dcpv – dia II – Verona – Itália – Seguindo os passos dos amantes.

21/11/2012

Dia IIVeronaItáliaSeguindo os passos dos amantes.

Mais um dia em Verona.

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Na verdade, seria o primeiro dia completo.

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Acontece que a tarde/noite de ontem foi tão bacana que ficou a sensação de que Verona é uma velha conhecida.

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Acordamos até que cedo (prum dia pós-viagem) …

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… tomamos um lauto café da manhã no próprio hotel

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… com direito a bolinho de aniversário …

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… e fomos bater pernas.

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Fica aqui um conselho: automóvel  é um equipamento sem muito uso quando se quer circular pela cidade.

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É melhor (e muito mais rápido) usar os pés do que os pneus.

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Inicialmente, rumamos pra Piazza delle Erbe, o epicentro de Verona.

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Lá existem muitos “palazzi” e…

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… vistas de tirar o fôlego, …

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… ainda mais com o tempo reinante.

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E bem no centro dela, várias barracas formam um mercadinho com muitas bancas de bugigangas e legumes, …

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… alguns diferentões …

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… além de cogumelos, que mais parecem ovos.

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Um pouco adiante chegamos a Piazza dei Signori, ..

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… com esta elegante estátua de Dante (aquele do Inferno) bem no centro.

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Mais um pouquinho e estávamos nos túmulos dos Scaligeri, a famosa família que dominou Verona  por 124 anos a partir de 1263.

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Perto dali está uma das maiores atrações de Verona, a casa de Julieta.

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É claro que deixamos o nosso cadeado lá …

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… e aproveitamos pra conhecer os aposentos, onde dizem, a beldade viveu.

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Não poderia faltar a tradicional foto com a estátua dela, …

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… assim como a do famoso balcão.

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Logo após, voltamos pra região da Arena Romana, …

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… onde almoçaríamos na Enoteca Cangrande, …

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… um restaurante que preconiza ter a melhor burrata de toda a Itália.

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O lugar é muito simpático …

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… e apesar de termos reservado, só nós estávamos lá.

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E claro que pedimos uma deliciosa Burrata (é a melhor mesmo!) …

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… e um Bigoli pra dividir, …

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…  além de duas taças de vinho, uma dum Amarone Aliotto 2010, …

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… e outra dum Valpolicella Villa Arvedi 2009, ambos apaixonantes.

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Ainda vimos uma trapizomba usada pra servir/dosar/aerar vinhos que cobiçamos, mas não conseguimos encontrar pra comprar.

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Foi um ótimo almoço e ume pedida melhor ainda, já que os piccolos continuavam fazendo parte do nosso menu.

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Voltamos pro hotel pra dar uma verificada nas coisas e zarpamos pra conhecer mais alguns pontos de Verona.

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O primeiro foi o Giardino Giusti, …

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… considerado por alguns e nas priscas eras, o mais bonito de toda a Europa.

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Quer dizer, foi. Porque ele é bem bacana e tem um belvedere lindíssimo com vistas da cidade …

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… mas hoje não está tão bem cuidado assim.

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De qualquer forma, vale a visita.

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Como estávamos perto, demos uma boa olhada no Teatro Romano.

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Ele se mostrou tão interessante que prometemos fazer uma visita amanhã como se deve.

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Voltamos pro hotel, passeando sem destino pela cidade.

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Tem coisa melhor do que vagar sem saber direito aonde está e, melhor, cruzando com nativos?

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O nosso jantar comemorativo de aniversário seria no estrelado Ristorante Il Desco.

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Uma pequena caminhada de 800m nos abriria o apetite. E foi o que aconteceu.

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Chegamos no horário da reserva (21:00hs) e percebemos que estávamos novamente sozinhos no restaurante.

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Como a ocasião era especial, optamos pelo menu degustação regional.

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Seriam 5 pratos que representavam condignamente a cozinha do Veneto.

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Adivinhe se não começamos com um piccolo, uma sopa de bacalhau com um crocante de polenta muito saboroso?

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Pedi o auxilio do sommelier e ele nos indicou um Valpolicella Brolo dell Giare 2005 espetacular.

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O desfile começou com um suflê de abobrinha acompanhado dum caldo com frutos do mar: sublime.

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Continuamos com gnocchi com escargot que era levíssimo e ao mesmo tempo, fez com que a Dé experimentasse o bichinho molão e gostasse! (claro que passado o entusiasmo, ela declarou que não gostou tanto assim 🙂 ).

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Mais um prato típico, o Pasta e Fagiolli foi experimentado e gostamos muito .

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Como último prato salgado, eu escolhi o que constava do menu, o Brasato ao Barolo com purê de batatas

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… enquanto a Dé, pediu uma substituição ao chef (que como sempre, estava a postos). Ele indicou um Seabass com molho de erva-doce que tinha um ótimo sabor.

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Nós estávamos mais do que satisfeitos, o que não impediu o chef de nos mandar uma pré dessert (ah, os piccolos!), …

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… antes do levíssimo Tiramisu.

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Olha, foi um legítimo city tour pela gastronomia venetana.

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Paga a conta, só nos restou caminhar de volta ao hotel com a lua e a história de Romeu e Julieta nos acompanhando.

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Eu juro que ao fundo nós ouvíamos: Dio come ti amo.

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Arrivederci .

Acompanhe o primeiro dia desta viagem:
Dia I – Verona – Itália – A terra da goiabada com queijo, ops, de Romeu e Julieta.

.

13 Responses to “dcpv – dia II – Verona – Itália – Seguindo os passos dos amantes.”


  1. 1 Eymard janeiro 15, 2013 às 7:30 am

    Tivemos um flash de Verona que o seu post agora complementou com informações e fotos sempre espetaculares.

  2. 2 eduluz janeiro 15, 2013 às 5:45 pm

    Sócio, este post serviu de complemento, né?
    Se tiver tempo, fale um pouco sobre o restaurante que experimentaram em Verona.

    Abs apaixonados pra vocês.

  3. 3 Marcia Lube janeiro 15, 2013 às 8:59 pm

    Sabe Edú, eu também me amarrei na trapizomba !

  4. 4 Eymard janeiro 16, 2013 às 8:59 am

    Edu, que tal o resultado do “test drive” do livro verde do Juscelino Pereira? Parma, Castelina in Chianti, Verona, Lucca e Milão. Indicação certeira da melhor gastronomia e do atendimento cortes, com alma italiana. O livro verde nos levou ao altar da melhor e verdadeira gastronomia.

  5. 5 Bóia Paulistaa janeiro 17, 2013 às 11:13 am

    Oi, Edu. Tudo bem? =)

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia Paulista

  6. 6 Drix janeiro 18, 2013 às 10:48 am

    Nos momentos nos quais “abandono” a Sociologia e me ponho a “filosofar”, sempre me pergunto o que é o amor. Não tenho dúvida sobre o amor de filha. Pude comprová-lo na época em que meu pai esteve internado. Daria tudo o que tenho para trocar de lugar com ele e aliviar seu sofrimento ainda que por alguns minutos. Não tenho dúvida de que amor de mãe se manifesta em tia, com todos os mitos culturais que cercam esse amor materno. Vivo o amor fraterno no meu cotidiano. Mas tenho muitas dúvidas sobre o amor dos amantes. Não sei nem mesmo defini-lo e amor dos amantes parece pleonasmo. Amei com tanta intensidade que cheguei a pensar que amor assim não acabasse. Acabou. Ou transformou-se em um enorme carinho. E isso por duas vezes, o que me faz ser muito amiga de meus ex (rs). Talvez tenha razão Vinícius e ele “seja infinito enquanto dure”. Talvez tenha razão Shakespeare, em seu Soneto XVI…

    “Let me not to the marriage of true minds
    Admit impediments. Love is not love
    Which alters when it alteration finds,
    Or bends with the remover to remove:
    O no! it is an ever-fixed mark
    That looks on tempests and is never shaken;
    It is the star to every wandering bark,
    Whose worth’s unknown, although his height be taken.
    Love’s not Time’s fool, though rosy lips and cheeks
    Within his bending sickle’s compass come:
    Love alters not with his brief hours and weeks,
    But bears it out even to the edge of doom.
    If this be error and upon me proved,
    I never writ, nor no man ever loved.”

    Você jurou que ao fundo ouviam “Dio come ti amo”. Eu acredito! Poucos são os amigos que me passam a sensação do verdadeiro amor. Você e Dé estão entre esses amigos e por isso não haveria melhor cenário para comemorar seu aniversário que Verona.

    Aqui mesmo no DCPV, quando perguntou sobre cidades para as quais voltaríamos – ou não – escrevi “Não voltaria a Verona – apesar de amar a Itália – mas jamais deixarei de buscar por lugares nos quais se possa viver uma linda história de amor.” Depois de seu post, voltaria a Verona.

    Acho que estou na fase “filósofa”… rs

    Beijos!

    Ah! Se tiver que escolher entre San Martín e Simon Bolívar certamente ficaria com Bolívar. Mas sempre lembrando que “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.” :- )

  7. 7 Marcia Lube janeiro 18, 2013 às 2:05 pm

    Drix
    Este é o 2º texto seu que me emociona. Lindo !
    E lindo também, tocante demais, foi aquele sobre sua amiga que se foi…
    Pura sensibilidade.

    • 8 Drix janeiro 18, 2013 às 5:09 pm

      Marcia, obrigada! Você que me emocionou referindo-se ao texto sobre a Tati. Era assim que eu a chamava e foi ela quem me deu o apelido de Drix, por minha paixão adolescente por Asterix e Obelix… Como me divertia com a leitura daquelas revistas. Ela se foi há exatamente um ano, em janeiro de 2012, e isso tornou sua lembrança ainda mais significativa.

      Quanto ao comentário sobre o amor… Ainda não sei se tenho muita sorte por viver meu terceiro grande amor (dois deles transformados em duas carinhosas amizades), ou se vou passar por esta vida sem saber o que é o verdadeiro amor, que para Shakespeare não se altera com suas breves horas e dias, mas sustenta-se firme até o fim das eras. Acho que estou mais para Vinícius. Como diz a canção “Fruta Boa”, “é pequeno o nosso amor, tão diário; é imenso o nosso amor, não eterno.”

  8. 9 EYMARD janeiro 18, 2013 às 10:00 pm

    O que dizer pós Drix? Drix é Drix e ponto. Nada mais! Amores de todas e em todas as estações.

    • 10 Drix janeiro 19, 2013 às 7:36 am

      Eymard, assim, como Edu e Dé, você e Lourdes fazem parte dos casais de amigos que me passam aquela sensação de que Shakespeare pode ter razão (ousadia duvidar de Shakespeare, não? rs). Aliás, aproveito para uma errata e um comentário: o soneto é o 116 (só depois percebi que tinha omitido o “C”). Traduzir Shakespeare não é fácil, portanto minha interpretação sobre o verdadeiro amor, no soneto, parte de uma tradução livre, aliás, diferente daquela edição de 1956, da coleção herdada de meu pai. Mas acredito que não se perdeu a essência.

      E já que falou de amores em todas as estações, não consigo não citar os versos de “As aparências enganam”, de Tunai e Sérgio Natureza, para mim uns dos mais lindos da música brasileira (já comentamos sobre a música no facebook).

      “As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
      Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
      Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
      Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
      Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
      No insistente perfume de alguma coisa chamada amor.”

  9. 11 Drix janeiro 19, 2013 às 7:39 am

    Edu, até que estava mais contida ultimamente, mas voltei a abusar no tamanho do comentário e na “conversa” com Márcia e Eymard…rs Sorry :- )

  10. 12 Eymard. janeiro 20, 2013 às 12:19 pm

    A Lourdes disse que voltaria a Verona, nem que fosse para comer novamente no Tre Marchetti. Um achado do livro verde de Juscelino que nos fez voltar aos tempos de Julieta e Romeu, aos pés não de seu balcão, mas da impressionante Arena. Como disse Cristian, o simpático garçon, aqui se cozinha com o coração!

  11. 13 eduluz janeiro 24, 2013 às 6:02 pm

    Márcia, quem encontrar, compra pro outro, certo? rs

    Sócio, este Guia do Juscelino é uma beleza. Também fomos em várias indicações dele e não nos decepcionamos em nenhuma.

    Bóia, grato pelo auxílio (e olha que nem estou me afogando!! rs)

    Drix, que saudades dos comentários-posts!!
    É sempre te ver voltando a velha forma! 🙂
    E grato pelo Dio come ti amo! Gostamos muito.

    Marcia, a Drix vai bem no alvo, né?

    Sócio, é isso aí. Precisamos fazer o ISBH urgentemente.

    Drix, fique a vontade pois o teu caso não é só quantidade. É quantidade com qualidade.

    Abas AMANTEigados pra todos


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