Arquivo para abril \30\UTC 2012

dcpv – queensberry, a rainha das frutas silvestres

13/03/2012
número 317

Queensberry, a rainha das frutas silvestres.

Eu não posso ver um concurso (ou coisa que o valha) que me interesso. Participo mesmo!
E neste caso foi muito fácil, pois seria somente se cadastrar e os 5 primeiros seriam premiados.

E foi deste jeito que eu ganhei um kit da Queensberry que continha algumas geléias e um livro de culinária bem interessante denonimado Receitas Inesquecíveis, que foi feito em comemoração aos 25 anos da empresa (veja bem. Isto não é um jabá, se bem que até que seria bom se a empresa mandasse um kitão com o seu portfólio pra nós! 🙂 )

O detalhe bacana do livro é que vários chefes consagrados colaboraram com as receitas que, obviamente, contém geléias.

E melhor, através do livro, você fica sabendo a origem delas: “Há muito tempo, povos de países do oriente Médio, começaram a produzir as suas geléias de frutas. Desde então, elas são conhecidas pela sua riqueza de aroma e sabor. Há indícios de que os guerreiros das Cruzadas, voltando para casa, foram os primeiros a introduzir as geléias nos países europeus. A palavra geléia tem sua origem do francês gelée, que significa solidificar ou gelificar. As pessoas usavam o açúcar natural da cana como forma de preservar as frutas. Reis e rainhas serviam geléias em louças de prata e as ofereciam a seus convidados. As frutas eram colhidas no próprio jardim e servidas à mesa para serem apreciadas durante as refeições. As “queensberries” eram as frutas silvestres adoradas pelas rainhas das dinastias européias.”

Vamos lá, então, ao menu geleioso!

Entradas – Salada verde com geléia de jabuticada e amora (receita do Pier Paolo Picchi)

O segredo desta simples receita é o molho, um vinagrete formado por geléia de jabuticaba e amora, um pouco de sal, pimenta  e azeite.

O resto é separar folhas verdes variadas (agrião, rúcula, alfaces) e temperar com o molho.

Adicione tomates cortados ao meio e assados no forno por 40 minutos a 90ºC, …

… salpique queijo pecorino em lâminas …

… e sirva imediatamente.

No caso, com a outra entrada, o Quibe recheado com coalhada seca e geléia de pimenta (receita da Ana Centrone).

Faça o quibe como manda o figurino.

Lave 100 g de trigo pra quibe e esprema, usando uma peneira, pra tirar o excesso de água.

Numa tigela, junte 200g de patinho moído, sal a gosto, 30g de hortelã picada, uma pitada de pimenta síria e 1 cebola bem picada.

Misture tudo (com as mãos e não esqueça de dar uma experimentada) até que a massa resulte homogênea.

Faça umas bolas e com o dedo, afunde o centro pra rechear.

Coloque um pouco de coalhada e geléia de pimenta.

Frite em fogo baixo …

… e sirva.

Como juntei tudo, …

… o prato ficou uma verdadeira belezura, e melhor, ultra-saboroso.

E como o espumante congelou (esqueci no freezer! rs), tomamos o branco DA’DIVAS Chardonnay 2011 da Lidio Carraro que foi “ardido, merthiolate, homeopático“.

Principal – Medalhão de Salmão em geléia de gengibre e limão (receita do Gastón Damian).

Nesta eu tive que improvisar. E olha que fizemos as compras no sex shop, mas a geléia de gengibre e limão estava em ruptura.

Acabei usando uma de laranja e outra de gengibre, o que não diminuiu em nada o sucesso do prato.

Inicialmente, temperei os fotogênicos medalhões de salmão (by sex shop) com sal e pimenta-do-reino.

Cubri com as geléias …

… e levei ao forno até dourarem, mantendo-os ligeiramente malpassados no seu interior.

Fiz também um risotto simples e al dente.

Ah! Cozinhei alguns aspargos no próprio caldo de frango do risotto.

Aí foi só montar o prato  com o risotto, ..

… o salmão …

… e o aspargo.

Bacana, né? Uma pena que não você não tenha a oportunidade de estar por aqui pra experimentar este prato!

Acompanhamos tudo com um excelente espumante Miolo, o Millésime que foi “ninéstico, seallésime, rechô”.

Sobremesa – Tapioca paraibana (receita do Carlos Ribeiro).

Nesta, eu dancei. Tinha uma goma de tapioca bem grossa em casa (trazida de Brasília) e achei que conseguiria fazer as tais.

Mas não consegui mesmo.

E  o jeito foi improvisar com uma receita do chef EduLuz.

Peguei o sorvete de uvas que trouxemos do Vale dos Vinhedos e montei uma aquarela de geléias pra acompanhar.

E sabe que ficou bem bom!

Leia a opinião dos adoradores de agridoce (o Déo continua em Belém):
Depois dizem que moleza é sentar na geléia. (Edu) 
Geléia é doce e salgada. Quem diria? (Mingão)

Bom, então fica a mensagem. Quando aparecer algum concurso, se inscreva. Eu acredito que a única chance duma pessoa ganhar alguma coisa é participando, né?

E aconselho pedir este livro pra Queensberry. Você terá uma grande oprotunidade de agradar a sua família com excelentes receitas agridoces.

Bye.

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terceiro dia – buenos aires – imaginem se o palermo fosse novo?

23/03/2012

Dia três – Buenos Aires – Imaginem se o Palermo fosse novo?

Dia de ir pro lugar mais trendy de BsAs: Palermo Viejo.

O tempo estava ajudando, já que fazia um tremendo sol.

Tomamos mais um café da manhã no hotel e antes de palermizar, demos uma breve passada na livraria El Ateneo Grand Splendid.

Este lugar é lindo e uma adaptação dum teatro que virou um cinema e deste mesmo cinema que virou uma livraria.

Que espetáculo! Todo mundo tem que ir, no mínimo pra sentir toda a aura do ambiente e se certificar que, certamente, não existe nenhuma livraria mais bonita no mundo.

Saímos de lá, pegamos um taxi e rumamos pro Palermo Viejo

Ele é um bairro bichogrilesco e é mais ou menos uma Vila Madá portenha.

Descemos em frente a Calma Chicha, uma loja diferentona e cheia de coisas bacanas pra casa. A Dé e a D. Vera piraram.

Demos uma boa olhada em tudo (e são muita lojas), compramos bolsas transadas na BKF, …

…. e sabonetes da Sabater Hermanos, cheirosos ao extremo e com fragrâncias exóticas, como rosmarino, lavanda, baunilha, lima, laranja, gengibre, etc.

Como estávamos com fome, resolvemos dar uma parada no Bar6.

Ele fica numa velha marcenaria adaptada e tem um pé direito bastante alto.

É todo modernoso e faz o estilo hippie-chic.

Pedimos uma salada completa, …

… um ceviche ,…

… um wok de arroz com frango

… e um ojo de bife com purê rústico, …

… além dum Sauvignon Blanc Luigi Bosca 2010 que caiu como uma luva.

Todos excelentes. Pagamos a conta (parcos R$ 140. Pasmem, chefes paulistanos) e fomos bater o ponto de novo na Calma Chicha.

Voltamos de taxi pro hotel a tempo de retornarmos à cena do crime, o local onde a nossa mochila foi surrupiada, o shopping Buenos Aires Design.

Passamos pelo olho do furacão na feira de badulaques e fomos direto comprar algumas coisinhas na La Pasteleria (um lugar onde o que parecem ser doces, são sabonetes e velas) …

… e muitas coisinhas na MORPH (um lugar onde o que parecem ser coisinhas inúteis, são coisinhas inúteis muito bem boladas). Detalhe: estão montando uma destas lojaa aqui, no Morumbi Shopping.

Ainda assistimos a uma apresentação de tango na rua, duma garotada que tinha a maior categoria …

… e de quebra, ganhamos a visão dum lindo por do sol.

Retornamos ao hotel pra nos prepararmos prum jantar de gala, na La Vineria de Gualterio Bolivar .

O jantar foi tão espetacular, mas tão espetacular, que merece um post exclusivo.

Aguardem!

Acompanhe o restante desta viagem:
Primeiro dia – Buenos Aires – Socorro, o dromedário e a mochila sumiram… será que foram ver o Vélez?
Segundo dia – Passeando de ônibus por Buenos Aires. E vendo o Messi.

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dcpv – clicamos uma viúva que todo mundo gosta.

17/04/2012

Clicamos uma viúva que todo mundo gosta.

Levante a mão quem nunca sonhou em tomar Veuve Clicquot à vontade?
Ainda mais num jantar em que as atrações, além delas, seriam a vinda do Chef de Cave da propria Viúva, o Dominique Demarville pra mostrar a safra 2004, tanto da Veuve Clicquot Vintage Blanc como da La Grande Dame e um menu pra lá de especial criado pelo chef do Hyatt, o Laurent Hervè?

Parece sonho demais, né?

Mas não foi, não! Foi real e aconteceu no próprio hotel Hyatt, aqui do ladinho do apê da praia.

E pra justificar a presença da diretoria da LoNgueLuz, basta dizer que Reims (e a consequente visita a sede da Veuve Clicquot) estava incluída no nosso roteiro original da viagem pra Borgonha.

Inicialmente, com uma estadia de 2 dias e com o adiamento, num bate/volta (ou seria um vapt/vupt?) de Paris que foi foi devidamente retirado do roteiro, pois achamos que a região da Champagne merece uma visita exclusiva e com um largo período. Portanto, este jantar, próximo da nossa viagem veio a calhar.

Chegamos no horário (também, não tínhamos chance nenhuma de nos atrasar pra chegar no Hyatt, ainda mais com os Loguercio nos pegando de taxi! rs), mesmo porque, havia a promessa dum coquetel de boas-vindas regado a Viúva (sabe que nem sentimos a falta daquela maluca que fala “relooooooooou” por aqui! 🙂 ).

Pra melhorar, conversamos um bom tempo com o Dominique e com o Sergio, o gerente da Moët no Brasil. Ficamos sabendo dum montão de particularidades sobre todo o processo de criação duma safra de Viúva e de alguns detalhes de todo o grupo Moët Hennessy.

Logo depois, fomos devidamente acomodados numa mesa coletiva (seriam somente 20 convivas).

Vieiras, panceta confitada, abóbora moranga, emulsão de cerefólio – foi assim que tudo começou.

E acompanhadas por Damas da mais alta estirpe. Na verdade, Grande Dames de 1998 e 2004. Deixo somente o seguinte comentário – minha Nossa Senhora das Viuvinhas Borbulhantes. Que maravilha!

Pudemos comparar suas safras históricas e perceber a evolução de cada uma delas.

Continuamos o nosso tour com linguado assado, cará e pera, pão de especiarias com hortelã.

Esta beleza foi harmonizada com Veuve(s) Clicquot(s) Vintage(s) Blanc(s) 2002 e 2004. U-a-u! Só isto e dá-lhe “buinha”.

Tomamos um fôlego, traçamos algumas metas pro nosso giro borgonhês, ouvimos (e perguntamos, né sócio?) muitas curiosidades e mais um sonho aportou na nossa cama, ops, mesa.

Se bem que desta vez quem estava sonhando mesmo era o Eymard. Imaginem um pato com mel de açaí, batatas asterix (só poderia ser o Gaulês), echalotes glaceadas nos nossos pratos?

E uma taça de Veuve Clicquot Vintage Rosé 2002 na temperatura ideal?
Foi uma combinação bombástica e se percebeu um certo frisson na mesa (ainda mais por parte da Dé que queria passar o dela de qualquer maneira. Já a Lourdes comeu direitinho! rs).

A sobremesa não tardou; damasco gratinado com amêndoa e alecrim, sorvete de leite. Uma pena o computador ainda não permitir que o leitor tenha a experiência de sentir este sabor.

Ainda mais com a escolta duma Veuve Clicquot DemiSec.

O resultado da noite foi tão inebriante que saímos praticamente voando do restaurante, e com guarda-chuva by Veuve nas mãos. Acho que foi o única maneira gentil (por falar nisso, o serviço foi exemplar) que encontraram de nos tirar do salão, já que tínhamos engatado uma conversa bem legal com o casal que jantou ao nosso lado.

E também serviu pra desmistificar aquele mote de que muito espumante “empapuça”! (se bem que chamar um tremendo Champagne de espumante é sacanagem).

Finalizando, quando se diz que quem morre é que é o viúvo, nós temos que concordar, ao menos neste caso.

Esta Viúva, a Ponsardin jamais ficará sozinha. Sempre haverá alguém pra querer a sua companhia (especialmente, nós).

Au revoir.

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dcpv – how to cook everything

28/02/2012
número 315

How to cook everything.

Sou um fã inconteste das estrepolias do Mark Bittman.

Acompanhei todas as matérias dele no Paladar (leia os 10 mandamentos do Mark aqui) e adoro a facilidade com que ele passa as receitas e indica possibilidades de substituição de ingredientes.

Como a família toda fez a arca da Amazon no final do ano (compramos cds, dvds e livros que seriam entregues com um frete só), aproveitei pra incluir no pedido o excelente How To Cook Everything, 2000 simple recipes for great food.

Enquanto ele custa R$ 150,00 por aqui, lá nos USA eu paguei U$ 35. É um bom negócio, né?
O problema é que ele está todo escrito em inglês. Mas até aí, dá-se um jeito.

E pra entrar no clima, optei por descrever todas as receitas no idioma original, ou seja, em inglês. Se precisar de ajuda pra tirar alguma “doubt”, não pense duas vezes para “to ask”.

Let’s go!

Starters – Marinated Mozzarella and Quick-Cooked Bok Choi.

O Bittman dificilmente indica uma receita complexa. Então aproveitei e combinei ricota (apliquei o princípio dele e saí substituindo) com couve chinesa.

E melhor; tudo “healthy”.

Para o queijo, “if you can find small mozzarella balls, by all means use them. Other cheeses you can use: cubes of feta, queso fresco or ricotta salata.

Ingredients – 1/4 cup extra virgin olive oil, 1/4 cup chopped fresh basil, parsley, or oregano leaves or any combination, 1 pound mozzarrella, salt and freshly ground black pepper, hot red pepper flakes.
1 –  Combine the oil and the herbs; toss in a bowl with the mozzarella.

2 Taste and add salt and both peppers to taste. If possible, let stand for at least 30 minutes before serving”

Já pro Bok Choy, escolhi o formato “mediterranean” de preparo.

” Cut the leaves (1 head bok choy). Trim the stems as necessary then cut into peaces 1 inch or so long and, if you like, the greens into peaces or ribbons; rinse everything well.

Put the olive oil (3 tablespoons) in a large skillet over medium-high heat; a minute later, add the stems and cook, stirring occasionally, until they just lose their crunch, about 3 minutes.

Add the greens, a sprinkling of salt and pepper, and about 1/2 cup water or stock.

Cook with 2 tablespoons capers, 1/4 cup chopped olives and 1 tablespoon minced garlic.

Cook for another minute or so, stirring, then add freshly squeezed lemon juice or balsamic vinegar to taste. Cook for another 5 seconds and serve.”

Dá pra imaginar o “flavour” destas duas entradas juntas?

E o melhor foi dar uma passada de “bread” italiano no molho azeitado que se formou no fundo do prato.

Aproveitamos pra experimentar um espumante Millesime Brutt da Miolo (resquício da nossa viagem ao Vale dos Vinhedos) que foi “surpreendente, meditérrime, a la santésime”.

Side – Penne with Tomato- Shrimp Sauce

Esta receita é uma “beauty”. A idéia principal é fazer um tremendo molho, usando como base água (se bem que “bittmei” de novo e usei um bom caldo de legumes)

“This is an all-purpose recipe, usefull for almost any finfish or shellfish you have in the house.

Bring a large pot of water to a boil and salt. Put 3 tablespoons extra virgin extra olive oil in a large skiller over medium-high heat. When hot, add 1 small dried hot red chilli and 2 cloves garlic, lightly crushed and cook, stirring, until the garlic thurns brown.

Remove and discard the chilles and garlic and add 2 cups chopped fresh tomatoes seeded. Cook, stirring, until the tomatoes begin to liquefy, about 5 minutes; add 1 teaspoon minced fresh rosemary and a good sprinkling of salt and pepper.

Cook for another 5 minutes , then turn off the heat.

Cook the pasta in the boiling water. When the pasta just begins to soften, stir 3/4 pound large shirmp into the sauce – they nedd cook for only 3 or 4 minutes – along with most of the parsley.

Drain the pasta when is it tender but not mushy, then toss it with the sauce and remaining parsley.

 Serve immediately.”

E foi servido.

“Warminho” e “smellzinho”.

Ainda mais acompanhado do magnífico e fresquíssimo vinho branco Chardonnay Da’Divas Lidio Carraro 2011 que nos pareceu “feminino, da’divoso, quedou-me”.

Dessert – Grapefruit Granita and Sugar Syrup

Vou confessar; aproveitei o meu sorbet feito com legítimas uvas viniferas do Vale dos Vinhedos …

… e acompanhei com uma calda de fava de baunilha.

Esta calda foi feita assim: make this syrup in any quantity you need; the ratio – equal parts water and sugar – is always the same.

Combine the sugar and the water in a small pot; bring to a boil and cook until the sugar is dissolved, stirring occasionally. Set aside and cool to room temperature. Use immediately or store in a clean container or jar, covered, in the fridge for up 6 months.

O resultado foi “wonderful and terrific” (eu disse terrific, certo?)

Eis as “opinions” dos big fãs:
Mark Bittman sabe tudo. E nós também. (Edu)
British delicious, só faltou o Pierre. (Mingão)

O livro é “the biggest” (são 1044 páginas) e é referendado por um montão de gente graduada. Mario Batali, Bobby Flay, Jean-Georges Vongerichten estão entre eles.

E nós, off course!

See U.

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dcpv – segundo dia – passeando de ônibus por buenos aires. e vendo o messi.

22/03/2012

Segundo dia – Passeando de ônibus por Buenos Aires. E vendo o Messi.

Acordamos bem cedo. Resolvemos dar uma exercitada pela Recoleta.

Passamos por toda a Av. Alvear e fomos até a Calle Florida.

E é percorrendo este caminho que você percebe o porque dos argentinos acharem que são europeus.

Você vê vários palácios, …

… praças …

… e até a suntuosa loja da Ralph Lauren. Lembra mesmo a Avenida Montaigne . 🙂

Tomamos o café da manhã no hotel e como o dia estava muito ensolarado, optamos por fazer um tour através do Ônibus Turístico.

Aquela lei de que ele serve pra conhecer a cidade e ir até lugares longínquos, mais uma vez deu certo.

Pegamos o ônibus próximo ao hotel e fomos pra parte de cima apreciar a paisagem.

Passamos pelo centro, …

… pela Casa Rosada, …

… pelas “itas” mais famosas da Argentina …

… e fizemos a nossa primeira parada no Museo de la Pasión Boquense.

Que passeio! O meu sogro que é um futemaníaco, adorou.

E nós também.

Afinal de contas, não é todo dia que você tem a oportunidade de ver a arquitetura (podemos chamar assim?) do bairro …

… e ao mesmo tempo, adentrar ao gramado de La Bombonera, o estádio caixa de bombons tão atemorizante pros times adversários.

Pois foi o que fizemos.

Compramos o tour express que dá direito a adentrar ao estádio e aproveitamos pra tirar uma foto com a Libertadores e em plena Bombonera.

Será isso uma premonição?

Ainda tiramos uma outra foto com o Lionel Messi, que estava passeando por lá e nos disse que adorava o Timão, ainda mais depois dos referências que ouviu do próprio Carlitos Tevez.

Foi uma comemoração antológica.

Depois desta verdadeira viagem, zarpamos pra Puerto Madero, já que queríamos almoçar.

Podem chamar este lugar de turisticão e tudo o mais, mas é muito bonito (quem dera algumas de nossas regiões portuárias fossem assim!).

Ainda mais com a bela visão da ponte projetada pelo Santiago Calatrava, a da Mujer.

Cruzamos tudo, já que a parada do ônibus turístico é meio fora de mão (fica aqui um conselho: o serviço do ônibus é um tanto quanto irregular. As entradas dos fones não funcionam; eles estão sempre muito cheios; acrescentam várias paradas desnecessárias e o trânsito de BsAs não ajuda. Ou seja, não recomendamos.)

Escolhemos o Cabaña Las Lillas pra devorarmos umas carnes (a Dé foi voto vencido! rs)

O lugar é clássico e clássico, como tudo que é bastante portenho.

Tudo bem que estávamos com fome (quase 16:00 hs), mas a comida foi excelente.

Como os pratos são imensos (tome cuidado com este detalhe quando estiver por aqui), resolvemos pedir duas carnes, um acompanhamento e uma salada.

O lugar estava absolutamente cheio.

Escolhemos um vinho tinto Achaval Ferrer Malbec 2010 e enquanto os pratos não chegavam, saciamos a nossa fome com pães variados de um excelente couvert.

Note que a tecnologia já “aportou” por lá, através da carta de vinhos estilosa e “iPádica”.

A comida chegou: Bife de tiras, Picanha Summus,

Salada completa,

… e a marca registrada, as Batatas souflé (que comemos tão rápido que nem deu tempo de tirar as fotos).

Passamos a sobremesa, mas foi como se não passássemos, já que junto com o café veio uma degustação memorável de mignardises.

Pagamos “la dolorossa” e resolvemos voltar de taxi pra casa, porque senão, acredito que chegaríamos por volta da meia noite se utilizássemos o ônibus turístico.

Chegamos ao hotel e enquanto a D. Vera e o Sr. Antônio, foram descansar, demos um pulo ao shopping vizinho o Patio Bullrich.

É claro que estávamos sem fome, mas resolvemos jantar uma coisinha mais leve. Que tal as empanadas do El Sanjuanino?

Foi o que fizemos e como bons bonaerenses, chegamos por volta das 22:00 hs.

A casa não estava muito cheia e fomos acomodados no subsolo.

Como o negócio era experimentar o carro chefe da casa, pedimos as mais variadas empanadas: 4 napolitanas, …

choclo (o popular milho),  de verduras, …

… de queijo com cebola e de carne apimentada.

Todas com uma massa bem leve e com recheios memoráveis. É como o seu Antônio disse: precisamos voltar aqui com bastante fome. É o que faremos.

Pronto! Mais um dia de passeios em BsAs.

E não deu nem pra sentir saudades de casa, já que ouvimos muito mais o português do que qualquer outra língua (pode incluir o castelhano nesta pesquisa).

Hasta.

Acompanhe o restante desta viagem:
Primeiro dia – Buenos Aires – Socorro, o dromedário e a mochila sumiram… será que foram ver o Vélez?

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dcpv – gostamos do emiliano a “miliano”

24/02/2012

Gostamos do Emiliano a “miliano”.

Sabe que até agora eu não consigo entender o porque de no Brasil, e especialmente numa metrópole como São Paulo, os grandes restaurantes não estarem localizados em ótimos hotéis?

No mundo inteiro é assim. Vá pra uma grande cidade, se hospede num excelente hotel e certamente você encontrará um restaurante fantástico e normalmente, com a assinatura dum grande chefe. Até imaginei que este estigma iria mudar quando o Bassoleil foi trabalhar no Unique (ai que saudades do Roanne). Mas enquanto o Skye (que confesso não conhecer ainda) ganhou algum status, outros poucos se firmaram.

Tem o Arola no Pestana? Achei bonzinho. Os do Hyatt? Também achei bonzinhos.
Mas fiquei muito feliz em saber que o chef Jose Baratino está fazendo um trabalho com qualidade e origem no Emiliano.

E foi por isto que fomos (junto com a Lourdes e o Eymard) conhecer a cozinha dele. É claro que o lugar é muito bonito.

Uma bela parede de plantas e muita classe formam o ambiente.

Chegamos adiantados (uma surpresa), com tempo suficiente pra curtirmos uma taça de Champagne, enquanto aguardávamos os nossos sócios.

Eles chegaram bastante depois (outra grande surpresa); aproveitamos pra colocar a conversa em dia e fazermos o planejamento da aventura borgonhesa.

Sentamos e observamos tudo, inclusive o ótimo couvert.

O maitre nos trouxe o variado cardápio e após uma confabulação, escolhemos os pratos.

O restaurante tem um serviço extremamente azeitado e melhor, faz duas coisas especiais:
primeira – Fornece a carta de vinhos após a escolha dos pratos, ou seja, faz aquilo que todos os manuais indicam. Pedimos um Sauvignon Blanc Arboleda 2010 Chile.

segunda – Dá a oportunidade de se experimentar meias-porções, o que é oportuníssimo.

Tanto que todos pedimos entradas. Antes e como amuse , vieram tanto uma Caprese desconstruída

… como Madeleines cobertas por tomates confitados.

As meninas (a Lourdes e a Dé) pediram meia porção de vellutata fria de tomate, “semifreddo” de queijo de cabra e farofa de azeitonas pretas. Mais aveludada, impossível.

O sócio aproveitou pra “matá a sodade” e escolheu uma salada de codorna defumada em carvalho americano, vagem, mache, trufas negras de San Miniato, flor de sal Fumée e vinagrete de amêndoas.

Eu, excelentes vieiras ao natural curadas, pêras cozidas com especiarias e castanha de caju. É quase um carpaccio de vieiras.

Conversa vai, conversa vem e escolhemos os principais no formato “meia-entrada”.
Pra Lourdes, gnocchi de milho verde com ragu de coelho e gremolata.

Pro Eymard, medalhão de atum com ervilhas, cebola roxa, limão confit e pistache.

Pra Dé, o veggie tortelli de batata e cebola caramelizada, trufas negras e lascas de parmesão.

Pra euzinho, cavaquinhas ao vapor com purê de couve-flor, alface e raiz de lírio do brejo (este, um vegetal (??) cheiroso que o Baratino está pesquisando e colocando paulatinamente nas suas receitas).

Estava tudo tão bom e nos entusiasmamos tanto, que pedimos sobremesas também. Tudo bem que no esquema mini, mas cada um pediu uma.
mini abacaxi assado ao kirsh com sorbet de limão e raspas de rapadura, …

macaron de tangerina e creme de chá Earl Grey, …

fondant de chocolate Emiliano com mamão confit

… e parfait de coco queimado com chocolate Manjari.

Todas foram experimentadas por todos. Rapaz, tudo esteve bom demais.
E tão bacana que até ganhamos um pãozinho de milho pra comer no caminho! Ou seja, até na hora de ir embora o restaurante deixou saudades.

Portanto, se puderem, prestigiem a comida diferentona, de terroir  e muito boa que o Baratino está fazendo no hotel Emiliano.
Parece que a lei dos bons restaurantes em hotéis está pegando por aqui.

Até.

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primeiro dia – buenos aires – socorro, o dromedário e a mochila sumiram… será que foram ver o vélez?

21/03/2012

Primeiro dia – Buenos Aires – Socorro, o dromedário e a mochila sumiram… Será que foram ver o Vélez?

Iniciamos o nosso tour por Buenos Aires de uma maneira tradicional.

O voo foi bem ruinzinho, com o serviço bastante estranho e muita turbulência.

Chegamos com uma hora de atraso, mas o suficiente pra vermos como a cidade continua bacana.

Fizemos o checkin no ótimo Casa Sur Art Hotel, estrategicamente bem localizado na Recoleta.

Observamos a espaçosa suite, …

… com quartos confortáveis e na hora de arrumar tudo, tivemos a grande surpresa: a nossa mala de vinhos (vide WineFit) foi trocada na esteira e estávamos com uma outra igualzinha, mas dum casal de Goiás (é nesta hora que dá pra ver o quanto é importante a tag de identificação).

Após quase uma hora de telefonemas pra Central da TAM, chegamos ao paradeiro do pessoal que estava com o nosso dromedário e enfim, descobrimos que eles também estavam hospedados na Recoleta e melhor, a 5 quadras do nosso hotel.

Ligamos pra eles, pegamos um taxi e em meia hora, o imbroglio foi resolvido.

Só sobrou tempo pra jantar no restaurante do próprio hotel, o Bengal.

Ele é filial do tradicional do Centro e tem uma proposta bastante curiosa de oferecer culinária italiana e indiana. Ao mesmo tempo!

Aparentemente elas não tem nada em comum, mas o resultado final foi muito bom.

O restaurante é bem pequeno e optamos, por sugestão do garçom, fazer um mini-menu degustação pra todos (estávamos com pressa, pois queríamos acompanhar o jogo do Timão na Libertadores).

Iniciamos com mariscos a la plancha, …

… continuamos com caneloni de 3 carnes

… e um curry de cordeiro com arroz basmati açafronado.

Tudo muito saboroso, especialmente o curry.

O garçom, um excelente vendedor, ainda nos convenceu a experimentar um mix de sobremesas bem competente.

Foi isso; cansados, fomos dormir pra de manhã iniciarmos a descoberta da Recoleta.

E acordamos relativamente tarde (8:00 hs).

Fomos experimentar o bom café da manhã do hotel.

A intenção seria passear pela região próxima.

Iniciamos o percurso, indo até a  Basílica Nuestra Señora Del Pilar

… e ao Cemitério da Recoleta.

Como já tínhamos visto o túmulo da Evita em outras vezes (e imagino que ele não tenha saído do lugar) …

… saímos e rumamos pra conhecer La Isla, …

… que é um bairro muito tranquilo e …

… com paisagens pra lá de interessantes.

Passamos pelas Plaza Mitre e …

… pela Plaza Francia, onde registramos a turma toda.

Como estávamos a poucos passos, fomos rever o lugar que toda mulher adora (confesso que eu também), o Shopping de coisas pra casa, o Buenos Aires Design.

São lojas e mais lojas …

…de apetrechos pra casa que você está sempre precisando.

Paramos pra descansar no Café Martinez e tomamos água e frapuccinos de doce de leite.

E aí morou o perigo. Deixei a nossa mochila bem atrás da minha cadeira e enquanto o meu sogro estava conversando comigo, dois gatunos portenhos passaram por trás de nós, e sem que percebêssemos, levaram a mochila com algumas coisas pessoais (blusas, guias, etc) e carteiras com cartão de crédito.

Foi uma tremenda vacilada, mas ao mesmo tempo, tenho que confessar que foi coisa de “hermanos” profissionais. Resultado? Perdemos um bom tempo conversando com os policiais e tentando entender o que “pasou”.

Como estávamos com fome, resolvemos almoçar no famoso e histórico café La Biela.

O lugar é muito tradicional…

… e aproveitamos pra experimentar milanesas, …

paillard de frango, …

salada completa

… e um conhecido vinho branco, o Pinot Grigio Grafignano 2010.

Tudo perfeito.

Assim como os sorvetes a base de doce de leite da Un’Altra Volta que tomamos.

Voltamos ainda “putos” com a perda dos nossos pertences, mas a tempo de nos prepararmos pra ver um jogo da Libertadores: Vélez Sarsfield x Deportivo Quito.

Assistir a um bom jogo de futebol é sempre uma grande oportunidade de aprender como é a cultura de um povo.

E lá fomos nós 4 (nós dois mais a D Vera e o Sr Antônio) junto com outras quatro pessoas (2 americanos e 2 equatorianos) para o estádio José Amalfitani, que fica a uns 40 minutos do centro de BsAs, no bairro de Liniers.

Chegamos no horário (o jogo começou as 19:45) e apesar da grossura dos dois times (são tão ruins que dá vontade de torcer pro Timão pegar um deles nas próximas fases da Libertadores), o divertimento foi garantido.

Iniciamos comendo um sanduba gourmet, o superpancho, que nada mais é do que um cachorro quente dos mais simples (pão+salsicha).

A torcida foi, certamente, o melhor do jogo. Eles cantam o tempo todo e o resultado é tão contagiante que você se vê obrigado a torcer por eles.

E todo este esforço deu certo já que o Vélez fez o único gol já próximo do final do jogo. Também, num time em que o grande Sebá (ex-Timão) é o destaque! 🙂

Foi uma explosão de toda a torcida e ficamos felizes com este resultado que praticamente classificou o Vélez, que se auto-denomina a 3ª melhor equipe do mundo.

Voltamos pro hotel, tratamos de tomar bebidas quentes (a noite esteve muito fria) e comer uns sandubas no Café Monet, que fica bem na esquina da Callao x Quintana.

Foi um dia verdadeiramente excitante.

Ainda mais com todos os acontecimentos extra-viagem. Mas apesar destes, foi muito divertido.

Hasta.

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