Arquivo de dezembro \31\UTC 2011

4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu.

número 310
09 a 11/12/2011

4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu! (by Sueli)

É tarde, é tarde, tão tarde até que arde!  Ai, ai meu Deus! Alô, Adeus! É tarde, é tarde, é tarde!

E esse refrão nos acompanhou e nos atormentou até o final da noite de sábado…

Sim, sim, sim! Estávamos, TODOS, de alguma forma, atrasados. A começar por nós e Adriana, que devíamos ter chegado sexta-feira, mas só pudemos ir no sábado, depois de participarmos de festas em família. Mesmo Eymard, vítima do trânsito de Sampa, se atrasou para o jantar e só chegou para a sobremesa.  Só os Luz não perderam nada, nem se atrasaram.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, (ou era muito cedo?) quando fomos dormir, depois de muita comida e bebida. Eu estava me sentindo o próprio Coelho Maluco: depois de acordar, milagrosamente, apenas 15 minutos do programado no celular, que não despertou, e pegar um voo que atrasou quase uma hora. Mas chegar a São Paulo com esse atraso, numa manhã de chuva, saindo de um Rio de Janeiro/Santos Dumont também com previsão de temporal, foi ganhar na loteria. Afinal de contas, depois de tanto planejamento, e-mails trocados, planos milimetricamente traçados e cronômetro ligado, seria uma grande frustração perder o começo da festa!

Adriana, que estava de molho no aeroporto nos esperando há uma hora – logo ela, a que mais temia chegar atrasada – saltou da cadeira quando nos viu. Mal nos cumprimentamos e zarpamos, por entre carrinhos e um mar de pernas nervosas, para pegar um taxi, que nos pareceu estar milhas de distância.

Os planos, a essa altura, já haviam sido parcialmente alterados e não sairíamos da casa do Edu e sim do hotel. A chuva em São Paulo estava fraquinha e colaborou, apesar do susto que o taxista nos deu, curtindo com a minha ansiedade e dizendo que levaríamos uns quarenta minutos para chegar ao hotel, onde Eymard e Lourdes nos aguardavam. Conseguimos fazer check-in antecipado e tiramos mais uma carga das costas.

Logo, adentrávamos à van vermelho sangue, onde só faltaram as sirenes… Embora o barulho, do lado de dentro, fosse grande. Quase na hora prevista, quase todos a bordo, partimos. Confabulações ao celular para pegar o Deo no meio do caminho. Surge um imprevisto: lugar de resgate modificado. Enquanto o esperávamos, degustamos o primeiro borbulhante rosé, geladinho, acompanhado de bem arranjados petiscos. A Dé pensou em tudo! Até na van, a apresentação era primorosa.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, passava das 12:00 hs, quando o Deo chegou. Mais uma garrafinha aberta, mais um brinde – e é bom frisar que esse foi o nosso único encontro oficial no qual TODOS estiveram presentes e todo o tempo – e fomos para os braços da alegria, guiados por um atento, quase mudo, mas simpático motorista.

De repente a Dé fala: Não conheço esse caminho. Nunca andei por aqui. Que caminho é esse? E o motorista retruca: Segui o GPS. E Jorge logo emenda: Tinha uma placa indicando Ferraz de Vasconcelos. Sim, todos viram a placa, mas o melhor e mais rápido caminho não era aquele, segundo os habituées do pedaço.  Ah, os GPS! Ah, a algazarra que estava naquela van! Então, seja o que Deus quiser! E foi. E como foi!  A euforia reinava naquela van, com faixa etária dos 25 (essa era apenas uma, a Re, a filha dos Luz) aos 64, que mais parecia um ônibus de colegiais indo para o primeiro acampamento. Nem o congestionamento, os lugares desconhecidos e sinistros, o avançado da hora atrapalhavam a alegria e a cantoria.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, mas estávamos ali, na deliciosa e acolhedora casa dos Luz, onde as simpáticas e prestativas Flora e Cleide nos aguardavam e dariam suporte.

Todos para a cozinha. Edu, que com seu script na mão, começa a direção. Cada um se engalana no meio de um arsenal de aventais. Caçarolas no fogão. Começa a orquestração: Jorge dourando bacon; Eymard abrindo finamente bifes de mignon para o Stracetti; eu recheando ovos cozidos; Lourdes abrindo tomatinhos cereja; Mingão e Deo nos aperitivos; Dé e Regina na arrumação da mesa; Rê nos deixou, pois tinha um compromisso. Primeiro ato terminado. Cadê a Adriana??????????

Jorge assume outra frigideira de bacon, o cheiro que isso exala ao ser frito é inebriante; Eymard sela os Stracetti, os agrega ao molho que Jorge preparou com o bacon e os tomatinhos cereja; eu corto e monto massa filo em forminhas para fazer a base de uma entradinha; Mingão e Deo capricham nas caipiroscas de tudo quanto é sabor. Muito bom! Adriana observa, acha que sairá incólume do borralho. Dé e Regina terminam a arrumação da linda mesa. Segundo ato terminado e partimos para a auto-foto oficial, antes que as figuras ficassem irreconhecíveis. Hora do grand finale, onde TODOS participariam da elaboração da base do prato principal, que seria uma massa fresca.

É tarde! É tarde…

Sim, já se fazia bem tarde e ainda tivemos que esperar a chegada dos ovos que faltavam. Mas quem é que estava com pressa, naquela divertida aula, onde cada um de nós quebrou um ovo e colocou, literalmente, a mão na massa? Foi um tal de estende e puxa, e dobra, e corta, e apara e polvilha de dar inveja em qualquer italiano.

Dessa a Adriana não escapou, e gostou tanto que até ganhou de presente uma máquina, para executar, sozinha (?), a iguaria. Quem sabe dessa vez o fogão dela será inaugurado?

Diante do encantamento do Jorge, os Luz também nos presentearam com uma máquina de macarrão. Puro carinho! Só quero ver! Se isso der certo, comerei macarrão todos os dias. Minha vingança será maligna…

Massa pronta, linda, toda cortadinha sobre a bancada e Edu começa a montagem das entradas: Ovos recheados, Sorvete de parmesão em forminha de filo, Salada caprese. Todos à mesa. Brinde, fotos e a degustação começa…Hum! Bonito e gostoso.

Enquanto isso, lá nos bastidores, Flora e Cleide cozinhavam a massa e aqueciam os molhos. Entradinhas devoradas e “as meninas” permanecem à mesa papeando.  Edu foi finalizar e montar o prato principal, que os “meninos” ajudaram a servir. Voltaram com fumegantes, aromáticos e caprichados pratos da “nossa” massa, guarnecida por molho de abobrinha, molho vermelho com almôndegas – este o Edu já havia feito – e os Stracetti com molho de bacon, tomates-cereja e rúcula. Facílimo de fazer, como disse o Edu, como os moçoilos comprovaram e as moçoilas aprovaram. Tudo delicioso e com aquele sabor de trabalho e amizade compartilhados. Comida feita com amor e alegria, que alimenta a alma, muito antes de alimentar o corpo. E com direito a trilha sonora especialíssima.

Na sobremesa, chega à mesa uma linda e morninha Crostatta de ricota e pêra com chocolate fundido e nessa hora a Rê volta a se juntar a nós. (Foi isso mesmo Edu? Porque você trocou um dos molhos do macarrão e não sei se resolveu trocar também a sobremesa. Tinha sorvete? Acho que estava de cara muito cheia e não estou conseguindo me lembrar). Expresso, acompanhado pelos deliciosos doces de frutas cristalizadas trazidos diretamente das Minas Gerais, licores digestivos e muita preguiça… Ainda bem que não tínhamos que arrumar a cozinha!

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde quando terminamos o banquete. Mais tarde ainda para Regina e Mingão, que retornariam para São Paulo e partiriam para Botucatu, onde um baile de formatura os esperava.

Uma volta de reconhecimento e apreciação pela agradabilíssima casa dos Luz e batemos em retirada, sob olhares admirados diante das gigantes helicônias , lamentavelmente já sem flor, que adornam a entrada e mal foram vistas na correria da chegada.

Sob os olhares atentos da Dé e o comando do Deo, pegamos o caminho de volta, passando pelo centro de FV e com GPS desligado. Seguro morreu de velho. Será? Em vão tomar o caminho certo. Em vão a pressa da Regina e a necessidade de chegar a tempo de se arrumar e fazer outra viagem, de mais duas horas, no sentido oposto de onde estávamos, pois pegamos um engarrafamento fenomenal depois de fazer um desvio fugindo de outro. Não tinha santo, era relaxar e esperar! O que parecia quase impossível foi aos poucos se resolvendo e, em meio a tensão, apreensão e muita alegria, ficamos livres daquele pesadelo. Retomamos o caminho, deixamos o Deo onde o pegamos e seguimos para São Paulo. Estávamos sofrendo pela Regina. Ninguém queria estar na pele dela. Como disse o Eymard: uma aflição silenciosa...  Bravo, Regina!

É tarde! É tarde…

Quase 21:00 hs quando chegamos ao hotel.  Combinamos sair para comer uma pizza. 22:00 hs e estávamos na porta da lindíssima, enorme e lotada Maremonti. Fila de espera de uma hora. Uma hora? Eu logo arrepiei. Detesto ficar em pé, no sereno, esperando ser atendida. Isso é tortura, não é divertimento! Olho ao redor. Inúmeros restaurantes e, do outro lado da rua, um em especial me atrai. Dalva e Dito, do meu queridinho Alex Atala, que eu ainda não conhecia. Sugiro irmos para lá e Edu e Eymard vão ver a possibilidade. Voltam com a afirmativa e, feliz da vida, atravesso a rua, ao lado de uma Adriana sonolenta e quase fora do ar. Esperamos um pouquinho para sermos acomodados, mas estávamos sentados em confortável sofá, dentro do restaurante, que é bem interessante e tem uma decoração muito agradável, com a cozinha aberta para o salão, típico dos grandes chefes que não têm medo de mostrar como se trabalha.

O menu é eclético, bastante democrático e de comidas simples e palatáveis. Adriana quase não acreditou quando viu bife à milanesa com salada de batatas entre as opções. Era tudo o que ela mais queria!  É tudo o que ela mais adora! E ainda por cima assinado por Alex Atala. Tivemos um belíssimo jantar, com pratos que agradaram a todos e ainda fomos brindados com a presença e simpatia do Alex em nossa mesa, com direito a foto na cozinha e tudo. Regina nos ligou da festa, quase meia noite; haviam chegado bem e já estavam dançando. Ufa!

Felizes da vida, rumamos para o hotel, com os planos para o domingo traçados: Visita ao sex shop e almoço no KAÁ. Para os desavisados, o Sex shop é a Casa Santa Luzia.

Depois do café da manhã, durante o check-out, um telefonema para a Adriana quase encerra por ali sua festança. “Tia Querida” havia passado mal e estava na emergência de um hospital, com problemas para conseguir internação. Pesquisa nos horários de voos, argumentações e ela resolve ficar.  Afinal, Tia Querida havia tido apenas um mal estar, estava assistida e não seria a Adriana que mudaria o rumo das coisas.

Fizemos nossa excursão pelo fantástico Santa Luzia, compramos a farinha especial 00, para o Jorge confeccionar nossa massa e algumas outras delícias.  Despedimo-nos dos Loguercio, que tinham um compromisso em Campinas, fomos pegar a Rê para o almoço e partimos para o abraço. É, o KAÁ é assim como um grande abraço acolhedor, apesar de sua imensidão e foi uma grata surpresa para todos nós. O restaurante, além de lindo, tem uma comida simplesmente espetacular. O menu é vastíssimo e tentador. Cada um dos seis pratos que chegou à mesa nos fez suspirar, sem contar o couvert e as sobremesas, todas elas dos deuses.

Agora o refrão já não cabia mais. Pelo contrário, nos restava tempo, e a calma foi a nossa companheira de partida. O Coelho Maluco estava calminho e tranquilo. Voltamos ao apartamento para recuperar a bagagem e fomos conduzidos pelos nossos gentis anfitriões ao aeroporto. Terminava mais um dos nossos agradáveis e recompensadores encontros, com o desejo enorme que o próximo se concretize logo e seja tão completo e bom como o de Ferraz de Vasconcelos, que ficará tatuado na nossa memória sentimental.

Difícil explicar essa sinergia entre pessoas tão distintas, que quando estão juntas voltam a ser crianças e curtem, ingenuamente, o que a vida tem de melhor, numa relação desinteressada e autêntica.

Agradecer a acolhida e a generosidade de vocês, Dé e Edu, será sempre muito pouco. Vocês são incríveis! Embarcar em mais essa aventura louca, que muitos não compreendem, rumo ao totalmente desconhecido e inusitado, tem sido uma ótima viagem.

Precisamos realizar um ISB totalmente bolado, elaborado e conduzido pelo Jorge, Adriana e Eymard. Isso será o máximo!

Que chegue logo o próximo ISB, o único que não ficou agendado ao fim do encontro, mas que, se depender da nossa vontade, acontecerá, seja aonde for!

 N.R – Bom, esta foi a visão da Sueli sobre este encontro dos Sem Blogs, o já famoso ISB. No próximo sábado (ou talvez no outro 🙂 ) teremos a visão da Drix. Como diria o seo Sílvio, aguardeeeeeeeeeeeeem!
E Feliz Ano Novo pra todos!

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dcpv – giorno tre – roma – itália – aquarela do brasile nos jardins do vaticano.

10/11/2011

Giorno tre – Roma – Itália -Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.

Inverno em Roma? Se for assim, tá bom demais.

A temperatura está mais do que agradável, chegando em alguns momentos a lembrar pleno verão.

Acordamos cedo já que iríamos visitar 3 países: oVaticano, a Itália e o Brasil.

A Itália, obviamente porque estamos nela; o Vaticano, porque todo mundo sabe que é o menor país do mundo (e está contido na Bota) e o Brasil… bem, esta é uma outra história.

Começamos o dia indo de táxi pra terra do Papa.

Reservei uma visita guiada pelos Jardins do Vaticano. E como é que ela funciona? Vamos lá.

Entrei no site do Rome Vaticano Museum e fiz o pagamento pela Internet. Quando chegamos à entrada do Museu, tínhamos um lugar especial tanto pra trocar o voucher pelos bilhetes (que também dá direito a visitas no Museu e consequentemente na Capela Sistina), como pra aguardar pela guia. O nosso tour seria em espanhol e notamos a presença de somente mais um simpático casal de espanhóis genuínos, provenientes das Astúrias.

No horário, as 10:00 hs, iniciamos o nosso tour praticamente privado.

E o passeio é incrível.

Você entra de cabeça no mundo interno do Vaticano .

Passeia pelas alamedas onde, segundo a guia, João Paulo II andava e se exercitava. Detalhe: como os italianos, passionais que são, adoram este Papa, ao mesmo tempo que veladamente, “criticam” o comportamento “muito discreto e sem paixão” do atual.

Conhece os presentes que os Papas receberam durante o seu papado. Você sabia que tanto a Virgem de Fátima, como o altar originais estão lá …

… numa bem parecida capela?

Andamos muito (o passeio dura aprox 2 horas) e vimos um montão de coisas bonitas e interessantes.

As casas de repouso e meditação papais, …

… os jardins bacanas …

… as inúmeras fontes …

… com plantas exóticas …

… e diagramaçoes perfeitas …

… além de, num arroubo da guia, conhecermos o dia-a-dia do minúsculo país (são uns 1000 habitantes) …

… com direito a ver a parte administrativa, …

…  os Correios, …

…  a estação de trem (tem uma lá dentro!), o posto de gasolina…

…  e até os fundos da Basílica de São Pedro.

Aproveitamos o ingresso pra dar mais uma visitada aos Museus do Vaticano.

Devido a caminhada matinal, decidimos fazer o trajeto mais curto com destino final na Capela Sistina.

Passamos pelos corredores luxuosos, …

… pelos aposentos do Rafael , …

… com o seu talento incontestável …

… e finalmente chegamos a cereja do bolo, a Sistina.

Sim, eu sei que não se pode tirar fotos, mas como ninguém respeitava o que o guarda italiano gritava (era uma esculhambacione!), …

… nós também registramos o momento, com direito a Adão e Eva, Criação, Juízo Final e outros menos votados. A guia também nos deu uma dica que eu gostaria de dividir com todos: se você estiver cansado e quiser economizar um bom tempo, saia da Capela Sistina pelo lado direito dos fundos dela.

Por esta porta, você descerá alguns degraus duma interessante escada e estará ao lado da Basílica de São Pedro.

Caso saia pela esquerda, terá que andar todo o caminho, da entrada do museu até a Basílica acompanhando o perímetro do Estado. Ou seja, é longe pacas.

Estando ao lado, adentramos à Basílica. E fizemos um breve greatest hits: Pietá, obra-prima do Michelangelo, …

… a cúpula, outra obra-prima de Michelangelo

… e o Baldaquino de Bernini.

Além de observarmos a grandiosidade de absolutamente tudo.

Saímos meio que correndo e de táxi, pois ainda teríamos que almoçar antes de visitarmos o Brasil.

E escolhemos a Enoteca Cul de Sac que fica próximo da Piazza Navona.

É um lugar bem rústico, como a maioria das enotecas (aguardem que farei um resumo das “n” que visitamos).

Pedimos um prato misto de salumi e fromaggi (que a Dé não gostou muito já que não tinha salame, só presunto e copa), …

… duas taças dum bom vinho branco de Frascati, …

… uma Fonduta de Queijo

… e uma pasta com brocoli e queijo.

Tudo muito bom, além do pão que era cinematográfico …

… e ainda aproveitamos pra ver um pedaço do tour 13 do Guia, o Estátuas de rua e pedras de Roma, um resumo da localização das famosas estátuas-falantes, obras-de-arte que são portadoras de protestos da população romana. Vimos este Pasquino:

Não precisa nem dizer que o Bunga-bunga está na boca delas (com cacófato mesmo).
E chegou a hora do Brasil. Mais precisamente, da Embaixada Brasileira.

Foi através do Guia Itália da Abril (no qual modestamente contribuimos com a nossa experiência no passeio da trilogia da execução do parmeggiano, aceto e presunto de Parma) que eu descobri esta dica que a Embaixada fazia passeios gratuitos pelo famoso Palácio Pamphilj.
É fácil de reservar. Basta entrar no site e escolher a data (sempre as quintas).

Uma pena que não pudemos tirar fotos (ô, Embaixada, até no Museo do Vaticano é possível!), mas mesmo assim o lugar é imperdível.
Passeamos por 7 salas, sendo uma delas um imenso e lindo salão de concertos projetado por Borromini; inclusive, numa outra pequena sala onde foram descobertos lindos afrescos pintados no teto, afrescos estes que estavam escondidos sobre o forro.

Enfim, se estiver por Roma, aproveite e vá conhecer a sede propria da representação brasileira na capital italiana (é, estamos “podendo” por lá).

Caminhamos de volta pro hotel, passando por inúmeros obeliscos (como tem um monte deles por aqui!) …

… e resolvemos ir jantar próximo ao hotel, numa cantina turisticona e bem conhecida, a Otello alla Concordia.

Mais cantinona, impossível.

Aproveitamos pra entrar no clima e pedir flores de abobrinhas fritas pra Dé …

… e uma bruschetta alla Otello com salumi (este salumi a Dé gostou porque continha mortadela e italiana 🙂 ) pra mim.

Tudo escoltado por um bem ruinzinho vinho branco da casa.

Como principais, um fetuccine ao sugo di involtine pra Dé …

… e um spaghetti ao vôngole pra mim. Quase chorei, de tão bom!

Só nos restou  voltar pro hotel e descansar porque amanhã a dose é dupla e de Coliseu.

Que venham os leões. Mas que venham em forma de fotos e de História.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma –  Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.

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dcpv – veran pret-a-porter/2012

número 308
29/11/2011

Veran pret-a-porter/2012

Todos que passam por aqui sabem da facilidade que eu tenho de conseguir informações ultra-sigilosas do grande conglomerado Veran.

Ainda mais com a intimidade que eu tenho com a bela diretora de Marketing. Afinal de contas, temos uma não menos bela filha, a Re.

E foi num desses momentos (o das informações, pessoal! 🙂 ) que o formoso calendário da grandiosa corporação caiu nas minhas mãos.

Quando eu vi que na parte posterior de cada uma das folhas, existem várias e ótimas receitas, pensei: taí um menu bacana!

Prontíssimo. Aí vai o menu do Calendário 2012, a famosa folhinha do Veran e vou adiantando que o resultado final foi fantástico.

E quem se interessou, basta pedir que eu envio o mimo (considerem um presente de Ano Novo) e consequentemente, as receitas pra que a reprodução seja fiel e original.Vamos lá?

Bebidinha – O Deo continuou a sua saga em busca da cor perfeita pra acompanhar uma Absolut.

Entrada – Quibebe e Bruschetta Romana.

Foi difícil classificar alguma das 12 receitas como entrada, já que no calendário existem muitas sobremesas, muitos pratos principais e somente este quibebe que quebrou o galho. Se bem que ele será melhor utilizado no prato principal.

Pra quem não sabe, o tal quibebe nada mais é do que 1 kg de abóbora moranga cortada em pedaços e cozinhada em fogo baixo com água que cubra os tais. Deixe ferver até que desmanche.

Adicione 4 colheres de sopa de margarina e misture bem até virar um creme. Adicione um pouco de açúcar, mais um pouco de sal (gostou da precisão?) e …

… monte como quiser.

Como eu achei que somente este purezinho seria pouco pros fominhas (eu incluso), resolvi servir uma vera bruschetta italiana, proveniente do rescaldo da viagem. Pão romano tostado + …

… queijo e salame do Lazio + …

… azeite fresquíssimo da terra do ex-bungabunga = Bruschettaça!

Belíssimo prato, não?

Tomamos um vinho branco, o Sauvignon Blanc Stellenzicht 2010 South Africa que foi “cintilante, calendarístico, festivo, efusivo”, segundo os adoradores do calendário gregoriano.

Principais – Arroz Carreteiro e Feijão Tropeiro.

Como disse o grande Mingão, como é que ninguém pensou nisso antes?

Pois é: fiz um ótimo Arroz carreteiro levando ao fogo uma panela com 4 colheres de sopa de óleo, 5 dentes de alho , 1 cebola grande , 4 tomates e 3 pimentões verdes; todos picados. Adicionei 200g de charque cozido e cortado em pedaços.

Em seguida, juntei 350 g de arroz, um pouco de água fervente e deixei cozinhar por 15 minutos. Prontíssimo!

Já o temperado feijão tropeiro foi feito com 500 g de feijão cozido e reservado.

Frite numa panela, um pouco de alho batido, 300 g de lombo de porco em pedaços pequenos, 50 g de bacon picado até dourar.

Junte meia cebola picada, misture e com uma colher, abra um espaço no centro da panela, coloque  dois ovos batidos e deixe fritar até ficarem duros.

Misture tudo e abra novamente o mesmo espaço pra refogar meio maço de couve cortada bem fina.

Junte tudo e adicione o feijão reservado.

Coloque 2 xícaras de farinha de milho e finalmente, meio maço de cheiro-verde picado.

Aí foi só pensar em montar o prato alternado um sobre o outro …

… e com o quibebe pra fazer a liga, tanto gastronômica, como visualmente.

Olha, ficou muito bom mesmo.

Tão bom que – surpresa! – os dois fominhas comeram novamente.

E até a Dé que não costuma comer muito o prato principal, papou tudinho.

Só nos restou, harmonizar este belo prato com um vinho tinto Fresc Solpost 2008 Spain que foi “barça, timón, real madrid, redondo” segundo os admiradores do calendário chinês.

Sobremesa – Quebra-queixo.

Parece brincadeira, mas foi na semana passada que eu falei sobre quebra-queixo.

Imaginem a minha surpresa ao ver esta receita no calendário 2012 do Veran! Um legítimo e genuíno quebra-queixo.

É feito assim: coloque uma xícara de açúcar numa panela grande e derreta. Quando estiver dourado, adicione 1 xícara de água e 2 colheres de sopa de limão. Ferva até formar uma calda. Junte mais 3 xícaras de açúcar e 1 kg de coco ralado grosso. Mexa até a calda ficar em ponto de fio médio. Espere uns 10 minutos e transfira a  mistura para um tabuleiro untado com manteiga.

Esfrie, desenfome e sirva em pedaços.

Só faltou o apito do vendedor anunciando a iguaria.

Eis a opinião dos clientes do VeranCard:

Grande emoção na abertura da temporada 2012. Este ano promete! (Edu)
Grande Dé! O melhor calendário da minha vida. (Mingão)
Nunca comi um feijão com arroz tão deleicioso na minha vida. (Deo)

Portanto, é isso! O novo calendário 2012 com motivos e receitas da culinária brasileira é uma sensação.

Reafirmo, caso você queira um, basta me dizer que eu envio até a sua casa. E aí, você terá condição de reproduzir exatamente tudo o que viu aqui. E inclusive, acompanhar quando serão todas as 48 próximas reuniões do dcpv.

Feliz Ano Novo!

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dcpv – ISBFV. Ou Inter dos Sem Blogs na grande Ferraz de Vasconcelos

09/12/2011
número 310

ISBFV . Ou Inter dos Sem Blogs na grande Ferraz de Vasconcelos

Tudo começou aqui. Aqui, na grande FV. Afinal de contas, foi através de várias conexões e do dcpv que todo este pessoal se conheceu.

A primeira reunião física aconteceu na casa de praia. Um jantar-almoço com tendências maratonísticas foi o prato principal. Aí percebemos que este grupo tinha química. Todos (Drix, Deo, Lourdes, Eymard, Sueli, Jorge, Regina, Mingão, Dé, eu, com a Re por perto) compareceram.

Aí marcamos o 2º em Brasília . Mais um big almoço/jantar na casa da Sueli e do Jorge, acompanhado de vários passeios/refeições na nossa capital federal, além de incursões pela casa dos Loguercio.

O terceiro foi mineirim, com direito a conhecer Inhotim e vários estabelecimentos “abastecedores do estômago e da alma”.

E este! O encontro que  não vou  numerar, pois este aqui na sede não poderia ter um número (eu acredito que ele será definido como único).

Acertamos tudo (vocês não imaginam a quantidade de emails hilários que trocamos) e lá estávamos nós todos (tivemos algumas baixas nos demais, como o Deo no 2º e no 3º, a Sueli e o Jorge no 3º, a Regina e o Mingão no 2º) pra fazermos de van o percurso praia/FV. Passamos por verdadeiros santuários!

Com direito a uma escala num concorrente de menor porte, o Extra, pra pegar o contador de piadas, o Deo (estou refletindo até agora naquela das louras e do onibus double deck! rs) e a serviço estrelado de bordo (cavas e salgadinhos).

Uma hora e meia depois, ou seja por volta das 13:00 hs, apresentaríamos a nossa verdadeira sede aos nossos amigos.

Como o tempo era exíguo, colocamos todo mundo pra trabalhar.

Enquanto o Jorge (grande Jorge) refogava os tomatinhos no bacon, o chef Eymard preparava os Stracetti, tanto moldando-os …

… como fritando os bifinhos…

… e reservando junto com os tomatinhos que a Lourdes cortou com esmero.

Ao mesmo tempo, a Sueli recheou os ovos com a pasta de atum …

… e fez as casquinhas de massa phyllo (eita, borralho!) …

… enquanto o Jorge (como trabalhou este garoto!) finalizava o molho de abobrinhas (que foram cortadas cirurgicamente pela Lourdes, fritas no bacon refogado e acrescidas de caldo de legumes).

O Deo e o Mingão ficaram incumbidos da especialidade deles: as bebidas. 🙂

A Dé, auxiliada pela Regina, se incumbia de, pra variar, montar a bela mesa.

A entrada era conhecida e composta de Ovos Recheados, …

Salada Caprese

… e Sorvete de Parmesão; estava praticamente pronta.

Era chegada a hora da comunhão e da expressão maior da união do grupo: todos faríamos a massa.

E num formato que aprendemos em Roma com o chef Andrea. Ou seja, você coloca a farinha numa bancada em forma de vulcão (a farinha, não a bancada! rs). Faz um buraco no centro (da farinha, não da bancada!), coloca os ovos (ui e um pra cada 100 g de farinha) e bate bastante com um garfo (como se fosse um omelete), …

… acrescentando a farinha do vulcão aos poucos, de maneira que a massa resulte bem aerada.

Daí pra frente foi um tal de todos baterem, …

todos sovarem, …

… todos modelarem e todos cortarem os Tagliolinni na máquina manual …

… que foi servido com o molho do Jorge, o de Abobrinhas e com um outro, especialmente pedido pela Dé e pela Drix, o de Tomate com Polpetinni.

Os bifinhos foram finalizados pelo chef Eymard, com o acréscimo dum maço de minirúculas.

Estávamos prontos pra comemorar tudo!

Entradas, …

pratos principais, …

vinhos espumante, bianco e rosso

… e a sobremesa.

A Crostatta di Ricotta e Pera que estava deliciosa (foi feita magistralmente pela Dé na véspera) …

… e servida com sorvete de baunilha e a marca registrada do dcpv, o indefectível açúcar gay.

A esta  hora, próximo das 17:30 hs, já estávamos nos despedindo de toda esta tarde inesquecível.

Trocamos alguns presentes, demos muitas risadas (mas muitas mesmo), nos despedimos da sede (todos prometeram voltar) …

… permanecemos felizes e tivemos um pouco mais de tempo pra planejar o restante do final de semana que incluiria uma visita ao sex shop no domingo pela manhã; um jantar no Dalva e Dito (com direito a tour pela cozinha chefiado pelo próprio Alex) no sábado a noite …

… e um almoço no domingo no belo e saboroso KAÁ (uma ótima dica da Sueli), …

… além de recordar o jantar de boas-vindas que tivemos no Tasca da Esquina e onde, perdi por alguns momentos os meus poderes matemáticos.

Mas estas aventuras são pra outros posts.

Saudações iessebevianas.

PS – Este é apenas o primeiro capítulo e a introdução pros posts que se seguirão, sempre aos sábados e respectivamente com o ponto de vista pessoal da Sueli, da Drix, do Chef Eymard e do Mingão, que mais uma vez se predispôs a mostrar o seu talento.
Até lá.

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dcpv – gracias a españa (e as nossas malas)

Número 296
06/07/2011

Gracias a España (e as nossas malas)

Toda vez que voltamos de viagem, fazemos  um nham-nham aqui no dcpv com produtos trazidos do lugar.

E é claro que voltando da Espanha hoje de manhã, teria a obrigação de degustar alguns produtos oriundos desta grande gastronomia (a de Portugal também é imensa, Ameixa!! 🙂 )
Tivemos a oportunidade de experimentar as mais variadas vertentes da culinária espanhola. Fomos desde a comida tradicional da Rioja

… até a experimental basca. Inclusive, vimos o porque do Mugaritz e do Berasategui serem uns dos melhores restaurantes do mundo. Sim, eu sei que estes rankings são malucos e meio que inexplicáveis, mas se você experimentar a comida deles, certamente os colocará no topo de qualquer uma delas.

E o que ficou é que o espanhol é um ser movido a comida. Como alguém citou, o espanhol não come pra sua subexistência.

Ele come pra socializar.  Qualquer assunto é motivo pra se comer.

Certamente daí surgiu o ato de “picar”. De dar umas bicadinhas aqui e outras acolá.

E eles seguem isto à risca.
Pra continuar com este princípio, bolamos o Bar de Tapas dcpv. Um lugar onde apesar de não ter espanhóis (pelo contrário, somos eminentemente ítalos/ferrazenses), seguimos fielmente a cartilha deles.

Às picadas, então.

Bebidinhas – um sherry brandy, um Jerez. Pra esquentar literalmente.

Tapitas

Aproveitamos pra montar vários pratos com coisinhas pra lá de especiais.
Copas, …

… queijo Idiazábal, …

… azeitonas, o meu queridíssimo e interminável jamon Pata Negra (NR – este post demorou tanto pra ser publicado que o bichinho já acabou! rs), …

… queijo “muzariella” (mais conhecido como muçarela, né sócio?), …

… um foie de lotte espetacular (este, lembrança da viagem Provençana ), …

… e um “chalchichon” maravilhoso.
Tudo regado a dois néctares. Um, o azeite Marques de Grinon que tinha um sabor e uma cor sensacionais.

O outro, um vinho tinto espanhol Miros Ribeira del Duoro 2007. Ele foi “violet, toro, etc, miros porque kiros, muy bueno” segundo os El Cordobeses, nós todos (a Re estava por aqui).

A sobremesa foi improvisada.

Doces de abóbora com torrone espanhol e sorvete de carambola. Podemos chamar de postre tapeado.

E upgradeado pelo Amontillado Gran Barquero, um jerez daqueles que te obrigam a todo dia dar uma bicadinha.

O achamos “refluxado, bill clinton, nocello, amarettoso, beníssimo

Eis a opinião dos picadores:

No me puedo quedar. (Edu)

Usted, vene qüi. (Mingão)

Una vez un rui senor, com las claras de l’aurora. (Deo)

É isto! E hasta.

.

dcpv – giorno due – roma – itália – a primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.

09/11/2011

Giorno due – Roma – Itália – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.

Utilizei como base desta viagem a publicação da PubliFolha, Guia de Passeios Roma roteiros pra você explorar a cidade a pé.

Mesmo porque o princípio de qualquer viagem pra lá e caminhar e caminhar muito.

E pra inaugurar o nosso tour, escolhemos o roteiro 23, coincidentemente denominado A estrada que leva a Roma.

Veja a descrição deste capítulo: entre em Roma pelo Norte e percorra a antiga Via Flamínia, seguindo os mesmos passos dos mercadores pagãos e peregrinos exaustos da viagem”.

Pra quem não sabe a Via Flamínia nada mais é do que Via del Corso, denominada desta forma devido aos desfiles ou “corse” que aconteciam nela durante o carnaval romano.

Portanto, o roteiro começa na Porta del Popolo, o famoso portão norte de Roma decorado com colunas e estátuas e projetado pelo Bernini em homenagem ao papa Alexandre VII para receber a rainha Cristina da Suécia.

Ao atravessá-lo, você adentra na Piazza del Popolo, uma praça enorme e cheia de igrejas.

A Santa Maria del Popolo está aqui. Ela é um verdadeiro tesouro já que temos capelas desenhadas por Rafael, pinturas de Caravaggio e mais um montão de obras de arte no seu interior.

As gêmeas (mas nem tanto. Sabe que é muito legal fazer o jogo dos sete erros entre elas?) Santas Marias dei Miracoli  e in Montesanto também estão aqui.

Passamos então por toda a Via del Corso, onde nos sentimos como os mercadores, ou seja, com uma vontade danada de comprar nas lojas bacanas que existem por lá.

Cruzamos com a Via Del Condotti e encontramos um mercadinho simples e sem pretensão. Veja pelas fotos:

  

Entramos na Piazza Augusto Imperatore, justamente pra ver o Mausoléu do mesmo que foi construído em 26 a.C. …

… e o Museu Ara Pacis, ou Altar da Paz, onde estava acontecendo uma ótima exposição sobre Audrey Hepburn. É a globalização!

Continuamos, atravessando o Rio Tibre, através da Ponte Cavour (ah, se os rios paulistanos fossem assim!), …

… até encontrar o megalômano Palazzo di Giustizia, mais conhecido jocosamente como Palazzaccio, devido a quantidade enorme de blocos de granito que o compõe.

O bicho é tão pesado que está afundando!

Voltamos pela ponte Umberto I (mais conhecida como Humbero Primo) e começaríamos um outro tour, o 19, o Roma Romântica.

Antes e devido ao calor e ao sol escaldante (pra estação vigente, claro?), tomamos ótimos e refrescantes sorvetes no Giolitti.

E como a recomendação também óbvia seria completar o percurso com a iluminação noturna, entramos só em algumas atrações e prometemos retornar hoje a noite mesmo, pra fazer tudo na ordem e com a atmosfera corretas.

De qualquer maneira, passamos no Pantheon, o monumento mais bem conservado de Roma e uma verdadeira obra-prima da engenharia (sem corporativismo) visto que el foi construído entre 27 e 25 a.C , …

… na crawdeada e mais famosa fonte de Roma, a Fontana di Trevi

… e voltamos pro hotel …

… pra almoçar ali pertinho na Antica Enoteca.

É um lugar antigo (daaaaam) e com vinhos espetaculares (mais daaaaam ainda).

Pedimos pratos básicos: uma polenta com salsiccia pra Dé, …

… gnocchi com basilico e pomodoro pra mim …

… e taças de Montepulciano e Gavi de Gavi pra nós.

O lugar é charmoso e encontramos uma atendendente recifense que facilitou bastante o nosso pedido.

Tomamos dois expressos curtíssimos …

… e fomos explorar um pouco mais a região próxima ao hotel.

Pegamos mais uma horda de turistas na Scalinatta em pleno por do sol (que neste caso se deu as 17:30 hs) …

…  e fomos nos preparar pro tour romântico noturno que terminaria com uma visita a maravilhosa Pizzeria Baffetto. Banho tomado, nos arrumamos pra mais uma maratona romana.

O tour 19 inicia na Piazza di Spagna.

A explicação pra ele é veja o centro de Roma pelos olhos de diversos poetas e escritores que vieram pra cidade procurando inspiração artística e romance.

Pois é, nós nos inspiramos também. Além da Scalinatta, revimos a Fontana di Trevi …

… nos maravilhamos com as Colunas que dão a noção exata do tamanho do colossal Templo do Adriano (não é o do Timão! 🙂 ) …

… nos maravilhamos com a atmosfera do Pantheon iluminado, …

… passamos pela Piazza Navona (onde fica a Embaixada do Brasil. Eu tenho uma dica legal pra visitá-la)  …

… e finalmente chegamos a Pizzeria Baffetto.

Nós da “famiglia”, temos uma história de amor com este lugar. Da última vez que estivemos aqui (em 2007), fomos comer lá 3 vezes. E desta vez não seria diferente.

A fila estava imensa. A organização funciona da seguinte maneira: não fazem reservas, nem anotam o nome. Simplesmente se fica na fila e espera a sua vez do lado de fora.

Além disso, só aceita dinheiro e as mesas são comunitárias (sentamos juntos com 2 casais de italianos), além de terem umas outras regrinhas ditatoriais (tudo a ver com um Pizza’s Nazi. Neeeeeeext!).

A boa notícia é que as pizzas continuam espetaculares. São crocantes por fora e úmidas na medida certa, por dentro. Além do detalhe que é necessário e obrigatório comer usando as mãos e com o pedaço devidamente “emborcado”.

A Dé pediu uma Margherita, que é feita com somente com o molho e queijo (nada de manjericão como a nossa ) …

… e a diferença da minha, a Pomodorini, eram justamente os doces tomatinhos frios.

Acompanhamos com um Chianti Conte Serristori …

… e como sempre, não sobrou nada.

Só caminhar bastante pela bela e histórica Roma noturna. E consumista também.

Ci viedamo domani.
.

dcpv – 44º IB – Rogerio e o Amuse Bouche Chinês

número 309
06/12/2011

44º IB – Rogério e o Amouse Bouche Chinês

Rogério é uma sujeito boa-praça. Sabe aquelas pessoas que você nunca viu pessoalmente e que tem a impressão que sempre conheceu desde pequenininho?

Pois ele é assim. Nos conhecemos virtualmente quando participamos da edição especial do Paladar sobre  o filme Julia&Julia. Nós fomos dois dos 3 blogueiros escolhidos pra reproduzir receitas de livros famosos, pegando carona na idéia original. A matéria ficou bem bacana e acabamos nos transformando em amigos.

A partir daí, convidá-lo pra participar dos Inter Blogs (quer saber o que é?) foi bem rápido. Ele prontamente aceitou, mas o destino deu uma apimentada (literalmente) na vida dele e na escolha do menu.

Ele se mudou e está trabalhando na China. Mais precisamente em Shangai.

E é claro que todas as receitas abaixo são chinesas da gema, pois além de tudo, o Rogério está aprendendo gastronomia por lá. Se você quiser ter momentos de puro prazere, dê uma passada no amuse Bouche , o blog dele.

Vamos então ao 44º IB, o do Rogério. Não precisa nem dizer que trocamos um montão de emails até que ele chegasse à versão final.

Wŏ mēn zŏu ba!  = 我们走吧!

Fala Edu! Saudações chinesas!

Já faz tempo que eu venho pensando como elaborar o cardápio para o Interblogs Cachaça+Amuse.

Além da baita responsabilidade, a tarefa ficou muito mais difícil depois que eu vi lá no teu blog o relato da Lud!

Porque dificilmente vou ter algo a acrescentar às dicas e comentários que ela fez. E também porque logo que você me convidou, era justamente o Dong Po Rou que eu ia indicar como prato principal. É um prato que agrada bem. Eu comi pela primeira vez em Hangzhou, perto deste mesmo museu do chá que a Lud comenta e num restaurante muito, muito chinês em que turista nem se atreve a chegar perto.

Comida simples e maravilhosa (sim, a Lud está certa: o Dragon Well é um dos melhores chás, na minha opinião – é o que eu bebo todo dia no escritório).

Então comecei a quebrar a cabeça… Primeiro pensei em focar numa região específica. Depois pensei em um ingrediente como tema. Mas não cheguei a conclusão nenhuma. Decidi escolher os pratos que mais gosto dentre os de ingredientes possíveis de encontrar aí no Brasil. E saiu a lista abaixo. Você pode optar por fazer todos os pratos ou não, fica a seu critério. E também depende o grau de tolerância a pimenta que vocês têm. (NR – Adivinhem se eu fiz todos?? rs)

Me diga o que acha e se faz sentido? Você decidindo, vou começar a escrever as receitas, ou procurar outras alternativas, OK? (Adivinhem o que eu achei?)
PS.: A Gabi, minha esposa, está de férias no Brasil. Mandei por ela umas coisinhas pra você que serão necessárias para alguns pratos (pasta de gergelim, óleo de pimenta de sichuan e Huang jiu – vinho de arroz). Ela está em S. Paulo esta semana.  Como poderíamos fazer para lhe entregar? (Acertamos e a Re foi buscar tudo no apê da sogra do Rogério)

Cardápio – Interblogs

Bebidas:  Martini de Lichia e “Da cachaça pra Kangqiao” – um drink que inventei pra vocês. Depois eu conto a história.

Comidas:

“Salada” de rabanetes, aipo e nozes (Guanzhou, o que os ocidentais chamam de Cantão).

Bang Bang Chicken (Sichuan) – mediamente apimentado, é um prato para iniciar a refeição e atiçar o paladar.

Ma Pou Dou Fu (Sichuan) –mais apimentado, tofu com carne moída.

Sweet and Sour Pork Spare Ribs (Shanghai) – doce e oleoso, ao estilo de Shanghai. Nada de pimenta neste.

Dì san xian –algo como 3 vegetais saborosos da terra. É batata, berinjela e pimentão refogados  à maneira do norte da China (Dongbei) – nada de pimenta (ou pouca).

– Arroz Branco

Sobremesa:  

Gelatina de amêndoas com frutas (na verdade é uma adaptação, porque aqui se faz com um tipo especial de tofu… )

Outra coisa é a questão de compartilhar os pratos. Nada de pratos montados! E o anfitrião deve servir pelo menos uma vez os convidados. Sempre começando pelo mais sênior ou mais importante (É, o Deo vai comer primeiro! rs).
E banquete chinês que se preze tem que ter sempre arroz e macarrão. Além disto, o número de pratos servidos deve equivaler ao número de convidados, no mínimo. Sem contar o macarrão e o arroz. (4 pessoas = 4 pratos diferentes + macarrão + arroz). Nos banquetes, o número deve ser de 8 pratos(o número da prosperidade, segundo os chineses), no mínimo. Menos é desfeita com o convidado de honra. E quanto mais pratos diferentes, mais importante é o convidado… (Rogérioacho que esta de não montar os pratos não vai dar! Ou melhor, vou montar um só pra não perder o estilo do dcpv e fazer como você indicou no restante, certo?)

Bebidas

“Martini de Lichia” – Entre aspas mesmo, se não Hemingway me mata e James Bond enterra. Esta é muito simples, mas uma sacada legal. Obviamente não é uma bebida típica chinesa. Mas pelo menos tem as “referências” da Lichia…

Eu sempre faço “de olho”, então não tenho as medidas exatas: numa coqueteleira coloque umas pedras de gelo, uma “dose” do melhor gin que você encontrar, umas gotinhas de Angostura (opcional –eu não dispenso) e um shot de licor de Lichia. Agito a coqueteleira e sirvo numa taça de Martini.

“Da Cachaça pra Kangqiao”

Kangqiao é a região onde moro aqui em Shanghai. Há uns 40 anos era uma área só de pomares. De pêssego, melão e pera. Ainda hoje, na época da safra, é possível encontrar gente na rua vendendo as frutas cultivadas aqui por perto, ótimas por sinal. Mas isto aqui está virando cada vez mais uma área de condomínio de indústrias (!)

Resolvi então criar um drink pra vocês que misturasse estas referências. É meio de olho, mas não tem segredo. Seguinte: faça uma calda rala de açucar. Quanto estiver no ponto e ainda bem quente, junte 2 saquinhos de chá preto (pode ser o oolong, ou o earl grey por exemplo). Ou seja, você vai fazer uma calda de chá preto, bem forte. (se colocar o chá durante o periodo em que a calda estiver fervendo, o chá vai perder o aroma). Coloque na coqueteleira umas pedras de gelo + vodka vabsolut pear + um pouco da calda. Mais ou menos calda; a gosto do freguês. É só pra dar um colorido, um docinho, uma bossa. Bata a mistura e siva em copos de dry martini enfeitados com uma fatiazinha de pera, se possível aquela vermelha, que não é típica daqui, mas embeleza o drink. (Dá pra perceber que não tinha pera, né?)

Comidas

Salada de Rabanetes, Aipo e Nozes

Começo com uma receita bem tranquilinha, pra não assustar. Eu como esta salada quase toda semana: no prédio onde eu trabalho há um restaurante cantonês muito bom. E este prato é minha pedida obrigatória por lá. E a receita… também é de olho. O pessoal do restaurante nunca quis escrever. Mas me explicaram como fazer.

Um bom punhado de rabanetes pequenos e redondos, lavados; um outro punhado de nozes descascadas e separadas em metades; um talo grande de aipo; um punhado de coentro.

Para temperar: Shāng Chōu (Molho de soja light) 3 colheres de sopa; Tsù (vinagre escuro de arroz) 1 colher de sopa;  1 pitada de açúcar;  1 pitada de sal ; algumas gotas de óleo de gergelim.

Afervente as nozes em água  por cerca de 1 minuto. Escorra e deixe esfriar. Corte os rabanetes em quartos. Fatie o aipo transversalmente. Separe as folhinhas do coentro (descarte os talos e fique com as folhinhas soltas).

Misture as nozes aos demais ingredientes. Misture os ingredientes do tempero.

Leve a salada à geladeira, o ideal é servir bem fria. Tempere na hora de servir, aos poucos, com cuidado para não colocar tempero demais. (Esta salada é viciante. E além do mais, nos trouxe grandes recordações ao reintroduzir o rabanete (ui!) no nosso cardápio).

Bang Bang Chicken

Nada a ver com faroeste, ok? É um prato de Sichuan, e acho boa pedida para começar. Esta porção dá pra dois comerem bem. Veja como você deseja ajustar as quantidades, ok?

Ingredientes : 1/2 peito de frango, sem osso e sem pele (peito tem 2 metades, use uma); 20g de fios de alho poro. Veja como fazer mais adiante; 10g de coentro inteiro; 30g de amendoim torrado, sem pele; 4 fatias de gengibre.

Para o molho: 2 colheres de sopa de pasta de gergelim (mandei pra você); 1 colher de chá de açúcar; 1 colher de sopa de Shāng Chōu (light soya sauce); 1 colher de sopa de vinagre de arroz (branco); Chilli Oil: a gosto (o original são 2 colheres de sopa); veja como fazer mais adiante; 1 colher de sopa de Sichuan pepper oil (Hua Jiao oil mandei pra você); 5 colheres de sopa de caldo de galinha (da água onde vc cozinhou o frango); 1/2 colher de sopa de sal.

Com um garfo, faça alguns furos no peito de frango. Coloque o peito numa panela, cubra com água FRIA e acrescente umas 4 fatias de gengibre. Acenda o fogo e deixe cozinhar. Escorra e reserve.

Misture os ingredientes do molho e reserve.

Separe os talos do coentro das folhas. “Machuque” com a faca e coloque na mesma vasilha do alho poro.

Desfie o peito de frango.

Escorra o alho poró e o coentro, misture e arranje ao redor do prato.

Ccoloque o peito de frango desfiado no centro, cubra com o molho. Triture levemente o amendoim torrado, jogue por cima e sirva. (Sem trocadilhos, esta salada é tiro e queda! rs)

Como fazer os fios de alho poró

Corte um pedaço de aproximadamente 4 dedos da parte branca de um talo de alho poró. Com a faca faça um corte transversal até o miolo. Descarte a parte central, mais esverdeada e fique com as camadas de fora (parecerão “folhas” retangulares). Fatie estas “folhas” em fiapos bem finos.

Coloque os fiapos em um recipiente com água fria. Escorra a água no momento em que for usar o alho poró na receita.

Como fazer o Chilli Oil

Pique em rodelas uma boa quantidade de pimenta vermelha (aqui usamos uma que se chama “xiăo mĭ lā” – pimenta “arrozinho”. Algo entre a nossa malagueta e a dedo de moça).

Coloque numa panela e cubra com óleo de soja (mas eu prefiro canola). Acenda o fogo e “cozinhe” a pimenta neste óleo. Deixe esfriar e coe. Está pronto!

Ma po Dou Fu

Este é um prato típico da região de Sichuan e tem história. Diz a lenda que há uns 200 anos um camarada chamado Chen Chunfu abriu um restaurantezinho nos arredores de Chengdu, perto da Wanfu qiao (uma ponte). A pedido dos clientes, a mulher de Chunfu, que era a cozinheira, começou a “temperar” os pratos de tofu (Dou fu) com a carne bem picadinha e com muita pimenta. O termo “Ma” do nome do prato vem de “mazi” que quer dizer marcas no rosto (sardas), ou seja o tofu branco marcado por pontinhos vermelhos da carne moída, lembra sardas (que são inaceitáveis numa mulher, pelos padrões de belza daqui). E “Po” vem de “Lăo Po” = mulher, esposa.  Então, Ma Po Dou Fu é mais ou menos = tofu à moda da esposa com sardas no rosto… (Que bela história,  heim??)

Ah, quantidade aqui também pra umas 2 ou 3 pessoas.
Ingredientes – 1 tofu; 100g de carne de porco moída; 1 colher de sopa de ovo batido; 1 e ½ colher de chá de pimenta vermelha moída (tipo cayenne. Manere se for o caso…); 1 e ½ colher de chá de alho picado; 1 e ½ colher de chá de gengibre picado; 1 colher de sopa de ciboulette picada;  1 colher de chá de pimenta de sichuan em pó; 1 colher de sopa de Black bean chilli paste. (isto você não vai achar mesmo… substitua por misso, mas não exagere que o misso é mais salgado…); 1 e ½ colher de chá de Lăo Chōu – dark soy sauce – é o molho de soja mais denso e envelhecido. Serve para dar cor ao prato; 1 colher de sopa de Sheng Chōu –light soya sauce;  1 colher de sopa de chilli oil (manere se for o caso); 1 colher de sobremesa de amido de milho; óleo de soja (ou canola) o quanto baste; Hua Jiao oil (óleo de pimenta de Sichuan) o quanto baste

Corte o tofu em cubos de aprox. 2 cm. Coloque em uma vasilha e acrescente 1 colher de chá de sal. Cubra com água fervente. Aguarde 5 minutos, escorra com cuidado e reserve.

Misture a carne de porco moída com o ovo. Reserve.

Aqueça muito bem um Guo zi (Wok). Acrescente 2 ou 3 colheres de sopa de óleo. Frite a carne de porco moída até ficar bem dourada. Acrescente a pimenta vermelha, a pimenta de Sichuan moída, o alho, o gengibre, o Black bean paste (ou misso). Refogue para liberar todos os sabores.
Acrescente aproximadamente 20ml de água fria, Lăo Chōu e Sheng Chōu.  Deixe ferver e prove. Acerte o sabor se necessário (com Sheng Chou).

Junte com cuidado os cubos de tofu. Deixe ferver por 1 ou 2 minutos. Se precisar engrosse o molho com 1 pouco de amido de milho diluído em água.

Transfira para o prato e finalize com a ciboulette picada, um fio de Chilli oil e um fio de Hua Jiao oil. (Este prato foi a grande surpresa da noite. O tofu ficou bem sardento!)

Sweet and Sour Pork Spareribs

Eis aqui uma fiel representante da cozinha da Shanghai: bem doce, bem cheia de óleo e molho de soja, overcooked. Mas fazer o que? É assim que os shanghaineses gostam… e eu confesso que aprecio vários dos pratos que eles comem aqui nesta cidade. (outros – por exemplo, o “stinky dou fu”, tofu fedido, não consigo nem passar perto). Este prato tem que ficar com o sabor bem doce e marcante, molho grosso. Então se preciso “brinque” um pouco mais com as quantidades dos ingredientes abaixo, ok? E ajuste as quantidades de acordo com o número de seus comensais. Estas abaixo são para duas pessoas.

Ingredientes – 500g de costelinha de porco cortada em peças de 3 a 5cm cada;  10g de vinho de arroz (huang jiu);  15g de de Sheng Chōu – light soya sauce;  15g de Lao Chou – dark soya sauce;  25g de açúcar;  40g de vinagre de arroz escuro;  1 pedaço de aprox. 2x2cm de Gengibre fatiado; 1 maço de cebolinha (ciboulette).

Aqueça bem um Guo zi e então, com cuidado, coloque óleo até 1/3 da panela. Deixe o óleo ficar beeem quente.

Frite as costelinhas até que estejam bem douradas, quase marrons. Escorra todo o conteúdo numa peneira.

Limpe o Guo zi e aqueça-o novamente. Coloque um fio de óleo e refogue o gengibre e a cebolinha inteira. Quando estiver bem cheiroso, acrescente as costelinhas fritas.

Acrescente o vinho de arroz, o Sheng Chōu, o Lao Chou, o açúcar e o vinagre de arroz. Misture e refogue um pouco. Cubra com água e deixe ferver.

Abaixe o fogo e tampe, cozinhando por aprox. 40 minutos, até que o molho esteja bem grosso. Para ficar do estilo shinghainês tem que ter o sabor mais doce do que salgado neste prato. Mas ajuste os temperos de acordo com o gosto de vocês. (Sabe aquele costelinha que se solta totalmente do osso? Pois eram estas.)

Dì Sãn Xiãn – Refogado de berinjela, batata e pimentão verde.

Muito gostosa esta, relativamente leve, típico de Beijing. Vá lá no blog para ver como é o corte “roll-cut” que é utilizado neste prato.
Ingredientes – 150g de batata descascada;  150g de berinjela. Prefira aquelas compridas e mais finas, não se você consegue encontrar aí no Brasil, se não, vá da normal mesmo que não prejudica em nada; 150g de pimentão verde; 10g de alho picado; 5g de ciboulette picada.

Para o molho: 10g de Sheng Chou; 5g de açúcar; 2g de sal; 10 g de maisena, dissolvidos num pouquinho de água fria;  20g de água.

Cortar o pimentão a batata e a berijenla em roll cut.

Aquecer um Gou zi. Acrescentar bastante óleo e deixar esquentar. Fritar a batata até que esteja dourada. Escorrer e reservar.

Tirar a maioria do óleo do Guo zi, deixando só um pouquinho. Refogar a berinjela, sem cozinhar demais. Acrescentar o pimentão verde. Escorrer e reservar.

Voltar o Guo Zi ao fogo com um pouquinho de óleo.  Refogar o alho e a cebolinha até que estejam fragrantes. Acrescentar os vegetais e misturar. Acrescentar os temperos e a água. Deixar ferver e misturar. Se preciso, acrescentar a maisena e acertar o sal.

Sobremesa – Gelatina de amêndoas com frutas

No quesito sobremesa, a China deixa um pouco a desejar. Dizem que é porque o açúcar no passado era caríssimo aqui. Este doce na verdade é uma cópia ou um arremedo de outro que há por aqui. O original é feito com tofu aromatizado com amêndoas. Mas você não vai achar isto nunca no Brasil. Nem eu sei onde vende por aqui, como-o sempre em restaurantes.

Ingredientes – 8 colheres de sopa de açúcar; 4 envelopes de gelatina em pó sem sabor (incolor); 1 litro de leite integral; 1 colher de sopa de essência de amêndoas.

Dissolver a gelatina conforme as instruções da embalagem. E depois misturar com o leite fervido (morno) + o açucar + a essência de amêndoas.
Colocar num pirex e levar à geladeira. Quanoo estiver bem firme, cortar em cubos e colocar numa travessa. Daí você cobre com:

– Pêssegos frescos picados + cerejas frescas sem caroço cortadas ao meio + um fio de mel… ou

– Pêssegos em calda + cerjas ao maraschino. Neste caso você pode regar com um pouco da calda do pêssego e da cereja. Mas esta segunda opção é menos autêntica ainda… entretanto, cá entre nós, não menos gostosa. (Ficou muito bom e juntei as duas sugestões com pêssegos em calda e cerejas frescas, além do açucar gay, óbvio!)

Abração e boas garfadas, quer dizer, palitadas.

Rogério

Bom, após isto tudo, só me resta agradecer esta valiosa participação do Rogério e dizer o quão bacana foi todo o jantar.

Aconteceram coisas inusitadas por aqui: tomamos cerveja japonesa (água francesa, flaquinha, flaquinha tleis, flaquinha dois ), …

tentamos harmonizar o nosso querido Jacozinho, o Creek com com comida chinesa e não deu muito certo (IacoIaco, blanco, suntuoso,untuoso ) …

…  e não servi nenhum prato empratado (seguimos o conselho do Rogério; em Ferraz, como os chineses! rs) e, surpresa e nada inusitado; nos divertimos muito e achamos, tudo, mas tudo mesmo, absolutamente impecável.

Eis a opinião dos conflades:
Grande Rogério. Glande Logélio! (Edu)
Delicioso!!! Obrigado Hopi Sing. (Mingão)
Logélio, obligado!!! (Deo)

E eis também as nossas afamadas flores virtuais que lembram muito o estilo chinês de ser.

Rogério, tivemos um verdadeiro wanfan feichang hao shi (pra quem não entende chinês tão bem como eu, um ótimo jantar).

Zài Jiàn = 再见 !

As peripécias dos IBs continuam neste mês mesmo (dezembro) com a participação da Carla Soar do blog Arroz de Minhoca.
E tem mais; não sei não. se não comereremos o próprio bicho (minhoca é bicho?) que dá nome ao blog? 🙂

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