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dcpv – giorno sei – itália – toscana – siena e monteriggioni, a maior e menor, são belíssimas.

05/10/2017

Giorno sei – Italia – Toscana – Siena e Monteriggioni, a maior e a menor, são belíssimas.

O dia toscano amanheceu belamente.

O sol estava a pino quando resolvemos pegar a estrada pra rever Siena.

Da nossa villa em Impruneta, …

… até lá, foi quase uma hora de puro prazer.

Chegamos, conseguimos estacionar …

… e descobrimos uma grande coisa.

Existem escadas rolantes que te levam lá pra cima sem qualquer esforço.

E de repente, você vislumbra uma maravilha.

A Piazza del Campo, …

… onde acontece o famoso Palio, duas vezes ao ano.

Para quem não sabe, o Palio é uma corrida de cavalos que se passa justamente no leito carroçável desta belíssima praça.

Deve ser um maravilha assistir a uma dessas corridas.

Ficamos mais um tempo, …

… demos (nós e os Marques de Paula) uma volta pela redondeza …

… e resolvemos almoçar.

Foi um pequeno drama, já que os dois lugares que escolhemos estavam cheios e não tínhamos feito reserva (conselho: faça sempre que possível).

Acabamos optando por comer num daqueles restaurantes que ficam na própria Piazza del Campo.

Não podemos dizer que foi uma maravilha, mas também não foi decepcionante.

Comemos bruschettas, …

… massas …

… mais pastas …

… salada (adivinhem pra quem?) ….

… frango …

… e pedimos uma jarra dum vinho tinto da casa que era bem ruinzinho.

Prometemos jamais pedir vinho da casa, apesar de eles serem italianos. 😄

Aproveitamos que estávamos abastecidos …

… e continuamos circulando pela belíssima cidade.

A ideia foi circundar a região do Duomo …

… e vê-lo pela frente.

É uma construção extremamente imponente …

… e impactante.

Tudo te remete a grandiosidade.

Pegamos o caminho de volta pro estacionamento …

… com a ajuda das escadas rolantes …

… e zarpamos pruma cidadezinha charmosíssima.

Monteriggioni é o nome deste encanto.

E aí aconteceu um grande imprevisto.

O aplicativo Waze nos jogou numa estrada de terra totalmente selvagem …

… e pior, afirmando que estávamos chegando ao nosso destino, quando na verdade estávamos perdidos.

Tivemos que voltar tudo, …

… mas o prazer de rever Monteriggioni foi muito maior.

Taí um lugar marcante.

E pra melhorar, se é que isso seria possível, …

… além de todo o charme do lugar, …

… ainda vimos mais um belíssimo por do sol.

Só pra situar, Monteriggioni é tão pequena …

… que você não demora mais do que dez minutos pra conhecê-la inteiramente.

Acontece que ela é tão charmosa ..

… que se tem vontade de morar lá.

Ainda descobrimos um estabelecimento, o La Cerchia, …

… que corta frios e queijos na hora, …

… além de, pra variar, ter ótimos vinhos (os copos, nem tanto 🙂 ).

Ou seja, Monteriggioni+vinhos+queijos+frios=paraíso.

Voltamos pra casa felizes …

… e constatamos que tanto a maior …

… como, provavelmente, a menor cidade da Toscana são de “togliere il cappello”.

Ai (suspiros!) …

Arrivederci.

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dcpv – aula do alain “sous vide” poletto na casa da lu e do mike

13/04/2013

Aula do Alain “Sous Vide” Poletto na casa da Lu e do Mike.

O convite que a Lu e o Mike nos fizeram (o sócio também esteve nessa) conteria, além dum jantar com a “Turma de Vinhos de Araraquara“, uma aula com o Alain Poletto.

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Tudo isto aconteceria na nova casa paulistana/praiana deles.

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E quando se fala em Alain Poletto (lembram dele na Paola de Verona?), logo vem a mente o método sous vide de cocção de alimentos.

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O que é mesmo que isso significa?
Sous-vide, em francês, quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em sacolas plásticas seladas a vácuo em baixas temperaturas por um tempo maior que o tradicional. O tempo pode variar entre 2 horas e 72 horas e a temperatura precisa ser estável, normalmente entre 40°C e 70°C, dependendo do que se cozinha. O objetivo da técnica é manter a integridade do alimento, evitando a perda de umidade e sabor. Equipamentos profissionais podem custar algumas centenas de dólares, mas é teoricamente possível fazer em casa com máquinas de embalar a vácuo e água morna monitorada por um termômetro comum.

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Esta definição é precisa. E foi o que vimos na casa da Lu e do Mike.

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Inicialmente, o Alain nos explicou as questões técnicas deste tipo de cocção, …

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… e o porque da necessidade de se ter cuidados máximos com a higiene.

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Foi um tal de tabelas, gráficos e informações interessantes.

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Logo depois, passamos pra parte prática e aí segue o fotoblog da história toda.

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É claro que tudo terminaria no jantar propriamente dito.

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Com o detalhe que a entrada toda foi feita na aula: tomatinhos cereja …

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… e bacalhau confitados.

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Uma delícia!

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O restante da noite foi puro divertimento, com a turma de vinhos de Araraquara justificando os elogios que a Lu e o Mike sempre fizeram pra ela.

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Todos são realmente muito divertidos e interessantes …

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…inclusive, um outro convidado como nós, o Cláudio, o engraçado cunhado da Lu e do Mike.

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Até.

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dcpv – bis nos sabores da sicília

número 338
06/11/2012

Bis nos Sabores da Sicília.

Eu gosto muito do livro Sabores da Sicília. Tudo nele é encantador: as receitas, a história, os vinhos e a verdadeira prosa da autora, a obviamente italiana, Maria Montanarini, uma expert nesta ilha da Bota.

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“Maior ilha do Mediterrâneo e território carregado de história várias vezes milenar, onde atuaram fenícios, gregos, romanos, árabes, normandos e espanhóis (quiçá ferrazenses), a Sicília é famosa também pela excelência  dos seus pratos e inconfundíveis sabores.

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Uma italiana que muito bem conhece a ilha desde a infância e que mora no Brasil há seis décadas, Maria Montanarini, comprova isso com muitas receitas, algumas das quais que foram passadas pela sogra siciliana”

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E é com esta Maria que nós, eu e a Dé, graças a uma dica dos nossos novos amigos Clau e Gil, faremos uma aula de culinária típica  desta região (em tempo – já fizemos).

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Como um aperitivo (e relembrando, já que fiz uma outra noite memorável com receitas do mesmo livro), aproveitei a releitura do livro pra dar mais uma voltinha pela comida típica da Itália.

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Vamos lá, então, aproveitar os quitutes sicilianos.

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EntradasCenoura ao Marsala, Abóbora agridoce e Fritada de favas frescas.

O lema deste livro é “receita simples e saborosa”. E estas são exemplos delas.

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Pra Carote al Marsala, basta cortar 500g de cenouras lavadas, descascadas e cortadas em fatias grossas e reservar.

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Coloque numa panela, 4 colheres de sopa de azeite, aqueça e frite 2 dentes de alho cortados em lascas. Acrescente as cenouras, sal e pimenta.

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Cozinhe por 2 minutos, mexendo sempre.

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Junte 1 xícara de chá de vinho Marsala e continue cozinhando em fogo baixo com a panela tampada por mais 10 minutos.

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Depois de pronto, salpique salsinha e sirva.

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Já pra Cucuzza all’Auruduci, corte 1 kg de abóbora madura em fatias não muito finas.

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Numa frigideira anti-aderente, coloque 4 colheres de sopa de azeite, 1 dente de alho cortado em lascas, 1 ramo de hortelã picada, 1 ramo de salsinha picada, sal e pimenta.

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Frite aos poucos as fatias de abóbora. Misture 30 g de açúcar em 1/2 copo de vinho branco mais 4 colheres de sopa de vinagre branco e despeje sobre as fatias de abóbora na frigideira.

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Sirva colocando no prato as fatias como um carpaccio. Regue com o molho que sobrou na panela e enfeite com folhas de hortelã.

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E a Frittata’cchi Faviani, foi meio acoxambrada, porque eu não tinha favas por aqui. Usei feijão branco já cozido temperado com 1 dente de alho cortado em lascas e 10 folhas de manjericão fritos em 3 colheres de sopa de azeite.
Numa tigela, coloque 6 ovos, 100 de queijo pecorino ralado, sal e pimenta. Junte as favas, ops, os feijões e bata.

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Despeje tudo numa frigideira antiaderente e em fogo baixo, cozinhe até parecerem um omelete. Vire para fritá-la do outro lado.
Sirva quente ou fria.

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Olhe; as três juntas formaram uma entrada daquelas. Cheirosa, saborosa e tipicíssima (e alaranjada! rs).

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Tomamos uma Cava espetacular, a Juvé y Camps Gran Nature 2008 que foi “frutada, sob o sol da Sicília, ramblática, camposa“.

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PrincipalMassa com molho de nozes e pinoli e Lingüiça no cartucho.

Cortados de qualquer jeito. É isto o que significa o malitagghiati. E ele, junto ccù Nuci e Pinoli formam a receita duma massa muito siciliana.

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Pra fazer a tal, coloque 500 g de farinha de trigo sobre a mesa e faça um buraco no meio. Coloque 4 ovos inteiros e uma pitada de sal.

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Misture tudo e trabalhe bem a massa. Abra com o rolo de macarrão, formando uma folha fina. Recorte e massa em tiras de 1 cm e depois corte em pedaços menores.

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Para o molho, leve ao forno 200 de nozes sem casca e 50g de pinoli até secarem bem. Bata no liqüidificador e reserve 1/2 xícara do que foi processado.

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Numa frigideira antiaderente, derreta 50 g de manteiga sem deixar escurecer. Acrescente as nozes e os pinoli moídos até adquirir gosto, mexendo sempre.
Pique bem 1 xícara de chá de folhas de manjericão e junte a mistura, adicionando também 1 dente de alho cortado em lascas.

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Espere secar e coloque 1/2 xícara de creme de leite. Cozinhe a massa em água e sal.

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Misture ao molho e sirva com  o restante das nozes e pinoli batidos, com queijo ralado. Uma delícia.

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Assim como o facílimo Cartocciu di Sasizza.

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É um daqueles famosos envelopes de papel alumínio contendo uma camada de cebolas cortadas em rodelas, uma de laranja também em rodelas e por cima, dois ou três pedaços de lingüiça fresca.

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Tudo fechadinho e colocado no forno por uns 20 minutos.

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Portanto, mal talhado com lingüiça pode te levar pro mau caminho.

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Tomamos um vinho rosé Regaleali Sicília que foi “groselhoso, arregalado, regaloso, regalo“, ou seja sem-graça e sem foto! rs

SobremesaSalada de frutas ao vinho Marsala

Esta Macedónia di fruta ccù Vinu Marsala é muito refrescante.

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Descasque pêras, pêssegos e laranjas e corte em cubos. Regue com suco de limão (siciliano, claro?)

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Corte fatias de abacaxi e melão em cubos. Misture morango com um pouco de açúcar.

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Junte tudo e regue com um pouco de conhaque e vinho Marsala (na proporção de 1 cálice para 2 copos). Prontíssimo e belíssima.

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Eis o que os rapazinhos acharam de tudo:
E nós pensando que na Sicília só tem limão! Uno spetacolo! (Edu)
Que Calábria que nada, eu quera a Cecília! (Mingão)
Adessso, siciliano-mos! (Deo)

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Só de ler as reminiscências que estão no livro da Maria você se deleita.

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Agora imagine ter a oportunidade de refazer todas estas receitas simples e ao mesmo tempo, tão confortáveis!

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Que venha logo esta aula.

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Ciao, bellos.

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dcpv – comidas de boteco carioca, ops, do aconchego carioca

08/07/2012

Comidas de boteco carioca, ops, do Aconchego Carioca.

Quando recebi um email da Escola Wilma Kovesi informando sobre uma aula intitulada “Comidas de Boteco Carioca“, fiquei mais do que interessado.

Afinal de contas, já tinha ouvido falar (e muito bem) dos “quitutes” (ê, Gabriela!) que a Kátia Barbosa faz lá no bar dela, o Aconchego Carioca, obviamente localizado no Rio de Janeiro.

Pra melhorar as coisas (se que isso poderia acontecer), o menu todo era interessante e inusitado: bolinho de aipim com bobó de camarão, bolinho de feijoada, jiló marinado em ervas, frito e servido com queijo e torradinhas e pudim de cachaça, feito com tapioca, leite de coco e melado.

Me diz se isso não é coisa pra deixar qualquer um curioso, ainda mais sabendo que o top do top da Kátia estaria ali?

E como as aulas no WK  são sempre instrutivas, participativas e degustativas, a certeza de puro divertimento era garantida.

Chegamos lá no horário (19:00hs) e a aula estava começando. Justamente pelo danado do bolinho de feijoada.

Este é um daqueles em que você pensa do “porque eu não tive esta idéia antes?”
Afinal de contas fazer um bolinho em que a massa dele é uma mistura processada de feijoada (seja feita na hora, seja aquela bem temperada que está no freezer) com farinha de mandioca fina (não torrada) e ainda por cima, recheada com couve e bacon, não é fantástico?

Depois de modelados, vocês os passa em farinha pra empanar (pode ser Yoki. Sem piadas  de humor negro, por favor!), coloca uma colher de sopa de polvilho azedo (este é um pulo do gato) e congela!

Porque pra serem fritos e degustados, eles tem que obrigatoriamente serem congelados.

Aí foi só experimentar e acompanhar com uma boa cervejinha.

É, a noite prometia.

Na sequência, mais um bolinho (contrariando aquela famosa personagem da novela, é bolinho, sim).
E desta vez de aipim com bobó de camarão.

Começa que o bobó da Kátia é uma delícia (a Dé vai incorporar esta receita ao menu lá de casa), além de ser moleza de fazer e extremamente saboroso. Basta dourar um pouco de alho (ela detesta receitas precisas) em azeites de dendê e de oliva, acrescentar camarão cinza médio limpo e quando estes estiverem rosados, juntar tomates, pimentão vermelho e cebola picados, além de um pouco de caldo feito com cabeças de camarão.

Acrescente um pouco de purê de aipim (a famosa mandioca), leite de coco, tempere e salpique coentro.

Pronto! “Sai um bobó no capricho!”

Melhor que isso, só fritando bolinhos de mandioca (ela, cozida, espremida e misturada à ovos, na proporção de 1 kg pra 1 ovo), creme de leite e um pouco de manteiga.

A combinação dos dois, bobó recheando o bolinho cortado ao meio, resultou sensacional.

Ainda tínhamos mais uma receita salgada pra aprender. E esta é bem curiosa.

A simpaticíssima Kátia nos ensinou a fazer Jiló marinhado em ervas, frito e servido com queijo e torradinhas.

Este prato é chamado de Jiló do Claude (é aquele, o Troisgros). E o nome da receita é praticamente auto-explicativa.

Corte os jilós em rodelas finas e deixe de molho em água com sal por uns 20 minutos.

Frite-os pouco a pouco e dos dois lados, no azeite. A cada remessa, coloque tomilho e alecrim frescos, aceto balsâmico, mel e pimenta rosa.

Sirva com torradas e queijo de cabra. Pra comer como a Kátia indica, você tem que passar o queijo na torrada e colocar o jiló marinado por cima. Como uma bruschetta carioca.

Faltava a sobremesa. E como a conversa é sobre botequim, ela só poderia conter cachaça.

É um verdadeiro pudim de pinga (sem trocadilhos). Na verdade, uma massa formada por tapioca hidratada com leite e leite de coco, ovos, leite condensado (bem diet, não?), cachaça, açúcar, coco ralado e colocada no forno numa forma untada com melado de cana.

Bom, né?

Imagine, então, com uma calda formada por cachaça e melado  diluídos? Um manjar (sic).

Como estava escrito no email, “em aula, ela vai  falar da cultura do boteco carioca, contar como as pessoas se comportam em relação a esta cozinha, de seu processo criativo, das suas peripécias ao lado de Claude e Pierre Troisgros e outros cozinheiros … além de um bom papo.”

É claro que foi tudo isso mesmo. E a dupla Kátia/Betty, ainda nos ofereceu uma degustação de várias cervejas harmonizadas com os quitutes (só faltou aparecer o seo Nassib, “moçu bunitu“, por lá).

Aula terminada, conhecimentos aumentados, altos papos; enfim, todo o WK ficou com um ar de botecão.

Só nos restou esperar ansiosamente a inauguração do Aconchego Carioca na Paulicéia (e que será em breve) pra entrarmos novamente no clima.

Até.

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dcpv – da cachaça pro vinho – piemonte – septimo giorno – cabras e outros bichos (até estrela da musica pop)

04/07/10

dcpv – Piemonte – Septimo Giorno – Cabras e outros bichos (até estrela da música pop) .

Último dia no Piemonte propriamente dito.

E seria de grandes atrações e maiores locomoções.

Fizemos checkout cedinho e zarpamos pra Casale Monferrato.

Antes, uma breve parada pra tirar umas fotos da região do hotel e aproveitar pra pegar algumas mudas de uvas pra plantar em Ferraz.

Quem sabe não surgirá um super Barolo em plena ZL paulista?

Fomos direto pra visitar a Sinagoga de Casale e um museu judaico adjacente a ela. Não me pergunte o porque deste passeio estar incluído num roteiro gastronômico/enológico?

Segundo o Juscelino, foi o pessoal do Castelo di Gabbiano, mais precisamente a Sra Delfina, a administradora que indicou por achar tudo muito interessante.

E ela tem razão, já que como disse o Eymard, visitar uma sinagoga num país tão católico quanto a Itália já é por si só, muito excêntrico.

De qualquer forma Casale é bonita e o museu, através dos seus experientes e espirituosos guias, nos mostrou muitas particularidades do povo judeu.

Continuamos o tour conhecendo uma fazenda de queijos de cabra, a Casa Costa (acho que lá não tem site, não!).

É um lugar muito bucólico e bastante, digamos, selvático.

Vimos as cabras, …

… o lugar onde elas são ordenhadas/alimentadas …

… e fizemos uma rápida degustação na lojinha onde pudemos comprar alguns produtos (devidamente degustados onde nascerá um super Barolo).

Andamos um pouco mais. Na verdade muito mais pois a nossa guia, a italiana Kátia estava um pouco perdida (ô Kátia, compre uma Maria adequada) e …

… chegamos ao Castello di Gabbiano, que data do século VIII e é incrível.

Fizemos um ótimo almoço por lá com direito a grissini (cotação do Guia Josimar Luz : 5 mordidas), …

… comidas piemontesas (esta foi provavelmente a 18º carne cruda que experimentamos), …

… salames, …

… fritatta de salame e queijo, …

… cardo (o preferido da Dé),…

… vitela cozida com polenta,…

… vinhos da casa e …

… um passeio pelos arredores do castelo.

O dono do castelo, Giacomo Cattaneo nos recebeu e falando em português/carioquês (ele nasceu no Rio), nos explicou o objetivo dele em produzir grandes vinhos e nos descreveu cada (foram cinco). Arrrrrrazou, mérmão!

Aproveitamos pra  fazer um tour pelo exterior e …

… pelo interior do castelo. Acho que o Cattaneo é Mengão! rs

A cozinha é muito bacana, …

… a sala de jogos mais ainda (bola 7 na caçapa 1), …

… e até tivemos direito a conhecer um dos apartamentos que estão em fase de acabamento pra alugar pra hóspedes que queiram participar desta experiência única.

Voltamos à mesa pra degustarmos uma bela torta (já estávamos com fome! rs),…

… alguns queijos (não somos de ferro), …

…. um vinho de sobremesa, um café e darmos uma olhada pela lojinha que também é muito bonita.

De lá, fomos direto pra Milano.
Iniciamos a nossa adaptação, pegando um belo congestionamento na chegada.

Fizemos o check in no Hotel Bulgari, que por sinal é um espetáculo e além de conhecer o quarto, ainda cruzamos com o Sr Gordon Sumner no bar .

Tomamos um banhão e descemos pra comer algumas coisinhas no próprio bar.

Prosciutos, …

.. mussarela de búfala, bruschettas de anchovas, …

… e grana padanno foram deglutidos durante (mais uma) conversa muito interessante.

Tomamos uns “Aperols” (grato, Lourdes) e ficamos olhando a fauna.

Ah! O mr Sting continuava no bar e nunca estivemos tão perto dum ídolo (e durante umas duas horas).

Só em Milão mesmo.

Arrivederci.

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dcpv – da cachaça pro vinho – 30º interblogs – cuecas (literalmente) na cozinha do dcpv.

28/08/2010
número 264/a

dcpv – 30º interblogs – Cuecas (literalmente) na Cozinha.

Há um ano fui convidado para o Inter Blogs.
Quando o Edu me disse pela primeira vez:
quer participar? Eu disse: quero!
E ele respondeu:
então, marca aí. Junho do ano que vem. Eu pensei: meu Deus, tem fila! Pois é. E aqui estamos nós.
Nesse meio tempo conheci pessoalmente o Edu e a Débora e vi o quanto os dois são gente boa. Enfim, é um grande prazer pra mim e para a Cris jantarmos com os dois.
E já que é tempo de Copa do Mundo
(N.R – pra ver o quanto atrasou! rs), vou dizer que a gente bateu uma bola para chegar ao cardápio final. O Edu disse: o que você quer no menu?
Então eu sugeri receitas do meu livro “Cuecas na Cozinha: Escola de Maridos & Afins” (Olha o jabá aí, Edu!).
A verdade é que acho que o livro traduz bem esse espírito livre de preconceitos e com vontade de compartilhar que existe no meu blog, o Cuecas na Cozinha (
www.cuecasnacozinha.com ). Como digo no livro: “Amigos são apenas 100%”.
Prazer estar por aqui, Edu!
Grande abraço
Alessander

É isso. A história toda está contada aí em cima e pelo Ale. Este interblogs (quer saber o que é?) nasceu pra ser uma festa, uma comemoração à amizade.
E nada melhor do que juntar alguns amigos, né? Qual seria o critério utilizado, pois a vontade que tínhamos (eu e a Dé) era convidar todos os participantes dos interblogs anteriores. Como não caberiam todos no apê da praia (além de muitos morarem no exterior e em outros estados), surgiu um conceito: porque não chamar aqueles que nós tínhamos conhecido pessoalmente quando da realização do seu interblogs?

Conversado com o Ale (que topou rapidamente), mandei convites pro Michel Khodair (veja  a escolinha do prof michel), pra Débora e pro Fernando (veja brincando de chef no dcpv) e pro sobrinho Leo (veja ele diz que é trivial). Todos toparam.

Tivemos somente um imprevisto (se bem que era esperado!! rsrs) pois o Leo não pode comparecer já que teve que ir visitar o pequeno Davi, o seu filho, em Fortaleza. Taí uma desculpa mais do que válida.

Daí pra frente, foi só trocarmos vários e-mails, adiarmos alguns pares de vezes e finalmente definirmos a data.
Sábado, dia 28/09, às 20:00 hs e na praia.
O planejamento foi executado à risca: visita ao sex shop (junto com a Regina e o Mingão) de manhã; subsequente concentração/reunião com um frugal almoço no Maripili e término de todo o esforço comendo uns docinhos na Sódoces do amigão Flávio Federico.

Estávamos prontos pra começar a preparar os pratos às 18:00 hs. 18:00 hs?
É isso mesmo. Tava um pouco na cara que não ia dar tempo de fazer tudo. E não fizemos mesmo.

O princípio seria utilizar a parte final do livro do Ale, o Escola de Maridos&Afins que contem receitas comunitárias: refrescos, pães e crepes à moda de quem faz. Ou seja, misturas/massas básicas em que cada um dos participantes escolheria os ingredientes que lhe agradassem e montasse o seu prato/bebida.

E o que foi que não fizemos? O pão. A opção (gracias Dé, pela praticidade) foi ir até a padoca próxima e comprar uns belos pães variados (calabresa, ervas, folhados).
A mesa ficou bacana e ganhamos tempo pra fazer o restante.

Como complemento a entrada escolhida, a Dé fez (em Ferraz mesmo) panquecas que aproveitamos pra servir ecumenicamente e com molho.

Detalhe: o grande chef Michel montou todas e deu um toque especial que só eles, os grandes chefes conseguem dar.

Antes disso, a Cris e o Ale chegaram. Ela já chegou tirando fotos.

Conversamos um pouco, bebemos um pouco e a Marina e o Michel aportaram na praia. Não demorou nada e a Débora e o Fernando completaram o time.
Daí pra frente, foi só conversa, comida, bebida, risada, causos e tudo o mais de interessante que você possa imaginar.
É, este interblogs festivo e ao vivo estava cumprindo o que prometia (não sei porque, mas estas minhas facas cor-de rosa fazem o maior sucesso! 🙂

E pra brindar, nada melhor que o Refresco à moda de quem faz que é quase que é um belíssimo ponche.

Frutas (manga, kiwi, carambola, ameixa, uva) cortadas, misturadas a suco de pêssego e geladas pra ficarem a espera da …

… junção final com um espumante.

Todos juntos tomamos o “refresco”! E brindamos à amizade.

Mais uma receita do Ale foi feita por mim e que faz parte dos amuses: uma sopa fria de iogurte com hortelã que deveria ser deglutida com bastões de pepino e cenoura crus.

Em algum momento, eu pedi algumas indicações além das do que o Ale tinha me enviado, pois achei que seria pouca comida (ledo engano!).
Mas mesmo assim, forcei e ele mandou na seca: faça a Lasanha de abóbora, pesto, queijo de cabra e farofinha de castanha do Pará (se quiser a receita, compre o livro. Está na pag 46) e eu fiz.
É um prato veggie, saboroso e plasticamente perfeito.
São camadas de massa de lasanha recheadas alternadamente por uma mistura de pesto básico e queijo de cabra …

… ou uma creme de abóbora assada e …

… finalizada por uma farofa de castanha do Pará.

Como o ambiente era de festa, não tinha o porque de enfrescar muito e todos os pratos foram à mesa nas próprias formas.

A Dé não gostou muito, mas… rsrs.

Aproveitamos pra beber um conhecido nosso, o Estrada Creek Zinfandel 2006 California que foi “versátil, picante, forte, potente, vigoroso. gostoso, ousado, delicado, versace, político, tiririca” segundo os festeiros, nós mesmos!

Enquanto isso, a conversa rolava solta.
Debulhamos tudo; as meninas fizeram um tratado sobre os gatos e resolvemos todos os problemas de todo o mundo, inclusive os do Brasil!! rsrs

Aproveitamos o embalo pra servirmos as sobremesas. Uma seria a indicada pelo Ale, os tais crepes (com a curiosidade da massa ser feita por farinha de aveia).

Deixamos vários ingredientes (geleias variadas, doce de leite, queijos, mel, cream cheese, etc) sobre uma mesa e cada um montou o seu.
Com o detalhe que o Mingão que não é bobo nem nada, pediu pro Michel montar a paleta de cores dele. Não precisa nem dizer que o instrumento de pintura foi devidamente comido!

E interferi um pouco escolhendo uma outra especialidade do Ale, a sopa de morangos.

Morangos descascados e cortados em pedaços que são cozidos com um pouco de açúcar mascavo até ficarem bem cremosos.

Depois é só servir dando um toque de água de rosas e um bola de sorvete de creme.

Mais umas frescurinhas e pronto. Todo mundo comeu tudo!

Como era de se esperar, tomamos uma dose do anisete da D Anina e ficamos mais um bom tempo na mesa conversando como velhos amigos (que já éramos!).

Tudo perfeito, noite perfeita e muito obrigado ao Ale por através do livro e das receitas dele ter nos proporcionado momentos de puro prazer.
Eis a opinião dos participantes:

Prazer imenso compartilhar esta noite com vocês. (Ale)
Marrrrrrravilha!!! (Cris)
Ah! O licor de anis … (Debora)
Bons vinhos, ótimas massas e muitas risadas! (Fernando)
Uma noite encantadora! (Michel Khodair)
Uma mistura harmoniosa de sabores, aromas e sons. Ótimas companhias! (Marina Khodair)
Melhor não fica! Vote no Tiririca. (Mingão)
Noite à nossa moda! (Dé)
Espetáculo! Uma noite de comidas boas&afins! (Edu)

E já que este post está bem descontraído e diferentão, seguem as nossas pretensas e afamadas flores virtuais pro casal Cris e Ale que no caso são frutas literalmente virtuais:

“Pra fazer um interblogs diferente, o que você acha se fizermos o final do livro, reunindo algumas pessoas? Você tem o livro aí, dá uma olhada pra ver o espírito do que estou propondo”.
O que vocês acham? Deu certo?

Até o próximo, que será também ao vivo (esta moda está pegando) com a Luciana Betenson (do Rosmarino e outros temperos) que junto com o esposo, o Mike nos mostrará um menu totalmente praiano.

Preparem  o bronzeador, o guarda-sol e a cadeira.
Até!

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dcpv – da cachaça pro vinho – gastropop da barbarella

bárbaro
09/06/10

dcpv – Gastropop da Barbarella.

O projeto Gastropop das Carla Pernambuco/Carolina Brandão (restaurante Carlota) está cada vez mais gastro e por incrível que pareça, cada vez mais pop.

Já fomos a um montão deles. Por exemplo o do Edinho, o do Bassoleil, o chinês  além de postarmos até sobre os que não fomos.  rsrs
E desta vez, a ideia delas seria trazer a Ana Zita Fernandes, da Barbarella Bakery (tudo a ver com o personagem do filme do Roger Vadin) de Porto Alegre pra fazer o que seria uma nova roupagem da noite do pão/queijo/vinho.

A proposta em sua totalidade é muito interessante: o que seria inicialmente um projeto acadêmico da própria Ana Zita, a ideia de resgatar o pão como um alimento do cotidiano das pessoas através  do desenvolvimento do fermento natural (levain) e do pão de fermentação natural (pain au levain) se transformou num negócio: a  Barbarella Bakery.
É claro que em volta de um belo pão tem sempre gente feliz e de bem com a vida. E como felicidade e boa comunicação é o lema dos Gastropop, estavam jogados todos os sapos n’água.

Aproveitei o clima e convidei o Eymard, nosso grande amigo, futuro sócio e comentarista de blogs (dcpv, Conexão Paris, Comensais) pra desfrutar de algumas boas horas de puro divertimento.
E às 21:00hs estávamos lá. A Dé, eu e o Eymard.
Fomos chegando e dando alô pra todos além de começarmos efetivamente os “trabalhos”. Nos alojamos na Cozinha do Studio 768 e tomamos o primeiro copo do vinho português Conversa D’Ouro 2007.

Fraquinho e gostoso, caiu bem junto com a mini-empada de frango com pomodoro e catupiry.

Deixa eu explicar melhor o espírito do jantar que tem tudo a ver com o da Barbarella: seria um tout le pain! Ou seja tudo o que foi servido tinha como base a panificação.
Ao longo da noite comemos: mini-Bardots (mini-croissants com gruyère gratinado e presunto),…

… panelinhas com 3 molhos quentes do Carlota (posso estar enganado, mas estes nós nem vimos!! rs) com pães barbarellosos, baguetes, Alaska sandwich (bagel, cream cheese, carpaccio de salmão defumado e ciboulettes),  …

…  e sopa de cebola francesa dentro de levainzinhos.

Ainda tivemos o que eu chamei de “um plus a mais”! Uma degustação do queijo português da Queijaria Monte da Vinha que era simplesmente dos deuses.

Extremamente cremoso e com identidade própria. A Joana Garcia , a proprietária nos explicou todo o processo de fabricação (totalmente artesanal) e inclusive, nos disse que já, já ele estará disponível pra venda por aqui (provavelmente no sex shop).

E combinou perfeitamente com o outro português da noite. O Alentejano Monte do Pintor, uma verdadeira maravilha da vinicultura lusitana.

Enquanto isso conversávamos muito. Planos como a sociedade no dcpv; novos negócios; pro jantar exclusivo (falamos bem de todos os participantes,viu??); pro bate-bebe-bebe (hic!)-volta de Reims foram esmiuçados e programados à exaustão.
Ainda comemos um pedaço da torta brownie, objeto do workshop da Ana que, confesso, vi muito pouco. Estávamos nos divertindo e tomando uma saideira de vinho do Porto, além duma última experimentada/degustada no queijo. O slogan dele, “cremoso na textura… irresistível no sabor” é a mais absoluta verdade!!

Pronto. Noite terminada e aquela máxima mais uma vez prevaleceu: quando você está se divertindo muito, o tempo passa rápido, demais, né Eymard?
Ah! Já marcamos pro próximo Gastropop e desta vez, a Lourdes não escapa. A Dé já falou pro Eymard trazê-la de qualquer jeito!
Qual será? Ainda não sei, mas a Carla e a Carolina prometeram me enviar a programação por e-mail. Vamos aguardar!

Abs panificados pra todos.

.

dcpv – da cachaça pro vinho – você sabe o que é raw food?

apressado come cru?
20/03/10

dcvp – Você sabe o que é raw food? 

Raw food é comida crua. Comida crua? Isto mesmo, comida crua.
O tema é instigante e diferentão.

Me lembro dum restaurante, o Deloonix, que tentou fazer este tipo de cozinha aqui em SP (fomos duas vezes por influências “débísticas” e até que não foi ruim), mas quebrou rapidamente (ficava no lugar onde hoje é o Ají).

E seria o assunto de uma aula na Escola Wilma Kövesi.
Quando recebi o e-mail informando, conversei com a Dé (ela topou na hora) e fiz a reserva.
Lá íamos nós descobrir os segredos da raw food.

Os pilares da cozinha crua são: alimentação saudável, sem a quebra de enzimas através do uso de, no máximo, 42ºC e utilização de produtos orgânicos. Processadores, liquidificadores e desidratador de alimentos são os equipamentos usados na sua prática.
A aula seria comandada pela Kristin Slaby, uma especialista neste tipo de alimentação.

 

Chegamos lá e a sala estava lotada. Era uma turma muito interessante com, inclusive, a presença de grandes cozinheiras tais como a Neka e a Ana.
Conhecemos inicialmente o princípio holístico da raw food:  foco na alimentação do corpo através de um alimento saudável assim como o bem estar físico, mental, emocional e espiritual da pessoa como um todo; cuidados com o meio ambiente; com a própria pessoa e com quem vive ao seu redor.

Tomamos um smoothie de manga, banana, couve e hortelã logo de cara.

Um ingrediente de cada e misturados num liquidificador potente com bastante gelo. Uma vitamina pra despertar o paladar, segundo a Kristin.

Continuamos com um patê de cogumelos e pinoli. Tudo absolutamente raw.
Cogumelos (Shimeji, Paris, Portobello e Porcini seco), água da hidratação deste, suco de limão, shoyu, missô, alho, cebola, tomilho, sal e pimenta.

Tudo processado, gelado e servido com torradinhas crocantes. Muito bom e excelente pra se fazer em qualquer festa.

É raw, mas não é insosso!!

Mais um prato (a aula foi no horário do almoço), as Cenouras Marinadas com azeitonas marroquinas.
Cenouras cortadas finamente numa mandolina e temperadas com sucos de limão e laranja, azeite e sal.

Misture bem este molho com as mãos pois ele cozinhará as cenouras. Acrescente pinoli, passas brancas, agave, coentro, azeitonas picadas, cominho em grão, pimentas do reino e caiena e sal marinho.
Pronto! É um acompanhamento raw pra qualquer prato não-raw!! Foi o que a Dé mais gostou.

Kristin também nos ensinou a fazer uma receita básica, que é como se fosse o caldo da raw food: o leite de castanha de caju. Demolhe uma xícara de castanha de caju crua, coe a castanha e coloque num liquificador com 2 e 1/2 xícaras de água mineral e bata até obter um textura lisa.
Passe por um pano bem fino e reserve em geladeira pra outros usos.

Como no Bisque de Azedinha e Espinafre.
Mais uma delícia líquida (extremamente bem temperada). Uma “processada” de  2 xícaras de folhas de espinafre baby, 1 xícara de folhas de azedinha, 3 colheres de sopa de missô, 1 colher de sopa de ciboulette, 1 colher de cebolinha, 1 dente de alho picado, 2 colheres de sopa de suco de limão, sal e pimenta do reino além de 2 xícaras do caldo da raw food, o leite de castanhas de caju.

Enfim, chegou a hora da macarronada!

Fios de abobrinha surgidos através duma traquitana, que segundo a Neka, é vendida na Liberdade (vamos checar!).

Acompanhados de um belíssimo molho de tomates (eles picados sem sementes, tomates secos ao sol, pimentão vermelho, suco de limão, shoyu, azeite, alho, cebola, manjericão, orégano, tâmara, azeitonas verdes, pimenta e sal). Do jeito que um bom advogado faria, ou seja, processado. rs
E de um pesto (manjericão, suco de limão, azeite, óleo de linhaça, missô, alho, sal e pinoli).

Kristin disse que  os molhos deveriam ser servidos separadamente. Mas a Betty Köwesi, ao ajudar a servir, acabou misturando-os e criou uma degustação com os dois que transformaram o pseudo-macarrão numa bela “Pasta da Nona”!

E pra finalizar a esbórnia crua, uma torta de chocolate e frutas.
A massa foi feita de tâmaras, amêndoas, nozes, óleo de coco …

… e cacau em pó.

Espalhada numa forma, preenchida por uma mousse (avocados, cacau em pó, agave e baunilha) e cobertas por frutas cortadas (manga e kiwi) e folhas de hortelã.

Foi o prato menos entusiasmante da aula em termos de sabor. Seria pela absoluta falta de doçura? Ou pela quantidade de comida crua ingerida durante o restante da aula? rs.

É isto. Com a utilização de ingredientes bons, crus, de procedência e um bom processador; você consegue se introduzir no mundo da raw food. Os benefícios?

Segundo eles, você se sentirá fisicamente mais leve após e entre as refeições; degustará os alimentos mais deliciosos, ricos, doces, substanciosos e naturais do planeta; terá enorme prazer em ver a mudança do seu corpo e tez; você terá maior clareza mental; sua energia aumentará enormemente, tanto física, mental como espiritualmente.
Ficou interessado?

Até a próxima.

PS – A primeira promessa foi cumprida integralmente. Ficamos (literalmente) muito mais leves após esta refeição. rsrs

.    

 

 

  

dcpv- da cachaça pro vinho – lima – mercado de surquillo e a aula

camu-camu? aguaje? tumbo?
18/10/09

dcpv – Lima – Mercado de Surquillo e a aula

Mais uma atividade do nosso mini-roteiro gourmet no Peru: conhecer o mercado municipal de Lima, o Surquillo e degustar vegetais e frutas diferentões, além de comprar ingredientes pra aprendermos a fazer o nosso próprio ceviche.

Vamos por partes:

I – A Visita guiada ao Surquillo

O nosso guia, o Adrián Macedo, nos mostrou (literalmente) todos os sabores do Peru.

Bancas com frutas exóticas …

… legumes malucos  (não são pézinhos!)…

e pimentas (ajis) doidas; …

… milhos deliciosos, …

 

… batatas dos mais variados tipos …

… açougues um tanto quanto malucos …

… e peixarias mais ainda já que não existia refrigeração alguma.

Vamos aos melhores momentos do SPFW dos FLV:

Pitajaya – esta é conhecida por aqui.

Aguaymanto  – a famosa physallis.

Aguaje – parece uma manga dura.

Sachatomate – é um tomate japonês.

Lúcuma – parece uma abóbora seca, bem seca.

Chirimoya – parente da fruta-do-conde.

Granadilla – quase um maracujá.

Tumbo – é quase uma maracujino. Ou seria um pepicujá?

Pepino – engraçado, mas é quase um melão.

Yacón – quase uma batata doce com bastante líquido.

Huaypo – não tenho a menor idéia. Parece uma esponja pra tomar banho!!

Rocoto – um pimentão mais apimentado.

Moraya ou chuño – são simplesmente batatas desidratadas.

É ou não é um espetáculo?

II – A compra

Logo depois, o Adrian nos deu 50 Soles  (~R$ 35), uma lista de ingredientes e 10 minutos pra comprarmos o necessário pra fazermos um bom ceviche: linguado, cebola roxa, ajis amarelo e vermelho, limões verdes, batata doce e milho.

Gastamos 10 Soles ou seja, R$ 6,00 . É claro que demos uma “yapa” ou seja, uma bela chorada e ganhamos mais alguns ingredientes além de termos ficado com o troco.

III – A aula

Continuamos o tour saindo do mercado e indo pro restaurante Señorio de Sulco onde teríamos a nossa aula.

 

Tomamos os nossos Pisco Sour, vestimos os nossos aventais (um brinde) e começamos a trabalhar duro! rsrs

Aprendemos alguns belos truques pra se fazer um ótimo ceviche (e fizemos!):
1 – A cebola roxa cortada deve ficar um tempo de molho em água fria.
2 – O peixe tem que ser extremamente fresco.
3 – Ele deve ficar um tempo somente em contato com sal fino (bastante).
4 – O limão tem que ser espremido na hora de servir o prato pra evitar a oxidação.

Também fizemos causas que são, basicamente, purê de batatas temperados com ajis e montadas de várias maneiras intercalando recheios (camarão, frango, carne, vegetais) e com palta (o nosso famoso abacate).

Continuamos a aula, aprendendo a fazer Lomo Saltado, uma carne cortada em tiras e salteada com vários ingredientes (tomates, cebolas, ajis, alho, shoyo, vinagre, azeite, caldo e batatas fritas) numa wok.
É um prato com uma grande influência chinesa.

IV – O almoço

Não vale a pena ter uma aula deste tipo onde o aluno come a lição?

E ainda como bonus, um belo Suspiro de Limeña.

Uau, quem me dera que todas as escolas fossem assim!

Enfim, um passeio agradável, saboroso, instrutivo e claro, imperdível!

 

Hasta.

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dcpv – da cachaça pro vinho – roberta sudbrack, cozinhando no dcpv

número 238
17/11/09

dcpv – Roberta Sudbrack, cozinhando no DCPV

Ela foi a primeira chef do Palácio do Alvorada! Calma, é claro que não foi na dinastia Lula!

Na verdade, ela ficou 7 anos pilotando a cozinha de lá, mostrando o seu talento pra família Henrique Cardoso e por tabela, pra reis, rainhas, presidentes e outros menos votados.

Desde 2001, ela comanda a cozinha do seu próprio restaurante, o Roberta Sudbrack, o RS no RJ, onde faz uma comida que poderíamos definir como robertasudbrackiana ou seja, extremamente personalizada e com uma brasilidade incrível, além de usar métodos completamente usuais (chapas, mixers, etc) obtendo resultados vanguardísticos.

E tem mais uma: a sudequipe comandada por ela, estuda exaustivamente ingredientes (maxixe, chuchu, mangarito, etc) a fim de obter sabores/texturas/formatos inimagináveis.

Com este currículo, só faltava ela cozinhar aqui no dcpv!
Portanto, prepare-se: a descrição das cenas que virão a seguir são fortes e podem causar um fenômeno estranho: você babará!! rsrsrs

Esta é a noite da RS no dcpv. Acho que nós nunca mais seremos os mesmos!
Abrimos os trabalhos com uma bela caipiroska de Morango com Limão Siciliano. Ela precisava descontrair!

Entrada – Canelone de Atum e Tartare de Chuchu

A própria Roberta disse: “não temos cardápios fixos. Alternamos todos os dias a partir do que encontram de melhor”.

E coisa boa e barata aqui em Ferraz de Vasconcelos é o chuchu! Dá em qualquer cerca!
Portanto, aproveitamos a matéria-prima pra comer uns belos caneloni. Com um pequeno detalhe: os caneloni são de atum mesmo!

Escalopes de atum são achatados com um batedor de carne até obter uma lâmina fina.

Obviamente, não vou poder passar as receitas completas aqui por uma questão de copyright (se me pedirem por baixo dos panos, eu passo! rs)
Continuando, este canelone de atum é recheado com chuchu em cubinhos refogados em água e sal e temperados com azeite, sal, açúcar e peperoncino em flocos moído.

E montados sobre uma farofinha de pão com amêndoas e um vinagrete de melado de cana (ele e azeite) ligando tudo!

Lindo e extremamente saboroso! A crocancia da farofa e a doçura do melado fazem o chuchu brilhar!

Nos sentimos como ex-presidentes!
Acompanhamos este prato excepcional com a nova onda do momento (sic), um tinto de verano, formado pelo Quinta do Seival 2005 Campanha Br, uma fatia de limão siciliano, H2O limão, muito gelo e uma gota de vermouth.

Como diria o grande Lula: Crise? Que crise!

Principal – Lagostins em lâminas de chuchu e leite de amendoim

A Roberta estava preocupada com a qualidade do peixe. Na verdade, ela iria fazer um Pargo Pochê em Vinagrete Crocante de Maxixe.

Mas como ela mesmo falou “não sou eu que decido qual peixe será servido e sim o mar e o pescador!”. Portanto, Jorge, o nosso vizinho pescador nos trouxe uns belos lagostins, que foram devidamente servidos em lâminas de chuchu e leite de amendoim.

Outro espetáculo de sabores. O chuchu é cortado em lâminas e grelhado até ficar um pouco chamuscado.
Logo depois, enrolamos estas lâminas nos lagostins, temperamos com Flor de Sal (xô, proibição!)  e cozinhamos no steamer até ficarem rosados.

São servidos sobre uma paçoquinha líquida (amendoim torrado moído, uvas passas e manteiga) e finalizados com uma infusão de amendoim (amendoim fervido com leite integral, creme de leite, coado e temperado com sal e açúcar).

Todo mundo pirou quando este prato foi servido. O amendoim que estava tanto na paçoquinha como na infusão elevou o lagostim e o chuchu a uma potência desconhecida por nós.

Ficamos todos de joelhos e dissemos: Ave, Roberta!!

Continuamos bebendo o tinto de Verano em pleno Verão (com um patrocínio dos supermercados Veran).

Sobremesa – Consomé de Chocolate, Pele de Leite e Rapadura

“Algo muito mais do que comida, algo que transforma cada cotidiano mutante e irracional em experiências sensoriais e emoções íntimas. Um lugar de sensações e lembranças para se viver a experiência do gosto!”
É isto mesmo! Foi isto o que sentimos ao comer um dos últimos experimentos da Roberta. Um belíssimo Consomé de Chocolate (chocolate amargo 70% derretido em creme de leite) …

… com uma pele de nata (nata reduzida a uma camada fina e congelada)…

… acompanhado duma casquinha de rapadura  (biscoitinhos finíssimos de rapadura, manteiga, clara de ovo e farinha de trigo)…

… finalizado por quinoa frita e polvilhado por açúcar de confeiteiro.

Ge-ni-al! Só isso!

Ainda mais acompanhado de um branco alemão, o Riesling Spätlese 2004 Selbach que foi aquele cara que abre a porta do carro pra sua acompanhante. Sacou?

Eis a opinião dos seguidores da seita RS:

Altíssima gastronomia. RS arrasou em SP, ou melhor, em FV. (Edu)
Perfeito! Fernando Henrique é que era feliz. (Mingão).
Dudu Sudbrack é bom mesmo! (Déo)

Lá no RS, a Roberta tem um espaço chamado Teacher&Diner onde ela ensina, uma vez por mês, ou melhor, incentiva todos os participantes a vivenciarem o processo da execução das receitas e mostra pra todo mundo como pode ser divertido experimentar a cozinha.

E é claro que ela não veio aqui (seria um sonho se viesse!).
Na verdade, ela veio dar uma aula no Wilma Kövesi, o wkcozinha e eu e a Dé fomos lá pra ver “o que que a Roberta tem?”
Uma boa parte das fotos foi feita lá e outra, do jantar que realmente fiz (a Dé fez a sobremesa)) por aqui.
Resumindo, a Roberta é tudo isso o que falam dela (simpática, gosta do que faz, entusiasta) e melhor, dá gosto ver alguém tão apaixonado pelo seu trabalho.

Fica só um desejo que precisamos realizar: conhecer o que ela faz lá no RS (o Diogão dos Destemperados já foi!).
E melhor ainda, conseguir um belo desconto ao marcar esta visita através do Twitter (ela é uma twitteira e tanto e costuma deixar todo mundo que a segue com água na boca ao informar os pratos que vai fazer/está fazendo no restaurante).

Quem sabe na próxima temporada dos mangaritos??

Até.

.


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