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dcpv – da cachaça pro vinho – final de semana de holambra ao epice, com os loguercio

dcpv – Final de semana de Holambra ao Epíce, com os Loguercio.

Aproveitamos a vinda dos sócios pra São Paulo pra fazermos uma série de reuniões neste final de semana.

Já no sábado, fomos pra Holanda brasileira, a cidade de Holambra (120 km da praia) pra, além de experimentar a comida típica do País Baixo, também dar uma passeada pra conhecer a cidade (incrível, nunca tínhamos ido).

Encontramos a Lourdes e o Eymard em Campinas e rumamos juntos pra lá.

O destino seria o Old Dutch, um restaurante tipicíssimo.

É o tipo de restaurante caseirão, com pratos grandes e de apresentação tradicional, mas com comida muito saborosa.

Resolvemos, com o auxílio do proprietário, experimentar quase tudo que estava no cardápio.

Como entradinhas, minicroquetes com maionese e catchup (é junkie food da pesada) …

… e uns pasteizinhos assados (quase umas samosas) muito bons.

Olhamos tudo e vimos o quão natural e interessante é o lugar.

Experimentamos também um Rund (filé mignon em molho, maçã, cebola, cerveja e temperos típicos, purê de batatas, purê de maçã e arroz), …

Kassler met rookworst (a famosa costeleta de porco defumada) …

… e o indefectível salsichão com batatas.

Mostardas? Muitas!

É claro que tomamos uma cervejinha, a 86 …

… e não poderíamos esquecer dum excelente pão caseiro acompanhado por um bom patê de alho.

Sobremesas? Fomos de peras com calda de chocolate

… e torta de maçã.

Conta paga, aproveitamos a tarde pra conhecer Holambra.

Passamos em duas tremendas docerias, a Zoet en Zout (ops, não implique com a placa) …

… e a Martin Holandesa.

Doces comidos e comprados, fomos conferir as plantas que tanto representam a cidade.

É claro que levamos flores pra casa, …

… dos mais variados tipos e, …

… inclusive, uma incrível orquídea azul.

A loja é muito bacana …

… e ainda tivemos a oportunidade de ver um belíssimo por do sol na nossa volta pra SP.

Corta pro almoço de domingo.
Muito mais contemporâneos, resolvemos retornar e apresentar aos sócios um dos restaurantes mais marcantes de SP, o Epice do chef Alberto Landgraff. Adoramos tudo da primeira vez em que estivemos lá.

Chegamos no horário da reserva (que são feitas regularmente) e (Re inclusa na troupe) fomos experimentando o excelente couvert.

Note que a regra da água mineral estar incluída no preço ainda está valendo (seja natural ou gasosa).

Conversamos mais um pouco, admiramos o lugar (que com a visão dos donos Lara e Pedro, prospera a olhos vistos ) e fizemos o pedido do vinho e da entrada.

A ideia foi experimentar o prato de charcuterie, já que tudo é feito na própria cozinha.

E ao mesmo tempo, confirmar a evolução do conjunto todo.

Quanto ao vinho, fomos no branco Chardonnay Roux Père & Fills Bourgogne, aí sim, uma premonição do que acontecerá brevemente. Devemos experimentá-lo in loco.

A Dé escolheu um robalo sauté, farofa de amêndoa, purê de limão, alho poró, cerefólio e molho Vierge.

A Re foi de entrecôte “Aberdeen Angus”, purê de batatas, cenoura amanteigada, molho de foie gras e vinho tinto.

Eu, adivinhem, de polvo grelhado, batata fondant, tomate confit, vinagrete de jerez com pinholes e catalônia.

A Lourdes de paleta de cordeiro sauté, tatin de cebola roxa, queijo de cabra empanado, batatas novas e creme de salsinha.

O sócio, imaginem novamente, magret de pato, lentilhas de Puy, cebola caramelada, couve manteiga e jerez.

Note que todos os pratos eram tão bonitos como deliciosos.

As sobremesas não ficam pra trás.

Cada família pediu uma (o que não impediu que todos experimentassem tudo).
Os Loguercio escolheram a Pera (peras sauté, pain d’epices, mousse de chocolate e sorbet de pera) …

… e os Luz, Morango (ele macerado, vinagre de mel, chá verde, panacotta de chocolate branco e sorvete de morango).

Não preciso nem dizer que tudo esteve fantástico.
Bom, da última vez que estivemos no Epice , nem placa na porta ele tinha.

Agora, além de placa, ele já é uma realidade na cena gastronômica paulistana.

Dizem que o almoço executivo de lá é de babar! À conferir.
Hasta.

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dcpv – serras gaúchas – vale dos vinhedos – é tempo de colheita. e de brítolas

11 a 13/02/2012

Serras Gaúchas – Vale dos VinhedosÉ tempo de colheita. E de brítolas.

Acordamos cedo (estávamos nos personagens) …

… e o kit-colheita já estava no quarto.

O que tinha nele? Um chapeu de palha (necessário devido ao sol forte); uma cesta de vime (para enchermos de uvas); um avental (pra evitar manchar a roupa); um lencinho (pra dar um charme e absorver o suor da “lida”) e uma brítola.

Tomamos um bom café da manhã e nos dirigimos ao auditório, onde os próprios donos do hotel ministraram uma pequena palestra informando mais aguns fatos sobre o significado da colheita pros habitantes do Vale.

Ah! Também ressaltaram o cuidado que tínhamos que ter com as brítolas.

Pronto! Aí foi passar repelente (é, parece que os pernilongos também gostam de vinho) e caminhar uns 3 km até chegarmos ao local da colheita.

Durante o caminho são explicadas e melhor, com a devida praticidade, os diferentes formatos de plantio das uvas.

Um deles é a latada, o mais antigo e quando as videiras formam quase que um corpo só …

… e o outro, a espalmadeira, quando elas são plantadas mantendo uma distância constante e com uma exposição mais regular e direta ao sol.

Também foi explicado como é que se determina qual o tempo exato pra se colher as uvas e qual o teor alcoólico necessário (algo em torno de 12%).

A festa começou exatamente quando chegamos ao local determinado. Cada um escolheu o seu canto e aí a brítola começou a “cantar”.

É melhor eu explicar que brítola é quase que um canivete e é utilizada pra cortar o cacho da videira.
Segundo a tradição, também um instrumento perigoso na mão de turistas. São muitas as histórias de pessoas que perderam pedaços do corpo por sua má utilização (exageros a parte).

Todos juntos enchemos umas 10 caixas de uvas (e chupamos outras tantas). Elas seriam suficientes pra próxima etapa, a da dança do vinho.

É claro que antes disso, tínhamos que percorrer todo o caminho de volta, que por ser diferente do da ida, foi bastante interessante também, já que passamos por uma série de casas de colonos com muitas árvores frutíferas.

Chegamos ao local do almoço. Devolvemos os objetos do kit (com exceção das brítolas que seriam presentes) e partimos pra dança do acasalamento, ops, da fertilidade.

Ao som do Coral Vicentino, todos os presentes lavaram os seus pés e amassaram, literalmente, as uvas.

Agora, imaginem o que se formou após umas 40 pessoas pisarem em tudo e com uma temperatura de quase 40 graus?
Formou-se um liquido vermelho, quentíssimo e … bebível! Estranho, mas bebível, algo como um KiSuco quentinho.

Incrível, mas o vinho formado pelas uvas que colhemos estava em processo de formação (nooooossa, que imaginação! rs).

E quem pensa que o Coral Vicentino estava tocando música clássica como trilha sonora, enganou-se redondamente.

Os velhinhos transviados e italianos da gema só poderiam tocar músicas clássicas e regionais italianas. Foi um tal de funiculiculiculá pra cá e de polenta pra lá.

Assim como foram servidos pratos tipicamente ítalo-gauchescos.

A própria polenta, capeletti in brodo, um costelão e derrrrrrrrrretendo, como eles dizem por aqui, além de várias outras coisitas sólidas e líquidas.

No mais foi curtir a festa e constatar que um acontecimento destes tem que ser acompanhado pelo menos uma vez na vida por quem gosta de vinhos.

Afinal de contas, se inteirar de como é este mundo dos produtores, perceber a vontade deles em ter uma boa safra e a aflição por uma boa colheita (neste período, qualquer chuva pode por tudo a perder) é interessante demais, além de te dar a nítida impressão de não ser um mero espectador neste processo todo.

É isto, aproveitamos a tarde pra verificar in loco como são os tratamentos do Spa do Vinho.
Fizemos um pacote completo com banho de imersão, gomagem e massagem com produtos viníferos.

Terminamos o dia jantando na Restaurante Luiz Valduga, na casa homônima, além de ver um tremendo por do sol.

Foi uma refeição meio brega (vocês tinham que ouvir a música!) com direito a rodízio de massas, …

… o famoso costelão derrrrrrrrrrrretendo (como eles gostam deste prato!) …

… e um surpreendente, colorido e aquático vinho Amante rosé.

No domingo de manhã (dia de ir embora), …

… passamos na Lídio Carraro pra pegar os nosso cachos da melhor Pinot Noir que eles produziram até hoje, segundo a D. Isabel Carraro.

É claro que os trouxemos pra casa e os degustamos, com muito prazer, na nossa adega (as uvas estão muito doces e com gosto de especiarias).

Estamos torcendo muito pra que essa safra seja mesmo inesquecível.

Até.

Leia sobre o outro dia deste tour:
Serras Gaúchas – O cartão de visitas da colheita das uvas.

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dcpv – giorno diece – roma – itália – cozinhando no trastevere; comendo pizza na Baffetto. enfim, um dia perfeito.

16/11/2011

Giorno Diece – Roma – Itália – Cozinhando no Trastevere; comendo pizza na Baffetto. Enfim, um dia perfeito.

Pronto, agora eu já posso dizer, mesmo porque amanhã é o último dia. Foram 10 dias consecutivos de sol a pino. Com frio, tá certo, mas muito sol.

E hoje tínhamos reservado um dos passeios mais esperados de todo o tour: uma genuína aula de culinária italiana. Mais precisamente, de culinária romana.

Zarpamos cedo pro Trastevere, no restaurante Le Fate, onde o chef Andrea nos esperava na porta.

É claro que reclamando do nosso pequeno atraso (incrível como os italianos são aparentemente mau humorados e ao mesmo tempo, muito divertidos).

Toda a turma estava sentada na mesa aguardando instruções pra começarmos. Instruções dadas, passamos pra execução dos trabalhos.
A ideia é voce aprender a fazer uma refeição completa e romana.

Na lista, flor de abobrinha frita e recheada; tagliolini com alcachofra; escalopini com pomodorini e rúcula e torta de ricota com pera.

Enfim, todo mundo trabalha bastante. Iniciamos pela sobremesa: enquanto uns faziam a massa, outros batiam a ricota e outros (no caso, eu e a Dé) descascavam as peras.

Mais um mis-en-place foi feito; o das flores de abobrinha (belas flores, não?)

Todas seriam recheadas (ops) ou com uma fatia de berinjela e muçarela; …

… ou com prosciutto e a mesma muçarela.

E depois de passadas numa massa composta por farinha de trigo, água mineral com gás e cerveja; fritas.

Seriam acompanhadas por uma pasta napolitana de tomates frescos.

Até aqui, o grupo todo (que era formado por 2 neozelandeses, 2 ingleses, 6 americanos e 2 ferrazenses) se divertia muito.
É interessante ver como a gastronomia une as pessoas. Eu investiria neste tipo de turismo.

Continuamos a aula, aprendendo como se limpa uma alcachofra. E esta atividade foi feita por todos, já que faríamos um fetuccine com carciofi e porchetta.

Eis o passo-a-passo: retire as folhas externas até que só restem as de um tom verde-claro. Corte o cabo até sobrar aprox 10 cm e descasque-a totalmente até a (inclusive) base. Passe limão pra que não escureça.
Corte as folhas que sobraram pra que fiquem com um formato quase cônico. Parta ao meio e corte em pedaços. Deixe de molho em água com limão.

Neste momento aconteceram várias coisas ao mesmo tempo: enquanto alguns cortavam tomatinhos, outros refogavam as peras, outros fritavam as porchettas, outros (no caso, eu) fritavam os bifinhos, outros limpavam as rúculas ou seja a preparação toda estava em curso.

Faltava o ponto alto da aula: aprender a fazer a legítima pasta italiana.

A receita como sempre é muito simples; pra cada 100 g de farinha, 1 ovo.
O formato de execucão é um pouco diferente do nosso. Você faz um buraco no meio de, por exemplo, 1 kg de farinha e joga lá dentro os respectivos 10 ovos e um pouquinho de sal.
Com um garfo, enquanto bate os ovos (pra incluir ar e deixá-los mais leves), vai acrescentando a farinha da borda aos poucos.

Quando toda a farinha estiver misturada aos ovos, aí entrarão em ação os instrumentos ideais: as mãos.
Após sovar bastante, a massa estará pronta pra ir pra máquina.

Foram montadas duas delas e cada casal fez um pedaço. Modéstia a parte e com o know how da Dé, fizemos sucesso.
Daí pra frente o processo é quase que o mesmo. Passa-se a massa na máquina na posição 1 até que ela tenha uma textura boa e logo após (aí temos uma novidade), vá direto pra posição 6.

Corte-a em pedaços do tamanho do macarrão e passe novamente na máquina com o formato que escolher.

Agora é deixar descansar um pouco e um outro pulo do gato é colocar bastante semolina no macarrão já pronto.

Daí pra frente era só finalizar as receitas. A alcachofra foi frita junto com a porchetta e alguns dentes de alho inteiros.

Os bifinhos foram adicionados aos tomatinhos refogados e finalizados com bastante rúcula.

Fomos todos nos lavar (dá pra imaginar o estado de cada um, né?) e sentar a mesa pra comermos a nossa lição de casa.

O chef Andrea fritou as flores (que na verdade eram de abóbora) e a esposa dele, a Erica, ajudou a organizar tudo.
Quase todos optaram pela harmonização de vinhos do Lazio proposta por ele e um ótimo espumante Malvasia Frascati foi servido (este abaixo é o da sobremesa).

As flores estavam muito saborosas e gostamos mais da que continha prosciutto.

Neste momento, todo mundo foi pra cozinha de novo, já que era hora de cozinhar a nossa pasta.
A água salgada estava fervendo e o chef colocou o macarrão por apenas 30 segundos. À massa que estava fresquíssima, se juntaram às alcachofras e a porchetta.

E o secondo ótimo prato foi montado pelo chef e servido.

Absolutamente delicioso e mais al dente, impossível.

Chegou a vez do Stracetti. E ele veio no melhor estilo italiano; em travessas.
A Dé  não comeu nada, mas conseguiu disfarçar. Não foi o caso do restante da mesa, eu inclusive, que praticamente devorou este prato tão tipico.

Chegou a hora da sobremesa e praticamente das despedidas.
Foi aí que o casal de Washingtons DC nos perguntou sobre a viagem e qual teria sido o highlight dela?

Pensamos bastante e indicamos o passeio pra Viterbo/Civita e a descoberta do processo de feitura do azeite.
Passamos o email do Alessandro e comemos a excelente torta de peras. Que veio com uma surpresa: em pratos individuais com o respectivo nome de cada um dos participantes. Muito simpático e além de tudo, aproveitei pra comer a Dé! :).

Esta aula é um programa a ser feito por quem gosta de gastronomia italiana, já que você põe literalmente a mão na massa e desfruta de 5 horas de puro divertimento e novos conhecimentos, além de ter certeza que a Itália, especialmente Roma, é o lugar mais gastronômico do mundo, né Andrea?

Como já eram 15:30 hs, o negócio foi pegar um táxi e voltar pra região do hotel, onde faríamos algumas pesquisas de compras.

É claro que as coisas por aqui são muito caras, especialmente as de grife. Mas mais incrível é a quantidade de pessoas, especialmente as asiáticas, dispostas a gastar o seu rico dinheirinho em brands como LV, Gucci, Valentino, Prada e outros menos votadas.

Nós sempre optamos (a menos que estejamos em Miami) por procurar marcas locais e/ou que não tenham representação no Brasil. E aí concentramos esforços em achar coisas muito interessantes.
Todo este prólogo pra dizer que a temporada de compras, especialmente as de alimentos estava aberta.

Dado este giro, nos preparamos pro jantar que seria de gala.
E que lugar mais indicado estando em Roma do que a pizzaria Baffetto?

Nos arrumamos e partimos a pé pra nossa empreitada. Mesmo porque é deste jeito que se conhece Roma.
Vimos o Pantheon …

… e a Piazza Navona iluminados pela última vez nesta viagem, além de passarmos pelo Palazzo Madama onde o superMario mostraria os seus planos pra enterrar a era do bunga-bunga na Itália.
Finalmente, chegamos a Via Del Governo Vecchio.

Pra variar, tinha fila pra entrar. E estávamos ao lado dum casal de coreanos.

Não precisa nem dizer que sentamos juntos na mesma mesa. E nos divertimos muito, apesar de um não ter nem ideia de como se comunicar na língua do outro.
Tivemos mais uma surpresa: os próprios sra e sr Bafetto estavam “on the house”.

Os pedidos foram os mais corriqueiros possíveis: uma Margherita pra Dé (que jurou que desta vez comeria inteirinha) …

… e eu inovei pedindo uma de Salame, que nada mais era do que uma Margherita com o acréscimo de exatas 8 fatias de um embutido bastante apimentado.

Tomamos meia garrafa dum Brunello Banfi (sempre ele) …

… e enquanto nos preparávamos pra comer a melhor pizza do mundo (na modesta opinião da família, Re inclusa), dava pra prestar atenção em tudo.

Na satisfação de todos que estavam por lá, na cara de bravo dos pizzaiolos (por sinal os mesmos quando viemos em 2007), …

… na “malandragem” dos garçons que são bem treinados pra representarem o mau humor dos romanos (ou será que nem precisam de treinamento? rs), do respeito que os clientes tem às regras da casa (todos esperam fora da pizzaria e em fila) …

… das piadas que acontecem (imagine que um cliente foi entrando direto, sem esperar no lado de fora. O organizador do salão, uma figuraça, gritou: due minutini! E mandou o sujeito sair. O cliente simplesmente disse: buonasera. E todo mundo caiu na gargalhada! Mas não pensem que ele foi embora. Quando olhamos de novo, lá estava ele na fila …)
Bom, as pizzas chegaram, nós as comemos e pedimos um Tiramisu,…

… enquanto iniciávamos a nossa grande empreitada. Iríamos importar as pizzas da Baffetto.

A nossa cliente número 1, a Re, fez a encomenda e não poderíamos privá-la deste prazer.
O primeiro passo foi pedir 2 Margheritas pra viagem e depois, bem, depois pensaríamos em como fazer pra levá-las pra Ferraci di Vasconcelli.

Bom, este é um problema pra amanhã. Depois eu conto se deu certo!
O único arrependimento foi não ter pedido um autógrafo pro sr Baffetto. Fica pra próxima.

Voltamos felizes pro hotel andando, com as pizzas na mão e com a Dé informando pra Re, via telefone, que a operação Baffetto estava em andamento.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.
Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?

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dcpv – hotel UXUA – trancoso ao quadrado.

2 a 4/03/2012

Hotel Uxua – Trancoso ao Quadrado.

Resolvemos passar um final de semana em Trancoso.

Pra quem não conhece, é um distrito de Porto Seguro, Bahia, que apesar de ser próximo deste em linha reta, se demora um pouco mais de uma hora pra ir de carro de um a outro. Coisas de acidentes geográficos.

E como estávamos em família (D Anina inclusa), a ideia foi procurar um hotel diferentão.

Através da Teresa Perez, chegamos ao UXUA (leia-se Uxuá), que fica exatamente no Quadrado em Trancoso.

O holandês, Wilbert Das, ex-designer da Diesel, se apaixonou (como muita gente) pelos ares da Bahia e pensou em construir uma casa por lá.

Comprou uma residência antiga de uns hippies, a Gulab Mahal, e aí teve un insight. Porque não comprar mais algumas (3), interligá-las e ter o seu próprio hotel?
Com a acréscimo dum terreno de 6000 m2 e o projeto de mais 6 casas, cada uma com a sua própria identidade, estava formado o UXUA.

Dentre elas, optamos por nos hospedar na Casa Eugênia, que é justamente a maior do hotel com uma árvore homônima ao lado e que tem como frutos o jambu.

Bom, fizemos um voo tranquilo entre SP e Porto Seguro.

De lá, pegamos um transfer pra Trancoso.

Devido a uma conjunção normal em Cumbica, chegamos quase uma hora atrasados e portanto, a noitinha em Trancoso.

O que criou uma situação bem curiosa: conhecemos o hotel e todo o seu entorno no escuro e só veríamos tudo perfeitamente na manhã seguinte.

Deu pra perceber que o hotel é muito organizado e bonito.

Melhor que isso, lindo.

A casa é um verdadeiro espetáculo. São duas suítes imensas, (as camas com os necessários mosquiteiros são um charme ), …

…uma sala maior ainda e muito agradável, …

… e uma cozinha fantástica com ligação para uma área de comer externa que te permite fazer grandes jantares por lá, além de varandas.

Muitas varandas!

Ah! Tínhamos uma vista muito especial na janela do nosso quarto: uma jaqueira (que estava embutida no telhado) e com (ohhhh) jacas!

Bacana, né?

Fomos recepcionados por um dos concierges que nos mostrou tudo. A casa; …

…a área de lazer com o restaurante integrado à piscina.

Foi lá que tomamos a nossa primeira caipirinha e também foi lá que jantamos.

Antes, demos umas voltinhas de reconhecimento pelo Quadrado, a famosa praça esotérica de Trancoso.

Que é um grande retângulo gramado cercado de casas que já foram de pescadores e que hoje são restaurantes bacanas, pousadas, lojas de grife, de artesanato, enfim, um divertimento pra todo mundo.

Voltamos pro UXUA (reparem que a entrada oficial não tem o nome dele) …

… e fomos comer.

Como já tínhamos estudado o menu anteriormente, escolhemos tudo de bate-pronto.

Como entradas, um carpaccio de salmão, …

… outro de polvo

… e um óbvio vinho branco argentino, o Sauvignon Blanc 2009 Saurus. Velhinho, pero cumpridor.

Como principais, a D Anina optou por um peixe grelhado com salada.

A Re foi de macarrão baiano, bem picante e com uns camarões que ela sabiamente passou pro papai. 🙂

A Dé pediu uma especialidade baiana, uma moqueca que veio em cumbucas separadas e com os mais diversos sabores.

Peixe, camarão, arroz de coco e especialmente o pirão, estavam fantásticos.

Eu pedi lagosta. Uma doce lagosta muito bem temperada (viva a Bahia) e saborosa.

Enfim, a comida esteve acima do esperado.

Como estávamos satisfeitos, só sobrou a intenção de experimentar uma sobremesa: a degustação de cocadas.

São 4 tipos delas (normal, com abacaxi, com coco queimado e com gengibre). Não precisa nem dizer que todas estavam muito boas e que não sobrou nada.

Bom, era hora de dormir na nossa modesta casinha e aguardar pra ver como são o Quadrado e as praias de Trancoso a luz do dia.

Ou melhor, procurar a verdadeira Quadratura de Trancoso.

Até (e continua) …

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dcpv – da cachaça pro vinho – feliz ano novo de novo

01/01/2012

dcpv – Feliz Ano Novo de novo!

Como é de praxe, segue mais um fotoblog das guloseimas Sírias e Libanesas que fizemos pra família no primeiro almoço do ano. Comemos e bebemos um montão de coisas:

Deu pra entender tudo? (caso não, peça as receitas que eu envio).
Em tempo, Feliz Ano Novo pra todos.

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dcpv – dia cinc – passeio gourmet por barcelona. e visita ao hospital.

06/01/2012

Dia cinc – Passeio gourmet por Barcelona. E visita ao hospital.

Hoje era dia de fazer o passeio gourmet que é oferecido pelo orgão oficial de turismo de Barcelona.

Fiz a reserva pela Internet e não lembrava se estávamos no tour em inglês que começava as 10:00hs ou no em espanhol das 10:30 hs. Descobri na unha que era o em inglês.

Tomamos um café bem rápido e zarpamos pra Praça Catalunya, ponto de encontro da turma. E este passeio tem uma particularidade: nós também o fizemos quando da nossa outra viagem pra cá no verão de 2004.

Chegamos no horário e éramos 12 pessoas das mais variadas nacionalidades.

Dizer que o tour foi em inglês é uma piada, já que o nosso experiente guia Arthur falava um inglol bem decente! Ou seria um espanglês?

Iniciamos atravessando a praça e passando pela Font de Canaletes que fica no começo das Ramblas.
Dizem que quem bebe desta água, volta pra Barcelona. Por via das dúvidas …

A primeira parada foi na Granja M. Viader. Granjas são estabelecimentos muito antigos (neste caso, de 1870) que são como aquelas mercearias dos tempos dos nossos avós.

Atravessamos a região próxima ao nosso hotel e o Arthur deu dicas de lugares muito bons e fora do circuito turisticão (padarias, queijarias, chocolaterias).

A próxima parada foi no nosso queridinho, o Mercat La Boqueria (inaugurado em 1836), onde além de recebermos saladas de frutas para degustarmos, …

… ainda tivemos um tempinho pra apreciar tudo. Vale o fotoblog:

Andamos mais um pouco e chegamos na Pasteleria Escribá (funciona desde 1906). Além de ficar num prédio espetacular, ninguém se surpreenderia se a chamassem de Joalheria Escribá.

Caminhamos mais um pouco até chegarmos a Carrer de Petritxol. Pra quem não sabe, carrer é a denominação de rua em catalão.

E esta Petritxol fica em pleno Barri Gotic e tem muitas lojas gastronômicas que conservam todo o formato autêntico, antigo e tradicional de fazer as suas especialidades.

Próxima parada? Xocolatería Fargas, que também tem lugar cativo na lista de preferências da família. A Re chegou a tirar uma foto ajoelhada na frente do lugar, tamanha a adoração!

Acreditem ou não, eles fazem chocolates do mesmo jeito (e dos bons) desde 1827. Um espetáculo.

Andamos mais um pouco e chegamos a Xarcuteria La Pineda, uma outra mercearia antigona e de responsa, onde compramos salames inesquecíveis (o hamburguês com casca de pimenta do reino é uma perdição).

Seguimos adiante e visitamos a orolíquido, que como o próprio nome sugere, é especializada em azeites de procedência.

A oitava parada seria na Caelum (o slogan deles é “bem-vindos ao céu”), uma loja/restô, especializada em produtos feitos por monges. Me fala se esta não é a verdadeira via-crucis gastronômica?

E a nona, a La Colmena, uma pastisserie com mais de 150 anos de história. Mais um lugar fantástico.

O nosso tour estava terminando, mais ainda passamos na Viniteques de la Ribera …

… e na Pasteleria Brunells, onde compramos várias coisinhas doces.

Finalmente, terminamos no Mercat de Santa Caterina.

Mais um mercado pra se ter inveja dos espanhóis.

É bonito, …

… limpo, …

… organizado …

… e charmoso, com esta cobertura frankgheriana.

Neste ponto, o tour acabou.

E iniciamos o caminho de volta, vasculhando o Bairro Gótico à procura de lojas diferentonas, …

… coisa fácil de encontrar por aqui (você já viu uma padoca com este estilo?)

Aproveitamos o horário do almoço pra conhecer um lugar que estava na nossa lista (na outra viagem, chegamos próximo do horário do fechamento e não conseguimos entrar), o El Xampanyet.

Ele é tradicional e está sempre muito cheio. A Dé deu um jeitinho e conseguiu (meio que a forceps) uma mesa pra nós 3.

Pedimos taças (na acepção da palavra) de cava (na verdade, tomamos a garrafa inteira) e muitas tapas.

Tais como anchovas (especialidade da casa), …

… pão com tomate, …

… pimentões recheados, …

… batatas bravas, …

… e azeitonas (que sabor elas tem!).

Tudo muito bom e deu pra perceber o porquê de tanta gente!

Continuamos o passeio pelo Bairro …

… e aproveitamos pra comprar turrons, chocolates e “otras cositas más”.

Demos uma breve passada no hotel e fomos pra região do Passeig de Gracià.

Era o primeiro dia das famosas rebajas, a liquidação de inverno.

As lojas estavam cheias e a maioria com descontaços que valiam a pena.

Batemos muita perna, …

… vimos um anoitecer fantástico, …

… e aproveitamos pra ver como são a La Pedrera

… e a Casa Batlló a noite.

Como o dia foi dedicado a tapeação, no bom sentido, aproveitamos uma dica do guia e “picamos” no Bar Lobo (que é do grupo TragaLuz)

Um lugar fora do eixo turístico e consequentemente, frequentado por barcelonenses.

Pra variar, tomamos cava, …

… e comemos saborosas azeitonas, …

… batatas bravas, …

… embutidos, pão com tomate e …

… croquetas.

Todas excelentes (e não é corporativismo!).

Ao final do dia, tínhamos somente uma dúvida: iríamos ou não jantar? rs

E resolvemos, com o consentimento de todos, tapear no lugar que eu tinha reservado, o La Taverna del Clinic (uma excelente dica da Dri Setti).

O nome tem tudo a ver com o lugar.
Ou seja, a taverna fica próximo ao Hospital das Clínicas de Barcelona.

Sabendo que o dia seria cheio, reservei pras 22:00 hs (tarde pra nós, mas relativamente cedo pros locais, que costumam sair pra jantar por volta das 23:00 hs). Chegamos e o lugar estava bombamdo.

Pra continuar com o pique, optamos pela experimentação. E escolhemos os seguintes pratos do extenso e ótimo menu: …

… as premiadas Batatas Bravas que neste caso são cilindros do tubérculo, recheadas com aioli, o molho e para serem comidas num bocado só, …

… uma perninha dum cabrito cozido em baixa temperatura (indicação de última hora do simpático garçom), que estava tão bom que até a Dé comeu, …

… um bocado dum Pata Negra DOC

… acompanhado de pão com tomates (hoje foi o dia deles), …

… alcachofras com calamares en su tinta (ótimos, os dois) …

… e amêijoas com favas verdes que estavam um primor.

É muita comida? Não foi, não, pois tudo apresentava uma alta qualidade.

E tão bom que ainda arriscamos nas sobremesas. A Re pediu um  Colant de chocolate (que quando dissemos ao garçom que parecia um Petit Gateau, ele respondeu que não sabia o que era; assim como o guia do tour, também nos disse que não sabia o que era um Creme Brulée e perguntou se era parecido com um Crema Catalana? rs)  …

… eu, um Borracho de Rum, uma sobremesa pirotécnica onde o garçom toca fogo num pedaço de bolo …

… e a Dé, uma colher (e os nossos doces).

Ah! Tomamos mais um Albarinho, o do Ferreiro Rias Baixas 2010, que pra variar tinha um tremendo gosto de limão.

Bem alimentados, voltamos pro hotel pensando em como é bom ter uma vida tranquila e com bons ingredientes (crise à parte).

Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña
Dia tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa tinturaria.
Dia quatre – Barcelona – Espanha – Pra turistas, um bus turistic. Pra nós, o Moo.

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dcpv – da cachaça pro vinho – índia, um lugar pra passear e de sangue tupi.

número 314
31/01/2012

dcpv – Índia, um lugar pra passear e de sangue tupi.

Á Índia fui em férias, passear. Tornar realidade um sonho meu“.

Incrível como estes versos do cancioneiro popular pululam na minha memória quando a Índia é citada. O grande Nilton César ” jamais poderia imaginar, e explicar o que aconteceu” assim que eu vi o livreto Índia, Cozinha do Mundo (Abril Coleções) no Carrefour e melhor, custando só R$ 2,99!

Pensei: mais um grande menu pra nós, já que a culinária indiana é tida como muito saborosa, um tanto quanto excêntrica e melhor, saudável.

Como disse o Mingão, você já viu muitos indianos gordos? 🙂

Partindo deste princípio, escolhi o cardápio desta noite. São receitas simples, rápidas e muito interessantes.

Vamos lá!

Entradas – Salada de Annanpurna e de Pepino com Cenoura.

Esta Annanpurna é uma salada refrescante e com um molho surpreendente.

Pra fazer, basta colocar alface, tomates-cereja cortados do jeito que você gostar e cebola roxa picada.

Tempere com sal, pimenta e reserve.

Numa frigideira, doure castanhas de caju, nozes e um pouco de gergelim, além dum punhado de açúcar mascavo.

Junte esta mistura com a salada.

Prepare o molho, colocando num liquidificador, uma manga cortada em cubos e 100 ml de suco de limão.

Misture o molho na salada e sirva.

Juntei esta magnífica salada com outra pra compor a entrada.

A outra, a salada de pepino com cenoura é uma daquelas que podemos chamar de genuinamente indiana.

Coloque pepinos sem sementes e picados num escorredor e polvilhe sal grosso.

Deixe escorrer por 15 minutos, enxague e seque com papel toalha. Reserve.

Numa vasilha, misture 2 copos de iogurte, 1 colher de sopa de hortelã picada, 1 dente de alho picado e sal.

Junte cenoura descascada e picada com o pepino.

Regue com o molho de iogurte e sirva em seguida.

São duas explosões de sabor e que te farão dizer oooooooooooommmmmmmm em vez de oh!

Tomamos um tinto, o Monti Garbi Valpolicella Ripasso 2008 que foi “picante, yang, fernanda, pegante“.

Principal – Curry de frango cremoso.

Esta tradução ficou um pouco estranha (pra variar). Acho que alguém quis dizer Curry cremoso de frango. De qualquer forma, este prato é uma delícia.

Coloque óleo numa panela e refogue 2 cebolas cortadas em meia-lua por 2 minutos.

Em seguida, acrescente 4 filés de frango cortados em pedaços, 2 dentes de alho picados, um pouco de gengibre também picado e refogue até tudo ficar cozido.

Junte 2 tomates picados sem pele e sem sementes, 1 pimentão verde picado e 1 xícara de chá de caldo de frango. Cozinhe por mais 5 minutos.

Acrescente 1/2 colher de café de cada uma destas especiarias : cominho em pó, coentro seco moído e cúrcuma.

Junte um pouco de pimenta (eu coloquei dedo-de-moça) e pimenta do reino. Acerte o sal  e deixe o molho encorpar por mais 15 minutos. Sirva em seguida.

No caso, servi com um arroz ao forno. E não é qualquer arroz ao forno.

É um arroz basmati ao forno.

Fiz o arroz como sempre (ou seja, joguei o arroz lavado em água fervente e testei o ponto).

Derreti manteiga numa frigideira e juntei o arroz pronto.

Acertei o sal e refoguei por uns 3 minutos. Adicionei salsinha picada.

Coloquei o arroz numa travessa e levei ao forno por 5 minutos.

Retirei do forno, polvilhei tomilho e servi.

Ficou uma delícia indiana.

E acompanhamos com um vinho tinto Syrah Cycles Gladiator 2009 Califórnia que foi “condimentado, coliseado, dreaming, kristoso“, segundo os Mahavishnus, nós mesmos.

Sobremesa – Sorvete de pistaches e amêndoas.

Esta é a sobremesa tipicamente hindu.

É praticamente um chupechupe de lassi.

Pra fazer, leve uma panela ao fogo com 1 litro de leite e 25 g de cardamomo.

Cozinhe até reduzir pela metade, sem parar de mexer.

Junte 100g de açúcar, 250 ml de creme de leite e cozinhe em fogo baixo por mais 10 minutos. Adicione um pouco de essência de baunilha e deixe reduzir mais um pouco.

Retire os cardamomos e acrescente 100g de pistache, 100g de amêndoas e uma pitada de açafrão.

Mexa bem, coloque este líquido em forminhas e leve-as ao congelador.

Sirva e espere os elogios dos comensais.

Eis as opiniões dos faquires:

Índio quer pipoca! (Edu)
Eu quero férias na Índia. (Mingão)
Índia não comi nada parecido. Gostei! (Deo)

A culinária da Índia é um convite aos sentidos. Como em nenhuma outra gastronomia, a indiana abusa com sabedoria das especiarias. O resultado são pratos coloridos, aromáticos e sobretudo, saborosos. Outra particularidade é o papel que a religião desempenha a mesa. O hinduismo é praticado por cerca de 80% da população”.

E para os hinduístas, a comida é um dos caminhos pra alcançar a pureza do corpo e da mente.

Puxa, é tudo isto mesmo. E olha que nem temos sangue tupi!

Até.
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dcpv – da cachaça pro vinho – O D.O.M. de iludir.

21/11/11

dcpv – O D.O.M. de iludir.

Era dia do meu aniversário. E fizemos como o slogan das campanhas de aniversário de vários supermercados: a festa é nossa, mas o presente é seu.

Para tanto, resolvemos experimentar o menu veggie do melhor restaurante brasileiro/sul-americano, o D.O.M. do grande Alex Atala.
Plena segunda-feira, e o local estava cheio. Ainda bem que a Re tinha feito a reserva enquanto aproveitávamos os ares romanos.
Estivemos por lá também no niver da Re (23/09), mas devido a escassez do tempo, optamos por pedir a la carte. Comemos muito bem e o custoxbenefício, apesar de alto, compensou.

Desta vez, com o devido tempo, experimentaríamos o menu que tem a assinatura do grande chef. E ele tem uma particularidade bem bichogrilesca: caso você opte e foi o que fizemos, acompanha uma harmonização com águas saborizadas (de lima-da Pérsia, de banana, de pitanga, de cambuci, de tangerina com manjericão thai e de taperebá)

Com este teaser, nos entregamos de corpo, alma e estômago aos prazeres veggies do Atala. Vamos lá!
É claro que pra comemorar, pedimos 3 flutes de Champanhe (xiiiiii).

Iniciamos com o já famoso amuse do chef. Desta vez, uma lâmina de mandioca frita na manteiga de garrafa, com catupiry e uma lágrima de vinho do Porto reduzido. Uma delícia!
Para acompanhar este presente inesperado, um licor muito bom (não me lembro do que era, mas certamente de uma destas frutas que não sabemos exatamente de onde vem e muito menos o nome).

O couvert também é (caro e) interessante. São vários pães com destaque pros parecidos com os de queijo, uma pasta de alho, manteiga Aviação em latinha e ricota temperada.
Passamos ao primeiro prato: um gel de tomates verdes que mais parece uma obra de arte, tanto visual, como pelos sabores que te proporciona. É quase uma mini-floresta. Pra acompanhar, uma água de lima-da-pérsia.

Continuamos o passeio pelo reino vegetal. Nos foi servido um arroz negro tostado com legumes verdes e leite de castanha do Pará. Taí um prato perfeito! O arroz é crocante e dá vontade de comer um montão. Isto, num jogo do Timão é covardia …

Logo em seguida, uma massa veggie, um fetuccine de palmito na manteiga e sálvia, queijo parmesão e pó de pripioca. Mais um prato perfeito.

Enquanto conversávamos e dizíamos o quanto era bom, chegou um  champignon de Paris tostado e cru com mandioquinha defumada e alho negro. O que que é isso, minha gente!

Mais um; batata doce com bernaise chimarrão. Este certamente o Diogão dos Destemperados adoraria, já que nós simplesmente amamos, pois o cheiro do erva estava impregnado em tudo. Louve-se que todos da mesa estavam comendo tudo (se bem que o champignon, a Re passou!)

Último prato salgado: um aligot, que é um saboroso queijo derretido. O interessante é o formato que o garçom serve, já que ele traz uma bola de queijo que está quente, consequentemente derretida e que ele vai enrolando tudo pra evitar que ele caia no chão. Cenográfica e saborosamente perfeito!

E ainda tinha sobremesa; Piprioca – ravioli de limão e banana ouro. Muito interessante, curiosa e com o formato dela parecendo uma célula, aquelas das aulas de Biologia.

Chegamos ao fim.
Enfim, é uma refeição em que um gringo fica pirado! Imagine mostrar todos estes sabores pra ele, com o upgrade das águas saborizadas e harmonizadas.
Certamente ele levará pra casa lembranças duma comida diferente, saborosa, bonita e cheirosa.

E onde nós, brasileiros entramos nesta? Nos comportando e pagando como gringos num restaurante que, certamente, deveria ter o inglês como língua oficial e assim conquistar as merecidas 3 estrelas no guia Michelin.

Ave Atala!

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dcpv – giorno nove – roma – itália – você conhece viterbo? civita? como se faz um bom azeite?

15/11/2011

Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?

Acordamos mais uma vez com um tremendo sol. Estava um frio danado, mas o sol atenuava tudo.

Partimos cedo pra fazer um bate-volta bem diferente.

Antes de  mais nada, vou apresentar o nosso guia (e uma indicação do Eymard): o Alessandro Barnaba, que nos mostrou as alternativas pro tour de dia inteiro que pretendíamos fazer com ele.

Acabei escolhendo conhecer Viterbo, a cidade dos Papas; Civita di Bagnoregio, a cidade que está desaparecendo (e que é lindíssima) e de quebra, veríamos como é feito o legítimo azeite italiano.

Bom, vamos fazer o mais fácil e começarmos do começo. A primeira parada foi em Viterbo.

Após 1:30 hs e com o carro do Alessandro, chegamos a cidade conhecida pela sua arquitetura medieval e por ter sido o lar de alguns papas durante uma pequena cisão na Igreja.

Ela é toda cercada por muralhas.

Adentramos e passamos pela igreja de Santa Rosa in Viterbo, padroeira duma das maiores festas da região. A Daniella, uma guia local também nos acompanhou …

… e nos contou que todo 3/setembro, cem pessoas (conhecidos como facchini) regidas por um “maestro” transportam a imagem da Santa pelo centro da cidade. É a famosa La Macchina di Santa Rosa.

Isto seria corriqueiro, a não ser por um pequeno detalhe: a imagem dela está no topo duma torre de uns 30 metros de altura, pesando 5 toneladas e é deslocada por todos estes homens, na mais pura demonstração de força, equilíbrio e fé.

É claro que neste período a cidade se transforma numa grande festa e aparecem pessoas de tudo o que é lugar.

Continuamos passeando pelo bonito centro medieval …

… e chegamos ao local onde se realizou o primeiro Conclave Papal.

É claro que o lugar não é uma Capela Sistina, mas mesmo assim, é muito curioso saber que a palavra deriva de “com chave”, ou seja, passaram a chave na porta da sala e os votantes só sairiam de lá após a escolha do papa ter sido deliberada.

Restou observarmos o  belíssimo visual da região e …

… da área contígua ao salão.

Demos também uma entrada no Duomo e vimos o túmulo do único papa enterrado lá.

Andamos mais um pouquinho e …

… fizemos um legítimo pitstop no restaurande do grande Gianluca, um italiano adorador de Floripa!

Ele nos ofereceu, além dum ótimo papo, …

… um bom vinho branco da região, …

… queijos das mais variados formatos , …

… e bruschettas com um incrível …

… azeite de primeira prensa.

Aproveitamos pra comprar alguns vinhos do próprio Gianluca, queijos e salames …

do 3DC Gradi (Tredici Gradi), uma loja /restaurante  …

… que deixamos na nossa wish list, porque certamente voltaremos.

Sem contar que tudo lá tem procedência e origem, além da chancela do Slow Food.

Nos despedimos da Daniella e rumamos pruma cidadezinha (100 hab?) vizinha, chamada Civita di Bagnoregio (pra quem se lembra, foi uma das locações da novela Esperança).

E por que conhecer?

Porque esta cidadezinha corre o risco de desaparecer. Ela é feita totalmente de material arenítico que se desintegra de acordo com ação do vento.

E também porque ela fica no topo duma montanha e o seu único meio de comunicação com o mundo exterior é uma longa ponte onde só passam pessoas.

A subida é bastante cansativa …

… mas quando se chega lá em cima, a recompensa chega.

Seja através da vista que se tem, …

… seja através de toda a ambientação que te transporta pra Idade Média.

O silêncio é sepulcral e você fica pensando a toda hora se “é verdade que está aqui!”.

Taí um ótimo bate-volta romano.

Ainda fomos brindados com uma luz tão incrível no por do sol que não tive como escapar de um pequeno foto-blog:

Continuamos passeando pelas belas paisagens da região …

…com predominantes plantações de azeitonas e uvas.

E aí tivemos um tremendo bonus no tour.

O Alessandro nos levou à casa dos pais dele …

… e após, a um frantoio …

… que é o lugar onde se faz azeite.

É isto mesmo! Iríamos acompanhar como se faz um azeite e passo-a-passo.

Chegamos ao frantoio após percorremos estradas maravilhosas e com um tremendo poente.

Ficamos surpresos ao ver um barracão pequeno.

A mãe e o pai do Alessandro, a D Mirella e o Sr Alberto (o da esquerda), nos acompanharam e fizeram o meio de campo da visita.

Iniciamos tudo vendo caixas e caixas de azeitonas colhidas fresquinhas.

Note que nesta região, quase todo mundo tem oliveiras no seu quintal e faz o seu próprio azeite. Basta colher as azeitonas e reservar um horário no frantoio pra que ele seja processado.

Pra começar, as azeitonas são jogadas numa espécie de caçamba, …

… e são transportadas e lavadas mecanicamente numa esteira.

Aí acontece a limpeza e separação das folhas e o próximo passo é serem esmagadas (sim, com caroço e tudo).

Forma-se uma pasta que é colocada em círculos sobrepostos(como se fossem filtros), …

… empilhados numa máquina …

… para serem espremidos com força sucessivamente maior até que todo líquido existente nas pastas deixe de existir.

O óleo que sobra (joga-se a água fora) é bastante escuro, …

… mas ele passa por filtros e vai clareando até chegar a esta cor verde maravilhosa.

Justamente neste espaço nos foi perguntado se queríamos experimentar algumas bruschettas?
Eu olhei pra Dé e começamos a dar risadas.

Esta situação seria praticamente um sonho de consumo da Dé, já que ela é uma adoradora incondicional dos azeites.

Quando falamos sim, do nada surgiram pão, vinho e daí a pouquíssimo tempo estávamos comendo a bruschetta com o azeite mais fresco que jamais comeremos, pois o azeite foi retirado da saída do filtro!

Um verdadeiro espetáculo.

Conversamos bastante com todos e ainda tivemos a oportunidade de ver uma outra sala onde o processo para obtenção é totalmente mecanizado.

Segundo os pais do Alessandro, o “olio” obtido através do processo anterior é mais autêntico e se obtém um produto com mais personalidade (o que não quer dizer que este é pior, ainda mais com esta matéria-prima!).

Pronto! A curiosidade estava saciada e a nossa fome também, se bem que eu acho que repetiríamos esta experiência por tantas vezes quantas fossem possíveis.

Voltamos ao hotel com a rapidez necessária, já que tínhamos um dos poucos jantares romanos ditos gastro-chiques.

E era na Glass Hostaria.

Um lugar que realmente nos fez viajar na viagem. Ele é praticamente um estranho na fauna romana.

Vejamos porque:

Ele é modernoso (apesar de ficar no Trastevere); tem uma comida contemporânea (apesar de estar em Roma) e você consegue conversar/avistar a sua chef (que pra variar veio conversar conosco e perguntou sobre o Alex Atala).

Chegamos no horário (desta vez estávamos mais pra ingleses que pra brasileiros) e fomos alojados numa excelente mesa.

Dali tínhamos excelentes vistas do restaurante.

Analisamos o menu e resolvemos jogar o barco nas pedras. Comeríamos trufas brancas. Mas, antes vieram uns amuses.

Escolhemos o vinho (mais um botezinho nas rochas), um branco do Gaja, o Rossij-Bass 2010 de grandes lembranças, né sócios? Como sempre, excepcional.

E uma entrada com Cured white fish, sichuan pepper, edamame, green apple and horseradish granita (não precisa nem dizer que nos confundiram com americanos. Será que eu comi tanto? rs) um tanto quanto maluca pra cidade. O garçom nos disse que tinha acabado, mas ante a nossa cara de desilusão, a chef Cristina Bowerman se apiedou e nos mandou o prato.

Como principais, os tais pratos trufados e brancamente: um risotto with 60’months aged Parmesian Cheese, butter from Isigny, white truffle que estava demais, segundo a Dé.

Eu pedi Seafood Rossini (uma homenagem a nossa cunhada), na verdade, vieiras que misturavam foie gras com trufas. Um must.

A Dé queria passar a sobremesa, mas eu não permiti. Então escolhemos uma saborosa Sopa de Café com Leite Condensado.

Resumo da batalha de gladiadores: o Glass te faz viajar pra fora de Roma, mas não sei se é exatamente isto o que se quer quando se está por lá.

A comida é muito boa, o atendimento é excelente, o ambiente é estiloso, mas cadê o meu Carbonara, o teu Matriciana, a nossa Bruschetta, o nosso azeite?

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.

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dcpv – serras gaúchas – o cartão de visitas da colheita das uvas.

11 a 13/02/2012

Serras Gaúchas – O cartão de visitas da colheita das uvas.

O programa desta vez seria ir até o Vale dos Vinhedos descobrir como é que funciona a tal colheita das uvas.

E como fazer isso? Fácil; trocar umas milhas na TAM, alugar um carro, encontrar um pacote no Spa do Vinho e pronto!
Foi exatamente o que aconteceu.

Fizemos um voo tranquilo e regular, …

… pegamos o nosso potente no aeroporto e rumamos pra Bento Gonçalves (porque será que as nossas competentes locadoras quase nunca tem carros automáticos disponíveis?).

A Maria, bah, não estava muito inspirada e levamos uma hora a mais do que o esperado pra chegar no hotel (com direito a passagem em Caxias do Sul e tudo o mais).

E que hotel.

O Hotel e Spa do Vinho Caudalie Vinothérapie é uma belezura.

Ele fica encravado bem próximo do famoso lote 43 da Miolo e …

… tem visuais de tirar o fôlego de qualquer um.

Afinal de contas, não é qualquer dia que você está num local que está cercado de uvas maduras e prontas pra serem colhidas (que é justamente o que faremos amanhã).

Voltando ao hotel, os quartos são muitos espaçosos, …

… com 4 janelas imensas, …

… uma varanda …

… e todas com vista pro vinhedo.

Como estávamos com fome, aproveitamos pra comer alguma coisinha no bar, enquanto aguardávamos o horário do início do tour na vinícola Miolo que fica bem na frente do hotel.

Experimentamos uma tábua de frios

… e bruschettas de tomate que estavam suculentas, …

… além de flutes do bom espumante da casa.

Correndo, como sempre, chegamos na Miolo pra iniciar o tour …

… que é bastante informativo.

Iniciamos pelo parreiral. Eles tem amostras de todos os tipos de uva que produzem e é incrível vê-las maduras ali na sua frente.

Por falar nisso, você, expert que é, sabe o porque das rosas ficarem nas extremidades das parreiras?

Continuamos visitando a parte mais antiga; a que tem tonéis grandes de madeira (nem pensar em carvalho).

Daí pra frente, a tecnologia começa a imperar.

São inúmeros tonéis de aço inoxidável, …

… barris de carvalho francês e americano, …

… uma cave com muitas garrafas, …

… inclusive, algumas raras de espumantes gigantescos e …

… chegamos, uma hora depois, na degustação.

Foram 5 vinhos, com direito a um chorinho da jóia da princesa, o Lote 43.

Na sequência, a obrigatória visita à lojinha (o melhor é que você pode comprar a vontade que eles entregam em casa).

Como ainda tínhamos tempo até o jantar típico que constava do pacote, decidimos dar uma passeada de carro pelo Vale.

Ma che! Ficamos mesmo ao lado da Miolo, na vinícola Lidio Carraro.

E foi um reencontro, já que quando estivemos por aqui há uns seis anos, entramos quase que sem querer e fomos atendidos por um dos donos, o Juliano, que nos contou toda a história do grupo e quais seriam os planos deles pros próximos anos.

Não é que desta vez, a mãe dele, a D.Isabel estava lá e após contarmos pra ela como conhecemos a vinícola, nos explicou tudo o que aconteceu neste intervalo de tempo e o que acontecerá.

Foram quase duas horas de conversa. E uma daquelas boas, sabe? Ela nos falou sobre todos os projetos, nos mostrou o novo portfólio e nos afirmou que esta vindima promete.
Até nos prometeu alguns cachos da melhor Pinot Noir que eles produziram até hoje (que certamente buscaremos no domingo de manhã).

Não precisa nem dizer que nos atrasamos pro jantar temático que fazia parte do pacote da Vindimia.

O conceito de tudo foi apresentar a Imigração italiana e a história da vinificação no Vale dos Vinhedos.
Sendo assim, vários números musicais foram intercalados com informações áudio-visuais e gastronomia, óbvio.

Começamos com uma salada de folhas verdes, crocante de queijo colonial, geleia de  tomate e uma taça dum espumante Dom Laurindo.
Sentamos juntos dum simpático casal gaúcho, a Maria Aparecida e o Luiz, que nos acompanhariam na colheita das uvas da manhã seguinte.

A partir daí, a cantoria foi aumentando e a comida também.
O menu constava de Nhoque de batata com ragu de codorna (com uma taça de Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay) …

…  Polpetone recheado com linguiça, ravioli de ricota e presunto cru (acompanhou o Miolo Merlot Terroir) …

…. e Crepe quente de maçã com sorvete de creme.

Excepcional? Não muito, mas de acordo com a ocasião.

Fomos dormir com a expectativa de logo cedo participarmos da lida.

A história continua …

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