precisa nem dizer que estava muito bom, né?

Ah! Por sorte nossa, a sobremesa atrasou um pouquinho de nada e consequentemente, ganhamos estas saborosas e crocantes tortinhas de creme de queijo com goiabada e um molho de  maracujá. Acho que estávamos “iluminados”! 🙂

Tudo absolutamente excelente e desta vez, ainda tomamos um sorvete cremoso saído diretamente daquelas máquinas antigas e originais. Manja?
Você fica ao lado dela esperando o funcionamento e a incrível aparição daquele nectar que tomava a zilhões de anos, quando era bem criancinha. Parecia que estávamos no Túnel do tempo! (calma que não rodamos como na série)

Portanto, está a fim de se divertir. Vá ao Brasil a Gosto e confirme aquela frase do Riq: comer lá é como uma pequena viagem pelo Brasil.

Restaurante Brasil a Gosto.
Rua Prof Azevedo do Amaral, 70 – travessa da Barão de Capanema – tel 30863565 – Jardins.

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dcpv – o chá das nove

número 242.
31/05/2011

O Chá das Nove.

Todo o chá tem um charme especial e como tal deve apresentar diferenciais.

Além da meticulosidade quanto a escolha do menu (ôpa, escolhi deste jeitoe a confecção dos quitutes e bebidas, a organização de um chá requer atenção especial com relação a disposição das mesas (no nosso caso, ela foi mínima já que a mesa era única).

Um detalhe importante a ser observado: considerando-se que muitas vezes o público é feminino e de mais idade, acima dos 60 anos (confesso que a única representante desta classe tem bem menos que esta idade e aparenta ter muito menos ainda!) é recomendável organizar mesas e cadeiras de forma a garantir o maior conforto e boa circulação (isto nós fizemos, já que o Déo trocou de lugar pra ficar mais perto dos acepipes).

A decoração é outro ponto importante num chá da tarde (ops), exigindo extremo cuidado, bom gosto e equilíbrio (em se tratando da Dé, é covardia).”

Pronto! Dei uma pesquisada no Google sobre chá da tarde e apareceu esta curiosa descrição.

Aproveitei que eu ainda estava um tanto quanto convalescente e resolvi fazer um chazão pra turma.

É claro que eles aproveitaram o embalo pra entornar umas tequilas&lemmon …

… e fizemos uma degustação de um dos novos produtos da Flávio Federico, a nova loja de guloseimas (você encontrará um montão de novidades por lá), a Spirits Vanilla, uma cachaça abaunilhada (com fava genuína) …

… e que é pra ser tomada como um licor e devidamente congelada. Uma delícia.

Voltando ao chá, escolhi um montão de coisas que eu tinha guardado na despensa/geladeira e  especialmente, na memória.

Presunto Pata Negra (por favor, nada de discussão “petaniana” por aqui),…

… bolinhos italianos de amaretto, ossi di morti by FF e muitas “otras cositas mas”.

A Dé caprichou no estilo anglo-ferrazense do look  e os “fuinhas”, burlaram a lei Seca novamente e tomaram mais um suco de agave.

Fiz os famosos sandubas ingleses de pepino (estes não são os europeus, ex suspeitos).

Estes são simples de fazer. Basta cortar os pepinos finamente e colocá-los pra drenar com sal e vinagre. Depois é só passar manteiga no pão de forma e montar, colocando  uma camada dos tais, …

… polvilhando cebolinha verde, endro picado, pepinos em conserva e …

… comer.

Também fiz um sanduba quente com fatias de Pata Negra e queijo Ementhal.

E um belíssimo quiche de alho porró.

Pra acompanhar tudo isso? Chás. E de procedência. Incrível como os aromas de chás especiais deixam todo mundo maluco.

Foi o que aconteceu por aqui. Tomamos os Casablanca, Summer Romance, Impressionant Marriage (todos da fantástica Mariage Frères), …

… os Green Coconut e o Tuareg (da Tea Gschwendner).

Sim, tivemos que pensar na possibilidade de todos dormirmos de fraldas.

É claro que todo bom chá que se preze tem que ter uma boa quantidade de docinhos .Então nada melhor do que um bom pudim de leite condensado.

Mais simples, impossível. Uma lata de leite condensado, uma de leite e 4 ovos inteiros. Tudo misturado num liquidificador e colocado numa forma untada com açúcar queimado, levada ao banho-maria por 40 minutos.
Faça também uma calda (com açucar derretido e água) e pronto. Uma delícia com altas recordações.

Ainda mais acrescentada de macarons (by FF),…

… docinhos de leite e pé-de-moleque (by Xapuri),..

… cocada branca (by Xapuri), …

… balinha de goma de cachaça (by Xapuri, dica da Drix), …

…e financiers de amêndoas (by Garcia e Rodrigues). Ou seja, tudo da mais fina estampa.

Eis a opinião dos lordes da Vila Romanópolis:

Pode dei”cha”r comigo. Tudo “cha”boroso! (Edu)
Tea party. (Mingão)
Não “chabia” quão bão pode ser. (Déo).

Bom, é isso. Já diziam que quando te dão um limão, o melhor é fazer uma limonada (ou uma caipirinha). No meu caso, o médico receitou água quente. Portanto …

Foi muito rápido e prazeroso criar um novo dvpc: do Vinho pro Chá.

Bye-bye.

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…,

dia dos – espanha – la rioja – museu do vinho, monastério de sta maria e igreja de sto tomás: que dia!

23/06/11

Dia dos – Espanha – La Rioja – Museu do vinho, Monastério de Sta. Maria e Igreja de Santo Tomás: que dia!

Hoje seria o dia do passeio de balão pela região da La Rioja. Seria porque mais uma vez (foi igualzinho na Provence) tivemos problemas técnicos e ele não aconteceu.

E ainda bem, pois o tempo não estava muito legal. Amanheceu nublado, mas com tendência a ter sol só no restante do dia.

Portanto, tomamos um belíssimo café da manhã no guapo hotel Marqués de Riscal


… com suas ervas gastronômicas plantadas em barris de carvalho …

… e zarpamos diretamente pra Nájera que fica a 21 km de Elciego.

É mais uma daquelas cidadezinhas (8000 hab) bacanas e com cara de espanhola.

Aproveitamos pra conhecer a feira livre que é muito engraçada, bagunçada …

… e com vários produtos de primeira.

Como estava um pouco frio (muito vento), nos escondemos no Monasterio Santa Maria de la Real, um lugar medieval ao extremo e exalando história.

Entramos na chamada silleria, uma obra espetacular toda entalhada em madeira (de 1493) e …

… o lugar onde os monges rezavam coletivamente.

Estranho, interessante e muito instrutivo.

Dali seguimos por uma bonita estrada entre vinícolas …

..  pra bonita Laguardia (25 km) onde tivemos o primeiro contato com a lindíssima bodega Ysios, projeto do Santiago Calatrava (não se preocupe. A foto não está desfocada. O telhado é assim mesmo, todo recortado),…

… e mais uma vez, chegamos ao meio duma festa extremamente popular, a fiesta de San Juan, a Peña Biasteriak. Isto está se tornando constante (ainda bem).

Estava todo mundo com lencinhos no pescoço, bebendo bastante e se divertindo mais ainda. Guarde este período: de 23 a 29 de junho.

Também tinha reservado um almoço na Posada Mayor de Migueloa que fica bem no centro de Laguardia.

E é um lugar imperdível.

Parece que você está atuando num filme de época, com o acréscimo de ser uma excelente bodega e um ótimo restaurante.

O lugar todo é muito antigo, antiquíssimo. Inclusive a simpática atendente.

Sentamos próximos à janela e no segundo andar pra, em caso de emergência, percebermos tudo o que acontecia na festa.

É que de vez em quando, uma banda passava pela rua com um montão de gente dançando atrás dela.

Enquanto isso, nos foi oferecido um tremendo pão caseiro, que mais parecia cenográfico, pois até etiqueta tinha.

Como entradas, um legítimo gaspacho pra Dé (ela adorou) …

… e adivinhem, croquetas de jamon pra mim (é, vou lançar o guia 4quetas. Estas mereceram 9 puntos).

O pererê continuava bom lá fora. Descobrimos que a “furiosa” mais bebia do que tocava, já que ela não podia ver um bar que rapidamente entrava e imediatamente parava de tocar. Daí conclui-se que …

Voltamos ao cardápio e pedimos peixes (incrível como eles conseguem servir peixes frescos mesmo estando tão longe do litoral).Quanto aos pratos, a Dé escolheu um bacalhau com pimientos, tomates, muito azeite

… e eu, uma lubina com aspargos, tomate seco e redução de aceto balsâmico. Todos muito bons.

Pedimos uma sobremesa para compartilhar que achamos instigante, um sorbet de mandarins com cava. Boníssima também.

Pagamos a conta (~100 Euros) e saímos rapidinho para Briones onde faríamos uma visita guiada ao Museo de la Cultura del Vino Dinastia Vivanco.

Pausa pra explicação: este museu é excelente e extremamente didático. Nele você fica sabendo tudo sobre todas as fases da elaboração dum vinho.

São 5 ambientes, cada um correspondendo a um estágio importante.

O primeiro é sobre como nasce, cresce e amadurece uma uva.

O segundo versa sobre as “embalagens” tais como os barris de carvalho …

…as garrafas …

… as rolhas, enfim coisas que podem alterar todo o gosto do mosto de uvas.

No terceiro, a bodega. É explicado todo o processo de vinificação e terminamos este estágio visitando a sala octogonal de crianza (pra quem não sabe, os vinhos espanhóis são divididos em crianza, reserva e gran reserva de acordo com o grau de estágio em barricas de carvalho e na própria garrafa)

Poderíamos interpretar verdadeiramente e ao pé da letra, como sendo uma maternidade de vinhos.

A quarta trata da arte onde, entre um montão de obras dos mais variados estilos e idades (vimos objetos de 3000 anos), …

… destacam-se algumas do Pablito, aquele.

Finalizamos com uma incrível e infindável coleção de saca-rolhas e …

… demais objetos que facilitam o ato de servir o vinho.

Quer dizer finalizamos de verdade ao experimentarmos um verdadeiro e encorpado crianza da Dinastia Vivanco.

Perpetuamos alguns momentos do local, …

… que por sinal é muito bonito …

… e ainda encontramos um tempinho pra ir conhecer Haro, uma cidade vinícola e espanholíssima.

Uma bela praça e …

… uma “exquisita” igreja, a de Santo Tomás.
A Dé adora uma igreja e neste caso, fomos agraciados já que a Mercedes, uma guia voluntária se ofereceu (e gratuitamente) pra nos explicar absolutamente tudo sobre a sua construção.

Desde a parte gótica até o retábulo e a fachada de 1504, …

… e num arroubo, invadimos conjuntamente a sacristia, …

… onde vimos um trabalho de entalhe em madeira absolutamente incrível. Foi perfeito.

Voltamos ao hotel (slow trip?) e tive um tempinho pra fotografá-lo de tudo o quanto foi ângulo.

Me senti como um daqueles fotógrafos tirando fotos (repare que esta vegetação no primeiro plano é alecrim)…

…  e fotos duma top model arquitetônica.

Pra completar o ótimo dia, jantamos no próprio hotel e no restaurante gourmet.

E era uma maratona já que os dois únicos tipos de menu eram degustação. A Dé deu “aquela” olhada pra mim.

Escolhemos o Memórias, o menorzinho se é que podemos chamá-lo assim. A idéia toda é reproduzir os pratos memoráveis da carreira do chef Ramon Pineiro. São 4 entradas e 6 pratos. Imaginem!

Foi um jantar memorável. Com direito a por do sol e tudo mais.

Iniciamos com um formato bacanésimo pra servir azeite. Você o coloca inicialmente num copinho de cristal (pra ver as suas características) e logo após, serve um pouco no pratinho pra molhar o pão.

Como start, tejas de pipa e palitos de aceitunas negras. Logo após um agradinho de pão sueco com queijo manchego e trufas. Saboroso.

Continuamos com uma croquetas de Echaurren (guia 4quetas: 10 puntos). Pedimos o primeiro grande vinho da viagem, um Marques de Riscal Gran Reserva 2001. Simplesmente espetacular.

E continuamos o passeio com suflê de quezo idiazabal y azeite arbequina com compota de tomates e toques herbáceos.

Neste momento, percebemos que seria fácil pois tudo era muito saboroso e com porções perfeitas. Daí pra frente, foi um desfilar de grandes pratos: tartar de tomate com cigala e ajo blanco (delicioso), …

arroz caldoso com pulpo (olha ele aí, sócio), …

aspargos feitos especialmente pra Dé, …

… já que ela não comeria cordeiro lechal cocinado a baixa temperatura sobre pastel de patata e hojas verdes (mais uma delícia), …

…  e a merluza romana confitada a 45ºC sobre pimientos assados e sopa de arroz.

Finalizamos com uma tosta templada com queso de carneros y sorviete de miel.

Pra vocês terem um idéia, a Dé não reclamou de nada, muito menos da quantidade. Ou seja, foi uma maravilha.

E tem mais um fator que acrescentou muita qualidade a tudo: bastou descer um andar e estávamos no nosso quarto, dentro da obra de arte do Gehry.

Fantástico e até.

Acompanhe o dia anterior da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.

 

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dcpv – blogagem coletiva – umas com tanto, outras com nada.

21/07/11
inusitado

Blogagem Coletiva – Umas com tanto, outras com nada.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e eu, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim, a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Analisando profundamente ( 🙂 )  , chegamos a conclusão que fazer uma lista neste formato é quase a mesma coisa que limpar o seu guarda-roupas ou organizar a sua “coleção” de CDs com a finalidade de descartar algo.

E aí entra a quantidade de vezes que você usou “aquela” camisa florida, mas que comprou em Key West  ou quantas vezes você ouviu aqueles cds do Red Hot Chilli Peppers? Estes já foram devidamente descartados, mas a camisa foi guardada prum baile do Hawaii. (bem que podia ser no próprio Hawaii, né?)

É difícil! Muito difícil, mas a missão tem que ser cumprida. Atire a primeira passagem aquele que não pensou em voltar àquele lugar, mesmo estando por lá?

Categoria – Viu-tá-visto

Por falar em difícil, escolher estas parece aquela promessa que você não vai cumprir. Afinal de contas, se você viajou prum lugar é porque você fez toda a lição de casa. Pesquisou, planejou, foi pra lá e trouxe recordações boas.
Mas pensando bem, mesmo com todas estes requisitos não é possível pensar em voltar a estes lugares antes de ir pra … ou pra … .

Patagônia Chilena – bacana, mas pruma vez só.

África do Sul – é imperdível. Mas neste caso, já voltamos. Portanto, seria a terceira vez.

Mendoza – interessante. Mas …

St Martin/ St Barth/Aruba/Curaçao – descobrimos que o Caribe/praias são lugares pra se ir uma vez só.

Key West e Polinésia Francesa – mesmo raciocínio acima.

Quebec/Montreal/Toronto – legais.

Machu Picchu/ Ilha de Páscoa/ Grande Barreira de Corais/Petra/Uluru – lugares majestosos, lindos e devidamente ticados na nossa wish list.

Nice/Punta/Cancun – praianas e não retornáveis.

Melbourne – só se estivéssemos  morando em Sidney.

Natal, Maceió e Fortaleza – já fomos.

Categoria – Cidades ou países que voltaríamos sempre.

Aqui eu me permito acrescentar um upgrade (ops). Criei a categoria voltaríamos e ficaríamos. Ou seja, moraríamos.

Por razões óbvias – Paris e Roma.

Pela tranqüilidade – Toscana (e pra viver perto de Volpaia) e Provence.

Pra morar meio ano em cada lugar – Vancouver e Sidney.

Quanto as que voltaríamos sem pestanejar:

Los Angeles – não adianta! Gostamos de cidades grandes. E como temos planos de ir tanto pra Las Vegas como pra San Diego …

San Francisco – ficamos pouco por lá. O mesmo pro Nappa Valley.

São Paulo e Nova York (viu, sócio?) – uma não cansamos de conhecer; outra estamos nos devendo um descobrimento.

Portugal – não fomos ainda, mas temos um interesse especial pela Vila Nova de Famalicão, no Minho.

Montanhas Rochosas Canadenses – um dos lugares mais lindos que vimos. Uma foto de calendário a cada curva.

Lima – bem bacana. Comida boa e passeios também.

Rio de Janeiro – mais uma da categoria “precisamos ir mais”. Que tal uma nova ConVnVenção?

Santiago – a nossa Buenos Aires. Vamos de novo no mês que vem.

Disney/Miami – simplesmente adoramos. Especialmente Miami.

Deserto do Atacama – da trilogia explora, a melhor experiência de todas. É a mais bonita academia do mundo.

Londres – fomos há muito tempo e não vimos quase nada.

Chicago – os 2 dias que ficamos lá foi o suficiente pra decidir sobre a volta. Ela foi resultado da ação de quando a conexão for inevitável, fique algum tempo (pelo menos uma noite) nela.

Dubai – sim, senhores. Como sou engenheiro, quero ver a obra acabada! 🙂

Barcelona – ficamos 15 dias. E foi pouco!

Nova Zelandia – um país adorável e totalmente diferente. De cheiro de enxofre a Senhor dos Anéis, passando pela maluquice dos nativos. Imperdível!

Piemonte/Turim – incrível, como toda a Itália.

Floripa – ainda gostamos muuuito.

Milano – olha a cidade grande aí de novo!

País Basco – acabamos de chegar e queremos voltar. Um espetáculo.

Madrid – de novo, a síndrome da cidade grande.

Bordeaux – a nossa última incursão na lei da conexão. Tudo bem que não foi efetivamente uma conexão de vôo, mas como só ficamos dois dias …

Bom esta é a nossa modesta lista.

É claro que ainda teríamos muitas outras, especialmente as de lugares que ainda não fomos e que estão na nossa imaginação. Duma coisa eu sei: na minha coleção de guias de viagem ninguém mexe!!

Seguem abaixo os links de todos os blogs que estão participando deste evento (só espero que algum “maluco” esteja fazendo a tabulação dos dados e apresente o resultado da pesquisa).

Abrindo o Bico

Agora Vai Mesmo

Aprendiz de Viajante

Área de Jogos da Dri

Big Trip

Blog da Nhatinha

Boa Viagem

Caderninho da Tia Helô

Colagem

Cristomasi

Croissant-Land

De uns tempos pra cá

De volta outra vez

Dicas e Roteiros de Viagens

Dividindo a Bagagem

Donde Ando? Por aí.

Dri Everywhere

Filigrana

Flashes por Si

Guardando Memórias

Inquietos Blog

JB Travel

Jr Viajando

Liliane Ferrari

Ladyrasta

Mi Blogito

Mala de Rodinhas e Necessaire

Mauoscar

Mikix 

Olhando o Mundo

O que eu fiz nas Férias

Pela Estrada Afora

Pelo Mundo

Psiulândia

Rezinha Por aí

Rosmarino e Outros Temperos

Sambalelê

Senzatia

Sunday Cooks

Turomaquia 

Uma malla pelo mundo

Uno en cada lugar

Viagem pelo Mundo

Viaggiando

Viajar e Pensar

Viagem e Viagens

É claro que esta lista pode e deve ser ampliada. Portanto, aproveite a caixa de comentários e indique os lugares que você voltaria e aqueles que você não quer ver nem pintado  de ouro!
Estamos curiosos.

Atualização – Este comentário da Drix merece estar neste post:

Edu, provocada por seu convite (como se precisasse de provocação para escrever) tentei listar “meus lugares”. Mas não eram lugares que minha memória listava…
Não voltaria a Cabo Frio, mas voltaria a qualquer lugar que me fizesse reviver a alegria da menina mineira ao ver o mar pela primeira vez.
Não voltaria a Congonhas do Campo, mas jamais esquecerei a emoção de ver os profetas de Aleijadinho, que primeiro conheci em miniaturas de pedra sabão.
Não voltaria a Verona – apesar de amar a Itália – mas jamais deixarei de buscar por lugares nos quais se possa viver uma linda história de amor.
Não voltaria a Bruxelas, mas o sabor de chocolate me acompanha onde quer que eu vá.
Não voltaria a Fátima, mas irei a qualquer lugar onde as pessoas manifestem sua fé, para tentar entender que sentimento as move em suas crenças.
Voltaria a Ouro Preto, para rever seus telhados e igrejas; para ouvir os versos de Alvarenga Peixoto para Bárbara Heliodora, enquanto caminho por suas ladeiras; para reafirmar – sempre – o desejo de “Libertas quae sera tamem”.
Voltaria a Berlim, para diante do muro que não mais existe recitar Affonso Romano de Sant’Anna: “O que se ergue em mim com esse muro que cai em Berlim? Leio e desleio a história nos jornais. Todo muro é limite, sinal a menos e a liberdade sinal a mais.”
Voltaria a Praga, para, caminhando por suas pontes, livrar-me dos sentimentos kafkianos que um dia, certamente, assombrarão todos nós.
Voltaria ao Mont Saint-Michel, para reviver a emoção de descobri-lo ainda de longe, encoberto pela neblina, exatamente como aparecia em minha imaginação.
Voltaria a Washington, quando as cerejeiras estiverem floridas, para contagiar-me com a alegria das pessoas nos parques.
Como Lu Malheiros fiquei contente por ver Lima bem cotada. Ainda não conheço o Perú, mas se são nossos sentimentos que nos guiam pelo mundo, é para lá que meu coração quer me levar.
Como escreveu Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa…

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.”

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dcpv – conexão córsega

número 296
12/07/2011

Conexão Córsega

Córsega (em corso: Corsica) é a quarta ilha do Mar Mediterrâneo por extensão (depois da Sicília, Sardenha e Chipre), à oeste da Itália, constituindo uma região administrativa da França.

É dividida em dois departamentos, Alta Córsega e Córsega do Sul. Separada da Sardenha por um curto trecho do Estreito de Bonifacio, emerge como uma enorme cadeia de montanhas rica em florestas do Mar Mediterrâneo, marcando a fronteira entre a parte ocidental do Mar Tirreno e o Mar Lígure.

É universalmente conhecida como o berço de Napoleão (nascido em 1769 em Ajaccio, um ano após a ilha ser ocupada pelo Reino da França). Sua capital e maior cidade é Ajaccio, enquanto Bastia, a segunda maior cidade, é a capital da Alta Córsega. Seu ponto mais alto é o Monte Cinto, com 2.706 metros de altura.

Com cerca de um terço do seu território protegido como parque nacional, muito do belo litoral continua imune do concreto que mudou grande parte da costa mediterrânia, a Córsega é quase despovoada (31 habitantes/km²). Tem como base da sua economia o turismo, que pode praticamente duplicar a sua população no verão.

A relação não resolvida entre a Córsega e a França, que a governou por 240 anos, manifesta-se não só a partir do apego de seu povo para as suas tradições e sua língua (u Corsu, como “linguagem poderosa, e o mais italiano entre os dialetos da Itália”, por Niccolò Tommaseo), como por indicadores estatísticos que revelam que a crise econômica e social (perene último colocado do país francês por nascimento e emprego) e seus fortes impulsos de autonomia e independência colidem com a Constituição francesa. (fonte – Wikipédia)

Foi através duns emails trocados com a Lina, a bigboss do ótimo Conexão Paris que ficamos sabendo que ela passa um bom tempo por ano (e regularmente) ilhada na Córsega.

Não sei se pra vocês, mas pra mim, a Córsega sempre foi um lugar místico e interessante (acho que tem alguma coisa a ver com Os Irmãos Corsos e o Asterix! rs).

Tanto que ela está na nossa wish list de viagens há um bom tempo. Talvez pelo mistério ou pela quantidade de praias (afinal, é uma ilha!) ou ainda a  proximidade, não só física, mas afetiva com a nossa querida Itália.

E daí a pedir pra Lina algumas receitas de pratos corsos, foi um pulo.

Mais interessante ainda foi o formato que ela me passou de como fazer os pratos indicados. Todos sem qualquer receita detalhada, apenas com observações como  “parece nossa carne cozida com macarrão aos domingos“. Enfim, muito bacana.

Então, vamos lá conhecer a cozinha corsa, mediterrânea e saborosa que a Lina nos indicou.

Bebidinha – Não sei se é corsa, mas uma caipirinha de limão vai sempre bem em qualquer lugar do mundo.

Entradas – Abobrinhas recheadas.

“Não tenho a receita. Escaldo a abrobrinha, corto no meio, tiro o miolo e coloco carne moída temperada e misturada com miolo de pão amolecido no leite.
Importante é colocar aneth no recheio da carne. Arrumar no pirex,  por molho de tomate em volta e colocar no forno. Padrão”. (by
Lina )

E  foi o que eu fiz.

Sem tirar, nem por. Na verdade, coloquei um pouquinho de queijo corso ralado no final só pra dar uma saborizada. Logicamente, enfeitei com o endro daqui de casa.

E pra acompanhar esta formosura, um branco francês, o Sauvignon Blanc Reserve Barton Guestier 2008 que foi ” c/ RG, abócítrica, belle de jour, boiolinha” segundo os ilhéus não flotantes, nós mesmos.

Este prato ficou tão bom, mas tão bom que a Dé além de incorporá-lo imediatamente  ao nosso cardápio diário, aproveitou pra comê-lo com outra combinação. Esta eu explico um pouco mais pra frente. 

Principal – Javali com talharim.

“Javali cozido no fogo brando com vinho e temperos. Cortado em pedaços. Como se fosse cozido de carne brasileiro.

Com muito alecrim e champignons de Paris. Servido com talharim e queijo corso ralado.

Parece nossa carne cozida servida com macarrão aos domingos”. (by Lina ).

Olhe, comprei o javali no sex shop. E os cogumelos também.

Cozinhei o bicho em baixa temperatura após temperá-lo com bastante alecrim, pimenta do reino, cebola e alho.

Usei o mesmo vinho tinto que tomamos, o também francês Malbec Le Plant du Roy 2005. O achamos “condutor, temro, goodfellas, tintaço“.


Ficou excelente, ainda mais acompanhado do pappardelle …

… e de batatas suflê, uma legítima invenção corsa. 🙂

Uau, tomamos todo o encorpado e saboroso ragu que foi formado e que restou nos pratos, Lina.

E explicando o que já foi citado, a Dé (que não come carne vermelha) preferiu a massa dela com mais uma abobrinha e o respectivo e abundante molho vermelho.

Sobremesa – Queijo, geléia e uvas

“Eles não comem sobremesa. Servem queijo seco, feito de leite de cabra. Acompanha geléia de figo e uvas. Toda refeição termina assim: queijo, geléia e uva”. (by Lina)

E quem sou eu pra contradizer os corsos?

Ainda mais com a fama que os precedem! rsrs

Ah! Se alguém está se perguntando onde eu encontrei queijo corso, eu respondo. No sex shop, óbvio! Só que era duma região vizinha, ou seja de Minas Gerais. E curado, sô!

Pra não perder o tema, tomamos um anizete da D Anina que, certamente, foi criado na Córsega (se não foi, taí uma boa idéia prum novo negócio, sócio! rs)

Eis a opinião dos mafiosos ferrazenses:

A Córsega é aqui! Ferraz é irmã corsa de Ajaccio! (Edu)
Hey Jude! (Mingão)
“Corseguemos” deliciosamente! (Deo)

Bom, taí uma breve amostra do que nos espera na Córsega, né Lina?

E olha que o resultado deste menu foi um afrescuramento (no bom sentido) em todo o ambiente.

Sentimos o sol, o mar, a tradição e até a transposição pra esta ilha que é diferentona até na bandeira e nas flores.

Adiu.

.

dcpv – dia uno – espanha – la rioja – o pior elciego é o que não quer ver. ou marques de riscal, o hotel do frank gehry

22/06/11

Dia unoEspanha – La Rioja – O pior Elciego é o que não quer ver. Ou Marques de Riscal, o hotel do Frank Gehry

Escolhemos um vôo noturno pra Madri. Saímos pontualmente as 20:55 (mentira, as 21:30 hs. Ê, Copa do Mundo!) e chegamos na capital espanhola perto das 13:30 hs.

A alfândega foi tranqüila (apesar de todos os comentários em contrário); pegamos o nosso carrão (literalmente) alugado na Europcar e zarpamos direto pra Elciego em plena La Rioja. Tínhamos um compromisso agendado.

Todo o caminho até lá (uns 350 km) foi feito de maneira poética, já que a natureza e a tecnologia colaboraram: são montanhas lindas, …

… com o céu mais ainda e estradas acarpetadas; …

… touros estrategicamente posicionados, …

… casinhas e igrejas bacanas, …

… hélices eólicas gerando energia (será que não temos o mesmo potencial?), …

… até chegarmos a um hotel que é uma verdadeira obra de arte …

… o Marques de Riscal, que foi projetado pelo famoso arquiteto canadense Frank Gehry, aquele mesmo do Guggenheim.

Ele fica na bodega homônima e numa cidade muito pequena, Elciego.

É tão pequena que quando chegamos, o prefeito estava nos esperando com uma chave do lugar e agradecendo pelo aumento da densidade demográfica (dê uma espiada na vista do nosso fantástico quarto).

O compromisso inadiável era com o próprio spa do hotel que tem tratamentos totalmente baseados em vinho.

E fizemos um programa muito aconselhável pra quem passou 10:00 hs num avião e mais 3,5 num carro: uma massagem a dois e melhor, com base em cera de vela, azeite e vinho. Olha, foi muito reconfortante.

Como o sol se põe muito tarde nesta época (por volta das 22:00hs), tivemos tempo de arrumar tudo no belíssimo quarto com uma “vista espetacular” conforme o descrito no site e fomos comer alguma coisinha no bistrô do hotel, o 1860, que é justamente a data em que o primeiro vinho foi engarrafado na bodega Marqués de Riscal.

E pra quem esperava comer só umas coisinhas, fomos surpreendidos e muito.

O lugar é muito bonito e tem uma comida de altíssima qualidade.

A começar pelo ambiente gheryano de primeira e com um couvert simples contendo um dos melhores, senão o melhor pão que comemos nas nossas vidas, coadjuvado por um azeite de primeiríssima linha.

Como entrada, eu e a Dé dividimos croquetas de queijo (você ainda vai ouvir muito falar delas nesta viagem) que simplesmente derretiam na boca.

Acompanhamos tudo com um simples vinho da casa, um branco Limousin 2008 que terei que forçosamente levar no dromedário (esta história eu prometo que conto mais tarde).

Como principais, dois peixes. A Dé foi num bacalao fresco ao horno con refrito e patatas panaderas. Um espetáculo untuoso.

Eu, de rape com almejas y setas da temporada con salsa marinera que estava bom demais.

Olha, queríamos parar por aqui, mas além de gostarmos cada vez mais do lugar, …

… não tivemos como recusar a sobremesa oferecida pela simpática garçonete: uma tosta templada com quezo de Cameros, helado de miel e manzana reineta.

O que que é isso minha gente: o negócio é tão bom que tiramos fotos da “crianza” de vários ângulos.

Conta paga, só nos restou dar uma passada no térreo pra ver como se comporta a obra de arte com a iluminação noturna.

Acho que está aprovada, né?

Vamos lá que a viagem começa amanhã.

Até parece!

Hasta.

.


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