Archive for the 'culinaria' Category

menu aleatório no dcpv.

numero 36
05/11/2013

Menu aleatório no dcpv.

Me dê motivos … Todo mundo conhece esta música, né?

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E foi pensando nela que eu resolvi o menu desta noite. Ou melhor, não resolvi nada justamente porque este menu não tem motivo e nem motivação alguma.

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Quer dizer, a motivação seria a de sempre. Nos encontrarmos ao menos uma vez por semana, falar um montão de abobrinhas e nos divertir, além de comer e beber bem.

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Então, aproveitei pra escolher um ingrediente pra entrada (as vieiras estavam disponíveis no nosso freezer), um risoto bacana, o contadino como prato principal e a sobremesa seria o famoso pudim de pão da minha mãe (nossa mãe, no caso do Deo), que ela fez especialmente pra este nosso encontro.

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Olha, com este menu, quem precisa de motivos?

Entrada – Vieiras gratinadas com manteiga de amendoim

Esta eu peguei no santo Google, já que a intenção principal seria gratinar os frutos do mar, mais conhecidos como os filés mignons da água salgada.

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E como o motivo parece ser musical, prestei uma homenagem ao grande Elvis ao colocar manteiga de amendoim no contexto. It’s now or never!

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Para fazer, basta colocar numa panela um pouco de vinho branco e uma cebola picada e quando começar a ferver, juntar as vieiras, cozinhando-as por uns 4 minutos de cada lado.

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Retire as vieiras e a cebola e deixe o vinho reduzir até a metade do volume inicial. Quando o vinho tiver reduzido, retorna-se a cebola e junte manteiga de amendoim, até levantar fervura.

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Numa outra panela, coloca-se manteiga e um pouco de farinha (o famoso roux) e adiciona-se leite. Espere engrossar e tempere com sal, pimenta e noz moscada.

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Monte numa concha da seguinte forma: coloque uma vieira, …

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… cobre-se com a mistura de cebola e manteiga de amendoim e o molho branco, finalizando com queijo ralado.

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Leve ao forno pré-aquecido a 200°C durante 15 minutos até gratinar.

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Se quiser fazer uma frescurite, sirva com um pouco de alface.

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Ficou uma verdadeira delicia elvisniana.

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Ainda mais com o acompanhamento do vinho branco português Albarinho Deu La Deu que foi “explosivo, hiperativo, alvilhinho, auspicioso”.

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Principal – Risoto Del Contadino.

Esta receita é do Luciano Boseggia (este livro autografado por ele é famoso aqui em casa).

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É um risotto feito como todos os outros, só que com a particularidade de se utilizar lingüiça descascada no seu início …

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… e justamente na metade, coloca-se feijão cozido.

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O restante é feito no mesmo formato (cebola refogada, vinho tinto, caldo de carne) …

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… e finalizado com manteiga e queijo ralado.

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Ficou verdadeiramente delicioso e bastante reconfortante para uma noite fria como esta.

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E como o prato pedia, tomamos um vinho tinto muito bom, o Finca La Valona 2010, que foi “maravilha jussa, castillona, tá bom, golden horse”.

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Sobremesa – Pudim de Pão.

Esta é mais uma das receitas da D. Anina. E como sempre, não tenho a descrição dela (se muita gente pedir, talvez ela passe! rs).

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Portanto, este pudim chegou aqui prontinho (o Deo que trouxe) …

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… e segundo a teoria do Mingão (ele afirma que um pudim fica especial quando passa pelo menos 3 dias na geladeira), melhor do que nunca, já que ele foi feito no sábado.

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Olha, estava bom mesmo.

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Eis a opinião dos desmotivados:
Nada como não ter um motivo definido. Jantar espetaculoso e o pudim foi pequeno. (Edu)
O risoto estava sensacional, o melhor feijão com arroz e linguiça que eu comi na minha vida, acompanhado pelo melhor pudim de pão. (Mingão)
Rizzi e fazzulo “du caramba”; espetáquila! (Deo)

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E já que o menu não tem justificativas, ficamos sem elas.

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Melhor, mesmo os pratos não estando conectados por algum motivo, tudo ficou bom demais.

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Até.

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miami I – a vingança chinesa – mr chow x hakkasan

Miami I – A vingança chinesa - Mr Chow x Hakkasan

Este é um post especial sobre a comparação dos dois melhores restaurantes chineses de Miami.

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Coincidentemente, ambos ficam em hotéis famosos.

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O Mr Chow, no W, onde nos hospedamos mais uma vez.

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E o Hakkasan, no Fontainebleau.

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Vamos lá!

1 – Mr Chow

Diríamos que é um tanto quanto maloqueiro. Chic, mas maloqueiro.

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Pra dizer a verdade, é quase uma balada. Mas com comida de qualidade.

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Optamos pelo menu Mr Chow que consiste em escolher qualquer entrada e prato principal por um preço fixo (58U$ por pessoa).
Como entradas, todas compartilhadas, escolhemos camarões em duas versões. Uma empanada como se fosse um rolinho, …

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… e outra, deliciosa com um molho cítrico e noz pecã caramelada. Um espetáculo.

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Tomamos uma flute de Viúva e uma taça de vinho branco californiano Stars Leap cada um.

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Como principais, a Dé escolheu frango, acompanhado de vagens crocantes e arroz chinês.

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Eu fui no prato típico, o pato laqueado que vinha com um molho espesso, legumes crocantes e devia ser comido numa panquequinha. Absolutamente delicioso.

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Como upgrade, tivemos uma demonstração de como é feito o legítimo macarrão chinês.

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Resumo da Ópera Madame Butterfly: nota 9.5.

2 – Hakkasan

Não sei o que aconteceu, mas desta vez o Hakkasan decepcionou um pouco.

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Um pouco pela comida e muito mais pelo clima de baladaça

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Música muito alta e uma comida um pouco pasteurizada, apesar de ser boa.

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Optamos por tapear à chinesa. Dim sum veggies (o melhor prato), …

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… Ginger Chicken , …

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… Almonds Prawns (muito bons) …

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… e pesados crispy duck rolls.

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Tomamos flutes de champagne e duas taças do branco californiano Far Niente.

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Resumo: nota 8.

Portanto e na nossa opinião, se tiver que escolher um “china” em Miami, vá ao Mr Chow.

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Palavra dos Luz.

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Bye.

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dcpv – new york, segundo o sex shop mineiro.

número 366
01/10/2013

New York, segundo o sex shop mineiro.

E não é que a revista do sex shop mineiro, o Verdemar, enviada pela Drix pra este que vos escreve, rendeu mais uma noite?

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Tudo bem que, na verdade, estamos mais é fazendo um laboratório pra nossa próxima viagem (junto com os sócios) e aproveitando pra pegar algumas boas dicas que constam das matérias.

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A revista é tão bacana que se eu quisesse, faria mais um par de menus somente com as receitas que estão inseridas nela.

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Vamos lá, então, provar algumas delícias novaiorquinas (se bem que, neste caso, poderíamos chamá-las de universais).

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Let’s go!

Entrada – Salada de ervilhas e Tartare de salmão com maçã verde e sour cream.

Esta salada de ervilhas é muito fácil de fazer.

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Basta cozinhar as ervilhas (450g) em favas (e aparadas nas pontas) em água com sal.

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Elas devem ser cozinhadas bem rapidamente, escorridas e levadas em água fria pra interromper a cocção. Seque-as e corte em tiras na diagonal.

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Frite 110g de pancetta  (eu usei a minha trapizomba de microondas).

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Coloque numa tigela, 2 colheres de sopa de cebola roxa picada, junto com ½ xícara de suco de limão, ½ xícara de vinagre de vinho branco, ½ xícara de azeite e misture.

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Adicione as ervilhas, a pancetta, 4 colheres de sopa de pecorino ralado, flor de sal e pimenta do reino. Salpique pecorino ralado e sirva.

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Já o tartare é feito da seguinte maneira:  pique em cubos pequenos 200g de salmão defumado, …

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… 200 g de salmão fresco, …

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… uma maçã verde, …

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… ½ cebola roxa …

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… e tempere com sal, pimenta, azeite e folhas de dill.

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Faça o sour cream batendo 300g de creme de leite com o suco de 1 limão. Junte 200g de cream cheese e bata até ficar homogêneo. Disponha por cima do tartare.

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Eis uma entrada refrescante e bastante nipônica (ou seja, com um jeitão bem novaiorquino).

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Pra variar, tomamos um bianchetto, um Vermentino Maremma 2012 que foi “segunda, nipianque, vecchio, bom RIR“.

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Principal – Schinitzel de vitela com salada de batatas.

Esta é uma receita tirada do filme “O Poderoso Chefão”. E justamente porque foi no restaurante novaiorquino Loui’s que o Al Pacino, o Michael Corleone, degustou esta vitela empanada.

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E como é que ela é feita? Basta temperar os filés de vitela com sal e pimenta do reino, passá-los em farinha de trigo e sacudí-los pra tirar o excesso.

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Passe novamente em ovos batidos e finalize com farinha de pão.

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Frite-os numa frigideira com óleo bem quente.

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Já pra salada, cozinhe 500 de batatas descascadas e em cubos.

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Misture estas batatas com 4 colheres de sopa de azeite, 3 colheres de sopa de mostarda Dijon, ½ xícara de cebolinha verde picada, 2 colheres de sopa de vinagre de framboesa, sal e pimenta do reino.

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Prontíssimo! Não é a toa que Don Corleone matava qualquer um por um prato desses.

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E ele também tomaria o vinho que acompanhou tudo. Era um tinto Segares Las Llecas Rioja que foi “fidêncio, tintureiro, rojo, cunhadesco“.

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Sobremesa – Harumaki de maçã com sorvete de creme e canela.

Eis mais uma receita com influência asiática. Numa panela, junte 1 xícara de açúcar com 1 xícara de água, 2 maçãs vermelhas em cubos e 1 pau de canela, 1 anis estrelado, 1 cravo, 2 pimentas da Jamaica, 1 pedaço de gengibre, 1 pedaço de casca de tangerina.

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Deixe cozinhar até que seque a água. Retire as especiarias e deixe esfriar. Coloque uma colher de recheio no centro da folha de harumaki e feche como um envelope.

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Passe manteiga derretida por cima e asse em forno a 180°C por 15 minutos.

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Sirva quente com uma bola de sorvete e salpique a canela. Pura delícia da Big Apple.

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Eis a opinião dos ianques:
Do início ao fim, de cabo a rabo, do primeiro ao ultimo: tudo perfeito. (Edu)
Alfomega. (Mingão)
Que retorno! Espetáquila do começo ao fim! Deo gratias! (Deo)

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Start spreading the news
I’m leaving today
I want to be a part of it
New York, New York.

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É isto aí!

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Goodbye.

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dcpv – um menu diferente, baiano e alaranjado.

número 368
29/10/2013

Um menu diferente, baiano e alaranjado.

Laranja baía : Originária da Bahia, esta variedade não possui sementes e sua casca é grossa, de um laranja forte, é fácil de retirar. Sua polpa é consistente, granulada e de um alaranjado vivo.
E foi através dum apelo visual que eu pensei neste menu.

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Este apelo veio duma passada que demos no sex shop, já que no setor de hortifruti de lá estavam belas laranjas descansando nas vascas.

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Compramos uma dúzia delas e eu só teria o trabalho de googlar “receitas+laranja baía”, aguardar o resultado e escolher a composição do cardápio desta noite.

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Feito isto, só restava executar as receitas e o principal, comer tudo.

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Vamos lá, então, ao menu das (e dos) laranjas.

Entrada – Salada de arroz na laranja.

“Faça diferente e prepare esta maravilhosa receita de salada de arroz na laranja aí na sua casa. É uma receita bastante fácil e prática, e o melhor que é muito saborosa, o tempo de preparo é de 30 minutos”.
É exatamente assim que este prato é apresentado no resultado do Google. Fácil é mesmo. E saboroso também.

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Além de ser muito simples. Pra fazer, basta misturar a polpa de 4 laranjas baía, …

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… 1 xícara de chá de arroz cozido, …

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… 1 xícara de chá de peito de peru cozido picado, …

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… ½ xícara de chá de pimentão vermelho picado …

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… e ½ xícara de chá de maionese.

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Se quiser seguir tudo ao pé da letra, sirva esta delícia dentro das cascas das laranjas.

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Fica bem bonitinho e aproveite pra finalizar com cebolinha verde.

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Aproveitamos pra tomar um bianchetto, um espumante, o Prosecco Scalini que foi “saúde, proust, zequinha, galoso“.

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Principal – Filé de pato com talharim ao pesto.

“Esta receita já foi acessada por 838 pessoas. Não perca tempo e prepare você também.”
A apresentação da receita não é muito interessante.

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Mas a simplicidade dela e o resultado me obrigaram a ser o número 839. :)
Na verdade, esta é uma receita de ingredientes e nada mais do que a junção de coisas extremamente conhecidas.

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Inicia pelo pesto. É um de rúcula (formado por ela mesmo, azeite, sal, alho, manjericão, amêndoas e parmesão) e feito com a proporção que melhor lhe convier.

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Já os peitos, os magrets de pato (esta é uma homenagem, sócios) são simplesmente temperados com sal e pimenta …

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… e fritos, primeiramente com o lado da gordura pra baixo (por uns 7 minutos) …

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… e depois, virados (e por uns 4 minutos).

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Deixe descansar e fatie-os um pouco antes de servir.

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Falta o macarrão, o talharim, que originalmente seria de pacote, mas que a Dé fez questão que fosse feito aqui mesmo (inauguramos a nossa nova Ferrari vermelha).

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Pra montagem do prato, coloque rúcula temperada no fundo do prato, …

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… o talharim misturado ao pesto …

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… o pato fatiado sobre o talharim e decore com alguns gomos de laranja.

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Olha! Ficou bem bom.

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E pra demonstrar a ecleticidade do dcpv, traçamos um vinho tinto da Georgia (???), o Teliani Valley 2011 que se mostrou “sopa de letrinhas, mr xywzytz, constanza, hortelino“.

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Sobremesa – Bolo do Estudante.

Mais uma receita pra nossa patisseur, a Dé, se aventurar. Pra fazer, basta bater 4 ovos com 250g de margarina e 2 xícaras de açúcar mascavo, juntar  2 e ½ xícaras de farinha de trigo peneirada com 1 xícara de maisena, intercalando 200ml de leite de coco.

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Acrescente 150 ml de suco de laranja e 1 caixinha de creme de leite. Adicione, finalmente, 1 colher de sopa de fermento em pó e bata, até misturar bem .
Asse em forma grande, untada e enfarinhada, no forno quente até começar a dourar (não ficou muito bonito! rs).

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Desenforme quente e aplique uma cobertura formada por uma caixinha de leite condensado levado ao microondas por 2 minutos.
Também ficou muito bom.

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Eis a opinião dos laranjas ferrazenses:
Laranja é o que não somos. Somos comedores de. (Edu)
Isto é que é um pato de verdade (Mingão)
Quá, quá, quá, a real duck! (Deo)

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Pois é, sabe que as vezes é bacana fazer um menu através da ligação de um ingrediente?

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Neste caso, usei a laranja baía como elo e acabei descobrindo que “a laranja-da-baía é provavelmente uma mutação natural que teria ocorrido na Bahia por volta de 1800. Acredita-se que tenha se originado da laranja seleta. Suas mudas passaram a ser disputadas e foram enviadas pelos serviços diplomáticos dos Estados Unidos para Riverside, Cailfornia. Daí saíram as mudas que se espalharam pelo mundo, agora chamadas de Washington Navel”.

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Ou seja, além de gostoso, é cultural.

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Até.

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dcpv – ny – dia nine – despedida em alto estilo

19/10/2013

NY – Dia nine – Despedida em alto estilo.

A despedida diurna começou num formato que consagrou NY: um brunch.

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Havíamos reservado um (quer coisa mais novaiorquina?) no Asíate, o restaurante do afamado hotel Mandarin Oriental (esta dica foi dada pela Márcia Lube).

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Chegamos e nós alojamos numa excelente mesa com vista pra rua e …

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… melhor, pro Central Park.

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Chamamos uma Billecart-Salmon (era a nossa despedida oficial) …

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… e começaram a chegar a entradas.

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Mais precisamente 4 delas e vieram num formato muito simpático, além de serem deliciosas.

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Logo após, você tem que escolher 2 pratos quentes entre seis opções: a Lourdes optou por ravioli de abóbora e waffles de morango

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… a Dé foi de salada com queijo de cabra e salmão

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… o Eymard escolheu ovos mexidos e salmão, …

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… enquanto que eu, decidi pelos mesmos ravioli da Lourdes e por filé mignon.

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Mais uma vez a excelência de tudo foi a tônica.

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Pra finalizar, a sobremesa comum a todos: um creme de abacaxi e uma torta de café e chocolate.

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Ainda conseguimos dar um breve passeio pelo Central Park e pudemos babar no belo início do outono:

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Olha, foi um adeus, ou melhor, um até breve daqueles.

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Goodbye NY.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Dia one – New York, niu iorque.
New York – Dia two – Eeeeeéééé touchdown.
NY – Dia three – Linha alta; High Line. E Fiiiiiiiiiiiiígaro.

NY – Dia four – O rei MoMA.
NY – Dia five – Compras, trufas e mais trufas.
NY – Dia six – Mais uma bola de três.
NY – Dia seven – Per che, Per Se.
NY – Dia eight – A mim, a ti, A Voce.

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MONETizando o dcpv.

número 370
12/11/2013

MONETizando o dcpv.

“Em 1883, Claude Monet e sua mulher, Alice, se instalam definitivamente em Giverny com os 8 filhos. O pintor dedica-se então a criar um ambiente harmonioso como a atmosfera dos seus quadros e a oferecer almoços memoráveis a seus amigos famosos, como Clemenceau, Renoir e Cézanne.”

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É assim que se inicia o texto da contracapa do livro À mesa com Monet (texto de Claire Joyes – editora Sextante).

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E não é que justamente 130 anos depois a Re foi parar justamente em Giverny e obviamente ficou maravilhada. Eis o depoimento (e as fotos) dela:

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Andar por Giverny é como andar dentro dos quadros do Monet e é absolutamente impressionante (e impressionista).

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Sim, ele era (e é) Genial, mas faz você pensar “quem não seria genial num lugar como esse???”. Cheguei até a cometer a blasfêmia de falar pros meus pais que até mesmo o PP – um pintor que trabalha as vezes em casa – seria genial em Giverny.

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Dei sorte no dia que resolvi visitar a antiga casa do Monet. Ele amanheceu chuvoso e meio cinza, então não tinha muita gente, tanto que tenho fotos da famosa ponte sem ninguém e no meio da tarde. No fim acabou abrindo um sol maravilhoso que transformou tudo com aquela iluminação linda!!! Vale a pena dar um pulo lá se estiver na época certa de visitação; é um passeio diferente de se fazer.

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Boa esta nossa filhinha, né?
Pronto! Estava mais do que montado o menu desta noite.

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Comeremos somente o que o Monet e sua confraria gostavam.

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Cá pra nós, espero que esta nossa confraria também goste muito de tudo!

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Voilá!

Entradas – Sopa de alho-poró e batata e Tomates recheados .

Esta sopa, a soupe aux poireaux et pommes de terre, é muito fácil de fazer (e ainda bem que o clima deu uma virada).

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Aqueça 50 g de manteiga e frite ligeiramente 3 alhos-porós grandes em fatias (só a parte branca).

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Nesse meio-tempo, esquente um litro de água com sal. Um pouco antes de ferver, acrescente o alho-poró.

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Tampe a panela, reduza o fogo e cozinhe lentamente durante 45 minutos. Junte 4 batatas fatiadas, tampe e cozinhe mais 20 minutos. Adicione mais 75g de manteiga e sirva.

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Já pros tomates, os tomates farcies, corte a parte de cima de 6 deles, retire toda a polpa e aqueça-as em fogo alto.

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Depois de ferver por 3 minutos, passe pela peneira e leve de volta ao fogo com um bouquet garni. Adicione sal e pimenta e deixe apurar por 15 minutos.

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Remova o bouquet e acrescente 125g de farinha de pão (pão de forma ralado) embebida em 250ml de caldo de galinha. Cozinhe por mais 3 minutos.

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Refogue em óleo quente, 125g de bacon moído, 1 ramo de salsinha, 1 dente de alho picado e 2 cebolas picadas. Quando dourar, acrescente a mistura de pão. Mexa bem e adicione 2 gemas pra dar liga.

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Recheie os tomates com esta mistura e leve para assar, no forno médio, em uma travessa refratária untada com manteiga.

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Olha, esta entrada tem cara de comida que um gênio como Monet gostaria de degustar.

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Assim como o nosso conhecido e queridinho vinho branco Chardonnay Jacobs Creek 2012 que foi “coca-cola, nespresso, espetáquila, crica”, segundo os impressionistas, nós mesmos.

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Principal – Frango a moda do Périgord

Franguinho trivial, o poulet a la périgourdine do Monet.

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Para fazê-lo, basta refogar pedaços de frango na manteiga até dourarem. Retire o frango e reserve.

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Ponha 3 cebolas roxas picadas e 3 inteiras na frigideira. Quando começarem a dourar, junte o frango e 300 ml de caldo de frango. Tempere com sal e pimenta.

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Cozinhe em fogo brando, mexendo de vez em quando pra que tudo cozinhe uniformemente.

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Assim que o molho engrossar , adicione 125ml de vinho branco. Sirva quente.

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E servi com um arroz de salsinha que Monet aprovaria (não parece o jardim dele?) .

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Assim como faria uma tela com este magnífico prato.

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Pra acompanhar e seguindo uma dica do pintor francês, tomamos um tinto espetacular, o Ortas Côtes du Rhône 2009 que se mostrou “rolê, belê, cotê du monet, espetaculê“.

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Sobremesa – Bolo de chocolate.

Este gateau au chocolat é levíssimo.

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A Dé, a nossa patisseur, o fez do seguinte modo: pese 2 ovos com casca. Utilize quantidades de manteiga, chocolate e de açúcar equivalentes a esse peso.

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Derreta o chocolate numa panela com 2 colheres de sopa de água. Retire do fogo e incorpore a manteiga, mexendo bem até obter uma mistura bem lisa. Deixe esfriar.

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Ligue o forno em temperatura branda. Separe as gemas das claras, bata as gemas e acrescente à mistura.

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Depois adicione o açúcar e 2 colheres de farinha de trigo.

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Bata as claras em neve firme e incorpore a mistura. Derrame a massa numa forma de 20 cm, bem untada com manteiga e asse por 20 minutos.

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Servi bem quentinho com uma bola de sorvete de creme.

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Uma delícia monetiana!

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Eis a opinião dos impressionistas e impressionados:
Giverny é aqui! Monet sabia das coisas. (Edu)
A França é nossa. Viva Monet! (Mingão)
Est ce qui vous voulez mangé? Vièn … ici! (Deo)

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“Monet não cozinhava, mas gostava que os pratos fossem preparados com maestria. Há relatos que o gênio impressionista ficava de ótimo humor diante da perspectiva de uma boa refeição”.

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Pois é, espero que o grande Monet fique satisfeito com este jantar!

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Nós, pelo menos, ficamos com um ótimo humor.

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Até.

dcpv – ny – dia eight – a mim, a ti, a voce.

18/10/2013

NY – Dia eight - A mim, a ti, A Voce.

Mais um dia eclético.

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Fizemos compras, turistamos e até andamos de Pedicab.

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Vamos começar pelo princípio.

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Tomamos um bom café da manhã no Obikà, do Trump Tower.

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De lá, descemos pra passear a pé por NY.

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A intenção seria ir no sentido de downtown e almoçar na Grand Central Station.

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Só que enquanto isso, aproveitamos pra conhecer a Biblioteca Municipal, que é bastante antiga e lindíssima.

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Demos uma boa olhada em  tudo …

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… e percebemos o valor que o americano dá pra informação (vide o xará Snowden).

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Aproveitamos que estávamos próximos e almoçamos no Grand Central Oyster Bar .

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Inicialmente, encontramos com a prima do Eymard, a Maria e aí fomos comer.

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O lugar é muito tradicional …

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… e tem bastante história.

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Apesar que a comida nos pareceu um tanto quanto meia-boca.

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É claro que iniciamos pedindo um grande pratos de ostras (ótimas)…

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… e uma entrada de camarões pra Dé, que não aprecia muito as bivalves.

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Acompanhamos tudo com um Sancerrrrrrre Fournier 2011 que não estava a altura das ostras.

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O problema apareceu quando resolvemos escolher os principais.

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Pedimos vários tipos de peixes, mas todos pareciam variação do mesmo tema. Sempre um peixe com o acompanhamento de brócolis/batatas/cenouras.

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Ou seja, não existia a mínima imaginação e o gosto de tudo parecia um pouco pasteurizado.

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Conversamos bastante e nos despedimos da prima do Eymard.

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O nosso próximo destino seria o museu da Matemática, uma dica da Drix, que caiu como uma luva no nosso programa.

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Descemos toda a Madison Ave e na altura da 26th, chegamos.

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E foi uma grata surpresa.

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O museu é iterativo …

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… e você aproveita cada uma das experiências que lá são mostradas.

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Inclusive, andar numa bicicleta com rodas quadradas.

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Logo depois da visita, mais uma vez aproveitamos a proximidade pra curtir mais uma happy hour na Eataly (que sex shop!!).

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Espumante Ferrari, burratas e prosciuttos fizeram parte do menu.

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Resolvemos inovar e voltamos de pedicab pro hotel.

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Pra variar, foi muito divertido.

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O jantar seria no restaurante A Voce, um italiano decente e muvucado que fica no Time Warner.

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E olha, certamente foi a segunda melhor refeição que fizemos nesta viagem.

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Iniciamos pedindo um vinho branco californiano …

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…dividindo entradas de atum …

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… e uma burradita. Ambos perfeitos.

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Como principais, todos optaram por massas com exceção da Dé que foi de bacalhau.

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A Lourdes escolheu orecchiette de beterraba, …

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… o Eymard, raviolis de lagosta, …

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… e eu, polvólogo que sou, um gnocchi com molho do octopussy.

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Como estávamos no embalo, tomamos mais um branco, um Chassignon Montrachet Les Champs-Gains que harmonizou perfeitamente com tudo.

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Num arroubo, pedimos sobremesas. Uma, farofa de azeite de oliva com sorvete de manjericão, …

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… e outra, uma torta de chocolate com sorvete de leite condensado.

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Olha, foi realmente uma refeição memorável e digna da despedida noturna desta grande cidade.

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Mesmo porque ainda haveria uma despedida diurna.

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Bye.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Dia one – New York, niu iorque.
New York – Dia two – Eeeeeéééé touchdown.
NY – Dia three – Linha alta; High Line. E Fiiiiiiiiiiiiígaro.

NY – Dia four – O rei MoMA.
NY – Dia five – Compras, trufas e mais trufas.
NY – Dia six – Mais uma bola de três.
NY – Dia seven – Per che, Per Se.

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dcpv – abruzzo, ligúria e sicília: um pequeno passeio pela itália

número 367
08/10/2013

Abruzzo, Liguria e Sicília: um pequeno passeio pela Itália.

É pessoal, a apelação pra Coleção Folha Cozinhas da Itália continua.

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Aqui no dcpv é assim: quando não se tem muita inspiração, basta olhar praquela pilha maravilhosa de livretos e pronto!

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O menu da noite (e da melhor qualidade) está pronto.

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Vamos, então, dar um giro por três regiões italianas (Abruzzo, Liguria e Sicília) e aproveitar o que de melhor a Bota pode nos oferecer.

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EntradasCogumelos Refogados e Pizza fechada de muçarela e presunto.

Estas duas receitas são provenientes da região de Abruzzo.

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Esta região é demarcada pelos montes Apeninos e é uma introspectiva região de pastores com vales, montanhas e uma bela cota para o mar Adriático. Na cozinha, preserva a simplicidade de pratos do campo e do litoral, enriquecidos com o pronunciado sabor do açafrão.

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Estes cogumelos refogados (mais conhecidos por lá como funghi trifolati) são feitos da seguinte maneira: fatie cogumelos (usei shitake) e pique 1 dente de alho.

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Aqueça um pouco de manteiga e azeite e refogue o alho e um pouco de salsinha.

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Quando murcharem, acrescente o cogumelo fatiado, tempere com sal a gosto e cozinhe em fogo baixo por cerca de 5 minutos. Leve à mesa ainda quente.

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Já pra pizza fechada (Pizza Rustica), faça uma massa com 2 ovos, 100g de manteiga em temperatura ambiente, 300g de farinha de trigo e uma pitada de sal.

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Abra ¾ desta massa, formando um disco para cobrir uma forma com 28 cm de diâmetro, previamente untada com manteiga.

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Fure todo o fundo da massa com um garfo e distribua 200g de presunto cozido cortado em tirinhas, 200 g de muçarela cortada em fatias, 2 ovos levemente batidos e 3 colheres de sopa de parmesão.

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Cubra a pizza com o outro disco de massa (aquele formado por 1/3) e feche bem a borda. Fure a superfície com um garfo e pincele com uma gema batida.

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Leve ao forno préaquecido a 220°C por 20 minutos até dourar.

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Juntando as duas receitas, resultou numa entrada bastante gostosa.

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E ainda mais acompanhado do vinho tinto, o Segares Las Llecas 2012 que foi “verdoso, titia, verdugo, ovorde”.

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PrincipalCorzetti com camarões.

Esta receita é da Ligúria. Pra quem não conhece, é onde fica Gênova.

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“O relevo acidentado, onde faltam planícies para o cultivo de diferentes ingredientes e para a criação de rebanhos, não impediu a Ligúria de desenvolver uma culinária saborosa e de muita personalidade”.
Então, estes Corzetti ai Gamberoni, são feitos da seguinte maneira: faça uma massa com 600g de farinha de trigo, 5 gemas batidas, 1 cálice de vinho branco seco e sal. Cubra e deixe em repouso por 30 minutos.

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Abra essa massa no cilindro até ficar bem fina (1mm).

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Com a boca de um copo, corte discos e deixe-os em repouso até que fiquem secos.

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Já pro molho, refogue ½ cebola picada até murchar. Acrescente 400g de tomate pelado, 600g de camarões grandes e limpos, regue com 3 cálices de vinho branco e deixe evaporar.

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Adicione 3 xícaras de creme de leite fresco, tempere com 5 colheres de chá de curry e sal e reserve.

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Enquanto isso, cozinhe os corzetti em água fervente abundante com sal até que comecem a boiar na superfície.

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Sirva, regando com o molho quente e salpique ciboulette.

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Olha, dá realmente pra se sentir um verdadeiro Cristovão Colombo.

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Pra melhorar, tomamos um vinho branco muito bom, o Chardonnay Saint Felicien 2012 que se mostrou “camisola, índio saltense, dona maria, fantomas” segundo os adoradores de vitamina C, nós mesmos.

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Sobremesa - Manjar branco de amêndoas

Esta receita é siciliana (assim como o limão).

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“As raizes da gastronomia siciliana se confundem com a história dos diversos povos que ocuparam a ilha ao longo dos séculos”.
Para fazer o manjar, o tal bianco mangiare, hidrate 1 folha de gelatina incolor num pouco de leite e leve ao banho-maria, sem deixar ferver, até dissolver completamente. Aqueça o restante de 250ml de leite até começar a ferver. Fora do fogo, adicione rapidamente 150g de açúcar, 250ml de creme de leite, 1 colher de sopa de essência de amêndoas e a gelatina dissolvida.

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Volte a mistura ao fogo, sempre mexendo, até levantar fervura novamente. Distribua em forminhas umedecidas e leve à geladeira por 24 horas.
Já pra calda, leve 1 cálice de vinho Marsala e 2 colheres de sopa de açúcar ao fogo brando até reduzir.

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Servi o manjar regado com a calda e decorado com um pouco de canela, cacau e flores comestíveis.

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Não precisa nem dizer que ficou uma delícia, né?

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Eis a opinião dos ítalos-viajantes:
Cche bella reffezione (sic). Tutto molto buono. (Edu)
Volare, oooô! Mangiare!!!! ôôôô. (Mingão)
 Adesso devo dire: espetáquila!!! (Deo)

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É isso aí! Apelar para a Itália é sempre um grande motivo pra se experimentar comida de primeiríssima linha.

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Viva a Itália.

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Arrivederci.

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dcpv – ny – dia seven – per che, per se.

18/10/2013

NY – Dia Seven – Per che, Per Se.

Mais um dia de compras e de refeições.

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E desta vez, fomos de compras pra casa, na Bed Bath&Beyond.

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Inclusive, realizei o sonho de ter a própria Ferrari, uma legítima Kitchen Aid vermelha.

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Logo depois desta aventura shopaholic, nós preparamos pro que deveria ser a melhor refeição de toda a viagem.

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E ela aconteceria no Per Se, o restaurante do estrelado chef Thomas Keller, que fica no complexo Time Warner.

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Iniciamos com um pequeno problema técnico: o dress code do lugar indica que todo cliente tem que vestir paletó.

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É claro que o Eymard e eu não estávamos com tal costume na hora do almoço, ainda mais depois de passarmos na BBB.

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Tivemos que pegar as “jackets” emprestadas lá mesmo e até que não ficamos tão mal assim.

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O restante foi admirar a vista do restaurante e curtir tudo.

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A escolha do comida foi simples: todos fizemos o menu degustação do chef de 5 pratos, com exceção da Dé, que escolheu a mesma quantidade de pratos, só que do vegetariano (que novidade!).

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Pra iniciar (e jogar o barco definitivamente nas pedras) chamamos uma Taitinger fresquíssima.

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Antes dos pratos definidos nos menus, o chef nos enviou dois piccolos (por sinal, deliciosos).

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O menu veggie da Dé foi composto de Caramelized Sunchoke Velouté, …

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Tuscan Kale Stuffed Peppers, …

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Grilled Globe Artichokes, …

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Roasted Butternut Squash Agnolotti

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… e assortiment of desserts (na verdade, 3 sobremesas).

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Pra nós (Lourdes, Eymard e eu) foram servidos Oysters and Pearls, …

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Salad of Grilled Sunchokes, ….

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Beets and Leeks, …

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Snake River Farms Calotte de Boeuf

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… e assortiment of desserts (mais 3 sobremesas).

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Agora, pra você imaginar, pense que todos os pratos estavam muito mais gostosos do que o visual deles.

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Ou seja, tudo foi absolutamente perfeito e na medida certa.

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Tomamos uma garrafa dum vinho branco californiano e …

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… nos embasbacamos com os docinhos…

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… e os chocolates que acompanhavam os cafés (vejam a expressão da Lourdes!).

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Ou seja, foi certamente a melhor refeição (celebração?) que fizemos em toda a Big Apple.

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Voltamos pro hotel, fomos fazer mais algumas comprinhas e nós preparamos pra encontrar a nossa sobrinha, a Carla (filha do Deo) junto com o Adriano, o marido dela que estavam, naquele momento, morando em NY.

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E por incrível que pareça, encontramos casualmente com ela pela manhã no Central Park, quando estava passeando com os cachorros deles, o George e o Jambom.

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Quanto ao jantar (que tínhamos marcado anteriormente) seria no Cafe Fiorello, um italiano próximo do Lincoln Center.

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E tudo foi excelente, com exceção da comida que esteve bem fraquinha.
Inicialmente, pedimos um tinto do Langhe e uma tremenda burrata pra dividirmos.

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Como principal, todos escolhemos a especialidade da casa, a Lasagna, que mais parecia uma pizza apastelada.

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Gostosinha e só isso.

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Como sobremesa, um Tiramisu; mais parecia um bolo de aniversário. :)

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Resumo da ópera bufa: o lugar estava cheio, mas a comida deixou bastante a desejar.

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De qualquer maneira, foi muito divertido, porque encontrar a Carla e o Adriano é sempre um tremendo prazer.

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E além do mais, depois de comer no Per Se, tudo pareceria brincadeira de criança.

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Bye.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Dia one – New York, niu iorque.
New York – Dia two – Eeeeeéééé touchdown.
NY – Dia three – Linha alta; High Line. E Fiiiiiiiiiiiiígaro.

NY – Dia four – O rei MoMA.
NY – Dia five – Compras, trufas e mais trufas.
NY – Dia six – Mais uma bola de três.

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dcpv – come usare l’aceto balsamico in cucina.

número 365
17/09/2013

Come usare l’aceto Balsamico in Cucina.

Estava eu limpando as minhas gavetas com algumas lembranças e/ou tralhas resultantes de viagens quando topei com um livreto de receitas. E era justamente o que acompanhava uma daquelas garrafinhas fantásticas de Aceto Balsâmico.

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O título é “Come usare l’aceto Balsamico in cucina”. Ou seja, ele contém receitas em que, normalmente, se usa o aceto legítimo (de preferência um bem antigo, daqueles bem grossos e densos) no acabamento dos pratos.

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O mais interessante é que o livrinho é multi-línguas (italiano, inglês, francês, alemão e espanhol).

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É claro que não tinha nada em português e a idéia principal seria, em caso de dúvida, comparar o ingrediente nas mais diversas línguas.

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Vamos lá, então, ao menu de receitas com aceto balsâmico.

Entrada – Tortinha de espinafre com creme de parmigiano reggiano e aceto balsâmico de Modena.

Este Tortino terá a sua receita descrita (parcialmente) em italiano:

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Preparazione – Frulliamo gli 400g di spinaci, 1 uovo, 150 g de parmigiano, 20 g de burro e 20 g de farina ad ottenere um composto omogeneo e senza grumi .

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A parte, preparamos forminhas, untando o seu interior com manteiga e farinha.

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Coloque o preparado de espinafres nas formas e leve ao forno a 180°C por cerca de vinte minutos.

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Enquanto isso, prepare o “Crema di parmigiano”.

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E com 300g de creme de leite fresco, 150 g de parmesão e 200 ml de leite, além do roux pra dar uma engrossada no creme.

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Sirva com o creme no prato, a tortina por cima e algumas gotas de aceto balsâmico de Modena.

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Ficou uma delícia.

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A Dé e o Mingão continuaram a sina deles ao provarem mais um vinho (eu continuo de molho), o Passe Cout Grains Bordeaux 2011 que foi “delicado, zeríssimo, transgênero”.

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Principal – Risoto com Calabaza y Vinagre Balsâmico.

Bom, não precisa nem dizer que esta estava escrita em espanhol, né?

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Este é um risotto normal.

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A única grande diferença é que é feito um creme de abóboras com as mesmas assadas no forno e liquidificadas.

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Este creme entra na receita logo após a junção do vinho branco no arroz.

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E aí se faz o risoto no padrão corriqueiro (por uns 18 minutos) até que o arroz esteja al dente.

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Finalize com algumas gotas de aceto balsâmico e lascas de parmesão.

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Sobremesa – Pudim de Morangos com Aceto.

Eis mais uma pra se usar um trechinho em italiano (que bela língua).

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Preparazione – Cuocere 60g di fragole com 2 cucchiai di zucchero, passarle al setaccio (o frullare), inglobare 4 rossi d’uovo, gli amaretti sminuzatti, uma grattugiata discorza di limone, um goccio di sassolino (o altro liquore all’anice).

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Cozinhar em banho-maria, após colocar em forminhas, durante alguns minutos.

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Adorne com algumas gotas de Aceto Balsâmico. Mais uma delícia, já que a combinação morango com aceto é sempre bem-vinda.

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Eis a opinião dos acetistas militantes:
Comida acetonada. Ou seria balsamicada? Perfeita, a noite e tudo o que a acompanhou. (Edu)
De cabo a rabo! Sensacional. (Mingão)

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Olha, mais uma vez as minhas reminiscências serviram pra execução dum grande menu.

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Apesar do aceto não figurar efetivamente em nenhuma das receitas, o toque especial que ele deu a cada uma delas foi soberbo.

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Faça você também na sua casa e não se arrependerá.

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Arrivederci.

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