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dcpv – a festa de babette by simon. nós perderíamos de novo?

14/09/2012
BSB

A Festa de Babette by Simon. Nós perderíamos de novo?

Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas… Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças… Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida… ” (Ruben Alves). 

O Simon Lau (chef do restaurante Aquavit de Brasilia) pesquisou muito para fazer o célebre jantar de Babette . E a proposta é aparentemente muito simples: assiste-se ao filme e, na seqüência, ele reproduz o menu ao pé-da-letra.

Pensei: vale o bate-volta até o lago norte. Afinal de contas, é ali mesmo! rsrs
Essa nós não perderíamos
.

E desta vez, não perdemos! Assim que o sócio nos avisou, rapidamente reservamos tanto os convites como a passagem e… pimba! Estávamos novamente em BSB.

O restaurante Aquavit fica em um belíssimo recanto do setor de mansões do lago norte de Brasília, com vista privilegiada pro Planalto.

O convite adverte que se pode chegar ou as 19:00 hs para assistir ao filme, ou as 21:00 hs para o jantar.

Como todos tínhamos visto a película, marcamos pra chegar próximo das 20:30 hs no exato momento em que Babette começa o serviço do jantar.

Antes disso, fizemos um “esquenta” aquático no bar do hotel! Ainda bem que o Simon não exigiu que fossemos a caráter, já que estava um tremendo calor!

Fomos recebidos com champagne, muitos pães feitos por ele mesmo, patê de foie gras e um “perfume” rasante atravessando a sala.

Terminada a sessão e com cada um nos seus lugares marcados, o Simon iniciou a explicação de como seria o menu.

Como entrada, a famosa sopa de tartaruga, a “vera”.

Ele foi buscar uma receita já desaparecida do século XIX . Não se preocupe, porque as nossas tartarugas eram todas aprovadas pelo Ibama.
A sopa tinha um perfume de cravo e canela, muitas especiarias que aquecem a alma e acendem o paladar.

Tudo acompanhado de um Jerez Amontillado 12 años El Maestro Sierra, espanhol. Amontilladíssimo e jerezíssimo além de thinneríssimo, segundo os enólogos de plantão, nós mesmos.

Na sequência, um Blinis Demidoff com smetana e caviar de salmão acompanhado de champagne.

Reclamamos muito já que o champagne do filme era safra 1868 e o nosso um pouquinho mais novo (um Piper Heidsieck). :)

O Simon trouxe o caviar de salmão diretamente da sua recente viagem. As bolinhas explodiram nas nossas bocas com perfeição!

O prato principal foi uma atração à parte: Cailles em Sarcophage. Em outras palavras: codornas recheadas com trufas de verão e foie gras, deitadas sobre massa folhada e cogumelos flambados.

Ou seja, era a própria “penosa” num sarcófago!! rs

No filme, o General começa pela cabecinha da codorna. Como a crocância estava perfeita, fiz como ele e sob os protestos da Dé, comi as nossas duas.

Para harmonizar, um Crozes Hermitage 2007, que foi, de fato, a companhia perfeita!

Antes da sobremesa, um descansinho: um Assiette de Fromages …

… com vinho do Porto Graham’s Six Grapes.

O Simon também trouxe estes queijos da sua última viagem. É, pelo visto ele tem a mesma mania que nós.rs

Para fechar, a sobremesa, o Baba au Rum com frutas secas (podemos chamá-las de cristalizadas)

… e um Sauternes Chateaux Gravas 2006 (Sauternes este de grande lembrança pra nossa família! rs).

Nessa altura já estávamos dançando com os novos velhos amigos comensais. Mas ainda não tinha acabado (lembra do filme?). Café torrado naquela tarde e moído pouco antes de ser coado, acompanhado de madeleines.

O céu estava estrelado (será que estava mesmo?) e saímos de lá entoando a imaginária ciranda-cirandinha!

“Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças…”

Nota de esclarecimento –Desta vez, nós fomos mesmo (quer ver a anterior?). A Lourdes e o Eymard nos convidaram e tivemos que dar “um pulinho” em Brasília.

Foi rápido (fomos na sexta  e voltamos no sábado), saboroso e, pra variar, muito divertido.

Até o ano que vem!

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dcpv – dia nueve – flórida – palm beach/orlando – o dia seinfeld da viagem

12/07/2012

Dia nueveFlórida Palm Beach/OrlandoO dia Seinfeld da viagem.

 Acordamos cedo e cumprimos o plano de ontem.

Pegamos as bikes do hotel e fomos passear por Palm Beach.

A primeira parada foi no pier próximo ao hotel.

Ele é um dos poucos lugares em que se tem acesso livre à praia.

E te permite vistas muito bacanas do mar e dele mesmo.

Retornamos pra ciclovia e bicicletamos muito.

Ela margeia o lago e tivemos o prazer de observar muitas casas bacanas …

…e até condomínios implantados em ilhas …

… com alguns campos de golfe (eles nascem por aqui aos borbotões).

Retornamos ao hotel

… tomamos um lauto café da manhã …

… e fomos arrumar as malas pra partirmos pra Orlando.

Por volta de meio-dia estávamos zarpando.

Resolvemos dar uma passada no centro de Palm Beach pra conhecer o Flagler Museum, …

… esta bela casa de 1902, …

… que se transformou numa verdadeira memória daqueles tempos.

Passamos também pelo hotel mais famoso da cidade, …

… o The Breakers, que é gigantesco e muito impressionante.

A fome apertou e fomos almoçar por lá mesmo.

E no Pìzza al Fresco.

Tudo muito simples e charmoso.

Comemos uma salada Caprese, …

… uma pizza Margherita ..

… e tomamos duas taças dum Pinot Grigio italiano.

Demos mais uma boa olhada na Worth Avenue (a Av Montaigne de lá), …

… agora, com sol, …

… e finalmente rumamos pra Orlando.

Seriam mais 2,5 horas de carro e muita chuva, quase um dilúvio.

Chegamos a tempo de pegar a Re no trabalho e fazermos o checkin no hotel Boardwalk Inn, da Disney.

Ele é muito bom e conseguimos um quarto especial, com um balcão sensacional e a cama  num mezanino.

Nada como ter filha trabalhando por lá e automaticamente, os big descontos virem acoplados.

Não deu tempo de ver muita coisa e já estávamos todos correndo prum outlet, o Premium.

Cara, aquilo é uma loucura. Nunca vi tanta gente desesperada pra fazer compras.

Parecia que o mundo ia acabar e que se ninguém tivesse alguma roupa de marca seria sacrificado (sem querer generalizar, como brasileiros e argentinos tem tendências a serem sem educação, especialmente os grandes grupos).

É claro que garimpando bem, se compra coisas bem legais por lá e acredito que ficamos fora do juízo final. 🙂
Pra terminar (literalmente) a noite, comemos uma legítima junkie food no Burger King.

E o que este dia tem a ver com o Seinfeld? Tudo. Ou melhor, nada.

Porque ele, o dia, foi muito bacana e divertido, mas nele não aconteceu nada de extraordinário.

Não conhecemos nada excepcional, não fizemos nenhuma coisa sensacional, não comemos nada do outro mundo.

Simplesmente estivemos juntos, a familia inteira e isto foi espetacular e muito divertido.

Assim como qualquer episódio da série.

Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.
Dia cinco – Flórida – La Donna è mobile em Miami?
Dia seis – Miami – Flórida – Será que o estádio do Timão vai ser assim?
Dia siete – Miami – Flórida – Passeando com os velhinhos em Palm Beach. Del Boca Vistaaaa!
Dia ocho – Palm Beach – Flórida – Fomos pra Jupiter.

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dcpv – festival união de todos os sentidos no aya cuisine

01/09/2012

Festival união de todos sentidos no Aya Cuisine.

Todo mundo sabe que eu adoro “fuçar” os eventos bacanas que pululam pela nossa capital paulistana, a famosa praia. E desde que eu li por aí sobre a existência deste acontecimento que a Lia Coldibelli e a Flávia Spielkamp fazem na casa delas, fiquei curioso pra conhecer.
O conceito todo é experimentar um menu mais do que completo (no nosso caso, 5 pratos com vinhos inclusos) que elas criam (a Flávia é a chef e a Lia, a sommeliere) e sempre com um norte a ser seguido.

Como o conceito normalmente indica pratos sem carne (a Dé mais do que aprovou), acertei tudo por email e no dia 01/09, um sábado, precisamente as 20:30, estávamos lá.
O lugar é um pouco difícil de encontrar (nada que um bom GPS não resolva), de estacionar (também demos um jeito) e você chega lá com um pouco de tensão. Esqueci de dizer que um elemento muito interessante no processo todo é que se você não for acompanhado de conhecidos, terá que forçosamente se sentar numa mesa única com pessoas que  nunca viu na vida!
Éramos em 8 convidados (não anotei o nome de todos, mas os simpáticos pais da Lia, a Regina e o Célio compareceram).

Logo de cara deu pra perceber que a química ia rolar, pois na nossa chegada, sentimos a aura do espaço e das pessoas presentes (xiiii, estava bastante sensitivo). Sentamos na sala e tomamos um drink muito interessante (uma mistura de Prosecco e chá de maracujá), acompanhado de torradas com chutney de manga.
Ficamos todos conversando, bebericando e aguardando a próxima fase.
Que seria no quintal da casa (atravessamos a cozinha). Lá estava a mesa comunitária, iluminada por luz de velas (daí as fotos um tanto quanto escuras) e com o acompanhamento duma trilha sonora perfeita pra ocasião (o DJ Igor Starika prometeu nos enviar a seleção de todas as excelentes músicas da noite). A audição foi perfeita!

Nos acomodamos, já a espera do primeiro prato da noite.
Pra aguçar os nossos sentidos, foi servida uma sopa de abóbora com alho negro (o ingrediente da moda). E muito bem harmonizada com um excelente Sauvignon Blanc Chileno da Cousiño Macul, Don Luis 2011.

A sopa era diferentona (a Flávia é especializada nelas e as vende sob encomenda) e acabei não perguntando, mas imaginamos um toque de açafrão espanhol no cheiro (olfato?) marcante dela. Quanto ao alho negro, ainda o achamos muito mais bonito e interessante do que saboroso (continuamos acreditando que ele tem um gosto de quase que de alcaçuz).

Conversa vai, conversa vem e o prato de massa surgiu. E era uma desconstrução muito interessante. Pense (ê, Cheyenne!) numa massa de lasanha (obviamente feita em casa), só que bastante comprida, o suficiente pra que você coloque recheio (neste caso de cogumelos) entre todos os seus vaivens?

Deu pra entender? Segundo a própria Flávia (e é verdade, pode acreditar), a intenção é desconstruir um caneloni, porque quando se experimenta, a sensação é que está se comendo um deles. Muito bom mesmo. Ainda mais acompanhado dum ótimo Pinot Noir argentino Alfredo Roca.

Todos cravaram: perfeito!
A idéia é tão bacana que acabei fazendo um prato parecido no domingo aqui em casa. Um pseudocaneloni recheado com ragu de linguiça moída e milho doce. Siga o passa-a-passo:

Continuando a experiência e seguindo o princípio dos sentidos, a visão estava por vir. Uma salada formada de beterraba cozida e recheada com cuscuz marroquino e queijo de cabra. Foi o must pra Dé, uma beterrabóloga de carteirinha!

Continuamos com o Pinot Noir e com a antevisão da sobremesa na doçura da leguminosa. Já que falamos nela, o canto dos cisnes da noite seria uma panacotta (de leite e iogurte) com calda de frutas vermelhas. O paladar se aguçou ainda mais porque a Flávia teve a idéia de servir uma flor de coentro junto! Foi uma verdadeira explosão de sabores.

É, a noite estava terminando. A Lia ainda nos serviu um Limoncello “importado” diretamente do interior paulista e nos despedimos com a certeza de que este projeto, o Aya Cuisine no espaço Zentas veio pra ficar.

Inscreva-se através deste email e aguarde o comunicado delas. Quem sabe não nos vemos por lá, aproveitamos pra nos cumprimentarmos e usarmos o último sentido que faltou neste relato, o tato!

Até.

PS – Pra complementar um pouco mais e com as devidas imagens, segue o fotoblog com as belas fotos que a Jennifer Glass tirou:

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dcpv – dia ocho – palm beach – flórida – fomos pra Jupiter.

11/07/2012

Dia ochoPalm BeachFlórida Fomos pra Jupiter.

Os planos foram feitos na noite anterior.

Acordaríamos cedo, pegaríamos as bicicletas, daríamos uma voltas pela região do hotel e iríamos passar pelo pier.

Voltaríamos, tomaríamos um café da manhã no próprio hotel e ficaríamos a manhã toda na praia.

Tudo no condicional. Perfeito, né?

Se não chovesse desde ontem a noite (lembram-se do jantar?). Acordamos com o tempo broncolhaço e o único programa decente foi ficar na cama (estava chovendo muito).

E do planejamento descrito acima, a única missão que cumprimos foi tomar o café.

Resolvemos sair do hotel de carro e dar um pulo no centro de Palm Beach.

E foi a coisa mais acertada que fizemos.

Além da chuva dar uma amainada (só parou de chover bastante), aproveitamos pra conhecer o eixo central de lojas chiques do lugar, a Worth Avenue.

Ela é toda organizada (tanto que bobeamos e tomamos uma multa por ficar estacionado por mais de 2 horas. Menos 50 doletas na conta), …

… limpa, …

… com muitas lojas de grife (melhor, todas que você puder imaginar), …

… e aquelas lojas de departamento chics que a Dé adora, a Neiman Marcus e a Saks Fifth Avenue.

Você já ouviu falar de BlahnikChooLouboutin e cia?

Pois são nestas lojas que todos eles estão concentrados e fazem com que a Dé pareça uma criança indo pela primeira vez na Disneyland.

Ficamos um tempão lá dentro (a Dé também visitou a seção de vestidos que estavam em promoção).

Além de que é muito legal ficar vendo aquelas velhinhas americanas saracoteando pelos lugares.

Resolvemos almoçar por lá mesmo, …

… e dentro duma passagem da Worth Avenue.

Estas passagens são famosas, pois parecem aquelas galerias parisienses (guardadas as devidas proporções). Merecem um fotoblog:

Retornamos pra mais uma loja de deptos (com o dia nubladíssimo) e enquanto fuçávamos nas coisas, o sol deu as caras.

Prepare-se pra esta situação quando estiverem por aqui. O clima muda constantemente.

Com o a aparecimento do astro-rei, voltei ao plano anterior.

Iríamos pra Jupiter.

Tudo bem que estamos perto do Cabo Canaveral, mas não é bem este Jupiter que você está pensando.

Esta Jupiter é uma cidadezinha ao norte de Palm Beach e que tem um estádio de baseball onde os Marlins e os Cardinals vem fazer o seu treinamento de verão.

Fomos ver um jogo da segunda divisão da Minor League Baseball (algo parecido como o clássico XV de Piracicaba x Noroeste de Bauru), com o time da casa, os Hammerheads (tradução livre = os cabeças de martelo) contra o quase vizinho Dunedin Blue Jays.

E foi uma aventura.

O estádio é pequenininho e bonitinho (quase uma Rua Javari upgradeada).

O público foi mediano em quantidade, mas muito interessante.

Imagine ver muitos velhinhos dando risadas, mesmo com o seu time perdendo por 4×0?

É, neste jogo o Jupiter Hammerheads estava mais pra Juventus da Mooca.

Por nosso lado, adoramos tudo.

A junkie food (nachos e um hotdog a italiana), …

… a lojinha, …

… e o conjunto da obra.

Continuo dizendo que assistir a um espetáculo esportivo quando estiver viajando é um ótimo meio de experimentar o cotidiano dos locais.

E cá pra nós, eles também se divertem muito, viu?

Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.
Dia cinco – Flórida – La Donna è mobile em Miami?
Dia seis – Miami – Flórida – Será que o estádio do Timão vai ser assim?
Dia siete – Miami – Flórida – Passeando com os velhinhos em Palm Beach. Del Boca Vistaaaa!

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dcpv – receitas de família

09/09/2012

Receitas de família.

A nossa amiga, Lu Betenson (do excelente blog Rosmarino… e outros temperos!) se engajou num projeto muito bacana.

Ela além de colaborar com a Pró Família, ainda participou do livro Receitas de Família – Vol II , seja como revisora, seja como autora.  Achamos tudo tão bacana que resolvemos colaborar da melhor maneira possível: encomendamos alguns.(se você quiser adquirir e participar de tudo, fale com a Lu. Ela envia pra você.)

Então, a Dé pediu e em dois dias eles chegaram em casa. E a surpresa foi mais do que agradável, porque além das receitas serem muito interessantes, o livro tem um design muito agradável, além de vir acondicionado numa simpática sacolinha de pano.

Como o próprio nome da publicação indica, aproveitei que a Re veio passar o feriado na grande FV (junto com a Mari e com o Rafa) e escolhi algumas das receitas pra fazer um almoço em família em pleno domingão (convidamos também a minha mãe, a D Anina e os meus sogros, a D Vera e o Sr Antônio).

Antes disso, no sábado, fizemos um “churrascoso” especial.

Depois dele e a tarde, a nossa “pâtisseur”, a Dé iniciou os trabalhos fazendo o doce, um Bolo de Abóbora e Côco (pág 133), coincidentemente uma receita da Lu Betenson. 🙂

Fez o doce de coco (uma mistura de açúcar, abóbora e côco) que serviria de base pro bolo e pra calda. E juntou queijo parmesão, farinha de trigo, fermento em pó, ovos e leite.

N.R.– É claro que eu não vou dar as receitas com clareza por aqui, porque a intenção é justamente que você se interesse e peça o livro pra Lu!

Bolo pronto, aguardamos a manhã de domingo pra executarmos o restante.

Iniciei com as Abobrinhas para Aperitivo (pág 14 e receita da Marina Pera).

Elas são cortadas cruas e em rodelas …

… e juntadas a azeite, vinagre e outros temperos.

A opção de serví-las com torradas é perfeita.

Não sobrou nada, já que as comemos enquanto tomávamos uma cava espanhola geladíssima.

Seguimos fazendo uma Farofa Fria (pag 51 e receita da Carla Corrêa da Silva), uma mistura de cenouras raladas, pimentões vermelhos e verdes picados, …

… azeitonas, …

… ovos cozidos …

… e farinhas de mandioca e de milho.

É um prato inusitado e muito saboroso, já que é temperado com azeite, alho e umas outras coisinhas.

Aproveitei pra encaixar aquelas batatas-serrote que o Michel fez pra nós.

Elas são imperdíveis.

Como pratos principais, escolhi Costelinhas ao Mel (pág 46 e receita de Weimar Amorim), …

… costelinhas de porco marinadas com vinho tinto, água e mel …

… e assadas no forno até ficarem laqueadas …

… além dum Risoto de Carne Seca com Abóbora (pág 90 e receita de Gisela Oranges), …

… um cremoso arroz arbóreo, …

… com carne seca dessalgada  e abóbora derretida.

É claro que com o almoço tendo a característica familiar, só pudemos serví-lo naquele formato conhecido em todas as mesas, ou seja, em travessas.

O almoço estava tão familiar que até o Manolo, o peixinho da família, compareceu! 🙂

A Dé não perdeu a oportunidade e montou uma bela cenografia com características provençais.

Tomamos um tinto chileno, o Casilda Gran Reserva 2009 e provamos (e aprovamos) todas as comidas.

As receitas (são 200 no livro) se mostraram muito saborosas e o clima familiar imperou.

Era chegada a hora das sobremesas. Além do Bolo de abóbora e côco da Lu, …

… aproveitei o calor reinante e fiz um simples Creme de Papaia com Cassis, que não está no livro, mas certamente entraria em qualquer top 5 das sobremesas familiares, …

… (vide a seção de almoços em churrascarias).

Afinal, quem de nós não tem aquela comida que qualificamos “sabor de infância”? Sabor que nos traz memória e que nutre a nossa alma com saberes, ingredientes, gostos, modas, tradições, cores, aromas?”

Certamente, você também deve ter uma (ou várias)?

Aproveite então, esta oportunidade e faça o bem pra várias pessoas. As da Pró Família ao encomendar algumas publicações pra Lu e …

… a você, por ter a mão um livro que vai ajudá-lo a se lembrar daquelas comidinhas.

Bom sabor e bom saber!

PS – E já que o assunto é família, eis algumas fotos dos nossos adorados ipês …

… e que se não estão tão exuberantes (ê clima estranho, sô), nos fazem lembrar algumas partituras de canções familiares !

Até.

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dcpv – dia siete – miami – flórida – passeando com os velhinhos em palm beach. del boca vistaaaa!

10/07/12

Dia siete – Miami – FlóridaPasseando com os velhinhos em Palm Beach. Del Boca Vistaaaa!

Dia de ir pra outro hotel é sempre um pouco estressante.

Talvez seja o fato de trocar o conhecido pelo desconhecido.

Então, aproveitamos pra acordar cedo e dar aquela caminhada costumeira, acompanhada dum café num conhecido nosso, o Starbucks da Ocean Drive.

Retornamos, arrumamos as malas (que já estavam ficando pequenas) e rumamos pra Palm Beach.

E desta vez, fizemos do jeito que nós gostamos: colocamos a opção “se perca” na Mary, a nossa GPS americana.

E ela não nos decepcionou.

Saímos como o  Leão da Montanha, ou seja “pela direita” na Collins Ave.

A primeira parada seria na Veneza americana, mais conhecida como Fort Lauderdale.

Não sei se você sabe sabe, mas são mais de 400 km de canais navegáveis dentro da cidade.

E nós vimos vários deles, …

… além do Riverwalk, um calçadão ao longo do New River (um pouco mais de 2 km) que deixa a cidade muito agradável.

E eles são tão fissurados em navios, que até prédios com o formato eles construiram!

Seguimos dirigindo e nos perdendo junto com  a Mary.

A próxima parada seria no Butterfly World, que fica no meio do caminho pra Boca Raton, mais precisamente em Coconut Creek..

Como você já deve ter desconfiado, o lugar é um grande viveiro de borboletas.

Chegamos lá e nos assustamos com o preço da entrada: U$25 por cabeça, já que ficaríamos pouco tempo por lá..

Quase desistimos, mas o bom senso imperou e entramos.

Não precisa nem dizer que nos surpreendemos com a qualidade de tudo.

A visita começa com uma viagem lisérgica.

Veja se não é?

De repente, você está num recinto com zilhares de borboletas das mais variadas cores e tamanhos.

Este vale o fotoblog:

Continuamos, visitando outras instalações. Observamos belos insetos, …

… abacaxis (????), …

… passarinhos diferentes, …

… periquitos que vem comer na sua mão…

… e chegam a subir na sua cabeça! (não, não fizeram nada nela).

É um passeio muito interessante e mais do que recomendável.

Como a fome apertou, resolvemos parar no caminho e comer um sanduba num Subway, …

… dentro duma destas imensas lojas de descontos.

Mais um pouco de direção e estávamos perto de realizar um sonho.

Todo mundo sabe que somos fãs da série Seinfeld, né?

E um dos episódios mais engraçados (se bem que todos são) é justamente o que os pais, tanto do Jerry, quanto do George, resolvem se mudar prum condo em Boca Raton, chamado “Del Boca Vista“. Dá até pra imaginar o Frank Constanza gritando.

Procuramos o tal condomínio feito loucos mas, infelizmente, ele não existe. 🙂

Sobrou tirar fotos de alguns que são similares! rs

De qualquer forma, conhecemos a cidade e a praia e adoramos.

É mais um daqueles lugares que só os americanos sabem fazer, com ruas largas, …

… casas sem cercas …

… e quase ninguém a vista.

Mais uns kilometros e chegamos a Palm Beach.

Mais precisamente ao Four Seasons de lá.

É um hotelão de categoria, com muito granito nas áreas comuns …

… e quartos imensos, …

… além duma piscina de frente pro mar.

Aproveitamos o horário (18:00hs) e fomos pegar a nossa primeira genuína praia da viagem.

Eu digo, pegar do jeito correto, com roupas de banho, cadeiras de praia e sol, muito sol.

Ficamos um tempinho. Uma chuvinha caiu pra refrescar, mas com sol e até um tímido arco-iris surgiu.

Retornamos ao quarto, pois tínhamos uma reserva no Cafe Boulud (é ele mesmo, o Daniel, o chef francês).

Pegamos o carro e tentamos chegar ao restaurante no horário da reserva (feita pelo santo Open Table).

Não sei se eu falei sobre isso, mas aqui nos sentimos como adoslecentes. E excêntricos…

… pois temos pelo menos uns 30 anos a menos que a média dos frequentadores do balneário e ainda por cima, nos comunicamos em português! Incrível como nos confundem com italianos!!

Mas voltemos a aventura. Mesmo porque, foi uma. O hotel Four Seasons não fica no centro de Palm Beach.

Saímos no horário e depois de andarmos uns 10 minutos, surge o aviso de estrada interditada. Tivemos que fazer o retorno, passar de novo pela frente do hotel, atravessar uma ponte e após meia hora, chegar ao local. É claro que pra apimentar tudo, uma ameaça de temporal (com relâmpagos e tudo o mais) nos perseguiu.

Chegamos atrasados, mas a tempo de sermos atendidos.

O lugar é bem bacana. Ele fica no hotel The Brazilian Court (que coincidência!).

Como o tempo era curto (ainda tínhamos que voltar pelo mesmo caminho), optamos por tomar taças de champanhe Duval Leroy,  …

… de vinho branco californiano do próprio chef, …

… e experimentar somente os principais.

Gostamos do estilo multicultural do Cafe Boulud e pedimos, Morocan Spice Mahi Mahi, pra Dé …

… e, Swordfish a la plancha, pra mim.

A comida estava tão boa que não resistimos, e mesmo com a tempestade lá fora, pedimos sobremesas. Escolhi um simplório sorvete de baunilha …

… e a Dé, um delicioso e bonito Mint Chocolat Pavé.

Pronto!  Se um dia você estiver por estas plagas, venha visitar o Cafe Boulud e não se arrependerá.

Quanto a nós, fomos espertos e jogamos migalhas de pão no caminho da vinda.

Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.
Dia cinco – Flórida – La Donna è mobile em Miami?
Dia seis – Miami – Flórida – Será que o estádio do Timão vai ser assim?

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48º inter blogs – Marina Mott no dcpv

04/09/2012
número 328

48º Inter Blogs – Marina Mott no dcpv.

Edu, boa noite!

Desculpe o adiantado da hora, mas ando correndo que nem louca. Trabalhando muiiiito! (Nasci pra ser princesa, mas ainda não rolou…hahahaha). Estou mandando o menu. Vê se você aprova. Mando o texto durante a semana. Pode ser?Montei pensando em coisas que pessoas que eu sempre amei gostam muito: meu pai; minha Nonna; minha mãe; etc.
Nada sofisticado, mas tudo gostoso. Garanto.
Beijo e bom final de semana!!

Bom, foi assim que terminou mais uma capítulo dos Inter Blogs (quer saber o que é?).

E este projeto é muito bacana justamente por causa disso. Todos tem o mesmo objetivo e ele é sempre alcançado, ou seja obtemos o maior prazer através da gastronomia.

Mas sobra muito também sobre o estudo do comportamento humano. Uns conseguem enviar tudo no prazo, outros já não (o que não foi o seu caso, viu Marina!).

Uns menus parecem que serão a oitava maravilha do mundo. E são só a sétima! 🙂 (o que também não foi o caso da Marina. Vocês verão!)

Em outros percebe-se claramente a conotação gastro-pirotécnica. Já em outros, a comida de sustância (neste caso, aconteceram as duas vertentes).

E este, o da Marina Mott (do blog homônimo) tem um pouco de cada coisa, mas especialmente, o formato duma comida confortável e com sobrenome.

Vamos então, ao 48º Inter Blogs, um projeto que pode dar umas travadinhas, mas não para nunca!! rs

Bebidinha – Bloody Mary

Com este menu familiar, só poderíamos fazer um drinque bem caseiro.

Entradinha: Salada de Repolho e Abacaxi

Ingredientes – 1/2 repolho roxo grande cortado bem fininho, 1 abacaxi bem doce e maduro cortado em cubinhos, 100 gramas de passas brancas, 150 gramas de nozes picadas, sal marinho triturado, azeite, vinagre e maionese a gosto.

Misturar bem o repolho com o abacaxi (que ficou escorrendo por uma meia hora, sobre uma peneira, após ser cortado); as passas e as nozes. Temperar com sal, um fio de azeite, o vinagre de vinho e maionese a gosto. Costumo colocar apenas umas duas colheres. Está pronto!

Esta salada é uma belezura. É crocante, doce, salgada, saborosa e cativante. Tão que a Dé já passou a receita pra Flora incorporar ao menu de casa (e a minha mãe já pediu a receita!).

E por não ter as uvas-passas brancas em casa, dei um upgrade em tudo ao utilizar umas cranberries desidratadas.

Resolvi servir separadamente pra não desperdiçarmos a oportunidade duma verdadeira degustação.

Entrada – Sopa de Mexilhões

Ingredientes – 2 cebolas cortadas grosseiramente, 2 alhos porós cortados em rodelas, 1 dente de alho, manteiga para dourar ligeiramente os ingredientes acima, 650 gramas de mexilhões, 1/2 garrafa de vinho branco seco, 2 xícaras de caldo de peixe, 400 gramas de creme de leite fresco.

Dourar a cebola, o alho poró e o dente de alho na manteiga, até murchar bem.

Acrescentar os mexilhões e fechar a panela. Deixar em fogo baixo e cozinhar até os mexilhões abrirem.

Após aberto, colocar o vinho, deixar ferver e apurar. Quando tiver reduzido até a metade dos líquidos, juntar o caldo de peixe e deixar ferver por alguns minutos.

Juntar, então, o creme de leite e deixar ferver por mais alguns minutos. Coar o caldo em uma panela e reservar. Retirar os mexilhões dos temperos e colocá-los no caldo peneirado. A sopa está pronta. Ferver na hora de servir, dando pequenas batidas com o batedor aramado. Servir com pão italiano.

Falar desta sopa é, desculpem o trocadilho, chover no molhado!

Inicialmente, o cheiro desta receita invadiu toda a nossa casa. Imagine a junção do odor dos mariscos, do vinho branco, do “vero” caldo de peixe?

E pra melhorar, quando se come, tem-se a impressão de experimentar uma legítima sopa thai.

Marina, esta foi covardia!

Pra aumentar a tal, harmonizamos este prato (a entradinha também) com um vinho branco Chardonnay Jacob’s Creek 2010 que foi “untuoso, palavras ao vento, suntuoso, frutuoso” segundo os cunhados que chegam sem avisar, nós mesmos.

Principal – Talharim com Camarões

Massa – Ingredientes – 500g de farinha de trigo, 4 0vos.

Colocar a farinha peneirada em uma vasilha, fazer uma cova no centro e verter os ovos inteiros. Ir misturando com as mãos até incorporar toda a farinha. Caso sinta que é necessário (pois varia a quantidade de ovos por conta das diferenças de tamanho), dar pequenas borrifadas de água com as pontas dos dedos. Amassar muito bem, e deixar descansar na vasilha, coberta com filme plástico, por umas 2 horas. Após esse tempo, abrir com a massa na mesa polvilhada com farinha, até a espessura desejada. Enrolar a massa como um rocambole, e cortar o talharim. Desenrolar cada rodelinha de massa cortada e pendurar em um cabo para não grudar. Pode-se deixar secar e aí utilizar, ou pode-se cozinhar ainda fresco.

Molho de camarões – ingredientes – 1 kg de camarão sete barbas descascado e escorrido em uma peneira por alguns minutos para perder um pouquinho da água, …

… 5 dentes de alho grandes bem picados, 1/2 pimentão verde cortado em tiras muito fininhas e depois em 3 partes, 2 folhas de louro, 4 latas de tomate pelado, sal quanto baste.

Refogar o alho no azeite até começar a murchar; juntar o pimentão e deixar murchar bem. Juntar os tomates e as folhas de louro e deixar refogar bem. Abaixar o fogo e deixar o molho apurar até secar a água (mais ou menos uma hora e meia), mexendo de vez em quando. Reservar.

Em uma frigideira grande (eu uso uma wok), colocar azeite e deixar esquentar bem. Colocar os camarões e dar uma “fritadinha” até eles mudarem de cor. Esse processo é bem rápido, para os camarões não ficarem borrachentos.

Colocar os camarões no molho e está pronto! Pode-se colocar um pouco de salsinha picada e pimenta do reino. Eu não ponho a salsa, ponho só a pimenta.

Misturar a massa no molho na hora de servir.

A massa só poderia ter sido feita em casa (isto é lei por aqui!) e do modo Luz (com direito a máquina e tudo o mais).

E pela Dé e pelo Mingão (que milagrosamente chegou cedo). Ficou perfeita!

Já o molho, se transformou em quase que um ragu, tamanha a interação entre o alho, o pimentão e especialmente, os tomates pelados.

Um dos belos segredos da Marina é justamente fritar os camarões numa wok antes de juntá-los ao molho. Isto deixa os crustáceos bem crocantes.

E quando tudo se complementa num prato, dá pra imaginar a satisfação de todos.

Não sobrou nada em nenhum dos pratos!

Demos uma ousada mínima e tomamos um vinho tinto Cabernet Sauvignon/Carmenere chileno, o Casilda 2009 que foi “mussun’s, jorgão/serginho, puro mé,  driblevasqueso” segundo as tias que sempre chegam antes nas festas, nós mesmos.

Sobremesa – Doce Gelado da Nonna

Parte I –
Ingredientes – 1/2 litro de leite integral, 4 gemas, baunilha a gosto, 5 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de sopa de maizena

Misturar todos os ingredientes muito bem e levar ao fogo batendo sempre com o batedor aramado, até ferver e engrossar. Deixar esfriar bem. Reservar.

Parte II
Ingredientes – 200g de creme de leite fresco, 4 colheres de açúcar. Bater na batedeira o creme de leite fresco e bem gelado com o açúcar e gotas de baunilha, até ficar em ponto de chantili firme.

Misturar o chantili com o creme de confeiteiro feito acima. Colocar bocados do creme, resultado das misturas, em taças de Martini.

Parte III
Ingredientes – 4 claras, 12 colheres de açúcar, 12 ameixas em calda.

Misturar as claras com o açúcar e aquecer em banho maria, batendo sempre com o batedor até esquentar bem. Levar imediatamente na batedeira e bater até ficar em ponto de glacê bem firme. Cortar umas 12 ameixas em calda em pedaços bem pequenos e misturar no glacê (sem a calda). Colocar esse glacê sobre o creme nas taças e levar à geladeira. Pronto!! Colocar uma ameixa sobre cada taça, sobre duas folhinhas de qualquer árvore frutífera. Só para decorar. E servir bem gelado.

Eis mais um exemplo de receita perfeita.

Tudo muito fácil de fazer (a Dé trabalhou muuuuuito desta vez, além de tirar fotos e decorar tudo!).

O creme é perfeito (o crime também) e a cobertura de ameixa mais se parece com um legítimo marshmellow.

Marina, foi o fechamento com chave de ouro.

Resumo da ópera: a noite toda foi espetacular. Todos os pratos se harmonizaram e só tenho uma coisa a dizer: repitam este menu em casa e não se arrependerão.

Portanto, Marina, grato pela preciosa participação.

Se a intenção dos Inter Blogs é justamente o congraçamento entre blogueiros dito gastronômicos e, melhor, com o sub-produto de comermos bem; podemos dizer que todo o objetivo foi mais do que alcançado.

E apesar das flores estarem nos vasos, nós só poderíamos enviar pra você flores virtuais gastronômicas (direto da nossa horta) e que foram realmente utilizadas como decoração nos pratos. 

Eis a opinião dos titios que apertam as bochechas dos sobrinhos, nós mesmos:
Irrepreensível. Um menu completamente Mottado! (Edu)
Que famiglia ***** estrelas. Queria essa Nonna pra mim! (Mingão)
Espetáquila! (Deo)

Tive uma infância linda. Não posso me queixar. E, com toda a certeza, minha Nonna, a Odette de Barros Mott, escritora de livros infanto-juvenis, meu Nonno, o Leone, nascido austríaco, na divisa com a Itália, tendo sua terra natal virado província italiana após a guerra, Fiera de Primiero, foram grandes responsáveis por boa parte destas lembranças. Isso, aliado à segurança e tranquilidade de me sentir amada por meus pais e ter uma família linda. Éramos quatro irmãs. Todas meninas, todas com os nomes começando com M. Cachorros, papagaio, quintal, férias no interior, muitos passeios à cavalo, enfim, meus vínculos familiares são muito fortes. De todas as irmãs, eu herdei de minha mãe, que por sua vez herdou da Nonna, o gosto pela cozinha. Já do Nonno, a quem eu adorava acompanhar nas idas para a Fazenda de Araçariguama, onde criava porcos, ganhei a possibilidade de ver muitas mulheres fazendo pão, doces em tachos de ferro e cobre, sobre o fogo direto no chão. Assim, após esse seu convite generoso, tinha que escolher pratos que me lembrassem todas as razões que me levaram à cozinha. Nada suntuoso, nada difícil, mas, pelo menos eu acho, tudo muito gostoso! Espero, sinceramente, que gostem. 

 

Pessoal, acredito que ninguém tem dúvidas que nós gostamos muito, né? Até o próximo …
 
 … que finalmente será a versão “oficiosa” das belíssimas receitas que a Paula Labaki do Cozinha da Lena nos enviou. Desta vez, vai!! 🙂

 
.

isbsb – minha visão (by eymard)

final de semana em BSB
missão final

ISBSB – Minha visão (by Eymard)

Desde o primeiro encontro, aquele que foi koyaanisqatsi, eu sabia que tínhamos química. Pessoas tão diferentes, unidas pelo que mesmo? Por um caleidoscópio de identidades e diferenças.

Eu não ia escrever esse post. As três versões do encontro já registravam, ao meu sentir, tudo o que se poderia falar do ISBDF. Relutei.

Continuo achando a mesma coisa. Não tenho nada a acrescentar. Então, por que escrevo?

Pelo que tenho aprendido com esse grupo. Em especial com o anfitrião do blog. Manter uma rotina semanal de encontro, mesmo quando falta inspiração, não é para qualquer um. E ele faz. Assim como faz acontecer o IB e o ISB.

Neste, a oferta generosa das visões dissonantes (ou não) do mesmo encontro. Superando minha dificuldade de “inspiração”, calço as sandálias da humildade para simplesmente escrever. E vamos nós!

Como escolher um menu que agradasse desde o paladar da Adriana (que só come filé bem passado à milanesa com arroz branco ou batatas), passando pela Sueli (cujas receitas devem ser milimetricamente seguidas) e a incerteza da presença do casal botucatuense?

Bem, bastaram elogios de Sueli e Adriana para um IB (NR – O da Bruna do Gourmandisme), misturado ao sabor das gougères e da sobremesa recentemente aprendidas na Borgonha, com a simplicidade, se tudo for por água abaixo, das omeletes em duas versões: a rica e a pobre, segundo nossa mestra Sueli, e o menu está fechado!

Problemas de execução. Lourdes rodou todo o Distrito Federal atrás das clementinas. E nada. Por aqui as clementinas são difíceis de encontrar. Ao fim, bendito seja o Pão de Açúcar, conseguimos.

Resolvemos, no final de semana que antecedeu o encontro, reproduzir o menu em casa para saber como ele seria executado com os ingredientes conseguidos em terras candangas.

Compramos todos os ingredientes e, mãos à massa: gougères, entrada, risoto e sobremesa. Só pulamos as omeletes, afinal, os dois chefs não haviam antecipado seus segredos. Os vinhos foram experimentados para ver o que ia melhor. Um branco não muito encorpado (um chardonnay, por exemplo, estaria fora) e um tinto potente (afinal, o bacon pede um tinto mais estruturado).

As gougères ficaram boas. Mas observamos que deveríamos ter colocado um pouco mais de queijo e deixado um pouco mais no forno.

A entrada, perfeita! As clementinas do Pão de Açúcar funcionaram muito bem e o contraste do “melaço” da rapadura com o salgado do queijo parmesão funcionou perfeitamente para o nosso paladar.

O Risoto agradou a todos. Bem molhadinho. Contraste da leveza da abóbora com o “graxo” do bacon.

A sobremesa tivemos que fazer e repetir. Isso porque Lourdes achou que a massa não estava na textura certa e que poderíamos ter problemas de execução no dia do ISB. Por fim, deliciosa.

Toda a preparação rendeu altos papos na cozinha e idéias. Que tal um avental personalizado? E um “pano de prato” com o nome de cada participante? Isso. Idéia na cabeça, mãos à obra.

Lourdes queria um quadro negro. Não foi possível. Daí a idéia dos bloquinhos de anotação. Funcionaram bem e, de última hora, lembramos dos elásticos coloridos, afinal, os sócios são bem fashion!!!

Testado o menu. Inventados uns mimos, restava escolher onde faríamos o primeiro encontro da sexta. Poderia ser em casa, pensamos. Apenas uma boa música, umas coisas para beliscar e bom vinho. Bom vinho? Vamos apresentar a Grand Cru de Brasilia para eles? Afinal é um lugar que vamos sempre e que somos muito bem atendidos pelo Adão e todo o pessoal que trabalha lá.

A escolha parece ter agradado (até a Sueli!). O pessoal da Grand Cru caprichou e deixou reservado para nós o salão com os “grand cru”! Uma bela sala com mesa de madeira pesada e ambiente entre o rústico e o sofisticado. Iluminação agradável, flores vermelhas ao centro, manjericão, manjerona e outras ervas displicentemente colocadas nas laterais.

Se a sexta será intimista, o sábado é “O” dia especial. Portanto, para a noite, apenas um lugar bonito. Beira lago. SOHO. Ali, na beira do lago, dá pra pensar, ao menos por instantes, que estamos à beira mar. E funcionou assim mesmo.

Domingo? Eu tinha pensado em algo que só tem aqui em Brasília. Que tal a Quituart, no Lago Norte? Um lugar muito simples onde famílias locais se juntaram em cooperativa para, aos finais de semana, apresentar cada uma um tipo de comida. Quando viemos para Brasilia, com filho pequeno, era um lugar que freqüentávamos e nos sentíamos em casa. Ambiente puramente familiar, ideal para quem, como nós, tínhamos família 900 quilômetros daqui. Tem muitos anos que não vamos lá. Sueli, no entanto, disse que o local se não tinha fechado, estava muito decadente, segundo informações de amigos. Não teríamos tempo de ir até lá antes para conferir, portanto…melhor ir no certeiro Oliver. Agrada gregos (Adriana) e troianos (Sueli) – (ou seria o inverso? Não importa!). Agradou mesmo.

Bem, no meio da comilança, claro que o grupo também se alimenta de cultura. Não programamos muito. Deixamos acontecer. Sabia que tínhamos que ir na Catedral, afinal, das duas outras vezes que Edu/Dé estiveram por aqui ela estava em obras. Então, o tour começaria por ali.

Dali tínhamos algumas opções a seguir e decidimos arriscar o Itamaraty. A escolha não poderia ter sido melhor. O tour é guiado por alunos do Instituto Rio Branco. Aproximação perfeita com o sonho de um Brasil moderno na inspiração de Niemeyer e dos artistas que caprichosamente doaram suas obras para o acervo do Palácio. Passeio que deveria ser obrigatório. Um orgulho ter artistas da qualidade dos nossos que não só concebem e realizam a arte, mas inspiram vocação modernista para um futuro melhor (da janela vê-se a paisagem da praça dos Três Poderes e, em linha reta, o Palácio da Justiça. Tudo muito simbólico. Cada coisa com sua referência. Nada está lá por ou pelo acaso. Ali me deu uma sensação de que reclamamos demais e agimos de menos.)

Agora que acabei de escrever percebo que esse ISB, para além do encontro sempre prazeroso e de poder receber os amigos em casa, com simplicidade e dedicação, me trouxe grande lição.

A maior delas, somente agora eu me dei conta: nada está ali por acaso. Reclamamos demais, agimos de menos. A paisagem da janela revela que mudar e agir depende só de nós. Não precisamos de grande inspiração. Apenas o gosto de fazer bem feito. De estar com amigos. De preparar a casa e o encontro e de saborear, a cada novo relato, “O que foi feito deverá”!

Falo assim sem saudade,
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
Mais vale o que será
Mais vale o que será
E o que foi feito é preciso
Conhecer para melhor prosseguir (Milton Nascimento)

Acompanhe o meu relato sobre os 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.
Veja também a visão da Drix: Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor! …
… e da Sueli OVB: ISBSB – “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.” Paulo Freire

Até o próximo ISBSB.

.

dcpv – grelhados do mark bittman

número 325
14/08/2012

Grelhados do Mark Bittman

Aqui estão idéias grelhadas (são 101) que valem a pena experimentar. A grande maioria leva pouco tempo de preparo. Algumas tem ingredientes comuns e oferecem poucas surpresas. Mas fiz questão de apresentar também sugestões com ingredientes pouco usuais na churrasqueira e que surpreendem pelo sabor e textura. Você vai acabar querendo colocar qualquer coisa na grelha. É só começar.” 

Esta é o texto de apresentação duma matéria do Paladar de exatamente há um ano (5 /08/11).

Sou fã incondicional do seu autor, o Mark Bittman, um americano que simplifica bastante o ato de cozinhar e, invariavelmente, resulta em coisas saborosas.

E como guardei esta página dupla nos meus alfarrábios, chegou a hora de aproveitar a churrasqueira pra fazer um menu com várias das indicações (são muitos mais isso do que receitas) do Mr Bittman.

Let’s go.

Iniciamos tudo, abrindo uma tremenda cava Segura Viudas, pra comemorar o retorno da Re.

Entradas :

1 – Erva-doce com laranja .

Corte fatias grossas de erva-doce, embeba em azeite e leve à grelha sob calor não muito forte.

Corte laranjas em rodelas largas e grelhe dos dois lados.

Faça um leito com rúcula num prato, distribua a erva-doce e as laranjas grelhadas e guarneça com folhas de erva-doce.

2 – Cenouras condimentadas

Tire a pele das cenouras (usei as mini) e passe numa mistura de cominho, sal, pimenta e acúcar mascavo.

Leve à grelha com fogo bem forte.

Retire-as do calor direto, mas deixe-as no fogo com a grelha coberta até que fiquem tenras.

3 – Beterraba e queijo de cabra

Pincele fatias de beterraba com azeite e grelhe lentamente até estarem levemente tostadas.

Sobre cada fatia ponha um pouco de queijo de cabra e algumas folhas verdes.

4 – Tomates com muçarela.

Grelhe tomates bem maduros até que estourem.

Borrife azeite, tempere com sal e pimenta e sirva com muçarela  e pão grelhado.

5 – Abobrinha

Tempere fatias de abobrinha com dill seco, iogurte, azeite e limão.

Grelhe lentamente.

Agora dá pra imaginar tudo junto?

É isto. Uma sinfonia de grelhados veggies que a Dé simplesmente adorou.

Ainda mais com as queridinhas beterrabas que ela tanto adora.

Acompanhamos isto tudo com um rosé brasileiro Da’divas 2010 que foi “leviano, rinsagem, H4O2, anticonstitucionalissimamente”.

Principais –

1 – Bisteca de cordeiro (pros carnívoros)

Os cortes da coxa são os melhores e mais baratos. Mas preferi umas legítimas costeletas.

Marine em iogurte, limão, cardamomo e hortelã.

Grelhe em fogo médio e tome cuidado pra não queimar.

2 – Vieiras com cebola (pros marítimos)

Grelhe fatias de cebola; leve ao processador com azeite e limão.

Grelhe as vieiras por 4 minutos; sirva com o molho de cebolas.

3 – Guarnição – Alface americana (pros terráqueos)

Corte o pé (de alface!! rs) em quatro, toste na grelha e misture com tomates-cereja grelhados no espetinho.

Não é a toa que o Bittman é o “cara”.

Este prato ficou uma delícia.

Não precisa nem dizer que eu e o Deo experimentamos tudo, enquanto a Re comeu o cordeiro e a Dé, as vieiras.

Tomamos um tinto leve (pra dar uma acoxambrada com a vieira), o português José de Sousa 2010, que  foi “photô, josé “quase” cuervo, muca, luso”.

Sobremesa –  Pera ou Maçã (et Figos)

Corte as frutas e grelhe.

Para servir, pincele uma mistura de iogurte, mel e cardamomo.

Simples e de acordo com as leis bittmanianas, o mais saboroso possível.

Eis o que os simplificados (com exceção do Mingão, que não pode comparecer), acharam das “grelheitas”:
Tudo o que é grelhado é bom! Viva a churrasqueira! (Edu)
Bah! Churrasquear assim é tri-legal!! (Deo)

Bom, é isso. O Mark citou que após esta experiência, você certamente tentará grelhar qualquer ingrediente.

Da minha parte, eu digo, sim.

Fazer misturas de bons produtos com temperos inusitados neste tipo de cocção é certeza de puro divertimento e grande prazer.
Vamos lá;  às churrasqueiras.

Hasta.

.

dcpv – dia seis – miami – flórida – será que o estádio do timão vai ser assim?

09/07/2012

Dia seis – Miami – Flórida – Será que o estádio do Timão vai ser assim?

O dia amanheceu nublado.

O que não impediu a nossa costumeira caminhada pela orla …

… e o nosso mais do que costumeiro café da manhã no Starbucks (desta vez, o da Lincoln Road).

Este tempo broncolhão veio bem a calhar. Deixa eu explicar o porque: tínhamos programado fazer compras e é claro que toda vez que está muito sol, bate aquela culpa por não estar aproveitando a praia. Portanto …

Só que antes delas (que seriam no ótimo Village at Merrick Park), resolvemos conhecer a nova arena de basebal do Marlins, o BallPark.

A visão que se tem do estádio da highway é avassaladora.

Ele é um prédio enorme com um tremendo “chapéu” que nada mais é do que a sua cobertura retrátil.

Imagine um telhado deste tamanho que se movimenta (são apenas 13 minutos pra fazer a movimentação)?

Pois vamos começar do princípio.

Chegamos e demos um volta em torno da arena. Infelizmente, não haveria jogos neste período.

Não vimos alma-viva (ele foi inaugurado em abril/12).

Descobrimos a loja autorizada e entramos. São milhares de produtos de altíssima qualidade e que você não tem como não comprar algumas coisinhas.

Como eu já sabia que existia um tour, perguntei pra caixa como funcionava.

Ela respodeu que iria iniciar um naquele momento e que seriam U$10 por pessoa.

Pagamos e iniciamos um passeio encantador. Porque parece que tudo que vimos foi pensado pra, especialmente, dar conforto e puro divertimento ao torcedor (coisa a que estamos acostumados por aqui, né? 🙂 ).

Começamos entrando pela área vip, onde além de se ter ótimos lugares, o ingresso dá direito a comidinhas e bebidinhas.

Dali passamos pro campo propriamente dito.

O home plate, …

… o banco de reservas, …

… com o devido lugar em que os jogadores colocam os seus tacos.

Visitamos os melhores e mais caros lugares (esta área com piscina é um pouco brega, mas …), …

… subimos pra ter uma visão completa do estádio (cabem 37000 pessoas nele), …

… fomos ao sexto andar e passeamos pelos locais onde as transmissões (tanto de radio como de tv) são feitas,…

… pra ter uma visão espetacular dos camarotes das lendas do time, …

… e terminar, admirando algumas obras de arte que estão a disposição de todos, no hall.

É mais um passeio imperdível, e nós ficamos pensando e torcendo pra que o Timão faça coisas parecidas no seu novo estádio (quem sabe um vedadeiro BallPark São Jorge?).

De lá, fomos ao shopping (que novidade!). Desta vez, ao classudo Village at Merrick Park, onde chegamos com fome e almoçando num italiano de classe, o Villagio.

A Dé pediu um Fusilli ao telefono

… e eu, um Linguini ao Vongole.

Ambos al dente e muito bons.

Demos mais uma voltinha, …

… compramos algumas coisas, …

… e eu aproveitei pra tirar várias fotos.

Este shopping também é muito fotogênico.

Já que estávamos por lá, demos uma volta pela região de Coral Gables, por sinal, muito bonita.

Fizemos um mini-roteiro pelas atrações de lá.

Fomos a Venetian Pool, …

… uma piscina pública de água natural, estilosa e charmosa, …

… a capela da Congregational Church ….

… e ao famoso e traicional hotel Biltmore (foi lá que os jogadores brazucas ficaram hospedados quando da Copa de 94).

Voltamos ao hotel com tempo de dar uma passeada na praia …

…e sentir o calor da água do mar.

Note que o céu abriu e o sol apareceu.

Pronto! Só faltava o jantar de despedida miamística que seria no restaurante  The Bazaar do novo hotel SLS  (quase nosso vizinho em SoBe).

Começa que o projeto dele é do gênio (as vezes, incompreendido) Philippe Starck.

Ou seja, é certeza dum ambiente grandiloquente e extravagante.

Note como funciona tudo. Comecemos pela parte externa. Tem uma piscina muito bonita …

… cercada por saletas privativas bacanérrimas, …

… além de outra piscina que parece flutuar …

… e um tremendo pato (viu, sócio?).

Já o salão do restaurante é fenomenal, com um pé direito duplo (triplo??)…

… com mesas e cadeiras criativas, …

… mais um bar bacana (com micagens proporcionais) …

… e um  tremendo lustre imitando velas escorridas (figura onipresente em todo o ambiente).

A culinária também é excêntrica. O chef espanhol Jose Andres, além de fazer comidas (através de tapas) espanholas tradicionais, ousa bastante no menu apresentado como “Miami encontra o mundo“.

Pra abertura dos trabalhos, escolhemos dois copos duma cava muito boa …

… e um excelente pá amb tomaquet (o famoso pão com tomate).

Os pratos são pequenos e te permitem escolher alguns pra formar a refeição.

Resolvemos experimentar Baby japanese peaches, fresh burrata, hazelnuts e arugula, uma mistura bem doida (pêssego, burrata, nozes e rúcula) com um toque final de pasta de amendoim, …

… e  Not your everyday caprese com cherry tomatoes e liquid mozzarella, uma perfeita desconstrução duma Caprese com a surpresa da muçarela ser totalmente líquida.

Pra continuar os experimentos, pedimos duas taças dum Alvarinho espanhol e Smoked Oysters, ice smoked and apple mignonetes. Incrível o sabor de defumado que as ostras tinham.

A Dé pediu Empanaditas de bacalao, salt, honey.

Começa que as empanadas levíssimas são servidas num tenis de vidro. E que o recheio é tão leve e tão bacalhoso, que mais parece uma espuma do famoso peixe sem cabeça.

Não poderíamos deixar de pedir as sobremesas.

Uma Apple lime pie desconstruída (segundo o próprio staff, é o Jose’s Way)…

… e um Banana-mojito (um sorbet de mojito, mint e caramelized bananas) servida numa banana-molde congelada muito bacana.

Olha, foi mais uma experiência muito legal e certamente, até devido a extensão do eclético menu, um lugar pra se voltar continuamente.

Além de que fisicamente, o restaurante fica no caminho do bar, o que te dá a dimensão e a excentricidade da noite de Miami.

Como diz a Dé, a maioria da mulherada por aqui está fazendo com que o sobrenome de Miami seja lido de forma mais engraçada possível.

Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.
Dia cinco – Flórida – La Donna è mobile em Miami?

Extra! Extra! Extra!
Como vocês podem ver lá em cima (à direita), sou sócio da ABBV (Associação  Brasileira de Blogs de Viagem). E ela, como agregadora, quer saber a opinião de todos os que utilizam a ferramenta-blog pro planejamento da sua viagem.
Sendo assim, você pode nos ajudar muito! Basta clicar neste link e responder ao questionário montado em parceria com a Idealis. É rapidinho (eu demorei 3 minutos) e ao mesmo tempo muito importante.
Eu prometo que assim que os dados forem tabulados e divulgados, discorro sobre eles por aqui.

Gradecido.

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