dia dos – espanha – la rioja – museu do vinho, monastério de sta maria e igreja de sto tomás: que dia!

23/06/11

Dia dos – Espanha – La Rioja – Museu do vinho, Monastério de Sta. Maria e Igreja de Santo Tomás: que dia!

Hoje seria o dia do passeio de balão pela região da La Rioja. Seria porque mais uma vez (foi igualzinho na Provence) tivemos problemas técnicos e ele não aconteceu.

E ainda bem, pois o tempo não estava muito legal. Amanheceu nublado, mas com tendência a ter sol só no restante do dia.

Portanto, tomamos um belíssimo café da manhã no guapo hotel Marqués de Riscal


… com suas ervas gastronômicas plantadas em barris de carvalho …

… e zarpamos diretamente pra Nájera que fica a 21 km de Elciego.

É mais uma daquelas cidadezinhas (8000 hab) bacanas e com cara de espanhola.

Aproveitamos pra conhecer a feira livre que é muito engraçada, bagunçada …

… e com vários produtos de primeira.

Como estava um pouco frio (muito vento), nos escondemos no Monasterio Santa Maria de la Real, um lugar medieval ao extremo e exalando história.

Entramos na chamada silleria, uma obra espetacular toda entalhada em madeira (de 1493) e …

… o lugar onde os monges rezavam coletivamente.

Estranho, interessante e muito instrutivo.

Dali seguimos por uma bonita estrada entre vinícolas …

..  pra bonita Laguardia (25 km) onde tivemos o primeiro contato com a lindíssima bodega Ysios, projeto do Santiago Calatrava (não se preocupe. A foto não está desfocada. O telhado é assim mesmo, todo recortado),…

… e mais uma vez, chegamos ao meio duma festa extremamente popular, a fiesta de San Juan, a Peña Biasteriak. Isto está se tornando constante (ainda bem).

Estava todo mundo com lencinhos no pescoço, bebendo bastante e se divertindo mais ainda. Guarde este período: de 23 a 29 de junho.

Também tinha reservado um almoço na Posada Mayor de Migueloa que fica bem no centro de Laguardia.

E é um lugar imperdível.

Parece que você está atuando num filme de época, com o acréscimo de ser uma excelente bodega e um ótimo restaurante.

O lugar todo é muito antigo, antiquíssimo. Inclusive a simpática atendente.

Sentamos próximos à janela e no segundo andar pra, em caso de emergência, percebermos tudo o que acontecia na festa.

É que de vez em quando, uma banda passava pela rua com um montão de gente dançando atrás dela.

Enquanto isso, nos foi oferecido um tremendo pão caseiro, que mais parecia cenográfico, pois até etiqueta tinha.

Como entradas, um legítimo gaspacho pra Dé (ela adorou) …

… e adivinhem, croquetas de jamon pra mim (é, vou lançar o guia 4quetas. Estas mereceram 9 puntos).

O pererê continuava bom lá fora. Descobrimos que a “furiosa” mais bebia do que tocava, já que ela não podia ver um bar que rapidamente entrava e imediatamente parava de tocar. Daí conclui-se que …

Voltamos ao cardápio e pedimos peixes (incrível como eles conseguem servir peixes frescos mesmo estando tão longe do litoral).Quanto aos pratos, a Dé escolheu um bacalhau com pimientos, tomates, muito azeite

… e eu, uma lubina com aspargos, tomate seco e redução de aceto balsâmico. Todos muito bons.

Pedimos uma sobremesa para compartilhar que achamos instigante, um sorbet de mandarins com cava. Boníssima também.

Pagamos a conta (~100 Euros) e saímos rapidinho para Briones onde faríamos uma visita guiada ao Museo de la Cultura del Vino Dinastia Vivanco.

Pausa pra explicação: este museu é excelente e extremamente didático. Nele você fica sabendo tudo sobre todas as fases da elaboração dum vinho.

São 5 ambientes, cada um correspondendo a um estágio importante.

O primeiro é sobre como nasce, cresce e amadurece uma uva.

O segundo versa sobre as “embalagens” tais como os barris de carvalho …

…as garrafas …

… as rolhas, enfim coisas que podem alterar todo o gosto do mosto de uvas.

No terceiro, a bodega. É explicado todo o processo de vinificação e terminamos este estágio visitando a sala octogonal de crianza (pra quem não sabe, os vinhos espanhóis são divididos em crianza, reserva e gran reserva de acordo com o grau de estágio em barricas de carvalho e na própria garrafa)

Poderíamos interpretar verdadeiramente e ao pé da letra, como sendo uma maternidade de vinhos.

A quarta trata da arte onde, entre um montão de obras dos mais variados estilos e idades (vimos objetos de 3000 anos), …

… destacam-se algumas do Pablito, aquele.

Finalizamos com uma incrível e infindável coleção de saca-rolhas e …

… demais objetos que facilitam o ato de servir o vinho.

Quer dizer finalizamos de verdade ao experimentarmos um verdadeiro e encorpado crianza da Dinastia Vivanco.

Perpetuamos alguns momentos do local, …

… que por sinal é muito bonito …

… e ainda encontramos um tempinho pra ir conhecer Haro, uma cidade vinícola e espanholíssima.

Uma bela praça e …

… uma “exquisita” igreja, a de Santo Tomás.
A Dé adora uma igreja e neste caso, fomos agraciados já que a Mercedes, uma guia voluntária se ofereceu (e gratuitamente) pra nos explicar absolutamente tudo sobre a sua construção.

Desde a parte gótica até o retábulo e a fachada de 1504, …

… e num arroubo, invadimos conjuntamente a sacristia, …

… onde vimos um trabalho de entalhe em madeira absolutamente incrível. Foi perfeito.

Voltamos ao hotel (slow trip?) e tive um tempinho pra fotografá-lo de tudo o quanto foi ângulo.

Me senti como um daqueles fotógrafos tirando fotos (repare que esta vegetação no primeiro plano é alecrim)…

…  e fotos duma top model arquitetônica.

Pra completar o ótimo dia, jantamos no próprio hotel e no restaurante gourmet.

E era uma maratona já que os dois únicos tipos de menu eram degustação. A Dé deu “aquela” olhada pra mim.

Escolhemos o Memórias, o menorzinho se é que podemos chamá-lo assim. A idéia toda é reproduzir os pratos memoráveis da carreira do chef Ramon Pineiro. São 4 entradas e 6 pratos. Imaginem!

Foi um jantar memorável. Com direito a por do sol e tudo mais.

Iniciamos com um formato bacanésimo pra servir azeite. Você o coloca inicialmente num copinho de cristal (pra ver as suas características) e logo após, serve um pouco no pratinho pra molhar o pão.

Como start, tejas de pipa e palitos de aceitunas negras. Logo após um agradinho de pão sueco com queijo manchego e trufas. Saboroso.

Continuamos com uma croquetas de Echaurren (guia 4quetas: 10 puntos). Pedimos o primeiro grande vinho da viagem, um Marques de Riscal Gran Reserva 2001. Simplesmente espetacular.

E continuamos o passeio com suflê de quezo idiazabal y azeite arbequina com compota de tomates e toques herbáceos.

Neste momento, percebemos que seria fácil pois tudo era muito saboroso e com porções perfeitas. Daí pra frente, foi um desfilar de grandes pratos: tartar de tomate com cigala e ajo blanco (delicioso), …

arroz caldoso com pulpo (olha ele aí, sócio), …

aspargos feitos especialmente pra Dé, …

… já que ela não comeria cordeiro lechal cocinado a baixa temperatura sobre pastel de patata e hojas verdes (mais uma delícia), …

…  e a merluza romana confitada a 45ºC sobre pimientos assados e sopa de arroz.

Finalizamos com uma tosta templada com queso de carneros y sorviete de miel.

Pra vocês terem um idéia, a Dé não reclamou de nada, muito menos da quantidade. Ou seja, foi uma maravilha.

E tem mais um fator que acrescentou muita qualidade a tudo: bastou descer um andar e estávamos no nosso quarto, dentro da obra de arte do Gehry.

Fantástico e até.

Acompanhe o dia anterior da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.

 

.

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4 Responses to “dia dos – espanha – la rioja – museu do vinho, monastério de sta maria e igreja de sto tomás: que dia!”


  1. 1 Eymard julho 23, 2011 às 2:15 pm

    Fantástico, mesmo!!!! Inveja branca. Mas sempre uma delicia viajar com voces, mesmo que seja pelas fotos da Dé e texto do Edu…..um dia de viagem parece uma semana inteira de atividades (rs). Gostei do guia da pontuaçao das croquetas….

  2. 2 Sueli OVB julho 25, 2011 às 2:57 pm

    Beleza de dia, Edu!
    Que coisa mais fantástica esse hotel! Tudo muito lindo!
    Esse menu degustação está facinho de encarar. Só tem número, mas não tem tamanho. Você sabe muito bem o que o Jorge pensa disso, né?
    Eu gosto dessas pequenas porções, com várias texturas e sabores diferentes.
    Esse negócio de restaurante gourmet no hotel onde estamos hospedados é uma maravilha.
    Aguardo os outros intensos dias de viagem.

  3. 3 eduluz julho 28, 2011 às 1:05 pm

    Sócio, tai um lugarzinho bom pra discutirmos algumas claúsulas do nosso contrato. É claro que aproveitaremos pra dar um pulinho ali no Minho! rs

    Sueli, o Marques de Riscal parece ter um imã para fotografias e observações.
    Os outros dias foram um pouco mais corridos! rsrs

    Abs gehrianos pra todos.


  1. 1 Unos brasileños de visita, o la Rioja que nos quitaron y alguna puntualización | About Basque Country Trackback em agosto 27, 2011 às 7:13 pm

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