Archive for the 'comida' Category

dcpv – dia neuf – e viva Dom Perignom.

17/10/14

Dia neuf – ChampagneE viva Dom Perignon.

Hoje seria o nosso último dia na região de Champagne.

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E optamos por conhecer a área mais próxima ao hotel.

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Acordamos cedo e tomamos o nosso ótimo café da manhã (destaque para os queijos franceses).

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Logo após, rumamos pra conhecer Champillon, tecnicamente a cidade onde fica o nosso hotel.

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É uma cidade até que moderna para os padrões franceses, …

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… e a sua rua principal, a rue du Paradis, que atravessa as videiras, descreve bem o que ela realmente é.

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Além do mais, Champillon oferece grandes vistas panorâmicas de todo o vale do rio Marne.

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Na seqüência, fomos conhecer Hautvillers.

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Ela é conhecida como o berço do champanhe …

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… e a sua abadia é uma referência mais do que indicada.

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Foi nela que Dom Perignon viveu e onde criou, segundo a lenda, todo o processo de fabricação do champagne.

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Inclusive, dizem que quando provou pela primeira vez o resultado das suas experiências, ele gritou: “estou bebendo as estrelas!”.

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Vimos também o túmulo deste grande “inventor”.

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Outra coisa curiosa, são as placas de ferro que descrevem o que os moradores das casas originalmente faziam.

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Eis um fotoblog com uma boa quantidade delas.

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Aproveitamos pra conhecer o Au 36, um bar à champanhe que fica exatamente na rue Dom Perignon, no número … 36!

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Experimentamos 6 flutes de champanhe (pela ordem, Chardonnay, Meuniére, Pinot Noir, Millesime, Assemblage e Rosé) …

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… além dum prato com comidas típicas da região.

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Dali, partimos para Epernay

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… e sua Avenue du Champagne.

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Segundo Churchill, é a “avenida mais bebível do mundo”.

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E um lugar que tem Moet Chandon, Perrier Jouet, Pol Roger, Martel e Mercier só pode ser descrita deste jeito mesmo.

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Estima-se que existam mais de 200 milhões de garrafas de champagne nos 110 km de armazenamento subterrâneo existente por aqui.

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E pra conhecer como são estas caves (e compará-las com as Crayéres de Reims ) resolvemos fazer o tour pela Mercier, já que os tíquetes podem ser comprados na hora.

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O tour é bastante comercial, mas não deixa de ser interessante.

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Você vai até as caves (são 30 metros de profundidade …

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… e 18 km de extensão), …

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… pega um trenzinho e dá uma volta pelas profundezas do champanhe.

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Eles tiveram a manha de colocar algumas obras de arte no caminho, …

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… além de explicarem todo o processo de fabricação.

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Isso tudo com a ajuda dum áudio guia que optamos ser em português!

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Resumindo, faça este tour e você não se arrependerá, …

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… muito menos pela degustação final dum champagne Blanc de Blanc e dum outro rosé (você escolhe a quantidade de flutes que quer beber. Podem ser de 1 a 3).

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Aproveitamos que estávamos por lá, pra conhecer o centro da cidade.

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Demos umas boas voltas, comemos doces, …

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… sandubas de baguete …

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… e resolvemos voltar ao hotel pra arrumar as coisas.

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Como esta arrumação poderia esperar, decidimos dar mais uma voltinha de carro pelas pequenas cidades próximas.

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E foi aí que conhecemos lugares pacatos, bonitinhos e lídimos representantes da região da Champanhe.

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Fomos a Saint-Imoges, …

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,.. Romery, …

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… Comoyeux …

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… e Fleury-la-Riviere.

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Com o cair da noite e mais este esplêndido por do sol …

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… nos preparamos pra jantar que seria no restaurante da l’Abbaye D’Hautvillers, aquela mesma que fomos visitar hoje e onde Dom Perignon está enterrado.

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Seria, porque chegamos no horário reservado (21:00hs) e a atendente veio nos informar que a última reserva era pras 20:30hs. E sabe que achamos bom, porque o restaurante pareceu bem caído e acho que não comeríamos bem por ali.

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Resumo da coisa? Tivemos que zarpar pra Epernay pra tentar arrumar um lugar pra jantar, sem reserva e as 21:30hs. O Sr Joaquim do GPS nos meteu num caminho maluco, em que a estradinhas cortavam as videiras.

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Acabou sobrando o restaurante La Banque novamente. Ele é o único estabelecimento aberto a esta hora e disponível para clientes sem reservas como nós (fica esta dica).

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Ainda bem que a comida é muito boa e o ambiente agradável.

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A Dé pediu um Filet de Turbot acompanhado de Fetuccini …

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… e eu, um Bouef de Veau com batatas fritas.

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Tudo isso estava excelente e ficou melhor ainda acompanhado dum Milesime do J M Goubillard et Fills.

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Ainda deu tempo de passarmos novamente por L’avenue de Champagne

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… que fica extremamente charmosa a noite …

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… com os seus casarões iluminados.

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Só nos restou retornar pro hotel, arrumar as coisas e correr pra Paris amanhã cedo.

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Mesmo por que, ficaremos pratica e somente um dia por lá.

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É muito pouco, mas faremos o possível.

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Afinal de contas, é Paris.

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Au revoir.

Veja os outros dias desta viagem:
Dia one – A caminho da Irlanda.
Dia two – Dublin – Bebedeira à vista: Guinness e Jameson.
Dia three – Passeio gastronômico em Dublin.
Dia four – Dublin – City tour free. É legal?
Dia set – Champagne – Dia de Veuve Cliquot. Ou melhor, de viuvinha
Dia ouit – Champagne – Visitando mais um ícone, a Ruinart.

 

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dcpv – voou? nadou? grelhou!

Número 399
15/09/2014

Voou? Nadou? Grelhou!

Eu tenho uma edição antiga do Paladar (5 a 11/08/2010) que guardo com devoção.

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Nela são apresentadas 101 receitas para fazer na sua grelha.

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E como estamos reformando a nossa cozinha, apelei pra churrasqueira.

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“Aqui estão ideias grelhadas que valem a pena experimentar. A grande maioria leva pouco tempo de preparo. Algumas tem ingredientes comuns e oferecem poucas surpresas. Mas fiz questão de apresentar também sugestões com ingredientes pouco usuais na churrasqueira que surpreendem em sabor e textura. Você vai acabar querendo colocar qualquer coisa na grelha. É só começar”.

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É assim que o famoso Mark Bittman apresenta as suas sugestões. Vamos à elas!

Entradas: Tomates com Mussarela e Guacamole grelhado.

As descrições das receitas são as seguintes: Tomates com Mussarela.

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Grelhe tomates bem maduros até que estourem.

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Borrife azeite, tempere com sal e pimenta …

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… e sirva com mussarela …

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… e pão grelhado.

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É uma bruschetta grelhada incrível.

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Guacamole grelhado:

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Corte o abacate ao meio, tire o caroço …

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… toste ligeiramente e retire a polpa.

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Grelhe uma cebola roxa cortada ao meio. Pique, junte ao abacate, adicione tomates, limão e alho picado.

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Este guacamole é bem diferentão e ainda dei um toque de coentro.

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Pra upgradear, tomamos um vinho tinto, o Zinfandel Niles que foi “rio, amazonis, sanfranciscus, tiétes“, segundo os chamuscados, nós mesmos.

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Principal – Bife de 6 minutos (talvez 4).

Salgue os bifes …

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… e grelhe-os rapidamente.

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Cubra com queijo fresco, …

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… cebola roxa cortada em rodelas muito finas (se quiser, grelhe-as antes) …

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… e caldo de limão grelhado.

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Absolutamente perfeito.

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É claro que pra Dé teria que fazer uma outra receita. E fiz o frango com parmesão.

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Bata os bifes de frango bem fino.

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Cubra com fatias de tomate, mussarela e parmesão; …

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… enrole e prenda com um palito e grelhe por alguns minutos de cada lado (daí o 6, talvez 4).

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Quer saber? Não ficou tão bom quanto a carne.

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Tomamos mais um vinho tinto, o Teliani Valley Georgia 2011 que foi “pestebuda, on my mind, sofia, stoikowichy“, segundo os bombeirinhos.

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Sobremesa – Doce de batata-doce e caçarola à italiana (by D Vera).

Com o advento da reforma da cozinha, os doces da nossa segunda pastissieur, a D Vera, estão imperando por aqui.

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Desta vez, servi doce de batata-doce misturado com o vermouth (ou seria um quinado?) Punta y Més que deixou tudo com um gostinho de Biotônico Fontoura …

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… e a legítima caçarola italiana, que se parece bastante com uma queijadinha da Bota.

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Eis a opinião dos queimadinhos:
Grelhamos quase tudo! E mesmo com o frio reinante, a comida esteve quente! (Edu)
Que guacamole! Que beleza. (Mingão)
Chama o bombeiro. (Déo)

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Bom, foi isso!

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Aproveite a sua churrasqueira e faça as experiências que Mr Bittman indicou.

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Grelhe tudo o que puder e nos mande quais foram os ingredientes/receitas que mais caíram bem.

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Até.

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dcpv – dia ouit – champagne – visitando mais um ícone, a ruinart.

16/10/14

Dia ouit – ChampagneVisitando mais um ícone, a Ruinart.

Mais um dia broncolhão.

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Não nos apertamos e fomos passear.

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O café da manhã do hotel, pra variar, é muito bom.

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Aproveitamos dele e resolvemos ir conhecer as cidades bacanas que fazem parte da rota turística da Champanhe.

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Começamos passando em Ay, uma cidade bem pequena, …

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… mas charmosa …

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… e um grande centro de produção de grandes champanhes.

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Só aqui são 3,7 km2 de vinhedos classificados como Grand Crus.

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Dá pra imaginar o quanto em dinheiro existe acumulado nas suas caves?

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Passamos também em Avenay-Val-d’Or, esta minúscula e também muito charmosa.

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Atravessamos a região da grande Montagne de Reims.

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Além de ser uma mata espetacular …

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… é ali que estão plantadas as melhores videiras usadas pra produção do Champagne.

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Sem contar que as cores do outono na vegetação …

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… transformam estes passeios em verdadeiros devaneios.

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No caminho, cruzamos com Germaine, …

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Ludes

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… e terminamos o tour em Verzenay, …

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… com os seus curiosos moinho …

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… e farol (???) incrustados no meio de videiras de pedigrée.

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Seguimos direto pra região de Les Creyeres em Reims, pois tínhamos um tour agendado (faça uma reserva pela Internet) na lendária produtora Ruinart.

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Chegamos e notamos a imponência do lugar.

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Toda a sede é muito chique …

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… o que aumentou e muito a nossa curiosidade.

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Éramos em 10 pessoas (8 americanos e 2 brazucas, nós mesmos).

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Começamos com a história do champanhe e de Dom Ruinart.

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Logo depois, entramos na cave propriamente dita.

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Pra variar, é de ficar impressionado.

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São 8 km lineares de cavernas de gesso em dois níveis, sendo um a 24 m de profundidade …

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… e outro a 42 metros da superfície.

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Tudo isso com temperatura e umidade perfeitas pra fabricação e maturação deste néctar.

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Ficamos sabendo dum montão de curiosidades sobre este processo …

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… e finalizamos o tour fazendo uma tremenda degustação.

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São dois Champanhes Ruinart (um branco e um rosé) …

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… e dois Dom Ruinart no mesmo formato.

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Olha, este é mais um passeio imperdível e que você tem que fazer quando estiver em Reims.

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Tudo é impressionante, especialmente estas paredes que tem quase 9000 garrafas cada uma!

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Volto a pensar em quanto dinheiro está acumulado nestas caves?

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Saímos de lá e voltamos pro hotel.

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No caminho, paramos numa loja de vinhos pra comprar algumas garrafas de Champagne.

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Aproveitamos pra conhecer produtores que nem chegam ao Brasil e que são excelentes.

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Faremos este esforço (tomar as garrafas) pra explicar pra vocês se eles são realmente bons ou não?  (Nota da redação – já tomamos todos e eles são demais).

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Estávamos morrendo de fome (não sei se perceberam, mas nós não almoçamos).

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O negócio foi aguardar pelo jantar que seria no restaurante Le Theatre, em Epernay.

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Não precisa nem dizer que ele fica justamente ao lado do teatro municipal.

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O ambiente é bem teatral mesmo.

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E como estávamos com fome, pedimos a comida rapidamente.

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A Dé escolheu um peixe, o Filet de Turbot aux pousses d’epinards et pequillos.

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Eu fui em double cote de porc aux petit légumes.

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Ambos muito saborosos e perfeitos (como quase tudo aqui na França).

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Tomamos 1/2 garrafa dum champagne local, o H Goutorbe …

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… e duas taças de vinho, um branco pra Dé e um tinto local pra mim, que mostrou que as uvas daqui foram produzidas pra vinificar somente champagne. :)

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Enfim, o jantar foi muito bom e nos mostrou que comer acima da média aqui na França é uma moleza.

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Au revoir.

Veja os outros dias desta viagem:
Dia one – A caminho da Irlanda.
Dia two – Dublin – Bebedeira à vista: Guinness e Jameson.
Dia three – Passeio gastronômico em Dublin.
Dia four – Dublin – City tour free. É legal?
Dia set – Champagne – Dia de Veuve Cliquot. Ou melhor, de viuvinha.

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dcpv – reformar é viver (com perigo).

Número 398
09/09/2014

Reformar é viver (com perigo).

É, resolvemos reformar o santuário aqui de casa. Sim, a nossa cozinha está em plena renovação de mobiliário e equipamentos.

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Portanto, aguarde grandes novidades e comidas ainda mais bacanas por estas plagas.

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Enquanto isso, vamos improvisando, inclusive, com o material que surgiu quando da grande movimentação da despensa e do freezer.

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Tudo bem que as condições técnicas atuais não são as melhores possíveis, mas só o visual e o luar já valeriam a pena.

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Vamos lá, então, ao dcpv em reforma.

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Em tempo, devemos ficar pelo menos mais um mês nestas condições. Haja criatividade!!

Entrada – Zuppa di Fagioli Bianco

Esta é a receita em que o ingrediente imperou. Encontrei um pacote de fagioli bianco na despensa e fui ao Santo Google pra descobrir como fazer. Daí surgiu esta minestra, esta sopa, que é uma delícia.
Para fazer, basta deixar o feijão de molho durante a noite. Cozinhe na água até ficar macio.

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Junte 5 tomates sem pele e sem sementes (eu coloquei uma lata de polpa italiana) …

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… e 150g de lingüiça calabresa (by Veran) cortada em rodelas.

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Esquente um pouco de azeite e refogue 1 cebola e 1 dente de alho cortados finos.

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Jogue no caldo de feijão.

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Tempere com folhas de sálvia, manjerona, sal e pimenta. Salpique com cebolinha picada.

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Ficou excelente.

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Ainda mais com o vinho tinto Garnacha/Syrah Care 2012 que foi “pueril, be …, saudável, home …”.

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Principal – Escalope de lombo, com molho de damasco e risotto.

Se era pra apelar pra facilidade, nada com um bom risotto.

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E os escalopes de lombo estavam no freezer há um bom tempo.

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Foi só o trabalho de fazer o risotto no formato usual, esperar ficar al dente, …

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… e enquanto isso, fritar os escalopes até ficarem dourados.

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O molho é simples. Corte damascos secos em tiras …

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… e junte creme de leite fresco.

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Dê uma fervida e sirva tudo junto e misturado.

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Taí mais um lídimo representante da comfort food.

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Tomamos mais um vinho tinto, o Mo Monastell, que foi “mozinho, …rtadela, mo…rreu, mozão“.

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Sobremesa – Pout Pourri de Doces da D Vera.

Aí a apelação foi total. Só fiz o favor de juntar todos os magníficos doces (goiaba, mamão e abóbora) que a minha sogra, a D Vera, fez magistralmente …

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… com um bolo de baba de moça, que ela também fez.

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Todos comeram muito, porque estava realmente delicioso.

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Eis a opinião dos desalojados:
Saudosa maloca… Que sopa! (Edu)
A cabocla arrasou. (Mingão)
Na favela, regabofes legal. (Deo)

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Pronto!

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Prepare-se que um mês passa rápido!

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Pelo menos pra vocês que não estão no olho do furacão!! J

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Bye.

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dcpv – dia set – champagne – dia de Veuve Cliquot. ou melhor, de viuvinha.

15/10/14

Dia set – Champagne – Dia de Veuve Cliquot. Ou melhor, de viuvinha.

Pronto. Estávamos na região de Champagne.

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O hotel, o Le Royal Champagne é muito bom e a localização não poderia ser melhor.

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Ele fica entre Reims e Epernay (mais perto dessa), mais precisamente na cidadezinha de Champillon.

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Acordamos cerdo, tomamos um ótimo café da manhã no hotel …

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… e zarpamos pra conhecer os pontos turísticos mais famosos de Reims.

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Um deles é a catedral de Notre Dame de Reims, …

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… erguida no século 13 e tombada pela Unesco, …

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… exibe 2300 estátuas, entre elas uma que ficou conhecida como o anjo sorridente.

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Olha, é impressionante ver o tamanho desta catedral e a o opulência que as autoridades quiseram dar a este verdadeiro monumento.

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Sem contar, toda a história que está impregnada no ambiente.

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Vamos lembrar ainda de quantas vezes ela foi reconstruída após bombardeios, incêndios e outros tipos de acidentes.

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Ao lado dela, fica o Palácio de Tau, antiga residência do arcebispo.

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É mais um prédio bonito e representativo de uma época.

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Voltamos ao estacionamento (até que é bem fácil arranjar vagas por aqui) …

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… e resolvemos dar umas voltas de carro pra conhecer melhor a cidade.

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Reims é bem bonita e tem várias rotatórias interessantes.

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Aproveitamos também pra ir próximo onde fica a mítica Veuve Clicquot.

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Tínhamos um tour reservado (somente pot Internet) na Viúva.

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E foi interessante demais.

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Logo de cara, a guia explica toda a história da Madame Ponsardin. E depois disso, vem a visita propriamente as caves.

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Que são mais conhecidas como Les Crayeres.

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São adegas subterrâneas de gesso e curioso, …

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… elas tem 25 metros de profundidade …

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… e 25 km (isso mesmo!!) de extensão.

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Lá a temperatura é a ideal (10 a 12°C) …

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… e, tivemos acesso a todo o processo de fabricação deste precioso líquido.

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É claro que finalizamos com a degustação de uma taça da Grand Dame.

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Final mais feliz não poderia haver.

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Dali, resolvemos passear mais um pouco por Les Crayeres.

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Passamos também pela Taittinger (tentamos fazer um tour, mas não tinha mais vagas) …

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… e então, decidimos voltar ao centro pra comer alguma coisa.

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Foi aí que começou a chover a píncaros.

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E como chuva é vida, entramos no primeiro lugar que achamos bacana, o Bistrot du Forum.

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Ele é um daqueles simples bar a Vin francês e que, como sempre, tem os seus segredos.

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Fomos bem frugais e pedimos uma tábua de queijos …

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… e duas taças de Taittinger Brut.

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Taí um refeição bem equacionada e prazerosa. Voltamos ao hotel, com a chuva apertando muito.

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Como consequência, tivemos a possibilidade de ver a vista do nosso quarto em dois formatos completamente diferentes. O de ontem, com um por do sol radiante.

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E o de hoje, com a chuva imperando.

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Ambos são lindos e necessários pra que as uvas maturem com serenidade e criem vinhos inesquecíveis, como vários champanhes que saem daqui.

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Estávamos prontos pro jantar. Que seria no restaurante do próprio hotel, o Le Royal Champagne (Nota da redação – o hotel está fechado para reformas e só voltará a funcionar em 2017).

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A escolha foi excelente porque a chuva continuava a cair. E foi certamente a melhor refeição que fizemos até hoje, nesta viagem.

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Tudo bem que o lugar é daqueles antigões e ultratradicionais. Mas é como que um resumo do que a legítima cozinha francesa pode representar.

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Chegamos, escolhemos tudo (até a sobremesa) e a grande dúvida seria optar pelo champagne entre os zilhares que constavam na carta.

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Optei por pedir ajuda aos universitários, ou melhor, ao sommelier e não me arrependi. A indicação dele foi soberba, já que o Vincent D’Astrée esteve impecável.

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Quanto aos pratos, a Dé escolheu um blanquette de lotte au safran, petits legumes et sob emulsion ioder.

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Eu fui de Filet de bar a l’unilaterale enbeurré de vitelotes fumées et emulsion de poivres rouge a la vanilla de Madagascar. Tudo lindo e absolutamente perfeito.

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Como sobremesa, pedimos a especialidade do chef, um souflé du Royal et sob sorbet au champagne rosé. Certamente foi o melhor e mais leve suflé que comemos nas nossas vidas.

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Pra melhorar, encerramos com alguns docinhos (que macaron!).

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Olha, se você estiver na região de Champagne e resolver jogar o barco nas videiras, ops, nas pedras, este é o lugar. Nós recomendamos.

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Bom, depois disso tudo só indo dormir o sonho dos justos, logo ali, no nosso quarto.

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Ademã, que nós vamos de leve e devidamente borbulhados.

Veja os outros dias desta viagem:
Dia one – A caminho da Irlanda.
Dia two – Dublin – Bebedeira à vista: Guinness e Jameson.
Dia three – Passeio gastronômico em Dublin.
Dia four – Dublin – City tour free. É legal?

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dcpv – dia four – dublin – city tour free. é legal?

12/10/14

Dia four – Dublin City tour free. É legal?

Hoje faríamos o city tour free.

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A ideia é bem legal.

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Você passeia pela cidade com guias jovens, recebe um montão de informações e ao final, decide quanto vai pagar (esta devemos a Re).

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Iniciamos o dia, …

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… por sinal, lindo (coisa incrível por aqui, mais um belo dia de sol em Dublin), …

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… tomando o médio café da manhã que o hotel nos brindava.

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Logo depois, as 11:00 hs, tínhamos um encontro com o pessoal do tour.

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Caminhamos um pouco, até a frente do City Hall e encontramos com a turma toda (eram mais de 100 pessoas).

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Após um preâmbulo histórico, o nosso guia, o irlandês Sean iniciou o tour propriamente dito.

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A primeira parada foi no Castelo de Dublin, que coincidentemente visitamos ontem.

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É claro que com as explicações do Sean tudo ficou muito mais claro e envolvente.

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Prosseguimos passando pelos jardins do Castelo, …

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… e pelos pontos onde foi gravado o filme PS I Love You.

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Retornamos pela região boêmia do Temple Bar

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” que é um labirinto de pequenas ruas movimentado dia e noite. No coração deste recanto popular e descolado, Meeting House Square propõe concertos, espetáculos e filmes ao ar livre no verão. Uma feira de hortaliças acontece aos sábados, durante o ano todo”

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… onde demos uma parada pra tomar um bom café.

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Retornamos voltando pra região do hotel.

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Mais precisamente pra mais famosa faculdade de Dublin.

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A Trinity College é uma “perfeita cópia dos Oxford Colleges, fundado por Elizabeth I e orgulho da cidade. Os passos dos estudantes Wilde, Stoker e Beckett ainda ecoam nos amplos pátios.

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Na entrada, os anjos do campanário dominam os rubrics, antigos dormitórios que datam de três séculos.

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Na Old Library, a Long Room mantém uma cópia de cada obra publicada nas ilhas britânicas desde 1801.”

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E assim terminou o tour.

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Recomendo e muito e lembre que é de bom tom dar uma boa gorjeta para o guia.

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Resolvemos almoçar alguma coisa mais light.

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E aí lembramos do lugar onde fomos no tour gastronômico de ontem, o The Pepper Pot Cafe.

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Andamos até lá, sentamos e pedimos, eu e a Re, sandubas.

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O dela, de queijo, batata e bacon, …

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… o meu, de lingüiça e purê de maçã.

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A Dé escolheu um baguel (por sinal, delicioso) com bacon e cream cheese.

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Acompanhamos tudo com um Prosecco bem gostoso.

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E arrematamos com um típico scone, geléia de morango e Chantilly.

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Resolvemos tirar a tarde pra dar uma pesquisada em algumas lojas de coisas típicas (camisas de rugby, blusas de cashemere, etc) na região da rua mais popular de comércio de Dublin, a Grafton Str.

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Com a proximidade, fomos até o St Stephen’s Green.

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É um parque bem central e muito popular entre os dublinenses.

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Tudo bem que o frio não convidava muito a fazer este programa, mas o sol …

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… e as cores do outono eram mais do que favoráveis.

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Foi tão gostoso …

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… que chegamos a sentar num banco pra ver a vida passar.

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Retornamos pro hotel pensando se valeria ou não a pena sair pra jantar, já que tínhamos reservado um restaurante legal, o The Winding Stair.

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Ele fica numa livraria e melhor, do outro lado do rio (dá-lhe Jorge Drexler) Liffey.

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O lugar é bem bacana e a escada é bem maluca e antiga mesmo.

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Ficamos sentados bem próximos da cozinha que é à vista.

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E foi bom, porque conseguimos ver os outros pratos (que eram imensos) e fizemos o nosso pedido com consciência.

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A Re escolheu uma entrada formada por um tipo de bolinho de caranguejo, pão e salada.

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A Dé foi de couve flor gratinada, com bolinho de batatas, beterraba e salada de mini-agrião.

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Eu abdiquei do filé (era praticamente um brontossauro) por um tremendo moulles (e almeijoas) e fritas. Sensacional.

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Tomamos um Cabernet Franc francês …

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… e pedimos uma sobremesa pra dividir por 3, um brownie de cereja e canela com sorvete de baunilha.

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Foi o Grand finale de uma muito boa refeição.

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Aproveitamos pra voltar a pé pro hotel e curtir o Temple Bar, um bairro icônico e que viu grandes estrelas surgirem, como Bono Vox e o U2.

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Não, ainda não vimos a figura por aqui. :)

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Bye.

Veja os outros dias desta viagem:
Dia one – A caminho da Irlanda.
Dia two – Dublin – Bebedeira à vista: Guinness e Jameson.
Dia three – Passeio gastronômico em Dublin.

.

 

dcpv – qu’est que ces’t que ceci?

Número 397
02/09/2014

Qu’est que ces’t que ceci?

E lá vamos nós novamente apelar pra coleção da Folha, a Cozinha País a País. Desta vez a escolhida foi a França.

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Nada melhor do que experimentar coisas diferentes, saborosas e com um pouco de creme de leite, né?

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Pois escolhi receitas não muito conhecidas por aqui, mas que tinham um formato mais aconchegante.

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Vamos lá, então, degustar (degustê??).

Entrada – Ovos mexidos com tomate e pimentão.

Mais conhecida como Piperade, esta receita é fácil de fazer e muito saborosa. Primeiramente, asse 2 pimentões vermelhos e 2 verdes na chama do fogão até que a pele comece a ficar preta. Deixe esfriar, retire as sementes, as nervuras internas e corte em tiras.

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Numa frigideira grande, com um fio de azeite, refogue uma cebola (cortada em rodelas) até que esteja tenra e amarronzada.

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Acrescente 2 dentes de alho (picados), um pouco de pimenta e os pimentões.

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Refogue por alguns minutos, antes de adicionar 1 kg de tomates – escaldados, sem pele, sem sementes e cortados em tamanho médio – tempere com sal, pimenta-do-reino e uma colher de sobremesa de açúcar, tampe e deixe cozinhar durante 30 minutos em fogo bem baixo.

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Doure 6 fatias de presunto numa frigideira em fogo alto e reserve-as, mantendo-as quentes.

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Bata 6 ovos com sal e pimenta, incorpore-os à frigideira, mexendo até que estejam bem passados.

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Coloque nos pratos e enfeite com a fatia de presunto.

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Ficou bem gostoso e com um jeitão daqueles cafés da manhã de hotéis internacionais.

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Aproveitamos pra tomar uma cava rosé, a Pinot Noir Elyssia que foi “c’est un livre, dinha, cavambu, cavanfunda”.

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Principal – Linguado à Sidra.

Eis mais um prato simpático (sympathique?).

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E se faz da seguinte maneira, este Barbue au cidre: misture uma cebola picada bem fino com 350g de cogumelos cortados em pedaços um pouco maiores.

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Unte uma travessa com manteiga e distribua sobre o fundo, metade da mistura.

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Tempere com sal e pimenta, 600g de tiras de linguado e distribua-as na travessa, formando uma só camada.

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Polvilhe com a metade da mistura restante. Bata 100g de creme de leite com 500ml de sidra (usei um Prosecco).

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Dê o ponto desejado de sal e pimenta e deixe cozinhando em fogo baixo, mexendo sempre, até que se reduza a quase metade do volume inicial. Distribua sobre o conteúdo da travessa, corte 50g de manteiga em cubinhos e distribua sobre a travessa.

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Coloque tudo no forno, preaquecido a 210°C e mantenha por cerca de 20 minutos.
Olha, este prato ficou bom mesmo.

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E pra dar um up, já que ele é bem caudaloso, fiz um arroz basmati e temperei com erva doce. Espetáculo!

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Acompanhamos com um vinho branco Sauvignon Blanc Santa Digna 2012 que foi “superbe, digno e santo, trilegal, digníssimo”.

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Sobremesa – Bolo de Cerejas Negras.

Esta a maioria das pessoas conhece. É o famoso Clafoutis.

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E chamar de bolo é muito estranho já que ele se parece muito com um pudim (sabe aqueles de pão?). Como a Dé caprichou, o resultado foi maravilhoso.

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Unte com manteiga o interior duma assadeira e distribua 750g de cerejas negras maduras, lavadas e secas, sobre o fundo (como não tínhamos tudo isso de cerejas, a Dé improvisou com um pouco de frutas vermelhas).

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Abra a fava de baunilha de cima a baixo e ferva com 250ml de leite durante 2 minutos. Retire e deixe esfriar.

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Bata 2 ovos e 1 gema numa tigela funda, acrescente uma xícara de açúcar e continue batendo até que a mistura fique esbranquiçada. Incorpore, pouco a pouco, 90g de manteiga derretida.

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Vá juntando em pequenas quantidades, 75g de farinha de trigo e o leite, batendo até obter uma massa uniforme. Cubra as cerejas.

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Asse no forno a 200°C por 40 minutos, até dourar a superfície. Retire e polvilhe com açúcar de confeiteiro.

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Estava tão bom que todos comemos pelo menos duas vezes!!

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Eis o que os “pierrezinhos” acharam de tudo:
Ce’st delicieux! Vive La France. (Edu)
Espetacu-le!!! Delicioas!!! Perfect. (Mingão)
É como Caxambu!!! (Deo)

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Bom, foi isso. Mais uma vez, os livrinhos da Folha não nos decepcionaram.

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Ainda bem que ainda temos muitos deles para serem testados!! :)

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Ah! Quanto ao título deste post, esta frase (acredito que a grafia esteja errada) é uma das poucas coisas que sobraram daquelas aulas de francês dos tempos do Grupo Escolar!! :)

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É “moleaux” ?

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