Arquivo de fevereiro \27\UTC 2012

dcpv – dia quatre – barcelona – espanha – pra turistas, um bus turistic. pra nós, o moo.

05/01/2012

Dia quatre – Barcelona – Espanha – Pra turistas, um bus turistic. Pra nós, o Moo.

Este dia também parecia diferente do que a previsão previra (sic)! rs
É que segundo os experts, o sol brilharia desde a manhã.

Mas não foi o que aconteceu. O sol surgiu timidamente e foi como ele se comportou o dia inteiro.

Se bem que ele harmonizou com o feriadão que se apresentara, já que o dia dos Reis Magos é respeitadíssimo por aqui.

E nestes dias, procuro usar o famoso drop on/drop off ou seja, aquele manjado ônibus turístico de dois andares que dá um panorama da cidade.

E você, como é que se vira quando encara um feriadaço em plena viagem?

Bom, nós aproveitamos pra visitar os lugares mais longínquos da cidade.

Saímos um pouco mais tarde, por volta das 11:00 hs (sabe como é; feriado! rs).
E mesmo assim e apesar da cidade estar totalmente vazia, muitos turistas tiveram a mesma idéia que nós.

Pegamos o ônibus na plaza Catalunya e a primeita parada seria a maravilhosa Sagrada Familia, talvez a obra-prima do onipresente Gaudí.

Seria, porque todos tiveram a mesma idéia e a obra de arte estava intransitável.

É claro que optamos por ir pra próxima gaudiniana, El Park Güel.

Incrivel como Gaudí consegue fazer obras que atraem as pessoas.

Tudo neste parque tem um imã.

O portão da entrada, …

… a famosa salamandra colorida, …

… a escada …

… o salão cheio de pilares, …

… com os desenhos característicos com caquinhos no teto, …

… nós com eles, os caquinhos, …

… além das belas pedras que parecem ondas …

…. e dos bancos sinuosos montados num platô com uma vista fantástica da cidade.

Ah! Não nos esqueçamos das chaminés estilizadas que formam a sua marca registrada.

Eu e a Re até brincamos que ele, Gaudi,  deveria ser uma criança que a mãe criticava a falta de originalidade, dizendo sempre assim: meu filho, pare de desenhar sempre as mesmas chaminés e quebrar as minhas cerâmicas. Que tal fazer desenho de casinha como todo mundo? rs

Continuamos o tour, fazendo uma baldeação pra linha vermelha (estávamos na azul) e aproveitamos pra conhecer o shopping, o Arenas de Barcelona, onde antes era a Plaza de Toros (os catalães sabiamente proibiram as touradas).

E este shopping é incrível. Utilizaram o mesmo visual externo da antiga Plaza, …

… mas fizeram uma cobertura que mais parece um disco-voador, …

… além de deixarem a parte interior como se fosse realmente uma nave espacial.

Uma obra e tanto do arquiteto Richard Rogers e, inclusive, com bons restaurantes.

Aproveitamos o embalo pra tapear no Tapa Tapa de lá.

Pedimos cañas e uma água Vichy Catalan que mais se parece um sal de frutas Eno, …

batatas bravas, …

calamares a Romana, …

croquetas de 3 queijos  (Guia MicheLuz=9,5) …

… e fuet.

Ou seja, comida espanhola e barcelonesa da “chema”.

Continuamos o tour,  pois pretendíamos rever a região do Estádio Olímpico e refazer umas fotos da nossa viagem anterior, que continham uma premonição.

Pra quem não sabe, Sant Jordi é o mesmo que São Jorge.

E portanto, esta foto refeita no Palau Sant Jordi significa que já antevíamos há 7 anos que o estádio do Timão seria o do abertura da Copa 2014. 🙂

O frio estava apertando e resolvemos seguir caminho. A intenção seria pegar a linha verde do ônibus pra chegar ao Parc Diagonal Mar, praticamente novo e moderníssimo.

Mal imaginávamos que após passar pelo Maremagnun, pela estátua do Colombo, …

… teríamos a notícia de que esta linha só funcionava no verão.

O jeito foi voltar à  Sagrada Família pra refazermos a visita …

… e verificar o quanto o projeto preferido do Gaudi evoluiu neste período, já que exteriormente, o progresso era visível (se bem que pelo rítmo, parece que a coisa toda não acaba antes de 2100).

Mais um pequeno engano, já que a visita a Sagrada Família terminou mais cedo (feriado!). Optamos por descer lá mesmo, …

… dar mais uma boa observada no monumento/igreja e voltar a pé.

Atravessamos meia Barcelona, …

… comemos churros e um tremendo “pastelón” da Xurreria Esteban (um pé-sujo fantástico), …

… tomamos um catalã cava Anna de Codorniu, …

… acompanhada com picadas de azeitonas e batatas fritas

… no famoso Cafe Zurich

… e após 11.100 passos medidos no iPod da Re, …

… chegarmos ao nosso hotel.

Pronto pra dar uma descansadinha e partir prum jantar no restaurante michelado do hotel Omm (dica do sócio). Interessante é o nome dele:  Moo.
E o cardápio do lugar não tem somente carne.

Pelo contrário, ele tem como chefs executivos os irmãos Roca, do famoso El Celler de Can Roca, o 3 estrelas do Michelin em Girona. Chegamos quase que brigando com o motorista de taxi que era a “gentileza” em pessoa.

O restaurante fica no térreo e é muito estiloso e chique. As louças são todas personalizadas (cada prato foi desenhado por um artista espanhol) e o menu é extremamente interessante.

São vários no formato degustação e alguns pratos a la carte. Fomos nestes, uma vez que já estávamos um tanto quanto “safisfeitos” gastronomicamente falando (vocês entendem, né?).
Uma outra grande sacada foi que todos os pratos tinham um vinho pra ser harmonizado e em taça.

Nunca mais ter que harmonizar uma garrafa pra todos os pratos da mesa; esta é uma tarefa sempre inglória e no caso do Moo, além do “varão” (euzinho) da mesa não ter que fazer isso; a “responsa” da harmonização passou totalmente pro sommelier.

Com este principio, escolhemos os nossos pratos. A Re foi de carne; eu e a Dé de peixe. Como amuse, nos serviram uma aguinha de cogumelos com um mousse de beterraba.

E como tapitas, batatas bravas, …

pãozinho de azeitonas, …

de trufas

… e lâminas de chardonnay.

Os principais chegaram logo após: um tenro ternero com batatas e bacon pra Re, …

… que foi harmonizado com um tinto da Rioja, o paisages IV 1998; espetacular.

Pra Dé, o salvador e saboroso linguado com 5 salsas

… com o acompanhamento dum vinho branco que cheirava a mel, o Carles Andreu.

Eu escolhi uma Lubina com molho de limão e cuscuz com espuma de salsinha; deliciosa.

Ainda mais acompanhada dum enigmático e alimonado vinho branco, o Benito Santos de Rias Baixas.

Tudo perfeito. Como sobremesas, a Re pediu Sinfonia de Chocolates, …

… a Dé um colher e eu, uma Ode a Havana, que tinha uma particularidade.

Foi servida com uma granita de menta e um charuto feito de chocolate e creme que tinha um gosto incrivel de … charuto de verdade. Só faltou a fumaça!

Olha, visitar o Moo foi simplesmente um prazer. Sem contar que uma tradição que estávamos loucos pra realizar neste dia dos Reis Magos, foi concretizada.

O Moo nos ofereceu uma rosca como mignardise. Diz a tradição que quem come a rosca dos Reis Magos (ops) tem muita felicidade no ano todo.
A Dé ficou exultante e tivemos total certeza que teremos o melhor ano de todos os tempos.

Se depender da qualidade desta refeição e desta viagem, o pedido será mais do que cumprido.

Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña
Dia tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa tinturaria.

dcpv – giorno otto – roma – italia – io sono un po’ ubriaca.

14/11/2011

Giorno Otto – Roma – Itália – Io sono un po’ ubriaca.

Parece que estamos passando as férias no deserto do Atacama, em vez de Roma.

Pelo menos no período em que estamos na cidade eterna. Sol, sol e sol.
Devido a reserva pra visitarmos a Galleria Borghese, tivemos que sair bem cedo do hotel.

E andamos bastante, pois tínhamos que chegar lá as 9:00 hs, já que todas as visitas são agendadas (você pode ficar somente duas horas lá dentro).

Corremos bastante e ao menos, tivemos a oportunidade de ver toda a Scalinata completamente vazia.

Chegamos no horário (apesar do sol, estava um tremendo frio) e entramos.

O impacto é imenso.

Toda a casa, a Villa Borghese é muito grande e impressionante. Ela foi construída em 1612 pra ser a propriedade romana da riquíssima família homônima.

É claro que não deixam tirar fotos, mas como compramos postais com as obras mais impactantes, vou me permitir criar um cenário por aqui “emprestando” algumas do site oficial.
Começamos a visita (alugue um audio tour que vale a pena) com as masterpieces do gênio Bernini: o Davi, uma pretensa resposta ao do Michelangelo, o rapto da Perséfone e Apolo e Dafne. Reparem nos detalhes das esculturas que foram feitas totalmente em granito.

Também vimos a obra-prima de Antonio Canova, uma escultura de Paolina, irmã de Napoleão. Este trabalho causou um grande escândalo, visto que ela visivelmente posou peladona (imaginem o bafafá naquela época).

Complementamos tudo com a pinacoteca que contém Caravaggio, Rubens, Rafael e outos menos votados.

Saímos de lá, passamos pela excelente lojinha …

… e aproveitamos o embalo pra emendar o passeio 16 do guia, Luxos e ossos descarnados, que “evoca o horror e o glamour da chique Via Veneto, com suas criptas lúgubres e as riquezas da Galleria Borghese“.

Acabamos descendo toda a Via Veneto, …

… com inclusive, uma passagem pelo hotel que ficamos na nossa outra viagem pra cá, o Boscolo.

Ah! Também vimos um daqueles protestos violentos italianos (cheio de velhinhos transviados) …

… e a pedinte (uma falsa idosa) que vivia nos implorando uma esmola e que quando acabava o “serviço” saia linda e garbosa; ainda era a mesma da nossa viagem em 2007.

Voltamos ao hotel e presenciamos mais um casamento (fato frequente nas nossas viagens), desta vez na Fontana della Barcaccia.

Aproveitamos pra dar um refresh tomando um chá e um capuccino no Antico Caffè Greco.

… além de comer um soberbo canoli.

Rumamos galhardamente pro Campo de Fiori.

Justamente pra escolher onde almoçar e foi fácil. Eu tinha visto no Frommer’s o restaurante  Da Pancrazio e daí a optar por ele, foi tranquilo.

Se você quiser um lugar histórico, antiquissimo, com um atendimento impecável …

… e uma cenografia que te leva pro passado; …

… este é o lugar.

Pedimos comidas tipicamente romanas. A Dé iniciou com uma (mais uma) Caprese. Ela jurou que foi a melhor muçarela que ela comeu aqui em Roma.

Eu fui de salada de pão com aliche. “Tipici e buono“.

Tomamos duas taças de vinho tinto e pedimos os principais. Uns ravioli de carciofi pra Dé ..

… e Saltimboca alla Romana pra mim.

Estavam simplesmente ótimos.

Na mesa ao nosso lado, almoçavam 4 italianos. Eram provavelmente pai, mãe (já idosos) e 2 filhos. Eles estavam comendo há um tempão (e bebendo também).

A senhora, que parecia a mãe do Giaaaaaani no filme Almoço de Ferragosto (se não assistiu, veja porque é demais), levantou pra ir ao banheiro, deu uma leve cambaleada, olhou pra nós e disse: io sono un po’ ubriaca!”

Demos, todos, muitas risadas e pensamos em como Roma e os romanos são divertidos.

Andamos mais um pouco, até chegarmos a Mondello Ótica onde conseguimos encontrar as nossas queridinhas armações belgas de óculos da marca theo.

Ainda demos mais umas voltas comerciais (Blue Sand pra Re; (ethic) pra Dé) …

… e fomos jantar em mais uma vinoteca, a Il Chianti.

Ela faz parte o nosso imaginário desde 2007.

E tudo continua (graças!) do mesmo jeito.

Pedimos uma garrafa dum Chianti Superior Reserva Banfi (pra matar as saudades) …

…. um Strozzapetti com muito pomodoro (como a Dé gosta e por incrível que pareça, difícil de encontrar em Roma) …

… e Coniglio (coelho) com batatas e molho de azeitonas pretas pra mim.

Tudo ótimo (como sempre).

Dá vontade de voltar mais um montão de vezes.

Sem contar que ela fica bem ao lado da Fontana di Trevi, …

… o que é certeza de encantamento (paquistaneses tiradores de foto e vendedores de rosas à parte).

Voltamos a pé (e com um bruta frio pro hotel).

Não deu nem pra ficarmos um pouco “altos” (un po’ ubriacos).

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.

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dcpv – KAÁ que eu tenho com isso!

10/12/2011

KAÁ que eu tenho com isso!

Este almoço seria o encerramento oficial do ISBFV, ou seja, do encontro dos integrantes dos Inter dos Sem Blogs.
Tivemos algumas baixas (Regina e Mingão voltaram pra Botucatu; o Deo desapareceu; a Lourdes e o Eymard compareceram a nossa visita matutina ao sex shop e tiveram um compromisso em Campinas).

Resultado? A Drix, a Sueli, o Jorge, a Re, a Dé e eu, ou seja, o “cream de la cream”, foi almoçar no KAÁ.

Confesso que sabia do lugar de ouvir falar e especialmente, da arquitetura bacana com destaque pra parede de plantas que atravessa todo o restaurante.

Quando a Sueli disse que queria conhecer, fiquei um tempão brincando que finalmente veríamos a famosa “parede” ! 🙂

Liguei, reservei e as 14:00 hs estávamos todos lá.
E ficamos todos literalmente de bocas abertas!

Que lugar! Grande (e lotado), com um visual incrível (que parede é esta?), …

… com um serviço excepcional (cheio de mesuras) …

… e com um cardápio sensacional (vocês tem que experimentar).

Foi difícil pra todos escolherem tamanha a qualidade e a variedade aparente dos pratos. E esta qualidade foi corroborada quando eles chegaram deliciosos e lindos.
Parabéns pro Pascal Valero, o chef francês que deu personalidade à sua comida.

Afinal, escolhemos o quê?
A Drix foi de masssa, um Tagliatelli com Camarões e leve aroma de moqueca.

A Sueli de Risotto de parmesão trufado, blanquete de vitela ao molho de champignons

… e o Jorge, de Lulas recheadas com lagostim, risotto negro e molhopiperade“.

A Re comeu um macio Coração de filé mignon ao poivre com batatas forestiéres , …

… a Dé, um semiadocicado Tortellini de queijo brie com compota de figo na manteiga de sálvia e amêndoas torradas

… e eu, um Stinco de vitela assado com polenta mole de açafrão que mais parecia um brontossoauro chic (iabadabaduuuu!).

Tomamos duas garrafas dum brancoso excepcional, um Sauvigon Blanc Robertson 2010 New Zealand e partimos pro abraço doce ao escolhermos as sobremesas.

A Drix escolheu um Petit Gateau com sorvete de castanha do Pará.

A Sueli e o Jorge dividiram um Tiramisú de caramelo com granité de café e croquante de avelã.

A Ligths’ family, no famoso esquema 2 (doces) x 3 (colheres), de Mil folhas de doce de leite com creme de baunilha e  ….

… e uma Carolina com creme de café e amendoins crocantes.

Olha! Foi simplesmente perfeito.

Assim como todo o final de semana, onde mais uma vez mostramos que este grupo veio pra ficar e ao mundo, pra se divertir.

Quanto ao KAÁ, certamente voltaremos.

Bye.

Quer ver os outros posts deste final de semana ?
ISBFV – Ou Inter dos Sem Blogs na grande Ferraz de Vasconcelos
4º ISB – Grande Ferraz de Vasconcelos, que nos legou Dé e Edu.
 ISBFV – “eu acredito na amizade e a exerço” ou “(…)a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada” (by Drix)
ISBFV – E la nave (nesse caso la van) vá! (by Eymard)
Tasca da Esquina. 2×2 é igual a … ?
Dalva e Dito do Alex, Drix, Sueli, Jorge, Lourdes, Eymard, Dé e Edu.

dcpv – última reunião do ano no la cocotte

27/12/2011

Última reunião do ano no La Cocotte

Última reunião de 2011. É tempo de confraternização e tempo também de fazermos o balanço oficial das Organizações LoNgueluz.

Pra que isto acontecesse, o estatuto manda que o quorum seja total. E foi o que aconteceu.

Como a sede ainda não está pronta (este Frank Gehry demora muito pra entregar um projeto!), optamos por nos reunir na nova casa dum grande amigo, o restaurante La Cocotte (Al Ministro Rocha Azevedo, 1153 – tel 30641153) do “maravilhoso” Juscelino Pereira.

Chegamos todos antes do horário (acho que era a saudade). Os acionistas-mores dos representantes dos Loguercio estavam lá: Guilherme, Gustavo, Lourdes e Eymard. Por outro lado, os da dinastia Luz também: Re, Dé e eu.
Tiramos até uma foto pra posteridade.

O La Cocotte, a primeira incursão francesa das Orgaizações da Ervilha é uma belezura. Todo arrumadinho, tem um atrium caprichado (grato Jusça, pela ótima mesa) …

… e um visual super-confortável.

Iniciamos com um agrado do anfitrião: taças de espumante pra brindarmos o ano que se foi e ao que virá.

Aí, entre números e conversas, começou o desfilar dos pratos: terrines, …

… acompanhados de crocantes pães, …

brandade de haddock

.. e moulles

… et frites.

Que por sinal comi quase todas, já que não tinha ninguém por ali que gostasse tanto (o Gustavo até tentou, mas …).
Acompanhamos tudo com o excelente vinho branco Grand Bateaux 2009 Bordeaux 

… e logicamente, mais um brinde foi feito.

Parece que os dividendos pros acionistas serão polpudos neste ano. Continuamos experimentando as especialidades: pato (isto é corporativismo, sócio!) com risoto de baunilha

… e beauf bourguignon.

Ambos muito bons. A Dé, que todos sabem não ser carnívora, se encantou com um creme de piselli.

Escoltamos tudo com um ótimo tinto o Pinot Noir Antonin Rodet Bourgogne (aguardem novidades!).

Aquela máxima “niniana” estava nos acompanhando: o tempo passa muito rápido, quando estamos nos divertindo.

Partimos sem medo pras resoluções finais, ops, as sobremesas. Foi um desfilar de creme brulée a la vanilla en cocotte, …

mille-feuilles a la vanille et coulis de framboise, …

gateau mousse au chocolat et praliné, …

brownie do chef

baba au rhum, ops, tarte tatin (né, Lourdes?) …

… e várias colheres.
Só tivemos tempo pra nos despedir, desejar boas viagens pra todos e fazer a programação das reuniões pra 2012, que deverão ser muitas, com inclusive, o já previsto convescote mundial na Borgonha em abril.

Ainda fiz uma visita ao estrelado banheiro. Veja se é ou não de calibre um lugar com estas assinaturas?

Enfim, vá conhecer o La Cocotte e disfrute de muitos momentos de puro prazer, do ambiente acolhedor, passando pela maravilhosa comida e terminando com um serviço absolutamente impecável e em mini-panelas ultra charmosas.
Resumindo: ele é merveilleux!

Au revoir.

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dcpv – giorno sette – roma – itália – campo de fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.

13/11/2011

Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, verduras e legumes, além de queijos e das massas.

Vamos lá com a mesma ladainha: foi mais um belo dia de sol. Acordamos um pouco mais tarde, já que planejamos andar muuuuito.

Tomamos um lauto e bom café da manhã e zarpamos pro passeio número 11 do guia Roma – Roteiros pra explorar a cidade a pé.

Desta vez nos baseamos no intitulado “A morte em cada esquina“.

O prefácio dele é o seguinte: “ao lado da história cristã de Roma corre uma outra, de escândalos, horrores e injustiças que é revelada neste passeio por palácios e pizzas, ops, piazzas”. 🙂

E veja que qualquer semelhança não é mera coincidência, ja que naquele tempo, “os ricos e poderosos viviam na impunidade e a justiça muitas vezes dependia apenas do dinheiro. Príncipes, papas e aristocratas ricos costumavam ser cruéis, gananciosos e corruptos.”

Bom, o tour se inicia pelo Campo dei Fiori. E melhor, pela feira que acontece lá toda manhã (exceto aos domingos).

São produtos e mais produtos da mais alta qualidade.

Flores, óbvio, …

… frutas, …

… verduras,  legumes, …

… sofritos, …

… tomates …

… e outras coisas apimentadas.

Depois deste banho de cultura gastronômica, retornamos ao passeio.

Antes, conhecemos a tremenda padoca, a Campo de’ Fiori, …

… onde percebemos o cuidado que eles tem com a higiene e com os nosso amigos de 4 patas. 🙂

Na sequência, passamos pelo Palazzo Farnese, a atual Embaixada da França (que por sinal paga a simbólica bagatela de 1€ por cada 99 anos de aluguel. Uma pechincha!).

Próximos dali estão a Igreja de Santa Maria dell’Orazione e Morte e a Via Giulia, uma rua com os mais belos “palazzi” da cidade.

Vimos mais um belo lugar, o Palazzo Spada

… e adentramos ao Gheto Judaico.

Como sempre, as histórias sobre segregação são sempre muito tristes. E neste caso também, já que até um muro foi erguido pra isolá-los em 1559. Somente em 1888 é que esta muralha foi derrubada.

O que não impediu a Via de Portico d’Otttavia se transformar numa das atrações gastronômicas de Roma.

A alcachofra à Judia servida por aqui é de perder a cabeça.

Demos uma desviada e aproveitamos pra ver os templos de Jupiter e Juno, erguidos pelo imperador Augusto em 23 a.C, para a sua irmã Ottavia.

Passamos também pelo Teatro di Marcello e…

… voltamos ao roteiro original, ou seja, atravessamos a ponte Fabricio …

… pra adentrarmos a Isola Tiberina, uma versão “povera” da Ile de St Louis.

Este tour acaba aqui, mas como estávamos no Trastevere, aproveitamos pra fazer um pedaço do tour 6 intitulado “O bairro do Diabo“.

E por que esta denominação? Porque o Trastevere (que significa atrás do Tibre) tem a fama de ser um lugar estranho e de diversão garantida …

… com ruas que homenageiam os visitantes ilustres, …

… com as suas casas com heras, …

…  restaurantes e janelas festivas …

… e até docerias excelentes como a Panetteria Roamana onde compramos vários docinhos de pistache, biscoitos champanhe e canolis.

Voltamos ao Campo dei Fiori  pra “secarmos” um pouquinho mais a feira …

… e pra almoçar num velho conhecido, o bar especializado em muçarelas, o Obiká.

Ele fica bem numa esquina da piazza e nos sentamos pra apreciar a paisagem.

A Dé escolheu uma Salada com burrata

… e eu, uma muçarela defumada de búfala com  mortadela.

Ficamos um bom tempo vendo o tempo passar numa versão romana (taí o dolce far niente) …

… e resolvemos fazer algumas comprinhas.

Pra isso, voltamos ao hotel e fomos caçar alguns lugares na região da Piazza di Spagna.

Antes, uma breve Happy Hour no próprio hotel …

… com direito a tomar uma birra Moretti (tudo na faixa!).

Depois desta movimentação (estávamos pregados e certamente batemos o nosso recorde hoje), resolvemos conhecer uma enoteca novinha, a Palatium, que fica na região do hotel.

O lugar é bacanésimo (brevemente seremos especialistas em enotecas romanas) e, mesmo sem reserva, conseguimos uma mesa.

Pedimos uma ótima degustação de salumi e fromage (todos DOP e com certificação da região do Lazio), …

… duas taças de vinho branco do Lazio (claro!) …

… e realmente merecíamos uma boa noite de sono.

Incrivel, mas estudar História neste formato, cansa bastante e pasmem, emagrece!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.

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dcpv – dia tres – barcelona – espanha – o dia em que comemos numa tinturaria.

05/01/2012

Dia Tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa Tinturaria.

O dia amanheceu broncolhão. E praticamente, permaneceu inteiro deste jeito.

Hoje era dia dos Reis Magos aqui na Espanha.

O que significa muito, já que é o dia em que os espanhóis dão presentes pras crianças (em vez da noite de 24 de dezembro) se elas se comportaram bem durante o ano. Se não foram boazinhas, ganham somente carvão.
Voltaremos já, já a esta questão.

Começamos, então, tomando um bom café da manhã no próprio hotel.

Acordamos um pouco mais tarde devido ao horário que chegamos ontem, depois do espetáculo do “pulga” Messi.

Saímos andando pelo El Raval, o bairro chino mais invocado de Barna.

Passamos novamente pelo MACBA, …

… fomos conhecer a Carrer de Joaquín Costa, dica “outside” da Dri Setti. Achamos tudo interessante, mas meio barra pesada e pouco turístico.

Se bem que tanto a Biblioteca Sant Pau-Santa Creu, …

… como a região do Parque se mostraram muito bonitos.

Votamos à região das Ramblas, …

… passamos pelo Gran Teatre de Liceu e sua excelente lojinha …

… e decidimos visitar o Palau Güell (leia-se Gu-el), uma verdadeira obra-prima do Gaudi.

Ele foi totalmente recuperado durante 21 anos e agora é um passeio absolutamente imperdivel.

Você compra o ingresso, pega o seu áudio-guia e garante umas boas horas de puro divertimento e conhecimento.

Conhece como foi que o Gaudí, em 1885, conseguiu projetar um porão com lugar pros cavalos, praticamente uma garagem …

… além de ambientes personalizados …

.. e geniais.

Como a sala de encontros, …

… a de jogos, …

… o salão de festas …

… com o orgão (o instrumento) personalizado (preste atenção, porque ele toca em intervalos de tempo), …

… os quartos muito além do seu tempo …

… e o telhado com a marca registrada do gênio.

Note que todas estas belas chaminés são exaustores das inúmeras lareiras existentes no Palácio.

Dá pra imaginar quanto o Gaudí cobrou pelo projeto? rs

Pegamos um taxi e fomos almoçar numa lavanderia, mais conhecida como Tintoreria por aqui.

Esta historia é bem legal. Pra variar, fuçei no Santo Google e descobri um site, o Secrets of Barcelona com dicas de lugares bacanas na cidade.

Dentre eles, um duma lavanderia, a Dontell (sugestivo o nome, né?), que estava alocada na seção de restaurantes.
Achei meio louco e percebi que somente me cadastrando no site UrbanSecrets, eu conseguiria maiores detalhes.

Fiz o tal cadastro e me responderam que se eu fosse aceito no clube, poderia avançar e fazer reservas. Inclusive, teria que aguardar a aprovação da minha ficha (isto me pareceu meio que um pouco de “cascata”). Aprovação esta que foi definida no dia seguinte.

Pronto! Estava apto pra reservar qualquer um dos dois restaurantes “escondidos” (ontem fomos ao Chi-Ton, que tem como fachada uma loja de souvenires).

Feita a reserva, só nos restou descobrir como funcionava exatamente. Chegamos ao local e até o motorista do taxi estranhou que queríamos ir pra lá.

Descemos e percebemos que a Tintoreria propriamente dita é bem pequena e dá pistas sobre o que ela é de verdade.

O atendente demora a entender que turistas brasileiros conhecem o lugar (enquanto estávamos entrando, uma pessoa perguntou se a lavanderia estava aberta? rs)
Ao entrar, você tem um choque. O lugar é lindo com muita iluminação colorida (luzes azuis e rosa), …

… um belíssimo bar, uma decoração transada …

… e uma grande cozinha envidraçada. Tudo muito surpreendente.

Optamos mais uma vez pelo menu (isto aqui na Espanha, significa um valor fixo pra entrada, principal, sobremesa e normalmente taças de vinho e água) pelo valor de 20,5€.

E a comida esteve no nível de todo o mistério.

Como opções de entrada, uma salada com queijo de cabra caramelizado que a Dé e a Re escolheram …

… e um ótimo Steak Tartar pra mim.

Antes disso, um creminho de alho porró com bacon crocante que forrou os nossos estômagos.

Continuamos maravilhados com tudo e pensando como um empreendimento destes faria sucesso em SP?

Os principais foram Vieiras com aspargos (que a Dé escolheu) …

… e uma Vitela cozida e muito macia, com cebolinhas caramelizadas pra mim e pra Re.

A sobremesa foi única, um creme chocolate com farofa crocante e uma espuma de creme català. Perfeita.

Só nos restou pagar a conta e ir embora ainda estupefatos por toda a situação inusitada.

Voltamos a pé pro hotel, demos uma pequena descansada e saímos pra escarafunchar o Barri Gotic.

Passamos pela Plaça Villa de Madrid (um cemitério romano),…

… pela imponente Catedral del Pi, …

… onde se realizava uma simpática feira de produtos orgânicos.

Compramos algumas coisinhas, tais como um fideuá com cogumelos,…

… e nos perdemos por cada ruazinha gótica.

Até sorvetes de palito nós tomamos.

Este é o verdadeiro roteiro que você tem que cumprir quando estiver por aqui. Se deixar perder.

Permita-se não ter um traçado fixo e assim …

… descobrir que até o sol apareceu na hora dele se por.

Voltamos ao hotel pra descarregar as compras …

… e fomos pra Praça Catalunya, onde o corso dos Reis Magos passaria.

É quase que um desfile de Carnaval misturado com sábado de Aleluia, já que vários grupos mostram a sua versão da história dos Reis Magos (Balthazar, Gaspar e Melchior ) …

… e jogam balas pros inúmeros presentes.

Aproveitamos pra pegar algumas e curtir tudo, …

… até os sem-noção, os joselitos (não são os do jamón!), que apresentaram a história toda de uma maneira meio absurda, com música tecno ao fundo. Era uma rave dos Reis Magos! 🙂

O corso durou uns 40 minutos e ao término, todo mundo foi embora pra casa, especialmente as crianças que queriam ganhar os seus presentes o mais rápido possível.

Nós também voltamos, porque tínhamos uma reserva feita pro jantar na  Torre d’Alta Mar, um restaurante que fica a 75 metros de altura e exatamente numa parada do funicular que liga a Barceloneta a Montjuic.

Confesso que imaginava um lugar como o Terraço Itália (grande vista+comida razoável).
Ledo engano. A vista é mesmo maravilhosa, …

… são 360 graus de puro prazer e a comida não fica atrás.

Resolvemos pedir a la carte, porque a Re e a Dé estavam abrindo o bico. E mais ainda por causa do pequeno balanço que tudo apresentava (não se esqueça que estávamos bem acima do nível do mar. A Dé quase tomou um Dramin! rs).

Só eu pedi a entrada. Um magnífico polvo com salada de lentilhas e batatas.

Enquanto isso, tomávamos cava e um vinho branco Chardonnay Enate 2010.

A Re escolheu uma entrada como a comida da noite, o Wok de legumes e setas com trufas.

A Dé foi de linguado com um caldo de missó, queijo Idiazabal e cebolas

… e eu, de Bacalhau fresco com pimentões, chorizo picante e molho pil-pil.

Todos excelentes e na medida certa. Enquanto observávamos tudo, pedimos um sobremesa no esquema 3×1, o Abacaxi caramelizado com crumble de lima e espuma de crema catalana.

Saboroso e o suficiente pra nos reconfortar e querer dormir tranquilamente.

Descemos tudo o que subimos (agora pareciam 150 metros) e fomos pro hotel esperar pelo que os Reis Magos iriam nos trazer.

Se é que precisamos de mais algum presente, estando nos divertindo tanto em Barcelona!
Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña.

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coronel mostarda, com garfo e faca, no dcpv

número 306
25/10/2011

Coronel Mostarda, com garfo e faca, no dcpv.

 “Ninguém fica indiferente a mostarda. Esse condimento poderoso, com sabor que varia do suave ao extremamente picante, dá personalidade aos pratos de diversas culinárias. Em grãos, pó ou pasta, faz a festa do paladar”.

Assim começa a matéria denominada Fortes Emoções do suplemento Claúdia Comida&Bebida de agosto/2011.

Eu sou um daqueles leitores indiretos da revista, já que é a Dé que assina, mas mesmo assim dou alguns pitacos e/ou palpites (por falar nisso, sempre recebo emails da redação me pedindo pra responder a algum tipo de pesquisa. Sem problemas, mas podiam ao menos me chamar de Sr Eduardo em vez de Sra? rs).

E gosto bastante do suplemento, especialmente das reportagens produzidas pela Fabiana Badra Eid (já entrei em contato e ela prometeu indicar um menu exclusivo pra nós).
Elas, as matérias, sempre são instrutivas e contém receitas ao mesmo tempo, práticas e bastantes interessantes.

Pois foi nele que eu vi a matéria que perguntava se você gosta de mostarda suave ou hot e que explicava quais eram todos os tipos delas (preta, branca, Dijon, ancienne, inglesa, americana amarela, alemã escura ou com grãos).

Portanto, foi daí que surgiu a idéia deste menu.
Vamos lá degustar um menu inteiro (sobremesa inclusa) com receitas que incluem este condimento tão apreciado por todos e, inclusive, pelas crianças.

Entradas I -Radicchio com mostarda e parmesão 

Mostarda preta – os grãos são mais picantes e entram no preparo de outros tipos de mostarda. As folhas usadas como hortaliças em saladas têm sabor amargo, mas são ricas em fibras, ferro, cálcio e vitaminas A, B2 e C.

Caramba, eu não tinha a mínima idéia que a mostarda continha tudo isto!

Esta salada é tranquilíssima de se fazer. Prepare o molho, misturando numa tigela, 1 colher de chá de mostarda (usei a la ancienne), 2 colheres de chá de vinagre de vinho branco, 5 colheres de sopa de azeite, sal e pimenta do reino.

Rasgue folhas de radicchio (eu usei o Mache da minha horta) e coloque numa saladeira, junto com raspas dum legítimo grana Padano.

Tempere com o molho e sirva.

Entrada II – Tempurá de vagem com molho de mostarda e mel

Mostarda branca – de sabor suave, ela também é utilizada para obter outras variações de mostarda. As folhas jovens podem perfumar saladas ou refogados.

Tudo bem que eu facilitei as coisas (desculpaê, Fabiana) e usei uma massa pronta de tempurá pra empanar as vagens.

Mas, depois de limpá-las, é só seguir as instruções e fritar.

Quanto ao molho, basta colocar numa panela pequena, 1 e 1/4 xícara de mostarda Dijon, 1 pitada de mostarda em pó, 2 colheres de sopa de shoyu light, 1/2 xícara de mel e levar ao fogo baixo até obter uma mistura homogênea.

Pra montar, juntei a salada com as vagens.

A entrada  inteira ficou bem saborosa.

Acompanhamos com o vinho branco espanhol Albariño Raimat 2009 que foi “mineral, rochosas, praiano, carambolesco“.

Principal – Cordeiro com manteiga temperada e purê.

Mostarda Francesa Dijon – bem picante, essa pasta mistura mostarda negra e indiana, entre outras. É ótima em saladas, ensopados e carnes assadas.

Esta receita nem constava da matéria.

É que eu achei o tema tão bacana, que acabei adaptando uma que estava no mesmo suplemento (e olha que era da Bettina!! rs).

E quando eu digo adaptar, é porque a coisa aconteceu mesmo. Peguei uma “carnona”, um corte de pernil de javali (ai, Obelix) e temperei com alho, sal e pimenta do reino.

Fiz um purê de abóbora japonesa cozinhando e espremendo, com a devida adição de manteiga e sal.

E servi tudo junto, além do molho de mostarda que eu peguei do meu quebra-galhos, o livro de Molhos com Azeite.

Ficou uma beleza. Acho que a própria Fabiana colocaria este prato na matéria.

Como a Dé não come carne, substituí por um ovinho cozido. Até que ficou bonitinho também.

Tomamos um ótimo vinho tinto português, o Collection Douro Ramos Pinto 2005 que achamos “turvo, passée, muca, blasé“.

Sobremesa – Compota de figo seco e pera com mostarda.  

Mostarda Francesa Dijon l’Ancienne – é a versão original com adição de grãos de mostarda preta.

Esta  compota é uma delícia. Leve ao fogo baixo, tiras da casca de 2 limões sem a parte branca e 2 xícaras de vermoute seco, 1 e 1/2 xícara de açúcar granulado, 2 e 1/2 colheres de sopa de sementes de mostarda e 1 colher de chá de sal granulado, mexendo por cinco minutos e até dissolver o açúcar.

Junte 4 peras firmes cortadas em gomos finos, 16 figos secos picados e deixe ferver em fogo alto.

Abaixe o fogo e  cozinhe, mexendo as vezes, por 45 minutos ou até as frutas ficarem macias.

Misture 2 colheres de sopa de mostarda de Dijon  e deixe esfriar.

Sirva em temperatura ambiente com bolo industrializado (sim, aquele manjado Bolo Pullmann).

Detalhe: esta compota também vai muito bem com carne assada.

Adoramos tudo e achamos:
Grande menu com a especiaria dijoniana. (Edu)
Menu radical, sabores especiais. (Mingão)
Me agradou a diversidade de sabores! (Deo)

Como eu citei lá no início,Ninguém fica indiferente à mostarda, esse condimento poderoso, com sabor que varia do suave ao extremamente picante, dá personalidade aos pratos de diversas culinárias. Em grãos, pó ou pasta, faz a festa do paladar”.

Boa esta afirmação, né não?

E você ? Gosta ou odeia?

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