Archive for the 'amigos' Category

dcpv – calábria calabresa.

número 421
16/06/2015

Calábria calabresa.

A minha mãe, a D Anina, é calabresa legítima. E é claro que fico tentado a reproduzir todas as receitas do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália que versa sobre esta região italiana.

Ainda farei isso.

“No extremo sul da península Itálica, a Calábria é banhada pelos mares Tirreno e Jônico. As invasões no passado levaram a população a refugiar-se nas montanhas, dando origem a uma culinária simples, de sabor peculiar, ressaltado pela pimenta vermelha”.

Vamos lá, então, apimentar a sua e as nossas vidas.

Entrada – Zuppa di Fave.

Esta sopa de favas veio a calhar, já que a temperatura caiu bastante.

Inicie, refogando uma cebola grande picada no azeite até começar a dourar …

… e junte 2 tomates maduros picados (substituí por uma lata de tomates pelados), 50 g de carne de sol cortada em cubos …

… e uma lata de favas.

Refogue mais um pouco, cubra com água, ajuste o sal e tempere com pimenta a gosto.

Cozinhe, mexendo de vez em quando, até a carne ficar bem macia e o caldo, espesso.

Enquanto isso, toste fatias de pão italiano no forno.

Distribua as fatias em pratos e despeje a sopa bem quente.

Certamente, quem inventou a comfort food, estava justamente pensando neste prato.

Pra acompanhar, tomamos um vinho tinto, o Malbec Triuno 2012 que foi “refresco, no dos outros, trinta e um, MICTMR“.

Principal – Bracholas de Carne de Porco.

Estas Braciole di Maiale são muito boas.

Na verdade, são quase que um bife a rolé, só que de carne de porco. Comprei alguns bifinhos de lombo no sex shop.

Temperei-os com sal e pimenta a gosto e espalhei, sobre cada um , uma porção de pecorino, salsinha e alho.

Enrolei e fechei com barbante culinário.

Derreti um pouco de manteiga numa frigideira e dourei, em fogo alto, as bracholas de todos os lados.

Reguei com vinho branco e deixei cozinhar em fogo médio, com a panela tampada, por 15 minutos.

Servi as bracholas regadas com o caldo de cozimento e um risoto básico pra acompanhar.

Ficou uma verdadeira delícia.

Harmonizamos esta maravilha com um vinho branco, o Sauvignon Blanc/Chardonnay Mapu 2013 que foi “chi-chi-chi, le-le-le, puma, viva chile“.

Sobremesa – Biscoitos de anis.

Esses ciccitielli são muito curiosos (não preciso nem dizer que foi a Dé quem os fez, né?).

Pra fazer a massa, misture numa vasilha 3 ovos, 2 gemas, 75g de açúcar, 75g de manteiga, 1 cálice de licor de anis (by D Anina, off course) e 1 pitada de de sal.

Vá adicionando 500g de farinha de trigo e 1 colher de sopa de fermento em pó aos poucos, enquanto trabalha a massa, até ficar lisa e compacta. Deixe em repouso por uma hora.

Estenda a massa (este trabalho foi o Deo que fez) até atingir 1 cm de espessura e recorte os biscoitos em formatos variados.

Frite-os (aí foi o Mingão o encarregado) submersos em óleo quente até dourarem e escorra-os.

Já para a calda, ferva 150g de mel com 1/2 copo de água por 10 minutos. Retire do fogo e mergulhe os ciccitielli, misturando delicadamente.

Olha, eles não são Cheetos, mas é impossível comer um só!

Eis a opinião dos linguicinhas:
A mamãe sabe tudo! (Edu)
Piangere, piangere, cche maravilha! (Mingão)
Cosa cche qui?? (Deo)

“Limitada pela geografia e sem a fartura de outras regiões, a Calábria tirou proveito de seus ingredientes e criou sabores peculiares”.

Minha mãe, a legítima calabresa D Anina, sempre nos mostrou estas características.

Já que ela cozinha muito. Viva a Calábria!

Arrivederci.

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dcpv – de veneza à toscana, não há nada igual.

número 420
09/06/2015

De Veneza à Toscana, não há nada igual.

Eu sempre quiz fazer uma viagem que incluísse, no mesmo roteiro, tanto a Toscana, quanto Veneza.

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Nós quase fizemos isso quando fomos pra cidade aquática e logo após, para Florença.

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Tecnicamente Florença fica na Toscana, mas apesar de belíssima, ela é uma cidade grande e não nos remete ao bucolismo daquela região.

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Aproveitei este insight e bolei um menu com uma mistura de receitas destes lugares.

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E, vocês verão, ficou muito típico e bacana.

Entrada – Linguiça Ensopada com Feijão Branco

Esta Salsicce all Ucclelletto vem diretamente da Toscana.

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Taí uma receita pra comer até com um lanchinho a noite.

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Fure 8 linguiças de porco (eu preferi cortá-las) e refogue-as no azeite com dois dentes de alho socados e algumas folhas de sálvia.

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Assim que as linguiças estiverem douradas, junte 500 g de tomate maduro picado, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe por mais 10 minutos.

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Adicione 300g de feijão branco cozido (pode ser em lata), espere aquecer bem e sirva.

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Ficou realmente simples e delicioso.

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Ainda tivemos um upgrade ao optar pelo vinho tinto francês Villa Chavin Merlot Reserve que foi “facioli, cassoulento, bolaños, fazzulo

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Principal – Massa fresca com molho de anchovas.

Bigoli in salsa d’acciughe. Esta seria a receita escolhida do Vêneto.

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A Dé fez o macarrão mais uma vez.

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E eu optei pelo cabelo de anjo em vez do bigoli.

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O molho é muito simples (e supersaboroso). Aqueça um fio de azeite e refogue 3 cebolas grandes cortadas em fatias finas até ficarem transparentes.

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Aumente o fogo, acrescente 150g de anchovas com o azeite da sua conserva e mexa até o pescado se desfazer.

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Abaixe o fogo novamente, confira se o molho está homogêneo, tempere com pimenta e retire do fogo.

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Cozinhe a massa em água abundante até ficar al dente, escorra e coloque-a na panela do molho.

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Aqueça por mais 2 minutos, sacudindo a panela para que o molho se espalhe pelo macarrão, salpique salsinha picada e sirva.

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Olha, é mais uma daquelas receitas pra se guardar no fundo do coração.

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Resultou ainda melhor com a experiência que fizemos ao tomar um champagne Moet Chandon Frizz que por ser demisec foi “leviana, gelosa, icecube, felomenal” (este champagne é aquele que foi feito pra ser tomado com pedras de gelo).

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Sobremesa – Pudim de arroz ao leite

Eu vivo arrumando trabalho pra Dé. Afinal de contas, este Budino di riso al latte da região do Vêneto é até que um pouco complicado de se fazer (especialmente em se tratando de uma receita italiana).

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Inicie hidratando 100g de uvas-passas em água morna, deixando escorrer e secar.

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Em fogo baixo, aqueça 1 litro de leite e acrescente 1 fava de baunilha. Antes do leite ferver, adicione 150 g de arroz para risoto e sem parar de mexer, cozinhe por 15 minutos.

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Acrescente uma pitada de sal e 70g de açucar e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Incorpore as passas, 100g de amêndoas em lâminas e raspas de um limão siciliano.

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Mantenha em repouso por 5  minutos e distribua em forminhas untadas com manteiga.

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Leve ao forno praquecido a 200°C por 3 minutos, desenforme e sirva quente ou frio. O resultado ficou muito bom e o doce lembra bastante um panetone feito de arroz.

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Eis a opinião dos mais do que italianinhos:
Que comida! Cche comida! (Edu)
Beatifull moment!!! Espetáculo. (Mingão)
Cosa che qui! Espetáquila! (Deo)

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“Destino quase obrigatório dos turistas que desembarcam na Itália, o Vêneto exibe uma culinária tão sedutora quanto os canais e as famosas gôndolas da sua capital, Veneza”.

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“Não são apenas as paisagens românticas difundidas no cinema que atraem turistas para a Toscana. A região também embriaga os sentidos pelos aromas e sabores de sua cozinha”.

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Me diz se eu fiz certo ou não de juntar estas duas belezuras?

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Arrivederci.

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dcpv – ó friuli-venezia giulia.

número 419
02/06/2015

Ó Friuli-Venezia Giulia.

Lá vamos nós novamente experimentar as gostosuras de uma das regiões da Itália. Desta vez, escolhi a Friuli-Venezia Giulia, mais conhecida como Trieste (fica bem no nordeste da Bota).

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“Limitados a leste pelo mar Adriático, as praias e portos do Friuli-Venezia Giulia contrastam com o interior repleto de colinas e cidades antigas”.

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Esta é a apresentação da região no livro dedicado a ela na Coleção Folha Cozinhas da Italia. E deixa margem a uma boa imagem, né não?

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Vamos lá, então, apreciar (mais uma vez) a belíssima culinária italiana.

Entrada – Figos assados com presunto cru.

Estes fichi al forno con prosciutto crudo são muito bons (sem contar que a Dé adora figos). Para fazê-los, corte 12 figos maduros, mas firmes, no sentido longitudinal.

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Coloque as metades numa assadeira untada com azeite, com a parte cortada para cima. Regue com um fio de azeite e tempere com sal a gosto.

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Leve os figos ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.

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Sirva-os regados com mel e com fatias de presunto cru fatiado (de preferência San Daniele, que é da região).

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Acompanhamos com um bom vinho tinto, o Pinot Noir Baron Kinsmore 2013, que foi “canalizador, rosin, edmara, marin“.

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Principal – Risoto com camarão.

Este risoto é muito bom e tem uma boa particularidade.

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Os camarões são feitos separadamente e adicionados à receita quando faltarem 5 minutos pro arroz ficar pronto.

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Empane 800g de camarões limpos levemente em farinha de trigo.

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Aqueça 3 colheres de sopa de azeite e refogue os camarões rapidamente. Retire e reserve.

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Na mesma panela, refogue 1 cebola picada até começar a dourar e acrescente 1 xícara de molho de tomate e 1/2 xícara de caldo de peixe (que você usará pra fazer o risoto).

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Ajuste o sal e a pimenta, deixe reduzir por cerca de 20 minutos, acrescente os camarões e o suco de meio limão à panela, misture bem e retire do fogo. Reserve.

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Enquanto isso, vá fazendo o risoto no formato usual.

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Faltando os tais 5 minutos pro arroz ficar al dente, junte o molho de camarões e continue mexendo até atingir aquele ponto.

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Finalize o risoto incorporando manteiga e salpicando salsinha.

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Ficou uma verdadeira delícia (tanto que até a Dé comeu duas vezes).

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Aproveitamos pra tomar um bianchetto, o Pinot Grigio Argento 2013, que foi, segundo os legítimos oriundi, “cicatriz, grisalho, dario, macunaima“.

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Sobremesa – Pudim de Aveia

NR – Não tiramos nenhuma foto da sobremesa! Acho que foi culpa dos vinhos! 🙂 

Este Budino di Avena é muito característico.
Comece (foi a Dé que fez) hidratando duas colheres de sopa de uvas-passas em água morna por 15 minutos.
Numa panela grande, misture 1 litro de suco de maçã e 100g de aveia em flocos e cozinhe por 10 minutos, mexendo sem parar.
Retire do fogo e misture 2 colheres de sopa de mel, 3 maçãs Gala sem casca fatiadas, as passas já escorridas, 1 pitada de canela e 1 pitada de sal.
Despeje a mistura numa forma de 23cm de diâmetro untada com azeite e polvilhada com farinha de rosca.
Leve ao forno preaquecido (180°C) por cerca de 30 minutos ou até que esteja firme.
É quase um mingauzão de aveia e por isso mesmo, muito bom.

Eis a opinião dos, cada vez mais, italianos:
Top cinque. Espetáquila! (Edu)
Eu quero que você Top!!! Top!!! Top!!! (Mingão)
Hoje foi o avesso da Lua; seria “auL”? Bom demais! (Deo)

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“Quase sempre esquecida nos roteiros turísticos, essa região localizada no nordeste da Itália, já na fronteira com a Europa Central, foi por muito tempo alvo de povos invasores. Romanos, venezianos, austríacos e húngaros deixaram suas influencias na cultura, arquitetura e também na culinária regional”.

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Esqueceram de nos citar, os ferrazenses.

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Arrivederci.

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dcpv – é domingão na terça!

número 418
19/05/2015

É domingão na terça.

Acordei nesta terça meio que com vontade de fazer alguma coisa sem receita. E aí, lembrei de tudo aquilo gostoso que comemos nos almoços familiares de domingo.

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Como nunca tinha feito (pelo menos, que eu me lembre) uma refeição domingueira no dcpv, optei então por pratos que não precisariam de receita, por serem clássicos aqui em casa.

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E sabe que o climão domingueiro caiu muito bem para uma fria terça a noite?
Tem mais; desta vez não empratei nada. Tudo foi servido em travessas e dá pra imaginar o que o Mingão e o Deo comeram, já que bastava pegar o que eles queriam!! 🙂

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Vamos lá, então!

Pratos (sim, desta vez não teríamos entrada):

1 – Batatas rústicas.

Esta receita é carro-chefe da Rita Lobo e eu já fiz tantas vezes e ela é tão simples, que eu simplesmente nem olho mais no livro dela. Inicie cozinhando em água fria, tantas batatas (com casca) quanto você quiser comer.

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Assim que a água começar a ferver, marque 6 minutos e retire as batatas. Espere esfriar e corte em palitos triangulares (normalmente em 8 partes e na perpendicular).Disponha-as numa assadeira, espalhe bastante alecrim fresco e besunte com azeite, além de temperar com pimenta do reino e sal.

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Aguarde uns 45 minutos, não esquecendo de virar os pedaços de vez em quando pra que todos assem uniformemente. Ficam deliciosas e estas especialmente (veja a cor final delas!).

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2 – Macarrão feito em casa com molho vermelho.

Tudo perfeito. O molho foi feito no novo formato. E qual é este novo formato?

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Fritar duas metades de cebola descascada em bastante manteiga, colocar duas latas de tomate pelado e pra variar um pouco, aproveitar um bacon moído diretamente do sex shop.

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O macarrão, a Dé fez (ela realmente se especializou).

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Só nos restou misturar estas duas maravilhas (macarrão+molho) e correr para o abraço.

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3 – Lombo assado.

Um simples (se é que podemos chamar assim) lombo temperado (by sex shop) …

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… e assado com esmero.

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Felizes, comemos tudinho.

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E bebemos também o vinho tinto EPU, que foi “saudades, taqueo, tapariu, epustulante“, segundo os domingueiros, nós mesmos.

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As travessas ficaram no seguinte formato:

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Sobremesa – Pudim de leite condensado.

É claro que uma refeição domingueira não estaria completa sem a inclusão dum manjado pudim de leite condensado.

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E é facílimo de fazer. Basta liquidificar uma lata de leite condensado, duas latas (use a mesma medida) de leite e dois ovos.

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Coloque tudo numa forma redonda com um furo no meio e asse em banho-maria.

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Ficou muito bom.

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Seguem abaixo a opinião dos domingueiros:
Hey, hey, hey, que dia feliz. Minha terça, alegre vai ser. (Edu)
Uma comida Angelical é o Máximo. (Mingão)
Roda Viva revivido! Com classe! (Deo)

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Pronto! Sabe que esta ideia de fazer um jantar domingueiro foi (modéstia a parte) muito boa!

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Afinal, descontração, ambiente familiar, muitas risadas e boa comida tem tudo a ver com o dcpv.

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Se bem que, não resisti e dei uma pequena empratada na minha refeição. Ê, vício!!

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Bye.

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dcpv – é com você, lombardia.

número 417
12/05/2015

É com você, Lombardia.

“Os atrativos da região mais rica e desenvolvida da Itália vão muito além das famosas grifes e designers de Milão, admirados no mundo inteiro. A elegante e sofisticada Lombardia também dita a moda quando o assunto é gastronomia.”

É claro que dei mais uma apelada par minha Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E desta vez, optei pela Lombardia, já que é por lá, em Milão, que chegam todos os voos da TAM. O resultado? Mais uma vez, imperdível.

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Acompanhe todo este menu fantástico.

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Auguri.

Entrada – Polenta com Gorgonzola.

O gorgonzola é um queijo típico desta região. E dá um toque especial ao molho que acompanha a polenta.

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Para fazê-lo, basta derreter 120g dum bom gorgonzola (no caso, um italiano), junto com 120ml de leite …

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… e 120ml de creme de leite em fogo baixo. Adicione pimenta a gosto e reserve.

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Enquanto isso, ponha 1,5l de água para ferver (com sal a gosto).

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Adicione a farinha de polenta (uma caixinha) italiana aos poucos e vá mexendo em fogo brando até atingir o ponto desejado.

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Sirva a polenta coberta com o molho de gorgonzola bem quente.

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Ficou verdadeiramente delicioso e combinou muito com o friozinho reinante (não preciso nem dizer que a Dé adorou).

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Acompanhamos com um tinto libanês, o Oumsiyat Jaspe 2010, que foi “habib, polentoso, salim, apolentado“.

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Principal – Pizzoccheri

Este Pizzoccheri nada mais é do que uma massa rústica com batata e repolho. É o que podemos chamar dum representante legítimo da cozinha pobre desta região da Itália.

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Inicie fazendo a massa do macarrão no formato de sempre. A única grande diferença é que em vez de utilizar a máquina pra dar forma ao macarrão, você o corta com a faca, em tiras irregulares da espessura de um dedo.

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Ao mesmo tempo, leve 200g de batatas em rodelas de 1 cm de espessura ao fogo alto numa panela grande com bastante água.

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Quando a água da batata ferver, junte 1 colher de sopa de sal e 1/4 dum repolho branco cortado em tiras de 0,5 cm. Cozinhe por cerca de 15 minutos.

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Junte a massa ao cozido de batatas e repolho, misturando com um garfo e cozinhe até ficar al dente. Escorra.

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Para fazer o molho, derreta 100g de manteiga e refogue alho e sálvia a gosto.

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Finalize juntando a massa, as batatas e o repolho ao molho.

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Dê um toque final com tiras de fatias de queijo prato e parmesão ralado.

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Olha, também ficou uma verdadeira delícia.

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Tomamos um vinho tinto chileno, o Carmenere Gratia 2013, que foi “baunilhado, … a Deus, obrigado, cavaloso“.

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Sobremesa – Creme de Mascarpone  

Este é tão fácil de fazer, quanto é bom. Bata 3 gemas com 3 colheres de sopa de açúcar até ficar claro e fofo.

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Acrescente 200g de queijo mascarpone e misture delicadamente.

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Adicione 4 colheres de sopa de rum e incorpore 2 claras em neve, mexendo suavemente.

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Sirva gelado, polvilhado com cacau.

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Não precisa nem dizer que todo mundo achou esta sobremesa bem pequena.

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Eis a opinião do oriundi:
Como diria SS: é com você, Lombardia! Un spetacollo! (Edu)
Hours concours. (Mingão)
Devo de dizer que após tantos anos, as vezes a gente se surpreende! Na simplicidade a mágica aparece fulgurante, admirável! Tão 10 que após todos esses anos tem certamente um peso considerável! (Deo) 

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Esta coleção Folha Cozinhas da Itália é brincadeira.

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Nela se encontram receitas das mais variadas regiões da Itália e todas, eu disse todas, tem que ser reproduzidas porque são demais.

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Cá pra nós, a Itália é demais.

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Arrivederci.

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dcpv – dia acht – berlim – visitando a ilha dos museus e comendo o melhor currywurst

23/03/2016

Dia acht – Berlim – Visitando a ilha dos museus e comendo o melhor currywurst.

Broncolhaço! Esta é a verdadeira definição pra este dia.

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Resolvemos tomar café no museu Pergamon, um vez que ontem tentamos visitá-lo mas não conseguimos (a fila estava muito grande).

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Pegamos um táxi e zarpamos, em plenas 10:00 hs pra Ilha dos Museus.

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A fila pra compra de ingresso até que estava pequena (juro que tentei pela internet, mas o site somente em alemão dificultou bastante).

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O grande problema aconteceu na hora de entrar no museu. A quantidade de gente nem era muito grande, mas a inabilidade dos guardas que tomavam conta era imensa.

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Resultado? Ficamos quase uma hora e meia na espera e num frio considerável.

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E tudo isso pra dizer que o Pergamon é um museu muito bom, mas não tem muita coisa imperdível, não!

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Quanto ao nosso café da manhã, dançamos.

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O museu não tem café e tivemos que improvisar comprando capuccinos e pretzels em plena chuva.

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Como complemento, compramos o ticket conjunto, com direito a entrar também em outro museu vizinho e bacana, o Neues.

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A atração maior dele é o busto de Nefertiti.

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Enquanto você não chega a ele, se delicia com a arquitetura do prédio. Ela é espetacular.

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A coleção nem tanto, já que quem já foi ao Louvre (como nós) nada surpreende.

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E na verdade, a grande surpresa é justamente não poder tirar foto alguma da grande superstar, a Nefertiti.

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Mas, pelo menos, conseguimos ver e fotografar o famoso chapéu dourado.

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Saímos de lá, praticamente insatisfeitos e resolvemos nos satisfazer com a especialidade da casa, comida.

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E fomos atrás do melhor currywurst de Berlim. Pegamos um táxi e rumamos pro Konnopke’s.

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Se você quiser o melhor currywurst (que nada mais é do que uma excelente salsicha com um bom ketchup e batatas fritas), vá lá.

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E a praticidade deles é incrível (coisa que não aconteceu nos museus). Você entra numa fila, faz o pedido e em segundos, voilá, está tudo na sua mão.

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Eu e a Re pedimos o curryworst normal. A Dé pediu com salada de batatas.

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E pra acompanhar, uma boa cerveja alemã. Tudo perfeito.

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Depois desta magnânima refeição, pegamos um táxi outra vez e fomos conhecer o Sony Center.

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Ele fica na Potsdamer Platz e tem uma cobertura com uma estrutura que é simplesmente incrível.

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Como o frio reinava, resolvemos tomar um expresso e comer um donut, pois não somos de ferro.

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O restante da tarde foi passear pela Friedrischstrase …

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… e comprar alguns sapatos alemães.

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Pronto!

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Só nos restava o jantar.

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E resolvemos encerrar a nossa temporada germânica num lugar típico: o italiano Bocca di Bacco. rs

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Esta foi uma dica do grande Eymard. E a noite foi perfeita.

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Primeiro, que o lugar parece mesmo com um restaurante italiano.

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Depois que a comida combina perfeitamente com o ambiente.

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Pedimos uma entrada pra dividirmos, uma burrata com pomodorini.

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A Re, que estava sem fome, foi de Sopa de batata com cebolas.

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A Dé, um papardelle com ragu de pato e funghi porcini.

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Eu, um ravioli com ragu de vitela, purê e crispy de prosciutto.

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Tudo maravilhoso e ainda mais acompanhado dum tinto do Gaja, o Promis 2013. Prontíssimo.

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A despedida berlinense foi realmente em grande estilo, e melhor, estávamos a 10 minutos das nossas caminhas.

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Guten abend!

Veja os outros dias desta viagem:

dcpv – D.O.C.P. – denominação de origem controlada do paladar

número 316
05/05/2015

D.O.C.P. – Denominação de Origem Controlada do Paladar.

Volto a insistir com o Paladar. Que nada mais é do que o excelente suplemento de gastronomia que vem encartado no Estadão todas as quintas-feiras.

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E quando li uma matéria da Patricia Ferraz (não é corporativismo! rs) sobre pratos com indicação de origem, não resisti.

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Tive que, por obrigação, refazer todas as receitas que ela indicou.
Como mote, todas elas são clássicas e estão ou deveriam estar num livro imperdível, Genius Recipes, da Kristen Miglore, que acaba de ser lançado nos Estados Unidos.

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Vamos lá então, ao D.O.C.P.

Entrada – Molho de tomate, cebola e manteiga da Marcella Hazan.

Eu sempre quis fazer um macarrão com molho como entrada. E esta receita revolucionária (você que gosta de molhos vermelhos, tem que fazê-la) me propiciou esta feito.

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A Dé providenciou a massa feita em casa.

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O molho é feito da seguinte maneira:
1 – Ponha 70g de manteiga sem sal numa panela.

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2 – Adicione 2 latas de tomates pelados italianos, 1 cebola média descascada e cortada ao meio e sal a gosto.

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3 – Cozinhe por 45 minutos em fogo baixo.

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É só isso e fica uma delícia.

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Bastou juntar o macarrão, finalizar com parmesão e correr para o “abbraccio”!!

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Acompanhamos esta maravilha com o tinto Pinotage False Bay 2012 que foi “verdadeiro, true, verité, vero”.

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Principal – Gratin de Arroz com abobrinha da Julia Child.

Como a Patricia escreveu, é um arroz de forno. Metido, diferente, mas um arroz de forno.
Ainda mais com a grife Julia Child (lembram do filme Julie&Julia?).

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Comece ralando 900g de abobrinhas no ralo grosso. Transfira-as para uma peneira, com uma vasilha embaixo, ponha 2 colheres de chá de sal e deixe escorrer por alguns minutos para drenar. Importante: reserve o líquido.

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Misture o líquido reservado da abobrinha com leite até completar 590ml e reserve. Faça 90g de arroz branco (eu fiz um Basmati).

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Refogue 160g de cebola bem picada numa frigideira no azeite até começar a dourar. Adicione 2 dentes de alho grandes picados finamente e a abobrinha. Mexa por 5 minutos.

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Polvilhe 2 colheres de sopa de farinha de trigo, deixe cozinhar por mais 2 minutos e tire do fogo. Aqueça o suco de abobrinha e adicione aos poucos, a panela com as abobrinhas refogadas.
Tire a panela do fogo, junte o arroz cozido e 60g de queijo parmesão ralado.

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Unte um refratário, espalhe nele o arroz com as abobrinhas, polvilhe duas colheres de queijo parmesão e leve ao forno por meia hora.

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Segui o conselho da Julia e servi este magnífico arroz de forno com costeletas de vitela.

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“Una meraviglia”!

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Tomamos mais um tinto, o Garnacha GG 2013 que achamos “consuelo, jeitoso, jeitoso, bündchen, long dong“.

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Sobremesa – Bolo de Chocolate da Nigella Lawson.

“Esqueça as caras e bocas que a Nigella faz enquanto cozinha, com grandes decotes e ar sensual, já pronta para receber as visitas. E dê uma chance a este bolo de chocolate dela: é um escândalo – no melhor sentido”.

Patrícia, concordo com você. Este bolo é escandaloso (e foi a Dé que fez). Comece untando uma forma retangular e forre com papel manteiga.

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Bata 225g de manteiga com 375g de açúcar na batedeira, adicione 2 ovos grandes batidos e uma colher de chá de baunilha e bata apenas para misturar.

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Derreta 100g de chocolate meio amargo em banho-maria, espere amornar e adicione à mistura de manteiga.

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Ponha 250ml de água para ferver. Misture 200g de farinha de trigo com 1 colher de chá de fermento químico e adicione delicadamente a manteiga e a água, uma colherada a cada vez, alternando.

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Despeje a massa na forma.

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Asse o bolo por meia hora em fogo médio. O bolo deve estar com a superfície firme, mas com o interior macio, ainda esponjoso.

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Desenforme quando estiver frio e coma o mais rapidamente possível. É um verdadeiro escândalo (comemos muuuuuuito!).

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Eis a opinião dos clássicos:
Clássico é clássico. Tudo gg! (Edu)
Special one. (Mingão)
A longdong dinner! Marvellous! (Deo)

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Como vocês já sabem, sou um verdadeiro fão do Paladar. E a cada dia, a surpresa positiva é maior.

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Acreditem que parei de assinar o Estadão, mas praticamente obrigo a Flora a passar na banca de jornais toda quinta, só pra ver (e ler e degustar) todas as maravilhas que lá aparecem.

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Vida longa ao Paladar (e que nunca se transforme naquele arremedo de suplemento de gastronomia de uma página que é o Comida da Folha).

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Auguri.

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