4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu.

número 310
09 a 11/12/2011

4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu! (by Sueli)

É tarde, é tarde, tão tarde até que arde!  Ai, ai meu Deus! Alô, Adeus! É tarde, é tarde, é tarde!

E esse refrão nos acompanhou e nos atormentou até o final da noite de sábado…

Sim, sim, sim! Estávamos, TODOS, de alguma forma, atrasados. A começar por nós e Adriana, que devíamos ter chegado sexta-feira, mas só pudemos ir no sábado, depois de participarmos de festas em família. Mesmo Eymard, vítima do trânsito de Sampa, se atrasou para o jantar e só chegou para a sobremesa.  Só os Luz não perderam nada, nem se atrasaram.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, (ou era muito cedo?) quando fomos dormir, depois de muita comida e bebida. Eu estava me sentindo o próprio Coelho Maluco: depois de acordar, milagrosamente, apenas 15 minutos do programado no celular, que não despertou, e pegar um voo que atrasou quase uma hora. Mas chegar a São Paulo com esse atraso, numa manhã de chuva, saindo de um Rio de Janeiro/Santos Dumont também com previsão de temporal, foi ganhar na loteria. Afinal de contas, depois de tanto planejamento, e-mails trocados, planos milimetricamente traçados e cronômetro ligado, seria uma grande frustração perder o começo da festa!

Adriana, que estava de molho no aeroporto nos esperando há uma hora – logo ela, a que mais temia chegar atrasada – saltou da cadeira quando nos viu. Mal nos cumprimentamos e zarpamos, por entre carrinhos e um mar de pernas nervosas, para pegar um taxi, que nos pareceu estar milhas de distância.

Os planos, a essa altura, já haviam sido parcialmente alterados e não sairíamos da casa do Edu e sim do hotel. A chuva em São Paulo estava fraquinha e colaborou, apesar do susto que o taxista nos deu, curtindo com a minha ansiedade e dizendo que levaríamos uns quarenta minutos para chegar ao hotel, onde Eymard e Lourdes nos aguardavam. Conseguimos fazer check-in antecipado e tiramos mais uma carga das costas.

Logo, adentrávamos à van vermelho sangue, onde só faltaram as sirenes… Embora o barulho, do lado de dentro, fosse grande. Quase na hora prevista, quase todos a bordo, partimos. Confabulações ao celular para pegar o Deo no meio do caminho. Surge um imprevisto: lugar de resgate modificado. Enquanto o esperávamos, degustamos o primeiro borbulhante rosé, geladinho, acompanhado de bem arranjados petiscos. A Dé pensou em tudo! Até na van, a apresentação era primorosa.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, passava das 12:00 hs, quando o Deo chegou. Mais uma garrafinha aberta, mais um brinde – e é bom frisar que esse foi o nosso único encontro oficial no qual TODOS estiveram presentes e todo o tempo – e fomos para os braços da alegria, guiados por um atento, quase mudo, mas simpático motorista.

De repente a Dé fala: Não conheço esse caminho. Nunca andei por aqui. Que caminho é esse? E o motorista retruca: Segui o GPS. E Jorge logo emenda: Tinha uma placa indicando Ferraz de Vasconcelos. Sim, todos viram a placa, mas o melhor e mais rápido caminho não era aquele, segundo os habituées do pedaço.  Ah, os GPS! Ah, a algazarra que estava naquela van! Então, seja o que Deus quiser! E foi. E como foi!  A euforia reinava naquela van, com faixa etária dos 25 (essa era apenas uma, a Re, a filha dos Luz) aos 64, que mais parecia um ônibus de colegiais indo para o primeiro acampamento. Nem o congestionamento, os lugares desconhecidos e sinistros, o avançado da hora atrapalhavam a alegria e a cantoria.

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde, mas estávamos ali, na deliciosa e acolhedora casa dos Luz, onde as simpáticas e prestativas Flora e Cleide nos aguardavam e dariam suporte.

Todos para a cozinha. Edu, que com seu script na mão, começa a direção. Cada um se engalana no meio de um arsenal de aventais. Caçarolas no fogão. Começa a orquestração: Jorge dourando bacon; Eymard abrindo finamente bifes de mignon para o Stracetti; eu recheando ovos cozidos; Lourdes abrindo tomatinhos cereja; Mingão e Deo nos aperitivos; Dé e Regina na arrumação da mesa; Rê nos deixou, pois tinha um compromisso. Primeiro ato terminado. Cadê a Adriana??????????

Jorge assume outra frigideira de bacon, o cheiro que isso exala ao ser frito é inebriante; Eymard sela os Stracetti, os agrega ao molho que Jorge preparou com o bacon e os tomatinhos cereja; eu corto e monto massa filo em forminhas para fazer a base de uma entradinha; Mingão e Deo capricham nas caipiroscas de tudo quanto é sabor. Muito bom! Adriana observa, acha que sairá incólume do borralho. Dé e Regina terminam a arrumação da linda mesa. Segundo ato terminado e partimos para a auto-foto oficial, antes que as figuras ficassem irreconhecíveis. Hora do grand finale, onde TODOS participariam da elaboração da base do prato principal, que seria uma massa fresca.

É tarde! É tarde…

Sim, já se fazia bem tarde e ainda tivemos que esperar a chegada dos ovos que faltavam. Mas quem é que estava com pressa, naquela divertida aula, onde cada um de nós quebrou um ovo e colocou, literalmente, a mão na massa? Foi um tal de estende e puxa, e dobra, e corta, e apara e polvilha de dar inveja em qualquer italiano.

Dessa a Adriana não escapou, e gostou tanto que até ganhou de presente uma máquina, para executar, sozinha (?), a iguaria. Quem sabe dessa vez o fogão dela será inaugurado?

Diante do encantamento do Jorge, os Luz também nos presentearam com uma máquina de macarrão. Puro carinho! Só quero ver! Se isso der certo, comerei macarrão todos os dias. Minha vingança será maligna…

Massa pronta, linda, toda cortadinha sobre a bancada e Edu começa a montagem das entradas: Ovos recheados, Sorvete de parmesão em forminha de filo, Salada caprese. Todos à mesa. Brinde, fotos e a degustação começa…Hum! Bonito e gostoso.

Enquanto isso, lá nos bastidores, Flora e Cleide cozinhavam a massa e aqueciam os molhos. Entradinhas devoradas e “as meninas” permanecem à mesa papeando.  Edu foi finalizar e montar o prato principal, que os “meninos” ajudaram a servir. Voltaram com fumegantes, aromáticos e caprichados pratos da “nossa” massa, guarnecida por molho de abobrinha, molho vermelho com almôndegas – este o Edu já havia feito – e os Stracetti com molho de bacon, tomates-cereja e rúcula. Facílimo de fazer, como disse o Edu, como os moçoilos comprovaram e as moçoilas aprovaram. Tudo delicioso e com aquele sabor de trabalho e amizade compartilhados. Comida feita com amor e alegria, que alimenta a alma, muito antes de alimentar o corpo. E com direito a trilha sonora especialíssima.

Na sobremesa, chega à mesa uma linda e morninha Crostatta de ricota e pêra com chocolate fundido e nessa hora a Rê volta a se juntar a nós. (Foi isso mesmo Edu? Porque você trocou um dos molhos do macarrão e não sei se resolveu trocar também a sobremesa. Tinha sorvete? Acho que estava de cara muito cheia e não estou conseguindo me lembrar). Expresso, acompanhado pelos deliciosos doces de frutas cristalizadas trazidos diretamente das Minas Gerais, licores digestivos e muita preguiça… Ainda bem que não tínhamos que arrumar a cozinha!

É tarde! É tarde…

Sim, era tarde quando terminamos o banquete. Mais tarde ainda para Regina e Mingão, que retornariam para São Paulo e partiriam para Botucatu, onde um baile de formatura os esperava.

Uma volta de reconhecimento e apreciação pela agradabilíssima casa dos Luz e batemos em retirada, sob olhares admirados diante das gigantes helicônias , lamentavelmente já sem flor, que adornam a entrada e mal foram vistas na correria da chegada.

Sob os olhares atentos da Dé e o comando do Deo, pegamos o caminho de volta, passando pelo centro de FV e com GPS desligado. Seguro morreu de velho. Será? Em vão tomar o caminho certo. Em vão a pressa da Regina e a necessidade de chegar a tempo de se arrumar e fazer outra viagem, de mais duas horas, no sentido oposto de onde estávamos, pois pegamos um engarrafamento fenomenal depois de fazer um desvio fugindo de outro. Não tinha santo, era relaxar e esperar! O que parecia quase impossível foi aos poucos se resolvendo e, em meio a tensão, apreensão e muita alegria, ficamos livres daquele pesadelo. Retomamos o caminho, deixamos o Deo onde o pegamos e seguimos para São Paulo. Estávamos sofrendo pela Regina. Ninguém queria estar na pele dela. Como disse o Eymard: uma aflição silenciosa...  Bravo, Regina!

É tarde! É tarde…

Quase 21:00 hs quando chegamos ao hotel.  Combinamos sair para comer uma pizza. 22:00 hs e estávamos na porta da lindíssima, enorme e lotada Maremonti. Fila de espera de uma hora. Uma hora? Eu logo arrepiei. Detesto ficar em pé, no sereno, esperando ser atendida. Isso é tortura, não é divertimento! Olho ao redor. Inúmeros restaurantes e, do outro lado da rua, um em especial me atrai. Dalva e Dito, do meu queridinho Alex Atala, que eu ainda não conhecia. Sugiro irmos para lá e Edu e Eymard vão ver a possibilidade. Voltam com a afirmativa e, feliz da vida, atravesso a rua, ao lado de uma Adriana sonolenta e quase fora do ar. Esperamos um pouquinho para sermos acomodados, mas estávamos sentados em confortável sofá, dentro do restaurante, que é bem interessante e tem uma decoração muito agradável, com a cozinha aberta para o salão, típico dos grandes chefes que não têm medo de mostrar como se trabalha.

O menu é eclético, bastante democrático e de comidas simples e palatáveis. Adriana quase não acreditou quando viu bife à milanesa com salada de batatas entre as opções. Era tudo o que ela mais queria!  É tudo o que ela mais adora! E ainda por cima assinado por Alex Atala. Tivemos um belíssimo jantar, com pratos que agradaram a todos e ainda fomos brindados com a presença e simpatia do Alex em nossa mesa, com direito a foto na cozinha e tudo. Regina nos ligou da festa, quase meia noite; haviam chegado bem e já estavam dançando. Ufa!

Felizes da vida, rumamos para o hotel, com os planos para o domingo traçados: Visita ao sex shop e almoço no KAÁ. Para os desavisados, o Sex shop é a Casa Santa Luzia.

Depois do café da manhã, durante o check-out, um telefonema para a Adriana quase encerra por ali sua festança. “Tia Querida” havia passado mal e estava na emergência de um hospital, com problemas para conseguir internação. Pesquisa nos horários de voos, argumentações e ela resolve ficar.  Afinal, Tia Querida havia tido apenas um mal estar, estava assistida e não seria a Adriana que mudaria o rumo das coisas.

Fizemos nossa excursão pelo fantástico Santa Luzia, compramos a farinha especial 00, para o Jorge confeccionar nossa massa e algumas outras delícias.  Despedimo-nos dos Loguercio, que tinham um compromisso em Campinas, fomos pegar a Rê para o almoço e partimos para o abraço. É, o KAÁ é assim como um grande abraço acolhedor, apesar de sua imensidão e foi uma grata surpresa para todos nós. O restaurante, além de lindo, tem uma comida simplesmente espetacular. O menu é vastíssimo e tentador. Cada um dos seis pratos que chegou à mesa nos fez suspirar, sem contar o couvert e as sobremesas, todas elas dos deuses.

Agora o refrão já não cabia mais. Pelo contrário, nos restava tempo, e a calma foi a nossa companheira de partida. O Coelho Maluco estava calminho e tranquilo. Voltamos ao apartamento para recuperar a bagagem e fomos conduzidos pelos nossos gentis anfitriões ao aeroporto. Terminava mais um dos nossos agradáveis e recompensadores encontros, com o desejo enorme que o próximo se concretize logo e seja tão completo e bom como o de Ferraz de Vasconcelos, que ficará tatuado na nossa memória sentimental.

Difícil explicar essa sinergia entre pessoas tão distintas, que quando estão juntas voltam a ser crianças e curtem, ingenuamente, o que a vida tem de melhor, numa relação desinteressada e autêntica.

Agradecer a acolhida e a generosidade de vocês, Dé e Edu, será sempre muito pouco. Vocês são incríveis! Embarcar em mais essa aventura louca, que muitos não compreendem, rumo ao totalmente desconhecido e inusitado, tem sido uma ótima viagem.

Precisamos realizar um ISB totalmente bolado, elaborado e conduzido pelo Jorge, Adriana e Eymard. Isso será o máximo!

Que chegue logo o próximo ISB, o único que não ficou agendado ao fim do encontro, mas que, se depender da nossa vontade, acontecerá, seja aonde for!

 N.R – Bom, esta foi a visão da Sueli sobre este encontro dos Sem Blogs, o já famoso ISB. No próximo sábado (ou talvez no outro 🙂 ) teremos a visão da Drix. Como diria o seo Sílvio, aguardeeeeeeeeeeeeem!
E Feliz Ano Novo pra todos!

 .

12 Responses to “4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu.”


  1. 1 Adriana Pessoa dezembro 31, 2011 às 9:34 am

    Uau….que correria deliciosa!!!
    Nunca é tarde para brindar entre amigos queridos!!
    Beijos para todos!!

    Lourdes: também quero um avental do Mickey!!

  2. 2 Adriana Pessoa dezembro 31, 2011 às 10:36 am

    Sueli: adorei o seu texto – tão eletrizante quanto deve ter sido o encontro!
    Beijão.

  3. 3 Sueli OVB janeiro 1, 2012 às 1:01 pm

    Edu,
    Se você não tivesse mandado o e-mail eu não teria me visto. rs rs rs
    Bom demais relembrar todo aquele fim de semana e toda a nossa saga do sábado.

    Adriana Pessoa,
    Obrigada pelo carinho! O sufoco foi grande e não me ocorreu nada melhor que o Coelho Maluco da Alice. O encontro compensou toda a tensão e apreensão, com certeza! Beijos

    • 4 Sueli OVB janeiro 1, 2012 às 1:06 pm

      Meu marido está charmoso demais na cozinha!
      Já providenciei uns aventais aqui para ele, difícil é saber se isso vai colar!
      Ele falou que ia fazer massa com o neto, mas os acontecimentos recentes o impediram disso. Agora tenho que aguardar que o neto volte de viagem, para ver o “com sorte” na cozinha.

  4. 5 Francy janeiro 5, 2012 às 6:11 pm

    Acompanho sempre o blog quietinha ,só observando as comemorações e as comidinhas,lendo o texto fiquei curiosa : a Tia Querida se chama Doralice? Por acaso conheço há anos aqui no Rio uma Tia Querida , com este nome.Será coincidência ?abs.

  5. 6 Drix janeiro 5, 2012 às 8:47 pm

    Sueli, delicia ler seu texto e relembrar aquele dia fantástico. Resolvi arrumar armários neste início de ano e só hoje consigo chegar até o DCPV. Você trouxe de volta o sabor de cada um daqueles pratos e a alegria que contagiou a todos.
    Eu sabia que era uma questão de tempo. Um dia um grande chef ainda teria em seu cardápio filet a milanesa com salada de batata. Este é, para mim, o melhor prato do mundo! :- )
    Ja ensaiamos um ISB que tivesse como chefs nós três: Eymard, Jorge e eu. Quem sabe depois da atuação dos dois em FV não animamos? Se formos reiniciar o ciclo dos ISB teria coragem de nos entregar sua cozinha? rs

    Francy, minha Tia Querida não se chama Doralice e vive em Minas. Tia Querida é a forma como nós, seus sobrinhos, a chamamos desde pequenos. Precisa dizer o quanto a amamos?

    • 7 Francy janeiro 7, 2012 às 7:28 am

      Oi Drix ,imagino o carinho com que vocês a tratam , a Tia Querida daqui do Rio , é a mesma coisa, viúva , sem filhos , uma pessoa super generosa com afeto prá dar e vender, daí que seus sobrinhos verdadeiros , ou emprestados só a chamam assim.Previlégio nosso ,de ter essas Queridas em nossas vidas . abs .

  6. 8 eduluz janeiro 12, 2012 às 11:42 am

    Adriana, não foi tão correria, assim …
    A Lourdes ficou bem com o avental, né?

    Sueli, você está certíssima. O Jorge tem o maior jeitão de cozinheiro.
    Estamos no aguardo dos relatórios da incursão dele na cozinha!

    Francy, pois não fique tão quieta assim!! rs
    Como a Drix já respondeu, acho que a única coincidência é que elas são muito “queridas”!

    Drix, comedida como sempre.rs
    Caramba, eu não imaginava que você tinha tantos armários?
    E responda a uma coisa: como é o nome da Tia Querida mineira?

    Pessoal, abs e não se esqueçam que no próximo sábado tem a versão da Drix por aqui.

  7. 9 Drix janeiro 12, 2012 às 10:27 pm

    Edu, não são tantos armários, mas a arrumação foi dos maleiros às gavetas, dos arquivos às caixas box. Só de papel foram dois sacos de 100 litros cada. Há tempos precisava fazer isso. A gente vai guardando textos, periódicos, anais de congressos e quando percebe tem uma biblioteca em casa, mas que é muito pouco consultada. E olha que meus textos são indexados, portanto a recuperação ñunca foi um problema. A Tia Querida mineira chama-se Maria Aparecida. Outra coisa… Reparei, lá no “Adriá by our own”, na peça do Jequitinhonha. Beijos!

  8. 10 eymard janeiro 16, 2012 às 7:45 pm

    Com atraso, rendo minhas homenagens ao texto da Sueli. Tudo que é muito bom, passa rápido? Parece que é mesmo essa a sensaçao. Mas, ao mesmo tempo, esse ISBFV foi até certo ponto o mais “soft”. O mais leve em todos os sentidos.

  9. 11 Pati Venturini janeiro 17, 2012 às 11:25 am

    Nossa, que encontros deliciosos! E que belo relato, Sueli! Estão todos de parabéns!

  10. 12 eduluz janeiro 26, 2012 às 7:22 am

    Sócio, atraso? rs

    Pat, grande relato, grande encontro.

    Abs insandecidos pra todos


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