Arquivo de setembro \29\UTC 2011

dcpv – santareunião no santovino.

03/09/2011

Santareunião no Santovino.

O conselho do conglomerado tinha que se reunir. Afinal de contas, decisões necessitavam ser tomadas e melhor, precisávamos definir o planejamento estratégico de curto prazo (como por exemplo, o que fazer em novembro em terras “dordognesas”?).
Pra que isso acontecesse, agendamos uma reunião na praia, mais precisamente no novo restaurante italiano dos Jardins, o Santovino.

Ele fica na Al Lorena, 1821 (tel 30618797), onde era a tabacaria Davidoff e é um lugar muito bonito, aconchegante e com cadeiras bastante confortáveis.

A parede composta de tampas de caixas de madeira de vinhos, apesar de não ser nenhuma novidade, é muito interessante.

Reservei pelo telefone (eles fazem as tais, mas por enquanto somente até as 20:30 hs) e quando chegamos (atrasados devido ao trânsito da sexta a noite), o sócio já estava lá e tomando um Manhattan (ê, vício!).

Fomos alojados (a Lourdes infelizmente não estava por aqui) e iniciamos oficialmente o meeting.
Antes de qualquer coisa mais séria, escolhemos um vinho. E siciliano em homenagem a epopéia vivida pelos Loguercio na sua última viagem.
O couvert corretíssimo (pães variados, manteigas aromatizadas, beringelas e tomates confitados) foi servido junto com o Nero D’Avola Regaleali 2008.

E aí tivemos que tomar (literalmente) uma decisão: o que fazer com o vinho, já que ele tinha uma cor mais pra alaranjada e um gostinho meio que uma mistura de Campari com Biotônico Fontoura? 🙂
Ou seja, não estava nada bom. A sommelier Clara Mei percebeu que tínhamos achado alguma coisa estranha, se aproximou e perguntou se poderia experimentá-lo? É claro que liberamos e ela ao degustá-lo, afirmou que realmente não estava bom.

Foi à adega (que não visitamos, mas dizem ser maravilhosa) e simplesmente trouxe outra garrafa do mesmo vinho, abriu e esta sim, estava uma beleza. Resumo: ponto pro Santovino (e pra sommelier) por resolver este caso que normalmente é enrolado, duma maneira clara e rápida.

Depois do pequeno “imbroglio”, passamos pra fase de leitura do menu e escolha dos pratos. Como as massas são feitas quase que exclusivamente na casa, optamos obviamente por elas.
O sócio foi de Ravioli de queijo Brie e tomates rústicos, aspargos grelhados e fatias de presunto de Parma.

A Dé escolheu um básico Gnocchi de batata com molho de  tomate caseiro e queijo pecorino Brigante.

Eu quase optei por um prato com polvo, mas resolvi ser solidário e experimentar o Ravioli de lagostim e mostarda de Cremona, erva doce, manteiga e páprica doce.

Como todos experimentaram tudo, a aprovação foi unânime e ficou patente a utilização de ingredientes de procedência em todos os pratos. Conversamos e deliberamos muito, se bem que a coisa mais pareceu uma happy bour.
E como a hora era feliz, chegou a vez dos docinhos.
Optamos por 3 colheres e uma degustação de sobremesas que continha um canolo siciliano, bomba tiramisu, terrine de chocolate belga, semifreddo al torrone e frutas vermelhas com suspiros e fromaggio branco.

Foi perfeita e fechou com chave de ouro a reunião (extra)ordinária das organizações LongueLuz no restaurante Santovino que tem as suas panelas comandadas brilhantemente pela Soraia Barros. Ele promete e muito.

As suas santapastas são pecaleguminosas! Arrivederci.

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dcpv – dobradinha – além da biblioteca tem um Mestiço

07/09/2011
feriadão

Dobradinha – Além da bibliteca tem um Mestiço

Este post é uma mistura. Pra ficar mais bonito, uma miscelânea.

Quase fizemos este programa duplo, esta dobradinha, no último final de semana. Inclusive, almoçamos no Mestiço.

Só que não fomos ao Lasar Segall por causa do jogo do Timão (perdeu de novo!) e tínhamos esquecido a máquina. Programamos pro  feriado da Independência, pois estaríamos na praia.

E lá fomos nós. Primeiro, ao almoço no Mestiço.

Alguém consegue explicar o porque dele estar sempre cheio? É um restaurante que nunca passou a imagem de “jabazado” e ao mesmo tempo, dificilmente apresenta uma mudança no seu tradicional e saboroso menu. Mas tem provavelmente a melhor entrada já existente na culinária (pelo menos pros Luz): os famosos krathong-thong (se diz cratontom).

São cestinhas de massa crocante recheadas com um carne moída de frango muito bem temperada e úmida com um pouco de milho verde e finalizada com cebolinha cortada.

É viciante, delicioso e ainda se consegue um upgrade ao colocar algumas gotas de tabasco. Pedimos duas porções o que corresponde a 14 krathongs que foram divididos irmanamente (4.5 pra Re, 4.75 pra Dé e 4.75 pra mim).

Bebidas? Sucos de Lima da Pérsia pras meninas e uma Bohemia pra mim.
Resolvemos pedir dois pratos principais (eles são bem servidos) pra dividirmos. Escolhemos um com carne, o Guanabara. Bife, arroz branco, feijão preto bem temperado e 3 (que sorte!) empadinhas de alho poró.

O outro foi de frango. O Delhi , com um arroz indiano, filet do peito do penoso grelhado e banana gralhada.

Quando pensávamos pedir a nossa sobremesa preferida de todos os tempos (bolinhos de estudante e café), o atendente Sérgio (gente finíssima) nos trouxe colheres e disse que ganharíamos uma surpresa pra “adoçar a nossa boca“. E de repente, chegou um encorpado brownie com chantilly que foi exatamente o que precisávamos e melhor, servido num formato ecumênico justamente pra dividirmos. Ou seja, perfeito!

Estávamos pagando a conta (meros R$ 151,00) quando avistamos os habituée famosos, o Nick e o Riq (Viaje na Viagem). Batemos altos papos, desejamos uma feliz viagem (estão partindo prum longo périplo pela Europa) e deixamos a nossa mesa pra eles.
Fica a seguinte conclusão: o Mestiço é pra nossa família (assim como pra muita gente) o lugar onde a relação qualidade X felicidade é a maior possível na cidade de SP.

Dali partimos pro Museu Lasar Segall. Iríamos ver a interessante exposição Além  da Biblioteca, onde vários artistas utilizam livros como matéria-prima pras suas obras.

Logo após a entrada (a exposição vai até 28/10 e é gratis) vimos uma intervenção da Regina Silveira da série onde “cada artista deve apresentar um projeto de instalação/intervenção, propiciando ao público visitante uma reflexão sobre as relações entre espaço arquitetônico, espaço público e artes visuais“.

Neste caso, todo o telhado de vidro estava coberto por adesivos com a palavra LUZ escrita das mais diverass maneiras possíveis.

A intenção é que quando estiver sol, estas palavras (que são vazadas) sejam projetadas no piso.

Não vimos este efeito devido ao sumiço do astro-Rei, mas achamos muito interessante esta homenagem especial pra família. 🙂

Isto posto, entramos propriamente na exposição. Que é  incrível.

Vimos guias com vida, …

… guias antigos, …

… álbuns de figurinhas, …

… livros com folhas de madeira com formatos interessantes, …

… montagens pacientes, …

… mais do que pacientes, …

… e até livros com efeitos especiais.

Enfim, é uma exposição pequena, mas bastante lúdica. Você sai de lá muito mais leve, relaxado e iluminado do que entrou.

Ainda mais se antes tiver ido ao Mestiço !

Bye.

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dcpv – dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.

18/08/2011

Dia Dos – Chile – Santiago – O museu que está na moda. E na neve.

Você acredita em previsão do tempo?

Eu não acredito muito, mas por incrível que pareça ela funcionou desta vez. E melhor, com uma precisão suiça.

Há 10 dias que estávamos “filando” o Canal do Tempo a fim de programar os passeios (atire o primeiro floco de neve aquele que não faz isso quando está prestes a viajar?). E em todos os dias estava lá: quinta-feira, 18/08, chuva com neve. Neve?

Dei uma pesquisada e descobri que fazia um tempão (quase 5 anos) que, apesar da proximidade do Valle Nevado, não nevava na capital chilena.

Bom, acordamos até que tarde (8:00 hs) e fomos conhecer o café da manhã do W.

Farto e interessante num ambiente mais ainda.

Eu tinha pensado em conhecermos a cidade através do Turistik, o ônibus hop on/hop off. Eu e a Dé somos fãs incondicionais deste serviço, pois ele te dá uma posicionada fantástica sobre o lugar, além de possibilitar a visita a lugares bacanas e fora de mão.

Mas com a chuva que estava caindo, este plano foi (literalmente) por água abaixo.

Como tínhamos um plano B (uma visita a algum museu), tratamos de colocá-lo em prática.

Prestes a sair pra pegar um taxi, ouvimos uma senhora dizendo: incrível, está nevando!

E não é que estava mesmo!

Os santiaguinos estavam entusiasmados com este volume de neve. Todo mundo fotografando e fazendo poses (até o pessoal simpaticíssimo da recepção do hotel).

É claro que nós também não ficaríamos atrás.

Curtimos muito a paisagem diferontona e encantadora da nevasca (foram mais de 4 horas seguidas).

Com todo este clima natalino e pret-a-porter, optamos por ir ao Museo de la Moda, um lugar modernoso e interessantíssimo.

A primeira surpresa quando se chega lá, são os carros enterrados no jardim.

E a surpresa se multiplica ao percebê-los envoltos em neve.

Gostamos muito quando soubemos que a mostra temporária teria como tema os anos 80.

E foi um revival total com representantes legítimos daquela época. O DeLorean  do filme De Volta pro Futuro

… junto com a jaqueta original do Michael J. Fox …

… e melhor, com uma trilha sonora fantástica com Duran Duran, David Bowie, Pretenders, Tears for Fears, Madona, Cindy Lauper e muitos outros menos votados.

Louve-se a idéia do curador de colocar a trilha com o nível sonoro perfeito e com o acompanhamento preciso de luzes estroboscópicas …

… e ambientações psicodélicas.

E a moda? A moda estava em tudo isso acima e nas criações do Gaultier, …

… do Mugler, …

… do Givenchy …

…e de muitos outros expoentes.

Como a neve continuava caindo, nós aproveitamos pra fazer uma visita como se deve.

Nos ativemos a detalhes de toda a coleção e não esquecemos de admirar o que seria a chamada mostra fixa de lá, ou seja, os ambientes originais da casa do Jorge Yarur Bascuñán, dono da própria Manufactura de Algodón.

Como a neve não desistia de cair, optamos pela facilidade de almoçar na garage do museu. O restaurante El Garage é todo muito bem “disenhado”.

A única opção para todos era o menu a preço fixo. Por sinal baratissimo; 6000 pesos chilenos (uns R$25,00) por cabeça com direito a entrada, principal e bebida (infelizmente, não alcoólica).

Escolhemos, os homens, como entrada tomates recheados com atum e ervas e as mulheres,…

… uma sopa de couve-flor muito bem temperada e como convinha, quentinha!

O restaurante estava cheio e os principais chegaram. Todos foram de risotto (não precisa nem dizer que o arroz estava um pouco passado) …

… com exceção da Dé que pediu uma salada com salmão defumado, alcachofras, favas, abobrinha e rabanete.

Tudo correto e fazendo bonito perante o custo. Passamos a sobremesa (estávamos nos preparando pra noite), tomamos 4 expressos e fomos caçar um taxi na chuva (a esta hora, a neve já tinha ido embora, mas a paisagem branquinha imperava).

Chegamos ao hotel e providenciamos particularmente a solução do banheiro devassável do quarto da D Vera e do Sr Antônio: como o pessoal da recepção nos disse que o único quarto que tinha porta no banheiro era o nosso, resolvemos tudo simplesmente trocando de quartos. Pronto, quem estava agora no quarto moderninho e prafrentex éramos nós.

E também estávamos prontos pra conhecer o restaurante Aquí Está Coco depois do incêndio que acabou com ele em 2009.

A última imagem que tivemos dele era a de uma casa meio antiga e com um menu em forma de jornal que você levava pra casa. Hoje, a coisa é totalmente diferente. O restaurante se transformou num lugar bastante moderno e muito bem projetado.

Chegamos lá e percebemos o Coco no próprio logo.

Internamente é muito agradável, confortável e com uma programação visual fantástica.

Só o tubarão estilizado que fica em cima do bar já valeria a visita.

Sentamos e confabulamos bastante pra fazer o pedido, pois o cardápio é bastante extenso e com muitas alternativas.
Escolhemos como entradas umas alcachofras empanadas com polenta e …

… um prato de mariscos sensacional.

Era uma mostra do quão diferentes são os frutos do mar que gorjeiam, ops, nadam por aqui.

Foi um festival de polvo, machas, salmão, mariscos gigantes, ostiones, enfim, a nata da biodiversidade chilena.

Aproveitamos pra desvendar os segredos da Casas del Bosque (vinícola que visitaremos amanhã) ao pedirmos um Sauvignon Blanc super personalizado e com uma permanência marcante.

Ainda tivemos fôlego pra pedir os principais.

A D Vera foi de Salmão Terra e Mar, com aspargos grelhados, avelãs nativas e lagostim,

… coincidindo com o sabor especial do que pediu o Sr Antônio, um Turbot Mediterrâneo sobre azeitonas pretas e verdes e batata palha .

A Dé foi duma pseudo Moqueca de Centolla

… e eu, um Congrio com cebola roxa, tomate, pimenta amarela e coentro, acompanhado de batatas fritas.

Todos muito bem preparados e mostrando o fragrante profissionalismo da nova fase do Coco (o restaurante estava abarrotado).
Mais um vinho branco foi pedido, o Chardonnay Casa Silva 2010.

Caramba, ficamos num tremendo dilema: comíamos ou não as sobremesas? Não resistimos e fomos pro sacrifício. Um Pudim de coco

…  e um Milfolhas de doce de leite com sorvete de baunilha foram o complemento ideal pruma noite praticamente perfeita.

Só nos restou voltar pro hotel e termos a certeza de que o Coco achou o seu verdadeiro lugar. E olha que não era o coqueiro.

Hasta.

Veja o dia anterior desta viagem:

dia primero – santiago – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.

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43º inter blogs – clau alaminos no dcpv

13/09/2011
número 300

43º Inter Blogs – Clau Alaminos no dcpv.

Confesso que fiquei surpresa ao receber o convite para participar do interblogs. Tenho acompanhado há tempos os encontros que  a Dé, o Edu e seus amigos promovem com outros blogueiros e o que vejo é um show de criatividade e boa mesa. Agora que chegou minha vez, tentei caprichar e elaborei um menu com sotaque francês, mas que pode ser facilmente preparado. Espero que gostem e que realmente façam as receitas. Obrigada pela oportunidade e bom apetite. (Clau)

Foi assim que a Clau Alaminos (blogueira, empresária, etc) iniciou a apresentação do menu que ela indicou pros IB (quer saber o que é?). E sem eu ter dirigido, nem direcionado nada, uma coincidência muito grande aconteceu: como vocês verão, as receitas são bastante festivas e vieram a calhar com uma das efemérides desta data. Hoje é a reunião de número 300 do dcpv (o que corresponde a um pouco mais do que 6 anos ininterruptos delas).   

Portanto, vamos festejar e aproveitar este magnífico menu.

Espero que todos fiquem com o dedinho girando e cantem a la Marilyn Monroe: hapyy birthday to you, happy birthday to you, happy birthay Mr dcpv … happy bithday to youuuuu.

Bebidinha

É claro que só poderia ser uma legítima farmácia. E com cara de francesa.

Amuse bouche

Além dos pratos que você me pediu para o menu, acrescentei alguns amuse bouche porque gosto que já haja comidinhas especiais prontas quando meus convidados chegam. Acho que fica mais acolhedor quando iniciamos a conversa acompanhada de coisinhas gostosas. (Clau)

1 – Uvas red globe com tapenade de azeitonas pretas e pistache

Retire as sementes das uvas e cave com um instrumento bem fino e delicado (eu uso o cabo de uma colher de café), de maneira que se forme uma tigelinha com a uva. Recheie com a tapenade (receita abaixo) e enfeite com um pistache.

Ingredientes: 1 xícara de azeitonas pretas sem caroço picadas, 1 dente de alho picado, 2 colheres de sopa de azeite extra virgem, suco de 1 limão grande, ½ colher de sopa de alcaparras, pimenta do reino moída na hora a gosto.

Bata todos os ingredientes num processador até se tornarem uma pasta homogênea.

Comentários – Este amuse é muito bom. O contraste do doce da uva com o salgado da tapenade é perfeito. Dá pra imaginar o quão delicioso seria com o pistache que, infelizmente, esqueci de comprar! 🙂

2 – Damascos secos recheados com brie

Corte os damascos secos ao meio e recheie com uma fatia de queijo brie.

Comentários – Simples damascos cortados ao meio e recheados com queijo brie. Sublimes.

E formariam um par perfeito com as tâmaras recheadas com manteiga da Fabrícia e do Mohamed .

3 – Tuilles de parmesão

 3 colheres de sopa de parmesão ralado para cada tuille.

Aqueça o forno. Numa forma forrada com papel manteiga ou silpat, faça círculos com 3 colheres de sopa de parmesão. Leve ao forno até o queijo derreter e começar a dourar nas bordas. Retire do forno e, com o auxílio de uma espátula, tire as tuilles da forma e coloque-as sobre uma superfície fria. Se preferir, coloque sobre o parmesão, antes de levar ao forno, ervas frescas picadas, grãos de pimenta rosa, uma pitadinha de pimenta caiena ou alguma outra combinação que imaginar.

Comentários – Esta é pra fazer em casa regularmente. Aproveitei a liberdade pra incrementar com pimenta rosa,  pimenta de Sechuan e sementes de mostarda e ervas.

Perfeitos.

Nos sentimos bastante acolhidos e a conversa começou! 🙂

Entradas

As entradas dão o clima do jantar. Escolhi fazer três pequenas porções diferentes porque elas estão entre as minhas preferidas e achei que a combinação de cores, aromas e sabores ficou bem interessante. (Clau)

1 – Verrine de creme de tomates com queijo de cabra e torrada de manjericão

Ingredientes – 6 tomates cortados em quatro partes e sem sementes, 3 dentes de alho inteiros e com casca, 3 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem,  sal e pimenta do reino moída na hora, 1 colher de chá de açúcar, 4 colheres de sopa de creme de leite fresco, 100 gramas de queijo feta esfarelado, 3 colheres de sopa de azeite extra virgem, 2 colheres de sopa de manjericão fresco picado, 2 fatias de pão de forma sem casca cortadas em tiras.

Arrume os tomates e os dentes de alho num tabuleiro, regue com azeite, tempere com sal e pimenta e leve ao forno baixo por aproximadamente 45 minutos ou até os tomates ficarem amolecidos e começarem a caramelizar.

Retire os tomates do forno, elimine as cascas dos dentes de alho e a pele dos tomates. Leve as polpas de alho e tomates ao processador ou liquidificador e bata até obter um creme.

Coloque o creme de tomates obtido numa panela e leve ao fogo. Assim que começar a formar bolhinhas, adicione o creme de leite e mexa. Corrija sal e pimenta e reserve. Mantenha aquecido.

Para fazer as torradas: aqueça o azeite e junte o manjericão. Quando estiver quente e o manjericão liberar seu aroma, adicione as tiras de pão e deixe-as no fogo até dourarem e ficarem crocantes. Se quiser fazer as torradas com antecedência, acondicione em recipiente bem fechado para que não murchem.

Montagem: coloque o creme de tomates num copo de shot ou de cachaça, coloque um pouco de feta esfarelado sobre ele e sirva com a torrada sobre a borda do copo.

Comentários – A verrine ficou parecida com um molho bem light. E as torradas tiveram uma sacada muito legal que foi fritar o manjericão no azeite. Ele fica crocante e saboriza tudo.

2 – Cogumelos recheados

Ingredientes – 6 cogumelos portobelos médios, 1 ½ xícaras de chá de espinafre cru, 2 colheres de sopa de nozes picadas, 1 dente de alho picado, 1 colher de chá de azeite de oliva extra virgem, 4 colheres de sopa de queijo parmesão, sal, pimenta do reino moída na hora, panko ou farinha de rosca para polvilhar.

Cozinhe o espinafre no vapor para que ele não encharque. Coloque as folhas cozidas numa peneira e deixe pingar por pelo menos 30 minutos.

Enquanto isso, retire os cabos dos cogumelos e limpe-os criteriosamente com um pano úmido.

Leve todos os ingredientes, com exceção dos cogumelos e do panko num processador e processe até a mistura ficar homogênea.

Recheie os cogumelos, polvilhe com o panko ou farinha de rosca e leve ao forno por 10 ou 15 minutos ou até a farinha ficar levemente dourada e os cogumelos, macios.

Comentários – Este prato é muito bom mesmo.

Ele te dá a sensação de estar comendo um pouco de mato! Não preciso nem dizer que a Dé adorou!

3 – Cigarrettes de phyllo com aspargos e presunto cru

Descascar e cozinhar brevemente os arpargos para que eles continuem crocantes.

Envolver cada um dos aspargos com uma ou duas fatias de presunto cru.

Sobrepor 3 folhas de massa phyllo intercaladas com manteiga derretida. Cortar a massa em retângulos e envolver os aspargos já cobertos com o presunto cru de maneira a formar um cigarrete.

Arrumar os cigarrettes numa forma e levar ao forno pré aquecido por aproximadamente 10 minutos ou até a massa ficar dourada.

Montagem: sirva as três entradas juntas num prato retangular, numa placa de ardósia ou onde sua imaginação mandar.

Comentário – Outra surpresa mais do que positiva. Um prato de simples execução, mas de altíssimo resultado.

Como a Dé não é muito chegada num presunto, fiz pra ela com queijo ementhal. Mais um ponto pra Clau.

E o resultado final foi, sem sombra de dúvidas, a melhor entrada já comida no dcpv (palavra de todos os sócios-fundadores).

Pra comemorar os 300 encontros, sorvemos uma cava Freixenet Cordon Negro série 150 que foi “festivo I, festivo II, festivo III, festivo IV“.

Principal

Escolhi este prato porque amo magret e, além disso, eles são simples de preparar e muito elegantes ao servir. (Clau)

1 – Magret em redução de vinho tinto com laranja confit

Ingredientes – 4 magrets, 2 xícaras de suco de laranja, 2 xícaras de vinho tinto, ramos de tomilho fresco, 3 colheres de chá de manteiga sem sal gelada em cubos, sal, pimenta do reino moída na hora.

Numa panela, coloque o suco de laranja para ferver em fogo médio e deixe-o reduzir até chegar à quantidade de meia xícara.

Em outra panela faça o mesmo com o vinho e os ramos de tomilho. Coe e reserve.

Misture as duas reduções e reserve o molho.

Faça cortes diagonais e superficiais na pele dos magrets de maneira a formar losangos. Tempere com sal e pimenta dos dois lados.

Aqueça uma frigideira de fundo grosso. Coloque os magrets com a pele para baixo na frigideira. Reduza o fogo para médio e deixe os magrets nesta posição até que a pele esteja dourada e grande parte da gordura abaixo dela esteja derretida (aproximadamente 10 minutos). Vire os magrets e deixe-os no fogo por mais 3 minutos (eles têm que finalizar o cozimento dourados por fora e vermelhos por dentro). Retire-os do fogo e monte o prato.

Observação importante: É interessante que os magrets sejam a última preparação a ser elaborada para que seja servida logo que estiver pronta para que os magrets não passem do ponto de cocção.

No momento de servir, aqueça o molho até iniciar a fervura. Desligue o fogo e adicione a manteiga aos poucos, emulsionando com um fouet para que ele fique brilhante e cremoso.

2 – Purê de feijão branco

Deixe 250 gr de feijão branco de molho por uma hora. Coloque-o numa panela, cubra-o de água e adicione 2 folhas de louro e 100 gramas de bacon defumado cortado em pedaços grandes. Faça um refogado com alho e cebola picados e, quando os feijões estiverem macios, junte as duas misturas e adicione sal.

Retire as folhas de louro e o bacon e processe o feijão até que se torne um purê. Volte o purê para a panela, corrija o sal, adicione pimenta do reino branca moída na hora e mantenha aquecido até o momento de servir. Se ficar muito espesso adicione um pouco de água até chegar à consistência desejada.

3 – Baby legumes ao vapor

Cozinhe os baby legumes que encontrar (berinjela, abobrinha, cenoura…) no vapor mantendo a crocância de cada um. Reserve mantendo aquecido.

4 – Confit de cascas de laranja

Cascas de 2 laranjas cortadas em juliène ou retiradas com um zester (sem a parte branca), 1 xícara de água, 1 xícara de açúcar.

Coloque as cascas de laranja em água fria e leve-as à fervura. Despreze a água. Faça esta operação três vezes para que percam o amargor. Enxágue-as à cada operação.

Leve-as ao fogo com a água e o açúcar em fogo baixo e deixe reduzir até que a calda atinja o ponto de fio. As cascas ficarão macias, caramelizadas e brilhantes.

Não sei como vocês vão montar o prato, o único pedido que faço é que as cascas de laranja confit fiquem sobre os magrets. Estou curiosa para ver. Só relembro que depois de montados, os baby legumes devem ser temperados com azeite de oliva extra-virgem, flor de sal e pimenta do reino branca moída na hora.

Comentário: Tudo feito conforme os conformes. Peito de pato frito na última hora, baby cenouras servidas com flor de Sal, azeite e pimenta do reino, …

… purê de feijão com um acentuado toque de bacon e uma pequena (talvez grande. né Clau?) mancada: esqueci de colocar a ótima laranja confitada (foi a Dé que fez).

Como me lembrei logo após comermos (tudinho), resolvi montar mais um prato e mostrar como ficaria.

E o molho foi um capítulo a parte. As fotos abaixo mostram o verdadeiro antes e depois!

Assim como agradável foi o vinho tinto Malbec Lagarde 2009 que achamos “comemorativo I, comemorativo II, comemorativo III, comemorativo IV“. A Clau realmente encontrou um jeito incrível de comemorarmos tanto este 43º IB como as 300 reuniões.

Sobremesa – Pain Perdu

Será que precisa falar dessa sobremesa? Um clássico delicioso e irretocável. (Clau)

Ingredientes – 2 xícaras de leite integral, 2 ovos, ¼ de xícara de açúcar, 1 colher de chá extrato de baunilha (caso não encontre, substitua por essência), 1 colher de sopa de manteiga sem sal, 4 fatias grossas (aproximadamente 2 cm de espessura) de brioche, açúcar de confeiteiro.

Numa tigela coloque os ovos, o leite e a baunilha e bata com um fouet até ficar homogêneo.

Derreta a manteiga numa frigideira. Mergulhe as fatias de brioche na mistura de leite e ovos, deixe escorrer o excesso e leve à frigideira. Deixe dourar bem e vire as fatias para que dourem do lado oposto. Retire da frigideira e polvilhe o açúcar.

Sirva com creme inglês. No momento de servir, polvilhe o açúcar de confeiteiro em cada uma das fatias.

Creme Inglês

Ingredientes – 8 gemas peneiradas, 1 ½ xícara de açúcar, 1 litro de leite, 1 fava de baunilha.
Coloque o leite numa panela. Corte a fava da baunilha no sentido longitudinal e com a ponta de uma faca, retire as minúsculas sementes de dentro dela. Junte as sementes e a fava ao leite e leve à fervura.

Em uma tigela misture as gemas e o açúcar. Bata com um fouet até começar a ficar esbranquiçado.

Logo que o leite ferver, retire-o do fogo e coloque uma pequena quantidade sobre a mistura de ovos mexendo constantemente com um fouet (cuidado para que as gemas não cozinhem). Depois de misturar, adicione o restante do leite aos poucos, sem parar de mexer. Volte a mistura para a panela em que ferveu o leite e leve-a ao fogo baixo. Não pare de mexer a mistura enquanto estiver no fogo.

O creme estará pronto quando atingir o ponto nappe, isto é, ao cobrir o fundo de uma colher com o creme e passar o dedo fazendo um caminho no creme, este não escorrerá e a marca do dedo continuará visível.

Conserve o creme inglês na geladeira. Coloque uma porção do creme no fundo de um prato e por cima a fatia de pain perdu. Polvilhe a fatia com açúcar de confeiteiro e decore com um raminho de hortelã.

Comentário – Pain Perdu é covardia! Este ficou levíssimo, doce e só faltou colocarmos a velinha!

Demos uma bicada na Spirits Vanilla do grande Flávio Federico e continuamos ouvindo a magnífica trilha sonora que o nosso DJ Sunday’s gravou com grandes hits do Lô Borges, do Frank Sinatra, do Mika, do Orlando Dias, do Adelino Nascimento, do Jorge “Bigorrilho” Veiga, do Oswaldo “Ogunhê” Nunes, do Julio Iglesias, do Manolo “No me puedo quedar” Otero, além de muitos outros muito bem votados.


Bom, foi isso.  Este foi realmente um dia especial. Festejamos muito, comemos muito bem, nos divertimos demais (dá pra imaginar 300 noites absolutamente diferentes e ao mesmo tempo bastante iguais?), reafirmamos o nosso compromisso com o relaxamento e com o nosso entrosamento (seguramente estamos durando mais do que muitos casamentos por aí) e melhor, respeitando as diferenças de cada um.

Tivemos vários convidados por aqui, sejam virtuais, sejam reais. E certamente gostaríamos que todos que nos acompanham, também estivessem  hoje a noite compartilhando deste regabofes espetacular que a Clau nos proporcionou.

Oxalá (eu sempre quis escrever esta palavra) estejamos todos juntos nas festas que faremos no lançamento do livro dos IB (não se esqueçam que a turnê mundial está confirmada. Passaremos pelo Canadá, Itália, Portugal, Inglaterra, França, México, Espanha, Brasília,Vila Nova de Famalicão além de todo o nosso Brasilzão).

Seguem também as nossas flores virtuais pra Clau que além de serem mais do que tradicionais, também representam os desejos de um Feliz Aniversário pra ela (mais uma Marilyn Monroe como a lá de cima, só que trocando o dcpv por Clau, please?).

E, pra não perder o costume, aí vão as opiniões dos festeiros profissionais, nós mesmos:
Parabéns pra nós. E pra Clau! (Edu)
Clau, você é demais. A perfeição x 300. (Mingão)
Tricentésimoespetaculástico, Clau. (Deo)

Gratíssimo Clau e até o próximo IB …

que será com a Paula Labaki, do Cozinha da Lena. Ela prometeu flores e derivados no menu. Ôba!

Ah! Que venham mais 300!

 

dcpv – jantando nas alturas

28/07/11

Jantando nas alturas.

Recebo emails do Ricardo Bohn Gonçalves da Wine School constantemente. Ou ele me oferece algum vinho bom e barato pra comprar; ou ele anuncia algum jantar bacana.
Neste caso, o assunto da mensagem era Um jantar nas alturas – Terrazas no Terraço Itália.

Sem saber o que era exatamente, me interessei. Afinal de contas, uma das nossa falhas curriculares era exatamente não ter ido uma vez sequer ao Terraço Itália, o restaurante mais romântico de SP.
Pra completar o raciocínio, o tal das alturas, a vinícola que forneceria os vinhos pra harmonização dos pratos seria a argentina Terrazas de los Andes.

Saibam que a sua característica principal é justamente cultivar vinhos de altura, ou seja, compatibilizar a melhor altitude para cada variedade de uva considerando a influência do micro clima, da água e do solo.

Daí a achar que teríamos que ir, foi um pulo. Liguei, reservei, paguei, aumentei a quantidade de reservas (a Re estava livre e queria ir) e pronto.
Quando fomos perceber (é, o tempo passa rápido quando você está se divertindo), estávamos lá no Terraço Itália, subindo os 42 andares (com direito a baldeação de elevadores) e tendo um lindíssimo visual à disposição.

Sentamos (o salão estava lotado), conversamos bastante e os discursos começaram. O Ricardo falou um pouco e logo após, o Hervé Birnie-Scott, enólogo e criador do projeto Terrazas de los Andes que pertence ao grupo bambambam de luxo LVMH na Argentina, também e bastante.

E aí começou efetivamente o serviço. A primeira entrada foi Carpaccio de Salmão Defumado. Um prato saboroso onde o salmão contrastava com o erva doce e com nozes esmagadas (a família toda comeu). A harmonização com o vinho branco Terrazas Reserva Torrontés 2009 (com uvas cultivadas a 1800 m) foi perfeita.

Prontos pro segundo prato que seria a segunda entrada? Coquiles de vieiras gratinadas. Perfeitas vieiras cozidas na  concha com um molho muito saboroso. Eu comi 4 (2 minhas e 2 da Re) e em compensação, passei o purê que dava a sustentação das conchas no prato pra Re! 🙂
A Dé comeu as dela normalmente. E ainda mais acompanhadas do vinho branco Terrazas Reserva Chardonnay 2009 (com uvas cultivadas a 1200 m).

O próximo e terceiro prato seria um risotto. Xiiiiii, risotto pra este montão de gente?
E chegou o risotto de funghi secchi que estava bastante saboroso, mas longe de estar al dente. Tive que comer 1,5, já que a Re não mexeu em quase nada do dela (ela não gosta de funghi), a não ser na fatia de parmesão e a Dé cumpriu brilhantemente com o seu dever. Tomamos o competente e tinto Terrazas Reserva Malbec 2008  pra acompanhar. Este vinho pertence ao grupo de uvas cultivadas acima de 1000 m, mais precisamente 1067.

Neeeext!! Xiiiii de novo; seria um bife de ancho ao molho de shitake e nhoque de batatas. A Dé logo de cara falou: Bife? Não conseguirei comer!  A Re retrucou: Bife? Eu como, mas tinha que ser com molho de shitake? E eu emendei: será que vou ter comer 3 pratos? 🙂
Que nada! Quase tudo foi salvo.
A Dé comeu o ótimo nhoque; a Re aproveitou quase tudo com exceção das fatias de shitake já que o molho era quase que um roti. E eu aproveitei da carne macia e muito bem cozida. Além do excelente vinho tinto Terrazas Afincado Reserva 2006, que segundo informações dadas pelo enólogo, tem as suas uvas produzidas a 1067m  próximo a Cordilheira dos Andes na Finca las Compuertas com videiras plantadas em 1929. Legal, né?

Bom, o pessoal já estava querendo ir embora. Sabe como é; amanhã seria sexta-feira. Mesmo assim aguardamos a sobremesa, um strudel de maçã com sorvete crocante que caiu muito bem, ainda mais acompanhada dum vinho Terrazas Afincado Tardio 2006 “Petit Manseng” muito bom.

Prontíssimo! Agora sim podemos dizer que a lacuna do currículo foi preenchida (e a do estômago também).

Jantamos literalmente nas alturas e bebemos à altura.
Hasta.

.

dcpv – da feira à mesa

número 301
16/08/11

Da feira à mesa.

Pense nesta situação: você está num supermercado fazendo as suas compras de frutas e verduras. De repente, uma senhora uniformizada e atenciosa te aborda. Ela está com alguns folhetos na mão e eles contém receitas com produtos que são vendidos por lá e que certamente estão entre os promocionados.
Talvez a sua primeira reação seria falar “obrigado. Não estou interessado!”

Pois o meu conselho, pelo menos neste caso, é: pegue os folhetos, compre os produtos e faça as receitas. Você não vai se arrepender.

É claro que isto não aconteceu comigo exatamente no formato que estou relatando. Mas poderia ter acontecido e numa das lojas dos supermercados Veran (é, o jabá está comendo solto aqui no dcpv).

É justamente por termos este serviço por lá que estas receitas acabaram aparecendo na minha biblioteca gastronômica (a Dé traz, de vez em quando, algum trabalho pra casa).
E, pra variar, bolei um menu completo com elas.

Você quer ver como elas ficaram? Vamos lá.

Entrada – Jiló à parmegiana

Quando eu olhei pra esta receita, vi grandes possibilidades. Seria muito interessante experimentar jiló (um ingrediente quase que inédito por aqui). E pelo jeito, esta oportunidade era perfeita pra tal.

Pra fazê-la, basta lavar 12 jilós, retirar os cabos e cortar em rodelas.

Misture 3 ovos levemente batidos, sal, pimenta, orégano e deixe as fatias de jiló neste molho por pelo menos uma hora. Passe as rodelas em farinha de rosca, novamente na mistura e depois mais uma vez na farinha de rosca. Frite em bastante óleo quente até ficarem douradas.

Num refratário (usei 4 pequenos), coloque as fatias de jiló, cubra com um bom molho de tomate (by D Anina), …

… molho branco (fiz o meu na Bimby), …

… fatias de muçarela (gostou, sócio?) e termine com queijo ralado.

Leve ao fogo pra gratinar e sirva bem quente.

Olha, ficou muito bom mesmo. Só as rodelas de jiló à milanesa já seriam suficientes.

E a “lasanha” do legume ficou crocante, úmida e com uma perfeita casquinha superficial. Enfim, viva o jiló!

Aproveitamos pra limpar a geladeira e tomamos meia garrafa (estava pela metade) do nosso querido Jacobs Creek que foi “always, absorvente, sempre livre“.

 ”

Principal – Porco atolado na mandioquinha com molho de pimenta e mel

O segredo desta receita não está no título. É o falso caviar de agrião.

Eu preciso (todos precisamos) aprender a utilizar sagu saborizado (o Claude não para de fazer o dele).

Neste caso, bastou juntar sagu cozido, …

… com suco de agrião (1 maço de agrião batido no liqüidificador com 400 ml de água e coado), …

… e deixar de um dia pro outro na geladeira.

Já pro porco, deixe 500g de lombo do bicho cortado em cubos médios numa marinada formada por suco de limão, vinho branco, alecrim, sal e pimenta por pelo menos 2 horas.

Tire o lombo da marinada e frite-o em pouco azeite até dourar.

Junte cebola e alho picados a gosto, pimenta dedo-de-moça picada e misture bem até dourar.

Acrescente 2 tomates sem sementes picados, 500 g de mandioquinhas descascadas e cortadas em cubos e 1 litro de caldo de carne (feito em casa, please!).

Cozinhe por 30 minutos em fogo médio, mexendo de vez em quando. As mandioquinhas vão derreter e virar um creme.
Daí surge o tal atolamento do lombo.

Para dar mais um charme e melhorar o produto final, fiz também um molho de pimenta e mel (cozinhe azeite, pimenta, mel, suco de laranja e tempere).

Puxa, ficou lindíssimo (acho que um prato desses custaria uns 50 Euros no Berasategui) …

… e absolutamente saboroso.

Conselho de amigo: passe no Veran, pegue esta receita e faça em casa! (sem corporativismo).

Tomamos mais um resto (0,66 garrafa) de um tinto espanhol, o Murviedro Reserva 2007 que estava “cortado, encaixado, floral“, segundo os xepeiros, nós mesmos.

Sobremesa – Torta de maçã

Mais uma pra aproveitar já que as maçãs estão sempre em promoção. Tá dado o motivo pra fazer esta dulcíssima sobremesa.

A massa é formada por farinha de trigo, açúcar, manteiga, gema e leite. O recheio de leite condensado, leite, gema, manteiga, amido de milho e maçã. E a cobertura de gelatina, água e povilho doce.

Muito bom e concretizou bem o nosso dinner.

Veja a opinião dos presentes (registrado novo forfait do Déo):
É verdade. Os grandes menus também estão onde menos se espera! (Edu)
Simples, porém maravilhoso! (Domingos)

É isso! Esta idéia do Depto de Marketing do Veran (por sinal, da sua bela e maravilhosa diretora, a Dé) é muito boa.

E a pesquisa da Paula foi tão bacana quanto já que através dela, nos foram apresentadas estas receitas.

Da próxima vez que vocês estiverem fazendo compras, lembrem-se de pegar os folhetos qua a demonstradora vai lhe oferecer, certo?
Até e bons menus.

.

dcpv – dia ocho – espanha – país basco – san sebastian do rio de janeiro?

28/06/11

Dia ocho – Espanha – País Basco – San Sebastian do Rio de Janeiro?

Este foi o primeiro dia passado totalmente em San Sebastian, a famosa Donostia em Euskera, a enigmática língua dos bascos.

O dia amanheceu broncolhaço. Muita garoa e uma temperatura bem mais baixa do que o habitual (algo em torno dos 18ºC).

Tínhamos programado passear pelo centro e depois disso, conhecer algumas cidades praianas próximas.

Com este tempo, mudamos os planos e fizemos a coisa mais viável turisticamente falando.

Entramos no onibus double-deck da Bus Turistikoa que faz o drop on/ drop off pelos pontos turísticos da cidade.

Como ele é providencialmente coberto, quebrou o maior galho.

Passeamos por tudo o que foi lugar e …

… marcamos de voltar a tarde pra descobrir o Peine del Viento.

Antes, conhecemos o Mercado de La Bretxa. É um lugar antigão, muito bonito e com tantos produtos bacanas que vale um pequeno fotoblog:

E ainda tínhamos algumas outras obras de arte pra comer no almoço lá no Martín Berasategui (desculpem, mas esta aventura gastronômica será contada separadamente no próximo post).

Voltamos do almoço e embarcamos novamente no Bus Turistikoa.

Pra descer na ponta da praia de Ondarreta onde está localizado o emocionante Peine del Vento, de autoria do  Eduardo Chillida. Infelizmente não pudemos visitar o Museo Chillida-Leku que está temporariamente fechado devido a problemas com o governo.

A idéia toda é fazer com que as características do mar daqui (muito bravo) e do tempo (muito vento) sejam os motores da obra de arte, …

.. que são estes aros de ferro encrustados nas pedras.

Caso aconteçam fortes movimentações destes acidentes naturais, você verá a água do mar passar por eles e ouvirá o zunido do vento, ou seja, verá e ouvirá o vento ser penteado.

Bacana e poético, né?

Demos mais uma passeada pela praia, …

… vimos alguns belos castelos …

… e demos mais uma passadinha pela Parte Vieja, o lugar mais vibrante da cidade.
Voltamos ao hotel pra nos prepararmos pro jantar (sim, a gastronomia por aqui é realmente muito boa e portanto, come-se muito e bem nestas plagas).

Desta vez, escolhi meio que por simpatia o restaurante Mirador de Ulía.

San Sebastian é corcoveada por 2 montes: o Igueldo e o Ulía, onde se encontra o restaurante.

Gostei bastante da localização do lugar e é claro que também do fato dele ter ganho a sua primeira estrela no Michelin. Só o caminho pra se chegar vale uma novela.

São alguns km de muitas curvas duma estrada estreita e cheia de charme.
Quando se aporta, bem no topo do Monte Ulía recebe-se a recompensa: esta vista maravilhosa.

Chegamos e fomos alojados na melhor mesa que fica exatamente no canto em que se tem uma visão completa da cidade e do mar.

E não é que após dois dias de céu nublado, acabamos vendo um lindo por-do-sol …

… com direito a vários tons de laranja, …

… e até aquele famoso buraco nas nuvens?

Embasbacados com a beleza do lugar e com a exuberância da natureza, recebemos os menus, olhamos um pro outro e falamos: outro menu-degustação? Não vai dar! rsrs

Afinal de contas, vínhamos de um de 18 pratos no Mugaritz na noite anterior e um de 11 no Berasategui no almoço de hoje.
Portanto, pedimos à la carte. A Dé escolheu como entrada o tradicional e atualizado prato de fritos de la casa. Camarões, croquetas (guia 4quetas: 10), vegetais: estava tudo lá.

Eu fui tradicional ao extremo e pedi algo que ainda não tinha experimentado: o famoso jamon Joselito (nada a ver com o sem-noção), a Ferrari dos presuntos espanhóis.

O problema é que o chef quis mostrar serviço e nos mandou dois amuses que não estavam no programa. Uma gelatina de atum com espuma de alho poró

… e um falso ovo com toucinho e batata frita.

Ambos deliciosos, mas totalmente fora dos nossos planos. 🙂
Pedimos um copo de vinho pra cada um (branco pra Dé e tinto pra mim) …

… e continuamos dando uma de voyeur com o entorno .

Principais? Tínhamos que escolher e a Dé apelou pra merluza, a coringa de todas as horas. Esta veio com bombilla de cebolleta, arena de mejillón e alioli.

Eu comi um cochinillo asado con crema acida y canelón de calabaça y quínoa, um incrível leitãozinho pururucado.

Estávamos realmente no limite, mas mesmo assim pedimos uma mini-degustação de sorvetes como sobremesa pra nós dois.
E não é que o chef mais uma vez nos mandou um agradinho? Era um sorvete de rosas com uma farofa de textura de areia. Esquisito e bom, mas tínhamos passado da medida.

Foi quando os nossos 3 sorvetes chegaram. Baunilha, framboesa e iogurte eram os sabores e todos complementados com especiarias. Muito bom, mas …

Assim como muito bom foi ter pedido a conta e saber que ali embaixo, a uns 10 minutos ficava o nosso hotel e consequentemente, a nossa caminha.

Olha, foi uma noite incrível, numa local proporcional e melhor, numa cidade espetacular.

San Sebastian realmente é a meca dos  gastronômos e quem quer comer bem e atualizando-se, tem que incluí-la numa próxima viagem, não esquecendo da incrível semelhança geográfica com o nosso Rio de Janeiro.

Buen provecho !

Acompanhe os dias anteriores da viagem:
Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Cuatro – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac
Jour Cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus
Dia Sei – França e Espanha – País Basco – Você sabe o que é euskera? Pintxo você sabe, né?
Dia Siete – Espanha – País Basco – Guggem..heim?
Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz

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