Arquivo de 2 de setembro de 2011

dcpv – dia primero – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.

17/08/2011

Dia primero – Chi-chi-chi-le-le-le. Viva Chile.

O vôo da TAM sairia cedo de Cumbica, mais precisamente as 8:50hs. Chegamos no horário, mas um pequeno problema quase atrapalhou tudo: o RG do sr Antônio, meu sogro, era antigo e pior, dividido em duas partes.

A atendente da TAM nos advertiu que este fato poderia dar problema na alfândega do Chile e que se déssemos azar, poderíamos até ter que voltar de lá de Santiago mesmo.

Que este fato sirva de exemplo pra todos: verifiquem o seu documento de identidade ou faça como nós (eu e a Dé); leve o passaporte e além de evitar uma surpresa desagradável, ainda ganhará alguns carimbos a mais pra coleção.
No restante, o vôo foi tranquilo e chegamos a Santiago com um frio danado. E claro, sem nenhum problema com a aduana!

O nosso hotel, o W é uma verdadeira beleza. Moderno, hyppado, novinho, contemporâneo, enfim: perfeito.

Os quartos não ficam atrás. São moderníssimos e com o upgrade  que conseguimos, ainda tivemos a nossa disposição, varandas com vista direta pra Cordilheira dos Andes.

A única dica pra quem quer se hospedar por aqui é: pergunte sobre o banheiro, porque o de alguns quartos (no caso, o nosso) é totalmente devassável e isto pode não ser agradável, o que não foi o nosso caso, já que achamos bem bacana.

Pra melhorar, o hotel está situado numa zona nobre da cidade chamada Las Condes (quase que um Jardins chileno) e ele faz parte dum complexo que contém bons restaurantes (o Coquinaria é um exemplo), lojas de grife e uma filial da El Mundo del Vino que é fantástica. Tá na cara que o dromedário voltará completamente lotado.

Aproveitamos pra ir almoçar perto do hotel e num lugar tradicional aqui em Santiago, a Confiteria Torres.

Ela é uma filial da histórica sede de Centro.

Fomos sentando e percebendo a beleza do lugar.

Dentro do mote, pedimos além do couvert, muitos pratos tradicionais: como entradas, sopas (creme de zapallo, consomé de ave e jugo de carne) pra todos …

… e machas à parmegiana pra mim. Machas são moluscos retirados manualmente do mar e apresentam as cores rosa e laranja quando cozidos. Se parecem com mexilhões e estas estavam deliciosas.

Como estávamos baseando os nossos pedidos nos frutos do mar chilenos (locos, picorocos, polvo, machas, etc), tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc Errazuriz (louve-se que a carta de vinhos oferecida em todos os restaurantes que fomos era totalmente chilena).

Como principais, a D Vera foi de Pescado Mediterrâneo, que é um saboroso peixe branco a la plancha, com camarones, pulpo y locos ao peperoncino, acompanhado de purê de palta, o nosso famoso abacate.

O sr Antônio radicalizou na tradição e pediu o famoso Lomo a lo pobre composto dum bifão, batata frita, dois “zoiudos” e cebola frita. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

A Dé poetizou e foi de Congrio com salsa de picorocos e echalotas ao creme (este a Drix comeria). Um prato totalmente excelente.

Eu finalizei com Arroz chilote de Misiá Maria, um arroz bastante molhado com pedaços tenros de polvo (olha ele aí!) e bastante açafrão. Um prato instigante (um outro modo de dizer que é mais ou menos) e muito saboroso.

Pagamos a conta e observamos que o bar merece uma visita mais demorada.

Demos uma volta pela região do hotel que é arquitetonicamente surpreendente e resolvemos dar uma descansada.

Quer dizer, resolvemos deixar a D Vera e o sr Antônio relaxando e fomos conhecer melhor a área comum do hotel.

As soluções encontradas pra decoração são incríveis. O hotel todo parece ter saído duma revista especializada.

Experimentamos o nosso primeiro Pisco Sour (guia Vagaluzes: 10) e subimos pro quarto pra tomar um banho rápido, já que tínhamos reservas feitas no restaurante principal do hotel, o Osaka.

Eu apostei nele e não me arrependi.

Tudo começou com a filosofia do estabelecimento: uma comida fusion asiática e peruana com ingredientes puramente chilenos.
O ambiente é charmoso e intimista.

Estudamos o enorme cardápio e optamos por tapear a vontade.

Escolhemos quatro delas: tacutan (mini empanadas de massa phyllo recheadas de tacu-tacu com molho vietnamita) …

spring rolls (estes eu não preciso explicar), …

passion schrimp (camarões com molho de maracujá e amendoim além do ragu de pimentão)  …

… e a vedete da noite, os incendiários mariscos (literalmente) ao fogo.

Ainda escolhemos 3 causas que não tem nada a ver com o metier do Eymard. Causas são pratos típicamente peruanos que tem como base purês de batatas acompanhados das mais variadas coberturas. No nosso caso, foram de chicharron, centolla e camarones.

Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc EQ 2010 da bodega Matetic, uma vinícola que visitaremos no domingo.

Aproveitamos o embalo e pedimos sobremesas no famoso esquema 4×4 (ou seja, todo mundo iria experimentar tudo).

Turron Osaka, cremoso torronezinho de amendoim com base de chocolate e pannacotta de lúcuma com leite de tigre e gergelim; …

trio de creme brulèe, de chá verde, de chicha morada y algorrobina; …

sashimi de pina, servido com sorbet de limão e tapioca tai e a degustaçào de suspiros limeños, com aromas de hierba luisa e chicha morada, de lúcuma com café e lichia com pisco sour.

Enfim, um beleza mais gostosa do que a outra.
Tomamos dois cafés mais dois justificados chás verdes e fomos dormir o sono dos justos e dos cansados.

Até que não foi decepcionante para um primeiro meio dia de viagem, né não?

Hasta.

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