Arquivo de novembro \21\UTC 2014

dcpv – espanha, por favor.

número 382
15/04/2014

Espanha, por favor.

Este foi mais um jantar em que a necessidade urgente de pensar em algum motivo foi a tônica.

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A única coisa que estava clara na minha cabeça é que faria alguma coisa parecida com uma paella.

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Tinha os ingredientes (um kit do sex shop) para tal e portanto, só teria que pensar no restante.

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Aí tudo fluiu. Encaixar uma entradinha espanhola e complementar com alguma sobremesa tornou tudo bem mais fácil.

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Vamos lá, então, ao menu espanho/Botucatu/ferrazense (você saberá o porque!).

Entrada – Pão com tomate e Tortilla.

Esta entrada foi feita do meu jeito e além de ser muito simples, é muito saborosa. Pra fazer a tortilla, cortei finamente (em rodelas) batatas sem casca e fritei em óleo.

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Na mesma frigideira, fritei fatias de cebola-roxa até ficarem macias.

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Logo após, bati 4 ovos inteiros (sem a casca, óbvio), até ficarem espumados. Temperei.

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Juntei tudo numa vasilha, verifiquei os temperos e adicionei um pouco de salsinha picada.

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Coloquei tudo numa frigideira e deixei fritar de um lado.

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Inverti o lado e deixei fritar novamente. Pronto.

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Pro pão com tomate (o famoso pá amb tomaquet catalão), basta torrar um pouquinho fatias de pão, esfregar tomate neles …

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… e temperar com azeite e flor de sal.

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Ficou um verdadeiro espetáculo!

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Assim como a harmonização com a Cava Freixenet Vintage Reserva 2011 que foi “saudoso, freixe.net, cacavernosa, frexco”.

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Principal – Risella ou Paellotto.

Esta idéia veio de Ferraz de Vasconcelos (ou seja, foi minha). Em vez de fazer uma paella, resolvi utilizar alguma coisa do preparo dela, mas no fundo, no fundo, acabei preparando um risotto.

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Iniciei fazendo uma base com cebola, tomate e pimentão vermelho picados.

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Em seguida, adicionei o arroz arbório …

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… e o caldo de peixe, além dos temperos típicos (açafrão e um pouco de páprica).

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Juntei os frutos do mar (camarões, polvo e lula) e o restante do tempo, foi jogar caldo a cada vez que ele secasse.

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Finalizei com manteiga e um pouco de parmesão.

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Separadamente, fritei os camarões maiores para além de enfeitar, dar um sabor melhor a tudo.

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Olha, resultou num prato cinematográfico, digno de frequentar o menu de qualquer restaurante estrelado no Michelin.

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Pra melhorar, tomamos um branco Chardonnay Sibarys Undurraga Reserva Especial que foi “pastoso, jjdp, balangandã, gulosa”.

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Sobremesa – Bolo de mel e limão.

A história deste bolo é bem interessante. Fomos pra casa do Mingão em Botucatu no último final de semana e lá, conhecemos a Padaria Antiga Jacarandá. Entre os muitos produtos de qualidade que encontramos, lá estava este bolo de mel e limão. Portanto, o trabalho que tive foi cortar o bolo, …

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… enfeitar o prato com um pouco de doce de leite …

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… e finalizá-lo com o famoso açúcar gay. Mais uma delícia épica.

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Eis o que os espanholitos acharam de tudo:
Que maravilha! Tudo absolutamente perfeito. (Edu)
Top One. (Mingão)
De cabo a rabo (hum…). (Deo)

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É isto!

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O lema de que com grandes ingredientes se faz uma ótima refeição continua valendo por aqui.

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Nós aproveitamos e muito esta máxima.

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Adiós.

.

dcpv – dia drei – viena – rosas, rosas, rosas …

30/05/2014

Dia Drei – Viena – Rosas, rosas, rosas …

Sol não tinha…

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… mas como não estava chovendo, nós demos por satisfeitos.

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Tomamos o café da manhã no hotel (acordamos um pouco mais tarde) …

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… e fomos bater pernas.

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Saímos pela esquerda do hotel. A primeira parada foi de reconhecimento.

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E foi no prédio da Ópera (lugar onde iremos hoje a noite).

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Logo depois, demos uma breve entrada no Weltmuseum Burggarten pra tirar uma foto do prodígio Mozart.

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Continuamos pro que seria o nosso objetivo matutino: o Volksgarten com as suas 6000 rosas.

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Isto mesmo! São 6000 tipos diferentes de roseiras do mundo todo e melhor, floridas!

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Segue o fotoblog deste inenarrável momento:

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Dali, passamos novamente pela região do palácio Hofburg.

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Nós encantamos again com o tamanho e a beleza de tudo.

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Atravessamos o centro e acabamos descobrindo um lugar que só vende champanhes, a Le Cru.

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É claro que aproveitamos pra tomar duas flutes dum legítimo antes do almoço.

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Que seria na filial dum tremendo restaurante original de Florença, a Cantinetta Antinori.

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Ainda me lembro que quando estávamos na de Florença, conversamos sobre conhecer a de Viena. Pois bem; foi o que aconteceu.

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E o lugar não decepciona. Parece mesmo um canto italiano dentro de Viena.

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Pedimos um antepasto misto pra iniciar os trabalhos.

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A Dé escolheu um Pappardelle com lingüiça e cogumelos …

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… e eu, Spaghetti alle vongole veraci e pomodorini.

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Ambos maravilhosos e harmonizados, respectivamente, com um vinho tinto Cont’Ugo Bolgheri e um branco Vermentino Bolgheri.

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Curtimos muito o lugar e decidimos que faríamos um programa turisticão, mas com cara de imperdível: andar de carruagem.

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E a escolha foi acertada (ainda mais depois dos vinhos).

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Fizemos o Grand tour (cerca de 40 minutos) e nos divertimos muito.

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Eis o fotoblog do passeio:

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Voltamos a pé pela rua (lotada) do centro de Viena, a Karntner Str.

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Lugar onde existe uma loja da Swarowisk muito bacana.

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Retornamos ao hotel (parece que o Bill Clinton e a Sharon Stone estão lá) pra nos preparar para encarar uma ópera de Wagner.

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Dizem que ele é um autor hermético e cheio de manhas, mas nós adoramos tudo (viu, sócios!).

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Tudo bem que só o lugar já valeria a visita.

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A Ópera realmente tem classe …

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… e só de pensar na quantidade de História que aconteceu por aqui, dá até um arrepio.

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Terminado o espetáculo, fomos experimentar outro.

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A famosa Sacher Tarte do hotel homônimo.

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Antes pedimos salsichas (mais um desejo da Dé) …

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… e um sanduba de cream cheese, presunto e queijo na baguete.

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Tudo regado a duas flutes de Louis Roderer.

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Pra finalizar, ela. A torta Sacher que a grosso modo é um daqueles bolos de cenoura com cobertura de chocolate, só que mais leve e gostoso.

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Voltamos caminhando felizes pro hotel e aguardando pela nova cidade que conheceremos amanhã: Budapeste.

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Ich spreche kein Deutsch.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia eins – Viena – Conhecendo a terra da Sissi.
Dia zwei – Viena – Sississiricando.

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dcpv – vem vêneto.

número 383
22/04/14

Vem Vêneto.

“Na capital, o legado do passado mercante dos venezianos se revela no perfume e no sabor dos temperos e também no método de preparo dos pratos”.

E lá vamos nós apelar mais uma vez pra  Coleção Folha Cozinhas da Itália. Desta vez a região escolhida foi a do Vêneto, que fica no nordeste da Bota.

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Não bastasse a existência da culinária veneziana, ainda vemos um apreço enorme por legumes e pelo arroz.

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Portanto, falar da cozinha do Vêneto e não fazer um risotto é quase que uma verdadeira heresia.

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Vamos lá, então, curtir o carnaval de sabores.

Entrada – Risi e bisi.

Este é o famoso arroz com ervilhas. E bacon. Portanto, é uma receita que não tem como dar errado.

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Inicie fritando o bacon na própria gordura. Acrescente cebola picada, salsinha e mexa até ficar macia.

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Junte a ervilha e o arroz arbóreo e refogue por alguns minutos.

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Regue com vinho branco e espere evaporar um pouco, antes de acrescentar o caldo de legumes. Vá juntando caldo aos poucos até que o arroz fique al dente.

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Finalize com manteiga e parmesão ralado e sirva imediatamente. Ficou bom (ficaria melhor se eu tivesse encontrado ervilhas frescas ou mesmo congeladas, em vez de em lata).

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Acompanhamos com um bom tinto, o Caballo Loco Number Six que foi “semedo, estrebaria doida, crazy horse, joinha“.

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Principal – Baccalà alla vicentina.

“Trazido da Noruéga pelos navegadores, o bacalhau seco conquistou o paladar dos moradores da região e inspirou a criação de pratos, sobretudo em províncias do interior como Vicenza, onde o acesso a peixes frescos era difícil”.

Aqui em FV também é assim! rs Então o negócio foi fazer este bacalhau, mesmo considerando que a sexta–feira Santa foi na semana passada!

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Pra fazer, dessalgue o bacalhau e corte as postas em pedaços de 5 cm de largura. Empane as postas levemente na farinha. Aqueça um pouco de azeite e refogue cebola e salsinha cortadas e dois dentes de alho.

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Disponha as postas sobre o refogado. Junte um pouco mais de azeite e deixe dourar um pouco.

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Cubra com leite e cozinhe em fogo baixo por cerca de 20 minutos, até que o bacalhau fique bem tenro.

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Descarte os dentes de alho e acrescente alcaparras. Sirva e se delicie.

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Ainda mais tomando um rosé básico, o Regaleali Sicilia Tasca D’Almeida que foi “tosco, osê, pré-sal, limapersesco”.

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Sobremesa – Rosada veneta.

Esta é mais uma daquelas receitas que tem vários nomes (Crema Catalana, Creme Brulée, etc), e é uma variação do mesmo tema.

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Bata 2 ovos, 2 gemas, gotas de essência de baunilha e 60g de açúcar na batedeira até formar uma mistura volumosa e aerada.

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Com a batedeira na velocidade mínima (para manter o volume) acrescente delicadamente 400ml de leite e raspas de 1 limão siciliano.

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Despeje o creme em refratários e cozinhe em banho-maria, em forno pré-aquecido a 220°C, até ficar bem firme.

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Quando for servir, polvilhe açúcar e finalize com um maçarico de cozinha para obter uma casquinha crocante.

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Ficou uma delícia.

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Eis a opinião dos navegadores:

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Comida boa. Salgada, mas boa. (Edu)
Delícias salgadas. (Mingão)
Sapore di sale, mas gostoso pra car…amba! (Deo)

“Destino quase obrigatório dos turistas que desembarcam na Itália, o Vêneto exibe uma culinária tão sedutora quanto os canais e as famosas gôndolas da capital.

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É a terra do carpaccio, do bacalhau à vicentina e, garantem os vênetos, do tiramisu”.

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Ah, Veneza!!!

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