Arquivo para outubro \29\UTC 2013

dcpv – castiglion del ferracci di vasconcelli

número 358
23/07/2013

Castiglion del Ferracci di Vasconcelli.

Como sempre, as viagens continuam influenciando os menus aqui no dcpv.

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E no caso deste último e marcante tour pela Toscana, as experiências tiveram peso.

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Aproveitei que o Mingão estava doidinho pra fazer a sopa de abóbora dele e deixei a entrada por sua conta.

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O restante foi tirado duma aula de culinária que fizemos no belíssimo hotel Il Falconiere, localizado próximo a Cortona, a terra da Frances Mayes.

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Vamos lá, então, às receitas toscano/botucatuenses.

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Entrada – Sopa de Abóbora do Mingão.

Já que o chef Domingos queria cozinhar, então ele ficará com a palavra, ou melhor, a receita:

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Ingredientes : 1 litro e meio de caldo de frango, 1 kilo de abóbora japonesa, 3 maçãs vermelhas descascadas, 2 colheres de gengibre ralado, 1 cebola grande picada, 1 colher de manteiga.

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Modo de fazer: dourar a cebola na manteiga, acrescentar a maçã, a abóbora e refogar por 10 minutos sempre mexendo.
Juntar o caldo de frango deixar ferver e abaixar o fogo, cozinhando por 25 minutos.

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Retirar do fogo, bater com o mixer e acrescentar o gengibre. Temperar.
Ficou uma delícia!

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Tomamos um vinho tinto, o Cabernet Sauvignon Familia Bianchi 2011 que abrilhantou este aveludado néctar. Nós o achamos “surpreendente, exquisito, titular, soberbo”.

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Primo – Pici.

Este pici é um macarrão típico da Toscana.

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E extremamente curioso, já que a sua massa é feita somente com água e farinha.

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Misturados na proporção 1:1, amassados e descansados por 20 minutos. Aí é só abrir e enrolar.

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Sim, mais uma tipicidade dele é ser enrolado com a mão como se fossem espaguetes, só que um pouco mais “gordinhos”.

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E o acompanhamento ideal é um molho de tomates bem encorpado e com a utilização de bastantes ervas.

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Ficou realmente delicioso.

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Ainda mais com um vinho branco também encorpado (?!?!), o Chardonnay Jacobs Creek 2012 que foi “de casa, da casa, companheirão, idem”.

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Secondo – Linguado enrolado em abobrinha.

A receita original foi feita com um turbot, que devido a falta, foi substituído (e a altura) por um belo linguado.

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O processo de execução é o seguinte: pique um dente de alho e ervas diversas, …

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… junte com pão velho italiano batido e …

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… deposite sobre fatias de peixe que foram temperadas com sal e pimenta. Coloque este peixe sobre fatias bem finas de abobrinha, …

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… enrole e feche com um galho de alecrim (só usei alguns).

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Aí é só dar uma selada numa frigideira com um pouco de azeite, colocar um pouco de vinho branco e levar ao forno médio por 15 minutos.

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Sirva com um molho feito com uma base de tomates e algum tipo de frutos do mar (usei camarões e vôngoles).

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Olha, ficou muito bom mesmo!

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Sobremesa – Sorvete de creme.

Devo confessar que por estar atrasado, apelei. Peguei um pote de sorvete Quibuono (mais conhecido como Kibon) e servi simplesmente com uma farinha de amaretto e de cantuccini.

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Taí uma sobremesa simples e gostosa.

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Eis a opinião dos ítalos-caipiras:
Perfeito. De cabo a rabo! (Edu)
The best!!! Top one. (Mingão)
De rabo a cabo! Nunca dantes corneado! (Deo)

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Bom, é isto aí! Certamente você não sairá duma aula de culinária na Toscana sem a perspectiva de reproduzi-la em quase que sua totalidade.

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São tantos sabores e tantos truques que aliados a simplicidade, te fazem querer dividir estas informações com todo mundo.

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Ainda mais que ainda tivemos, nesta mesma noite, a preciosa colaboração do prof Domenica, além do anizete da D Anina!! 🙂

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Arrivederci.

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dcpv – mendoza – dia cuatro – vinícolas cobos, achaval ferrer com almoço na ruca malen

10/08/13

Mendoza – Dia Cuatro – Vinícolas Cobos, Achaval Ferrer com almoço na Ruca Malen.

Mais um dia maravilhoso em Mendoza.

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Acordar cedo e ver esta vista da Cordilheira dos Andes é mesmo um espetáculo.

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E pra completar, tomar um lauto café com a mesma vista te acompanhando é mais espetacular ainda.

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Hoje aproveitaríamos pra sair um pouco mais cedo e dar uma passada na Viña Cobos.

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Ela fica bem ao lado do hotel e estávamos a fim de comprar alguns dos seus vinhos ícones.

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Foi bom ter passado por lá, pois além das compras, ainda pudemos fazer uma boa degustação …

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… e dar uma pequena espiada no visual clean, despojado e organizado que ela tem.

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Logo após, passamos na Achaval Ferrer, no que seria só pra fazer umas comprinhas (vinhos são absolutamente necessários).

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O lugar é muito bacana e tem o mesmo quilate que os vinhos que eles produzem.

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O upgrade foi que conseguimos fazer uma visita-degustação mesmo sem reserva e após ela ter iniciado.

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O que neste caso, significou termos perdido a prova do vinho mais fraco e aproveitarmos todos os outros muito bons.

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Outra curiosidade foi que tomamos vinhos diretamente do barril de carvalho, utilizando, inclusive, uma pipeta.

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Passeamos pela entorno da vinícola, …

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… que pra variar, tem uma vista maravilhosa da onipresente Cordilheira, …

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… e aproveitamos pra comprar algumas garrafas de vinho para serem entregues no Brasil (depois eu conto como foi a experiência).

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O programa verdadeiro do dia se iniciaria com uma visita a Bodega Ruca Malen, …

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… que é tida e conhecida como boutique, já que produz vinhos em pouca quantidade e de excelente qualidade.

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Além do mais, todo o método de execução do néctar de uvas é bastante rudimentar.

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Acompanhe o fotoblog do tour:

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Logo após, fomos almoçar lá mesmo.

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E certamente foi a melhor refeição que fizemos aqui em Mendoza.

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Inicia que o restaurante é muito bonito …

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… e com uma vista da Cordilheira de impressionar.

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Pra variar, o menu é de cinco passos e do tipo degustação.

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Começamos com dois aperitivos: um, a salada de abobrinhas de tronco, creme de queijo branco, limão, amendoim japonês, uvas passas, maçãs caramelizadas e azeite picual. Uma delícia e com uma apresentação inusitada.

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Acompanhou o correto e simples Chardonnay Yauquen 2010.

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O segundo aperitivo foi um pastel de milho amarelo sobre creme de pimentões marrons assados.

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Foi mais uma delícia acompanhada do vinho tinto Yauquen Cabernet Sauvignon 2012.

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Já a entrada veio na forma do tradicional locro, um guisado de trigo e linguiça do campo, apresentado num vasinho e fechado por uma massa, além do enfeite de alecrim.

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A harmonização foi feita por um vinho tinto Ruca Malen Merlot 2011 que caiu muito bem com o prato.

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O prato principal, o quarto passo, foi, no caso da Dé, uma simples pasta com molho de tomates

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… e no caso dos outros, a Márcia, o Vianney, a Lourdes, o Eymard e eu (a Madá e o Álvaro ficaram no hotel por motivos técnicos) um medalhão de filé mignon grelhado com croquete de batatas, vegetais salteados e chimichurri.

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Pra nossa surpresa, a harmonização foi feita com dois vinhos tintos: um, o Ruca Malen Reserva 2010 e o outro, o top de linha Kinién Malbec 2009, ambos excelentes.

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Só ficou faltando a sobremesa que nos foi servida na forma duma torta úmida de chocolate amargo sobre fondant de doce de leite e zest de casca de laranja.

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Enfim, este almoço na Ruca Malen foi certamente a refeição mais equilibrada que fizemos neste curto giro por Mendoza, além de ser a mais saborosa. É um lugar altamente recomendado.

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Corremos um pouquinho pensando em visitar a Luigi Bosca, mas como estávamos atrasados, acabou ficando pruma próxima vez.

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De qualquer forma, voltamos pro hotel, pois além de termos que arrumar as malas, ainda tínhamos marcada uma degustação de vinhos na sua adega.

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Sendo assim, as 19:00 hs, estávamos todos no hall do hotel bebericando uns espumantes e aguardando o início da aula do sommelier.

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Descemos pra bonita adega, e nos informamos bastante sobre o mundo do vinho …

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…além de experimentarmos 3 vinhos, sendo dois da própria produção do hotel, um Sauvignon Blanc e um Malbec/Cabernet e outro Malbec dum produtor consagrado, o Durigutti Malbec Reserva 2008 (grato, Márcia) .

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Terminamos a degustação e resolvemos jantar no próprio hotel (deixamos pra outra vez a reserva que tínhamos no Azafrán).

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E fomos frugais: a Dé e o Álvaro pediram uma salada com queijo de cabras, a Madá e a Lourdes sopa de tomates, …

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… a Márcia o salmão, …

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… o Vianney uma sopa de abóboras

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… e eu e o Eymard dividimos uma degustação de carnes.

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Todos os pratos estavam excelentes e pra acompanhar, tomamos um vinho tinto da junção Catena/Rotischild da linha Caro e um Cheval dos Andes, ambos muito bons.

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Como o tempo urgia, pagamos a conta e fomos dormir, espiando e nos deleitando com um dos ceús mais bonitos que vimos até hoje.

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E fizemos juras de que estes encontros anuais desta excelente turma sejam eternizados (a Toscana que nos aguarde).

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Amém.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Santiago do Chile – Bocanáriz, olhos e ouvidos; Puerto … Fuy!
Mendoza – Dia uno – Cavas Wine Lodge, que hotel!
Dia dos – Mendoza – Vinícolas Familia Zuccardi (com almoço) e La Rural.
Mendoza – Dia tres – Vinícolas Catena Zapata e Achaval Ferrer com almoço na Lagarde.

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dcpv – não seja puglia.

número 357
16/07/2013

Não seja Puglia.

Lá vamos nós novamente apelar (positivamente) pra Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E desta vez a região escolhida foi a Puglia (acredito que o Sauro do restaurante Friccò vai gostar também).

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“A paisagem de casinhas caiadas de branco aninhadas nas encostas à beira-mar é marca registrada da Puglia. Do cardápio pugliese, aprenda os segredos para preparar os taralli, rosquinhas de casca crocante, o frugal Orecchiette com abobrinha e o espaguete com mexilhões.”

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Me fala se com esta descrição você não se interessaria também em fazer todas as receitas possíveis desta aprazível região?

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Vamos lá, então, descobrir os segredos da Puglia.

Entradas – Bruschetta de linguiça e Crostini ao vôngole.

Crostini alle Vongole. Este é o nome desta receita em italiano. Ou seja, praticamente o mesmo que em português.

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Para fazer, basta aquecer 2 colheres de azeite e dourar 2 dentes de alho picados.

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Adicione 1 colher de sopa de gengibre ralado e 3 tomates maduros sem sementes picados …

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… junte os vôngoles e regue com 1 cálice de vinho branco seco.

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Cozinhe até o liquido reduzir e tempere com sal, pimenta, salsinha e manjericão a gosto. Reserve.
Toste as fatias de pão italiano pinceladas com azeite e sirva-as com o refogado de vôngole.

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E a Bruschetta con salsiccia?

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Faz-se da seguinte maneira: numa frigideira, derreta manteiga junto com o azeite e refogue 1/2 cebola picada até ficar transparente.
Junte linguiça moída e frite rapidamente.

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Acrescente 1 talo de salsão picado, regue com 1/2 cálice de vinho branco e espere o álcool evaporar. Cozinhe por mais 5 minutos, retire do fogo e deixe amornar.

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Cubra as fatias de pão italiano tostadas com esta mistura.

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Ficaram muito boas e saborosas.

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E acompanhadas com o vinho branco Torrontés Finca La Linda 2012 tornaram-se realmente inesquecíveis. O achamos “beautiful, carca, bonitinho, gostei”.

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Principais – Orecchiete com abobrinha e Polpettone ao forno.

Orecchiette com zucchine. É isto em italiano e é feito da seguinte forma: aqueça 3 colheres de sopa de azeite e doure 1 dente de alho picado.

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Junte 500g de abobrinha italiana fatiada em rodelas e cozinhe por 15 minutos. Tempere com sal e pimenta e cozinhe por mais 5 minutos em fogo baixo.

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Dissolva um envelope de açafrão em pó em 120 ml de creme de leite fresco e adicione à abobrinha.

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Mantenha no fogo por mais 10 minutos, até o molho ficar encorpado. Cozinhe a massa, as orelhinhas, conforme as instruções do pacote e misture-a ao molho.

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Ficou muito bom.

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Quanto ao Polpetone al forno, optei por fazer um ligeiro fotoblog (se quiser a receita, me avise que eu envio por email):

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Dá pra imaginar o sabor dos dois juntos no mesmo prato, né? É pura comfort food na acepção das palavras (que o digam o Deo e Mingão que comeram exatas duas vezes).

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Pra melhorar, se é que isso seria possível, tomamos um vinho tinto toscano, o Valdichianna Casa Vasari 2010 que foi “judô, vaza, soriano, adequadíssimo”.

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Sobremesa – Peras ao Vinho Tinto.

Esta, a Dé já tinha feito algumas vezes. Quer dizer, ela achava que tinha feito, já que tem características diferentes. Estas pere al vino rosso, são descascadas com cuidado e com a manutenção dos cabinhos.

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Coloque-as numa panela funda e larga e cubra-as com 1 litro de vinho do Porto.

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Junte ½ colher de chá de canela em pó, 2 e ½ colheres de sopa de açúcar, 2 colheres de sopa de manteiga e as tirinhas da casca de uma laranja.

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Leve ao fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até ficarem al dente.

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Retire as peras e leve a calda de volta ao fogo até reduzir a 1/3 do volume inicial.

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Coe a calda e regue as peras antes de servir, com o acompanhamento duma bola de sorvete de creme.

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Simplesmente delicioso.

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Eis a opinião dos puglientos:
Eu não sou um puglia, mas gostei muito de tudo. (Edu)
Eu sou puglia desde pequenininho. (Mingão)
Io puglia, tu puglias,nóis puglia. (Deo)

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“A terra do sol quente, mar azul-celeste e casinhas brancas à beira mar é também o celeiro da Itália. É dos vastos campos de trigo e verdejantes olivais que sai grande parte da produção de farinha e azeite do país. O solo fértil e a simplicidade dos puglieses se manifestam numa cozinha autenticamente caseira, baseada em ingredientes da horta, como alcachofras e abobrinhas”.

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Xiiii, já sei porque que que a Dé também adorou tudo.

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Arrivederci.

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dcpv – mendoza – dia tres – vinícolas catena zapata e achaval ferrer com almoço na lagarde

09/08/13

Mendoza – Dia Tres – Vinícolas Catena Zapata e Achaval Ferrer com almoço na Lagarde.

Outro dia mendocino.

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E desta vez muito mais típico pruma região praticamente desértica.

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Afinal de contas, acordar com uma paisagem …

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… e iluminação destas da Cordilheira dos Andes não é pra qualquer um, né não?

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Depois deste verdadeiro deleite, …

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… nada como se deleitar com um bom café da manhã ao lado de grandes amigos.

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Saímos na corrida pra conhecer (em alguns casos, rever) a mais do que icônica vinícola Catena Zapata.

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A arquitetura por si só já é cinematográfica.

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Afinal de contas, tudo ali parece pertencer a um outro continente.

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Certamente, a Catena Zapata poderia estar localizada em qualquer lugar da França e da Itália e não faria feio.

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Iniciamos o tour pelo coração da vinícola.

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Passamos pelo berço dos barris de vinho da melhor qualidade …

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… continuamos no lugar onde as garrafas descansam por mais dois anos (com a maioria delas custando por volta de U$ 300 cada) …

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… voltamos pra sala de degustação mais espetacular que já vimos, …

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… com direito a sentar na célebre mesa feita com tábuas exclusivas e que pesa aprox 700kg…

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… subimos pela maravilhosa escada …

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… até termos a vista mais estonteante que um ser pode ter na combinação videiras+Cordilheira.

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Descemos do prédio que se assemelha muito a uma pirâmide …

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… e fomos fazer a tão esperada degustação.

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A sommelier Tatianna nos ensinou como degustar um bom vinho do jeito correto.

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E experimentamos 3 deles, todos Angélica Zapata; um Chardonnay, um Cabernet Sauvignon e obviamente, um Malbec.

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É claro que passamos na lojinha, totalmente extasiados pela magnitude da visita.

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Saimos de lá, pensando no almoço que seria na vinícola Lagarde.

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Na verdade, faríamos uma visita também, mas devido ao adiantado da hora, resolvemos só comer.

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E a surpresa foi grata, já que esperávamos uma refeição mais frugal e quando percebemos estávamos  num lugar muito bacana e muito bem bolado.

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O menu todo aconteceu no formato degustação com cinco tempos e os correspondentes vinhos da própria Lagarde.

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Iniciamos com as indefectíveis empanadas (que desta vez vieram assadas e pareciam com pastéis de carne) , …

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… harmonizadas com um Blanc de Noir 2012, mais conhecido como Rosé.

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Continuamos com rolls de zuchinis grelhados, ricota fresca, manzanas e hinojo sobre crema de rúcula. Uma verdadeira delicia refrescante.

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Mais uma harmonização, agora com o branco Viogner 2012. Perfeita.

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Logo depois chegou uma sopinha, um locro de trigo mote blanco y alubias cubierto de queso de cabra fundido. Estava gostoso, mas um pouco pesado.

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Já o vinho equilibrou bem. O Lagarde Cabernet Sauvignon 2012 deu conta do recado.

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O último prato salgado foi um filé con vegetales al rescoldo y chimichurri de tomates secos. Estava bom também, mas certamente nenhum ser humano agüentaria tanta comida, e nós não fomos diferentes.

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E o vinho tinto Guarda Cabernet Franc esteve tão bem que até a Márcia e o Vianney aproveitaram o embalo pra comprar um.

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Terminamos e adoçamos tudo com uma trufa de chocolate amargo y biscuit perfumado com naranjas, também muito boa.

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Coisa que não ocorreu com o espumante Altas Cumbres Extra Brut que pareceu fraquinho e aguado demais.

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Bom, no geral foi um bom almoço e pra variar, muito divertido.

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Saímos correndo de lá pensando em dar uma passada na Achaval Ferrer, mas quando chegamos, estava fechada.

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Só nos restou voltar pro hotel e aproveitar o tempo livre pra dar uma volta de bicicleta.

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Lá fomos nós, Lourdes, Madá, Dé e eu dar um rolê pelas dependências do hotel

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… e ter uma visão diferente do entorno dele.

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Pra coroar o dia, ainda tivemos um belo por do sol …

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… por sobre a Cordilheira.

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Correndo mais um pouquinho, nos preparamos pra dar uma passada em Mendoza e conhecer a loja Sol y Vino, onde acontecia uma degustação de azeites…

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… da empresa da famîlia da sommelier que nos atendeu hoje cedo na Catena Zapata. A degustação foi rápida, mas bem informativa.

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É claro que o objetivo seria jantar num lugar legal.

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E fomos ao Nadia O.F., um restaurante charmoso e pertencente a esposa do dono da vinícola O.Fournier, a própria Nádia.

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O ambiente é bem aconchegante e ficamos numa sala separada do restante do pessoal.

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O esquema funciona no formato degustação (são seis passos) com direito a algumas escolhas. Os aperitivos são fixos e todo mundo experimentou os ótimos tempura de zuchinni y palta em emulsion de limon

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… e camote cocinado al vácuo con manteca de cenizas de berenjenas. Ambas excelentes e muito fotogênicas.

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Além do mais foram muito bem acompanhadas pelo Sauvignon Blanc BCrux 2012.

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Como entradas tínhamos que escolher. Alguns optaram pela “harira” (uma sopa marroquina de tomates) com garbanzos e filet salteado, que era muito bonita e com um charme, servida em dois tempos.

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Outros, pelo nido de papa com hongos y huevo cocinado a baja temperatura al aceite de trufa negra.

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Continuamos tomando o Sauvignon Blanc.
Como principais as opções eram o risotto de hinojo y naranja em  bufanda de puerro (pedido pela Márcia, pela Lourdes, pelo Álvaro e pela Dé), …

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… o sorrentino de ragout en su demi glace con salsa de aceitunas (pedido pela Madá e pelo Vianney) …

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… e o bife de lomo con guarnicion de papas aplastadas y mojo rojo (pedido por mim e pelo Eymard).
Todos estavam bons, mas e pra variar, neste momento da refeição, pareciam grandes demais.

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Em compensação, tomamos um ótimo tinto varietal da linha BCrux (Tempranillo + Malbec).

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Calma aí que as sobremesas (sim, são duas) ainda não tinham chegado. Uma, o curd de mandarina foi “curdo” e rápido. Uma espuminha de mixirica bem leve e muito fácil (gracias) de comer.

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A outra, um postre de manzana y crema de yogurt com infusion de tabaco.
Ambas refrescantes e praticamente digestivas.

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Conta paga (como é difícil de ser aceito qualquer cartão de crédito com pin por aqui), voltamos felizes pro hotel e com a certeza de que a natureza é muito pródiga nesta região, especialmente nos dias ensolarados.

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Pra terem uma idéia, vimos nesta noite um dos céus mais bonitos das nossas vidas.

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Hasta.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Santiago do Chile – Bocanáriz, olhos e ouvidos; Puerto … Fuy!
Mendoza – Dia uno – Cavas Wine Lodge, que hotel!
Dia dos – Mendoza – Vinícolas Familia Zuccardi (com almoço) e La Rural.

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dcpv – toscana di vasconcelli

número 352
11/06/2013

Toscana de Vasconcelli.

Viajar pra Toscana tem muitas vantagens.

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E uma delas é justamente a quantidade de ingredientes e de idéias que retornam junto com você.

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Esta região italiana é tão bacana e com características tão particulares que dificilmente você voltará do jeito que você foi.

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Ainda mais depois das duas aulas de culinária que fizemos (uma em Cortona …

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… e outra em Montalcino).

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Pois foi me baseando justamente nestes ensinamentos que surgiu o menu deste noite.

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Vamos lá, então, ver o que que a Toscana tem!

Entrada – Sopa de Piselli.

Esta foi fácil. As piselli, as ervilhas, estavam no saquinho que trouxemos direto de Cortona.

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E com um ingrediente deste quilate, bastou seguir a receita que constava no próprio pacote pra se obter um prato saboroso e reconfortante. É claro que foi super-fácil fazer tudo.

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Fritei uma cebola cortada finamente em duas colheres de azeite …

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… e coloquei o pacote de ervilhas junto com 1,5 litros dum genuíno caldo de legumes.

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Aí foi só esperar meia hora até que tudo estivesse bem cozido, temperar e servir.

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Pra dar um incrementada, acompanhamos com um ótimo prato de salumi e formagio.

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Pra não perder a oportunidade, tomamos uns Spritz Aperol …

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… e a consequente flute da Cava Freixenet. Os achamos “little king, frescati, dr Osires, Florindo”.

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Principal – Spaghetti ao Sugo.

Também aprendemos a fazer o vero molho ao sugo. E o mais interessante é que ele é muito mais simples do que se pode imaginar.

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Na verdade, o que importa realmente é a qualidade e a variedade dos tomates. É claro que estamos longe de ser a Itália, mas com criatividade se consegue um bom resultado.

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Neste caso, usei tomates maduros, uma lata de tomate pelado e alguns tomates-cereja que trouxemos de Milão.

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Pra transformá-los num excelente molho, basta cortá-los em pedaços grandes (lembrem-se de deixar pele e semente), temperá-los com sal, pimenta e azeite …

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…e colocá-los numa frigideira quente.

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Refogue-os por uns 10 minutos, tempere e enquanto isso, cozinhe o spaghetti conforme as instruções do pacote.

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Junte a massa ao molho e sirva.

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Como sempre, simples e delicioso.

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E como não poderíamos cometer uma heresia, tomamos o excelente vinho italiano Casa Vasari Valdichiana 2010 , que foi “celebration, cássio, mariesco, mariesco”, segundo os tifosi, nós mesmos.

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Sobremesa – Cantuccini com Vin Santo.

Já que a tônica seria a Toscana, nada mais representativo do que comer o biscoito típico de lá, o cantuccini.

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E no formato mais do que conhecido, ou seja, molhando-o no Vin Santo.

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Se tiver oportunidade, experimente porque é muito gostoso.

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Eis o que os oriundi acharam de tudo:
15 minutos pra fazer, duas horas para degustar! (Edu)
Na chácara de Dios, não deixou pedra sobre pedra. (Mingão)
Achei um espetáquila. (Deo)

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É claro que a aura de tudo imperou.

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Afinal de contas, a viagem ainda está bastante recente e as emoções afloram abundantemente.

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Mas degustar a Toscana através de suas comidas, dos seus hábitos, dos seus maneirismos é um verdadeiro prazer.

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Incrível como comidas simples e feitas com a utilização de bons ingredientes, resultam em prazer total.

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É, como diz a Dé, a Itália é incomparável.

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E encantadora.

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Arrivederci.

.


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