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dcpv – a festa de babette by simon. nós perderíamos de novo?

14/09/2012
BSB

A Festa de Babette by Simon. Nós perderíamos de novo?

Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas… Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças… Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida… ” (Ruben Alves). 

O Simon Lau (chef do restaurante Aquavit de Brasilia) pesquisou muito para fazer o célebre jantar de Babette . E a proposta é aparentemente muito simples: assiste-se ao filme e, na seqüência, ele reproduz o menu ao pé-da-letra.

Pensei: vale o bate-volta até o lago norte. Afinal de contas, é ali mesmo! rsrs
Essa nós não perderíamos
.

E desta vez, não perdemos! Assim que o sócio nos avisou, rapidamente reservamos tanto os convites como a passagem e… pimba! Estávamos novamente em BSB.

O restaurante Aquavit fica em um belíssimo recanto do setor de mansões do lago norte de Brasília, com vista privilegiada pro Planalto.

O convite adverte que se pode chegar ou as 19:00 hs para assistir ao filme, ou as 21:00 hs para o jantar.

Como todos tínhamos visto a película, marcamos pra chegar próximo das 20:30 hs no exato momento em que Babette começa o serviço do jantar.

Antes disso, fizemos um “esquenta” aquático no bar do hotel! Ainda bem que o Simon não exigiu que fossemos a caráter, já que estava um tremendo calor!

Fomos recebidos com champagne, muitos pães feitos por ele mesmo, patê de foie gras e um “perfume” rasante atravessando a sala.

Terminada a sessão e com cada um nos seus lugares marcados, o Simon iniciou a explicação de como seria o menu.

Como entrada, a famosa sopa de tartaruga, a “vera”.

Ele foi buscar uma receita já desaparecida do século XIX . Não se preocupe, porque as nossas tartarugas eram todas aprovadas pelo Ibama.
A sopa tinha um perfume de cravo e canela, muitas especiarias que aquecem a alma e acendem o paladar.

Tudo acompanhado de um Jerez Amontillado 12 años El Maestro Sierra, espanhol. Amontilladíssimo e jerezíssimo além de thinneríssimo, segundo os enólogos de plantão, nós mesmos.

Na sequência, um Blinis Demidoff com smetana e caviar de salmão acompanhado de champagne.

Reclamamos muito já que o champagne do filme era safra 1868 e o nosso um pouquinho mais novo (um Piper Heidsieck). :)

O Simon trouxe o caviar de salmão diretamente da sua recente viagem. As bolinhas explodiram nas nossas bocas com perfeição!

O prato principal foi uma atração à parte: Cailles em Sarcophage. Em outras palavras: codornas recheadas com trufas de verão e foie gras, deitadas sobre massa folhada e cogumelos flambados.

Ou seja, era a própria “penosa” num sarcófago!! rs

No filme, o General começa pela cabecinha da codorna. Como a crocância estava perfeita, fiz como ele e sob os protestos da Dé, comi as nossas duas.

Para harmonizar, um Crozes Hermitage 2007, que foi, de fato, a companhia perfeita!

Antes da sobremesa, um descansinho: um Assiette de Fromages …

… com vinho do Porto Graham’s Six Grapes.

O Simon também trouxe estes queijos da sua última viagem. É, pelo visto ele tem a mesma mania que nós.rs

Para fechar, a sobremesa, o Baba au Rum com frutas secas (podemos chamá-las de cristalizadas)

… e um Sauternes Chateaux Gravas 2006 (Sauternes este de grande lembrança pra nossa família! rs).

Nessa altura já estávamos dançando com os novos velhos amigos comensais. Mas ainda não tinha acabado (lembra do filme?). Café torrado naquela tarde e moído pouco antes de ser coado, acompanhado de madeleines.

O céu estava estrelado (será que estava mesmo?) e saímos de lá entoando a imaginária ciranda-cirandinha!

“Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças…”

Nota de esclarecimento –Desta vez, nós fomos mesmo (quer ver a anterior?). A Lourdes e o Eymard nos convidaram e tivemos que dar “um pulinho” em Brasília.

Foi rápido (fomos na sexta  e voltamos no sábado), saboroso e, pra variar, muito divertido.

Até o ano que vem!

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dcpv – dia nueve – flórida – palm beach/orlando – o dia seinfeld da viagem

12/07/2012

Dia nueveFlórida Palm Beach/OrlandoO dia Seinfeld da viagem.

 Acordamos cedo e cumprimos o plano de ontem.

Pegamos as bikes do hotel e fomos passear por Palm Beach.

A primeira parada foi no pier próximo ao hotel.

Ele é um dos poucos lugares em que se tem acesso livre à praia.

E te permite vistas muito bacanas do mar e dele mesmo.

Retornamos pra ciclovia e bicicletamos muito.

Ela margeia o lago e tivemos o prazer de observar muitas casas bacanas …

…e até condomínios implantados em ilhas …

… com alguns campos de golfe (eles nascem por aqui aos borbotões).

Retornamos ao hotel

… tomamos um lauto café da manhã …

… e fomos arrumar as malas pra partirmos pra Orlando.

Por volta de meio-dia estávamos zarpando.

Resolvemos dar uma passada no centro de Palm Beach pra conhecer o Flagler Museum, …

… esta bela casa de 1902, …

… que se transformou numa verdadeira memória daqueles tempos.

Passamos também pelo hotel mais famoso da cidade, …

… o The Breakers, que é gigantesco e muito impressionante.

A fome apertou e fomos almoçar por lá mesmo.

E no Pìzza al Fresco.

Tudo muito simples e charmoso.

Comemos uma salada Caprese, …

… uma pizza Margherita ..

… e tomamos duas taças dum Pinot Grigio italiano.

Demos mais uma boa olhada na Worth Avenue (a Av Montaigne de lá), …

… agora, com sol, …

… e finalmente rumamos pra Orlando.

Seriam mais 2,5 horas de carro e muita chuva, quase um dilúvio.

Chegamos a tempo de pegar a Re no trabalho e fazermos o checkin no hotel Boardwalk Inn, da Disney.

Ele é muito bom e conseguimos um quarto especial, com um balcão sensacional e a cama  num mezanino.

Nada como ter filha trabalhando por lá e automaticamente, os big descontos virem acoplados.

Não deu tempo de ver muita coisa e já estávamos todos correndo prum outlet, o Premium.

Cara, aquilo é uma loucura. Nunca vi tanta gente desesperada pra fazer compras.

Parecia que o mundo ia acabar e que se ninguém tivesse alguma roupa de marca seria sacrificado (sem querer generalizar, como brasileiros e argentinos tem tendências a serem sem educação, especialmente os grandes grupos).

É claro que garimpando bem, se compra coisas bem legais por lá e acredito que ficamos fora do juízo final. 🙂
Pra terminar (literalmente) a noite, comemos uma legítima junkie food no Burger King.

E o que este dia tem a ver com o Seinfeld? Tudo. Ou melhor, nada.

Porque ele, o dia, foi muito bacana e divertido, mas nele não aconteceu nada de extraordinário.

Não conhecemos nada excepcional, não fizemos nenhuma coisa sensacional, não comemos nada do outro mundo.

Simplesmente estivemos juntos, a familia inteira e isto foi espetacular e muito divertido.

Assim como qualquer episódio da série.

Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.
Dia cinco – Flórida – La Donna è mobile em Miami?
Dia seis – Miami – Flórida – Será que o estádio do Timão vai ser assim?
Dia siete – Miami – Flórida – Passeando com os velhinhos em Palm Beach. Del Boca Vistaaaa!
Dia ocho – Palm Beach – Flórida – Fomos pra Jupiter.

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dcpv – festival união de todos os sentidos no aya cuisine

01/09/2012

Festival união de todos sentidos no Aya Cuisine.

Todo mundo sabe que eu adoro “fuçar” os eventos bacanas que pululam pela nossa capital paulistana, a famosa praia. E desde que eu li por aí sobre a existência deste acontecimento que a Lia Coldibelli e a Flávia Spielkamp fazem na casa delas, fiquei curioso pra conhecer.
O conceito todo é experimentar um menu mais do que completo (no nosso caso, 5 pratos com vinhos inclusos) que elas criam (a Flávia é a chef e a Lia, a sommeliere) e sempre com um norte a ser seguido.

Como o conceito normalmente indica pratos sem carne (a Dé mais do que aprovou), acertei tudo por email e no dia 01/09, um sábado, precisamente as 20:30, estávamos lá.
O lugar é um pouco difícil de encontrar (nada que um bom GPS não resolva), de estacionar (também demos um jeito) e você chega lá com um pouco de tensão. Esqueci de dizer que um elemento muito interessante no processo todo é que se você não for acompanhado de conhecidos, terá que forçosamente se sentar numa mesa única com pessoas que  nunca viu na vida!
Éramos em 8 convidados (não anotei o nome de todos, mas os simpáticos pais da Lia, a Regina e o Célio compareceram).

Logo de cara deu pra perceber que a química ia rolar, pois na nossa chegada, sentimos a aura do espaço e das pessoas presentes (xiiii, estava bastante sensitivo). Sentamos na sala e tomamos um drink muito interessante (uma mistura de Prosecco e chá de maracujá), acompanhado de torradas com chutney de manga.
Ficamos todos conversando, bebericando e aguardando a próxima fase.
Que seria no quintal da casa (atravessamos a cozinha). Lá estava a mesa comunitária, iluminada por luz de velas (daí as fotos um tanto quanto escuras) e com o acompanhamento duma trilha sonora perfeita pra ocasião (o DJ Igor Starika prometeu nos enviar a seleção de todas as excelentes músicas da noite). A audição foi perfeita!

Nos acomodamos, já a espera do primeiro prato da noite.
Pra aguçar os nossos sentidos, foi servida uma sopa de abóbora com alho negro (o ingrediente da moda). E muito bem harmonizada com um excelente Sauvignon Blanc Chileno da Cousiño Macul, Don Luis 2011.

A sopa era diferentona (a Flávia é especializada nelas e as vende sob encomenda) e acabei não perguntando, mas imaginamos um toque de açafrão espanhol no cheiro (olfato?) marcante dela. Quanto ao alho negro, ainda o achamos muito mais bonito e interessante do que saboroso (continuamos acreditando que ele tem um gosto de quase que de alcaçuz).

Conversa vai, conversa vem e o prato de massa surgiu. E era uma desconstrução muito interessante. Pense (ê, Cheyenne!) numa massa de lasanha (obviamente feita em casa), só que bastante comprida, o suficiente pra que você coloque recheio (neste caso de cogumelos) entre todos os seus vaivens?

Deu pra entender? Segundo a própria Flávia (e é verdade, pode acreditar), a intenção é desconstruir um caneloni, porque quando se experimenta, a sensação é que está se comendo um deles. Muito bom mesmo. Ainda mais acompanhado dum ótimo Pinot Noir argentino Alfredo Roca.

Todos cravaram: perfeito!
A idéia é tão bacana que acabei fazendo um prato parecido no domingo aqui em casa. Um pseudocaneloni recheado com ragu de linguiça moída e milho doce. Siga o passa-a-passo:

Continuando a experiência e seguindo o princípio dos sentidos, a visão estava por vir. Uma salada formada de beterraba cozida e recheada com cuscuz marroquino e queijo de cabra. Foi o must pra Dé, uma beterrabóloga de carteirinha!

Continuamos com o Pinot Noir e com a antevisão da sobremesa na doçura da leguminosa. Já que falamos nela, o canto dos cisnes da noite seria uma panacotta (de leite e iogurte) com calda de frutas vermelhas. O paladar se aguçou ainda mais porque a Flávia teve a idéia de servir uma flor de coentro junto! Foi uma verdadeira explosão de sabores.

É, a noite estava terminando. A Lia ainda nos serviu um Limoncello “importado” diretamente do interior paulista e nos despedimos com a certeza de que este projeto, o Aya Cuisine no espaço Zentas veio pra ficar.

Inscreva-se através deste email e aguarde o comunicado delas. Quem sabe não nos vemos por lá, aproveitamos pra nos cumprimentarmos e usarmos o último sentido que faltou neste relato, o tato!

Até.

PS – Pra complementar um pouco mais e com as devidas imagens, segue o fotoblog com as belas fotos que a Jennifer Glass tirou:

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dcpv – dia ocho – palm beach – flórida – fomos pra Jupiter.

11/07/2012

Dia ochoPalm BeachFlórida Fomos pra Jupiter.

Os planos foram feitos na noite anterior.

Acordaríamos cedo, pegaríamos as bicicletas, daríamos uma voltas pela região do hotel e iríamos passar pelo pier.

Voltaríamos, tomaríamos um café da manhã no próprio hotel e ficaríamos a manhã toda na praia.

Tudo no condicional. Perfeito, né?

Se não chovesse desde ontem a noite (lembram-se do jantar?). Acordamos com o tempo broncolhaço e o único programa decente foi ficar na cama (estava chovendo muito).

E do planejamento descrito acima, a única missão que cumprimos foi tomar o café.

Resolvemos sair do hotel de carro e dar um pulo no centro de Palm Beach.

E foi a coisa mais acertada que fizemos.

Além da chuva dar uma amainada (só parou de chover bastante), aproveitamos pra conhecer o eixo central de lojas chiques do lugar, a Worth Avenue.

Ela é toda organizada (tanto que bobeamos e tomamos uma multa por ficar estacionado por mais de 2 horas. Menos 50 doletas na conta), …

… limpa, …

… com muitas lojas de grife (melhor, todas que você puder imaginar), …

… e aquelas lojas de departamento chics que a Dé adora, a Neiman Marcus e a Saks Fifth Avenue.

Você já ouviu falar de BlahnikChooLouboutin e cia?

Pois são nestas lojas que todos eles estão concentrados e fazem com que a Dé pareça uma criança indo pela primeira vez na Disneyland.

Ficamos um tempão lá dentro (a Dé também visitou a seção de vestidos que estavam em promoção).

Além de que é muito legal ficar vendo aquelas velhinhas americanas saracoteando pelos lugares.

Resolvemos almoçar por lá mesmo, …

… e dentro duma passagem da Worth Avenue.

Estas passagens são famosas, pois parecem aquelas galerias parisienses (guardadas as devidas proporções). Merecem um fotoblog:

Retornamos pra mais uma loja de deptos (com o dia nubladíssimo) e enquanto fuçávamos nas coisas, o sol deu as caras.

Prepare-se pra esta situação quando estiverem por aqui. O clima muda constantemente.

Com o a aparecimento do astro-rei, voltei ao plano anterior.

Iríamos pra Jupiter.

Tudo bem que estamos perto do Cabo Canaveral, mas não é bem este Jupiter que você está pensando.

Esta Jupiter é uma cidadezinha ao norte de Palm Beach e que tem um estádio de baseball onde os Marlins e os Cardinals vem fazer o seu treinamento de verão.

Fomos ver um jogo da segunda divisão da Minor League Baseball (algo parecido como o clássico XV de Piracicaba x Noroeste de Bauru), com o time da casa, os Hammerheads (tradução livre = os cabeças de martelo) contra o quase vizinho Dunedin Blue Jays.

E foi uma aventura.

O estádio é pequenininho e bonitinho (quase uma Rua Javari upgradeada).

O público foi mediano em quantidade, mas muito interessante.

Imagine ver muitos velhinhos dando risadas, mesmo com o seu time perdendo por 4×0?

É, neste jogo o Jupiter Hammerheads estava mais pra Juventus da Mooca.

Por nosso lado, adoramos tudo.

A junkie food (nachos e um hotdog a italiana), …

… a lojinha, …

… e o conjunto da obra.

Continuo dizendo que assistir a um espetáculo esportivo quando estiver viajando é um ótimo meio de experimentar o cotidiano dos locais.

E cá pra nós, eles também se divertem muito, viu?

Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.
Dia cinco – Flórida – La Donna è mobile em Miami?
Dia seis – Miami – Flórida – Será que o estádio do Timão vai ser assim?
Dia siete – Miami – Flórida – Passeando com os velhinhos em Palm Beach. Del Boca Vistaaaa!

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dcpv – receitas de família

09/09/2012

Receitas de família.

A nossa amiga, Lu Betenson (do excelente blog Rosmarino… e outros temperos!) se engajou num projeto muito bacana.

Ela além de colaborar com a Pró Família, ainda participou do livro Receitas de Família – Vol II , seja como revisora, seja como autora.  Achamos tudo tão bacana que resolvemos colaborar da melhor maneira possível: encomendamos alguns.(se você quiser adquirir e participar de tudo, fale com a Lu. Ela envia pra você.)

Então, a Dé pediu e em dois dias eles chegaram em casa. E a surpresa foi mais do que agradável, porque além das receitas serem muito interessantes, o livro tem um design muito agradável, além de vir acondicionado numa simpática sacolinha de pano.

Como o próprio nome da publicação indica, aproveitei que a Re veio passar o feriado na grande FV (junto com a Mari e com o Rafa) e escolhi algumas das receitas pra fazer um almoço em família em pleno domingão (convidamos também a minha mãe, a D Anina e os meus sogros, a D Vera e o Sr Antônio).

Antes disso, no sábado, fizemos um “churrascoso” especial.

Depois dele e a tarde, a nossa “pâtisseur”, a Dé iniciou os trabalhos fazendo o doce, um Bolo de Abóbora e Côco (pág 133), coincidentemente uma receita da Lu Betenson. 🙂

Fez o doce de coco (uma mistura de açúcar, abóbora e côco) que serviria de base pro bolo e pra calda. E juntou queijo parmesão, farinha de trigo, fermento em pó, ovos e leite.

N.R.– É claro que eu não vou dar as receitas com clareza por aqui, porque a intenção é justamente que você se interesse e peça o livro pra Lu!

Bolo pronto, aguardamos a manhã de domingo pra executarmos o restante.

Iniciei com as Abobrinhas para Aperitivo (pág 14 e receita da Marina Pera).

Elas são cortadas cruas e em rodelas …

… e juntadas a azeite, vinagre e outros temperos.

A opção de serví-las com torradas é perfeita.

Não sobrou nada, já que as comemos enquanto tomávamos uma cava espanhola geladíssima.

Seguimos fazendo uma Farofa Fria (pag 51 e receita da Carla Corrêa da Silva), uma mistura de cenouras raladas, pimentões vermelhos e verdes picados, …

… azeitonas, …

… ovos cozidos …

… e farinhas de mandioca e de milho.

É um prato inusitado e muito saboroso, já que é temperado com azeite, alho e umas outras coisinhas.

Aproveitei pra encaixar aquelas batatas-serrote que o Michel fez pra nós.

Elas são imperdíveis.

Como pratos principais, escolhi Costelinhas ao Mel (pág 46 e receita de Weimar Amorim), …

… costelinhas de porco marinadas com vinho tinto, água e mel …

… e assadas no forno até ficarem laqueadas …

… além dum Risoto de Carne Seca com Abóbora (pág 90 e receita de Gisela Oranges), …

… um cremoso arroz arbóreo, …

… com carne seca dessalgada  e abóbora derretida.

É claro que com o almoço tendo a característica familiar, só pudemos serví-lo naquele formato conhecido em todas as mesas, ou seja, em travessas.

O almoço estava tão familiar que até o Manolo, o peixinho da família, compareceu! 🙂

A Dé não perdeu a oportunidade e montou uma bela cenografia com características provençais.

Tomamos um tinto chileno, o Casilda Gran Reserva 2009 e provamos (e aprovamos) todas as comidas.

As receitas (são 200 no livro) se mostraram muito saborosas e o clima familiar imperou.

Era chegada a hora das sobremesas. Além do Bolo de abóbora e côco da Lu, …

… aproveitei o calor reinante e fiz um simples Creme de Papaia com Cassis, que não está no livro, mas certamente entraria em qualquer top 5 das sobremesas familiares, …

… (vide a seção de almoços em churrascarias).

Afinal, quem de nós não tem aquela comida que qualificamos “sabor de infância”? Sabor que nos traz memória e que nutre a nossa alma com saberes, ingredientes, gostos, modas, tradições, cores, aromas?”

Certamente, você também deve ter uma (ou várias)?

Aproveite então, esta oportunidade e faça o bem pra várias pessoas. As da Pró Família ao encomendar algumas publicações pra Lu e …

… a você, por ter a mão um livro que vai ajudá-lo a se lembrar daquelas comidinhas.

Bom sabor e bom saber!

PS – E já que o assunto é família, eis algumas fotos dos nossos adorados ipês …

… e que se não estão tão exuberantes (ê clima estranho, sô), nos fazem lembrar algumas partituras de canções familiares !

Até.

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dcpv – dia siete – miami – flórida – passeando com os velhinhos em palm beach. del boca vistaaaa!

10/07/12

Dia siete – Miami – FlóridaPasseando com os velhinhos em Palm Beach. Del Boca Vistaaaa!

Dia de ir pra outro hotel é sempre um pouco estressante.

Talvez seja o fato de trocar o conhecido pelo desconhecido.

Então, aproveitamos pra acordar cedo e dar aquela caminhada costumeira, acompanhada dum café num conhecido nosso, o Starbucks da Ocean Drive.

Retornamos, arrumamos as malas (que já estavam ficando pequenas) e rumamos pra Palm Beach.

E desta vez, fizemos do jeito que nós gostamos: colocamos a opção “se perca” na Mary, a nossa GPS americana.

E ela não nos decepcionou.

Saímos como o  Leão da Montanha, ou seja “pela direita” na Collins Ave.

A primeira parada seria na Veneza americana, mais conhecida como Fort Lauderdale.

Não sei se você sabe sabe, mas são mais de 400 km de canais navegáveis dentro da cidade.

E nós vimos vários deles, …

… além do Riverwalk, um calçadão ao longo do New River (um pouco mais de 2 km) que deixa a cidade muito agradável.

E eles são tão fissurados em navios, que até prédios com o formato eles construiram!

Seguimos dirigindo e nos perdendo junto com  a Mary.

A próxima parada seria no Butterfly World, que fica no meio do caminho pra Boca Raton, mais precisamente em Coconut Creek..

Como você já deve ter desconfiado, o lugar é um grande viveiro de borboletas.

Chegamos lá e nos assustamos com o preço da entrada: U$25 por cabeça, já que ficaríamos pouco tempo por lá..

Quase desistimos, mas o bom senso imperou e entramos.

Não precisa nem dizer que nos surpreendemos com a qualidade de tudo.

A visita começa com uma viagem lisérgica.

Veja se não é?

De repente, você está num recinto com zilhares de borboletas das mais variadas cores e tamanhos.

Este vale o fotoblog:

Continuamos, visitando outras instalações. Observamos belos insetos, …

… abacaxis (????), …

… passarinhos diferentes, …

… periquitos que vem comer na sua mão…

… e chegam a subir na sua cabeça! (não, não fizeram nada nela).

É um passeio muito interessante e mais do que recomendável.

Como a fome apertou, resolvemos parar no caminho e comer um sanduba num Subway, …

… dentro duma destas imensas lojas de descontos.

Mais um pouco de direção e estávamos perto de realizar um sonho.

Todo mundo sabe que somos fãs da série Seinfeld, né?

E um dos episódios mais engraçados (se bem que todos são) é justamente o que os pais, tanto do Jerry, quanto do George, resolvem se mudar prum condo em Boca Raton, chamado “Del Boca Vista“. Dá até pra imaginar o Frank Constanza gritando.

Procuramos o tal condomínio feito loucos mas, infelizmente, ele não existe. 🙂

Sobrou tirar fotos de alguns que são similares! rs

De qualquer forma, conhecemos a cidade e a praia e adoramos.

É mais um daqueles lugares que só os americanos sabem fazer, com ruas largas, …

… casas sem cercas …

… e quase ninguém a vista.

Mais uns kilometros e chegamos a Palm Beach.

Mais precisamente ao Four Seasons de lá.

É um hotelão de categoria, com muito granito nas áreas comuns …

… e quartos imensos, …

… além duma piscina de frente pro mar.

Aproveitamos o horário (18:00hs) e fomos pegar a nossa primeira genuína praia da viagem.

Eu digo, pegar do jeito correto, com roupas de banho, cadeiras de praia e sol, muito sol.

Ficamos um tempinho. Uma chuvinha caiu pra refrescar, mas com sol e até um tímido arco-iris surgiu.

Retornamos ao quarto, pois tínhamos uma reserva no Cafe Boulud (é ele mesmo, o Daniel, o chef francês).

Pegamos o carro e tentamos chegar ao restaurante no horário da reserva (feita pelo santo Open Table).

Não sei se eu falei sobre isso, mas aqui nos sentimos como adoslecentes. E excêntricos…

… pois temos pelo menos uns 30 anos a menos que a média dos frequentadores do balneário e ainda por cima, nos comunicamos em português! Incrível como nos confundem com italianos!!

Mas voltemos a aventura. Mesmo porque, foi uma. O hotel Four Seasons não fica no centro de Palm Beach.

Saímos no horário e depois de andarmos uns 10 minutos, surge o aviso de estrada interditada. Tivemos que fazer o retorno, passar de novo pela frente do hotel, atravessar uma ponte e após meia hora, chegar ao local. É claro que pra apimentar tudo, uma ameaça de temporal (com relâmpagos e tudo o mais) nos perseguiu.

Chegamos atrasados, mas a tempo de sermos atendidos.

O lugar é bem bacana. Ele fica no hotel The Brazilian Court (que coincidência!).

Como o tempo era curto (ainda tínhamos que voltar pelo mesmo caminho), optamos por tomar taças de champanhe Duval Leroy,  …

… de vinho branco californiano do próprio chef, …

… e experimentar somente os principais.

Gostamos do estilo multicultural do Cafe Boulud e pedimos, Morocan Spice Mahi Mahi, pra Dé …

… e, Swordfish a la plancha, pra mim.

A comida estava tão boa que não resistimos, e mesmo com a tempestade lá fora, pedimos sobremesas. Escolhi um simplório sorvete de baunilha …

… e a Dé, um delicioso e bonito Mint Chocolat Pavé.

Pronto!  Se um dia você estiver por estas plagas, venha visitar o Cafe Boulud e não se arrependerá.

Quanto a nós, fomos espertos e jogamos migalhas de pão no caminho da vinda.

Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.
Dia cinco – Flórida – La Donna è mobile em Miami?
Dia seis – Miami – Flórida – Será que o estádio do Timão vai ser assim?

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48º inter blogs – Marina Mott no dcpv

04/09/2012
número 328

48º Inter Blogs – Marina Mott no dcpv.

Edu, boa noite!

Desculpe o adiantado da hora, mas ando correndo que nem louca. Trabalhando muiiiito! (Nasci pra ser princesa, mas ainda não rolou…hahahaha). Estou mandando o menu. Vê se você aprova. Mando o texto durante a semana. Pode ser?Montei pensando em coisas que pessoas que eu sempre amei gostam muito: meu pai; minha Nonna; minha mãe; etc.
Nada sofisticado, mas tudo gostoso. Garanto.
Beijo e bom final de semana!!

Bom, foi assim que terminou mais uma capítulo dos Inter Blogs (quer saber o que é?).

E este projeto é muito bacana justamente por causa disso. Todos tem o mesmo objetivo e ele é sempre alcançado, ou seja obtemos o maior prazer através da gastronomia.

Mas sobra muito também sobre o estudo do comportamento humano. Uns conseguem enviar tudo no prazo, outros já não (o que não foi o seu caso, viu Marina!).

Uns menus parecem que serão a oitava maravilha do mundo. E são só a sétima! 🙂 (o que também não foi o caso da Marina. Vocês verão!)

Em outros percebe-se claramente a conotação gastro-pirotécnica. Já em outros, a comida de sustância (neste caso, aconteceram as duas vertentes).

E este, o da Marina Mott (do blog homônimo) tem um pouco de cada coisa, mas especialmente, o formato duma comida confortável e com sobrenome.

Vamos então, ao 48º Inter Blogs, um projeto que pode dar umas travadinhas, mas não para nunca!! rs

Bebidinha – Bloody Mary

Com este menu familiar, só poderíamos fazer um drinque bem caseiro.

Entradinha: Salada de Repolho e Abacaxi

Ingredientes – 1/2 repolho roxo grande cortado bem fininho, 1 abacaxi bem doce e maduro cortado em cubinhos, 100 gramas de passas brancas, 150 gramas de nozes picadas, sal marinho triturado, azeite, vinagre e maionese a gosto.

Misturar bem o repolho com o abacaxi (que ficou escorrendo por uma meia hora, sobre uma peneira, após ser cortado); as passas e as nozes. Temperar com sal, um fio de azeite, o vinagre de vinho e maionese a gosto. Costumo colocar apenas umas duas colheres. Está pronto!

Esta salada é uma belezura. É crocante, doce, salgada, saborosa e cativante. Tão que a Dé já passou a receita pra Flora incorporar ao menu de casa (e a minha mãe já pediu a receita!).

E por não ter as uvas-passas brancas em casa, dei um upgrade em tudo ao utilizar umas cranberries desidratadas.

Resolvi servir separadamente pra não desperdiçarmos a oportunidade duma verdadeira degustação.

Entrada – Sopa de Mexilhões

Ingredientes – 2 cebolas cortadas grosseiramente, 2 alhos porós cortados em rodelas, 1 dente de alho, manteiga para dourar ligeiramente os ingredientes acima, 650 gramas de mexilhões, 1/2 garrafa de vinho branco seco, 2 xícaras de caldo de peixe, 400 gramas de creme de leite fresco.

Dourar a cebola, o alho poró e o dente de alho na manteiga, até murchar bem.

Acrescentar os mexilhões e fechar a panela. Deixar em fogo baixo e cozinhar até os mexilhões abrirem.

Após aberto, colocar o vinho, deixar ferver e apurar. Quando tiver reduzido até a metade dos líquidos, juntar o caldo de peixe e deixar ferver por alguns minutos.

Juntar, então, o creme de leite e deixar ferver por mais alguns minutos. Coar o caldo em uma panela e reservar. Retirar os mexilhões dos temperos e colocá-los no caldo peneirado. A sopa está pronta. Ferver na hora de servir, dando pequenas batidas com o batedor aramado. Servir com pão italiano.

Falar desta sopa é, desculpem o trocadilho, chover no molhado!

Inicialmente, o cheiro desta receita invadiu toda a nossa casa. Imagine a junção do odor dos mariscos, do vinho branco, do “vero” caldo de peixe?

E pra melhorar, quando se come, tem-se a impressão de experimentar uma legítima sopa thai.

Marina, esta foi covardia!

Pra aumentar a tal, harmonizamos este prato (a entradinha também) com um vinho branco Chardonnay Jacob’s Creek 2010 que foi “untuoso, palavras ao vento, suntuoso, frutuoso” segundo os cunhados que chegam sem avisar, nós mesmos.

Principal – Talharim com Camarões

Massa – Ingredientes – 500g de farinha de trigo, 4 0vos.

Colocar a farinha peneirada em uma vasilha, fazer uma cova no centro e verter os ovos inteiros. Ir misturando com as mãos até incorporar toda a farinha. Caso sinta que é necessário (pois varia a quantidade de ovos por conta das diferenças de tamanho), dar pequenas borrifadas de água com as pontas dos dedos. Amassar muito bem, e deixar descansar na vasilha, coberta com filme plástico, por umas 2 horas. Após esse tempo, abrir com a massa na mesa polvilhada com farinha, até a espessura desejada. Enrolar a massa como um rocambole, e cortar o talharim. Desenrolar cada rodelinha de massa cortada e pendurar em um cabo para não grudar. Pode-se deixar secar e aí utilizar, ou pode-se cozinhar ainda fresco.

Molho de camarões – ingredientes – 1 kg de camarão sete barbas descascado e escorrido em uma peneira por alguns minutos para perder um pouquinho da água, …

… 5 dentes de alho grandes bem picados, 1/2 pimentão verde cortado em tiras muito fininhas e depois em 3 partes, 2 folhas de louro, 4 latas de tomate pelado, sal quanto baste.

Refogar o alho no azeite até começar a murchar; juntar o pimentão e deixar murchar bem. Juntar os tomates e as folhas de louro e deixar refogar bem. Abaixar o fogo e deixar o molho apurar até secar a água (mais ou menos uma hora e meia), mexendo de vez em quando. Reservar.

Em uma frigideira grande (eu uso uma wok), colocar azeite e deixar esquentar bem. Colocar os camarões e dar uma “fritadinha” até eles mudarem de cor. Esse processo é bem rápido, para os camarões não ficarem borrachentos.

Colocar os camarões no molho e está pronto! Pode-se colocar um pouco de salsinha picada e pimenta do reino. Eu não ponho a salsa, ponho só a pimenta.

Misturar a massa no molho na hora de servir.

A massa só poderia ter sido feita em casa (isto é lei por aqui!) e do modo Luz (com direito a máquina e tudo o mais).

E pela Dé e pelo Mingão (que milagrosamente chegou cedo). Ficou perfeita!

Já o molho, se transformou em quase que um ragu, tamanha a interação entre o alho, o pimentão e especialmente, os tomates pelados.

Um dos belos segredos da Marina é justamente fritar os camarões numa wok antes de juntá-los ao molho. Isto deixa os crustáceos bem crocantes.

E quando tudo se complementa num prato, dá pra imaginar a satisfação de todos.

Não sobrou nada em nenhum dos pratos!

Demos uma ousada mínima e tomamos um vinho tinto Cabernet Sauvignon/Carmenere chileno, o Casilda 2009 que foi “mussun’s, jorgão/serginho, puro mé,  driblevasqueso” segundo as tias que sempre chegam antes nas festas, nós mesmos.

Sobremesa – Doce Gelado da Nonna

Parte I –
Ingredientes – 1/2 litro de leite integral, 4 gemas, baunilha a gosto, 5 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de sopa de maizena

Misturar todos os ingredientes muito bem e levar ao fogo batendo sempre com o batedor aramado, até ferver e engrossar. Deixar esfriar bem. Reservar.

Parte II
Ingredientes – 200g de creme de leite fresco, 4 colheres de açúcar. Bater na batedeira o creme de leite fresco e bem gelado com o açúcar e gotas de baunilha, até ficar em ponto de chantili firme.

Misturar o chantili com o creme de confeiteiro feito acima. Colocar bocados do creme, resultado das misturas, em taças de Martini.

Parte III
Ingredientes – 4 claras, 12 colheres de açúcar, 12 ameixas em calda.

Misturar as claras com o açúcar e aquecer em banho maria, batendo sempre com o batedor até esquentar bem. Levar imediatamente na batedeira e bater até ficar em ponto de glacê bem firme. Cortar umas 12 ameixas em calda em pedaços bem pequenos e misturar no glacê (sem a calda). Colocar esse glacê sobre o creme nas taças e levar à geladeira. Pronto!! Colocar uma ameixa sobre cada taça, sobre duas folhinhas de qualquer árvore frutífera. Só para decorar. E servir bem gelado.

Eis mais um exemplo de receita perfeita.

Tudo muito fácil de fazer (a Dé trabalhou muuuuuito desta vez, além de tirar fotos e decorar tudo!).

O creme é perfeito (o crime também) e a cobertura de ameixa mais se parece com um legítimo marshmellow.

Marina, foi o fechamento com chave de ouro.

Resumo da ópera: a noite toda foi espetacular. Todos os pratos se harmonizaram e só tenho uma coisa a dizer: repitam este menu em casa e não se arrependerão.

Portanto, Marina, grato pela preciosa participação.

Se a intenção dos Inter Blogs é justamente o congraçamento entre blogueiros dito gastronômicos e, melhor, com o sub-produto de comermos bem; podemos dizer que todo o objetivo foi mais do que alcançado.

E apesar das flores estarem nos vasos, nós só poderíamos enviar pra você flores virtuais gastronômicas (direto da nossa horta) e que foram realmente utilizadas como decoração nos pratos. 

Eis a opinião dos titios que apertam as bochechas dos sobrinhos, nós mesmos:
Irrepreensível. Um menu completamente Mottado! (Edu)
Que famiglia ***** estrelas. Queria essa Nonna pra mim! (Mingão)
Espetáquila! (Deo)

Tive uma infância linda. Não posso me queixar. E, com toda a certeza, minha Nonna, a Odette de Barros Mott, escritora de livros infanto-juvenis, meu Nonno, o Leone, nascido austríaco, na divisa com a Itália, tendo sua terra natal virado província italiana após a guerra, Fiera de Primiero, foram grandes responsáveis por boa parte destas lembranças. Isso, aliado à segurança e tranquilidade de me sentir amada por meus pais e ter uma família linda. Éramos quatro irmãs. Todas meninas, todas com os nomes começando com M. Cachorros, papagaio, quintal, férias no interior, muitos passeios à cavalo, enfim, meus vínculos familiares são muito fortes. De todas as irmãs, eu herdei de minha mãe, que por sua vez herdou da Nonna, o gosto pela cozinha. Já do Nonno, a quem eu adorava acompanhar nas idas para a Fazenda de Araçariguama, onde criava porcos, ganhei a possibilidade de ver muitas mulheres fazendo pão, doces em tachos de ferro e cobre, sobre o fogo direto no chão. Assim, após esse seu convite generoso, tinha que escolher pratos que me lembrassem todas as razões que me levaram à cozinha. Nada suntuoso, nada difícil, mas, pelo menos eu acho, tudo muito gostoso! Espero, sinceramente, que gostem. 

 

Pessoal, acredito que ninguém tem dúvidas que nós gostamos muito, né? Até o próximo …
 
 … que finalmente será a versão “oficiosa” das belíssimas receitas que a Paula Labaki do Cozinha da Lena nos enviou. Desta vez, vai!! 🙂

 
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