Arquivo de novembro \23\UTC 2012

dcpv – sabores da sicília nos jardins

16/11/2012

Sabores da Sicília nos Jardins.

“Como é possível verificar pela pequena amostra que representa minha família, os sicilianos sempre foram grandes gourmet. O segredo dessa particularidade parece residir no fato de que a família siciliana tem prazer de cozinhar para amigos e parentes”

Foi através dos nossos amigos Clau e Gil (nós fizemos a aula de panificação no Friccó com eles) que soubemos qua a D Maria Montanarini, autora do livro que contém este trecho acima, o Sabores da Sicília promove algumas aulas de culinária em seu apartamento nos Jardins, aqui na praia.

Basta você combinar um menu, e pronto. Foi o que nós fizemos.

Marcamos tudo prum sábado, 16/12 e no horário, estávamos os quatro, lá.
Cada um levou um vinho (eles um excelente espumante Pinot Chardonnay Batasiolo e nós, um vero branco siciliano Regaleali Tasca d’Almerita 2011).

Só de conhecer pessoalmente a D Maria, já valeria a pena. Mas eis que ela é uma figuraça e daquelas carimbadas.

E o que seria uma aula de culinária siciliana, se transformou num verdadeiro happening.

Até o jeito dela ministrar a tal aula ê um tanto quanto não ortodoxo.

Imaginem que uma boa parte de tudo já estava pronto (santa praticidade, Batman) e que tivemos o trabalho de conversar muito e dar mais risadas ainda.

Voltemos ao menu (e vejam se eu não tenho razão?): o petisco inicial, as Azeitonas à Siciliana, as Alivi Scacciati ,tinha que estar pronto já que é um prato que necessita de tempo na geladeira pra apurar.

Ele é uma mistura de azeitonas, alcaparras, salsão, erva doce, azeite, pimenta vermelha, vinagre, sal e pimenta do reino.

Isto com um pãozinho, vai que é uma beleza!!!

Aproveitamos pra tomar o espumante Batasiolo neste momento.

Logo após, foi servido o primo piatto, o Talharim à Conca D’Oro, o Tagghiarini a Conca d’Oru, uma belíssima pasta composta …

… dum molho tipicamente siciliano (cebola, alho, alcaparra, tomate, salsão, azeitonas, pecorino).

Olha, o macarrão al dente com aquele molho tornou o prato inesquecível.

Na verdade, “inesquecibile. Cche meraviglia“, né, Gil?

Enquanto conversávamos mais um pouco (grato Clau e Gil pelas dicas venezianas), a D Maria aprontava mais uma obra-prima, Lulas Recheadas, Calamari Chini.

E esta nós acompanhamos o passo- a-passo, com inclusive, direito de aprender como limpar o molusco corretamente (a Clau colocou a mão na massa).

Depois de limpas, você as recheia com uma farofinha composta de tentáculos de lulas fritos, cebola, alho, alcaparra, vinho branco, pão amanhecido, aliche…

… e fecha tudo com um palito de dente.

Aí é só fritar as lulas em azeite com cebolas e alho cortados, um pouco de vinho branco e de molho de tomate concentrado.

A D Maria serviu esta “bellezza” junto com um cremoso purê de batatas.

E dá-lhe “vino bianco” Regaliali.

Chegou a hora da sobremesa (do dolci).

E nada mais siciliano do que um canoli … siciliano, mais conhecidos por lá, como Cannoli ccà Ricotta.

As casquinhas recheadas de ricota (farinha, chocolate, café, clara, açúcar,margarina, vinho Marsala e canela) já estavam prontas.

O recheio (ricota, açúcar, frutas cristalizadas, licor de laranja, uvas passas, cerejas, casca de laranja cristalizada) também.

Faltou o Marsala para bebermos, mas de verdade, ele não fez falta alguma. Os canoli estavam sensacionais e saborosíssimos.

Foi o happy end (grand finale?) duma tarde espetacular (spettacolare) que esperamos repetir brevemente.

Afinal de contas, aprender como viver alegre, saborosa e divertidamente com a D Maria foi um tremendo prazer (piacere).

Sem contar que a Dé teve a oportunidade de experimentar uma rara iguaria: doce de alcachofra (esqueci de dizer que a D Maria é uma especialista neste legume).

“É claro que as receitas já estão ganhando transformações. A cozinha está mais leve. Substitui-se a frigideira pelo forno. Já pode-se falar de cozinha siciliana moderna, com cruzamentos culturais, sensualidade, influências. É o fermento ativo dessa nova cozinha, que está pronta pra reinventar e substituir. Mas aqui o leitor poderá conhecer as receitas tradicionais. E, a medida que lê as receitas, vai também conhecendo um pouquinho a origem de algumas delas, em fatos que se misturam com a própria história da ilha”.

Isto tudo é a mais pura verdade.

Tchau (Ciao ou arrivederci).

PS – De quebra, obtivemos um autógrafo no meu mais do que usado livro.

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49º inter blogs e quase que não autorizado – Paula Labaki no dcpv

número 336
13/11/2012

49° Inter Blogs e quase que não autorizado – Paula Labaki no dcpv

“Edu, vamos lá. Por favor me mande as receitas pq perdi tudo que estava no meu outro note e suas receitas estavam lá.
Ai, já vou aprontar toda a matéria e te mando, ok”.

Quem acompanha a Paula Labaki seja no site dela, seja no blog Cozinha da Lena, seja no Twitter, seja no Facebook, seja no Instagram, sabe o quanto ela é ocupada. Ou seja, o quanto ela trabalha.

Um hora está em Punta, outra está fazendo guloseimas pro Andre Rieu; este é o dia-a-dia dela. E é claro que toda esta atividade gera alguns desencontros.

Foi o que aconteceu com este IB (quer saber o que é?). Ela me enviou uma boa parte das receitas, mas a coisa não finalizava. Então, com a utilização delas (que são incríveis), me propus a fazer este menu.

Vamos lá, então, ao 49ºIB, o da criativa chef (segundo a moda vigente, seria chefa??) Paula Labaki.

Bebidinhas – Caipiroskas de Melancia e de Jaboticaba.

Espetaculares!

Entrada –  Casquinhas com cebiche de salmão

Ingredientes – 100 unidades de casquinhas, 1 kg de salmão limpo e picado bem pequeno, 2 cebolas roxas picadas bem pequeno, 1 pimentão amarelo picado bem pequeno, 2 pimentas dedo de moça sem semente picadas minúscula, azeite,  sal a gosto, 2 colh sopa de vodka, 1 limão (suco e raspas), 1 maço de cheiro verde e cebolinha, 2 caixas de cream cheese.

Modo de preparo – Misture todos os ingredientes, tempere com o sal, o limão e as raspas de limão.

Monte as casquinhas colocando um pouco de cream cheese no fundo, o cebiche e decore com salsa pulverizada.

Entrada – Stick de  Damasco turco com Blue Cheese

Ingredientes – 100 unidades de damasco turco, 350g de blue cheese, 2 cx cream cheese, sal, pimenta do reino, 30 ml de licor.

Modo de preparar –  Abra os damascos no sentido horizontal, como uma boca.
Misture os queijos, o sal, a pimenta e o licor. Faça uma pasta (pode bater no processador que fica melhor, pois fica cremoso). Se achar necessário pode colocar uma colher de creme de leite.

Coloque o creme num saco de confeitar com bico simples redondo grande e vá enchendo os damascos.

Depois polvilhe castanha moída por cima do queijo (pouco, só para dar um toque).

Olha, esta entrada foi cinematográfica (é claro que usei a receita proporcionalmente! rs).

São sabores que se complementam e deixaram todo mundo extasiado.

Ainda mais tomando um espumante rosé (seria cor-de-rosa?) Santa Digna 2011 que foi “soft pink, digníssima, santíssima, rosinha“.

Principal – Bols de Cebola com vieiras salteadas com azeite temperado com castanha do Brasil, brotos e ovas

Para as vieiras
Ingredientes: 12 vieiras grandes e bonitas, sal e pimenta do reino, 1 maço de cibolette, 1 maço de salsa, 40 ml de azeite aromatizado com castanha do Brasil

Modo de preparo: marine as vieiras nesta mistura. Deixe na geladeira até a hora de saltear para servir.
Na hora da montagem, salteie as vieiras no azeite aromatizado, deixando que fiquem bem macias.

Para a cebola
Ingredientes 6 cebolas médias cortadas ao meio e com o centro retirado, fazendo cm que fique como um bowl, 20 ml de azeite.

Depois das cebolas preparadas no formato desejado, regue com o azeite e leve ao forno a 160ºC para dar uma leve cozida. Reserve.

Brotos e ovas para decorar.

Principal – Atum em crosta de ervas

Ingredientes : 1 kg de atum em lombo inteiro, 1 maço de salsa, 1 maço de cebolinha, 1 maço de manjericão, 50 g de orégano seco, 1 maço de tomilho, 1 erva doce fresca, pimenta do reino, sal temperado, mostarda Dijon para pincelar o atum, 5 g de tempero sírio, 2 cebolas negras, 50 g de amêndoas

Preparo e montagem
Pincele o lombo de atum com a mostarda Dijon e reserve.

Pique todas as ervas finamente junto com os temperos.

Envolva o lombo com a mistura de ervas …

… e sele na manteiga em uma frigideira grande.

Repasse na mistura de ervas e embale bem apertado com filme plástico. Leve para gelar.

Fatie finamente e sirva acompanhado do arroz festivo ou mesmo de uma salada.

Olha, este atum é o que podemos chamar de um prato extraordinário.

A princípio, achei a idéia de servir um prato principal frio um tanto quanto, estranha. Mas ele se mostrou irresistível.

Cada garfada era uma incrível sensação e melhorava ainda mais,…

… quando acompanhada destas vieiras macias e domesticadas pela maciez e doçura das cebolas.

Paula, que noite!

Pra harmonizar, tomamos um vinho branco Chardonnay Catena 2010 que foi “graxo, azeitado, emiliano, arnoldesco“.

Sobremesa  – Filé de melancia grelhado com mel silvestre

Esta receita a Paula nem mandou.

Mas aproveitei o FB pra perguntar e ela respondeu:

Simplesmente grelhe filés de melancia em manteica (pouca) e mel. 

E foi o que eu fiz.

Certamente foi a sobremesa mais exótica, estranha, simples e bonita que eu fiz até hoje.

Mas ficou deliciosa.

Tomamos um merecido copinho do anizete da D Anina e vimos como a vida é bela.

Eis o que os paulológos acharam do menu:
Uau! Um verdadeiro espetáquila nipo-peruano-ferrazense. De cabo a melancia! (Edu)
Que Gaston que nada, eu sou mais o dcpv e a Paula! (Mingão)
Espetáquila! Watermellon gratinado! Oi !!! (Deo)

Bom, Paula, ouso dizer que tudo foi completamente perfeito (tinha uma fila de pessoas pedindo e de joelhos, mais uma porção de atum por aqui).

E apesar de não termos conversado tanto assim, o resultado foi profissional, saboroso e inesquecível.

Grato pela participação e aqui vão as nossas tradicionais flores virtuais:

Valeu e até o próximo, e provavelmente o último IB, o 50°, o do Gabriel Rogério do blog homônimo.
Este também promete.

Até.

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dcpv – vorwek, mas pode me chamar de thermomix ou ainda de bimby.

número 326
14/08/2012

Vorwek, mas pode me chamar de Thermomix ou ainda de Bimby.

E não é que após aquela aula espetacular que o seu Maurizio ministrou pra nós, eu tive o presságio que estava subutilizando o meu robot, o Bimby (nome estranho, né?).

Pra quem não conhece, ele é quase que um liquidificador só que com altos upgrades.

Afinal de contas, não é qualquer eletrodoméstico que pesa, aquece, cozinha no vapor, faz massas e muitas outras cositas mas.

E como eu tinha que ser muito prático neste noite, já que chegaria bem tarde, não encontrei outra solução pro menu de hoje que não fosse reutilizar esta máquina sensacional e que certamente, produz o melhor purê de batatas que nós comemos em nossas vidas, né Mingão?

Vamos lá, então, desvendar os segredos desta máquina maravilhosa.

Bebidinha. – Granizado de Champanhe.

E não é que o Bimby faz coquetéis? Este, por exemplo, é uma mistura de limão com o líquido que consagrou os Loguercio, o espumante.

Coloque no copo do Bimby, 4 limões com casca e partidos em 4 e 500g de champanhe (não estranhe. Todas as medidas são em peso devido a facilidade da trapizomba ter uma balança interna). Pressione o botão turbo 8 vezes.

Coe tudo prum jarro e reserve.

Coloque 800 g de gelo, 200 g de açúcar, a limonada de champanhe e bata uns segundos na veloc 5 até ouvir mudar o barulho das pedras de gelo.

Sirva.

Como dissemos todos, da pra tomar aos baldes.

Entrada – Creme de Ervilhas

Uma sopinha vai sempre bem, né?

Coloque  1 kg de ervilhas (podem ser congeladas), 200 g de cebolas, 1 dente de alho, sal, uma pitada de açúcar, cubra com água e programe 30 min, temp 100, vel 1.

Adicione 20 g de folhas de coentro e bata na veloc 7 durante 1 min ou até que o creme esteja aveludado.

Junte 30 g de manteiga e bata um pouco na veloc 3.

Sirva em taças e enfeite com um fio de freme de leite.

Acompanhamos com uma pasta de atum, especiarias, legumes …

… e torradas.

Não precisa nem dizer que a Dé adorou este creme acoentrado. Eis uma bela entrada!

Tomamos o vinho branco brasileiro Chardonnay Da’divas 2011 que foi “jilozado, rodado, bundentro, espetáquila”, segundo os robóticos, nós mesmos.

Principal – Chilli com carne e purê de batatas.

Como eu citei anteriormente, este purê é de comer ajoelhado.

E, nesta maravilha tecnológica, é muita fácil de fazer.

Coloque 1 kg de batatas descascadas e cortadas em pedaços, 400 g de leite, sal e pimenta quanto baste, no copo.
Programe 30 min, temp 90, vel 1.

Quando terminar, adicione 50 gr de manteiga e triture 20 seg na veloc 3.

Prontíssimo! O purê mais macio e aerado que você já experimentou.

Já pro Chilli, coloque 50 gr de azeite no copo e programe 3 min, temp Varoma (é a usada pra cozinhar no vapor) e veloc 2.

Em seguida, coloque 1 cebola, 1 dente de alho e 1 pimentão vermelho e pique por 10 seg na veloc 5.

Adicione 200 gr de tomate e pique tudo por 20 seg, veloc 7. Refogue 7 min, temp 100, veloc 2.

Adicione 500 g de carne moída (usei filé por causa da Dé), 1 caldo de carne, 1 colher de café de cominho, 1 pimenta picada e programe 10 min, temp 100, veloc 1.

Finalmente, incorpore 500 g de feijão preto cozido e temperado e programe 5 min, temp 100, veloc colher inversa.

Aí é só servir esta maravilha ao quadrado (feijão mais purê) …

… nos mais diferentes formatos.

Acompanhamos com o vinho tinto Beronia Crianza Rioja 2008 que se apresentou “casadinho, bimbônico, didi mocó colesterol sonrisal, esperanza” segundo nós, os eletro e domésticos.

Sobremesa – Arroz Doce

Este é um prato tipicísssimo de Portugal.

E um doce muito gostoso.

Coloque no copo 1 litro de leite, 130 g de arroz, 1 casca de limão, 1 pau de canela, 1 pitada de sal e programe 50 min, temp 90 e veloc colher inversa.

Quando terminar, junte 150 g de açúcar e 4 gemas batidas em fio e programe mais 10 minutos na mesma condição.

Coloque em recipientes e leve à geladeira.

Sirva polvilhando canela e finalize maçaricando açúcar.

Eis a opinião dos cibernéticos:

Tudo rápido. Saboroso. Enfim, bimbático. (Edu)
Espetáquila! (Deo)
Grande bimbada. (Mingão)

Bom, foi isso.

É certo que esta maquininha, o Bimby ainda vai  dar o que falar aqui em casa.

Ela consegue ser prática e ao mesmo tempo, gera refeições de altíssima qualidade.

Recomendo firmemente que todos dêem uma boa bimbada.

Inté.

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dcpv – triésimo dia – santiago – chile – isto é que é uma dobradinha ao quadrado: la chascona/bocanáriz e vinícola Almaviva/Boragó.

25/10/2012

Triésimo diaSantiago ChileIsto é que é uma  dobradinha ao quadrado: La Chascona/Bocanáriz e Vinícola Almaviva/Boragó.

Era dia da turma toda se juntar. Os casais Marcia/Vianney  e Madá/Álvaro chegaram tarde da noite  de ontem e nos encontraríamos nesta manhã.

Na verdade, a Márcia e o Vianney fariam o tour a casa do Neruda, a La Chascona conosco, enquanto a Madá e o Álvaro se juntariam ao grupo no almoço no wine bar Bocanáriz.

Acordamos cedo e fomos tomar mais um bom café da manhã no hotel.

Saímos de van, pra passarmos pelo hotel da Márcia e irmos todos pra La Chascona (que significa a descabelada).

Pra quem não sabe, a casa de Pablo Neruda tem este nome por causa dos cabelos da sua inicialmente amante e, posteriormente mulher, Matilda Urrutia.

Ela foi construída em 1953, e após a sua separação, Pablito (que tinha como nome original Neftali Ricardo Reys Basoalto) e Matilda viveram lá até 1973, ano da sua morte.

Esta casa é fisicamente muito interessante, já que é toda labiríntica e cheia de detalhes em cada canto.

E foi nesta lojinha que praticamente começou esta formação de grupos pela internet (daí veio o célebre post, teorema de neruda : mar + terra = céu), né Drix?

É um local com personalidade e que representa tudo aquilo que imaginamos da formação multicultural do gênio Neruda.

Terminamos a visita e cruzamos o bairro Bellavista a pé …

… e por estarmos um pouco adiantados, optamos por dar mais uma passada, …

… agora com mais tempo pra conhecer os espaços …

… do Centro Cultural Gabriela Mistral, …

… um lugar realmente especial, …

… e com exposições gratuitas muito bacanas.

Era hora de ir ao BOCANÁRIZ, um wine bar muito aconchegante, localizado próximo a praça Mulato Gil y Castro e ao lado do GAM.

O lugar é muito bonito e bem bolado.

Esta lousa contendo todos os 300 rótulos chilenos que estão a disposição dos clientes dá mais charme ainda a tudo.

Quando chegamos, o nosso grupo realmente se completou com a junção da Madá e do Álvaro que já estavam nos esperando.

Todos pedimos taças dos mais diferentes vinhos (alguns bons, outros nem tanto) e então, um dos proprietários veio nos explicar a filosofia do estabelecimento e como tudo funciona.

Optamos por escolher vôos de degustação (5 escolheram o autoral constituído de um Chardonnay Gran Reserva Alto las Gredas, Pinot Noir Montsecano e Red Blend Rukumilla) …

… e 3, o biodinâmico, composto dum Sauvignon Blanc EQ Costal Matetic, Merlot Cuvée Alexandre Casa Lapostolle e Rede Blend Coyam Emiliana)…

… e por indicação do proprietário, algumas porções para tapear.

Ostras de border negro com pan de centeio, …

… tartar de salmão tibio, queso de cabras y almendras …

… morcilla grillada, betarraga y mermelada de mango y piña, …

… bocaditos de mozzarella derretida com tomates y albahaca e …

… carpaccio de corvina, algas y alcaparras.

Foi o suficiente pra voarmos pela diversificação e o charme do Bocanáriz .

Uma das donas e sommelieres, também veio a mesa nos informar tudo sobre os vinhos e aproveitou pra perguntar sobre a querida Mari Campos (valeu pela dica!). Este é um lugar pra ficar horas, talvez morar um pouco lá, né Álvaro?

Nos despedimos da Madá e do Álvaro rápidamente, porque tínhamos reservado uma visita ao ícone dos ícones, a vinícola Almaviva.

Passamos no hotel, pegamos a van e partimos pra Puente Alto.

Chegamos lá e nos surpreendemos com a beleza de tudo.

O lugar é especialmente bem tratado…

… e com paisagens estonteantes.

A nossa guia, a Adelaida, estava nos esperando e além de muito bem informada e apaixonada pelos vinhos produzidos na vinícola, também era muito bem humorada.

Ela nos contou rapidamente o objetivo da joint venture entre a francesa Baron Philippe de Rotschild e da chilena Concha y Toro, que foi criar um vinho de categoria superior, o Almaviva

… além de nos explicar que o nome representa a  cultura francesa (Conde de Almaviva, herói do Casamento de Fígaro)…

… e o símbolo, a cultura Mapuche (expressa a visão da terra e do cosmos).

Passamos pelas videiras onde pudemos verificar tipos diferentes de solo donde provêem as uvas Cabernet Sauvignon , …

… Merlot  …

… e Cabernet Franc.

Adentramos à construção estilosa e aí a explicação recaiu sobre as manjadas etapas pra se criar um vinho.

Só que neste caso, ficou patente a qualidade que eles colocam em cada uma delas.

Desde a colheita manual, …

… passando por todas as fases utilizando máquinas moderníssimas e …

… movimentação gravitacional …

… até o engarrafamento e …

… o armazenamento pra pra enviar para a venda.

Este lugar é o berço onde a safra de 2011 está descansando.

É claro que tínhamos uma degustação de um vinho 2009 que nos mostrou o que realmente esperamos quando se toma um Almaviva.

Todos apaixonados, …

… nos despedimos da Adelaida (por favor, nada a ver com a anã paraguaia) com algumas expressões que ela usou no tour inteiro: “Oh! Que rico!!!” ou “Como vocês são simpáticos“.

Voltamos pro hotel …

… e como bateu uma fominha, aproveitamos o tempo pra dar uma olhada no skyline santiaguino …

…  a partir da visão da piscina que fica no último andar …

… e finalmente experimentamos uns cones interessantes de batatas fritas e de empanaditas , …

… com o devido acompanhamento de drinques das mais variadas cores e sabores.

Era chegada a hora do jantar e do que seria o verdadeiro happening do nossa estadia no Vale do Colchágua.

A Madá e o Álvaro se juntaram novamente ao grupo e fomos todos conhecer a comida endêmica, a cucina del fin del mundo, do Rodolfo Guzmán no ótimo restaurante Boragó.

É claro que todos optamos pelo menu degustação de 8 tempos com a devida harmonização de bebidas.

Então, como já estivemos aqui antes (a Madá e o Álvaro também) esperávamos algumas repetições dos pratos destas outras refeições.

Ledo engano.

Tudo foi absolutamente original e mostrando o que o Chile tem de melhor.
Iniciamos com uns amuses muito gostosos e diferentes tais como beterraba com purê de abóbora e coentro; …

… batatinha desidratada recheada com cebolas picadas, …

… uma foggazza chilena e …

… um viciante mandiopã de lagostim e bergamota.

Foi servido um espumante rosé …

… e também os famosos pãezinhos quentes dentro dos saquinhos de padaria juntos com a terra/patê.

Próximo e primeiro efetivo prato: uma concha com ostras e peixe de roca em Ceviche, coberto com um tipo de azedinhas chilenas e flores comestíveis (ORILLAS DE qUINTAY).

Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc.

Mais um prato endêmico: uma cebolinha cozida no vapor, flores de ciboulette, um caldo concentrado de cebola caramelizada e o primeiro galho comestível (comi muuuuuuuuitos) (cEBOLLAS y queso fresco de vaca).

Outro prato mais do que endêmico, surpreendente: um caldo extremamente defumado de mariscos e servido duma forma nada ortodoxa, num ninho gravetos, com um pãozinho macio que parecia ser batata, um pão de queijo grudento, mas de excelente sabor (cURANTO).

Mais um e desta vez uma arraia. Sim, senhores, uma arraia com algas fritas, uma tronco de algas que mais pareciam cartilagens e um caldo bem concentrado (MANTA rAYA y algas de Tunquén).

Acompanhamos com um Pinot Noir Montsecano (o segundo da degustação do BOCANÁRIZ) que foi um dos melhores vinhos da noite.

Próximo e último prato salgado: um frango orgânico assado no formato campestre, ou seja, sobre as brasas de gravetos …

… e servidos com um creme do alimento dele (pOLLO ORGANICO AL RESCOLDO,topinambur y alpiste).

Este ótimo prato foi harmonizado com um excelente vinho tinto Carignan Vigno Gillmore 2009.

Dessert’s time: pra limpar papilas gustativas, um sorvete de leite orgânico com um disco de queijo de cabra e molho de  pepino (PASTEL DE YOGUR pAJARITO).

Nos preparamos com um Late Harvest Muscat Tabali 2010.

A sobremesa principal é bonita, pero, indescritível.

Um sorvete, frutas secas, cacau chileno e muita conversa (eSPINO CHILENO DE CHACABUCO).

Encerramos com um cerveja Stout chilena (há quem não gostou, mas eu adorei), …

… a marca registrado do restaurante, o fRÍO glacial, onde todo mundo soltou fumaça pelos orifícios (do ROSTO! rs) …

… cafés, chás e a “dolorossa”.

Pronto! Era hora de ir embora, …

… arrumar as malas e aguardar pelo visita ao Vale do Colchágua.

Hasta mañana.

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dcpv – segundésimo dia – santiago – chile – visitando a concha y toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.

24/10/2012

Segundésimo diaSantiagoChileVisitando a Concha y Toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.

Acordamos até que tarde e tomamos um excelente café da manhã no hotel.

As 10:00 hs a van veio nos buscar pra fazermos um passeio pela vinícola chilena mais conhecida dos brazucas, a Concha y Toro.

Este passeio é tão bacana que até o caminho é encantador…

… já que a Cordilheira te persegue durante todo o trajeto.

Chegamos lá próximos do horário reservado (11:00hs) com tempo de apreciar todo o belo entorno.

Iríamos fazer o Tour Marques de Casa Concha que consta do passeio rotineiro, acrescentado duma degustação de 4 vinhos desta linha mais refinada da vinícola.

O tour é muito interessante.

Você faz um circuito a pé, …

… passando pela casa principal, …

… pelas parreiras, ..

.. pelo jardim de uvas, …

… com todas saboreando o sol e crescendo …

… e tomando vinho; …

… pela adega propriamente dita, …

… e tomando vinho, …

… e o ápice de tudo é quando o guia conta a história do porque do surgimento do lendário nome Casillero del Diablo.

Acontece que muita gente gostava de pedir emprestado (roubar seria outro sinônimo) o melhor vinho de Don Melchor (o big boss).

Ele, pra afugentar os intrusos, inventou que quem estava roubando tudo era o Coisa Ruim, o Demônio, o Diabo.

É claro que com este concorrente, todos os outros sumiram e além dos roubos serem interrompidos, surgiu o lendário vinho.

Experimentamos mais um vinho (hic!) e nos preparamos pra degustação.

A  sommelier, um chilena bem mal-humorada, foi incumbida de nos mostrar as características de todos vinhos da linha Marques de Casa Concha; o Merlot, o Carmenere, o Syrah e o Cabernet Sauvignon.

Tudo acompanhado por uma tábua de queijos que mais parecia uma ótima entrada dum não menos restaurante.

Todos os sentidos foram devidamente aguçados: olfato, visão, paladar, tato e audição (e o hic também!).

Éramos onze pessoas e coincidência ou não, todos brasileiros. Rimos muito, ainda mais a medida que os vinhos faziam o devido efeito (efeito hic?).

Enfim, é um tour imperdível. E o melhor é que as taças de cristal, com o logo da vinícola estão incluídas no preço (36 U$ por pessoa).

Dá trabalho pra trazer pra casa, mas quando elas chegam sãs e salvas, tornam-se um verdadeiro troféu.

Aproveitamos que estávamos por lá e fizemos uma pequena degustação horizontal do ícone Don Melchor que é oferecida no bar.

Experimentamos tanto o de 1990 (apresentou personalidade, mas estava um pouco passado) e o 2009 (este absolutamente perfeito).

Como era o Dia Mundial da Tábua de Frios, pedimos mais uma.

Pra variar, voltamos correndo pro hotel, pra nos trocar e pegar um taxi até o escritório da La Bicicleta Verde.

Sim, iríamos fazer um city tour diferente pela cidade.

Chegamos um pouco atrasados, mas demos sorte porque o grupo era formado somente por nós.

O nosso guia, o Miguel, estava nos esperando e nos passou instruções rápidas. Em poucos minutos estávamos andando de magrela pela cidade de Santiago.

Começamos tudo passeando pelo Parque Florestal, …

… até chegarmos a  Plaza Itália.

Cruzamos alguns cafés literários, lugares onde se pode ler a vontade e criados a partir da super taxação dos livros no Chile.

Atravessamos o bairro alemão e chegamos ao Centro Cultural Gabriela Mistral, mais conhecido como GAM

… uma construção rústica e bacana …

… que gerou um ponto de encontro de toda a cultura santiaguina.

Como bônus, vimos uma monte de crianças vestidas a caracter pra fazer uma apresentação dum tipo de Festa das Nações.

Seguimos pelo trânsito que em alguns instantes causava alguns estresses, mas no geral, o divertimento foi total.

Cortamos o bairro Lastarria, …

… circundamos o Cerro Santa Lucia, …

… e chegamos ao Palácio de La Moneda, o lugar onde aconteceu toda aquela confusão Allende/Pinochet.

Como a frente estava interditada, passamos pelos guardas e ficamos na parte autorizada.

Com as explicaçóes do Miguel, ficou ainda mais fácil de achar a história do suicídio mais estranha ainda.

Retornamos ao tour, cruzando a Plaza de Armas e passando em frente do Museo Nacional de Bellas Artes

… e seu jardim particular.

Pronto! O tour terminou e recomendo fortemente fazer este passeio por que além de você conseguir sentir melhor o clima de toda a cidade, ainda obtém muitas informações sobre o dia-a-dia e a política atual dos chilenos.

Sem contar que o JuanPablo, o outro guia, ainda tira fotos e depois te envia por email.

É claro que teríamos que jantar num lugar bacana, já que você deve ter percebido que o nosso almoço foi somente umas tábuas de frios. Para isso, escolhi o BordeRio, um lugar temático.

Ou seja, lá existem um montão de restaurantes e o que a princípio, parece ser uma armadilha pra turistas, na verdade, se mostra um lugar pra ser conhecido.
Escolhi o La Pescaderia, um, obviamente, restaurante especializado nos espetaculares frutos do mar chilenos.

Chegamos lá e a nossa mesa especial era muito bem localizada (não se esqueça de fazer reservas pelo Restorando), apesar de todo o lugar estar um tanto quanto vazio. 🙂
Iniciamos pedindo um vinho branco Sauvignon Blanc Casa Silva 2011 e que seria o único da noite …

… (antes disso tínhamos tomado uma Cava Freixenet Natural no bar do hotel).

Pra esquentar os motores, o chef nos mandou um “caldinho de pescados“.

Resolvemos pedir 3 entradas para compartilharmos: empanadas de camarão com queijo de cabra,

…  pulpo com batatas (ôba) ,…

… e locos al pilpil.

Tudo muito bem temperado, com destaque pros locos, mariscos típicos do Chile que tinham um sabor surpreendente.

Como já estávamos satisfeitos, resolvemos dividir dois bons pratos principais:  Mariscos no Wok

… e Canelonni de Centolla, aquele caranguejão chileno .

A esta altura, estávamos cansados e com muita vontade de dormir, já que o dia foi intenso.

Só nos restou curtir o skyline de Santiago, visto através da varanda do nosso quarto do W Santiago.

Um espetáculo multi-colorido.

Adiós e hasta.

Veja o primeiro dia desta viagem:
Unésimo dia – Santiago – Chile – Início promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka)

.

dcpv – itália e a venetoscana.

número 330
25/09/2012

Itália e a Venetoscana.

Continuamos com a nossa lição de casa.

Portanto, a pesquisa (especialmente a gastronômica) impera na grande FV e a intenção (até parece!) é fazer uma verdadeira imersão na cultura das regiões que visitaremos brevemente.

Tudo bem que já conhecemos suficientemente bem, (ai, que saudade!!) a Toscana rural, mas ainda estamos devendo para nós mesmos um aprofundamento na meca do Renascimento, Florença.

E inédito mesmo é viajar pelo Vêneto, onde se encontram tanto Verona, como a apaixonante Veneza (continuo insistindo, a Recife italiana).

É claro que estou abusando de buscar informações (esta é a melhor fase duma viagem), mas foi dando uma olhada nos livros de cada uma das regiões (Toscana e Vêneto) da Coleção Folha Cozinhas da Itália  que deu pra aprofundar um pouco mais na cultura destes locais.

E aí, escolher o menu é praticamente um sofrimento, já que tudo parece absolutamente maravilhoso.

Vamos lá, ao jantar Venetoscano.

Entradas – Salada de pão (Toscana) e Arroz e ervilha (Vêneto)

Esta salada de pão, a famosa Panzanella, é um ícone toscano.

É uma mistura de pão italiano amanhecido, cortado em cubinhos e ligeiramente úmidos, …

… tomates grandes e maduros fatiados em gomos fininhos, …

… cebolas-roxas pequenas e picadas, …

… pepino japonês picado, …

… folhas de manjericão e temperados com aceto balsâmico, azeite, sal e alho amassado.

Sirva esta maravilha montada em aros untados com azeite.

Já o arroz com ervilha, o Risi e bisi, é mais uma marca registrada da culinária do Vêneto.

Escolhi-o como entrada pra seguir a norma de restaurantes italianos, que servem um risotto como primo piatto.

Frite 1 xícara de bacon picado.

Acrescente 1/2 cebola grande picada e mexa até ficar bem macia.

Junte 200g de ervilha fresca, 300g de arroz arbóreo e refogue por alguns minutos.

Regue com 1/4 de xícara de vinho branco, espere evaporar um pouco e acrescente caldo de legumes, il vero.

Vá acrescentando caldo a medida que ele evapore e experimente se o risoto está al dente.

Corrija o sal, retire do fogo, incorpore manteiga e parmesão.

Prontíssimo! Panzanella e Risi e bisi.

Mais italiano, impossível!

Tomamos uma Cava (o meu estoque de Proseccos tinha zerado) espanhola, a magnífica Pinot Noir Rosé Codorniu que foi “fundo, gondoleira, te amo espanhola”.

Principal – Radicchio vermelho a moda de Treviso e Linguiça ensopada com feijão branco.

Todos estamos cansados de saber que a verdadeira comida italiana é baseada em bons ingredientes e receitas simples.

Este Radicchio rosso all’uso trevisano, nada mais é do que cabeças de radicchio cortadas em quatro …

… temperadas com azeite, pimenta e sal, …

… e grelhadas. Só isso!

Por sorte, eu tinha plantado algumas sementes italianas legítimas de radicchio que geraram estas belezuras nos meus vasos.

Já a Salsicce all uccelletto, é formada por linguiças refogadas com azeite, alho socado e algumas folhas de sálvia, …

… e quando estiverem coradas, …

… misture 500 de tomate maduro picado, tempere (sal e pimenta) e cozinhe por 10 minutos.

Junte o feijão branco (usei um italiano em lata direto do sex shop) e aqueça bem.

Olha, o amargor do radicchio …

… com a doçura do tomate formaram um “piatto perfecto”!

Ainda mais, tomando o vinho tinto italiano Sponsa 2009, um verdadeirro “ameixa, vinho di, responsa”.

Sobremesa – Creme Vêneto.

Esta Rosada Veneta é quase que um creme brulée. Veja se não?

Bata 2 ovos, 2 gemas, gotas de essência de baunilha e 60 g de açúcar na batedeira, até formar uma mistura volumosa e aerada.
Acrescente delicadamente 400 ml de leite e raspas dum limão.

Despeje o creme em refratários e cozinhe em banho-maria até ficar bem firme (forno a 220ºC).

Espere esfriar e mantenha na geladeira. Antes de servir, polvilhe açúcar e maçarique.

Mais uma “meraviglia” italiana.

Eis o que os oriundi acharam dos pratos:
Va´ fa´ un … (piiii)! Que comida! (Edu)
Qui popolo felice (Mingão)
In memoriam … Deo.

“Quando eu cheguei a Veneza, descobri que meu sonho havia se tornado inacreditavelmente, mas simplesmente, meu endereço.” Marcel Proust.

É, este garotinho, o Proust, só podia estar certo!

Ciao.

.

dcpv – unésimo dia – santiago – chile – início promissor e gastronômico (coquinaria+osaka).

23/10/2012

Unésimo diaSantiagoChileInício promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka).

Este é o primeiro post duma viagem que foi concebida levando em consideração as amizades feitas pela internet.

Todo este pessoal surgiu nas nossas vidas através do blog Conexão Paris.

A aparição da Lourdes e do Eymard já é mais do que conhecida, mesmo porque eles são nossos sócios.

Já os casais Madá/Álvaro …

… e Márcia/Vianney apareceram propriamente das conversas pitacadas do CP. Especialmente porque todos gostam muito de vinhos, de viajar, enfim, de viver bem.

Sendo assim, combinamos, após uns experimentos e zilhões de bem-humorados emails, que o tour propriamente dito seria no hotel Lapostolle Residence, que fica na vinícola homônima situada no Vale de Colchagua.

Pra que a logística desse certo, optamos (nós e os Loguercio) por ir pra Santiago na terça de manhã.

E no vôo das 8:20 hs da TAM.

Foi mais um vôo tranquilo e panorâmico, …

…pois degustar todos os ângulos da Cordilheira dos Andes …

… é sempre um grande prazer.

Chegamos ao hotel W Santiago e tivemos alguns probleminhas no check in.

Enquanto o Eymard tinha recebido um tremendo upgrade (agora ele fez jus a alcunha de presidente, já que ficou numa suite daquelas), mas ao mesmo tempo teria que esperar até as 17:30 hs pra entrar no quarto, …

… nós entraríamos rapidamente, mas o nosso quarto era bem pequeno e sem vista nenhuma da Cordilheira.

Nada que não resolvêssemos com uma boa reclamação e … pronto!

Subimos do quinto pro décimo andar …

… e, melhor,  com vista e varanda.

Enquanto esperávamos os quartos, decidimos almoçar no Coquinaria que fica praticamente no subsolo do hotel.

Ele é uma loja de muitas iguarias que, inclusive, tem um restaurante modernoso e com excelente comida.

Sentamos num mesão comunitário e fizemos um laboratório, chamando um vinho branco Chardonnay Montes Alpha 2010 da melhor qualidade.

Escolhemos os seguintes pratos: pra Lourdes, um Filé de Côngrio a la plancha, gremolata de limão siciliano e salsinha

… pra Dé um Peixe de Rocha (olha o corporativismo!) em crosta de has el hanout, purê de batata e laranja e emulsão de curry indiano, …

… pro Eymard um Filé de atum com crosta de pistaches, purê de abobrinha e frutas secas salteadas. …

… e pra mim um Surf and Turf, uma mistura maluca e boa de carne e camarão, molho holandês, folhas verdes e incríveis batatas fritas.

Pagamos a conta (barata, por sinal) e enfim, conseguimos entrar nos nossos quartos.

Resolvemos dar uma passeada pela região do hotel, o bairro de Las Condes, antes do jantar, que seria num dos restôs do próprio, …

… sempre tendo a Cordilheira a nossa espreita.

Fomos conhecer (e a pé) o novo Shopping Costanera Center, uma junção de inúmeras lojas dos mais variados tamanhos e brandies, além do complexo todo contar com a curiosa torre mais alta de América Latina.

Voltamos, …

… nos trocamos e fomos, finalmente, jantar no Osaka, o restaurante nipo-peruano do hotel.

O lugar é uma belezura oriental …

… e a comida surpreende.

Tudo bem que comer quaisquer frutos do mar por aqui são uma covardia, esendo assim, você adora a qualidade final de tudo.

Iniciamos os trabalhos pedindo um vinho branco Sauvignon Blanc Casas del Bosque 2011, que tem um exuberante sabor alimonado.

Como entradas para degustar e compartilhar (o menu todo é pensado com esta filosofia), fomos de Causas de centolla, abacate e creme de rocoto

Ceviche nikkei (composto do mesmo, pepino, cebola e quinoa crispy, molhados num yuzu mix) e …

Sachimi de salmão, na opinião de todos, o mais fresco já experimentado em todos os tempos.

Continuamos, escolhendo (com a sábia ajuda do sommelier) um espetacular Pinot Noir Calyptra 2007.

E como pratos, Guiosas de patos confitados, cebolas carmelizadas e shitake salteados no wok

Patas de caranguejo (ou de jaiba) acompanhadas dum molho nikkei com aji amarillo, …

Ostiones gratinados  com parmesão (os famosos ostiones ao estilo Osaka, ou seja, inflamados) …

… e Camarões jumbo a parrilla, com molho batayaki e aromas de coentro.

Tudo absolutamente perfeito.

Ainda pedimos mais uns fresccos sashimis e salmão e de polvo, …

… antes das sobremesas.

Que foram duas e de acordo com as filosofias do restaurante e nossa, totalmente compartilhadas. Experimentamos um Trio de suspiros limeños

… e Dim sum de chocolate.

Mais um acerto nosso, com a colaboração dos eficientes garçons que nos serviram.
Enfim, o Osaka é um lugar onde se alimentar é pura diversão.

É claro que a companhia foi formidável, mas tudo indica que este restaurante merece uma visita de cada brasileiro que passeia pelo Chile.

E temos dito!

Hasta.

.


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