Archive for the 'gastronomia' Category

dcpv – calábria calabresa.

número 421
16/06/2015

Calábria calabresa.

A minha mãe, a D Anina, é calabresa legítima. E é claro que fico tentado a reproduzir todas as receitas do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália que versa sobre esta região italiana.

Ainda farei isso.

“No extremo sul da península Itálica, a Calábria é banhada pelos mares Tirreno e Jônico. As invasões no passado levaram a população a refugiar-se nas montanhas, dando origem a uma culinária simples, de sabor peculiar, ressaltado pela pimenta vermelha”.

Vamos lá, então, apimentar a sua e as nossas vidas.

Entrada – Zuppa di Fave.

Esta sopa de favas veio a calhar, já que a temperatura caiu bastante.

Inicie, refogando uma cebola grande picada no azeite até começar a dourar …

… e junte 2 tomates maduros picados (substituí por uma lata de tomates pelados), 50 g de carne de sol cortada em cubos …

… e uma lata de favas.

Refogue mais um pouco, cubra com água, ajuste o sal e tempere com pimenta a gosto.

Cozinhe, mexendo de vez em quando, até a carne ficar bem macia e o caldo, espesso.

Enquanto isso, toste fatias de pão italiano no forno.

Distribua as fatias em pratos e despeje a sopa bem quente.

Certamente, quem inventou a comfort food, estava justamente pensando neste prato.

Pra acompanhar, tomamos um vinho tinto, o Malbec Triuno 2012 que foi “refresco, no dos outros, trinta e um, MICTMR“.

Principal – Bracholas de Carne de Porco.

Estas Braciole di Maiale são muito boas.

Na verdade, são quase que um bife a rolé, só que de carne de porco. Comprei alguns bifinhos de lombo no sex shop.

Temperei-os com sal e pimenta a gosto e espalhei, sobre cada um , uma porção de pecorino, salsinha e alho.

Enrolei e fechei com barbante culinário.

Derreti um pouco de manteiga numa frigideira e dourei, em fogo alto, as bracholas de todos os lados.

Reguei com vinho branco e deixei cozinhar em fogo médio, com a panela tampada, por 15 minutos.

Servi as bracholas regadas com o caldo de cozimento e um risoto básico pra acompanhar.

Ficou uma verdadeira delícia.

Harmonizamos esta maravilha com um vinho branco, o Sauvignon Blanc/Chardonnay Mapu 2013 que foi “chi-chi-chi, le-le-le, puma, viva chile“.

Sobremesa – Biscoitos de anis.

Esses ciccitielli são muito curiosos (não preciso nem dizer que foi a Dé quem os fez, né?).

Pra fazer a massa, misture numa vasilha 3 ovos, 2 gemas, 75g de açúcar, 75g de manteiga, 1 cálice de licor de anis (by D Anina, off course) e 1 pitada de de sal.

Vá adicionando 500g de farinha de trigo e 1 colher de sopa de fermento em pó aos poucos, enquanto trabalha a massa, até ficar lisa e compacta. Deixe em repouso por uma hora.

Estenda a massa (este trabalho foi o Deo que fez) até atingir 1 cm de espessura e recorte os biscoitos em formatos variados.

Frite-os (aí foi o Mingão o encarregado) submersos em óleo quente até dourarem e escorra-os.

Já para a calda, ferva 150g de mel com 1/2 copo de água por 10 minutos. Retire do fogo e mergulhe os ciccitielli, misturando delicadamente.

Olha, eles não são Cheetos, mas é impossível comer um só!

Eis a opinião dos linguicinhas:
A mamãe sabe tudo! (Edu)
Piangere, piangere, cche maravilha! (Mingão)
Cosa cche qui?? (Deo)

“Limitada pela geografia e sem a fartura de outras regiões, a Calábria tirou proveito de seus ingredientes e criou sabores peculiares”.

Minha mãe, a legítima calabresa D Anina, sempre nos mostrou estas características.

Já que ela cozinha muito. Viva a Calábria!

Arrivederci.

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dcpv – dia twaalf – amsterdã – finalmente conhecemos os jardins (maravilhosos) de keukenhof.

27/03/2016

Dia twaalf – AmsterdãFinalmente conhecemos os jardins (maravilhosos) de Keukenhof.

O dia amanheceu com muito sol (a previsão acertou).

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E ainda bem, pois hoje seria o dia de conhecermos Keukenhof.

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Pra quem não sabe, os jardins de Keukenhof são famosos …

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… e quase uma Disney das flores.

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Na verdade, eles não ficam em Amsterdã e sim, em Lisse.

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Portanto, é necessário transporte pra ir pra lá.

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Optamos por comprar tanto o ticket antecipado (pela Internet), como o combo com transporte incluído. E aí surgiu um pequeno problema.

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Ninguém explica exatamente como você, estando hospedado no centro de Amsterdã, consegue chegar até o ponto inicial do ônibus que é justamente no aeroporto de Schipol. Nós resolvemos da seguinte maneira: pegamos um trem da central Station até o aeroporto e de lá, o transfer pro parque.

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A fila era imensa (primeiro final de semana de funcionamento e feriado de Páscoa), mas a quantidade de ônibus era grande e embarcamos rapidamente.

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Chegamos e uma multidão estava lá.

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Mas tudo foi muito tranquilo, já que o espaço é muito grande.

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É claro que nos embasbacamos com tudo o que vimos.

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A organização, …

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…  a limpeza, …

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… o charme, …

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… os jardins …

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… de tudo o que é formato …

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… com os mais variados tipos de flores, …

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… enfim, um primor.

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Mas a surpresa maior foi quando entramos numa estufa imensa e vimos as famosas tulipas.

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Elas são o tema do parque …

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… e não ficam nada a devera tudo o que você imagina.

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São tão lindas e …

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… tão diferentes …

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… que seria impossível não fazer um fotoblog destas estrelas florais:

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Depois desta maravilhosa visão,…

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… ainda fomos dar uma olhada em exposições especiais de orquídeas,…

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… de arranjos florais …

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… e até um legítimo moinho nós conhecemos.

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Só sobrou tempo pra comermos algumas coisas por aqui mesmo (o lugar tem muitos restaurantes) …

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… tais como sopas pra Re e pra Dé, …

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… um bom steak pra mim…

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… e continuarmos a nossa visita.

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Dizem que está não é exatamente a melhor época pra se visitar Keukenhof, …

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… (o ideal seria na segunda quinzena de abril …

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…. quando a floração está na sua plenitude) …

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… mas, mesmo assim, gostamos muito.

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A volta também foi tranquila …

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… e fizemos o caminho inverso, pegando o trem do aeroporto para a Central Station.

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Só sobrou tempo pra fazermos umas últimas comprinhas …

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… comer mais umas perfeitas batatas fritas …

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… e terminar o nosso tour europeu …

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… numa legítima casa de champanhes.

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Bubbles & Wines é um bar a vin e fica muito perto do hotel.

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O lugar é bem bacana é muito tradicional.

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Chegamos lá e a Re e a Dé pediram um voo de champagne, ou seja, 3 taças de diferentes produtores (entre eles o Louis Roederer).

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Eu aproveitei uma promoção (como sou econômico!) e experimentei um taste neozelandês, composto de dois vinhos brancos e dois tintos.

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Pra acompanhar, comemos parmesão com mel trufado, …

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… um prato de charcuteria …

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… e tâmaras com parmesão e bacon.

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Tudo absolutamente delicioso e num ambiente que te faz ficar a vontade.

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Bom, foi isso pessoal.

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Este giro europeu por lugares tão bacanas como Paris,…

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… Berlim …

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… e Amsterdã, …

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… nos deixou, mais uma vez, encucados quanto a dificuldade que temos em viver bem por aqui, em comparação com eles.

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É uma pena, mas espero que um dia consigamos chegar lá.

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Até a próxima!

Veja os outros dias desta viagem:

 

dcpv – de veneza à toscana, não há nada igual.

número 420
09/06/2015

De Veneza à Toscana, não há nada igual.

Eu sempre quiz fazer uma viagem que incluísse, no mesmo roteiro, tanto a Toscana, quanto Veneza.

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Nós quase fizemos isso quando fomos pra cidade aquática e logo após, para Florença.

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Tecnicamente Florença fica na Toscana, mas apesar de belíssima, ela é uma cidade grande e não nos remete ao bucolismo daquela região.

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Aproveitei este insight e bolei um menu com uma mistura de receitas destes lugares.

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E, vocês verão, ficou muito típico e bacana.

Entrada – Linguiça Ensopada com Feijão Branco

Esta Salsicce all Ucclelletto vem diretamente da Toscana.

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Taí uma receita pra comer até com um lanchinho a noite.

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Fure 8 linguiças de porco (eu preferi cortá-las) e refogue-as no azeite com dois dentes de alho socados e algumas folhas de sálvia.

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Assim que as linguiças estiverem douradas, junte 500 g de tomate maduro picado, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe por mais 10 minutos.

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Adicione 300g de feijão branco cozido (pode ser em lata), espere aquecer bem e sirva.

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Ficou realmente simples e delicioso.

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Ainda tivemos um upgrade ao optar pelo vinho tinto francês Villa Chavin Merlot Reserve que foi “facioli, cassoulento, bolaños, fazzulo

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Principal – Massa fresca com molho de anchovas.

Bigoli in salsa d’acciughe. Esta seria a receita escolhida do Vêneto.

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A Dé fez o macarrão mais uma vez.

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E eu optei pelo cabelo de anjo em vez do bigoli.

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O molho é muito simples (e supersaboroso). Aqueça um fio de azeite e refogue 3 cebolas grandes cortadas em fatias finas até ficarem transparentes.

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Aumente o fogo, acrescente 150g de anchovas com o azeite da sua conserva e mexa até o pescado se desfazer.

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Abaixe o fogo novamente, confira se o molho está homogêneo, tempere com pimenta e retire do fogo.

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Cozinhe a massa em água abundante até ficar al dente, escorra e coloque-a na panela do molho.

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Aqueça por mais 2 minutos, sacudindo a panela para que o molho se espalhe pelo macarrão, salpique salsinha picada e sirva.

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Olha, é mais uma daquelas receitas pra se guardar no fundo do coração.

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Resultou ainda melhor com a experiência que fizemos ao tomar um champagne Moet Chandon Frizz que por ser demisec foi “leviana, gelosa, icecube, felomenal” (este champagne é aquele que foi feito pra ser tomado com pedras de gelo).

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Sobremesa – Pudim de arroz ao leite

Eu vivo arrumando trabalho pra Dé. Afinal de contas, este Budino di riso al latte da região do Vêneto é até que um pouco complicado de se fazer (especialmente em se tratando de uma receita italiana).

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Inicie hidratando 100g de uvas-passas em água morna, deixando escorrer e secar.

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Em fogo baixo, aqueça 1 litro de leite e acrescente 1 fava de baunilha. Antes do leite ferver, adicione 150 g de arroz para risoto e sem parar de mexer, cozinhe por 15 minutos.

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Acrescente uma pitada de sal e 70g de açucar e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Incorpore as passas, 100g de amêndoas em lâminas e raspas de um limão siciliano.

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Mantenha em repouso por 5  minutos e distribua em forminhas untadas com manteiga.

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Leve ao forno praquecido a 200°C por 3 minutos, desenforme e sirva quente ou frio. O resultado ficou muito bom e o doce lembra bastante um panetone feito de arroz.

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Eis a opinião dos mais do que italianinhos:
Que comida! Cche comida! (Edu)
Beatifull moment!!! Espetáculo. (Mingão)
Cosa che qui! Espetáquila! (Deo)

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“Destino quase obrigatório dos turistas que desembarcam na Itália, o Vêneto exibe uma culinária tão sedutora quanto os canais e as famosas gôndolas da sua capital, Veneza”.

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“Não são apenas as paisagens românticas difundidas no cinema que atraem turistas para a Toscana. A região também embriaga os sentidos pelos aromas e sabores de sua cozinha”.

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Me diz se eu fiz certo ou não de juntar estas duas belezuras?

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Arrivederci.

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dcpv – dia elf – amsterdã – Van Gogh e cerveja, tudo a ver.

26/03/2016

Dia elf – Amsterdã- Van Gogh e cerveja, tudo a ver.

O dia prometia muita chuva.

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E realmente começou chovendo.

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Tomamos o café da manhã no mesmo lugar de ontem (gostamos bastante) …

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… e resolvemos fazer um tour pelo nosso hotel.

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O prédio é histórico, tem mais de 500 anos …

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… e salas muito bacanas …

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… como a de casamentos …

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… além do salão principal onde a rainha Beatrix se casou em 1966.

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Ah, o restaurante principal tambem é bem bacana …

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… e tem uma obra de arte muito legal em sua parede.

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Depois desta aula de história, resolvemos bater pernas.

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A Re descobriu um Pet Shop nas cercanias …

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… e aproveitamos pra ir passear em lugares onde normalmente turistas não vão.

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Apesar do tempo ruim, foi muito interessante, não fosse a chuva que aparecia de vez em quando.

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Passamos no famoso Mercado de Flores …

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… e fomos para o Van Gogh Museum.

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Chegamos ao museu e uma multidão estava na fila para comprar ingresso.

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Como tínhamos comprado pela Internet, não precisamos participar daquela bagunça e entramos diretamente.

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O museu é lindo.

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E, certamente, foi um dos mais bacanas que fomos até hoje.

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Primeiro pela mais absoluta especialização, já que o tema Vincent Van Gogh é muito bem explorado.

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Segundo, pelo áudio guia que é imperdível e funciona no melhor português do Brasil.

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Se é que existe algum pecado, ele é a proibição de se tirar fotos.

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Sempre se dá um jeito, …

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… mas não consigo entender o porque desta proibição.

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Segue um mini fotoblog com as fotos proibidas 🙂 :

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Aproveitamos pra almoçar no restaurante dele mesmo.

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Também exploramos a lojinha que tem produtos bacanas e diferenciados.

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Quando saímos do tour, o sol estava a pino.

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É claro que todas as fotos tiradas nesta condição tornavam tudo mais bonito ainda.

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Como estávamos perto, …

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… e também tínhamos comprado o ingresso antecipadamente, fomos até o Heineken Experience.

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Assim como no Van Gogh, o ato de comprar os tickets antecipadamente é muito sábio, ante as enormes filas de cada um dos locais.

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Sem contar, que os ingressos para o museu da Heineken não tem data determinada e assim você pode ir no dia que quiser.

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Portanto, cortamos a fila oficialmente e iniciamos o tour.

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Ele é muito legal e se destaca por ser realmente uma experiência única.

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Lá você fica sabendo sobre todo o ciclo de fabricação da cerveja, …

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… encara um filminho numa sala especial onde você se sente como se estivesse participando internamente de todo o processo,…

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… desde a escolha da matéria prima até o engarrafamento …

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… e ,finalmente, o ato da garrafa ser aberta numa balada.

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Você experimenta o mosto inicial, …

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… aprende a degustar a loira …

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… e ao final, toma 2 chopes de 250 ml cada.

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Sem contar das incontáveis experiências que você tem…

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… e que transformaram esta cerveja numa prestigiada marca.

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O divertimento é total …

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… e até direito a uma foto virtual com a taça da Champions League você tem.

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Enfim, é um passeio imperdível.

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Voltamos a pé para o hotel …

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… e finalmente conhecemos um coffee shop.

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Depois deste laboratório, comemos mais cones de batatas fritas (especialidade holandesa) …

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… e fomos dormir um soninho mais do que tranquilo.

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Goedenavond!

Veja os outros dias desta viagem:

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dcpv – ó friuli-venezia giulia.

número 419
02/06/2015

Ó Friuli-Venezia Giulia.

Lá vamos nós novamente experimentar as gostosuras de uma das regiões da Itália. Desta vez, escolhi a Friuli-Venezia Giulia, mais conhecida como Trieste (fica bem no nordeste da Bota).

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“Limitados a leste pelo mar Adriático, as praias e portos do Friuli-Venezia Giulia contrastam com o interior repleto de colinas e cidades antigas”.

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Esta é a apresentação da região no livro dedicado a ela na Coleção Folha Cozinhas da Italia. E deixa margem a uma boa imagem, né não?

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Vamos lá, então, apreciar (mais uma vez) a belíssima culinária italiana.

Entrada – Figos assados com presunto cru.

Estes fichi al forno con prosciutto crudo são muito bons (sem contar que a Dé adora figos). Para fazê-los, corte 12 figos maduros, mas firmes, no sentido longitudinal.

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Coloque as metades numa assadeira untada com azeite, com a parte cortada para cima. Regue com um fio de azeite e tempere com sal a gosto.

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Leve os figos ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.

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Sirva-os regados com mel e com fatias de presunto cru fatiado (de preferência San Daniele, que é da região).

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Acompanhamos com um bom vinho tinto, o Pinot Noir Baron Kinsmore 2013, que foi “canalizador, rosin, edmara, marin“.

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Principal – Risoto com camarão.

Este risoto é muito bom e tem uma boa particularidade.

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Os camarões são feitos separadamente e adicionados à receita quando faltarem 5 minutos pro arroz ficar pronto.

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Empane 800g de camarões limpos levemente em farinha de trigo.

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Aqueça 3 colheres de sopa de azeite e refogue os camarões rapidamente. Retire e reserve.

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Na mesma panela, refogue 1 cebola picada até começar a dourar e acrescente 1 xícara de molho de tomate e 1/2 xícara de caldo de peixe (que você usará pra fazer o risoto).

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Ajuste o sal e a pimenta, deixe reduzir por cerca de 20 minutos, acrescente os camarões e o suco de meio limão à panela, misture bem e retire do fogo. Reserve.

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Enquanto isso, vá fazendo o risoto no formato usual.

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Faltando os tais 5 minutos pro arroz ficar al dente, junte o molho de camarões e continue mexendo até atingir aquele ponto.

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Finalize o risoto incorporando manteiga e salpicando salsinha.

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Ficou uma verdadeira delícia (tanto que até a Dé comeu duas vezes).

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Aproveitamos pra tomar um bianchetto, o Pinot Grigio Argento 2013, que foi, segundo os legítimos oriundi, “cicatriz, grisalho, dario, macunaima“.

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Sobremesa – Pudim de Aveia

NR – Não tiramos nenhuma foto da sobremesa! Acho que foi culpa dos vinhos! 🙂 

Este Budino di Avena é muito característico.
Comece (foi a Dé que fez) hidratando duas colheres de sopa de uvas-passas em água morna por 15 minutos.
Numa panela grande, misture 1 litro de suco de maçã e 100g de aveia em flocos e cozinhe por 10 minutos, mexendo sem parar.
Retire do fogo e misture 2 colheres de sopa de mel, 3 maçãs Gala sem casca fatiadas, as passas já escorridas, 1 pitada de canela e 1 pitada de sal.
Despeje a mistura numa forma de 23cm de diâmetro untada com azeite e polvilhada com farinha de rosca.
Leve ao forno preaquecido (180°C) por cerca de 30 minutos ou até que esteja firme.
É quase um mingauzão de aveia e por isso mesmo, muito bom.

Eis a opinião dos, cada vez mais, italianos:
Top cinque. Espetáquila! (Edu)
Eu quero que você Top!!! Top!!! Top!!! (Mingão)
Hoje foi o avesso da Lua; seria “auL”? Bom demais! (Deo)

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“Quase sempre esquecida nos roteiros turísticos, essa região localizada no nordeste da Itália, já na fronteira com a Europa Central, foi por muito tempo alvo de povos invasores. Romanos, venezianos, austríacos e húngaros deixaram suas influencias na cultura, arquitetura e também na culinária regional”.

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Esqueceram de nos citar, os ferrazenses.

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Arrivederci.

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dcpv – dia tien – amsterdã – de barco e de trem, só faltou a bike.

25/03/2016

Dia tien – Amsterdã – De barco e de trem, só faltou a bike.

O dia amanheceu nublado.

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Mas foi altamente proveitoso.

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O único problema (se é que isso seria um) é que não tínhamos ainda um programa definido.

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O passeio pra Keukenhof ficou pra sábado. Portanto, tulipas, por enquanto, nem pensar.

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Resolvemos tomar um bom café da manhã num lugar aprazível …

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… e redefinir o nosso roteiro.

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E a Re sugeriu irmos passear de barco.

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É realmente um jeito diferente de conhecer Amsterdã.

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Afinal de contas, você vê monumentos, …

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… reconhece uma boa parte dos 500km de canais …

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… e das mais de 400 pontes que existem por aqui.

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Amsterdã é praticamente uma Veneza contemporânea …

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… e realmente é muito mais do que a cidade da maconha e das prostitutas que muitos estereotipam.

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E como cosmopolita que somos, aproveitamos a variedade e acabamos indo almoçar num legítimo restaurante chinês que fica próximo da Central Station.

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Sea Palace é realmente muito típico.

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A comida nos fez lembrar do Ping Pong, que infelizmente fechou em SP.

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Pedimos no estilo um monte de coisas para experimentar. Batatas com croquete …

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… Bun de carne, …

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… Camarões empanados com macarrão, …

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… Pastéis de massa folhada de frango ao curry, …

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… Sopa de wonton …

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… e Acelga com carne de porco.

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Tudo muito bom e muito chinês.

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Bebemos taças de vinho branco e fomos conversar …

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… no espetacular prédio da biblioteca municipal …

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… sobre o que faríamos a tarde, …

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… logo após tomarmos um bom cafezinho …

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… acompanhado duma fatia de bolo e pétalas de tulipas feitas de chocolate.

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Mais uma vez a Re deu uma ideia excelente. Que tal fazer um bate-volta?

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E pra Haarlem, uma cidadezinha muito bonita e que fica somente a 20 minutos de trem de Amsterdã?

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Topamos e rumamos pra Central Station.

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Comprar os bilhetes foi uma verdadeira moleza e em poucos minutos, estávamos embarcados.

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A viagem foi uma beleza (como é bom o nível de vida desta moçada do primeiro mundo) e quando chegamos, percebemos que acertamos.

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Haarlem é muito bacana (a cidade é toda free Wi-Fi) …

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… e andamos muito pelo centro histórico.

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Tudo é encantador …

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… e o comércio também é bem bacana.

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Encerramos o tour no Gran Caffe Brinkmann, onde experimentamos os famosos Bitterbaillen (croquetes crocantes de carne), um pedaço de queijo italiano taleggio e três flutes de prosecco.

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Foi o final feliz de um grande passeio.

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Não se esqueça: quando estiver em Amsterdã, tire um meio período pra conhecer Haarlem.

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Vale totalmente a viagem.

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A volta foi tão tranquila quanto a ida.

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E depois, foi só a preparação pro jantar que seria no restaurante De Kas.

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Pra começar, o lugar é impressionante.

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Imagine dois galpões, sendo que um é uma estufa onde o chef planta a maioria dos seus ingredientes e o outro, o lugar bonito e moderno onde você fará a sua refeição.

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Pois é o que acontece por lá.

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E a filosofia do estabelecimento é justamente utilizar estes ingredientes fresquíssimos pra fazer os seus pratos.

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Só tinha um problema; o menu degustação é obrigatório. Para isso acontecer, a Re e a Dé tiveram que ceder.

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A primeira entrada foi um caldo com vegetais, muito bem temperado.

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Logo em seguida, veio couve-flor em todas os seus formatos acompanhada de vários legumes tais como salsão, beterraba, rabanete e outros menos votados.

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O prato principal foi haddock com alface grelhada e molho de wasabi.

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Tudo muito bem equilibrado e bem temperado.

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O que fazer com o vinho? Optamos por fazer a paridade e tomamos uma taça deles pra cada um dos pratos.

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Ainda tínhamos a sobremesa, mas para evitar desperdícios, optamos por dividir uma só. E estava boa, com uma torta de laranja e sorvete de laranja sanguínea (manja?).

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Pagamos a conta e só nos restou visitar a estufa, …

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… tirar várias fotos …

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… e pensar como seria bacana se SP tivesse um restaurante como esse.

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E as bikes? Nós não andamos nelas, mas elas são onipresentes na cidade (dizem que são mais de 500000) e estão em todos os lugares.

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É, essa Amsterdã promete (e olha que nem fomos a um coffee shop ainda!).

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Tot ziens.

Veja os outros dias desta viagem:
dia un – paris, a cidade dos luz.
dia deux – paris – frank gehry e cidade luz, tudo a ver.
dia trois – paris – tour gastronomico por montmartre.
dia catre – paris – tour de chocolate (e otras cositas más) por saint german de prés.
dia funf – berlim – o por do sol no portão de Brademburgo.
dia sechs – berlim – passeio prazeroso a pé.
dia sieben – berlim – kadewe e bundestag, verdadeiros sex shops alemães.
dia acht – berlim – visitando a ilha dos museus e comendo o melhor currywurst.
dia negen – amsterdã – ô lugarzinho bacana (o red light também é).

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dcpv – é domingão na terça!

número 418
19/05/2015

É domingão na terça.

Acordei nesta terça meio que com vontade de fazer alguma coisa sem receita. E aí, lembrei de tudo aquilo gostoso que comemos nos almoços familiares de domingo.

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Como nunca tinha feito (pelo menos, que eu me lembre) uma refeição domingueira no dcpv, optei então por pratos que não precisariam de receita, por serem clássicos aqui em casa.

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E sabe que o climão domingueiro caiu muito bem para uma fria terça a noite?
Tem mais; desta vez não empratei nada. Tudo foi servido em travessas e dá pra imaginar o que o Mingão e o Deo comeram, já que bastava pegar o que eles queriam!! 🙂

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Vamos lá, então!

Pratos (sim, desta vez não teríamos entrada):

1 – Batatas rústicas.

Esta receita é carro-chefe da Rita Lobo e eu já fiz tantas vezes e ela é tão simples, que eu simplesmente nem olho mais no livro dela. Inicie cozinhando em água fria, tantas batatas (com casca) quanto você quiser comer.

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Assim que a água começar a ferver, marque 6 minutos e retire as batatas. Espere esfriar e corte em palitos triangulares (normalmente em 8 partes e na perpendicular).Disponha-as numa assadeira, espalhe bastante alecrim fresco e besunte com azeite, além de temperar com pimenta do reino e sal.

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Aguarde uns 45 minutos, não esquecendo de virar os pedaços de vez em quando pra que todos assem uniformemente. Ficam deliciosas e estas especialmente (veja a cor final delas!).

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2 – Macarrão feito em casa com molho vermelho.

Tudo perfeito. O molho foi feito no novo formato. E qual é este novo formato?

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Fritar duas metades de cebola descascada em bastante manteiga, colocar duas latas de tomate pelado e pra variar um pouco, aproveitar um bacon moído diretamente do sex shop.

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O macarrão, a Dé fez (ela realmente se especializou).

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Só nos restou misturar estas duas maravilhas (macarrão+molho) e correr para o abraço.

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3 – Lombo assado.

Um simples (se é que podemos chamar assim) lombo temperado (by sex shop) …

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… e assado com esmero.

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Felizes, comemos tudinho.

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E bebemos também o vinho tinto EPU, que foi “saudades, taqueo, tapariu, epustulante“, segundo os domingueiros, nós mesmos.

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As travessas ficaram no seguinte formato:

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Sobremesa – Pudim de leite condensado.

É claro que uma refeição domingueira não estaria completa sem a inclusão dum manjado pudim de leite condensado.

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E é facílimo de fazer. Basta liquidificar uma lata de leite condensado, duas latas (use a mesma medida) de leite e dois ovos.

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Coloque tudo numa forma redonda com um furo no meio e asse em banho-maria.

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Ficou muito bom.

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Seguem abaixo a opinião dos domingueiros:
Hey, hey, hey, que dia feliz. Minha terça, alegre vai ser. (Edu)
Uma comida Angelical é o Máximo. (Mingão)
Roda Viva revivido! Com classe! (Deo)

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Pronto! Sabe que esta ideia de fazer um jantar domingueiro foi (modéstia a parte) muito boa!

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Afinal, descontração, ambiente familiar, muitas risadas e boa comida tem tudo a ver com o dcpv.

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Se bem que, não resisti e dei uma pequena empratada na minha refeição. Ê, vício!!

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Bye.

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