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dcpv – dalva e dito do alex, drix, sueli, jorge, lourdes, eymard, dé e edu.

09/12/2011

Dalva e Dito do Alex, DrixSueli, Jorge, Lourdes, Eymard, Dé e Edu.

Mais um complemento do ISBFV. Saímos no sábado a noite dispostos a referendar a nova e ótima pizzaria do amigo, Juscelino Piselli Pereira, a MareMonti.
Até tentamos, mas devido a espera de mais de uma hora e ao insandecimento dos presentes, resolvemos atravessar a rua e ir ao Dalva e Dito, a casa de comida brasileira do Atala.

Não esperamos quase nada e estávamos abrigados na nossa mesa retangular. Estavam lá a Drix, a Lourdes, o Eymard, a Sueli, o Jorge, além da Dé e eu.

O lugar é extremamente agradável, o serviço mais ainda …

… e o menu é altamento apetitoso.

Tomamos um bom vinho tinto Dolcetto d’Alba Renato Ratti 2010 e escolhemos praticamente todas as vertentes do cardápio.

A Sueli foi de moqueca capixaba, arroz branco e pirão,

… e o Jorge se esbaldou no polvo com arroz molhado (que eu conheço muito bem).

A Lourdes foi frugal e de Saladinha da Dalva (alface, tomate, cebola, palmito, cenoura, rabanete e ovo caipira cozido), …

… assim como a Dé, que pediu um caldinho de feijão …

e uma tapioca de queijo.

O sócio foi de galeto de televisão de cachorro com risoto caseiro (aquele antigo da mamãe) …

… e eu, de carne-de-sol com mandioca cozida e manteiga de garrafa (receita do Rodrigo/Mocotó).

A grande surpresa da noite foi a Drix ver no cardápio o prato dos sonhos dela: Bife à milanesa com salada de batata.
Não preciso nem dizer o que foi que ela pediu, né?

E surpresa maior foi quando o próprio Alex Atala se aproximou de mim e perguntou: você é o Edu do dcpv? (brincadeirinha!! rs)
Na verdade, ele perguntou se estávamos gostando de tudo (por sinal, tudo estava maravilhoso) e gentilmente nos convidou à visitar a sua Ferrari, aquela cozinha espetacular.

Voltamos extasiados e aproveitamos pra escolher as sobremesas (só eu e o Eymard pedimos): excelentes Pudim de leite (generoso, porque tenho trauma de infância. Esta é a descrição do menu que o sócio certamente concordou) e ..

… e um Romeu e Julieta invocado (goiabada cascão, queijo fresco, Catupiry, creme de goiaba e sorbet de goiaba).

Dividimos irmanamente com muitas colheres, pagamos a conta e fomos pra casa pensando como a vida é bela e felicidade até existe (pode assobiar aquela música do Roberto Carlos pra acompanhar).

Ah! Uma informação pra registro: o Alex faz uma galinhada famosa lá no Dalva e Dito, todo sábado, das 24:00 hs até as 3:00hs em que você pode comer a vontade pagando somente R$ 39,00 e ainda se esbaldar de dançar ao som do Nereu (ex-trio Mocotó).

Deve ser muito boa e prometemos dar um passada lá pra dar o nosso parecer!!
Hasta.

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dcpv – giorno sei – roma – itália – Ben (o) Hur(so) amico.

12/11/2011

Giorno Sei –  Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.

Parece incrível e redundante, mas tivemos mais um belo amanhecer. Muito sol e até um calorzinho que não estava nas previsões.

Como tínhamos um espetáculo épico marcado pra tarde, aproveitamos pra fazer um passeio curto (assim como um bom expresso).
E foi no novo (pros padrões romanos, já que foi inaugurado há 2 anos) museu Maxxi.

Incrível como os romanos menosprezam o novo. Fomos de taxi e quando disse que queríamos ir até o museu, o motorista disse não saber o que e onde era. Como eu tinha me informado, passei o endereço pra ele e lá fomos nós pela histórica Via Flaminia.

Chegamos e a impressão inicial é marcante. Você não espera ver um prédio tão impactante e moderno numa cidade em que a unidade de tempo pra atrações turísticas é medida em séculos.

Tudo impressiona.

A parte externa, onde a afamada arquiteta Zaha Hadid conseguiu transformar concreto em curvas, …

… vidro em espelho …

… e a maluca parte interna com divisões incríveis, …

… além de junções de paredes com placas de ferro …

… e barras de cano vermelhas cruzando todo o espaço.

E claro que como em todo museu deste formato (vide Guggenheim), a grande atração é o prédio. Portanto, a coleção ficou prum segundo plano e tratamos de voltar a pé pro hotel.

O caminho todo foi interessante, já que passamos por um bairro de vizinhança e do dia-a-dia romano.

Vimos vários carros do Mr Bean, …

… uma feira tipicamente italiana, …

… um sex shop fantástico, o Castroni, …

… e chegamos a tempo de nos trocar, pegar um taxi e ir pra nova Fiera Roma.

Pra quem não conhece, é um tipo de Anhembi dos romanos.

E é longe, bem longe. Fica perto do aeroporto.

Nós fomos até lá pra assistir ao espetáculo Ben Hur. Comprei as entradas pelo Ticket One e ao chegarmos, troquei o voucher pelos ingressos.

Quando vi que a nossa fileira era a X, fiquei decepcionado. Só que usando a lógica e os algarismos romanos, cheguei a óbvia conclusão que era a 10. 🙂

A idéia principal seria mostrar ao público um espetáculo antigo, romano, com um visual impressionante, boa música (a trilha foi composta por nada mais, nada menos do que Stewart Copelland, ex-Police) e o que nos atraiu bastante: uma corrida de bigas.

O lugar todo é imenso. São pelo menos 14 galpões iguais a este que entramos. E quase tudo foi entregue.

Porque quase? Porque faltou um pouco do calor humano da platéia.

Os lugares estavam ocupados em mais ou menos 10%. O que significou que os atores eram maioria em relação ao público.

E como não tinhamos almoçado, tivemos que apelar e comer alguns panini na lanchonete.
Mezza boca, sim senhores, mas a organização, a plasticidade e a beleza compensaram.

Voltamos pra região do hotel a tempo de tomarmos um legitimo chá inglês na Babington’s Tea Room, aos pés da Scalinatta da Piazza di Spagna.

O lugar é tradicionalíssimo (está lá desde 1892) e já foi palco de discussões de grandes ícones da literatura (Kytes, Shelley, Goethe) e da blogosfera mundiais (não citarei os nomes devido a modéstia).

Pedimos dois ótimos chás …

… e uma degustação de mini-doces.

Pra variar, encontramos mais uma brasileira trabalhando no lugar e ela nos prometeu facilidades pra importar alguns deles pra cidade co-irmã de Ferraci di Vasconcelli. Faremos esta ponte ítalo-brasileira.

Enquanto isso, planejamos o nosso jantar.

Que seria num restaurante próximo ao hotel (e dica do próprio), o AdHoc.

Pensamos em fazer um menu degustação de trufas brancas, pra matar as saudades piemontesas. Chegamos e fomos direto ao cardápio que indicava o tal menu. Perguntamos sobre ele e a dona nos disse que não seria possível, porque o tartufo tinha acabado.

Paciência! Partimos pro sacrifício e fomos pesquisar o menu. Antes de mais nada, frise-se que o lugar é muito bonito, super bem cuidado e homenageia as famílias visitantes.

Optamos por tomar duas taças dum tinto do Castelo di Ama e…

… escolhemos um mix de entradas (aspargos/carpaccio/mil folhas de batata e cogumelos). Perfeito!

Ah! Antes, nos foi oferecido um agrado do chef, uma polentinha verde.

A degustação de pães também foi incrível, ainda mais upgradeada por um excelente azeite toscano.

Quanto aos principais, a Dé escolheu um fresco Maltagliatti com Limão Siciliano …

… e eu, o melhor prato que comemos até agora, a Trilogia de Matriciana.
São 3 interpretações do chefe: uma, a tradicional, outra com cogumelos e a última, a grande revelação da noite; a com trufas negras, certamente das mais aromáticas que comemos até hoje.

A impressão era a melhor possível, especialmente após pedirmos mais duas taças dum bianchetto.

Com o nível de toda a refeição, não poderíamos deixar de experimentar alguma sobremesa: um tremendo Tiramisú.

Bom, foi isto. Imperdível e ainda ganhamos uma garrafa dum espumante dolci como presente.
Terminou mais um dia romano. Começou com a Zaha, continuou com o Ben Hur e finalizou com o AdHoc.

Semanticamente estranho; sensitivamente, exatamente o contrário.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.

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