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dcpv – dia seis – chile – santiago – bora e go! a comida endêmica do boragó.

22/08/2011

Dia seis – Chile –  Santiago – Bora e go! A comida endêmica do Boragó

Hoje seria o nosso último dia em Santiago.

E estávamos sem programação determinada (slow travel, minha gente!).
Só nos restou tonar um café da manhã no hotel e ir conhecer o Mercado Central, famoso na capital  chilena.

E olha, achamos bem mais ou menos. Tudo bem que devemos dar um bom desconto por ser uma segunda-feira, mas aquilo é quase tudo, menos um mercado.

Os restaurantes dominam todo o espaço (que o diga o Donde Augusto e seus grudentos garçons) e o que sobra, …

… é ver aqueles magníficos e diferentes frutos do mar.

Locos, picorocos, etc. Espetaculares!

Saimos rapidinho de lá e fomos pro Shopping Pátio Bellavista.

Apesar de ainda ser cedo, o lugar é bem bacana e tem umas lojinhas muito diferentonas.

A Dé e especialmente a  D. Vera, se esbaldaram e compraram um montão de coisas lapilazulianas.

Ficamos um bom tempo por lá e logo após, rumamos pra outro shopping (é, pra nós paulistas foi um tour praiano), o Parque Arauco.

A intenção seria comprar algumas coisas e almoçar na área de alimentação que é bem bacana.

Fomos primeiro à parte dedicada a casa. O que tem de loja bonita por lá é brincadeira.

A Casaideas é de deixar qualquer um doido e além dela, outros espaços especializados que simplesmente deixam qualquer D&D parecendo as Casas Bahia.

E isto não levando em consideração o mesmo espaço da Falabella que é mais incrível ainda. É claro que compramos um montão de coisas e, infelizmente, o nosso tempo se esgotou.

Antes disso, almoçamos no Le Fournil, que tem uma comida simpática e confortável.

Experimentamos bigs e empanados camarões equatorianos (sic) com os mais diferentes molhos, …

… um tremendo filé ao poivre com os devidos legumes, …

… salmão (eu estava precisando de ômega3) …

… e uma “coxinha” de pato (xiiiii, sócio).

Tudo regado a um vinho tinto Cabernet Sauvignon Cuvée Alexandre Lapostolle 2009 fantástico. Mais um vinho fantástico.

Tivemos que voltar pro hotel, pra comprar o restante dos vinhos (o dromedário ainda estava com a corcova vazia) no loja contígua do El Mundo del Vino.

E que loja! Os funcionários são extremamente bem treinados e sempre disponíveis pra esclarecer qualquer dúvida.

Sem contar que a variedade de produtores é absurda.

É um passeio obrigatório pra quem estiver na cidade.

Retornamos ao hotel pra nos prepararmos prum jantar endêmico, quase molecular no Boragó.

Na verdade, chamar a cozinha do Rodolfo Guzman de molecular é quase que uma sacanagem.

Afinal de contas, ele se preocupa em utilizar ingredientes chilenos exclusivos e que representem o vasto território andino (daí o endêmico).
Comer no Boragó é quase igual a ler um daqueles livros divertidos e com um enredo muito bem engendrado.

Toda experiência se inicia com a escolha do menu. A pergunta do garçom (por sinal, todos simpaticíssimos e muito bem informados) é: vocês experimentarão o menu-degustação? Acompanharão com os vinhos?
Sim e sim foram a nossas respostas. E aí nós começamos a prestar atenção no entorno. No ambiente, …

… na horta do próprio restaurante …

…  e na pedra.

Na pedra preta que estava bem no meio da mesa.

E, sem exageros, ela parecia a grande mestre de cerimônias do jantar; o fio condutor de tudo, já que ficou conosco a noite inteira.
Iniciamos o tour pela gastronomia autóctona (hoje eu estou caprichando) com um agrado do Rodolfo.
Tupinambur assado. Seria um bom sinal?

Deixa eu explicar melhor: na nossa última viagem pro Piemonte, eu comprei uma bandeja deles e trouxe pra fazer um purê. E não é que um deles brotou, eu plantei no meu vaso e um pouco antes de virmos pro Chile, tinha colhido (ou melhor, desenterrado) alguns?
Estes ficaram muito bons, já que foram cozidos e logo após fritos. Pronto pra iniciarmos realmente, nos mandaram os pãezinhos quentes (neste interessante saquinho de padoca) …

… acompanhados dum patê de legumes que representava tanto na textura, como até levemente no gosto, a terra.

Em seguida, um dos clássicos do Boragó: las peras en el olmo.
Um bonsai com peras quase que defumadas e secas penduradas por ganchos. Divertido e muito saboroso.

O próximo prato foi veggie e muito herbáceo. O helechos de pino, suero de leche, apio y pepino foi muito refrescante e o contraste das coisas frescas (pepino, aipo) com o molho de pinheiro foi sensacional. Além da polpa frita do pepino (o dourado da foto) que se assemelhava a uma vieira!

Pra acompanhar, uma sidra Misia Rosario de Curicó. Bem melhor que aquelas espanholas (urgh!) que tomamos.

Mais um prato, o Pejerrey frito ao fuego y emulsion de ajo chilote. Este tem cenografia e ela é justificada.
Afinal de contas, o atendente usa um maçarico pra botar fogo na lenha que está dentro do baldinho e ela solta um aroma muito especial, …

…enquanto você come peixe empanado e com um molho temperado muito gostoso.

Perfeito e ainda mais acompanhado dum Chardonnay Reserva Morandé 2007.

Pra quem achar que é frescura, o cheiro da lenha deixou o prato muito mais saboroso e defumado.
O quarto prato se chamava Nueces, trigo mote y setas. Foi o mais bicho-grilo e veggie de todos. Quase que uma  desconstrução de cogumelos, pois comemos grãos de milho com pó de cogumelos que ao final davam a sensação de se estar comendo um kibe de shitake.

Todos gostaram (eu um pouco menos), mas o vinho Pinot Noir Anakena 2009 era fantástico.

Continuando, experimentamos um Konzo, pallares, lilaceas de mar y caldo alimonado.

Este konzo é um peixe branco macio e muito saboroso que estava envolto numa capa preta (alguma coisa com tinta de lula) que soltava a sua tinta não só no excelente caldo de limão, como na boca de todo mundo! A junção dos sabores de todo o prato resultou numa delicadeza ímpar.

Assim como a perfeita harmonização do tinto Carmenere Sutil Reserva Especial.

O atendente anunciou antecipadamente o próximo prato. Ele disse: preparem as suas câmeras fotográficas.
É claro que preparamos a nossa. E ela foi necessária, já que a Pieza de vaca al rescoldo de tepu y murra, uma carne cozida por 40 hs é saborosíssima, mas a mis en cene deste prato foi demais.

Após servirem, eles colocam dois recipientes no meio da mesa e além deles parecerem com máquinas de gelo seco, liberam um ótimo aroma de pinho.

O conjunto da obra foi demais e acrescentado pelo fato que como a Dé não come carne, ela recebeu um prato com batatas perfumadas e polvo de rocha.

Um polvo cremoso e saboroso que eu não me furtei de experimentar e aprovar. 🙂
Como todos aprovaram o vinho tinto Cabernet Sauvignon Peres Cruz 2009.

Finalizamos a parte salgada e começaríamos a doce. E estávamos esperando os fogos de artifício.

Iniciamos  com acederas, maqui y leche de oveja chilota.
Por incrível que pareça, o destaque desta gostosa sobremesa foi a tal acedera que vem a ser uma erva chilena com folhas bastantes grossas e com um sabor bem ácido, quase uma “assedinha”.

Pra melhorar (se é que isso poderia acontecer) experimentamos algo inédito nesta viagem: um espumante, mais conhecido como espumoso Brut Royal Undurraga que caiu muito bem.
Continuamos a saga “dulce” com harina tostada y pinones araucanos, uma sobremesa bem exótica com sabores particulares.

O sorvete tem como base o licor araucano que foi servido, num agrado, com chancaca e água mineral.

Teoricamente não faltava mais nada. O menu era de 8 tempos e o nosso tempo também já estava acabando.
Foi quando o simpático atendente nos disse a seguinte frase: agora eu é que quero registrar este momento. E nos pediu a máquina fotográfica.

Uau! E agora? Será que vai acontecer alguma coisa bem marcante?
E aí veio o frio glacial. E não era aquele que pegamos por aqui, com inclusive, direito a neve.
O tal frio era um doce muito gostoso e  com uma particularidade.

Ele continha umas pastilhas que quando colocadas na boca, nos faziam (literalmente) soltar fumaça pelos nariz e ouvidos.
Nos divertimos muito, assim como o o restaurante inteiro. Estávamos, realmente, sentindo e exalando o frio glacial.

Ainda tivemos o privilégio de conversar com o jovem chef (33 anos) Rodolfo que fez questão de se apresentar, dizer que gosta muito do Brasil e do Atala. Inclusive, tiramos uma foto pra posteridade.

Olha, certamente foi o melhor jantar que fizemos no Chile (e foi um dura concorrência).

Guardadas as devidas proporções, foi como ter ido assistir a um ótimo filme gastronômico, com o bônus de comer toda a cenografia.

Foi deste jeito que terminamos o nosso giro chileno, …

… já que amanhã cedo, teríamos como programa fazer o checkout …

… e zarparmos de volta pra nossas casinhas ferrazenses.

Hasta la próxima!

Siga os dias anteriores desta viagem:
dia primero – santiago – chi-chi-chi-le-le-le. viva chile.
dia dos – chile – santiago – o museu que está na moda. e na neve.
tercero dia – chile – santiago – casas del bosque, a verdadeira viña del mar
 dia cuatro – santiago – chile – nada como visitar a concha y toro junto com don melchor
dia cinco – chile – santiago – a terra cercada por água está preta=isla negra.

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dcpv – dia dos que sabem tudo

14/08/11

Dia dos que sabem tudo.

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Então …
Fizemos (a família toda) tudo isto no sábado:

E aproveitamos o subproduto pra fazer o rango do próprio sábado.

Já no domingo …

Todo mundo veio.
Os cupcakes foram trazidos pela filhota. Lindos!

Até.

.

dcpv – dia once – espanha – madrid – segway e a parada gay. simples rima?

01/07/2011

Dia once – Espanha – Madrid – Segway e a parada Gay. Simples rima?

Mais um dia de pleno sol em Madrid.
E mais um cheio de novidades.

Tomamos o nosso café da manhã hoteleiro e fomos até a Plaza de España.

Atravessamos o centro velho de Madrid; deu pra perceber que realmente os madrilenhos e os turistas dormem tarde e acordam muito tarde.
Tudo estava muito vazio, fedido e muito, mas muito sujo. E a tarde descobrimos o porque.

Por enquanto, tínhamos um compromisso: fazer um tour e consequentemente aprender a pilotar um Segway.

Pra quem não sabe, estes bichinhos, são aquelas trapizombas de duas rodas que pra pilotar, você tem que usar o próprio corpo (vejam que até consegui um grande patrocínio da Vandelay Industries).

Se você inclina pra frente, ele acelera; se inclina pra trás, ele breca. Além de utilizar o manete da mão esquerda pra mudar a direção. Fácil, não?

Até que é, mas pra pegar o jeitão, demora um pouquinho. E a desculpa pra aprender era dar uma volta dumas 3 horas pela região do Palácio Real.

Encontramos com o nosso guia e mais 5 companheiros de tour e outra surpresa: os 3 irlandeses do passeio de tapas de ontem também estavam nesse (são estes da esquerda).

Fizemos uns testes em plena Plaza de España (a Dé se saiu muito bem, já que é muuito equilibrada) e fomos até o escritório dele, que era ali pertinho, pra pegarmos os “bípedes” de todos.

Pronto! Estávamos a postos pra iniciar propriamente o passeio. Andamos, ou melhor, rodamos um pouco .

A primeira parada foi no Palácio Real.

Não deu nem pra ver direito, pois estávamos concentrados demais em não fazer nenhuma bobagem no volante (??) dos Segway. Mas deu pra perceber que os reis não eram bobos ao escolher o ponto dos seus palácios.

Continuamos o tour em torno do rio Manzanares (quando teremos isto em SP?) …

… e conhecemos a Ermida de Santo Antonio de la Florida , o lugar onde Goya mostrou todo o seu talento (e também está enterrado).

Subimos muito (e aí, todos já detiam o domínio dos seus monstrinhos) até que aportamos no Parque del Oeste onde …

… está o Templo de Debod, …

… uma doação dos egípcios aos espanhóis. Fantástico e aprovado pela própria deusa.

Daí pra frente foi só descer e descer até chegarmos ao ponto inicial do tour, o escritório e morada dos Segway, próximo a Plaza  de Espagna.
Eis um tour mais do que recomendado. Pegamos um taxi, tomamos um banho no hotel e fomos almoçar.
Escolhi o Estado Puro, o bar de tapas do estrelado chef Paco Roncero.

Este bar fica no hotel NH do Paseio de Prado e o conceito é transformar tapas tradicionais em alguma coisa mais gastronômica.

É claro que o objetivo foi mais do que alcançado.

Primeiro que o lugar é arquitetonicamente perfeito.

A Dé adorou a idéia da replicação da tiara tipicamente espanhola no teto.

Segundo que o lugar é muito divertido.

As mesas são compartilhadas e sentamos ao lado de 4 espanhóis (que pra variar queriam adivinhar qual a língua alienígina que falávamos).
E terceiro que o menu é fantástilco.

Além da apresentação de tudo. Escolhemos batatas bravas (boa esta idéia de fazer um buraco nelas e colocar o molho apimentado e a maionese), …

… aspargos em tempurá e gaspacho pra Dé …

…  salada de mussarela e abacate com molho de hortelã, …

… uma croqueta de jamon (guia 4quetas: 10), …

… um joelho de cerdo (este foi só pra mim e estava uma delícia, no ponto) e …

… uma caña e uma coca light.

Tudo muito bom e deixou um gosto de quero mais. Até a conta é típica , pois vem numa latinha de sardinha.

Voltamos de novo ao hotel (vá por nós, com esse calor é absolutamente necessário) e resolvemos ir a Calle Serrano.
Só que aproveitamos pra dar uma passada pelo Museo del Prado.

Umas duas horas depois e estávamos abastecidos de Rubens, El Greco, Goya e o indefectível Velasquez. Foi um banho de cultura, além do visita necessária na excelente loja.

Saímos e como tínhamos que passar pelo Parque del Retiro, subimos.
Ah! Podem contabilizar mais um casamento na nossa conta!

Só que não contávamos com o pessoal se preparando pra desfilar na Parada Gay.

E foi muito divertido. (Não é a cara do Francisco Cuoco?)

Ficamos mais de uma hora rodando e …

… vendo como eles (e todo o mundo) se divertem com estes eventos.

É cada figura! E cada bunda! 🙂

Incrível como temos a capacidade de sempre estar nos lugares onde acontecem estas efemérides fora do comum.

E mais ainda como a diversão é garantida.

Voltamos ao hotel sensivelmente bem humorados, …

… mas tão cansados …

… que não nos restou outra alternativa …

… a não ser conhecer o famoso bar dele, o Glass que tem boas vistas da cidade …

… e onde tínhamos direito a duas flutes de champanhe.

Além da necessidade de comermos sandubinhas de mussarela de búfala, tomate e basílico e de tomate quase desidratado e fuet.

Muito bons, guardadas as devidas proporções.

Com belas vistas do lindo skyline de Madrid, com suas cúpulas estranhas e …

… e uma carruagem que roda prum relógio, fomos dormir, tres andares “abajo”.

Esta é a Madrid que adoramos.

Hasta.

Acompanhe os outros dias da nossa viagem:

Dia Uno – Espanha – La Rioja – Marques de Riscal, o hotel.
Dia Dos – Espanha – La Rioja – Museu do Vinho e cidadezinhas bacanas
Dia Tres – Espanha – La Rioja – Bodegas maravilhosas e arquitetura não menos
Dia Cuatro – Espanha e França – La Rioja e Bordeaux – Final de semana em Martillac
Jour Cinc – France – Bordeaux – Passeando e entrando no mundo dos Premieres Grands Crus
Dia Sei – França e Espanha – País Basco – Você sabe o que é euskera? Pintxo você sabe, né?
Dia Siete – Espanha – País Basco – Guggem..heim?
Adendo do dia siete – Espanha – País Basco – Restaurante Mugaritz
Dia Ocho – Espanha – País Basco – San Sebastian do Rio de Janeiro?
Almoço do dia ocho – Espanha – País Basco – Mais um top 50. Martín Berasategui
Dia nueve – Espanha – Nós fomos as touradas de Madrid
Dia diez – Espanha – Madrid – Tour de tapas. Comestíveis, claro!
Almoço do dia diez – Espanha – Madrid – DiverXo. EXcelente e não é da XuXa.

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dcpv – cantem conosco: arrivederci …

novembro/2011

Cantem conosco : Arriverderci …

Ou seja; arrivederci.

.

dcpv – mais uma dobradinha: Santinho e Carlitos. grandes diminutivos.

23/10/08
que belezinha

Mais uma dobradinha: Santinho e Carlitos. Grandes diminutivos.

Ao reunir raro material diretamente do acervo da família, esta exposição de Charles Chaplin conduz o espectador ao fascinante universo criativo do ator, cineasta – e bailarino -, como certa vez havia comentado Nijinsky sobre Carlitos. Por meio de filmes, projeções, fotografias, cartazes, manuscritos, o curador Sam Stourdzé coloca uma lente sobre a vida e a produção deste criador de imagens que iluminaram a cena da sociedade moderna e se mantêm atemporais ao denunciarem questões latentes na humanidade“.

Pois é: fizemos mais uma dobradinha. E desta vez foi no Instituto Tomie Ohtake.
Aproveitaríamos pra fazer o verdadeiro e inédito dois em um. Conheceríamos o novo restaurante do Instituto, o Santinho que é uma filial do Capim Santo e comandado brilhantemente pela chef Morena Leite.

De quebra, veríamos uma exposição muito interessante sobre o Charles Spencer Chaplin, o Carlitos. São fotos, filmes e memorabílias, a maioria inéditos e que levam a nossa imaginação e memória a Tempos Modernos, ops, antigos.

Chegamos e fomos direto pro Santinho. Não quis ser um Grande Ditador, mas como ainda tinham mesas vagas, aproveitamos pro almoçar.

Pausa pra explicar o ambiente do restaurante e que acompanha o do próprio Instituto:

… é muito moderno, contemporâneo, …

… elegante e esportivo ao mesmo tempo, além de ter aquela aura cultural (frequentadores inclusos) que certamente melhoram a qualidade da comida.

Ele funciona no formato de buffet. Mas como? Achamos bom um buffet?

Sim, achamos pois a Morena conseguiu equilibrar e qualificar a comida toda. São estações que, na maioria das vezes, mantém o sabor e a temperatura exata dos pratos.

Iniciamos a Busca do Ouro pelas saladas.
Antes, pedimos os sucos (é, estou muito bem comportado). De Capim Santo pra Dé, de Luz (ô corporativismo), bem que podia ser de Luzes da Ribalta  pra Re e de Melancia com Gengibre pra mim. Com direito a brinde sustentável e tudo o mais !

Quanto as saladas e guarnições, a variedade é imensa: cogumelos salteados, frango empanado com gergelim, chips de batata doce, guacamole, …

… brotos de feijão, lulas ultra-temperadas, mussarelas de búfala e mais um montão de coisas.

Voltamos pra escolher os principais. A estação de grãos é muito boa (arroz de tudo o que é tipo), a de carnes também e tem até uma de massas feitas na hora, que passamos devido a quantidade de coisas que tínhamos escolhido.

Eu, inclusive, montei uma feijoda estillizada bem bacana com feijão preto, arroz com ervas, carne seca com abóbora, farofa e brocolis no vapor.

Mais um interregno e partimos pro sacrifício; sobremesas. Escolhemos brigadeiro de pistache, doce de côco (quase um quebra-queicho. Alguém lembra?) e queijo de Minas.

Conta paga. fomos diretamente ver o Carlitos, o Garoto,  já que a exposição é no térreo e ao lado do Santinho.

Ela é toda visual (como deveria ser alguma coisa baseada no cinema-mudo). É proibido tirar fotos, mas com jeitinho, conseguimos algumas.

Uma coisa é certa: o divertimento é total, pois existem muitos audio-visuais com trechos dos filmes do Charles Chaplin.

Além de informações de ciclo total do personagem: nascimento, crescimento e morte, quando da chegada do cinema sonoro.

Enfim, é imperdível. A exposição vai até 27/11/2011 e aproveite pra ver as outras que estão sendo exibidas no mesmo local (é tudo gratis, com a óbvia exceção do Santinho), …

… agregando a provável visita às excelentes lojinhas.

Eu sei que muita gente diz que o prédio do Instituto é uma trapizomba, mas nós gostamos. Especialmente das cores, ..

… das curvas …

… e do contraste com o cinzento da praia.

Aproveite, pegue a família e vá se iluminar mais uma vez com o Carlitos. Nós nos transformamos em verdadeiras Luzes na Cidade.

The end.

.

dcpv – parabéns, parabéns, re-querida!

23/09/2011
número 304

Parabéns, parabéns, Re-querida!

Era aniversário da Re (e da Drix) .

Resolvemos jantar juntos na sexta (fomos, coincidentemnete, ao sexto melhor restaurante do mundo) e fazer um almoço pra família no domingo.

Quando eu digo fazer, no nosso caso significa por, literalmente, a mão na massa.

E como a escolha recaiu sobre comida italiana (selecionei receitas da coleção da Folha, Cozinhas da Itália ), deixamos pra fazer tudo no domingo mesmo.

Teríamos a ajuda qualificada do Mingão e da Regina, além da facilidade de executá-las já que eram simples e prazerosas demais.

Começamos pela pasta. Feita à mão pela Dé, foi aberta e transformada em Ravioli de Batata e Hortelã (Cjalsòn di Timau), uma receita da região Friuli-Venezia Giulia.

O recheio é especial e dá um charme total ao prato. Imagine a mistura aromática de batatas, açúcar, canela em pó, manteiga, salsinha, hortelã, licor de conhaque, parmesão e temperos (pimenta e sal). Tipicíssimo.

Como entradas, tivemos Ovos Recheados (Uova a funghetto, também da região veneziana)

sorvete de parmesão (Gelato di parmigiano) uma receita da Emilia Romagna, servido numa casquinha de massa phyllo …

… e uma tremenda Salada Caprese (Insalata caprese, precisa dizerdaonde é?) com tomate caqui.

Acompanhando a massa como principal, uma carne, o Cozido de Carne Triestino (Gulash Triestino, proveniente de Friuli-Venezia Giulia) …

… e um Risoto de linguiça e salsão (Risotto con salsiccia e sedano, da região de Úmbria).

Arrisquei no risotto, porque fazê-lo pra 23 pessoas e deixá-lo al dente, não é mole (xiiiii)?

Mas pelo resultado final (não sobrou nada), todo mundo adorou.

E como sobremesa, apelei pro Suspiro Limeño do FF. Mas como? Ele é italiano?
O suspiro, claro que não, mas quis dar um toque de etnia ao almoço (e de facilidade também).

Cantamos novamente as milhares de músicas festivas da ocasião, …

… tomamos vários Cosmos em homenagem a aniversariante ( a Re é uma verdadeira Cosmopolitanatra), …

… bebemos alguns bons “vinho” …

… e mais uma comemoração foi efetuada (valeu, filha. Nós te amamos muito).

É claro que a festa não seria completa sem a colaboração do Anisete da D Anina.

Corta pra terça-feira. Era dia de reunião da confraria e eu acordei com aquela sensação de falta de criatividade. O que fazer?

Olhei pra geladeira, me lembrei do almoço de domingo e, especialmente, da falta de fotos dos pratos finalizados. Daí a pensar em reproduzir em menor escala quase todos os pratos (só não refiz o risotto) foi um pulinho.

É claro que o resultado final foi muito melhor.

E bem mais bonito.

As entradas resultaram espetaculares. Temperei muito melhor a Caprese (com bastante azeite, flor de Sal, manjericão, pimenta do reino e um pesto de salsinha).

Resolvi inverter a posição do ovo e assim, consegui colocar muito mais recheio (composto da gema, anchovas, atum em conserva, azeitonas, alcaparras).

E o sorvete ficou muito mais cremoso e saboroso (além de menos salgado), só que numa casquinha de massa folhada.

Tomamos um vinho tinto Cabernet Sauvignon Atrium Torres 2007 que foi “superlativo, vídeo show, galego, torresmático“.

Continuamos o “vale a pena ver de novo” com o simples esquentar do Cozido de Carne Triestino (olha a Veneza de novo aí, gente), …

… da nova execução dos ravioli (feitos pela Dé e por mim) e servidos com molho noisette …

… além da montagem especial do prato.

Uma verdadeira delícia!

Acompanhamos com o Tempranillo, Graciano y Mazuelo Marques de Riscal 2001, um verdadeiro e legítimo “maçã verde, entende do riscado, arquitetônico, del rey“.

A surpresa, em relação ao almoço de domingo, foi a sobremesa.

Uns legítimos Morangos Gratinados (Fragole gratinate, da região Trentino-Alto Adige) com um creme formado por creme de leite batido com gemas misturadas no açúcar e levado à geladeira.

Perfeito. E ainda mais com a escolta dum legítimo Lemoncello da Sícilia.

Bom, esta foi a epopéia do aniversário da Re. A festa começou na sexta (com a presença dela), continuou no domingo (ainda com a presença dela e da famiglia) e terminou na terça (sem a presença física dela).

Uma verdadeira beleza (assim como ela e a mamãe).
E olha que ela, a Re, óbvio, está de volta ao mercado. Agum chef bonitão se habilita? 🙂

Ciao.

.


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