Arquivo para 17 de outubro de 2011

dcpv – vito ou vitóra?

10/09/2011

Vito ou Vitóra?

Foi mais um daqueles jantares marcados e remarcados n vezes.

A Lu Bettenson do excelente blog  Rosmarino e outros temperos e o Mike, esposo dela, são pessoas que brevemente se tornam os seus melhores amigos. Sabe quando o papo flui fácil e você não vê o tempo passar? (mais uma vez aquela lei de “que quando você está se divertindo, o tempo passa rapidinho” prevaleceu)
Pois foi exatamente isso o que aconteceu. Já tinhamos saído algumas vezes juntos e até um IB fizemos, o 31º , lá na casa de praia e com a presença ilustre da Marcie e do Ciro.

O problema é que já fazia um bom tempo que estávamos programando uma nova exploração a um bom restaurante. E neste caso, um dos dramas além das agendas, era escolher um lugar bacana. Amadeus? Cosi? Oryza? Picchi?

Do nada lembrei do Vito Restaurante. Se bem que não foi bem do nada, pois já tínhamos ido lá  há um tempão, mais precisamente em 2008  num encontro da turma da LBV e ficamos com uma ótima impressão da comida do André Miffano (foi bem antes dele ter ganho o prêmio de chef revelação da Vejinha em 2009 ).

Combinamos, a Lu reservou (é bom fazê-las quando quiser ir) e as 20:30 hs estávamos lá (é cedo, mas a turma que dorme com as galinhas, leia-se Dé e Mike, exigiu este horário).
Surpreendentemente chegamos antes (prepare-se pra grandes emoções pois o Vito não tem estacionamento e muito menos o famigerado vallet) e percebemos que visualmente o lugar permanece o mesmo. Bastante pequeno, aconchegante e com o André pilotando pessoalmente as panelas.

Conversamos muito sobre tudo: viagens, filhos, planos e enquanto isso, escolhemos os pratos dum menu pra lá de interessante.

O André andou se especializando em porcos e os pratos giram em torno dele. A barriga, que ele faz de várias maneiras, se tornou uma referência do Vito.
Lu  já sabia disso e afirmou que teria que experimentar.

Portanto, resolvemos pedir duas entradas pra dividirmos. Uma com um prato de salumeria feito no próprio restaurante …

… e a outra, a tal barriga de porco cozida ao leite e com sálvia (pancetta al late e sálvia).
Uau! Esta barriga é praticamente um “tanquinho”. Gostosa, com a quantidade certa de gordura e com a capa pururucada. Uma verdadeira delícia.

Os principais também estavam escolhidos e aí, de acordo com a minha participação no ótimo suplemento do Estadão, o  Paladar (estou ficando chic. E ilha de Caras que nos aguarde! rs), pedimos a presença da sommelier pra nos indicar  um vinho apropriado. Ela foi nos mostrando a carta e o segundo vinho era um tinto Centine IGT justamente do Castelo Banfi, um lugar marcante  tanto numa viagem nossa (ficamos hospedados lá), como da Lu e do Mike que foram almoçar na La Taverna  junto com um grupo de amigos.
Resultado da consulta? Um vinho perfeito. Tanto que tomamos duas garrafas!

É claro que os principais seriam massas. Ainda mais sabendo que elas são feitas todas na casa.
A Lu escolheu um (eu acho que foi) Ravioli de Maile con Pistacchi, tremendos raviolis de carne  de paleta suina e pistache em molho de vinho tinto, mascarpone e cogumelos .

A Dé foi num prato que não está no menu, mas que através duma dica do amigão Flávio Federico, nós pedimos. Um spaghetti alla arrabiatta saboroso e com a pimenta na medida certa.

O Mike foi conservador e escolheu um Fettuccine ao Ragu Bolognesi Tradizionale.

E eu, coincidentemente, pedi o mesmo prato de 3 anos atrás (ops): uma massa fresca de agrião recheada com rabada em seu próprio molho, os Ravioli aperti di coda. .

Sabe o que que é bem legal no Vito? O André tempera as comidas e coloca o “dele” na reta, coisa que normalmente não se vê por aí. Me diga quantas vezes você foi a um restaurante e teve que ficar colocando sal no prato?

Conversamos mais um montão, bebemos mais um pouquinho, marcamos o próximo jantar e pedimos duas sobremesas no famoso esquema 4 (colheres) x  2 (doces). Um, o recomendado Torta dolce di zucchine, um bolo de abobrinhas com mascarpone, azeite e um toque especial de limão siciliano …

… e o outro, pé-de-pinoli, já que é um pé-de-moleque só que que com pinoli no lugar de amendoins. É mais conhecido como Crocante di Pinoli.

Tudo muito bom mesmo.
Nos despedimos (não se esqueça que a Dé e o Mike eram quase que a maioria! rs) tendo acerteza de que o Vito é realmente um lugar pra ser visitado constantemente e pra fazer o que eu fiz: comer o mesmo prato e perceber o quanto a comida do André evoluiu e tende a apresentar resultados cada vez melhores.

Até a próxima, Lu e Mike.

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