Arquivo de agosto \30\UTC 2012

dcpv – comidas de boteco carioca, ops, do aconchego carioca

08/07/2012

Comidas de boteco carioca, ops, do Aconchego Carioca.

Quando recebi um email da Escola Wilma Kovesi informando sobre uma aula intitulada “Comidas de Boteco Carioca“, fiquei mais do que interessado.

Afinal de contas, já tinha ouvido falar (e muito bem) dos “quitutes” (ê, Gabriela!) que a Kátia Barbosa faz lá no bar dela, o Aconchego Carioca, obviamente localizado no Rio de Janeiro.

Pra melhorar as coisas (se que isso poderia acontecer), o menu todo era interessante e inusitado: bolinho de aipim com bobó de camarão, bolinho de feijoada, jiló marinado em ervas, frito e servido com queijo e torradinhas e pudim de cachaça, feito com tapioca, leite de coco e melado.

Me diz se isso não é coisa pra deixar qualquer um curioso, ainda mais sabendo que o top do top da Kátia estaria ali?

E como as aulas no WK  são sempre instrutivas, participativas e degustativas, a certeza de puro divertimento era garantida.

Chegamos lá no horário (19:00hs) e a aula estava começando. Justamente pelo danado do bolinho de feijoada.

Este é um daqueles em que você pensa do “porque eu não tive esta idéia antes?”
Afinal de contas fazer um bolinho em que a massa dele é uma mistura processada de feijoada (seja feita na hora, seja aquela bem temperada que está no freezer) com farinha de mandioca fina (não torrada) e ainda por cima, recheada com couve e bacon, não é fantástico?

Depois de modelados, vocês os passa em farinha pra empanar (pode ser Yoki. Sem piadas  de humor negro, por favor!), coloca uma colher de sopa de polvilho azedo (este é um pulo do gato) e congela!

Porque pra serem fritos e degustados, eles tem que obrigatoriamente serem congelados.

Aí foi só experimentar e acompanhar com uma boa cervejinha.

É, a noite prometia.

Na sequência, mais um bolinho (contrariando aquela famosa personagem da novela, é bolinho, sim).
E desta vez de aipim com bobó de camarão.

Começa que o bobó da Kátia é uma delícia (a Dé vai incorporar esta receita ao menu lá de casa), além de ser moleza de fazer e extremamente saboroso. Basta dourar um pouco de alho (ela detesta receitas precisas) em azeites de dendê e de oliva, acrescentar camarão cinza médio limpo e quando estes estiverem rosados, juntar tomates, pimentão vermelho e cebola picados, além de um pouco de caldo feito com cabeças de camarão.

Acrescente um pouco de purê de aipim (a famosa mandioca), leite de coco, tempere e salpique coentro.

Pronto! “Sai um bobó no capricho!”

Melhor que isso, só fritando bolinhos de mandioca (ela, cozida, espremida e misturada à ovos, na proporção de 1 kg pra 1 ovo), creme de leite e um pouco de manteiga.

A combinação dos dois, bobó recheando o bolinho cortado ao meio, resultou sensacional.

Ainda tínhamos mais uma receita salgada pra aprender. E esta é bem curiosa.

A simpaticíssima Kátia nos ensinou a fazer Jiló marinhado em ervas, frito e servido com queijo e torradinhas.

Este prato é chamado de Jiló do Claude (é aquele, o Troisgros). E o nome da receita é praticamente auto-explicativa.

Corte os jilós em rodelas finas e deixe de molho em água com sal por uns 20 minutos.

Frite-os pouco a pouco e dos dois lados, no azeite. A cada remessa, coloque tomilho e alecrim frescos, aceto balsâmico, mel e pimenta rosa.

Sirva com torradas e queijo de cabra. Pra comer como a Kátia indica, você tem que passar o queijo na torrada e colocar o jiló marinado por cima. Como uma bruschetta carioca.

Faltava a sobremesa. E como a conversa é sobre botequim, ela só poderia conter cachaça.

É um verdadeiro pudim de pinga (sem trocadilhos). Na verdade, uma massa formada por tapioca hidratada com leite e leite de coco, ovos, leite condensado (bem diet, não?), cachaça, açúcar, coco ralado e colocada no forno numa forma untada com melado de cana.

Bom, né?

Imagine, então, com uma calda formada por cachaça e melado  diluídos? Um manjar (sic).

Como estava escrito no email, “em aula, ela vai  falar da cultura do boteco carioca, contar como as pessoas se comportam em relação a esta cozinha, de seu processo criativo, das suas peripécias ao lado de Claude e Pierre Troisgros e outros cozinheiros … além de um bom papo.”

É claro que foi tudo isso mesmo. E a dupla Kátia/Betty, ainda nos ofereceu uma degustação de várias cervejas harmonizadas com os quitutes (só faltou aparecer o seo Nassib, “moçu bunitu“, por lá).

Aula terminada, conhecimentos aumentados, altos papos; enfim, todo o WK ficou com um ar de botecão.

Só nos restou esperar ansiosamente a inauguração do Aconchego Carioca na Paulicéia (e que será em breve) pra entrarmos novamente no clima.

Até.

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dcpv – dia cinco – florida – la donna è mobile em miami?

08/07/2012

La Donna è Mobile em Miami?

Acordamos no horário habitual pra darmos a nossa também habitual caminhada pelo walk de Miami Beach.

Partimos pra verificar a quantas anda o mercado orgânico da Lincoln Road.

Portanto, fomos até a 16th e entramos neste shopping a céu aberto.

Louve-se que por aqui, nada parece funcionar antes da 10:00 hs.

Ou seja, o mercado (se é que podemos chamar assim algumas barraquinhas com bons produtos?) ainda não estava aberto.

Andamos por toda a rua e optamos por tomar café no Van Dyke.

Croissants, rosquinhas, frutas, granola, enfim consumimos tudo o que precisávamos pra acordar bem abastecidos. Até o famoso e figurinha carimbada Romero Britto  nós vimos.

Voltamos pro hotel e a “lua” já estava ardendo.

Iríamos aproveitar o tempo e dar uma passada na Collins Avenue, …

… com as suas lojas de rua muito boas (Sephora, Gap, Banana Republic, etc).

E bem brevemente, pois tínhamos comprado ingresso pra assistir a Madama Butterfly no Colony Theatre.

É claro que é uma versão, digamos, light da famosa ópera, mas não deixou de ser bem interessante assistir ao espetáculo em plena Lincoln Road.

Como eu tinha comprado os ingressos pelo Ticketmaster, só tive o trabalho de chegar mais cedo e trocar o voucher.
Feito isto, fomos procurar um lugar pra almoçar rapidamente nas redondezas e encontramos o Quattro, um restaurante italiano de responsa.

O tempo até o início da ópera era curto, então optamos por comer duas saladas e beber 2 taças de vinho.

A Dé foi da indefectível Caprese

… e eu, numa Panzanella, aquela salada de pão com um montão de legumes, camarões e muito azeite.

Tomamos duas taças dum Vermentino Antinori e estávamos prontos pra assistir ao espetáculo.

Antes de mais nada, louve-se a idade média dos participantes, que deveria ser uns 80 anos (contando com a nossa contribuição pra derrubar este número).

Eu mesmo cruzei com alguns velhinhos que perguntavam: e aí, garoto? 🙂

A montagem é um pouco “poverella”, mas a performance da carioca Daniella Carvalho no papel título, a Cio-Cio San é notável.

Se eu soubesse que era tão divertido, teríamos ido antes.

Ao final, aproveitamos a localização pra dar mais uma boa olhada nos lojinhas da vizinhança.

Retornamos ao hotel, suspirando pelo jantar.

Afinal de contas, iríamos ao nosso chinês queridinho, o Hakkasan, uma filial dum famoso restaurante londrino.

Ele fica no hotel Fontainebleau (ex-Hilton) e que voltou a ser uma potência miamística.

Tudo acontece por aqui, especialmente no bar, que é incrível.

Chegar ao restaurante é sempre um choque.

O ambiente é muito excêntrico e a decoração, o que poderíamos chamar de neoasiática.

Tem mais; invariavelmente, as atendentes são bastantes simpáticas e não te deixam errar o pedido. Foi o que aconteceu conosco.
Como entradas, pedimos um mix de Dim sum

… e Camarões laqueados com lâminas de amêndoas.

Ambos além de bonitos, deliciosos.

Acompanhamos com duas taças do champagne Louis Roederer (uma homenagem aos nossos sócios).

Dividimos um principal, o Red Snapper, um peixe macio, cozido no vapor e com um molho apimentado de fazer qualquer um suspirar.

Ah! Esqueci de falar sobre o arroz com ovo e um toque de shoyo. Que espetáculo!

Ainda mais acompanhado por duas taças dum Chardonnay Far Niente da California.

Uns críticos gastronômicos escreveram isso sobre o restaurante na última vez que estiveram lá (repare os ares premonitórios): O chefe Alan Yau é poderoso! Ele emplacou o restaurante chinês dele, o “michelado” Hakkasan como um dos 50 melhores do mundo (o 36º) segundo a revista Restaurant. Esta lista é questionável, eu sei, mas os bambambans (Ferran Adriá, a esquadra espanhola, o Alex Atala, etc) estão todos lá!
Enfim, o Hakkasan é aquele lugar especial que você guarda pra situações homônimas.

See U.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.

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dcpv – iud ou restaurante dui?

15/06/2012

Iud ou  Restaurante Dui?

Até.
Estávamos hoje cedo, domingo, eu e a Dé conversando, enquanto andávamos no Parque do Ibirapuera, o quão legal tinha sido o jantar de ontem  a noite.

Fomos ao Dui, o restaurante da Bel Coelho, que fica na Al Franca, 1590.

O lugar é muito bacana, com pouca luz (daí as fotos um tanto quanto amareladas), bonito e muito, mas muito reconfortante.

Terminamos tudo com cafés bem fortes e sobremesas muito boas, como sempre, no esquema 2 pra 3 colheres.

Uma, Creme de café com doce de leite, café, paçoca e espuma de chocolate meio amargo

… e a outra, salada de frutas assadas na lenha, geléia de rosas, sorvete de jamim e caramelo de pimenta rosa.

Falamos um tempão sobre tudo (negócios, ISBSB, fofocas, etc) e enquanto isso, discutíamos como foram bons os pratos principais.
O Eymard pediu uma especialidade da casa, o robalo crispy com molho de castanha de caju e pupunha assada.

A Dé escolheu um gnocchi de abóbora com castanha do Pará, molho de cogumelos Paris, alho porró, queijo Serra da Canastra e rúcula.

Eu, aproveitei a onda de quebra de “paradigmas” (acho muito bom este termo tecniquês! rs) e fui numa arraia (quem passa por aqui, sabe que eu não gosto) na folha de bananeira com purê de  banana da terra (também não gosto muito) com farofa de farinha d’água e molho de coco (estes, eu gosto).

Todos os pratos estavam muito bons, com bastante crocância e flertando com uma culinária agridoce.
Um pouco antes tínhamos pedido um vinho do Vale do Loire, o Vouvray Guy Saget 2010 com características muito particulares: um fundo doce/salgado tudo a ver com a comida que foi servida.

Antecedendo isto tudo, escolhemos uma mesa na parte aberta do restaurante que é quase que um quintal, com bonitas árvores e um competente couvert.

Pra variar, o Eymard já tinha chegado e estava sentado no bar tomando um martini, quando nós aportamos no Dui, após fazer uma reserva pras 20:30 (pô, Bel, vê se libera as tais pra depois deste horário).

Segundo o I Ching, Dui significa “alegria”, “conversa prazerosa”, “convivência à mesa”.
Acho que praticamos tudo isso e melhor, simultaneamente.
Mesmo que do fim pro princípio.

Oi.

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dcpv – comida? pra que precisa? ou seria restô d’ontê?

número 320
08/05/12

Comida? Pra que precisa? Ou seria restô d’ontê?

Era uma daquelas noites pós-retorno de viagem de viagem.

A inspiração não vinha e muito menos a vontade de fazer qualquer coisa. Sabe quando você fica esperando, por exemplo, uma ligação do Mingão informando que não virá?

Ainda mais sabendo que o Déo estaria no Pará.
Lá pelas quatro da tarde, recebo um telefonema do Mingão perguntando se teríamos “a função”.

Pensei bem e respondi que sim. Não tinha bolado nada, mas daria um jeito na hora. Quem sabe um lanchinho chic, escolhendo algumas coisas da despensa e outras que trouxemos na mala?
A coisa melhorou (ou piorou?) quando o Déo me ligou também dizendo que tinha voltado (e que trouxe um licor de Flor de Jamburana??).

Pronto, estávamos com o time completo e pra aproveitar a oportunidade, escarafunchei todos os ingredientes disponíveis.

Eis o resultado.

Entrada – Minestrone italiano.

Esta foi fácil. O tempo pedia (muito frio) e nós tínhamos comprado uma daquelas misturas secas na feira do Campo de Fiori.

A Dé vibrou e foi só seguir as instruções da embalagem. Misturei o conteúdo com caldo caseiro de galinha.

Deixei ferver e juntei uma pouco de carne moída pra dar “sustância”. Cozinhei mais um tempo em fogo baixo e temperei com pimenta e sal.

Ficou reconfortante e muito bom. Apesar do sabor um pouco acentuado de carne, todos adoramos (Dé inclusa).

Também aproveitei a baguete que trouxemos de Paris, gratinei com um bom pedaço de gruyere e adicionei a tudo.

Muito bom mesmo.

Pra melhorar mais um pouco, comemos umas torradinhas com um excelente bloco de foie gras.

E acompanhamos com um  bom vinho tinto português, o Syrah Artefacto 2010 do Alentejo que foi “thiaguinho, mi dishcupe, tok&stock, artemis” segundo nós, os arrumadores de malas.

Principal – Pasta com molho de amêijoas.

Simplicidade era o meu nome nesta noite.
Portanto, abri duas latas de tomate pelado, refoguei numa panela com cebolas …

… e juntei duas latas de amêijoas chilenas de altíssima qualidade.

Cozinhei dois tipos de pasta, sobras de pacotes na despensa …

… e misturei ao molho.

Pronto!

Uma comida quente e reconfortante; era tudo que precisávamos.

Tomamos mais um vinho português do mesmo produtor, o reserva Artefacto 2010, que achamos “uótimo, breton, franco-luso, ardente” e continuamos a conversa.

Estávamos com saudades dos nossos papos.
Afinal de contas, fazia mais de um mês que não nos víamos.

Sobremesa – Panetone com creme inglês.

A receita é facílima. Pegue um panetone bacana com gotas de chocolate ganho no Natal.

Junte um creme inglês feito em 7 minutos na Bimby. Taí uma boa sobremesa! rs

Eis a opinião dos saudosos confrades:
Sobras? Não, inteiros. Muito bom mesmo! (Edu)
Volta triunfal!! (Mingão)
Excelência na simplicidade! (Deo)

Bom, e o que sobrou desta reunião? O de sempre.

Que  a melhor coisa a se fazer quando se tá desanimado, é justamente o contrário da provável primeira atitude.
Vença o desânimo e o cansaço, e faça o que deve fazer.

Imagine só se perdêssemos esta magnífica noite só por falta de inspiração?

“Hasta la pruêssima”.

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dcpv – dia cuatro – miami – florida – casa minha, casa nossa, casa tua

07/07/2012

Miami – Flórida – Dia cuatro – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.

Sabadão de sol em Miami Beach.

O que fazer? Curtir a praia, claro?

Claro que não. 🙂

Fomos andar logo cedo e em direção a Ocean Drive.

Incrível como é interessante ver todos aqueles prédios juntos formando o maior conjunto Art Deco do mundo (é isto mesmo?).

Tomamos um café da manhã da Starbucks da própria Ocean Drive …

… e retornamos pelo mesmo caminho, ou seja, pela trilha que margeia a praia.

É bacana olhar toda aquela fauna que se preocupa com o corpo (a Dé costuma dizer que se vê por aqui as pessoas vestindo todas aquelas roupas que você vê nas lojas e pensa que ninguém irá comprar!).

Demos uma breve descansada e fomos andando até a 17th.

Tínhamos uma visita marcada na New World Symphony, aquele prédio bonito projetado pelo Frank Gehry e que gerou uma praça mais bonita ainda além de ser uma ótima escola de música.

Éramos em 10 pessoas (o tour é feito só por reserva e pela internet).

A nossa guia, a simpática Bella (ela é a cara da Dercy Gonçalves!) nos explicou todos os detalhes do projeto e como funciona a fundação (detalhe: ela é apaixonada pelo Bill Clinton, desde que o viu pessoalmente).

Iniciamos pelo lobby (tudo foi desenhado pelo canadense Gehry) …

… e até as cadeiras do Guggenheim estavam lá.

O local tem um teto ondulado de titânio (marca registrada dele) …

… e a sala de espetáculos propriamente dita é um desbunde.

Ela foi projetada pra que a acústica …

… e o conforto sejam os melhores possíveis.

Até o elevador é personalizado …

… e te leva pra cobertura, onde existe um jardim …

… e vistas fantásticas da cidade.

Recomendamos muito o passeio …

… e ele dá uma visão muito mais cosmopolita da cidade.

Saímos dali pra dar mais uma passada no hotel (o calor estava desértico) …

… e zarpamos pro shopping mais chic da cidade, o Bal Harbour.

Olha, qualquer semelhança do projeto dele com o do Cidade Jardim não deve ser mera coincidência.

Dá o maior barato ir lá só pelo visual.

O que dirá fazer algumas compras, né Dé?

Como estávamos com fome, aproveitamos pra almoçar no lugar mais recomendado do shopping: o restô Carpaccio.

E em homenagem ao nome, pedimos os próprios.

Um de salmão pra Dé …

… e outro de carne pra mim. Ambos com rúcula, tomate e parmeggiano.

Muito bons (e enooooormes). Pedimos duas taças dum vinho branco italiano e incorremos no erro de acatar a sugestão do garçom quanto ao principal.

Dividimos um imenso talharim com frutos do mar que tanto não agradou, que a Dé nem tirou fotos. rs
Como a Re veio passar um final de semana na cidade com alguns amigos (o Rafa e a Mafê), marcamos de nos encontrar no próprio shopping.

Foi uma festa e combinamos de tomar uns bons “drinque”, no nosso hotel, o W.

Fomos ao bar e adivinhem se não vimos mais um  casamento? (indiscreta, a Dé!)

Experimentamos vários coquetéis de champanhe, …

… aproveitamos pra mostrar o nosso quarto …

… e especialmente a vista pra eles.

Como tínhamos uma reserva no nosso restaurante italiano preferido de Miami Beach, o Casa Tua (esta foi a terceira vez que fomos lá. Veja a primeira e a segunda), nos despedimos deles.

Pra  variar e na correria, chegamos no horário.

Fomos alojados numa mesa externa; ótimo pro calor intenso que estava fazendo.

Incrível como o Casa Tua permanece sendo uma ilha italiana no centro de South Beach.

Todo mundo fala italiano e a ambientação te transporta pra qualquer cidadezinha de lá. O lugar só tem um impecilho pra nós, blogueiros gastronômicos: é escuro pra dedéu e pra tirar fotos decentes,você tem que rebolar.

Começamos tudo com os ótimos pães e dispostos a não repetir o erro do almoço, ou seja, pedir demais.

Resolvemos dividir uma burrata como entrada, com saborosos tomates multicoloridos.

A De repetiu o prato dela da última vez, o trofie com pesto genovês e aspargos verdes

…e eu, escolhi o Orechiete com camarões, mariscos, mini-brocolis e tomates. Ambos ótimos e al dente, conforme o regulamento.

Um vinho da região de Friuli, um Malvasia nos acompanhou muito bem.

Como pedimos corretamente, nos permitimos experimentar uma sobremesa, o Sfogliatelle de Maçã com Sorvete de Baunilha.

É claro que o resultado final, aqui no Casa Tua, é sempre o mais positivo possível.
É um lugar pra se vir várias vezes (e olhe que nem fiz o meu trocadilho preferido com o nome do restaurante).

See U.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.

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dcpv – isbsb – brasília – experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor! (by Drix)

final de semana em Brasília
22 a 24/06/2012

ISBSB – Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… Ou, como ser um bom professor! (by Drix)

Aprender é muito mais do que uma apropriação dos saberes acumulados da humanidade. E educar, nas palavras de Leonardo Boff, é ajudar na formação de seres humanos para os quais a criatividade, a ternura e a solidariedade sejam ao mesmo tempo desejo e necessidade. É fazer experiências de aprendizagem pessoal e coletiva. É isso que me encanta na educação. É isso que o ISB tem sido para mim: experiências de aprendizagem pessoal e coletiva. Desde aquele primeiro ISB em São Paulo, quando nos materializamos, venho aprendendo coisas…

Aprendi que podemos conhecer amigos de infância aos 50 anos. Não conhecia Sueli e Jorge e fui recebida por eles, no aeroporto de Brasília, com a certeza de que reencontrava velhos amigos. Não conhecia Lourdes e Eymard e sentei-me à mesa com eles com a certeza de que jantava com velhos amigos. Não conhecia Renata, Débora e Edu e fui ao show de Jorge Drexler com eles com a certeza de que me divertia com velhos amigos. Não conhecia Regina e Mingão e os abracei com a certeza de que abraçava velhos amigos. Só “conhecia” Déo e um dia, em uma de minhas viagens, lhe escrevi um cartão postal com o prazer que escrevo para velhos amigos. E ai tudo começou…

Não nos descobrimos antes por falta de oportunidade, mas certamente o carinho e o desejo de estar junto teriam se manifestado tivesse esse encontro acontecido nas décadas de 1970, 1980, 1990… Mas já naquela época, pensar em fazer parte de um grupo de chefs e apreciadores de vinho seria inimaginável. Naquela época já elegera o filet a milanesa como meu prato preferido. Não me lembro se já tinha me rendido à coca-cola, mas vinho – e qualquer outra bebida – eu “já” não bebia.

Aprendi que a escolha de um vinho envolve um desafio interessante. Vinho e comida devem se completar, um realçando as qualidades do outro. Essa combinação pode se dar por contraste ou similaridade. Chamam esse processo de harmonização. Como na vida, harmonizar pode não ser fácil. Como as pessoas, os vinhos podem ser secos ou suaves, jovens ou maduros, encorpados (existe vinho magro?), Podem também ser frutados. Nada disso diz muito para mim (com relação aos vinhos e não às pessoas, claro), mas como me divirto a cada brinde! Certamente já experimentei mais vinhos do que muitos apreciadores dos mesmos. Mas não desisti: ainda encontrarei um que não me trave a mandíbula (seria sacrilégio esse comentário?). Esse aprendizado continua…

Mas nesse último ISB, novamente em Brasília, o destaque, no meu olhar para nosso almoço, foi perceber que Edu fez de nossos encontros deliciosas aulas sobre o prazer de cozinhar. Não é novidade para ninguém que Jorge, Eymard, Regina e eu sempre nos destacamos na turma pela falta de conhecimento culinário. Mas aos pouquinhos, sem que a gente percebesse, as lições iam chegando. Misturar farofa, fritar bacon, bater bifinhos, despejar ingredientes na panela, mexer a cebola, acrescentar água, pegar folhas de manjericão, bater ovos, cortar tomates… Isso sem falar na aula de como fazer massa. Assim, sem medo de que os alunos estragassem o prato, com palavras de incentivo a cada simples gesto, professor Edu foi nos envolvendo com seu entusiasmo.

A cozinha da casa de Lourdes e Eymard foi testemunha do resultado de nossas experiências de aprendizagem pessoal e coletiva. Logo na chegada, uniforme e material para todos. Delicadeza dos donos da casa. Eymard, o mais estudioso – e com a ajuda de uma professora particular – estudou e preparou-se antes. Mas não por medo de errar. Pelo prazer de aprender. É assim que deve ser.  Jorge já transita com desenvoltura pelo espaço. Domina fogão e pia. Faz a lição do começo ao fim! Eu, bem, eu, com a sorte de ter mais uma professora presente em sala naquele dia, aprendi a fazer dois tipos de omelete. Difícil dizer qual foi o melhor (e esse não é um comentário mineiro… os dois estavam mesmo deliciosos). Confesso aos professores que já refiz o exercício com certa desenvoltura. Acho que receberia nota oito. Acertei no sabor, mas preciso treinar um pouco mais a virada dos ovos.

Desde a primeira viagem, desejo da então estudante de Arquitetura, voltar a Brasília é sempre um prazer. Não me canso de admirar o concreto que deu forma ao sonho de Lúcio Costa e Niemeyer. Concreto adornado com a sensibilidade, a delicadeza e as cores de Marianne Peretti, Ceschiatti, Bruno Giorgi, Athos Bulcão, Burle Marx.

Jantar no Grand Cru foi perfeito. Lugar reservado para nosso grupo, o que nos deixou mais à vontade. Minha massa estava deliciosa. O começo não poderia ter sido melhor (apesar da demora no check inno hotel por problemas na reserva). Adoro o Pontão do Lago Sul e seus restaurantes com vista para o Lago Paranoá. Não seria diferente com o SOHO, escolhido para nosso jantar de sábado. Adorei o lugar. Confesso que não estava muito bem naquela noite e surpreendi até a mim mesma: escolhi o prato infantil. Para o almoço de domingo novamente um ambiente exclusivo para nosso grupo, que ganhou a companhia de Gustavo e Karina, filho e nora de Sueli e Jorge, que moram em Fortaleza. Novamente um lugar super agradável, o Oliver, com uma paella que deu água na boca. Mas não resisti ao bacalhau que estava divino. Belas escolhas dos amigos de Brasília.

O city tour de sábado pela manhã seria especial, para Regina e Mingão, que infelizmente não puderam ir.  Decidiu-se então por lugares que Edu e Dé não conheceram no primeiro ISB. Iniciamos pela Catedral, para mim, um dos mais belos projetos de Niemeyer. Impossível descrevê-la e o que sentimos quando nos deparamos com seu interior. Aproveitamos a oportunidade e participamos da visita guiada do Palácio Itamaraty, para mim o mais bonito dos palácios, principalmente à noite, quando parece flutuar. Por fim, o Teatro Nacional que me lembra a Huaca Huallamarca, em Lima, e tem um lindo foyer. No domingo pela manhã fomos conhecer a nova torre de TV Digital, também projetada por Niemeyer, e de onde se tem uma linda vista de Brasília.

Um novo ISB, novos sabores, o mesmo encantamento com Brasília, os mesmos sentimentos de alegria e prazer pelo reencontro.  Mas desde o momento que comecei a escrever esse post, um desafio precisaria ser vencido: falar do almoço de sábado. Bem… Foi perfeito na hospitalidade, na harmonia, no bom humor, na alegria, nas novas experiências de aprendizagens e nas gougères! Estavam deliciosas! Adorei! Precisa dizer mais? ;- )

Acompanhe o relato dos 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia  – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.

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dcpv – michel + michel = um ótimo jantar

número 323
24/07/2012

Michel + Michel = Um ótimo jantar.

O Michel Kodhair, chef e mestre em gastronomia é uma figurinha fácil aqui no dcpv.

Fizemos, há um tempão, conjuntamente, o  16º inter blogs em que ele nos ensinou a manejar corretamente uma wok e …

… ele também compareceu junto com a esposa, a Marina,  no 30º, o Cuecas (literalmente) na Cozinha do dcpv, do Alessander que foi devidamente “executado” lá na praia.

Daí pra frente, trocamos alguns emails regularmente e sempre planejávamos uma nova visita dele à nossa oficina central na grande FV.

Marcamos e desmarcamos um montão de vezes. Algumas, ele não podia.
Outras, a turma não estaria completa.

Eis que finamente os planetas entraram em alinhamento.
A Dé e eu estaríamos em casa (nada de viagens! rs); o Déo escapou do isolamento nortístico do Pará; o Mingão não tinha que dar plantão na Penitenciária (calma, pessoal. É no consultório dentário de lá).

E o Michel estaria livre.

Pronto! O  nosso transfer (mais conhecido como Carlão) foi buscá-lo na estação mais famosa do metrô paulistano, a Corinthians-Itaquera. E as 19:30 hs (em ponto), o chef aportou na nossa cozinha.

Estávamos prontinhos pra aprender mais um montão de coisas, além de ter o prazer de comer toda a lição e dar o pontapé inicial (ainda sem o Mingão) com um ótimo espumante Miolo.

Vamos lá!

Entrada –  Velouté de maçãs verdes e papoulas.

Ingredientes – 2 maçãs verdes, 120g rabanete, 200g batatas, 600 ml caldo de legumes, 70g creme de leite fresco (em média), 04 ml óleo de amêndoas, 02g de sementes de papoulas,  sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo – Cozinhar os legumes, sem casca e cortados em cubos no caldo de galinha até que estejam macios.

Processá-los com o creme de leite. Se necessário, adicionar mais caldo para obter uma consistência de um velouté.

Ajustar os temperos e servir com um fio do óleo de amêndoas e as sementes de papoula.

Sirva em potinhos bacanas.

Nós servimos em potinhos bacanas, né, Michel?

Bom, é claro que eu comecei o mis en place um pouco antes do chef chegar. Deixei as maçãs, os rabanetes e as batatas descascadas …

… e cozinhando no legítimo caldo de legumes, que a Flora fez.

Aproveitamos o meu Thermomix pra processar tudo e deixar o velouté pedaçudinho e quente.

Aí foi só servir e nos deliciarmos com este creme saboroso e surpreendente.

Taí um prato pra se fazer em casa e especialmente, num dia quente.

Harmonizamos com um branco brasileiro e conhecido, o Da’divas Chardonnay da Lídio Carraro que foi “replay, khod’air, no ponto, nababesco, miclelesco”, segundo os discípulos khodairianos.

Principal – Posta de bacalhau com batata serrote e champignon de paris sautée (1 porção)

Ingredientes : 1 posta de bacalhau dessalgada, 1 batata média, 05g manteiga amolecida, 05 ml azeite de oliva, 1 dente de alho inteiro, 50g cogumelos diversos, 40g tomates-cereja, tomilho, orégano, sal e pimenta do reino a gosto.

 Modo de preparo – Faça vários cortes na vertical na batata, sem fatiá-las totalmente. 

Regue-as com azeite, sal, orégano, pimenta e tomilho. Leve para assar a 210ºC até o ponto comível.

Tempere as postas de bacalhau a “la vonté”.

Sele-as em uma frigideira bem quente e reserve.

Adicione os dentes de alho no mesmo azeite e doure levemente, retire-os e acrescente os cogumelos e salteie rapidamente; em seguida os tomatinhos cortados ao meio. Ajuste o sal e a pimenta.

Troque a batata pelo bacalhau no forno, para finalizar a cocção rapidamente.

Tapenade de azeitonas pretas

Ingredientes– 300g azeitonas pretas, 10 ml de azeite, pimenta caiena, sal, pimenta do reino.

Modo de preparo – Retire o caroço das azeitonas (se houver) e bata-as no mixer até formar um purê. Leve ao fogo baixo e ajuste os temperos.

Se necessário, ajuste a consistência da tapenade com azeite. 

Taí mais um prato consistente e de alguma forma, surpreendente.

Consistente pelo bacalhau que foi dessalgado, cozido ligeiramente num caldo de legumes …

… e frito no azeite dos dois lados, até dourar.

Um dos segredos da guarnição é justamente fritar os cogumelos Paris partidos ao meio numa frigideira bem quente e a medida que for vertendo água, jogá-la fora.

O resultado são surpreendentes cogumelos bem dourados e extremamente crocantes.

A seguir e na mesma frigideira que fritou os cogumelos reservados, doure os tomates-cereja cortados oa meio.

Junte os dois e reserve.

A tapenade não teve segredo, a não ser o corte cirúrgico do Deo a fim de retirar os seus caroços.

E a batata judiou dos nossos estômagos! Ela é uma verdadeira descoberta.

Os passos da receita foram seguidos a risca e o que se viu (e se provou) foi um tubérculo totalmente crocante por fora e muito macio (quase um purê) internamente.

Esta eu considero imperdível a sua reprodução em qualquer refeição.

O prato ficou harmonioso, com ressalva pra alguns pedaços do bacalhau que ainda estavam um pouco salgados. Mea culpa e uma boa desculpa pra se tomar mais vinho! rs.

Que foi um tinto português e cheiroso, o Vinha do Bispado Douro. Nós, os alunos, o achamos “divino, mucoso, rolim arns, perfeitaço, coerente”.

Sobremesa – Morangos  com aceto e mascarpone (1 pessoa)

Ingredientes – 6 morangos frescos, 60g mascarpone, 20g creme de leite fesco, açúcar refinado a gosto, 40ml aceto balsâmico, algumas folhinhas de manjericão.

Modo de preparo – misture o mascarpone com o creme de leite.

Enquanto isso, deixe o morango cortado ao meio marinando no aceto balsâmico.

Monte com a cama do creme, os morangos sobre ela e as folhas de manjericão enfeitando, além duma providencial ajustada no açúcar.

Ufa! Chegamos a este estágio já com os nossos estômagos satisfeitos, mas mesmo assim não nos furtaríamos de experimentar uma boa sobremesa, né não?

E ela acabou complicando, porque não encontrei mascarpone num raio de 40 km da grande FV. As pessoas não sabiam se o bicho era uma fruta ou um queijo? rs
O jeito foi comprar um cream cheese e isto acabou prejudicando um pouco a textura do creme.

Mesmo assim, todos (até a Dé que estava presente e eram 23:00hs) comeram tudo.

Ainda achamos um espacinho pra tomar um Jerez (fino e/ou amontillado) e curtir um pouco mais esta noite tão agradável.

Sabe que é muito bom ter alguém de fora pra dar um up nas conversas?

Bom, só nos restou agradecer a presença do grande chef Michel e deixarmos marcado o próximo convescote que deverá versar sobre a culinária árabe.

Ah! Eis a opiniãos dos segundanistas:

Michel precisa vir mais vezes aqui. Que venha o árabe. (Edu)
Especialmente especial. (Deo)
Melhor impossível (grande Michel). (Mingão)
Uma refeição “expecial”! Turma inesquecível. (Prof Michel) 

Hasta (la próxima batata) .

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