Archive for the 'comida' Category

dcpv – abruzzo, uma região aprazível.

número 395
12/08/2014

Abruzzo, uma região aprazível.

“O pulmão da Itália, como é chamada a região que compreende o maior número de reservas naturais do país, conserva traços de uma área que ficou isolada no mapa ao longo de séculos, protegida pelos imponentes e gélidos montes Apeninos”.

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Esta é a descrição da região italiana de Abruzzo que consta da Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E é bem convincente quanto ao fato de aguçar o interesse em se fazer um menu só com receitas de lá.

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Vamos lá, então, experimentar as delicias abruzzianas (e colocar mais um lugar da Itália na wish list).

Entrada – Pallotte e Funghi trifolatti.

Pallotte. Taí um nome dificil de adivinhar o que significa. Na verdade, são bolinhos de queijo ao sugo.

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E são feitos da seguinte maneira: amasse 500g de ricota (preferencialmente de leite de cabra) com um garfo e misture com 200g de queijo pecorino ralado, 100g de farinha de rosca e 1 ovo (no meu caso, tudo by sex shop).

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Modele os bolinhos e empane-os em ovos batidos e farinha de rosca (necessariamente nesta ordem).

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Reserve na geladeira em recipiente fechado, por ao menos 30 minutos. Frite-os submersos em óleo quente até ficarem dourados.

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Enquanto isso, faça um molho ao sugo refogando dois dentes de alho socados em 3 colheres de azeite e uma lata de tomates pelados.

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Sirva os bolinhos e por cima, o molho quente.

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Já no caso dos funghi fica mais fácil de saber o que são.

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No caso, simples cogumelos erynghi refogados.

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E numa base com manteiga, azeite, 1 dente de alho e salsinha picada. Tempere com sal a gosto e cozinhe em fogo baixo por cerca de 5 minutos, até o cogumelo ficar al dente.

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Sirva tudo muito quente e você certamente se divertirá, assim como nós.

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Pra melhorar um pouco, tomamos o vinho branco Sol Torres 2012 que foi “insolarado, ençolarado, deuce, fenix“.

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Principal – Gnocchi di zafferano com verdure.

“Perfeitamente adaptado ao clima dos montes Apeninos, o açafrão confere cor, sabor e aroma à massa e ao molho desta clássica receita”.

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Bom, os gnocchi são feitos da maneira comum com somente um diferencial, o açafrão.

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Portanto, misture 700g de batatas cozidas e passadas pelo espremedor, 200g de farinha de trigo, 2 colheres de sopa de azeite, 1 envelope de açafrão em pó diluído numa solher de sopa de água quente, 1 ovo e sal a gosto e trabalhe rapidamente até formar uma bola.

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Enrole porções de massa numa superfície enfarinhada, formando rolinhos de cerca de um dedo de espessura e corte-os em pedaços de 2 cm. Reserve.

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Para o molho, fatie uma abobrinha e 1 cebola em rodelas bem finas. Corte 1 pimentão vermelho e 1 verde à julienne (mais conhecido como fatias finas).

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Refogue a cebola no azeite, junte os pimentões e a abobrinha e, assim que murcharem levemente, acrescente dois envelopes de açafrão em pó diluídos numa concha de caldo de vegetais. Cozinhe por 25 minutos.

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Enquanto isso, cozinhe os gnocchi.

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Regue-os com o molho ainda quente e sirva em seguida.

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Delícia pura.

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Pra acompanhar, tomamos um vinho tinto Alturis 2012 que foi “pátria-mãe, alpes suiços, pico da Bandeira, habemos vinus“.

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Sobremesa – Panna cotta com salsa all’albicocca.

Panna cotta é super fácil de reconhecer. Já a albicocca vou deixar um pouco pra frente.

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E pra fazer a tal, junte ½ litro de leite com 500g de creme de leite fresco e 50g de açúcar e leve ao fogo até dissolver os cristais, sem deixar ferver. Agregue algumas gotas de baunilha. Hidrate 1 folha de gelatina em ¼ de xícara de água, adicione ao creme e mexa até dissolver. Distribua a mistura em forminhas e leve à geladeira por ao menos 3 horas.

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Enquanto isso, hidrate 200g de damascos secos (sim, as albicoccas!!) em água morna por 20 minutos. Leve 2 e ½ xícaras de água e 1 e ½ xícara de açúcar ao fogo, mexendo até o açúcar derreter.

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Junte o damasco e cozinhe por 20 minutos ou até que a calda engrosse. Deixe esfriar e reserve na geladeira.

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Desenforme a panna cotta e regue-a com a calda na hora de servir. Delícia, ainda mais com as albicoccas.

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Eis a opinião dos abruzzeiros:
Tudo absolutamente per-fec-to! (Edu)
Superação. (Mingão)
Caiamba! Espetáquila! (Deo)

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“Das bucólicas montanhas, onde pequenas cidades parecem ter parado no tempo e também do mar Adriático que banha a sua costa, os abruzeses extraem inspiração e bons ingredientes para uma cozinha simples, ao mesmo tempo enriquecida pelo sabor e cor pronunciados do açafrão ou pela farta variedade de trufas encontradas nos arredores de L’Aquila”.

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Açafrão? Trufas?

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Precisamos ir pra lá rapidamente! :)

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Arrivederci.

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dcpv – dia elf – Frankfurt – alalaô, ô, ô, ôôô.

07/06/2014

Dia elf – Frankfurt – Alalaô, ô, ô, ôôô.

Frankfurt se abrasileirou.

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Afinal de contas, marcar 33°C em plena primavera não é mole, não.

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Iniciamos o dia acordando um pouco mais tarde e indo tomar o ótimo (talvez o melhor da viagem) café da manhã do hotel.

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Resolvemos seguir as dicas do concierge e dar uma passeada pela região.

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Primeiramente fomos conhecer a Unterman-Schweizer Str.

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Ela é uma rua cheia de restaurantes, …

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… mercados de rua …

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… e lojas bacanas.

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Tão bacanas que a Dé se entusiasmou e comprou algumas peças de roupa na LEMLI.

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Depois de lá, passamos novamente pelo centro pra comer mais duas salsichas e tomar uma caneca de chopp numa daquelas barracas de rua.

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Aproveitamos a proximidade pra conhecer o Kleinmarkthalle, um mercado bem ao estilo do nosso Mercadão, só que muito melhor!

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Segue o minifotoblog do lugar:

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E como diziam que lá é servido o melhor curryworsth de Frankfurt, aproveitamos pra comer uma outra salsicha, só que desta vez acompanhada por uma taça de Riesling.

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Olha, quem falou que a salsicha de lá é a melhor, acertou. Ainda passamos pela catedral, a Dom que é imensa e muito bonita.

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Depois de fazermos os três desejos, …

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… resolvemos que era hora de voltar pro hotel e fazer uma happy hour.

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E tome duas flutes de Louis Roderer rosé pra apaziguar o calor que, a esta hora, era insuportável.

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Incrível, já era hora de jantar. E pra encerrar o nosso tour, seguimos novamente o concierge do hotel que nos indicou um lugar tipicamente alemão e (segundo ele) romântico.

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Era tudo o que precisávamos. O Gerbermühle é bem antigo e muito alemão.

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E pior, chegamos com uma má impressão já que o lugar era estranho, a beira do rio e com areia no chão. Parecia um pouco um daqueles pega-turistas desavisados.

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Mas como tinha um montão de famílias alemãs acreditamos nas possibilidades e não erramos. A comida é muito boa.

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A Dé pediu uma salada de aspargos com camarões, salmão defumado e uma tortilla de batatas. Tudo espetacular.

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Eu fui no popular schnitzel com batatas ao forno e bacon. Mais uma delícia!

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Acompanhamos tudo com champagne e vinhos alemães.

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E ainda tivemos a oportunidade de ver o belíssimo cair da noite …

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… com o skyline de Frankfurt ao fundo.

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Claro que pra finalizar realmente a viagem, ainda teríamos uma manhã na cidade.

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Como estava um calor danado, aproveitamos pra pegar o ônibus de turismo e dar uma volta pelos principais pontos.

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Descobrimos o óbvio; que Frankfurt não é uma cidade muito turística.

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Mas aproveitamos pra conhecer a parte nevrálgica da cidade, o distrito financeiro, a Ópera e a Estação Central.

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Resumo da viagem: qual é a diferença entre Viena, Budapeste e Praga?

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Viena nos pareceu bem clássica, com atrações distantes uma das outras e extremamente plana; em Budapeste, as atrações são mais próximas e uma parte da cidade é plana e outra, não e em Praga, todas as atrações são bem próximas com o terreno sendo um pouco irregular.

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O que isso significa? Significa que realmente o ideal é o que todo mundo faz: visitar as três na mesma viagem e assim tirar as suas próprias conclusões, pois as três são espetaculares.

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Até a próxima.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia eins – Viena – Conhecendo a terra da Sissi.
Dia zwei – Viena – Sississiricando.
Dia Negy – Buda cabra da peste.
Dia ot – Budapeste –Ô cidadezinha bacana. Egêszségédre!
Dia sest – É uma Praga!
Dia sedm – Praga – Isto sim é que é uma cidade.
Dia osm – Andando de Segwen, ops, Segway em Praga.
Dia devét – Praga – Vsechno nejlepsi, má lasko.
Dia zehn – Frankfurt – A terra da salsicha.

 

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dcpv – toscana e copa: tudo (ou nada) a ver!

número 392
15/07/2014

Toscana e Copa: tudo (ou nada) a ver!

Finda a saudosa Copa do Mundo (parabéns Alemanha) e já sofrendo de depressão pós bons jogos de futebol, fica sempre uma dúvida sobre o que fazer numa fria terça a noite?

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Comida alemã? Nananinaná. Teria que ser alguma coisa bem prazerosa.

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Aí caímos numa categoria que não tem erro: cozinha italiana. E pra ter menos erro ainda, culinária da Toscana.

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Vamos lá, então aos prazeres das terças.

Entrada – Acquacotta.

Numa tradução meio livre, poderíamos chamar esta receita de água cozida. Na verdade, esta Sopa de Vegetais à Toscana é muito interessante.

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Para fazê-la, basta lavar e cortar um pé de chicória em tiras.

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Pique dois dentes de alho e corte 300g de tomates italianos grosseiramente.

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Ferva 1,5 litros de água e junte a chicória, o tomate, o alho e tempere com sal e pimenta a gosto. Cozinhe em fogo médio com a panela destampada por um pouco menos de 2 horas.

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Minutos antes de retirar do fogo, acrescente 4 ovos batidos.

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Enquanto isso, doure fatias de pão italiano no forno e disponha-as em cumbucas.

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Despeje o caldo por cima e sirva com parmesão ralado.

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Isto é o que podemos chamar de uma água cozida deliciosa.

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Ainda mais acompanhada dum tinto , o Bonarda Las Perdices que foi “rota 66, torelo, james dean, consciente”.

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Principal – Risotto al Chianti.

É claro que se falando em cozinha italiana e especialmente a toscana, teríamos que fatalmente cair num risotto. E este é bem característico.

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Pra fazê-lo, refogue levemente em fogo médio, 4 gomos de lingüiça sem a pele e 2 cebolas-roxas médias picadas.

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Quando o refogado estiver dourado e macio, acrescente 400g de arroz arbório.

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Toste o arroz por 2 minutos, acrescente 1 taça de vinho Chianti e deixe evaporar. Vá acrescentando caldo de carne fervente aos poucos, sem parar de mexer, até os grãos ficarem al dente.

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Pra dar um gosto especial, acrescentei sementes de erva-doce e erva-doce in natura cortada com o descascador de vegetais. Olha, ficou muito bom mesmo.

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Harmonizamos com um vinho tinto L’Apparita Castelo di Ama Itália 2008 que achamos “herbáceo, poveríssimo, causesco, arlequim”.

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Sobremesa – Schiacciata alla Fiorentina.

Este bolo à moda Florentina é tradicional e especial.
Dilua 15g de fermento biológico fresco em ½ copo de água morna e misture à 250g de farinha de trigo, mexendo até ficar homogêneo. Cubra a vasilha com um pano de prato e deixe fermentar por cerca de 1 hora.

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Acrescente 1 ovo, 150g de açúcar, suco e raspas de 1 laranja, 3 gotas de essência de baunilha, 4 colheres de sopa de azeite e sove energicamente por alguns minutos.

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Disponha numa assadeira retangular (30×35 cm) untada e enfarinhada (a massa deve ficar com dois cm de altura) e deixe em repouso por mais 1 hora.

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Asse em forno preaquecido a 180°C por uns 20 minutos, até que a superfície fique dourada.

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Espere esfriar e polvilhe açúcar de confeiteiro (dei uma enfrescalhada e coloquei o Giglio, o símbolo de Florença.)

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Eis a opinião dos italianinhos:
Perfeita = noite de hoje. (Edu)
Voltamos a perfeição. (Mingão)
Estupenda simples luxuriosa noite !!! (Deo)

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Pronto! Pra variar, gostamos demais destes exemplos da chamada culinária povera (pobre???) desta região italiana.

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Eles, os italianos, podem não ser mais tão bons no futebol, mas em questão de culinária, eles são os maiores.

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Ai que saudades da Toscana.

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Arrivederci.

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dcpv – dia zehn – frankfurt – a terra da salsicha.

06/06/2014
Dia Zehn – Frankfurt – A terra da salsicha.

Dia de troca de país é um dia perdido, certo? Quase.

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Acordamos cedo, porque as 9:00 hs o nosso transfer nos pegaria pra nos levar ao aeroporto de Praga.

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O voo seria as 12:00 hs …

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… e somente uma hora depois chegaríamos em Frankfurt.

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O que a princípio seria somente uma conexão do nosso vôo para o Brasil, se transformou numa escala de duas noites.

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Isto está se transformando em regra.

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Cada vez que temos uma passagem aérea com conexão, procuramos ficar pelo menos uma noite neste lugar a fim de conhecê-lo melhor, e quem sabe, retornar. Vamos ver se isso acontece com Frankfurt?

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Chegamos e fomos direto para o hotel Rocco Forte Villa Kennedy.

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Ele fica num casarão antigo e é muito bonito.

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Os quartos são muito confortáveis …

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… e, com a ajuda da Teresa Perez, continuamos comemorando o níver da Dé.

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Pra nos situarmos, e como era cedo, saímos pra bater pernas e conhecer o centro da cidade e …

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… consequentemente, o Rio Main.

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Andamos bastante.

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Passamos pela rua dos museus, …

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… vimos cenas muito bonitas …

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… tendo o rio Main como participante …

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… conhecemos a praça principal

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… e terminamos na rua Zeil, a famosa zona comercial da cidade (a estrutura deste shopping, o MyZeil é demais).

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Ainda compramos vários condimentos numa loja incrível, a Schuhbeck.

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É claro que demos uma sentada pra aproveitar da salsicha e da cerveja local!

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Como andamos muito, voltamos de taxi pro hotel.

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E continuamos com a regra desta viagem para os jantares na primeira noite: seria feito no restaurante do próprio hotel, o Gusto.

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É um ítalo-germânico perfeito/perfecto!

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Pra melhorar, ainda tinha um show de música ao vivo de primeira qualidade.

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Começamos os trabalhos com duas flutes de Louis Roderer (germânicas, off course).

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Como entradas, a Dé escolheu aspargos com batatas, além de queijo parmesão.

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Eu fui no meu preferido, um polvo alemão com batatas. Ambos perfeitos!

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Louve-se que comer neste horário e com o sol praticamente a pino, favorece e muito as fotos, né?

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Pedimos um vinho branco Gavi di Gavi DOCG e os principais chegaram.

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Pra Dé, um gnocchi de manjericão com molho de burrata e berinjela.

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E pra mim, Penne all’a Matriciana com guanciale, tomate, chili e pecorino. Ambos muito bons novamente.

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Ainda tomamos dois expressos cortos, ouvimos mais algumas músicas e só nos restou dormir o sono dos justos.

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Olha, Frankfurt está caindo nas nossas graças (mesmo porque ela se parece mais com uma boa cidade grande como São Paulo, Milão e Madri).

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Wo ist mein Zimmert?

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia eins – Viena – Conhecendo a terra da Sissi.
Dia zwei – Viena – Sississiricando.
Dia Negy – Buda cabra da peste.
Dia ot – Budapeste –Ô cidadezinha bacana. Egêszségédre!
Dia sest – É uma Praga!
Dia sedm – Praga – Isto sim é que é uma cidade.
Dia osm – Andando de Segwen, ops, Segway em Praga.
Dia devét – Praga – Vsechno nejlepsi, má lasko.

 

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dcpv – e dá-lhe risoto de feijoada!!

número 393
22/07/2014

E dá-lhe risoto de feijoada!!

Sabe aqueles dias em que você acorda meio que sem inspiração? Pois era um desses.

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Tinha definido fazer um menu tendo como base a couve, com receitas que a Drix nos enviou, através da revista do sex shop mineiro, o Verdemar.

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Só que cismei com o prato principal (achei meio pesadão) e aí só restou dar aquela olhada no freezer e ver o que podia ser aproveitado.

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Vamos lá, então, ver no que vai dar.

Entrada – Gaspacho de Couve.

Eu tenho uma receita de risotto de feijoada que nem bem uma receita é, mas sim, um projeto.

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Sonho constantemente em aproveitar sobras de feijoada congelada (muito bem feita pela minha sogra, a D Vera) para a criação dum prato memorável. E já que a ideia é desconstruir, seria bom substituir a manjada couve refogada por um gaspacho.

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Para fazê-lo basta bater no liquidificador um maço de couve com 200ml de água e 10g de gengibre ralado. Passe por uma peneira fina e coloque na geladeira.

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Na hora de servir, acrescente 20ml de suco de limão e tempere com sal e pimenta.

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Para a apresentação, coloque algum tipo de picles (coloquei pepinos) e gomos de tangerina cortados pequenos, além de decorar com flores e brotos. Pronto, a couve estava representada!

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Principal – Risoto de feijoada.

Com tudo descongelado, só tive o trabalho de separar cada um dos ingredientes.

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Os feijões seriam utilizados no preparo do risoto.

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Que foi feito no formato original, só que com o acréscimo do caldo da feijoada no caldo de legumes e a junção dos feijões cozidos quando da finalização.

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As carnes foram desfiadas e fritas com bacon.

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E a farofa da D Anina, serviu como acompanhamento.

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Resultou num prato bonito e saboroso.

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Como experiência, tomamos um vinho tinto Finca Altamira 2011 Achaval Ferrer que foi “amadureceu, simples transferencia, avanço, nívea“.

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Sobremesa – Sorvete de laranja.

É claro que estava faltando uma laranjinha nesta pretensa feijoada. E ela só poderia vir no formato de sorvete.

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Uma lata de leite condensado, uma de creme de leite e a mesma medida de suco de laranja; esta é a receita do sucesso.

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Tudo batido e colocado na Ferrari.

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Taí um sorvetinho delicioso.

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Leia a opinião dos feijucados:
Tudo perfeito. Eis mais um risoto de feijoada da coleção, com destaque pra farofa. (Edu)
Desconstrução e construção. (Mingão)
Espetáquilo! A melhor feijoada desconstruída provada (Deo).

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Bom, esta foi mais uma tentativa de criar o definitivo risoto de feijoada.

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Não creio que foi desta vez (apesar de ter ficado muito bom).

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Portanto, aguardem a próxima experiência (já que ela virá!).

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Bye!

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dia devét – praga – vsechno nejlepsi, má lasko.

05/06/2014

Dia devét – Praga – Vsechno nejlepsi, má lasko.

Hoje seria dia de passear por Praga.

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Afinal de contas, não é todo dia que se faz aniversário num lugar tão bonito.

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Aproveitamos o cansaço pra acordar um pouco mais tarde.

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Café da manhã tomado, fomos bater pernas.

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Atravessamos a Ponte Carlos e chegamos na região da Prefeitura.

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O primeiro destino foi o mercado da rua Havelska.

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Ele é muito diversificado e interessante.

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Segue o fotoblog:

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Depois dele, seguimos para a Praça Venceslau.

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Note que estamos repetindo alguns lugares vistos anteriormente, já que tínhamos passado muito rapidamente ou de automóvel, ou de SegWay.

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Passeamos bastante pelo Centro, …

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… nos atendo a arquitetura admirável da cidade (e conhcendo uma incrível loja de gastronomia, a Julius Meinl).

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Chegamos logo a Casa Municipal, em estilo Art Nouveau e que foi construída pelos maiores talentos checos.

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Logo após, conhecemos a Casa da Virgem Negra, um dos poucos edifícios cubistas de Praga.

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Continuamos mais um pouco e chegamos novamente na Praça da Cidade Velha, onde ficam a Prefeitura, …

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… o Palácio Kinsky e a igreja Nossa Senhora depois de Týn.

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Pronto, era hora do almoço.

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Como a data era especial (não é todo dia que se faz 51 anos e em Praga), resolvemos comer no restaurante V Zátiší.

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Ele é um dos representantes da cozinha moderna tcheca (é, ela existe) e os menus são no formato degustação (mesmo que pequena).

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É claro que escolhemos a menor, composta de entrada+principal.

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A Dé foi de salada de aspargos verdes com molho de manga …

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… e, pasmém (só no aniversário mesmo), barriga de porco com vegetais e purê de batatas.

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Eu escolhi carpaccio de veado (ops) ….

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… e filé mignon com batata, brócolis e batata-doce com alecrim.

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Ambos os pratos estavam muito bons.

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Acompanhamos tudo com duas flutes de champagne (a data exigia) …

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… e duas taças dum Pinot Noir tcheco bem fraquinho (tudo bem que depois ele abriu um pouco).

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Voltamos ao hotel pra dar uma descansada …

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… e fazer umas ultimas comprinhas por Malá Strana.

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Andamos bastante …

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… e o resultado final foi que adquirimos vários copos de cristais da Bohêmia além de um montão de quinquilharias das boas.

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Ah! Chegamos ao quarto do hotel e tivemos duas surpresinhas. Uma, um bolinho de níver que a direção nos enviou …

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… e a outra, um tremendo ramalhete de rosas acompanhado dum mais tremendo champanhe que os nossos sócios delicadamente nos mandaram.

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Enfim, foi realmente uma surpresa e tanto.

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Incrível, mas já era hora do jantar.

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A escolha foi pelo Le Terroir, mais um lugar diferentão em relação a tradição da cozinha tcheca.

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A única coisa que não é diferente é a arquitetura do lugar. Ele é bem antigo e tem uma aura muito romântica (como convém à data).

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O único problema é que eles só trabalham com menu degustação. Como já estávamos lá, deixamos rolar e escolhemos o com 4 pratos, mais um amuse.

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Resultado? Praticamente ficamos enfastiados.

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Primeiramente serviram um amouse que estava muito bom e era a base de pepinos.

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Entrando propriamente no menu, o primeiro amouse chegou. Era bom e formado por aspargos e presunto cru.

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Logo após, um entrada com lagostins crus que, surpreendentemente estava tão boa que até a Dé comeu.

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No próxima entrada (eram duas) eu e a Dé escolhemos pratos diferentes. Ela foi num Monkfish com radicchio …

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… e eu num veado com pão doce, ervilhas e ovo de codorna.

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Já nos principais, a Dé optou pela única coisa que parecia plausível: pombo! Não precisa nem dizer que não deu certo e eu tive que comer o transportador de cartas. :)

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Já eu, escolhi uma costela cozida por horas, com aspargos e cogumelos. Estava bom, mas parecia mais uma carne de panela.

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Não agüentávamos mais nada e a sobremesa foi servida. E ela surpreendeu, pois o ruibarbo com caramelos e amoras estava delicioso.

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Resultado de tudo?

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Achamos que o chefe exagerou e deveria dar a opção de menos pratos aos seus clientes. Afinal de contas, se você paga, você tem razão, né não?

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De qualquer forma, serviu pra comemorar o aniversário do meu amorzão de uma forma inusitada.

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Happy birthday, to you!

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia eins – Viena – Conhecendo a terra da Sissi.
Dia zwei – Viena – Sississiricando.
Dia Negy – Buda cabra da peste.
Dia ot – Budapeste –Ô cidadezinha bacana. Egêszségédre!
Dia sest – É uma Praga!
Dia sedm – Praga – Isto sim é que é uma cidade.
Dia osm – Andando de Segwen, ops, Segway em Praga.

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dcpv – a cuepa del mundo é nuestra.

número 391
01/07/2014

A Cuepa del Mundo é nuestra.

Este é mais uma daqueles menus inspirados na nossa querida Copa do Mundo.

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A intenção era escolher dentre os países participantes, receitas que comporiam um cardápio.

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Mas quando me deparei com um livrinho de culinária argentina, não resisti (mesmo porque o Messi está batendo um bolão).

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E acabei escolhendo pratos diferentões e que tem muito a ver com a influência européia, especialmente a italiana, sobre a cultura portenha.

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Vamos lá, então, curtir a comida de uma das seleções favoritas pra ganhar esta Copa das Copas.

Entrada – Zapallitos rellenos.

É isto mesmo, abobrinhas recheadas. São fáceis de fazer e tem um gosto bastante especial.

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Inicie cozinhando 6 abobrinhas médias inteiras, lavadas e untadas com azeite. Escorra, espere esfriar e corte ao meio.

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Tire a polpa das abobrinhas, pique e misture com 100g de presunto defumado e 100g de peito de frango picados finos, 1 ovo cozido picado, salsa, 6 colheres de molho bechamel e uma pitada de pimenta do reino.

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Disponha as abobrinhas sobre uma travessa previamente untada.

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Coloque o recheio recém-preparado, polvilhe com queijo parmesão e leve ao forno a 180°C até que as abobrinhas estejam douradas.

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Sirva bem quente. Realmente, deliciosas.

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Ainda mais com o acompanhamento do vinho branco ViñaSol Torres 2012 que foi “hermano, viñalua, sarita montiel, fresquito“.

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Principal – Gnocchi com salsa tuco.

Sabe que eu acho que é a primeira vez que faço gnocchi? E achei bem fácil.

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É só cozinhar 1 kg de batatas, descascá-las e passar pelo espremedor.

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Coloque tudo numa travessa funda, acrescente 2 gemas, 300g de farinha de trigo e um pouco de sal. Amasse até que fique homogêneo.

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Forme pequenos bastões e corte em pedaços.

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Já pro molho tuco, que é muito popular na Argentina, doure 1 cebola, 1 cenoura, salsão e 1 dente de alho, tudo picado fino, numa panela com azeite, mexendo sempre.

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Junte 250 de carne macia (usei filé migon) picada e refogue até que mude de cor.

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Tempere, junte uma lata de tomate pelado, 200 ml de caldo de carne e ½ colher de café de orégano. Misture, tampe e cozinhe em fogo bem baixo durante 45 minutos.

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Ajuste o sal e deixe cozinhar destampado até que o molho fique espesso. Cozinhe os nhoques em água fervente. Escorra e sirva com o molho.

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Mais um prato denso e ao mesmo tempo leve.

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Harmonizou muito bem com o excelente vinho tinto Malbec Alluvional Zuccardi 2009 que foi “acompanhado, antes só, caboclardi, codido“.

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Sobremesa – Mazamorra.

“Em Santiago Del Estero e no noroeste do país, chamam-lhe api; em Corrientes e Misiones, caguiyi, mas no resto da Argentina chamam mazamorra a uma papa de farinha de milho, adoçada com mel ou açúcar”.

E, acrescentando, aqui no Brasil chamam de canjica. Acontece que fui salvo pelo gongo. Ou melhor, pela minha mãe, a D Anina.

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Tentei ser prático e utilizar uma daquelas canjicas pré-cozidas. Só que ficou muito ruim. Por sorte, o Deo chegou trazendo uma canjiquinha especial que só a minha mãe sabe fazer.

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Resultado? Comemos tudo. Rs
Estava, pra variar, ótimo e acho que até o Messi adoraria.

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Eis a opinião dos hermanitos:
Que vengam los hermanos! E em forma de pratos. (Edu)
Que Deus me livre desse karma. (Mingão)
Perssupuesto que ele até comem bem!! (Deo)

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Prontíssimo! Escrevo estas mal traçadas linhas enquanto a Copa está pegando fogo.

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O nosso time não entusiasma, mas também não decepciona muito! (em tempo, tadinho de mim. Mal sabia o que nos esperaria) e a Argentina está na mesma toada.

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A diferença é que eles tem o Leonel, enquanto o nosso Neymar também não parece empolgar muito.

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Bom, espero fazer um último menu só com receitas brasileiras. Será?

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Adiós.

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