Arquivo para dezembro \28\-03:00 2019

dcpv – jour huit – frança – a madame (pommery) e o peixe (salmon) dominam a champagne.

28/12/2019 (degustado em 11/12/2018)

Jour huit – França – A madame (Pommery) e o peixe (Salmon) dominam a Champagne.

E lá vamos nós pro nosso último dia inteiro nesta incrível região.

Quem pensa que a Champagne é só a própria …

… está completamente enganado.

É claro que tomar “buinhas” …

… e visitar as caves, sejam elas famosas ou não, é obrigatório.

Mas alugar um carro e ter a liberdade de entrar na cidade que você quiser, não tem preço.

E normalmente, você irá se divertir muito.

Acordamos cedo, …

… tomamos mais um ótimo café no hotel …

… e fomos pra Reims.

Hoje a visita seria na classuda Pommery.

E continuo insistindo que, …

… não sei se é combinado ou não, …

… mas cada um dos tours, sejam de casas conhecidas ou de pequenas, …

… são tão interessantes, …

… que você tem sempre a obrigação de fazer mais um.

Desta vez, a Pommery pareceu ser quase que um Castello di Ama, na Toscana ou um Petit Inhotim (Inhotã? rs).

Ou seja, eles deram um jeito de colocar um montão de obras de arte moderna …

… em todo o trajeto …

… e tudo ficou mais interessante ainda.

A imponência impera …

… e os números não ficam atrás …

… já que ele tem 18 km de caves subterrâneas …

… contendo 22 milhões de garrafas.

Fazendo as contas, quase 1 bilhão de Euros!!!

É brincadeira!

Iniciamos o tour descendo uma escada cinematográfica.

Ela é toda iluminada (adoramos) …

… e quando se chega na cave subterrânea …

… passeamos sobre um carpete vermelho.

Sim, parece mesmo uma cerimônia de Hollywood.

Daí pra frente é um desfilar de imagens tão espetacular, …

… que vou deixar que elas falem por si mesmo.

Isto posto, encerramos o passeio, …

… degustando duas taças de bons Champagnes da marca.

Não compramos nada, porque resolvemos prestigiar médios e pequenos produtores nesta viagem, …

… se bem que ninguém é tão pequeno assim por aqui.

Fomos embora, …

… e como era logo ali perto, …

… resolvemos dar uma passada na lojinha da Veuve Clicquot.

Não fizemos o tour (já tínhamos feito em 2014) …

… então fomos só dar uma olhada nas novidades.

Uma toquinha, óculos escuros, meias, uma pulseira e um Champagne safrado depois, …

… saímos de lá. 😀😀😀

E pra ir pra Chamery, …

… mais uma daquelas bonitinhas vilas floridas …

… e que ficava no caminho pro nosso tour da tarde, …

… que seria na Billecart Salmon.

Chegamos quase em cima da hora …

… mas com tempo suficiente pra perceber o quanto esta maison é organizada.

A nossa guia, a Patricia, falava um português de Portugal muito bom e isto foi o suficiente pro tour ser um espetáculo.

Iniciamos com ela contando um pouco da história da família Billecart (marido) …

… e Salmon (esposa).

Até hoje a empresa não foi vendida e familiares cuidam dela.

Continuamos vendo o magnífico jardim inglês que fizeram atrás da casa onde é o escritório.

A opulência da árvore que fica no seu centro é admirável.

Logo depois fomos ver a parcela onde estão plantadas as videiras de pinot noir …

.. que são usadas pra fazer o Champagne Premium deles, o Elizabeth Salmon.

Enveredamos pelo galpão onde estão os barris de carvalho e …

… onde eles colocam os vinhos que formarão o seu blend.

Sente só a caligrafia da pessoa que controla esta sala?

Mas a surpresa maior foi quando ela mostrou o novo galpão …

… onde ficam armazenados os barris que formarão um legítimo Billecart Salmon.

É um lugar esplendoroso, onde o arquiteto não mediu forças pra deixar tudo muito moderno e impressionante.

Veja que até cristais de Baccarat foram usados pra representar o logo da Billecart.

Continuamos, fazendo a usual visita às caves …

… que neste caso, não são de gesso, …

… mas tem quase 2 km de extensão.

A Patrícia explicou pacientemente todo o processo de vinificação …

… e nós aproveitamos pra tirar a maioria das dúvidas que tínhamos.

Terminamos o passeio, …

… duas horas depois, …

… na sala de degustação …

… experimentando (e adorando) 4 tipos de Champagne que eles produzem.

Foi impossível não levá-los pra casa, …

… ainda depois de ver a lojinha que era uma beleza (sim, uma garrafa custa menos de R$150).

Enfim, tudo foi muito instrutivo e a empresa tem uma excelência tão grande na qualidade …

… que certamente, jamais tomaremos um Champagne Billecart Salmon sem pensar em tudo o que vimos hoje.

Voltamos pra Epernay, pra dar uma passeada pela Avenue du Champagne.

Antes e como estávamos com fome, …

… fomos num velho conhecido, a padoca do Paul …

… onde comemos um ótimo sanduba de presunto e queijo, capuccinos e docinhos.

Quanto a a Avenue, o frio estava castigando …

… e com a possibilidade de passarmos aqui amanhã pela manhã, …

… optamos por voltar ao hotel pra arrumar as coisas (n+1 garrafas) …

… porque iremos pra nossa cidade, Paris.

Pra facilitar, resolvemos experimentar a brasserie do Royal Champagne no jantar.

É o restaurante mais descontraído do hotel, mas mesmo assim é muito bom.

Como estávamos bem cansadões e sem muita fome, fomos bem frugais.

Pedimos peixes: a Dé um duo com uma cama de salsão e molho de Champagne, …

… e eu, um com lentilhas da região.

Ambos sensacionais, assim como as taças do brut Billecart-Salmon (puro corporativismo) que acompanharam.

Bem nutridos, de corpo e de alma, …

… só nos restou subir dois andares e dormir o sono dos encantados.

Au revoir!

Veja os outros dias desta viagem:
jour Un – França – Alsácia – O primeiro chucrute e o primeiro riesling alsaciano a gente nunca esquece. Ainda mais passando pela Champagne.
jour Deux – França – Alsácia – A verdadeira Disney.
jour Trois – França – Alsácia – Andando e conhecendo a Strasbourg roots.
jour Quatre – França – Alsácia – Eu prefiro mesmo as curvas das estradas alsacianas.
jour Cinq – França – Isto é que é um verdadeiro devaneio artístico-etílico: da Álsacia pra Champagne passando pelo Pompidou.
jour Six – França – Champagne – Möet Chandon e Cité du Champagne: dois lugares diferentes com o mesmo fim: buinhas.
jour Set – França – Champagne – Dois extremos que se encontram numa flute: Taittinger e Franck Bonville.

.

 

 

dcpv – jour set – frança – champagne – dois extremos que se encontram numa flute: taittinger e franck bonville

25/12/2019 (bem bebido em 10/12/2018)

Jour set –  França – Champagne – Dois extremos que se encontram numa flute: Taittinger e Franck Bonville.

Mais um dia na …

… e tomando Champagne.

Que sacrifício! 😄

Acordamos tarde, …

… tomamos café no hotel (excelentes o café e o hotel) …

…e fomos pra Reims.

O sol apareceu e deixou tudo mais bonito ainda.

Aproveitamos pra passar na bonitinha Rilly-La-Montagne.

E como tínhamos tempo, …

… esticamos mais um pouquinho …

… e demos um pulo no Moinho em Vezelay.

É um ponto pitoresco …

… porque é um moinho em plena Champagne …

… e ele é mantido pela Mumm.

Hummm!

O tempo urgia, …

… e tínhamos um tour marcado …

… num dos gigantes do ramo, …

… a Taittinger.

O lugar é enorme …

… e apesar de ser uma variação do mesmo tema, …

… entrar nas caves subterrâneas …

… com suas paredes de gesso …

… é sempre um prazer.

E neste caso, são 4 km de extensão …

… contendo 2.000.000 de garrafas.

Sim, senhores, são quase 100.000.000 de €!

É muita grana.

Mas eles merecem ,…

… porque o cuidado com que tratam todo o processo …

… é invejável.

Andamos muito pelas caves …

… entendendo o início da história da vinícola …

… e curtindo cada canto bonito …

… e muito bem iluminado.

Parece que tudo foi pensado …

… pra te deixar encantado.

É claro que terminamos …

… na sala de degustação.

Tomamos dois super Comtes, …

… um Blanc des Blancs …

… e outro rosé.

Neste momento, o sol reinava.

E como tínhamos um outro passeio à tarde, …

… só que do lado de Epernay, …

… aproveitamos pra dar um parada em Hautvillers 

… que fica no meio do caminho.

Se tivesse que indicar uma só cidade pra se visitar em toda a Champagne, …

… esta seria Hautvillers (diga-se “ôviê!, né Marcia?).

Foi lá que Dom Pérignon “inventou” o Champagne.

E também foi lá que ele disse quando experimentou que “estava bebendo estrelas”.

Além disso, em Hautvillers também …

… existem plaquinhas na frente das casas, …

… muito bonitinhas, …

… que indicavam qual era a profissão da pessoa que ali morava.

Simpático, né?

Como era hora do almoço, …

… revimos o Au 36, …

… bar à Champagne muito legal …

… e que também é uma loja.

Escolhemos uma tábua de produtos regionais pra comer …

… e taças de champanhe pra beber.

Exatamente o que pedimos há 4 anos atrás.

Conversamos com as donas, …

… passamos na outra lojinha delas que fica em frente …

… e zarpamos pro tour vespertino.

Note que dirigir por aqui é um verdadeiro prazer.

Você cruza com videiras na borda das estradas, …

… e que revelam paisagens arrebatadoras.

É um espetáculo.

Quando menos percebemos, chegamos ao Franck Bonville.

Ela é uma maison familiar …

… e que faz Champagnes especiais.

Como as visitas só são feitas com reserva, fiz tudo direitinho.

Nós falamos que só queríamos dar uma olhada e comprar algumas garrafas (foi o nosso amigo Luiz Horta quem os indicou).

Começamos o passeio da forma usual, ou seja, visitando, as caves.

Elas são bem antigas e nem tem o apelo visual das grandes marcas, mas são muito interessantes.

De qualquer forma, elas têm 2km de extensão com 500.000 garrafas, perfazendo 15.000.000 de €.

Caramba!

O papo continuava bem agradável quando a Lorraine acionou a possibilidade …

… de descermos mais um nível e ver como o processo final da criação deste néctar dos deuses é feito.

Vimos um maquinário que tira as tampas das garrafas que ficaram descansando, injeta açúcar, …

… tampa com a rolha e o arame e passa pelo controle de qualidade.

Vimos também a sala de rotulação e de acabamento, antes das garrafas serem expedidas e tomadas nas nossas casas.

Enfim, foi demais.

Ainda fizemos uma degustação de 4 tipos de Champagne …

… estando com o próprio Franck, dono e enólogo, na mesma sala conosco.

Foi incrível.

É claro que compramos um montão de garrafas …

… e continuamos o nosso tour por esta região da Champagne …

… atrás de algumas cidades bacanas.

Fomos até  Bergeres-Les-Vertus e Clamange.

Confesso que não encontramos nada de muito legal nelas, (as vezes, viajar é isso) …

… mas de qualquer forma, dirigir por aqui continua sendo um grande divertimento.

Retornamos pra Epernay, porque queríamos dar uma olhada na Avenue du Champagne a noite.

Não se esqueça que nesta época do ano, anoitece às 16:30.

E chegamos por volta das 17:30 por lá.

Como a avenida é muito grande, optamos por passear na metade de cima dela.

É nela onde ficam as sedes de muitas grandes marcas de Champagne.

Só pra ter uma ideia, segue o minifotoblog das mansões:

Não esquecendo que o grande Winston Churchil disse que ela era a “a avenida mais bebível do mundo”. 😍

Ainda aproveitamos pra fazer uma boquinha num outro bar à Champagnes , o C Comme.

Ele é quase uma espelunca chic …

… e o dono dele é uma simpatia.

A sua cave, mais uma, …

… é imperdível.

Passeamos bastante por ela …

… e subimos pra comer queijos …

… frios …

… e emborcar mais algumas taças de Champagne.

Ufa, que dia!

Pra encerrar o dia perfeito, …

… tomamos alguma coisinha no belíssimo bar do hotel.

A Dé foi na “décima primeira” taça de Champagne …

… e eu, acabei pedindo uma de vinho branco pra dar uma “desempapuçada”! 😀

Ah, ainda descobrimos um novo formato de garrafa de Champagne! 🙂

Au revoir.

Veja os outros dias desta viagem:
jour Un – França – Alsácia – O primeiro chucrute e o primeiro riesling alsaciano a gente nunca esquece. Ainda mais passando pela Champagne.
jour Deux – França – Alsácia – A verdadeira Disney.
jour Trois – França – Alsácia – Andando e conhecendo a Strasbourg roots.
jour Quatre – França – Alsácia – Eu prefiro mesmo as curvas das estradas alsacianas.
jour Cinq – França – Isto é que é um verdadeiro devaneio artístico-etílico: da Álsacia pra Champagne passando pelo Pompidou.
jour Six – França – Champagne – Möet Chandon e Cité du Champagne: dois lugares diferentes com o mesmo fim: buinhas.

 

dcpv – jour six – frança – champagne – möet chandon e cité du champagne: dois lugares diferentes com o mesmo fim: “buinhas”!

21/12/2019 (muito bem vivido em 09/12/2918)

Jour Six – França – ChampagneMöet Chandon e Cité du Champagne: dois lugares diferentes com o mesmo fim: “buinhas”!

Hoje iniciaríamos propriamente o nosso tour pela Champagne.

Já disse que o lugar não é exatamente uma novidade pra nós.

Estivemos por aqui em 2014 e justamente no mesmo hotel.

Mas como ele foi reformado (a melhor definição é totalmente reconstruído) …

… nada lembra o que ele era e tudo está muito melhor.

Tomamos o nosso café da manhã no próprio hotel

… e fomos dar uma volta em Epernay

… pra fazer uma visita à Möet Chandonn.

A chuva era pesada e não dava trégua.

Antes demos um rolê de carro pela icônica Avenue du Champagne, a famosa rua onde se encontram as maiores produtoras deste nectar.

E olha que é bastante emocionante ver todos aqueles ícones num lugar só.

Logo nos apresentamos na Möet Chandon

… e iniciamos o nosso tour, em inglês.

Só que foi um inglês falado por um italiano.

Ou seja, mais fácil de compreender, impossível.

Iniciamos sabendo sobre a origem da Möet Chandon.

Só a árvore genealógica da família já vale a visita.

E fomos informados que o grande revolucionário da dupla foi justamente o mais novo, o Möet.

Após uma breve explicação histórica, o nosso guia macarrônico, o Carlo…

… nos levou pra visitar as caves.

Que são absolutamente encantadoras.

E também ficamos sabendo que a só a Möet Chandon tem 25 km (!!!) delas por aqui.

Só pra ter uma ideia, neste lote tem mais de 10000 garrafas.

A 60€ cada, chegamos a bagatela de 600000€ só neste buraquinho.

Dá pra imaginar o quanto tem por aqui, né?

A visita continuou …

… sempre vendo detalhes das caves …

… e como o solo de Epernay, na verdade da região, é composto de gesso.

Como tudo é muito cenográfico, …

… fica-se com a impressão que a Möet é quase que uma Disney da Champagne.

É claro que o tour termina com uma degustação, …

… que neste caso, foram de dois Champagnes Millésimes 2009, …

… um rosé e um branco.

Ambos excelentes …

… e deu vontade de ficar um bom tempo por lá.

Ainda tiramos fotos artísticas …

… e fomos pra lojinha…

… que também é uma belezura …

… e um paraíso, pra nós, mortais.

Como estávamos no horário pro próximo tour, …

… resolvemos retornar num dos próximos dias.

Já que falei nele, o próximo passeio seria numa cidadezinha aprazível, chamada Ay …

… ao lado de Epernay.

O produtor de Champagnes Collet oferece uma experiência chamada Cité du Champagne.

E é muito interessante.

Chegamos na loja, nos identificamos e a nossa guia estava esperando por nós (sugiro fazer uma reserva pela internet).

Continuava chovendo bastante, …

… então fomos conhecer a casa central da Maison.

Lá encontramos uma memorabilia muito interessante …

…  vimos um filme explicativo sobre a origem da Collet e da cooperativa que eles fazem parte.

Cenas antigas …

… com muita coisa que explicava o porque da ascensão deste tipo de bebida.

De lá, fomos visitar a fábrica propriamente dita …

… com várias explicações, …

,.. inclusive gráficas, …

… sobre como estas “buinhas” são produzidas.

Continuamos passeando pelas caves subterrâneas.

No caso deles, possuem 5 km de extensão …

… e o ambiente é muito curioso …

… e muito mais roots que a Chandon.

Quando pensamos que o passeio estava terminando, a nossa guia …

… nos levou pra conhecer o museu deles.

E é muito bom.

São quatro andares …

… com muita história …

… documentada sobre o líquido Champagne.

Maquinários antigos …

… e especiais, …

… métodos de envasamento, …

… de eliminação de pragas …

… e até fotos elucidativas …

… sobre o clima nas diferentes estações do ano.

Pra terminar, a última grande sala, …

… além de mostrar uma quantidade imensa do ferramental …

… ainda tem uma parede de vidro …

… que mostra exatamente as videiras, ao vivo.

Enfim, foi demais!

Quando estávamos retornando para o ponto de partida, …

… pra fazermos o tasting, …

… a guia perguntou se queríamos conhecer a mansão do dono?

Dissemos: é claro que sim!

E a experiência toda foi inesquecível.

Todo o mobiliário é Art Deco, …

… o espaço onde grandes festas eram dadas …

… e algumas novidades tecnológicas como esta tv espelhada …

… projetada por nada menos que o Philipinho, o Starck se destacam

Ah, também descobrimos que o grande René Lalique nasceu em Ay …

…e que a Collet lançou um Champagne com nada mais, nada menos, uma garrafa feita pela turma dele.

Fantástico.

Voltamos pra loja, …

… experimentamos 3 ótimos Champagnes (destaque pro Art Deco) …

… e, ufa, fomos embora, depois de comprar algumas coisinhas.

Como o tempo estava bem maluco, …

… ora chovia, …

… ora saia sol, …

… optamos por conhecer uma cidade, …

… que tem 4 flores na classificação de vila florida que eles usam por aqui.

O seu nome é Oger.

Ela é bem pequena, mas, que novidade, muito bonita.

Retornamos pro hotel debaixo de chuva …

… e nos preparamos pro jantar, …

… já que não tínhamos almoçado.

Reservamos na Brasserie Le Jardin, …

… o restô mais modesto (se é que podemos falar isso) …

… do famoso hotel Domaine Les Crayeres, que fica em Reims.

O lugar é bem tradicional com comida idem.

A Dé escolheu um bacalhau deliciosoque veio envolvido em bacon (ótima ideia) acompanhado de bulgur, um tipo de trigo turco.

Eu fui mais pragmático e pedi um ótimo filé com espuma de pimenta do reino e batatas fritas. Delicioso too!

É claro que bebemos duas taças do espumante local (😀) …

… e eu, fominha que sou, ainda pedi uma taça dum vin rouge muito bom.

Pagamos a conta e aproveitamos a proximidade, …

… pra dar uma passada pelo centro de Reims.

A catedral de Notre Dame iluminada é sensacional …

… e o fato de sermos só nós na cidade deu uma sensação de exclusividade total.

Foi mais daqueles ótimo momentos.

Voltamos tranquilos pro hotel …

… e, mais do que nunca, merecíamos o sono dos justos e borbulhados.

ZZzzzzzzzzzzz.

Au revoir.

Veja os outros dias desta viagem:
jour Un – França – Alsácia – O primeiro chucrute e o primeiro riesling alsaciano a gente nunca esquece. Ainda mais passando pela Champagne.
jour Deux – França – Alsácia – A verdadeira Disney.
jour Trois – França – Alsácia – Andando e conhecendo a Strasbourg roots.
jour Quatre – França – Alsácia – Eu prefiro mesmo as curvas das estradas alsacianas.
jour Cinq – França – Isto é que é um verdadeiro devaneio artístico-etílico: da Álsacia pra Champagne passando pelo Pompidou.

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dcpv – jour cinq – frança – isto é que é um verdadeiro devaneio artístico-etílico: da alsácia pra champagne passando pelo pompidou.

08/12/2018

Jour cinq – FrançaIsto é que é um verdadeiro devaneio artístico-etílico: da Alsácia pra Champagne passando pelo Pompidou.

Dia de troca de hotel é dia perdido, certo?

Claro que não.

Vamos ver.

Iniciamos os trabalhos tomando um café da manhã no próprio hotel.

Foi o primeiro (estamos com essa mania de dispensar o café incluído na diária) …

… e olha, gostamos muito.

Como até chegar na região da Champagne o chão é grande (são quase 400 km) …

… optamos por dar uma passada na divisa com a Alemanha.

Jardin des Deux Rives fica na parte francesa …

… e tem um lado terminando no Rio Reno.

Foi justamente este fato que nos fez vir até ele.

Afinal de contas, não teria a menor graça visitar a Alsácia …

… e não conhecer esta famoso rio, um dos grandes responsáveis pela qualidade das uvas desta região e consequentemente, dos vinhos, em especial os Rieslings.

Depois de dar uma olhada rápida no parque …

… e pasmem, ficarmos emocionados, zarpamos.

E pra não ter que dirigir direto pra Champagne optamos por parar em Metz …

… que fica bem no meio do caminho e onde foi construída uma filial do Centre Pompidou.

Acontece que no meio do caminho tinha um pedágio e, por incrível que pareça, os gillet jeunes apareceram e deram ordem pra passarmos direto! Foi cool.

Voltando ao Centre Pompidou, o seu edifício é um espetáculo …

… e foi projetado pelo renomado arquiteto japonês Shigeru Ban.

Todo modernoso, …

… com ângulos muito diferentes …

… e extremamente fotogênico.

Quanto ao conteúdo, até que gostamos muito deste tipo de museu.

A arte moderna é meio ininteligível, mas tem muitas coisas interessantes.

E desta vez nos surpreendemos, mais uma vez, positivamente.

Todas as salas continham obras meio “malucas” …

… e com um senso estético…

… da mais alta qualidade.

A surpresa maior viria na forma de uma exposição especial.

Ela se chama Peindre la Nuit …

… e nada mais é do que uma ligação entre a arte e a escuridão.

Todo o enredo é absolutamente envolvente …

… e a iluminação combina demais com o conjunto de todas as obras expostas.

O resultado é que você fica maravilhado e imaginando como é que alguém pensou …

… em juntar todas estas obras que convergem pra um entendimento completo do tema.

Enfim, se tiver alguma chance de ver, não perca.

Continuamos o nosso périplo chuvoso, …

… mas nos deliciando com as paisagens …

… e como a influência alemã vai deixando de ter a importância à medida que nos direcionávamos mais pro centro da França.

O mais legal é que iríamos nos hospedar no Royal Champagne …

… um hotel que ficamos há 6 anos.

Ele era bom, mas estava fechando pra reforma e tudo era muito velho e clássico.

Após um bom tempo sendo reformado, ele reabriu recentemente (em julho/18) e em altíssimo estilo.

Na verdade, hoje é um hotel completamente diferente.

O estilo clássico foi substituído por um muito mais moderno, elegante …

… e, porque não dizer, espetacular.

Olha, resultou muito bom mesmo.

E pra chegar em alto estilo, como convém à região, …

… fizemos um tasting de Champagnes …

… de excelentes produtores …

… e quase que totalmente desconhecidos em terras brazucas.

Foi demais!

O melhor é que o sommelier Alberto,um espanhol “porraloca” nos fez experimentar 6 varietais excelentes.

Foi extremamente divertido …

… e aproveitamos pra …

… babar nos ambientes do renovado Royal Champagne.

Pra complementar, optamos por reservar uma mesa no jantar no restaurante gourmet do próprio hotel.

Escolhemos um menu degustação mais light, se é que isso existe! 🙂

Era a opção surpresa do chef, composta de entrada, dois principais e sobremesa (até parece!)

É claro que iniciamos com o envio de amuses muito bons.

Pra harmonizar, tomamos um branco Montrachet que era “daqueles”.

Em seguida, os pães foram servidos e com uma manteiga mais do que especial.

Mais uma surpresinha: um frango com purê e lentilhas. Sensacional.

Como entrada, foie gras com gelatina de laranja, sorvete de abacaxi e um brioche bem macio.

O primeiro prato, tanto meu como da Dé, foi um peixe maravilhoso com legumes diversos e cozido ao ponto.

O Alberto, o nosso sommelier espanhol, nos indicou um tinto leve, um pinot pra continuação do jantar.

Que veio em forma de frango com molho roti e legumes pra Dé …

… e com carne de veado, com os mesmos acompanhamentos, pra mim.

Ufa, estávamos mais do que satisfeitos.

Mas ainda viria a presobremesa, …

… e a própria, com alguma pirotecnia e muito sabor.

Cansados, satisfeitos (muuuuuita comida) e com bastante sono …

… só nos restava descer dois andares e …

… nos reconfortarmos na cama perfeita …

… dum quarto não menos.

É, hoje fomos direto dos brancos alsacianos pras buinhas champanhescas passando pela escuridão da noite em pleno dia!

Que dia!

Au revoir!

Veja os outros dias desta viagem:
jour Un – França – Alsácia – O primeiro chucrute e o primeiro riesling alsaciano a gente nunca esquece. Ainda mais passando pela Champagne.
jour Deux – França – Alsácia – A verdadeira Disney.
jour Trois – França – Alsácia – Andando e conhecendo a Strasbourg roots.
jour Quatre – França – Alsácia – Eu prefiro mesmo as curvas das estradas alsacianas.

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dcpv – jour quatre – frança – alsácia – eu prefiro mesmo as curvas das estradas alsacianas.

14/12/2019 (vivido em 07/12/2018)

Jour quatre – França – Alsácia – Eu prefiro mesmo as curvas das estradas alsacianas.

É, bem que eu tentei conhecer as cidadezinhas que compõe a região de vinho da Alsácia num só dia.

Claro que foi impossível, já que é muito difícil vê-las tão rapidamente.

Cada uma tem a sua particularidade e são tão bonitinhas, …

… que fica impossível correr.

Acabei, então, sacrificando uma reserva que tínhamos no restô do Villa Lalique (mesmo porque menu degustação cansa! 😄)…

… pra conhecer as que não conseguimos ver e rever as que gostamos mais.

No caso, Riquewihr (e com homenagem especial à Marcie).

Mas vamos começar pelo princípio. 😄

Acordamos cedo, …

… tomamos um cafezão próximo do hotel …

… e zarpamos pro Chateau Haut Koenigsbourg.

Ele fica a quase uma hora de Strasbourg …

… e é uma mini cidade.

E muito interessante.

É uma fortaleza bem situada em cima duma montanha …

… e tem tantos detalhes …

… e é tão grande …

… que você precisará de pelo menos umas três horas …

… pra conhecer uma parte das suas atrações.

O bom é que tem que seguir um circuito …

… o que torna tudo muito fácil,…

… até de ser entendido.

Segue o mais que obrigatório fotoblog:

Como tínhamos que ir pra Riquewihr, …

… optamos pelo drive thru …

…e retornamos pra cidade que achamos mais bonita até agora.

Antes e como fica pertíssimo, …

… passamos pela sua prima Unawihr que é minúscula …

… mas nos proporciona chegar a Riquewihr pela parte de cima, …

… ou seja, totalmente não turística e …

… com estradas no meio das videiras.

Na verdade, tínhamos visto Riquewihr (este nome é bem legal, né?) somente a noite, …

… com a iluminação especial de Natal …

… mas deu pra perceber que ela é imperdível.

Fazendo uma comparação, ela é quase uma San Gimignano alsaciana.

Tem somente uma rua principal e é toda cheia de charme.

Cada detalhe te faz prestar atenção no local …

… e tirar um montão de fotos bacanas.

E as vielas transversais …

… também são dignas de cenários cinematográficos.

Ah, o mercado Natal tem bancas …

… com produtores locais …

… e é claro que aproveitamos pra comprar uns queijinhos saborizados.

Como estaríamos por lá na hora do almoço, …

… aproveitei pra fazer uma reserva no Brendelstub.

Ele é o segundo restô do chef Jean-Luc Brendel.

A intenção é fazer uma cozinha mais leve e mais barata do que o restaurante estrelado dele …

… com um jeitão medieval …

… e ele cumpre facilmente esta promessa.

A Dé pediu gnocchi de espinafre como entrada …

… e uma torta, que na verdade era uma pizza fina de munster, que nada mais é do que o queijo mais famoso da Alsacia.

Eu fui do menu do dia que constava duma degustação da tal pizza …

… e dois tremendos nacos dum presunto muito bem cozido com uma batata perfeita!

Tomamos um Cremant pra começar …

… e, óbvio, Riesling do Marcel Deiss pra terminar.

Saímos meio que correndo (que novidade!) …

… já que a programação era intensa.

Próxima parada: Maison Trimbach, …

… um dos produtores mais famosos dos famosos vinhos alsacianos.

Experimentamos um Riesling espetacular (sempre eles) e fizemos a importação pra grande FV.

Caraca, como os vinhos Alsacianos são baratos!

Perto dali fica o centro de Ribeauvillé …

… mais uma cidadezinha muito bonita, …

… charmosa …

… e elegante.

O tempo urgia (não nos esqueçamos que anoitece por volta das 16:30) …

… e partimos pra próxima parada.

Vinhos! Brancos! Domaine Marcel Deiss.

Experimentamos mais alguns “biancowgen”, …

… no caso eles são especialistas em fazer assemblages …

… e nos apaixonamos por um mais redondo e sem aqueles nuances adocicados que uma boa parte dos brancos alsacianos apresentam.

Certamente aumentamos o nosso déficit da balança comercial. 😂

E, mais uma vez, como estávamos bem perto, fomos conhecer mais uma daquelas cidadezinhas charmosas.

Bergheim é a tal.

A cidade é bem diferente das demais …

… por ser um pouco mais rústica e menos cenográfica.

E pra combinar com este clima, estava rolando um Mercado de Natal Medieval …

… com tudo o que é tipo de produto e comida …

… além de fogueiras das mais diferentes espécies …

… e, pasmem, até passeios de pôneis. Demais.

Bom, já estava escuro pra caramba …

… e apesar de ainda ter mais algumas cidades pra conhecer, optamos por voltar pro hotel.

É, estávamos bem cansados!

Tanto que em vez de sair (tudo bem que estava chovendo bem forte) optamos por comer no bar do Sofitel e, tomando, pra variar um pouco, uns Puillys.

A Dé escolheu um prato típico da região, um omeletê!

E eu fui mais radical e alsaciano! Pedi um hamburguê com batatá frrrrritá!

Tudo “absolument délicieux”!

Só nos restou subir os quatro andares que nos separavam da nossa querida caminha.

Au revoir!

Veja os outros dias desta viagem:
jour Un – França – Alsácia – O primeiro chucrute e o primeiro riesling alsaciano a gente nunca esquece. Ainda mais passando pela Champagne.
jour Deux – França – Alsácia – A verdadeira Disney.
jour Trois – França – Alsácia – Andando e conhecendo a Strasbourg roots.

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dcpv – jour trois – frança – alsácia – andando e conhecendo a strasbourg roots.

11/12/2019 (curtido em 06/12/2018)

Jour trois – França – Alsácia – Andando e conhecendo a Strasbourg roots.

O dia prometia ser cheio de informação e portanto, novos conhecimentos.

O iniciamos tomando um cafezão no Starbucks da praça Kleber …

.. e as 9:00 estávamos encontrando com o nosso guia, o Frédéric.

Ele é francês, nasceu em Strasbourg, mas fala português porque é casado com uma carioca, méeermão.

Portanto, o passeio/city tour prometia e realmente foi demais.

Iniciamos andando pela própria praça Kleber …

… evoluindo por ruas bacanas, …

… e pelo famoso restô Au Crocodile.

Surpreendentemente, o sol saiu.

E tornou tudo mais bonito ainda.

Saímos da ilha …

… e fomos conhecer a parte germânica da cidade.

Pra quem não sabe, Strasbourg trocou tantas vezes de nacionalidade …

… que os próprios cidadãos se confundem quando perguntados se ela é alemã ou francesa?

Brincadeiras à parte, …

… o bairro que os alemães projetaram também é muito interessante.

Prédios muito grandes, …

… igrejas também muito grandes …

… e faculdades imensas, …

… além de ruas muito largas, …

… te fazem realmente pensar que se está em outro país, ou na Itu alemã.

Continuamos andando …

.. por praças aprazíveis …

… e chegamos na famosa Catedral Notre Dame de Strasbourg

… que é tão grande que …

… não se consegue enquadrá-la a menos que se esteja muito longe.

O seu interior, …

… assim como o de toda grande catedral …

… é bastante intimidador.

Mas apesar da sisudez, ainda é muito bonita.

Saímos de lá pra conhecer um lugar muito curioso.

A adega do porão do Hospital.

Sim, existe uma adega por lá …

… e melhor, é onde são feitos vinhos desde as priscas eras.

Na verdade, os vinhos são afinados nos seus barris …

… e levam no seu rótulo a chancela do Hospice.

Compramos alguns, óbvio, …

… e continuamos andando até chegarmos á famosa Petite France, …

… que é bem bonitinha …

… mas parece muito mais uma pétit Strasbourg.

Toda decorada como se fosse a Disney de verdade, …

… você fica muito radiante ao vê-la.

Passamos também pela Barrage Vauban, …

… um lugar muito bonito (que novidade) …

… com uma mistura sensacional de paisagens com água …

… e uma vegetação de primeira.

Neste momento, estávamos quase terminando …

… prontos pra finalizar o nosso ótimo tour …

… e almoçar na Maison des Tanneurs …

… um restô especializado em chucrutes.

Confesso que o achei bastante turístico, …

… mas não é o que somos? 😀

Pedimos pratos diferentes …

… com peixe e chucrute.

Se não foi uma maravilha, também não foi decepcionante.

Voltamos a pé pro hotel …

… e como passeamos muito pelos canais do rio, …

… pensei: porque não fazer um passeio por ele através do Batorama?

Batorama administra todos os tours feitos naqueles barcos cobertos.

E olha, é imperdível.

Tirei tantas fotos que fiquei até meio zureta.

Este vale o minifotoblog:

Ainda mais com a companhia de um por do sol discreto, mas muito cumpridor.

Que resultou num momento de agradecimento inesquecível.

Ah, o tour passa pela região do prédio do Parlamento Europeu, …

… que além de ser muito significativo, tem uma arquitetura muito marcante.

Voltamos a pé …

… e em meio à multidão …

… que procurava aproveitar ao máximo possível o mercado de Natal.

Incrível a quantidade de pessoas que se dedicam a este esporte.

Se bem que todo o clima da cidade é muito intenso …

… com iluminações diferenciadas …

… e vitrines típicas que …