Arquivo para julho \31\UTC 2012

dcpv – paris – frança – dixième jour – vendo a capital francesa sobre duas rodas.

05/05/2012

Paris – França –  Dixième jour – Vendo a capital francesa sobre duas rodas.

Como já é de praxe, programamos um passeio de Segway pela cidade.

Queríamos flanar por Paris num formato diferente.

Marcamos cedo no ponto de encontro do tour (as 9:15hs) e optamos por tomar café da manhã no próprio hotel.

Pegamos um taxi e exatamente no horário, estávamos no escritório pra recebermos o treinamento necessário (quer dizer, o Eymard e a Lourdes já que a Dé e eu somos mais do que veteranos neste tipo de transporte).

O grupo era bastante equilibrado: nós quatro e mais quatro suecos.

Após as explicações iniciais e costumeiras, passamos pro passeio propriamente dito.

Saímos do escritório da City Segway Tours e após circularmos por um montão de ruas, chegamos aos prédios da École militaire.

Logo ali na frente, tivemos a nossa primeira visão da Torre, num ângulo em que a adição deste anexo de vidro, mais conhecido como o Muro da Paz prejudicou bastante (a maioria dos franceses não gostou e nós também).

Mais uma pequena rodada e os Invalides surgiram.

A nossa guia, a americana Cindy, nos explicou como o projeto foi incrível e como tudo era feito pra agradar ao “grande” Napoleão (inclusive formatar à sua pequena estatura)…

… além de alguns hábitos da época (tais como fortalecer a panturrilha pra parecer mais bonito).

Na sequência, Place de la Concorde, …

Jardin des Tuileries, …

… e o Museu do Louvre, …

… com a sua indefectível pirâmide.

.

Até os arcos alinhados nós vimos.

Voltamos quase tudo pelas margens do Sena, ..

… cruzamos uma das pontes dos cadeados …

… e que nos perdoem os puristas, mas claro que deixamos os nossos  por lá.

Continuamos nos aproximando da Tour, …

… que aparece de toda maneira …

… e em vários ângulos, …

… seja escondida, ..

… seja esquartejada, …

… seja fazendo parte da natureza.

Retornamos ao escritorio da Segway em Paris felizes e satisfeitos com esse formato totalmente diferente de ver as coisas conhecidas.

Como o tempo urgia, optamos por tomar um taxi e ir direto pra Igreja de la Madeleine.

Além de olhar (e comprar) algumas coisas, almoçaríamos no mega sex shop Fauchon.

Optamos por uma comida leve, regada a champagne Brut Louis Roederer.

A Lourdes e eu pedimos carpaccio de salmão,

…a Dé uma burrata, …

… e o Eymard, foie gras.

Tudo absolutamente frugal, fresco e delicioso.

Como estávamos na loja, vasculhamos tudo…

…e também demos uma entrada no sex shop vizinho, a Hediard.

Nos separamos brevemente (um momento de liberdade) …

… e retornamos ao hotel (ufa!), tomamos mais um champagne, desta vez uma Viúva, …

… e saímos pra cumprir a agenda noturna.

Tínhamos um encontro no Café Les Deux Magots, com o super boa-praça Jorge Fortunato, blogueiro, pitaqueiro e amante desta belíssima cidade.

Todos conversamos, especialmente o Presidente, sobre tudo e nos despedimos rapidamente, …

.. pois tínhamos um jantar reservado no Ze Kitchen Galerie.

Apesar da fraca chuva, fomos a pé (é pertinho, segundo o mineirinho Eymard) e finalmente nos sentamos pra apreciar tudo o que estaria por vir.
O lugar é pequeno, …

… charmoso e muito agradável.

O staff é atencioso e muito simpático (destaque pro Cris, um arquiteto francês milongueiro e adorador do Brasil).

E a comida? Bem, vocês verão a seguir.

O cardápio é conciso, mas contém pratos bastantes variados com uma mistura interessante de ingredientes, com todos no seu devido lugar e a devida participação marcante no sabor.

Como todos escolheríamos frutos do mar, escolhemos um alimonado vinho branco, o Puligny Montrachet De Montille 2008.

Tem mais: eles te dão a opção de escolher meio prato (com o proporcional preço), o que torna tudo mais interessante ainda.

Partindo deste princípio, todos escolhemos entradas, principais e sobremesas. Vamos lá: como entradas, pra Lourdes e pra Dé, um Minestrone e ravioli de boeuf, condiment artichaut, citronelle. Só que não era uma simples sopa e sim uma explosão de sabores, com um leve toque asiático.

Pro Eymard, um atum de St Jean de Luz, uma singela homenagem dele que é praticamente um sócio do ZK. Outra mistura saborosa com contrastes doces (geléia)/salgados(wasabi) e um toque final de hortelã.

Pra mim,o prato mais interessante utilizando ostras que eu comi até hoje, o Huitres, jus de pomme verte, coriandre, condiment, asperge blanche, raifort. É formado por elas, aspargos crocantes, quincã cortadas em rodelas e um molho bastante ácido. Tudo gelado e com uma harmonização impressionante com o vinho.

Certamente eles escreveram os seus nomes num cadeado, colocaram na ponte e jogaram a chave no rio!

Os principais foram escolhidos por um critério sentimental: eram massas (estes italianos!). Chiocciole, pistou thai, pecorino, condimento aspargue vert, galanga, pras mulheres. Uma verdadeira fusão da culinária italiana com a asiática, além do ponto perfeito do macarrão.

O nosso foi o Frégola, jus bouillabaisse, poulpe grillé, condimento kalamansi. Um passeio espetacular por sabores distintos; é isto o que este prato é. Além do mais, parece um macarrão ralado de frutos do mar.

As sobremesas não poderiam faltar. Chocolat “Gianduia”, caramel miso, pomelos confits pros Loguercio, …

Glace chocolat blanc, wasabi, condiment pistache, torrone, emulsion thé rouge, pra nós.

Olha não é toa que o Ze Kitchen Galerie é tido como um dos melhores restaurantes de Paris.

E ainda tivemos direito a conversar e tirar uma foto com o próprio chef, o William Ledeuil (é claro que o Cris estava junto!rs).

Que dia, que noite e que comida!
Passeamos em torno da Torre o tempo todo e a noite, chegamos ao ápice!

Au revoir.

Leia sobre os demais dias desta viagem:
Premier journée – Borgonha – França – Visitamos o hospício de Beaune.
Borgonha – França – Deuxième jour – Pisando no solo do Romanée-Conti.
Troisième jour – Beaune – França – Cozinhando na Borgonha
Quatrième jour – Borgonha – França – Duvido que você conheça (ou tenha ouvido falar) de Quarré-les-Tombes?
Cinquième jour – Borgonha – França – Com minha besta, abati a Abadia de Fontenay
Sixième jour- Borgonha – França – Chablis, conexão pra Paris.
Paris – França – Septième Jour – Flanando pela cidade luz (especialmente por Saint Germain)
Huitième jour – Paris – França – Dois concertos na cidade: o da filarmônica de Berlim e o do Robuchon.
Adendo do Huitième Jour – Paris – França – O oceano na place de Ternes (by Dodô)
Paris – França – Neuvième jour – Reencontrar o Marais não tem preço. Ainda mais junto com o pato 1109555.

Anúncios

dcpv – isbsb – lá vamos nós pra brasília.

22/06/2012

ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.

Este seria o 5º encontro oficial da turma. Começamos tudo através de amizades internéticas (parece incrível, né?).
Daí pra frente foi uma questão de afinidades e oportunidades.

É claro que a afinidade apareceu automaticamente. E sem alguma coisa muito marcante que a explicasse muito bem.
Tudo certo que todos gostam de viajar e de comer bem, o que já é um bom princípio.

Vários encontros ao vivo aconteceram. Na praia, em Brasília, em BH, na grande FV e agora, novamente em Brasília.

A presença seria representativa. Afinal de contas, o Deo estaria ausente (até aí, nenhuma novidade) e na última hora e por problemas particulares, a Regina e o Mingão não compareceram.

De qualquer forma, os sócios-fundadores do Inter dos Sem Blogs (um movimento em reação ao Inter Blogs (quer saber o que é?)) estavam reunidos. O que significava que todos (Drix, Sueli, Jorge, Lourdes, Eymard, Dé e eu) bateram ponto.

Pegamos um voo da TAM que atrasou bastante; mais de 1,5 hs. Como há males que vem pro bem, vimos um maravilhoso por-do-sol.

Chegamos na capital federal por volta das 19:00hs e no mesmo horário da Drix, o que facilitou a vida da Lourdes e do Eymard, que foram nos buscar. E em grande estilo.

Fizemos o check in no correto Hotel Meliá e imediatamente estávamos zarpando pra Grand Cru, onde havia uma sala especial reservada pro nosso jantar oficial de chegada.

O lugar é muito bacana. Uma salona com uma mesa grande, toda em madeira rústica, …

…com vários vasos de ervas gastronômicas frescas, …

… e vinhos, muitos vinhos.

Nos congraçamos todos e além de matarmos as saudades, experimentamos um Cremant Rosé, uma homenagem especial à nossa última viagem.

Escolhemos as entradas: 2 competentes carpaccios, sendo um o tradicional de carne …

… e o outro, de salmão defumado.

E dá-lhe conversa.

Chegou a hora de escolher os pratos. E a organização imperou.

As mulheres optaram por frutos do mar. No caso, a Dé e a Lourdes escolheram camarão com penne ao creme de queijo brie, …

… a Drix uma variação do mesmo prato com molho vermelho

… e a Sueli, robalo com pupunha assada e quinua picante.

Já o Jorge, o Eymard e eu fomos de filé mignon ao poivre com arroz piemontese.

E consequentemente, elas tomaram um Chardonnay Domaine Amiot Guy 2009 ..

… e nós, um Margaux Desmirail 2007.

Ambos, excelentes.

Sobremesas? Sim e dois figos ao forno com sorvete de baunilha

… e doce de leite com raspa de limão (adivinhem pra quem?).

Colheres pra todos e irmanamente dividimos.

Ficamos mais um tempão conversando e quando fomos perceber, já era quase uma da matina.

Fomos pro hotel (os sócios nos levaram) com a promessa de sairmos cedo pela manhã. Iríamos conhecer mais alguns pontos turísticos da nossa capital (a Dé diz o tempo todo que deveria ser obrigatória a visita de todas as crianças a Brasília. Concordo plenamente com ela.)

Acordamos cedo mesmo assim, fomos tomar o bom café da manhã do hotel e as 9:30hs estávamos prontos pro tour.

Iniciamos pela belíssima Catedral Metropolitana.

E ela é incrível.

Magnânima, externamente …

… e lúdica, internamente.

Como o nave dela é abaixo do nível do solo e a entrada é por um  túnel (algo parecido como adentrar num gramado dum estádio de futebol), …

… você certamente se surpreenderá com o que verá.

A iluminação natural externa…

… unida ao tridimensionalismo da cobertura …

… te fazem ficar muito envolvido e emocionado.

Além de vários maneirismos que o Niemeyer acrescentou ao projeto todo, como uma incrível acústica nas paredes curvas laterais que tem uma função de telefone sem fio (uma pessoa fica numa extremidade e consegue ser ouvida claramente por outra na extremidade oposta).

Enfim, se estiver por lá, vá a Catedral.

Continuamos, passando pelo Museu Nacional, que mais parece a casa dos Jetsons …

… e onde estava acontecendo uma aglutinação de moradores visando a participação comunitária no orçamento público.

Mais um pouco adiante e mais uma grande surpresa.

O Palácio Itamaraty estava aberto e se podia fazer uma visita guiada por ele.

Adivinhem se não aproveitamos a oportunidade?

E foi muito interessante conhecer várias obras de arte, …

… salões imensos onde as autoridades são recebidas, …

… mais obras de arte, …

… mais particularidades do projeto do Niemeyer, …

… tais como a escada helicoidal que desaparece no meio do salão,…

… (esta sombra no meio dela é o Jorge).

Este é mais um passeio imperdível, além da possibilidade que você tem de vislumbrar vários ângulos da obra do grande mestre. Vale o fotoblog:

Ainda passamos pelo foyer do Teatro Nacional, …

… com tempo pra nos deleitarmos com a Contorcionista do Alfredo Ceschiatti …,

… que é curiosa e encantadora (palavras da Dé).

A próxima parada seria o apartamento da Lourdes e do Eymard onde faríamos o nosso almoço provençal-gourmandismiano.

Mas isto fica pro próximo post, certo?

Bye.

.

dcpv – dia uno – orlando/miami – aqui não tem nada de miami vice. só timão campeão.

04/07/2012

Dia uno – Orlando/Miami Aqui não tem nada de Miami Vice. Só Timão Campeão.

Primeiro dia de viagem. E ele prometia.

Afinal de contas, passaríamos por Orlando pra matar as saudades da Re (puxa, já faz um mês!) e depois, iríamos pra Miami de carro (quase 3,5 hs).

O voo da TAM foi noturno, tranquilo e rápido.

As 9:00 hs da matina estávamos na terra do Mickey.

Pegamos o carros na Hertz (desta vez o modelo combinado estava reservado) e rumamos pro Vista Way, o local onde os “trabalhadores” da Disney “descansam”.

Vimos a Re (ela está bonita como sempre e mais magra, além de usar este belíssimo uniforme) e fomos a Best Buy pra comprar algumas coisinhas.

Como ela só entraria no trabalho as 15:30hs, tivemos tempo de conversar bastante e até almoçar.

Fomos ao Brio, um bom e pretenso restaurante toscano no Mall at Millenia.

Como o tempo estava virando (ameaçava cair o mundo), resolvemos levar a Re no trabalho …

… e zarpamos pra Miami.

Até choveu um pouco pelo caminho, mas não foi nada assustador.

Chegamos em Miami por volta das 19:30 hs e o grande dilema foi encontrar onde assistir ao jogo da final da Libertadores.

É claro que o hotel W South Beach (excelente como sempre, diferente do de Paris) tinha inúmeras opções de canais esportivos de tv, mas nenhum que transmitisse o jogo.

Com uma hora de atraso no fuso, a peleja começaria as 21:00 hs.

Até nos arrumarmos, tomamos banho e tais; o primeiro tempo começou. Assistimos (se é que podemos dizer isso) através do minuto a minuto do UOL. Ô sofrimento, sô!

Decidimos descer até a recepção e descobrir se existia algum bar que estivesse passando o jogo.

Após uma consulta, o concierge (gratíssimo) nos indicou um pub irlandês, o The Playwright, na Washington Ave, 1265. Foi o tempo de pegar o carro (a cidade estava comemorando o 4 de Julho) …

… arrumar um lugar pra estacionar e quando menos esperávamos, estávamos sentados no bar, tomando umas cervejas e vendo o Timão pleonasticamente jogar certinho e ser campeão.

Surpreendentemente, das 8 tvs no local, apenas 3 estavam transmitindo o jogo. O restante, passava um jogo de rugby!!!

Mas e pra variar, os corinthianos eram a maioria absoluta (na verdade, 4 e conosco!).

E foi uma emoção só.

Ver os gols do grande Emerson Sheik (ô, Mano, vê se convoca o homem! rs) e comemorar em pleno Estados Unidos foi inesquecível. Ainda mais com a quantidade de fogos de artifício que foram soltos que mais nos davam a impressão de que toda a torcida corinthiana estava por aqui.

O Japão que nos aguarde.

PS – Sabe que é muito bom ver jogos deste jeito? Você pode falar alto e até soltar alguns palavrões que ninguém fala  nada. Nós recomendamos.

PS2 – E não é que tivemos a premonição desta final e do resultado quando da nossa última viagem pra Buenos Aires?

Hasta Tóquio (é claro que vamos!).

See U e amanhã começa a viagem real (porque ganhar a Libertadores invicto foi surreal)

.

47º ib – tomate com filho, ops, confit no dcpv.

número 322
17/07/2012

47º IB – Tomate com filho, ops, Confit no dcpv.

Oi Edu,
O convite para participar do Inter Blogs (quer saber o que é?) foi, ao mesmo tempo, uma grande e uma grata surpresa. Afinal, o Tomate Confit começou por pura diversão. Uma forma que encontrei de guardar minhas receitas favoritas e incentivar os amigos que, assim como eu, começavam a se aventurar na cozinha e procuravam idéias práticas para compartilhar entre pessoas queridas.

Bom, confesso que estava difícil achar um tema e um cardápio diante de tantas comidas maravilhosas que já desfilaram pelo dcpv!

Eu e meu marido começamos a testar as propostas quando, depois de alguns jantares e taças de vinho… veio a surpresa: um baby estava a caminho! Nossa participação no Interblogs teve que ser adiada porque os enjôos acabaram me afastando da cozinha.

A chegada do pequeno Lucas virou nossa vida e nossas panelas de cabeça pra baixo! Difícil cozinhar com um bebê em casa, dividindo a bancada com mamadeiras, esterilizadores e outros apetrechos. Um amigo brincou que eu teria que mudar o nome do blog de Tomate Confit para Tomate ComFilho. 

Quando voltei a trocar e-mails com você para falar sobre nossa participação, contei essa historinha e então a idéia do menu começou a clarear…

Pensei que o cardápio podia expressar um pouco a nossa experiência de cozinhar em companhia de um bebê.  A primeira coisa que descobrimos é que precisamos de uma boa dose de organização e disposição. E claro, de receitas práticas e ingredientes de primeira. Foi assim que depois de um longo período de gestação nasceu esse menu! 

Pensei em duas entradas: Palmito Biquinho.

Esse petisco fez muito sucesso no blog. Embora muito simples, o efeito final é bem bacana. Acho que a Dé vai adorar fotografar!

Ingredientes: palmito, pimenta biquinho em conserva,  manjericão e azeite.
Modo de Preparo: uma fatia de palmito, uma folhinha de manjericão, uma pimenta biquinho e um palitinho prendendo tudo. Um fio de azeite e está pronto o palmito biquinho!

Pastel (quase) chic: A gente adora pastel de queijo. Foi aí que surgiu a idéia de incrementar esse tira-gosto tão popular dando um ar um pouco mais “sofisticado”. Falo um “pouco mais” porque com um bebê em casa não consegui preparar a massa do pastel, né? Então usei massa pronta e investi num recheio bacana. (Se nos permite… Nossa sugestão é que essas entradinhas sejam acompanhadas de um belo espumante geladinho!) 

Ingredientes (para 6 pasteis):  6 discos de massa pronta para pastel,  100 g de queijo ementhal (aproximadamente), 4 champignons de paris (pode usar em conserva), salsinha desidratada e ½ xícara de vinho branco seco. 
Modo de preparo: rale o queijo no ralo grosso e reserve.

Fatie finamente os champignons e grelhe em uma frigideira com um pouco de azeite. Tempere com a salsa desidratada e uma pitadinha de sal. Acrescente o vinho branco e espere evaporar.

Recheie os discos de pastel com o queijo ralado e os champignons.

Feche os pastéis.

Frite em gordura quente e sirva imediatamente com o dip de figo em uma vasilha à parte para que cada um “molhe” seu pastelzinho.

Para o dip de figo: 4 colheres de chá de azeite extra virgem, 3 colheres chá de geleia de figo, 4 colheres de chá de vinagre balsâmico,  uma pitada de sal.

Misture todos os ingredientes e reserve.

Prato principal: Penne Camarão da Horta

Para a refeição principal, escolhi um prato único: camarão, massa e salada. Tudo junto e misturado. (Nessa etapa um bom chardonnay vai muito bem!) 

Ingredientes (serve 4 pessoas):  600g (aproximadamente) de camarão rosa médio limpos (reservar 4 camarões com a cauda para enfeitar o prato), 1 abobrinha média,  8 unidades de mozzarella de búfala fresca (aproximadamente 200g), 30 folhinhas de manjericão, 4 dentes de alho, 20 tomates cereja partidos ao meio,  1 maço de rúculas,  1 cebola ralada,  1 limão siciliano,  250g de massa (aproximadamente) (eu usei mezze  penne tricolore da Barilla, mas acredito que com talharim também fique bom),  azeite, sal, pimenta do reino, salsinha fresca picada finamente, salsinha desidratada, queijo grana padano em lascas

Modo de Preparo: pique a abobrinha em cubos. Parta os tomatinhos e a mozzarella de búfala ao meio. Deixe tudo aproximadamente do mesmo tamanho. (Coloque a mozzarella em papel toalha e vá trocando o papel para tirar o excesso de água) .

Tempere os camarões com sal, pimenta e limão siciliano. Aqueça um pouco de azeite em uma frigideira. Doure os camarões e finalize com salsinha. Reserve. 

                    

Na mesma frigideira onde passou os camarões, aromatize um pouco de azeite com os dentes de alho (amasse cada dente com uma faca). Retire o alho. Refogue a cebola e em seguida a abobrinha no azeite aromatizado até que ela fique al dente. Tempere com sal e pimenta. Finalize com salsinha desidratada. Reserve. 

Cozinhe a massa al dente.

Utilizando sempre a mesma frigideira, coloque a massa já cozida, acrescente os camarões e a abobrinha. Deixe aquecer um pouco. Acrescente o tomate cereja, a mozzarella de búfala, a rúcula, o manjericão e desligue o fogo. Acerte o sal e pimenta, se necessário.

Monte o prato finalizando com raspas de limão siciliano e lascas de grana padano.

Sobremesa: “Tiramissô”, o Tiramisù da Sossô.

Essa parte já estava definida desde o início, porque essa sobremesa é uma unanimidade. Ela tem esse nome, que usa meu apelido, porque já é bem tradicional aqui em casa, mas o crédito da receita é da Vó Dayse, avó de uma amiga muito querida que me presenteou com essa receita. (Somos apaixonados por licor. Se vocês tiverem a oportunidade de finalizar essa refeição com um Disaronno (geladinho) vão perceber que melhor que isso, só um bebê que dorme a noite inteira!).

Ingredientes: 3 gemas, 120 g de açúcar (1 xícara), 200 g de cream cheese light, 300 ml de creme de leite bate chantilly, 4 colheres de sopa de conhaque (um bom conhaque é fundamental), 200 ml de café forte e frio sem açúcar, 100 ml de leite semi-desnatado, 34 biscoitos tipo inglês (biscoito Champagne) (eu uso o Bauducco, 2 caixas), 1 xícara de chocolate meio amargo ralado, 1 xícara de cacau em pó.

Modo de Preparo: bater as gemas com o açúcar até formar um creme branco, junte o cream cheese e continue batendo. Monte o creme de leite em chantilly conforme instruções da embalagem, bem cremoso (eu coloco o mínimo de açúcar para não ficar muito doce). Junte suavemente com o creme de cream cheese sem bater. Misture levemente com um garfo até que os dois cremes se incorporem. Cubra uma forma com 1/3 do creme.

Misture o conhaque, o café e o leite. Embeba os biscoitos e vá cobrindo o creme (eu não deixo os biscoitos ficarem encharcados demais pra não derreterem). Polvilhe cacau e chocolate ralado. Repita a camada de creme, biscoitos, cacau e chocolate. Finalize com o creme, mais cacau e chocolate.

Você pode montar em taças individuais transparentes ou copos longos. Fica bem bonito. Aí você faz a quantidade de camadas que couber nos potes.

 Espero que vocês vivam momentos felizes degustando esse menu simples, mas pensado de coração. Afinal, coração de mãe… você sabe, né?

Beijos na Dé e nos amigos que vão dividir a mesa com vocês. 

Abraços, Soraya, Gustavo e Lucas.

Bom, este relato se mostrou tão legal que eu optei por não interferir. Então agora seguem as nossas impressões.

Tudo resultou tão saboroso e ao mesmo tempo, tão simples que ficou bem fácil de perceber que qualquer pessoa consegue reproduzir tudo, mesmo tendo como sous chef o seu bebê!

As entradas são tão frescas e se parecem tanto com pintxos/tapas, que acatei a sugestão da Soraya e do Gustavo parcialmente.

Tomamos um espumante, mas um Cava espanhola, a Juvé y Camps 2008 que foi “alegre, florida, petiz”, segundo os 3 participantes (o Mingão não sabe o que perdeu).

Já o prato principal teve um probema técnico. Descobri que o penne que eu utilizaria estava encarunchado e a solução foi usar um legitimo Spaghetti italiano. 

Esta substituição não alterou em nada o sabor mediterrâneo do prato.

Afinal de contas, camarões, abobrinhas, mozzarella de búfala, manjericão, rúcula e bastante azeite formam a base pruma grande refeição.

Votamos com os relatores, a Soraya e o Gustavo e harmonizamos com um velho conhecido, o Chardonnay Jacobs Creek 2010 que foi “segunda-feira, batata-frita, uée, uée”, segundo os chorões insones, nós mesmos.

Pra terminar com a festa, este Tiramisu, ops, Tiramissô.

A Dé fez a sobremesa toda e posso dizer que resultou num verdadeiro crème de la crème.

Harmonioso, com um gosto final de café, totalmente cremoso e com a utilização dum ótimo conhaque. Perfeito.

Só nos resta agradecer a participação da família toda, ficar envaidecidos pela participação indireta neste grande projeto e enviar as nossas tradicionais flores virtuais pra família: 

Tomara que o Lucas siga os caminhos culinários dos pais!

E continuamos os IB (quer saber o que é?) com a participação sempre adiada da Paula Labaki do Cozinha da Lena.  Acho que desta vez, vai! 🙂

Até.

.

dcpv – oba, festival mexicano no Obá

19/07/2012

Oba, Festival Mexicano no Obá.

Nada como o mundo conspirar a favor, né?
Recebi um email da Anexo Comunicação, informando sobre um festival de “la Gastronomia Mexicana y del Tequila” que aconteceria do jantar de 19 ao almoço de 29 de Julho no restaurante Obá. (Inclusive, acontecerá um jantar-degustação especial segundo as instruções abaixo. Vá de taxi, certo?)

A apresentação impressiona: chiles, frijoles e milho; esses são alguns dos principais ingredientes da cozinha pré-hispânica do México, que aliadas às técnicas e costumes dos espanhóis, deram origem a gastronomia da região mexicana de Oaxaca (pronuncia-se  “uarráca”).

O chef convidado, o mexicano Alejandro Ruiz  (do restaurante Casa Oaxaca, localizado no hotel boutique de mesmo nome e na cidade homônima) é especialista em moles, combinação de diversos tipos de chiles, especiarias, ervas e nozes, tudo moído e que costumam ser servidos acompanhados de alguns tipos de carne.

Além disso, “as entradas, pratos e sobremesa traçam um panorama de sabores e ingredientes originais da gastronomia de Oaxaca, região riquíssima, que reune oito diferentes micro-climas e uma imensa variedade de receitas”. Daí são citados como ingredientes do menu “hoja santa, planta de perfume enigmático muito utilizada na região; huitlacoche, a “trufa” que cresce do milho; nopalitos, parte da palma (cacto) um dos vegetais mais queridos do México; cajeta, doce de leite mexicano preparado com leite de cabra” e por aí vai.

Adicionado à conspiração, também tinha acabado de ler sobre este festival no querido suplemento  Paladar do Estadão.
E pra jogar o sapo na água, os sócios estavam na praia, e acompanhados do Gustavo.

Pronto! Foi só ligar, reservar (graças a Deus, são feitas pra qualquer horário) e surpreendentemente (gracias também ao trânsito) chegar um pouco antes do horário.

O ambiente do Obá é uma festa. Multi-colorido, alegre, alto astral; é o mínimo que se pode dizer dele.

Sentamos numa mesa redonda (facilita a comunicação, né não?) e iniciamos pedindo um espumante, o italiano Rústico Nino Franco que servido bem gelado, certamente harmonizaria com qualquer uma das especialidades que pediríamos.

Olhamos bem o menu especial (a casa continua com o seu ótimo cardápio habitual caso você não seja fã da “lerrítima” cozinha mexicana) e resolvemos todos que pediríamos somente uma entradinha, já que os pratos principais eram tentadores.
Escolhemos (com muita lógica) a  um poquito de cada (cevichito com peixe marinado com limão e abacate, abacaxi, melancia, cebola, coentro e tomate e banhado com chamoy, uma calda de tamarindo, maracujá e flor de hibisco; guacamolito com abacate, coentro, limão para comer com topopos e salsita de molcajete, molho de tomates assados, alhos, cebola, pimentas e coentro).

É uma comida, que apesar dos diminutivos, é superlativa. Contém muitos sabores e, pasmem, perfume!
Claro que conversamos muito, pois além de sermos mestres no métier, o ambiente do restaurante te induz a isso.
Era chegada a hora dos principais.

Ladies first: a Lourdes e a Dé escolheram o mesmo prato, Pavo em mole negro ou seja, peru servido com mole negro, um dos molhos mais legendários e enigmáticos do México que mistura pimentas, especiarias e chocolate acompanhado de banana da terra e arroz. É um verdadeiro passeio mexicano.

O Gustavo foi de Mole amarillo de filete de res, um filé mignon servido com mole amarelo, preparado com chile amarelo (ops) da região e com aroma de canela, manjerona e cravo acompanhado de batatinhas, vagem e chuchu. Não precisa nem dizer que não sobrou nada.

Já o Eymard escolheu o Lechon em mole verde, leitoa em mole verde, o mole mais leve e fresco feito de folhas e especiarias, servido com feijão branco e rolinho de vegetais. A mãe dele ficou contente, já que ele raspou o prato! 🙂

Eu (pra variar) testei o Pulpo em hoja santa con arroz de huitlacoche, um polvo preparado com folha santa e servido com arroz da “trufa” do milho, dois perfumados ingredientes emblemáticos mexicanos. Estava simplesmente curioso e perfeito; o arroz bem molhado e o polvo, tenro.

Pedimos uma ajuda aos universitários pra harmonização (imagine a junção dum quase arco-íris de moles, polvo, leitoa, peru?) e aí surgiu da cartola um Pinot Noir Amayna 2008 Chile que conseguiu a façanha de quase se naturalizar mexicano.

Ficamos na dúvida quanto as sobremesas. E optamos pelo esquema 5 x 3 de 1. Ou seja, 5 colheres experimentando a  mesma em 3 porções da Natilla de cajeta, um creme caramelizado de baunilha e ovos, com cajeta, delicioso doce de leite mexicano preparado com leite de cabra. Também tinha uma caldinha de maracujá por cima. Absolutamente perfeito.

Mais conversas, mais risadas, 3 cafés e estávamos preparados pra ir embora. É claro que o Hugo Delgado (chef e proprietário do Obá) e o Alejandro Ruiz vieram até a nossa mesa pra saber como estava a comida e mais claro ainda que ficaram satisfeitos ao verem todos os pratos vazios.

Portanto, recomendo a todos que conheçam esta 7ª Semana da Gastronomia Mexicana no restaurante Obá (Rua Dr Melo Alves, 205 – tel 30864774). Você não se arrependerá e melhor, se surpreenderá com o sabor marcante de tudo o que irá experimentar.
Afinal de contas, um chef que diz que “a melhor maneira de conter uma praga, é comendo-a” merece esta chance.

Adiós.

.

dcpv – paris – frança – neuvième jour – reencontrar o marais não tem preço. ainda mais junto com o pato 1109555

04/04/2102

Neuvième jour -Paris – França – Reencontrar o Marais não tem preço. Ainda mais junto com o pato 1109555.

Dia de rereencontrar o Marais.

Acordamos cedo e fomos cumprir a nossa missão de tomar café da manhã em lugares diferentes.

Hoje foi no Café de la Paix.

É um lugar velhíssimo e muito charmoso, com aura de classudo.

Pedimos petit déjeuner simples e aproveitamos a paisagem.

Partimos pro tour propriamente dito, caminhando em direção ao Marais.

Descemos a Avenue de l’Opéra

… e entramos na Rue des Petits-Champs.

Flanando deste jeito você consegue ver coisas que pacote nenhum consegue te dar.

Por exemplo, entramos no Palais Royal pela Galerie de Montpensier.

É como voltar no tempo e se sentir há duzentos anos.

Sem contar a estupenda visão da promenade do Palais.

E a galeria Vivienne, então?

Uma beleza desta incrustrada numa passagem da Petits-Champs.

Continuamos e cruzamos a Place des Victoires onde ela se transforma em rue Etienne Marcel. Passamos pela rua gastronômica de Montorgueil …

… e subimos até a rue de Bretagne a fim de conhecer o  Le Marché des Enfants Rouges.

Este mercado é muito diferente.

Não espere encontrar lá grandes bancas de frutas/verduras/peixes/afins.

Existem algumas…

..mas o forte deste lugar é a diversidade da sua gastronomia.

Lá tem muita comida étnica com bastante especiaria.

Resolvemos tomar um champanhe e comer queijos e presunto pata-negra só pra sentir um pouco mais o lugar.

E, pra variar, o resultado foi muito bom.

Continuamos a nossa missão.

Pra isso, descemos a  rue Vieille du Temple e finalmente chegamos ao centro do Marais.

Entramos em várias lojas bacanas:…

… a Bookbinders Design (onde compramos ótimos artigos de papelaria), …

Muji (uma excelente loja japonesa de porcariadas), …

Dom  (mais uma excelente do setor tranqueiras chics) …

… e Alain Mikli (a Dé quebrou os óculos dela e precisou consertar).

Também aproveitamos pra comer alguma coisa no Le Loir dans la Théière, …

… nosso velho conhecido e vizinho do apê que alugamos em 2010 (na esquina da Pavée com a de Rosiers).

Fomos frugais e pedimos comidas ligeiras.

As mulheres foram de quiche: a Lourdes de beringela

… e a Dé, de cebola com queijo de cabra.

Nós, eu e o Eymard, pedimos omeletes de ervas frescas.

Tudo muito bom e bem harmonizado com um vinho branco ligeiro e frutado.

Pagamos a conta e voltamos ao Mikli. Os óculos da Dé já estavam e compramos algumas armações/óculos de sol, além de cobiçar as nossas baguetes preferidas.

A nossa saga ainda não tinha chegado ao fim.

Demos uma passada na Place des Vosges, certamente a praça mais charmosa de Paris (veja se não?).

Ainda mais com  árvores verdejantes …

… e este montão de gente aproveitando-a.

O tour estava quase terminando, mas faltava alguma coisa muito importante e que certa e obrigatoriamente deve encerrar um passeio por este aprazível bairro: …

… uma visita a Lenôtre.

Porque ir até lá e não comer ao menos uma Millefeuille é quase uma heresia.

Pedimos as nossas quatro, comemos ali na frente mesmo e em pé (que delícia!), …

…e voltamos a loja pra pedir mais pra viagem.

Decidimos voltar de taxi, mas desviamos pro Les Deux Magots pro que, inicialmente seria um café.

Conversa vai, conversa vem e eis que mais um champagne, um Pommery, cruza o nosso caminho.

O jeito foi tomá-lo, …

… ficar como os franceses (olhando o movimento) e voltar pro hotel, já que o pato numerado nos esperava, …

… além da mudança do nosso quarto que, certamente, melhoraria os nossos 2 últimos dias na cidade-luz.

E lá pelas 21:00 hs, rumamos pro La Tour d’Argent (frize-se o bom humor dos taxistas parisienses).
Chegamos lá, subimos até o salão e fomos alojados na nossa excelente mesa com vista direta pro Sena e pra Notre Dame.

Melhor, devido ao entardecer tardio, teríamos esta visão tanto da luz do dia, como do anoitecer.

Iríamos comer os 1109555, 1109556 e o 0000001. Esta eu explico depois.

O ambiente é o mais tradicional possível.

E requintado também. Inclusive, todos os homens são obrigados a usar paletó.

A aventura começa no pedido.

A carta de vinhos parece uma daqueles livros antigos de bibliotecas. Se você for ler tudo aquilo …

Sorte nossa que o sommelier interrompeu o divertimento do Eymard e sugeriu um vinho pra harmonizar com o caneton. Era um tinto Corton Louis Jadot 1979, que veio de acordo com a sua idade, ou seja, todo maltrapilho e mofado.

Ele foi aberto e quanto mais desconfiávamos da qualidade dele, mais ele se exibia. É um grande vinho, do alto dos seus 33 anos.

Olhamos muito bem tudo em volta. O salão estava lotado. De pessoas e de tradições.

Tínhamos ainda que fechar a equação do que pedir. Até um amuse nos foi oferecido.

A Dé resolveu o seu problema ao escolher peixe (ela não pediria pato de jeito nenhum). É claro que nós três escolheríamos pato. O problema seria qual?
Após uma breve confabulação, optamos pelo tradicional.

E aí o 1109555 chegou. Era um Caneton a la Tour D’Argent com pommes sautée.

Inicialmente ele é mostrado inteiro. Logo após, é cortado e juntado ao molho que é feito com a sua própria carcaça e seu sangue, já que ele é espremido com uma prensa.

Ah! Este número é o do certificado que eles te entregam ao final da refeição. É único e significa que mais de 1,1milhão de patos foram consumidos desde a inauguração do restaurante.

E como este pato serve duas pessoas, a Lourdes escolheu o meio pato a roti. Também veio numerado (ele é o 1109556).

Já a Dé fez cara de coitadinha ao comer o seu Lote com molho de crayfish. Não que o peixe estivesse ruim, mas ela também queria um certificado! rs
Quanto aos patos, estavam todos excelentes e harmonizando perfeitamente com o vinho.

Já o nosso, num primeito estágio, foi servido em forma de magret bem rosado (entenda-se sanguinolento e suculento).

Num segundo, uma coxinha bem crocante com uma salada e um molho de mostarda.

Excelentes.

Só nos restou pagar “la dolorossa”, ir embora, admirando todo o entorno do restaurante.

E no caminho de volta pra superfície (literalmente) ainda vimos quase que um museu contando a história deste ícone da gastronomia.

Os famosos que degustaram a iguaria (calma que a nossa foto ainda não está lá!), …

… a prensa oiriginal que representa o formato como o pato é feito …

… e as suas tradições.

É uma experiência e tanto.

Finalmente, o maitre se apiedou da Dé e descolou um certificado pro peixe dela. Tudo bem que foi rasurado e escrito a caneta, mas é o raríssimo Lotte número 0000001! 🙂

Au revoir.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Premier journée – Borgonha – França – Visitamos o hospício de Beaune.
Borgonha – França – Deuxième jour – Pisando no solo do Romanée-Conti.
Troisième jour – Beaune – França – Cozinhando na Borgonha
Quatrième jour – Borgonha – França – Duvido que você conheça (ou tenha ouvido falar) de Quarré-les-Tombes?
Cinquième jour – Borgonha – França – Com minha besta, abati a Abadia de Fontenay
Sixième jour- Borgonha – França – Chablis, conexão pra Paris.
Paris – França – Septième Jour – Flanando pela cidade luz (especialmente por Saint Germain)
Huitième jour – Paris – França – Dois concertos na cidade: o da filarmônica de Berlim e o do Robuchon.
Adendo do Huitième Jour – Paris – França – O oceano na place de Ternes (by Dodô)

.

dcpv – visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

30/06/2012

Visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

Quando o Luiz Américo Camargo me ligou e falou sobre a possibilidade de participarmos (a Dé e eu) duma visita a cozinha do seu Maurizio Remmert, fiquei entusiasmado.

Afinal de contas não é todo dia que se tem contato com técnicas tão sofisticadas, curiosas e ainda mais, com o aval da melhor publicação sobre gastronomia do Brasil, o Paladar.

É claro que topamos e ficamos no aguardo da chegada da data. Seria no sábado, 30/06 e obviamente, na cozinha do apartamento do seu Maurizio.

Pois as 13:20 (horário marcado), estávamos lá. Fomos recepcionados pelo Luiz Américo, que nos levou onde o seu Maurizio nos aguardava.

Ele nos contou, com toda a sua boapracice, como construiu este verdadeiro sonho de consumo de qualquer gourmand.

E também nos mostrou a sua Ferrari. Este bólido não é propriamente um automóvel, mas uma maravilhosa máquina de cortar frios Berkel, que além de fatiar perfeitamente, é um elemento decorativo fantástico (muito mais impressionante do que uma KitchenAid vermelha! rs)

Demos uma boa olhada em tudo enquanto o Luiz Américo explicava pra todos o princípio desta visita, que faz parte do 6º Paladar – Cozinha do Brasil e iniciamos propriamente esta verdadeira aula de cultura gastronômica.

Começamos experimentando deliciosas verduras desidratadas (todas cortadas finamente e colocadas num desidratador por aprox 10 hs)…

… além da salumeria milimetricamente cortada na Ferrari.

Ah! Comemos o nosso cardápio (sim, ele era comestível e tinha, digamos, um gosto de hóstia).

Tomamos um champagne, o Larmandier-Bernier, que caiu muito bem com o calor reinante.

A próxima amostra seria uma pizza. Mas como? Pizza?

Isto mesmo. Uma pizza com uma massa muito leve e grossa, além duma cobertura com tomates muito frescos e uma mozzarella bastante saborosa.

Ah! O professor nos ensinou a fazer uma água de fumaça, que acrescentada à massa, daria o sabor de lenha dum pseudo forno movido a ela (note que a pizza foi assada num forno combinado e a massa, feita num Thermomix, o famoso Bimby)

Louve-se que o seu Maurizio provou ser um verdadeiro mestre. Não economizou em nos mostrar todos os segredos, …

… e, inclusive, preparou na nossa frente, o Creme de Cherne que seria servido em seguida.

Caldo e carne do peixe são triturados num Thermomix (acho que agora eu vou aprender a usar o meu), junto com batata, azeite, tomate concassé, alho e finalizado com uma porção generosa de coentro.

Uma verdadeira delícia, …

… ainda mais acrescida a harmonização do vinho branco italiano, o Mandrarossa Urra di Mare 2011 Sicilia.

Neste momento, o mestre nos levou pra conhecer a cozinha fisicamente.

E é incrível. Ele tem equipamentos de altíssima tecnologia (fornos combinados, …

… placas cerâmicas, grelhas, …

Pacojet, …

… e até geladeiras …

… e fogões! 🙂

Mas o mais bacana é que ele os utiliza pra obter uma comida saudável e ultrasaborosa.

Cá pra nós, ele tem o que podemos chamar de Disneylândia das cozinhas.

Sem contar que o quarto da famosa Raimunda, a auxiliar dele, foi transformado numa adega dos sonhos (foram vários os pedidos de casamento dos presentes. Ela recusou todos!).

Refeitos do nosso (positivo) choque, voltamos a nos sentar pra experimentar uma Pasta Freda com Pomodori e Cipolle.

Este foi mais um prato que o seu Maurizio (leia-se Mauritzio) fez questão de nos mostrar como se faz: no caso dele, as cebolas foram cozidas em baixa temperatura e juntadas a tomate concassé (eles foram salgados e amolecidos), azeitonas pretas, alcaparras, orégano fresco e massa italiana cozida e resfriada com água gelada (este detalhe é importante).

E após esta demonstração, partimos pra degustação propriamente dita.

Mais uma delícia italiana (puro corporativismo, nosso e dele).

Como principal (sim, ainda tínhamos um principal) um Salmão.

E num formato diferentão.

A parte mais nobre dele foi cozida a vácuo em baixa temperatura num termocirculador …

… e servida com uma quenelle de batata e rúcula, além dum caldo de cabeças de salmão defumadas (este a Dé simplesmente adorou).

Você consegue imaginar o quão saboroso resultou este prato? O salmão conservou todos os seus sabores e sumos e ainda por cima, foi finalizado com a chama dum maçarico.

Acompanhamos com um vinho branco especial, o italiano Fiorduva Costa d”Amalfi 2009.

A tarde estava terminando e nós continuávamos embasbacados com o entusiasmo do nosso anfitrião. Como não somos de ferro, esperávamos ansiosamente pelas sobremesas.

Com o auxílio do Pacojet, o seu Maurizio fez um sorbet de gengibre que deixou todo mundo maravilhado.

Esta máquina funciona como um daqueles processadores de mão, só que o resultado final é de uma cremosidade ímpar.

Pense em suco de uva branca, peras, gengibre e mel processados, congelados e transformados?

E pra dar um up, algumas gotas de Noilly Prat!

Como co-sobremesa, uma tartine de uva e goiaba.

Que são simples quadrados de massa folhada cobertos com duas fatias de goiaba vermelha, 2 bagas de uva branca cortadas ao meio levados ao forno até ficarem crocantes. Polvilhe açúcar orgânico e sirva.

O mais incrível é que o seu Maurizio ainda nos serviu um excelente vinho francês de sobremesa, um Sauternes.

Resumindo toda esta experiência e do alto das inúmeras aulas de culinária que fizemos até hoje, chegamos a conclusão que esta foi incomparável.

Primeiro, pelo entusiasmo que o seu Maurizio e sua equipe demonstraram. Foi simplesmente contagiante.

Segundo, pela oporgunidade de conhecer tantos equipamentos e melhor, a sua utilidade (a minha lista de presentes de aniversário certamente aumentou).

Terceiro, por experimentarmos uma comida saudável, saborosa e leve.

Finalmente, por conhecer pessoas tão bacanas (em especial, o Acácio e esposa) que tornaram esta tarde tão agradável.

Agradecemos, portanto, ao Luiz Américo Camargo (sem sombra de dúvida, o melhor crítico gastronômico do Brasil) e ao Paladar, um suplemento do Estadão que sou um fã contumaz.

Até a próxima (e espero que seja breve).

.


É só inserir o seu email, clicar no botão "Seguir" e a cada novo post publicado aqui, você receberá uma mensagem com o link. É fácil, qualquer criança brinca, qualquer criança se diverte! :)

Junte-se a 644 outros seguidores

Comentários

Blog Stats

  • 1,356,047 hits
julho 2012
S T Q Q S S D
« jun   ago »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Arquivos

Atualizações Twitter