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dcpv – da cachaça pro vinho – scrap-almoço no beco do bartô

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18/04/09

 dcpv – Scrap-almoço no Beco do Bartô

Não sei se todo mundo sabe, mas a Dé é uma aficionada por scrapbook.

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Eis o depoimento dela sobre o que é scrap (vamos chamar assim):
Já fazia um tempo que eu andava a procura de um hobby. Minha família sempre foi muito esportista, mas definitivamente eu não nasci pro esporte. Sempre me machuco!
O Edu sempre foi muito ligado à leitura de jornais, revistas, listas telefônicas e afins. Um dia ele veio com uma reportagem sobre scrapbooking e observou como tudo parecia com os nossos hábitos de trazer coisas de viagens (tickets, folhas, chaves de hotel, etc).
Comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri a 
Pedaços. Fiz uma aula e pronto!
Encontrei um hobby onde eu poderia organizar as fotos e acessórios de viagem, usar e abusar de materiais e colocar o meu lado artístico pra trabalhar. Sempre com um resultado encantador, diferente e divertido.
A cada trabalho feito e deve-se registrar que não é somente em álbuns de viagem que se utiliza esta técnica, a sensação é que se constrói um livro de memórias onde cada vez que se lê/vê, tem-se uma visão diferente e todos podem participar da viagem conosco.
O mais interessante é que você pode montar as suas páginas com um estilo pessoal e não existe o certo ou errado.
Depois de olhar pras fotos; fatos e acontecimentos mudam o jeito de ver. Na montagem das coisas mais simples do dia-a-dia e até na harmonização das cores das roupas na hora de se vestir, o formato é de uma composição de scrap.
Agora, o scrapbooking já é, pra mim, um estilo de vida!”

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Pois pra mim o scrap é simplesmente a melhor maneira de juntar todas as coisas que você faz numa viagem: lembranças, mancadas, boas comidas, ótimos passeios, experiências de todas os níveis, grandes refeições, etc. Enfim, é tudo aquilo que você necessita pra eternizar aqueles momentos já que além de ser uma tremenda releitura, também é uma bela forma de mostrar a viagem pra outras pessoas sem que elas durmam/finjam que gostaram! 🙂

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Eis alguns exemplos de  páginas que compõe os álbuns de scrap que a Dé fez sobre as nossas viagens (já são 8):

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Esta é sobre o Caminito. Não é o próprio??

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Esta é sobre o Toronto Music Garden. Lá tem cada flor!

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Já esta é sobre o passeio no deserto em Dubai. Dá pra sentir a areia?
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O Tesouro em Petra, Jordânia. Nos sentimos os próprios Indiana Jones.

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Recordação da viagem mais bizarra/interessante de avião que fizemos: St Martin/St Barth .

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É claro que não poderia faltar a italiana Fontana di Trevi! Prego!

Pelo menos uma vez a cada dois meses, a Dé vai a loja de scrap, a Pedaços Scrapbook onde a Taís e a Flávia mostram todas as novidades que chegaram.
Ela aproveita pra comprar os materiais e assim, fazer o planejamento das páginas da viagem em questão (ela agora está começando a da Toscana).

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Normalmente, vou junto, deixo a Dé lá e me aboleto na FNAC.
Desta vez, dei uma passada rápida na livraria junto com a Re e resolvemos almoçar no Beco do Bartô (estávamos adiando há um tempão), um bistrozinho que fica no mesmo beco da Pedaços .

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Olha, certamente torcerei pra que a Dé faça este scrap bem rapidinho, pois assim voltaremos e aproveitarei pra tomar um vinhozinho e comer alguma coisa enquanto ela escolhe  tudo.

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Veja se é ou não de se impressionar o estilo bistronomique do lugar?

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Começamos pedindo bolinhos de arroz ao perfume de pimenta rosa.

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A Re foi de peito de frango ao vinagrete de framboesa e risoto de parmesão.

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Já a Dé, de tagliatelle com salteado de alcachofrinha, tomate concassé e salame especial.

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E eu, de costela laqueada com polenta cremosa e agrião.

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Tudo muito bom e saboroso. Uma 1/2 garrafa de Finca La Linda Malbec 2007 e as páginas do scrap-almoço estavam definidas.

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De sobremesa, um crepinho de Nutella com vinagrete de hortelã. A Re não ia deixar escapar a oportunidade!

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E a certeza de que fazer scrap, além de ser uma bela recordação da viagem, também é uma boa oportunidade de viajar na gastronomia.
Pelo menos com a  dupla Pedaços/Beco do Bartô (Rua  Dr Sampaio Vidal, 216- Paraíso- SP . Eu juro que não é jabá. Pelo menos por enquanto! rsrs).

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PS – Este negócio de scrap vicia! Que o diga a Marcie, pois acabamos nos encontrando no Rubayat (no sábado anterior a este) justamente por conta dos tais álbuns.

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Não dá pre sentir o cheiro das especiarias e das frutas do la Boqueria em Barcelona?

E ali mesmo foi fundada a diretoria de Scrap das Organizações da Bóia, um conglomerado em que a empresa master é o VnV do grande Ricardo Freire.
Até a próxima página !

PS – Quer saber melhor o que é e como funciona? Mande um e-mail para debora@veran.com.br. Ela adorará dividir informações e experiências com pessoas que estejam a fim de, no mínimo, ter uma ótima recordação da sua viagem.

Ah! Tem mais uma coisinha: a pérola que veio na porção de ostras que pedimos na África do Sul está muito bem guardada!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 16º interblogs – a escolinha do prof michel

número 215
14/05/09

dcpv – 16º interblogs – A escolinha do prof Michel

Esta história é muito boa.
Conheci o Michel Khodair através do seu homônimo blog, o Khodair. Sempre com informações antenadas e “tiradas” de primeira.

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Edu, Déo, Prof Michel e Mingão: estudando! 

Daí foi um pulo pra convidá-lo a participar dos interblogs (quer saber o que é?). Resposta pronta e afirmativa:” Puxa! Que honra. É claro que topo.”
O tempo passou (rápido, como sempre) e no intervalo, o prof Michel abriu o CEG (Centro Educacional de Gastronomia), uma bela escola na Av dos Eucaliptos, 618, Moema, Ibirapuera (depois deste jabá, esperamos uma nova aula com o mesmo preço! rsrs).
Aproveitei e nos inscrevi, eu e a Dé, pra fazer um curso de uma tarde sobre Wok. Inscrição aceita, perguntei como pagar o tal curso.

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A Dé caprichou na produção da sala de aula!

Prof Michel me respondeu: “No momento estamos com muita procura por cursos longos. Retiramos quase todos os cursos curtos”.
Eu retruquei: “Quer dizer que você não está dando bola pros pequenos clientes!” rsrs

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No que ele desafiou: “Pra não deixar o amigo a ver navios, irei na sua casa e darei uma aulinha básica sobre Wok e de tabela nos esbaldamos com comidinhas “wokianas”. E eu não descarto a minoria. Eu trato com carinho e atenção redobrada, tão redobrada que vou até a minoria ensinar em vez da minoria vir até mim !” rsrs

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Resultado disso tudo: o dia chegou e o Prof Michel se aboletou pra Ferraz de Vasconcelos pra ministrar a tal aula sobre Wok (e gastronomia) pros seus alunos aplicados, nós mesmos.

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Acompanhe, portanto, a 1º Aula Básica de Culinária ao Vivo e em Cores do dcpv, a Escolinha do Prof Michel. Começamos com caipiroskas e saquerinhas.
Caipiroskas de Mandarina com  Absoluts Vanilia e Mango.

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E Saquerinhas de Blueberry.

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Competentes e aquecedoras e com os motores aquecidos, começamos efetivamente a aula.

Prof Michel nos saudou com as seguintes entradas:
I – Camarões de tamanho impressionante com legumes e pão tostado (servidos num copo bacana) **

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É claro que já tinha feito o mis-en-place, pois o Michel veio do Ibirapuera até a nossa grande megalópolis em pleno horário de rush e chegou após as 20:00hs. Os legumes da salada já estavam cortadinhos: pepino japonês, tomates e salsão.

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O molho também já estava pronto. Azeite, gergelim (branco e preto), sal, pimenta do reino e shoyu.

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Os camarões impressionantes foram “wokados” e “shoyados”.

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Tudo isto num copo bacana .

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Didático, não? E deliciosos!

II – Cubos de frango ao curry, abacaxi no pão de uvas e queijo suiço gratinado**

Refogamos cebola em brunoise (ah! esses professores!). Juntamos peito de frango e abacaxi em cubos. Adicionamos creme de leite fresco e curry. Ajustamos o sal.

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Cortamos o pão de uvas do Olivier Anquier (aqui, em vez dos alunos presentearem o professor, aconteceu o contrário. O Michel nos trouxe o pão, além de muitos outros presentinhos).

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Arrumamos o frango por cima do pão, ralamos o queijo Ementhal e levamos ao forno pra gratinar.

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Pronto, um espetáculo e tiramos nota 10 com louvor (também com esse professor!).

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Era hora do intervalo. Conversamos um pouco, jogamos (ou melhor, assistimos) futebol e voltamos pra aula.

Prof Michel nos ensinaria a fazer o prato principal: Linguado com Coco, Gengibre e Caril **
Começou salteando cebolinha verde e gengibre ralado numa Wok. Adicionou a pasta de caril vermelha, o leite de coco, o caldo de peixes, as folhas de kaffir e o talo de capim limão. Finalizou com nam pla e shoyu. Estava pronto o molho.

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Salteou o linguado em cubos, os camarões e as lulas em anéis num pouco de azeite.

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Finalmente, misturou o molho ao salteado de frutos do mar.

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Estávamos prontos pra prova final no CEG. Só faltava mostrar o resultado, o prato montado.
Como acompanhamento, um arroz jasmim com leite de coco e um caril de batatas e pimentão (onde o professor mais uma vez mostrou os seus conhecimentos ao nos ensinar o que é uma batata Pont Neuf?).

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Cheiroso, saboroso e só ouvíamos “hummms” na sala-de-aula.
E não é que a diversão estava chegando ao fim, mas antes uma adoçada (mais ainda)  na nossa vida.

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Prof Michel trouxe as tortinhas de casa e comprou o chocolate belga .

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E nós não precisamos fazer nada nas Tortinhas de Patê Sucrèe com Chocolate Europeu, Bananas Derretidas, Calda de Caramelo e Macadâmias**.
Só comer!

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Cumprimos a missão; comemos bastant!.

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Ué? Este blog não se chama da cachaça pro vinho? Cadê os próprios?
Calma, o professor não proibiu bebidas alcoólicas. Pelo contrário, ele nos acompanhou, inclusive, nas opiniões um tanto quanto inusuais.

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1 – Vinho branco DA’divas Lidio Carraro Brasil 2008 = perfumado, michelado, impressionante, khodairesco.

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2 – Vinho branco Jacobs Creek Chardonnay Austrália 2008 = perfeito, apimentado, nicolekkidmanesco, competente, honesto.

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Olha, certamente foi a melhor (e mais praseirosa) aula que tivemos até hoje (como disse o grande Mingão).

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Fica aqui o nosso eterno agradecimento ao Prof Michel (ele foi eleito por unanimidade o professor honorário do dcpv) por esta participação ao vivo, pois além da quantidade de ensinamentos que ele nos proporcionou, ele demonstrou ser um tremendo boa-praça!
Esperamos que a partir de agora, ele pense seriamente em abrir uma filial do CEG aqui em Ferraz!

Leia a opinião do professor Michel sobre a classe: ” Irresistivelmente marcante. Adorei porque vocês adoraram”!

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E leia a opinião dos alunos:

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Grande menu! Viva o Michel! Quando é a próxima? (Edu)
Adoramos porque você cozinhou. (Mingão)
Perfeito congraçamento e adequação; interação deliciosa! Noite perfeita! (Déo)

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É isto mesmo! Como disse o Déo, noite perfeita e parodiando o início do nosso contato,“a honra foi nossa”!
Não é qualquer um que toma o anisete da D. Anina!

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Até o próximo inetrblogs que será em junho onde teremos a comida do Minho, indicada pela intrépida e popularíssima Ameixinha do blog Canela Moída.
Como diria o grande Sílvio Santos, aguardemmmmmmmmm!

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PS – Todas as receitas com ** são do Prof Michel. Ou seja, todas as que foram feitas (e devidamente comidas) nesta noite .

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dcpv – da cachaça pro vinho – montalcino – castelo banfi – brunellos

prego
out/08

dcpv – Montalcino Castelo BanffiBrunellos

Dia de conhecer Montalcino e seus Brunellos.

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Antes disso, fazer o check-in Castello Banfi , um hotel dentro duma vinícola sensacional. 

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O quarto ( se é que podemos chamar “aquilo” tudo de quarto!) é espetacular.

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Com vista pras videiras e encravado no topo da montanha ao lado do Castelo (que o dono utiliza pra moradia!), tivemos a grata surpresa de saber que o vinho que dá o nome à suite, o Summus, nos foi presenteado, além de 1/2 garrafa do Brunello Banfi 2003 e duas garrafas de espumantes ( ranco e rosé) Banfi.
Foi uma verdadeira farra vinícola e a Lei Seca não nos pegaria jamais! hehe

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De cara, fomos conhecer Montalcino (fica a uns 20 km do hotel) e a famosa Enoteca la Fortezza, onde se diz que se consegue ver o mais lindo por-do-sol de toda a Toscana e melhor, tomando um legítimo Brunello.

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A Enoteca é linda, pois fica numa fortaleza muito antiga que está localizada no ponto mais alto de Montalcino.

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O único senão foi que chovia um pouquinho, mas mesmo assim conseguimos cumprir metade do objeto do desejo: se não vimos o por-do-sol, tomamos uns belos Brunellos.

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Jantamos na cantina do hotel. Comidinha italiana básica:

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No outro dia, saímos pra conhecer a rota dos grandes vinhos.
Começamos por Montepulciano onde imperam os Nobile e acompanhamos um fenômeno bastante interessante já que estava sol, mas víamos uma densa neblina nos pontos mais baixos.

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De Montepulciano fomos pra Pienza, a cidade que o Papa Pio II imaginou transformar numa super potência, mas não conseguiu!

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Mesmo assim, mais uma bela cidade medieval.

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Aproveitamos pra almoçar na Fattoria dei Barbi, que é uma vinícola espetacular com um restaurante antigo e tradicional.

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Comemos: crostatas, …

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… Pici …

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… Fetuccini ao Ragu …

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… e acompanhados de 2 belas taças do Brunello da Casa, o 2001.
O garçom aprovou quando eu pedi pois este vinho é considerado um ícone!

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Ainda passamos pela Biondi Santi (mais um ícone!) e mais uma garrafa pra coleção! Atenção: este tom de azul nas árvores não é nenhum tipo de filtro. Elas são assim mesmo!
Terminamos a tarde, praticando o esporte que nos consagrou nesta viagem: comprando mais alguns vinhos na própria Banfi.

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Tudo isto e ainda não tínhamos jantado já que reservei no próprio hotel, um estrelado Michelin.

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E este jantar foi histórico, mas pra que este post não fique muito maior do que já está, deixo pra continuar no próximo post… (que  publicarei  diretamente de Miami, onde nos encontramos agora!)

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Arrivederci!

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dcpv – da cachaça pro vinho – quem quer ser um milionário?

número 206
25/02/09

dcpv – Quem quer ser um milionário?

Quarta-feira de Cinzas pós-Oscar.
Eu estava com um dilema. O que fazer pro jantar? (taí o nome dum bom filme).

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Resolvi homenagear este nosso grande parceiro: o cinema. Quem é que não gosta de um bom filme? Quem é que não tem “aquele” filme como especial, um refúgio pros bons pensamentos e até, um momento mágico pra viver a dois?

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Aí lembrei que tinha o livro “O Cinema vai a Mesa” do Rubens Ewald Filho e da Nilu Lebert (Melhoramentos) e escolhi alguns pratos, além de uma receita avulsa que foi feita pela Catherina Zeta-Jones no filme Sem Reservas (teve gente que não gostou deste filme, mas nós o achamos espetacular).

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Vamos então à sessão pipoca, à quarta cinematográfica do dcpv.

Começamos os trabalhos com um singelo Martini, Dry Martini. Justíssima homenagem a todos os Bond, James Bond!

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Entradas – Vieiras ao Molho de Açafrão e Batatas Duchesse.

As Batatas Duchesse são simplesmente um belo purê de batatas com manteiga e 1 ovo ligeiramente misturados e batidos que são colocados em forma de biscoitos numa assadeira untada (use um saco de confeitar).

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Elas foram feitas no filme “Idade da Inocência” do Martin Scorcese com o Daniel Day-Lewis, Michele Pfeiffer, Wynona Ryder, etc. Quem assistiu deve se lembrar de um amor impossível com cenário riquíssimo em detalhes. É muito bom! E as batatas entram como representantes da época do filme, 1870 e mostram a influência da comida francesa nos USA, local onde se passa a história.
Já as vieiras, são de uma receita que eu recortei de alguma revista (provavelmente alguma Caras do cabelereiro). Foram empanadas numa mistura de farinha de trigo, sal, orégano, lemmon pepper e fritas em azeite quente.

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O molho é formado por chalotas, vinho branco, creme de leite, manteiga, açafrão, suco de limão, sal e pimenta.

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Segundo os críticos, a Catherine Zeta-Jones garantiu que os ensaios e as gravações a transformaram numa grande cozinheira. Também,  o chef e criador das receitas (inclusive a das vieiras) foi simplesmente o Daniel Boulud! Assim, até eu!

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Tomamos um belo branco, um Marques de Riscal Rueda 2007 Espanha que foi fotogênico e disse : sou “fresco, hollywoodiano, nerudesco, gostei“.

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Principal – Frango indiano (Bhuna Chicken)

Esta é uma clara homenagem ao ganhador do Oscar, o bollywoodiano “Quem quer ser um milionário?”.
Confesso, ainda não o assistimos (vamos neste final de semana), mas sendo bom ou não (eu acho que é e também acho que a Dé vai adorar!), o que importa é que a comida ( e a cultura) indiana é muito boa!

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É um frango cozido super temperado (curry, cebola, pimentão, tomate, alho, gengibre, cúrcuma, polpa de tomate, iogurte, leite de coco, pápricas doce e picante, coentro em pó, óleo) e finalizado com garam massala e coentro fresco.

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Foi devidamente coadjuvado por um belo arroz basmati (o galã da cozinha !) com cardamomo.

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Esta receita foi retirada do filme “Um casamento à Indiana” com direção de Mira Niar e estrelado (segundo o Rubens Ewald Filho) por um monte de parentes dela, a diretora e conta a história dos preparativos de um matrimônio arranjado entre uma família indiana, os Verma e um programador de computadores que mora em Houston, o Herman.
Daí pra frente, você se envolve com toda a trama e principalmente com a “hinduzice” que acontece através das comidas, cores e da música além da curiosidade de saber se os noivos irão se apaixonar ou não? Como o próprio livro cita é uma orgia de flores, cores, comida permeada por energia, amor e paixão. Em qualquer lugar do mundo, os problemas são iguais. Muda apenas o bufê!“. Muito boa, essa!

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Pra tentar harmonizar com a comida indiana, apelei prum espumante rosé, o Malvasia Claudia da Emilia Romagna Itália que foi “perfeccto, per tutto, florida, sette“, segundo os críticos de cinema, nós mesmos.

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Sobremesa – Savarin

Só poderíamos encerrar com o ícone dos filmes culinários, a Festa de Babette!
Este não vale nem a pena resumir, pois se alguém que não o assistiu estiver lendo este post, deve parar de ler, ir à locadora (ou baixar pela Net), assistí-lo e voltar a ler o post! Pronto! Vamos continuar!

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E este doce é como o filme: arrebatador!
Deixa como resultado final a mesma coisa que Babette fez com os seus comensais: depois de comê-lo você nunca mais será o mesmo ( que o digam o Mingão e o Déo que “paparam” 5 e 4 pedaços, respectivamente!).
É um bolo feito da seguinte maneira (esta receita vale ser passada com exatidão):

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Misture 100g de farinha de trigo com 115 ml de leite morno e 15 g de fermento biológico. Deixe descansar até dobrar de volume.
Bata a mistura na batedeira com 130 g de manteiga, 30 g de açúcar, 200 g de farinha de trigo, 1 colher de chá de sal, 4 ovos até obter uma massa homogênea (~15 min). Coloque numa forma untada e deixe crescer novamente. Leve para assar a 180 ºC até dourar.

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Já a calda é feita da seguinte maneira: leve ao fogo 2 xícaras de água com 1 e 1/2 xícaras de açúcar, um pau de canela, cascas raladas de uma laranja e de um limão. Adicione 3 colheres de sopa de rum, 2 colheres de sopa de licor de laranja e deixe atingir o ponto de fio.

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Derrame a calda morna sobre o Savarin (como na foto) e sirva em seguida.
O melhor modo pra degustá-lo é esfregar um dos lados da fatia do bolo na calda. Es-pe-ta-cu-lar!

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Pra finalizar a noite especial do Oscar, um licorzinho de Anisete da D. Anina  que deveria ganhar o premio de melhor ator coadjuvante!
Veja o que os cinéfilos acharam:

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Avant-premiére! Tudo perfeitamente enquadrado e com uma direção notável! Um blockbuster. (Edu)
Te!! Tere!! Te! Te! Savarin. (Mingão)
And the Oscars goes to .. us (que comemu!) (Déo)

Chegamos ao fim! Bom enredo com muita emoção no final (ah! o Savarin!)

The End !

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dcpv – da cachaça pro vinho – toscana em sp? na spicy da gabriel?

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29/11/08

dcpv – Toscana em SP ? Na Spicy da Gabriel ?

Vejam só!  Recebi o impresso com os cursos que seriam ministrados na Spicy há uns 6 meses. Escolhi, sobre total influência do planejamento da nossa viagem, fazer um de Culinária Toscana com o grande chef José Maria Meira que seria realizado no dia 29/11.

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Não só a viagem já passou, como chegou o dia do curso. Sábado de manhã, em plena Spicy da Gabriel.
Pra quem não sabe, a rua Gabriel Monteiro da Silva é o lugar onde se encontram as melhores lojas de decoração de SP. E a Spicy, é quase que uma Daslu das sex shops!

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Chegamos por volta das 10:00 hs e já encontramos a gerente, a Sandra e  o Zé Maria, cheios de energia e com muito bom humor (como sempre).

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Ele logo foi nos explicando o que nós aprenderíamos a fazer e, melhor, o que comeríamos no almoço.
O 23º Cooking Spicy chamava-se “Sob o Sol da Toscana” e tinha uma bela explicação sobre o que é uma trufa além de ter uma sensacional exposição/degustação dos produtos da Savitar (vendidos pela Importadora Toscana) que são simplesmente deliciosos: mel trufado, aceto balsâmico com trufas brancas, pasta de trufas, manteiga trufada, etc.

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Começamos, tomando um flute de espumante  X Décima, uma vinícola gaúcha que tem uma  bonita filosofia de terroir e comendo pãezinhos com azeite trufado.

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Como entrada, o Zé propôs um Suflê de Queijo.

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Levíssimo e foi  feito com gruyere, brie, parmesão e devidamente finalizado com uma pasta de trufas brancas que deixou tudo absolutamente perfumado.

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Tartufo fresco: O tartufo (a trufa) vive escondido e se une fisicamente em minúsculas raízes de várias plantas da floresta, denominadas “microrriza”.
É um ingrediente selvagem e um quilo pode chegar a U$ 4000!

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Pra acompanhar, um Viognier da X Décima que tinha um tremendo gosto de anis. Muito bom!
Adivinha só qual foi o prato principal? É claro que foi uma pasta.

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Um Papardelle com Ragu de Pato que foi devidamente perfumado com azeite trufado.

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Olha, este prato merece um ritual pra ser comido. A combinação é perfeita e o pato é extremamente cremoso.

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Um assemblage de 5 uvas da X Décima, o Gran Reserva 2005 marchou ao lado do pato. O pato, vinha cantando alegremente …

O aroma da Trufa: de sabor suave, a trufa tem como característica mais marcante o aroma. É arrebatador!
E é pelo cheiro que os caçadores como o auxílio de cães farejadores treinados desde o 6º mês de vida, descobrem onde há trufas.  

E pra finalizar a ótima manhã, uma sobremesa simples, (como a boa comida Toscana deve ser) um queijo pecorino trufado com geléia de Cremona acompanhado de um Moscatel X Décima.

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O tartufo na cozinha: o tartufo negro deve ser preferivelmente ralado ou amassado num pilão. Não deve ser cozido, nem escaldado. Nunca sirva tartufo com queijo. E deve ser temperado somente com sal e azeite extra-extra virgem.

Mais um excelente curso (já tinha feito o do Mercadão) que o Zé Maria nos proporcionou. Foi um pic-nic em plena Toscana.

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Até a próxima ou melhor, até o próximo!

Ciao!

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dcpv – da cachaça pro vinho – 11º interblogs – ho! ho! ho! natalino? marizé /tachos de ensaio

número 200
20/12/08

dcpv –11º  interblogs  – Ho! Ho! Ho! Natalino? Marizé /Tachos de Ensaio

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Árvore de Natal – na versão mais aceita, a primeira árvore de Natal foi montada pelo padre Martinho Lutero (1483-1546) que decorou um pinheiro com velas acesas e papéis coloridos para mostrar as crianças como seria o céu na noite do nascimento de Jesus.
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Já acabou o ano!
E nada melhor pra celebrar o nosso 200º encontro do que realizar um belo interblogs (Veja o que é ?) Natalino.

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Este é o 11º e a mestra e companheira do Projeto Y, a portuguesa Marizé do blog Tachos de Ensaio participa, indicando um menu com características bem diferentes das que nós, brasileiros, estamos acostumados.

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Pato, bacalhau e polvo, ingredientes principais das receitas formaram o que poderíamos chamar de um interblogs aquático (pato nada, tá certo?).
A Marizé já é da diretoria do dcpv. Fizemos um Inter Blogs em 17/02/08 . Estávamos começando a colocar em prática a ideia de fazer com que bons blogueiros indicassem menus que fossem executados por aqui e que depois gerassem vários filhotes tais como posts especiais (com as nossas críticas) e capítulos de um livro especial.

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Há um tempinho, propus pra ela indicar um menu Natalino Português pra que tívessemos a oportunidade de “sentir” o clima do Natal. Ela  topou e disse que as receitas trariam a ideia dela sobre a culinária desta época do ano. Inclusive, citou algumas das tradições portuguesas num e-mail:
Na véspera, (24/12) a lareira está acesa, a mesa está posta com os doces tradicionais: rabanadas, filhós, bolo rei, papos de anjo, azevias e aí por diante depende do numero de pessoas e do orçamento das famílias ou da capacidade de confecção das matriarcas.
A família reúne-se para jantar o tradicional bacalhau cozido com couves, ou/e o polvo. Se se trata de uma família que pratica o catolicismo (para celebrar o Natal, devia ser né?), depois do jantar vai assistir-se à missa do galo, de volta para casa comem-se os doces acompanha-se com vinho do Porto. As crianças deixam o sapatinho junto da chaminé para no dia seguinte abrirem o presente deixado pelo menino Jesus. Ou então trocam-se os presentes depois da ceia.

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Deu pra perceber que no fundo, no fundo, a tal da globalização está acabando com tudo aquilo que existe de contraste entre as culturas. Paciência!
Vamos à ceia  Natalina da Marizé .

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Papai Noel ou São Nicolau – diz a lenda que Papai Noel foi inspirado em São Nicolau, um bispo que viveu na Turquia e que era muito generoso. Antes de se tornar santo ele ficou conhecido por carregar um saco com moedas de ouro que eram ofertadas na chaminé das casas. Além disso, São Nicolau também presenteava as crianças que não tinham com o que brincar.
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Bebidinhas

Cosmopolitan – 1 dose de vodka, suco de 1 limão, 50 ml de suco de cramberry, 1 dose de licor de laranja e gelo. Misture tudo numa coqueteleira, sirva num copo sem deixar cair o gelo e utilize roupas/sapatos da Carrie Bradshaw. Você está em New York!

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Blue Lagoon – 1 dose de vodka, 1 dose de curaçao blue, cubos de gelo e complete com soda limonada. Brooke Shields e você vão adorar!

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Presente – Simboliza o que os Reis Magos fizeram ao Menino Jesus quando o presentearam com ouro, incenso e mirra.
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Entradas

1 – Rolinhos Crocantes de Pato com Canela

Um cheiroso recheio de pato confitado (eu falei pra Marizé que iria confitar, mas me deu uma preguiça danada e comprei no sex shop), cebola, alho, maçã, azeite, canela e enrolado em folhas de massa phyllo.

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E devidamente acompanhado dum molho composto de cebola, vinho tinto, vinho do Porto, geleia de framboesa, mostarda Dijon e mel. Pontas  de aspargos e cubos de maçã  salteados cosjuvaram.

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Lindo, gostoso e natalino!

2 – Mil Folhas de Bacalhau

Poderíamos chamar de doce/salgado de bacalhau (daí o Mil Folhas). O esquema é o mesmo: azeite, alho, cebola, tomate seco e bacalhau formam o recheio.

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A massa folhada é cortada em rodelas e assada. Aí é só montar: massa + recheio + massa + recheio.

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Acrescente um pouco do molho do pato e um fio de azeite.
Eis as duas entradas juntas, mais uma saladinha de azedinhas e quirquiñas (da minha horta) e as maçãs:

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Todo mundo cantou: Noite Feliz! Noite Feliz! Ó Senhor …

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Mais felizes ficamos nós pois tomamos um vinho branco, o Fonte do Nico 2007 Portugal que foi “free, magnífico, sabadesco, espetacular, leve, livre e solto ” segundo os renas, nós mesmos!

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Vestimenta do Papai Noel – antes da roupa vermelha e da barba branca, Papai Noel vestiu roupas de várias cores. Esta imagem de hoje foi criada pelo cartunista Thomas Nast, em 1876. O vermelho virou a cor oficial apenas em 1931, devido a uma campanha publicitária da Coca-Cola (tinha que ser!).
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Principal

Polvo Assado no Forno

A Marizé caprichou neste prato! E ainda me deu a chance de perder um trauma antigo: polvo! Adoro o “octopussy”, mas não conseguia deixá-lo no ponto. Normalmente ficava uma tremenda “borracha”. Hoje, não !

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Comprei polvo congelado e semi-cozido em pedaços e temperei com sal, pimenta, páprica, alho e folhas de louro. Coloquei numa forma e juntei cebola em rodelas, tomate em cubos, vinho tinto e batatinhas.

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Reguei com azeite e levei ao forno (180ºC) por uns 50 minutos. Servi com brocolis salteados em azeite, alho, sal e pimenta.

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Este polvo ficou digno do nosso amigo Noel! Depois da entrega dos presentes, ele certamente faria uma “boquinha”!

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E beberia um pouquinho do vinho tinto, o Quinta do Carmo 2002 Alentejano, que acharia ” anti-Isaura, delicioso, airoso, stupendo, ameixoso, aquela besta do seu cumpadre“, como nós achamos!

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Panetone –  um rapaz se disfarçou de padeiro pra ficar perto do pai da sua amada, que tinha uma padaria, mas  não concordava com o namoro. No trabalho, o rapaz criou um pão doce estranho que fez muito sucesso pelo formato e pela forma de cúpula de igreja no topo. Como o pai da moça se chamava Toni, é claro que o genro o batizou de Pane di Toni.
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Sobremesa

Leite-Creme Merengado de Maçã.

A Dé foi a responsável por  fazer esta formosura! Maçãs verdes cortadas em quatro e carameladas com açúcar,  manteiga além de polvilhadas com canela.

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Um creme formado por leite, casca de limão, gemas, açúcar, amido de milho e leite.

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Montagem: ramequim + maçãs + creme + merengue (claras de ovo e açúcar) no forno até dourar. Doce, equilibrada e realçada pela belíssima apresentação (também, com esta patisseur!)

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Pra arrematar, um Vin de Glace 2006 L’Orpalier Canadá que os Santa Claus, nós mesmos, achamos “lichioso, maravilichioso, lichia, lychia, lhychia, lychya”
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Missa do Galo – é realizada no dia 24/12 à meia-noite, pois foi neste momento que um galo anunciou o nascimento do menino Jesus .
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Marizé, excelente escolha! Tudo perfeito e fugindo (pelo menos pra nós) dos manjados perus, pernis, chésteres (é assim?), farofas e quetais.
O 11º capítulo do nosso livro foi escrito da melhor maneira possível!
Gratíssimo pela sua participação e é claro que você já está incluída (há muito tempo) no nosso mailing VIP do dcpv. Vai abaixo o nosso presente virtual e natalino :

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Feliz Natal pra todos e seguem as mensagens de Natal dos membros honorários do dcpv:

Feliz Navidad ( Domingos e Regina)

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Bom seria um Natal (o espírito) o ano todo ! (Déo)
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Buono Natale  e com muita pasta !( D. Anina)

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Felicíssimo Natal pra todos! (Edu, Dé e Re

Até a próxima!

PS – Em janeiro teremos a comida Thai da Pipoka do Three Fat Ladies. Nossa papilas gustativas já estão ouriçadas!

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dcpv – da cachaça pro vinho – siena – scuola di cocina di lella

va bene
04/11/08

dcpv – Siena – Scuola di Cocina di Lella

Estamos em Siena. É o sexto dia da nossa viagem à Toscana.
O hotel Gran Continental é sui-generis. Um palazzo antigo restaurado e os quartos mantém o formato original. Ou seja, ficamos numa “mansão” imensa com 7 metros de pé direito e melhor, com afrescos originais pintado no teto e nas paredes, além duma tremenda vista de Siena com direito ao Duomo e a Piazza del Campo.

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Ah! Caso queira repetir o local da  hospedagem e esteja de carro como nós, prepare-se pra fortes emoções. Como o hotel fica no Centro Histórico, você tem que passar pelas entradas da muralha e de repente, se está no meio de ruas estreitíssimas e cheias de gente. É quase como dirigir na 25 de Março na época do natal. Por 2 km! É estressante e tivemos que tomar um pouco mais de vinho pra compensar!

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A Scuola di Cocina di Lella fica perto do hotel. A proposta seria aprendermos a legítima comida Toscana. Através do São Google, descobri a Lella. Acertamos data e preço através de -emails, mas ela insistia num intérprete/tradutor para o inglês (acho que ela desconfiou do nosso italiano mezzo a mezzo!). Eu insisti que não precisaríamos!

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E não é que ao chegarmos na Scuola, lá estava a nossa intérprete? Insistimos que a aula seria totalmente em italiano e, finalmente, a Lella concordou.
No final, a Lívia (a tal intérprete) acabou sendo uma boa fotógrafa e aproveitou pra fazer uma “boquinha” pois fizemos bastante comida!

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Começamos aprendendo a fazer cantuccini. Uma massa simples de farinha, açúcar, ovo, gema, fermento, essência de laranja, sal, amêndoas inteiras  e que tem uma “pegadinha”. Você tem que montar rolos com uns 3 cm de diâmetro e os coloca no forno por 8 minutos.

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Quando estiverem firmes,  corte-os  na diagonal e retorne ao forno.
Pronto! Cantuccini fresquinhos pra serem molhados no vin Santo, como manda a tradição Toscana.

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Sobremesa pronta, voltemos as receitas. A primeira foi a da Papa al Pomodoro, uma sopa rústica Toscana feita com tomate pelado (pomodorini pelatti), pão amanhecido (pane raffermo), azeite extra-virgem (óleo extra virgine di oliva), caldo de legumes (brodo), manjericão (basílico), alho (aglio), sal  e pimenta (sale e pepe).

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Além de ser uma receita espetacular é uma boa lição de italiano .

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Não precisa nem dizer que a Dé, uma sopóloga inveterada, adoro!
Logo depois, fizemos a nossa própria pasta fresca! Esta receita eu faço questão de dar: 300 g de farinha 00, 3 ovos, sal e um pouco de água. É só fazer um vulcãozinho e colocar os ovos no meio. Misturar e se achar que a massa está muito dura, colocar um pouco de água. Sove bastante (desestresse) e deixe descansar por meia hora. E pronto!

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Agora é só escolher qual o tipo de pasta você quer fazer.
Nós fizemos uns ravioli. E recheados com espinafre e ricota. Louve-se o esforço da Lella em nos mostrar/ensinar o máximo possível, além de responder a todas as perguntas que nós, os pentelhos brasileiros, fazíamos. Inclusive, chegou a dizer que não se deve colocar azeite ou óleo na água de cozimento em hipótese nenhuma!

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Ravioli prontos, fomos pro último prato.
Ah! Me esqueci de dizer que os ravioli foram servidos com um molho simples, mas delicioso de manteiga, sálvia e parmegiano Reggiano. Spetacolare!

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E quanto a derradeira lição, aprendemos a fazer um filé de Cinta Senesi com funghi e salsinha.
Os funghi pareciam guarda-chuvas de tão grandes. E saborosos, muito saborosos!

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A esta hora já estávamos prontos (nós 4 : eu, a Dé, a Lela e a Lívia) pra comermos toda a lição. E que lição!
Um Cortebaldi Chianti Clássico 2006 pra acompanhar tudo!

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Vamos aos pratos:
Papa ao Pomodoro (a nossa papóloga, a Dé, comeu duas vezes).

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Ravioli recheados com Ricota e Espinafre.

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Filleto (o nosso filetólogo, euzinho, comeu duas vezes).

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E os maravilhosos cantuccini (dos quais trouxemos dois pacotes pra casa) molhados no vin Santo da Lela.

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Que bela aula! Que bela noite! Que bela cidade, Siena!

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Só nos restou andar por Siena e ir dormir no nosso museu, opa, no nosso histórico quarto!

Buonacera !!

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dcpv – da cachaça pro vinho – como é feito parmegiano, aceto e presunto?

emilio romagno
30/10/08

dcpv – Como é feito parmegiano, aceto e presunto?

Esse tour é muito, mas muito bom mesmo. E é perto de Parma, aquela Parma do parm … esão e do presunto dela mesmo. Cheguei até ele através do Internet (bendito Google !), pois queria fazer um passeio gastronômico na região mais culinarística da Itália: a Emilia Romagna.

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Após vários e-mails em anglo-ítalo-macarrônico, finalmente chegamos a um acordo: dia 30/10 nos encontraríamos em Colecchio, ao lado de Parma pra fazer o nosso sonhado passeio.
O objetivo? Aprender como se faz o legítimo queijo Parmegiano Reggiano, o Presunto Crudo e o Aceto Balsâmico .

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Saímos cedinho de Bologna e chegamos no horário, mas … a Maria Joaquina (a voz do GPS) resolveu dar uma erradinha, nos colocou em algum lugar próximo do nada e onde não tinha ninguém. Tudo bem que a culpa foi nossa, pois digitamos Viale Imperiale em vez de Via Imperiale.
Conseguimos nos safar e chegamos um pouco atrasados. Por sorte, éramos os únicos que fariam o passeio com guia “parlando” italiano.

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Começamos pelo Parmegiano Reggiano. A fábrica se chama Il Castelleto e os trabalhadores são… dois. Isto mesmo, um casal, marido e a mulher, fazem 6 formas de queijo por dia (~30 kg por forma)

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Todo o processo é artesanal e feito de acordo com as regras do Consorzio del Formaggio Parmegiano Reggiano.

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Vimos desde a junção do coalho até a cura incluindo a separação da massa.

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Degustamos (ô parte boa!) queijos de 12 meses de cura (cremoso e saboroso), de 24 meses (os que compramos por aqui no sex-shop) e o de 30 meses (a Ferrari dos queijos e que foi devidamente adquirido e contrabandeado!).
Ah, nos informaram também que os granas padanos são os parmegianos que não se encaixaram nas normas. Ou seja, granas padanos são queijos inferiores aos Parmegianos Reggianos!

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Em seguida, fomos pruma fábrica de Presuntos Crudos de Parma, a Salumificio Massimo.
Todos eles tem que ser feitos de porcos italianos (nada a ver com os palmeirenses!) e curados segundo as determinações do Consorzio do Presunto de Parma.

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O estoque que nós vimos parecia cenográfico, alguma coisa de Disneylândia! O processo é o seguinte: tira-se o sangue dele e a seguir ele é completamente salgado. Daí pra frente é só curar em temperatura controlada e ele tem que ser inspecionado, numerado e carimbado.

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Hora do almoço! Um tempo pra fazermos uma boquinha (e que boquinha!). Fizemos um lanche na vinícola Anana onde degustamos cogumelos, tomates assados, presunto de Parma 30 meses …

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… Parmeggiano Reggiano 24 meses, aceto balsâmico, copa, culatelo, salame de Felino (calma, é o nome da lugar! Não é de gato, não?) …

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… além de 3 vinhos espumantes locais, sendo 2 da uva Malvasia e um Lambrusco, vinho típico da Emila Romagna. Ah, um docinho também!

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Uma verdadeira farra italiana ! Acompanhada da pintura que era formada pela paleta de cores das videiras em pleno outono!

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Devidamente (re)abastecidos, fomos pruma vinícola que tem um museu de equipamentos superantigos (ô redundância!) pra se fazer vinhos.

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E a curiosidade é descobrir que os verdadeiros acetos balsâmicos, os tradicionais,  podem descansar em barris de vários materiais, inclusive carvalho, por anos e anos (alguns com até 80 anos).

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Existe uma classificação de acetos onde o Red Label tem de 12 a 20 anos de envelhecimento, o Silver de 20 a 25 anos e o Gold, mais de 25 anos. Todos maravilhosos e mais parecidos com um néctar do que propriamente um aceto. É tão denso que fica difícil tirá-lo do vidro.

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E claro que compramos também e o nosso passeio estava terminando.
É um tour totalmente recomendável, pois ele mostra como são feitos e controlados os verdadeiros produtos italianos e que resultam no que nós vemos por aí: tudo de altíssima qualidade e delicioso!

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E como brinde, você ainda pode dar uma bela passeada por Parma.
A empresa que faz este passeio é a Parmagolosa!

Que belo passeio! Que belo dia!

Ciao !

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dcpv – da cachaça pro vinho – dcpv x chef – a escolha do bigboss claude troisgros

número 197
19/11/08

dcpv – dcpv x Chef – A escolha do bigboss Claude Troisgros

Ser chef de cozinha não é nada simples. São muitos anos de trabalho, aprendizado e dedicação. O profissional precisa conhecer profundamente a origem e a qualidade dos produtos, saber montar cardápios e menus adequados às estações, conhecer o gosto dos clientes, ter talento para dirigir uma equipe e, principalmente ser apaixonado pelo mundo da culinária.”

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Hoje, cozinhar é um hobby, um divertimento, um antiestresse. Muitas pessoas cozinham em casa, recebem amigos e sentem o que é a arte de cozinhar.”
E não esqueça: a simplicidade é o mais difícil dos temperos.”

Estes trechinhos, pinçados do livro “Receitas Preferidas do Chef Claude Troisgros” da Larousse, mostram uma pequena parte do porque do Claude ser o nosso ídolo há muito tempo.

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Receitas incríveis e simples, saborosas e inesquecíveis, temperadas e tropicais, memoráveis e sociais formam toda a bagagem do Claude. Além dele ser uma ‘figuraça’, simpático, apaixonado e solícito a ponto de topar participar do nosso dcpv x Chef onde os nosso chefs preferidos indicam um menu completo pra que a nossa noite seja espetacular. Se juntarmos todas as receitas dele que já fizemos por aqui, teríamos um belo livro.
E é com a devida emoção (foi o nosso mestre que indicou !) que anuncio: vamos ao dcpv x Chef com o Claude Troisgros.

EntradaAtum micromicui com carpaccio de pupunha (pag 21)

Pra começar os trabalhos, uma Absolut Pepper (do moinho!)

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Com os ingredientes comprados no sex-shop (a ocasião merece!), parti pra fazer esta magnífica entrada.
O atum é feito com antecedência, pois precisa ficar pelo menos 6 hs na geladeira. Pegue um belo filé de atum e tempere-o com sal e pimenta (do moinho, segundo o Claude). Passe-o em claras batidas e empane-o numa mistura de gergelins branco e preto.

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Frite-os rapidamente em azeite bem quente e de todos os lados. Tome cuidado pra não fritar demais pois ele tem que ficar bem vermelho no centro. Enrole-o num filme plástico e leve a geladeira .

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Não precisei cortar a pupunha em fatias finas já que o sexshop já o vende em forma de carpaccio.

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Só fiz o vinagrete de gengibre (molho de soja, gengibre ralado, óleo de gergelim, azeite extra virgem, alho picado, suco de limão, balsâmico, sal e pimenta). E montei!

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Olha! É muito, mas muito bom mesmo! A combinação do molho com o atum é demais e a sobra de tudo ainda te faz (e nós fizemos) pegar um pedaço de pão italiano e acabar com tudo o que está no prato! Espetacularrrr, Claude!

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Pra acompanhar, um vinho branco Pinot Grigio Graffigna 2007 Argentina que foi “ponto G, brrrrranco, descolado, claudesco  segundo os troigretes, nós mesmos. Louve-se que a harmonização foi perfeita!

Principal (e que principal)Pato assado ao maracujá ( pag 56)

Este pato não morreu em vão! Ele simplesmente se tranformou num prato memorável. Segundo o próprio Claude, ele é “uma tropicalização do clássico canard a l’orange“.
Imagine um patão assando em fogo baixo por 3 – 4 hs ( hummm, o aroma invadindo a casa) até ficar macio e suculento.

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Pois foi o que aconteceu! Este pato, marinado com uma mistura de água, cebola e alho picados, sal e pimenta foi assado a 160ºC com o cuidado de umedecê-lo com a própria marinada, sempre que necessário.

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Ainda por cima, é feita uma calda com a gordura dele mais açúcar e balsâmico, que utilizei pra dar uma laqueada! Meu Deus!

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Pra guarnição, um purê de maracujá feito com maçãs verdes, manteca (ôpa, manteiga), açúcar, pau de canela, cravo, suco de maracujá fresco e uma pitada de sal “pra levantarrrr o astral“!

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E pra finalizar, um molho de pimenta verde em grãos, Grand Marnier e manteiga. Sublime!

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Pra levantar (mais ainda!) o astral, um bom tinto, um Cabernet Sauvignon Aliwen 2007 Chile que disse em bom e velho francês : Je suis “engraxado, patológico, comparato, deslizante” segundo todos os 4 maiores fãs do Claude, nós mesmos.

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SobremesaGros Gateau

Segundo o Claude, uma sobremesa inventada pelo Michel Bras e aperfeiçoada pelo Jean-Georges. Com este curriculum, dispensa apresentações. Cá pra nós, quem nunca comeu um Petit Gateau?

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Neste caso, foram acrescentadas castanhas do Pará moídas na massa e acompanhado com um sorvete de frutas vermelhas e algumas sementes de lavanda. Mais um espetáculo!
Leia a opinião dos famosos dançarinos (muito machos !!) de cancan:

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Claude para presidente do dcpv! Que noite. (Edu)
Parfait! Magnifique! Delicieux! (Déo)
The number one! The bestest! Ô homem bom! (Mingão)

Bom, merci, Claude por transfomar uma das nossas belas quartas numa noite inesquecível.
E, se já éramos superfãs, imaginem agora depois deste banquete! Fique com estas flores do nosso jardim como um presente:

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E pra terminar com chave de ouro, uma mensagem do próprio Claude pra nós:
Queridos amigos,
É muito bom poder participar dos encontros de vocês. Espero em breve fazer isso pessoalmente.
Abraço, CT.
Au revoir !

Puxa, Claude! Agora você está encrencado de vez, esta promessa terá que ser cumprida! 

PS – Agradeço a Denise, a assessora de imprensa do Claude Troisgros pelo pronto atendimento e excelente intermediação! Se você for um grande fã, como nós, cadastre-se já no site dele e receberá informações fresquinhas dos seus eventos.

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dcpv – da cachaça pro vinho – toscana – l’andana + ducasse + curso de culinária

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01/11/08

dcpv – Toscana – L’Andana + Ducasse + Curso de Culinária

Vamos dar sequência à nossa saga toscana. Se alguém que está lendo ainda não sabe, eu e Dé acabamos de voltar duma viagem a Itália (mais precisamente Emilia Romagna, Toscana e Milão) pra comemorar o nosso aniversário de 25 anos de casados (que na verdade, será no final deste mês).
Ficamos, na sequência, 3 noites em Bologna, 2 em Castiglione della Pescaia, 3 em Siena, 2 em Montalcino e 2 em Milão.

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Um dos 5 hotéis, foi o L’Andana, propriedade do famoso chefe francês Alan Ducasse (resturante Benoit e muitos outros mais)), uma dica da Rachel Verano, referendada pela Luciana Lancelotti.

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Imagine a situação: chegamos a Tenuta La Badiola, por volta das 16:30 hs. O sol estava se pondo e tínhamos que fazer o check-in. Passamos correndo pela recepção, fomos pro jardim tirar fotos e apreciar o mais lindo poente da viagem. Veja se valeu à pena ou não ?

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Finito o por-do-sol, fomos pra mais um (belo) choque! Nos concederam um up-grade e ficamos na melhor suíte do hotel. O quarto (se é que podemos chamar de tal) era espetacular com vários ambientes, dois banheiros, um mezanino e janelas viradas para o … por-do-sol.

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Foi o tempo de tomar banho, nos trocarmos e rumar pra nossa aula de culinária italiana e em italiano que era bem ao lado deste cantinho bem bacana!

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Uma discípula do Alan Ducasse (que por sinal, deu literalmente um bolo na gente! rsrs), a Annalisa Martini nos mostrou como fazer um Risotto de Zucca com Pancetta e Pecorino e uma sobremesa, um Fondant ao Ciocolatto.

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Veja o mis-en-place dela, que bacana.

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Ganhamos aventais e apostilas by Ducasse.

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Só a preparação das abóboras carameladas já valia a aula. Estas fotos estão tão bonitas como as do por-do-sol. A Dé, pra variar, caprichou!

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Começamos pela sobremesa, pois a ideia seria fazer o risotto e imediatamente, ir comer lá no restaurante. O doce é praticamente um Petit Gateau.
Veja que curioso! Todos os ovos são numerados pra, em caso de necessidade, se identificar o produtor.

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Bate-se os ovos e junta-se açúcar e farinha.

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Numa panelinha, o chocolate (70% de cacau) é derretido com a manteiga.

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Misturamos tudo e colocamos em forminhas. E pronto. Só levar ao forno e comer!

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Voltemos ao risotto. Primeiro uma lição básica de como cortar cebolas e a própria fritando na manteiga junto com pancetta até ficar translúcida.

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Após 10 minutos, junte o purê de abóbora.

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Antes de comer, veja o talo da cebolinha sendo cortado, frito e enfeitando o prato junto com a pancetta frita.

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O risotto estava quase pronto. Esta chuvinha é toda de parmegiano reggiano. Ô chuvinha boa!

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Que belo prato !

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A mesa estava posta no restaurante (ao ladinho da cozinha ) e os alunos (nós) estávamos prontos pra comer a lição de casa!

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Tudo acompanhado por vinhos feitos no próprio hotel.

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E a sobremesa que foi feita no início da aula. Acompanhada de um sorvete de lavanda que era muito bom!

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Ah! Ainda ganhamos diplomas pra provar que realmente passamos de ano!

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Esta aula é muito boa e recomendo, pois além de tudo, a vista ajuda bastante!
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A filosofia do hotel é utilizar ingredientes produzidos ou por eles mesmos, ou por produtores próximos certificados. Com a quantidade de oliveiras que eles tem lá, é claro que eles fazem o próprio azeite!

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Já o jantar na noite posterior e no restaurante estrelado do hotel foi ‘mezza’ boca.
Não vale nem um post exclusivo. Parecia que o Ducasse tinha acordado como Francis Mallmann! Ou seja, bem mão-pesada!

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De qualquer maneira, fica uma informação curiosa: uma ‘andana’ é exatamente igual a distância entre dois destes pinheiros. Que formam um maravilhoso corredor de 1 km na entrada do hotel!
Fantástico, não?

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Até!

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