Archive for the 'livro' Category

dcpv – calábria calabresa.

número 421
16/06/2015

Calábria calabresa.

A minha mãe, a D Anina, é calabresa legítima. E é claro que fico tentado a reproduzir todas as receitas do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália que versa sobre esta região italiana.

Ainda farei isso.

“No extremo sul da península Itálica, a Calábria é banhada pelos mares Tirreno e Jônico. As invasões no passado levaram a população a refugiar-se nas montanhas, dando origem a uma culinária simples, de sabor peculiar, ressaltado pela pimenta vermelha”.

Vamos lá, então, apimentar a sua e as nossas vidas.

Entrada – Zuppa di Fave.

Esta sopa de favas veio a calhar, já que a temperatura caiu bastante.

Inicie, refogando uma cebola grande picada no azeite até começar a dourar …

… e junte 2 tomates maduros picados (substituí por uma lata de tomates pelados), 50 g de carne de sol cortada em cubos …

… e uma lata de favas.

Refogue mais um pouco, cubra com água, ajuste o sal e tempere com pimenta a gosto.

Cozinhe, mexendo de vez em quando, até a carne ficar bem macia e o caldo, espesso.

Enquanto isso, toste fatias de pão italiano no forno.

Distribua as fatias em pratos e despeje a sopa bem quente.

Certamente, quem inventou a comfort food, estava justamente pensando neste prato.

Pra acompanhar, tomamos um vinho tinto, o Malbec Triuno 2012 que foi “refresco, no dos outros, trinta e um, MICTMR“.

Principal – Bracholas de Carne de Porco.

Estas Braciole di Maiale são muito boas.

Na verdade, são quase que um bife a rolé, só que de carne de porco. Comprei alguns bifinhos de lombo no sex shop.

Temperei-os com sal e pimenta a gosto e espalhei, sobre cada um , uma porção de pecorino, salsinha e alho.

Enrolei e fechei com barbante culinário.

Derreti um pouco de manteiga numa frigideira e dourei, em fogo alto, as bracholas de todos os lados.

Reguei com vinho branco e deixei cozinhar em fogo médio, com a panela tampada, por 15 minutos.

Servi as bracholas regadas com o caldo de cozimento e um risoto básico pra acompanhar.

Ficou uma verdadeira delícia.

Harmonizamos esta maravilha com um vinho branco, o Sauvignon Blanc/Chardonnay Mapu 2013 que foi “chi-chi-chi, le-le-le, puma, viva chile“.

Sobremesa – Biscoitos de anis.

Esses ciccitielli são muito curiosos (não preciso nem dizer que foi a Dé quem os fez, né?).

Pra fazer a massa, misture numa vasilha 3 ovos, 2 gemas, 75g de açúcar, 75g de manteiga, 1 cálice de licor de anis (by D Anina, off course) e 1 pitada de de sal.

Vá adicionando 500g de farinha de trigo e 1 colher de sopa de fermento em pó aos poucos, enquanto trabalha a massa, até ficar lisa e compacta. Deixe em repouso por uma hora.

Estenda a massa (este trabalho foi o Deo que fez) até atingir 1 cm de espessura e recorte os biscoitos em formatos variados.

Frite-os (aí foi o Mingão o encarregado) submersos em óleo quente até dourarem e escorra-os.

Já para a calda, ferva 150g de mel com 1/2 copo de água por 10 minutos. Retire do fogo e mergulhe os ciccitielli, misturando delicadamente.

Olha, eles não são Cheetos, mas é impossível comer um só!

Eis a opinião dos linguicinhas:
A mamãe sabe tudo! (Edu)
Piangere, piangere, cche maravilha! (Mingão)
Cosa cche qui?? (Deo)

“Limitada pela geografia e sem a fartura de outras regiões, a Calábria tirou proveito de seus ingredientes e criou sabores peculiares”.

Minha mãe, a legítima calabresa D Anina, sempre nos mostrou estas características.

Já que ela cozinha muito. Viva a Calábria!

Arrivederci.

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dcpv – ó friuli-venezia giulia.

número 419
02/06/2015

Ó Friuli-Venezia Giulia.

Lá vamos nós novamente experimentar as gostosuras de uma das regiões da Itália. Desta vez, escolhi a Friuli-Venezia Giulia, mais conhecida como Trieste (fica bem no nordeste da Bota).

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“Limitados a leste pelo mar Adriático, as praias e portos do Friuli-Venezia Giulia contrastam com o interior repleto de colinas e cidades antigas”.

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Esta é a apresentação da região no livro dedicado a ela na Coleção Folha Cozinhas da Italia. E deixa margem a uma boa imagem, né não?

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Vamos lá, então, apreciar (mais uma vez) a belíssima culinária italiana.

Entrada – Figos assados com presunto cru.

Estes fichi al forno con prosciutto crudo são muito bons (sem contar que a Dé adora figos). Para fazê-los, corte 12 figos maduros, mas firmes, no sentido longitudinal.

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Coloque as metades numa assadeira untada com azeite, com a parte cortada para cima. Regue com um fio de azeite e tempere com sal a gosto.

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Leve os figos ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.

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Sirva-os regados com mel e com fatias de presunto cru fatiado (de preferência San Daniele, que é da região).

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Acompanhamos com um bom vinho tinto, o Pinot Noir Baron Kinsmore 2013, que foi “canalizador, rosin, edmara, marin“.

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Principal – Risoto com camarão.

Este risoto é muito bom e tem uma boa particularidade.

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Os camarões são feitos separadamente e adicionados à receita quando faltarem 5 minutos pro arroz ficar pronto.

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Empane 800g de camarões limpos levemente em farinha de trigo.

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Aqueça 3 colheres de sopa de azeite e refogue os camarões rapidamente. Retire e reserve.

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Na mesma panela, refogue 1 cebola picada até começar a dourar e acrescente 1 xícara de molho de tomate e 1/2 xícara de caldo de peixe (que você usará pra fazer o risoto).

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Ajuste o sal e a pimenta, deixe reduzir por cerca de 20 minutos, acrescente os camarões e o suco de meio limão à panela, misture bem e retire do fogo. Reserve.

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Enquanto isso, vá fazendo o risoto no formato usual.

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Faltando os tais 5 minutos pro arroz ficar al dente, junte o molho de camarões e continue mexendo até atingir aquele ponto.

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Finalize o risoto incorporando manteiga e salpicando salsinha.

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Ficou uma verdadeira delícia (tanto que até a Dé comeu duas vezes).

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Aproveitamos pra tomar um bianchetto, o Pinot Grigio Argento 2013, que foi, segundo os legítimos oriundi, “cicatriz, grisalho, dario, macunaima“.

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Sobremesa – Pudim de Aveia

NR – Não tiramos nenhuma foto da sobremesa! Acho que foi culpa dos vinhos! 🙂 

Este Budino di Avena é muito característico.
Comece (foi a Dé que fez) hidratando duas colheres de sopa de uvas-passas em água morna por 15 minutos.
Numa panela grande, misture 1 litro de suco de maçã e 100g de aveia em flocos e cozinhe por 10 minutos, mexendo sem parar.
Retire do fogo e misture 2 colheres de sopa de mel, 3 maçãs Gala sem casca fatiadas, as passas já escorridas, 1 pitada de canela e 1 pitada de sal.
Despeje a mistura numa forma de 23cm de diâmetro untada com azeite e polvilhada com farinha de rosca.
Leve ao forno preaquecido (180°C) por cerca de 30 minutos ou até que esteja firme.
É quase um mingauzão de aveia e por isso mesmo, muito bom.

Eis a opinião dos, cada vez mais, italianos:
Top cinque. Espetáquila! (Edu)
Eu quero que você Top!!! Top!!! Top!!! (Mingão)
Hoje foi o avesso da Lua; seria “auL”? Bom demais! (Deo)

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“Quase sempre esquecida nos roteiros turísticos, essa região localizada no nordeste da Itália, já na fronteira com a Europa Central, foi por muito tempo alvo de povos invasores. Romanos, venezianos, austríacos e húngaros deixaram suas influencias na cultura, arquitetura e também na culinária regional”.

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Esqueceram de nos citar, os ferrazenses.

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Arrivederci.

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dcpv – é com você, lombardia.

número 417
12/05/2015

É com você, Lombardia.

“Os atrativos da região mais rica e desenvolvida da Itália vão muito além das famosas grifes e designers de Milão, admirados no mundo inteiro. A elegante e sofisticada Lombardia também dita a moda quando o assunto é gastronomia.”

É claro que dei mais uma apelada par minha Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E desta vez, optei pela Lombardia, já que é por lá, em Milão, que chegam todos os voos da TAM. O resultado? Mais uma vez, imperdível.

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Acompanhe todo este menu fantástico.

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Auguri.

Entrada – Polenta com Gorgonzola.

O gorgonzola é um queijo típico desta região. E dá um toque especial ao molho que acompanha a polenta.

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Para fazê-lo, basta derreter 120g dum bom gorgonzola (no caso, um italiano), junto com 120ml de leite …

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… e 120ml de creme de leite em fogo baixo. Adicione pimenta a gosto e reserve.

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Enquanto isso, ponha 1,5l de água para ferver (com sal a gosto).

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Adicione a farinha de polenta (uma caixinha) italiana aos poucos e vá mexendo em fogo brando até atingir o ponto desejado.

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Sirva a polenta coberta com o molho de gorgonzola bem quente.

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Ficou verdadeiramente delicioso e combinou muito com o friozinho reinante (não preciso nem dizer que a Dé adorou).

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Acompanhamos com um tinto libanês, o Oumsiyat Jaspe 2010, que foi “habib, polentoso, salim, apolentado“.

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Principal – Pizzoccheri

Este Pizzoccheri nada mais é do que uma massa rústica com batata e repolho. É o que podemos chamar dum representante legítimo da cozinha pobre desta região da Itália.

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Inicie fazendo a massa do macarrão no formato de sempre. A única grande diferença é que em vez de utilizar a máquina pra dar forma ao macarrão, você o corta com a faca, em tiras irregulares da espessura de um dedo.

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Ao mesmo tempo, leve 200g de batatas em rodelas de 1 cm de espessura ao fogo alto numa panela grande com bastante água.

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Quando a água da batata ferver, junte 1 colher de sopa de sal e 1/4 dum repolho branco cortado em tiras de 0,5 cm. Cozinhe por cerca de 15 minutos.

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Junte a massa ao cozido de batatas e repolho, misturando com um garfo e cozinhe até ficar al dente. Escorra.

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Para fazer o molho, derreta 100g de manteiga e refogue alho e sálvia a gosto.

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Finalize juntando a massa, as batatas e o repolho ao molho.

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Dê um toque final com tiras de fatias de queijo prato e parmesão ralado.

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Olha, também ficou uma verdadeira delícia.

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Tomamos um vinho tinto chileno, o Carmenere Gratia 2013, que foi “baunilhado, … a Deus, obrigado, cavaloso“.

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Sobremesa – Creme de Mascarpone  

Este é tão fácil de fazer, quanto é bom. Bata 3 gemas com 3 colheres de sopa de açúcar até ficar claro e fofo.

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Acrescente 200g de queijo mascarpone e misture delicadamente.

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Adicione 4 colheres de sopa de rum e incorpore 2 claras em neve, mexendo suavemente.

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Sirva gelado, polvilhado com cacau.

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Não precisa nem dizer que todo mundo achou esta sobremesa bem pequena.

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Eis a opinião do oriundi:
Como diria SS: é com você, Lombardia! Un spetacollo! (Edu)
Hours concours. (Mingão)
Devo de dizer que após tantos anos, as vezes a gente se surpreende! Na simplicidade a mágica aparece fulgurante, admirável! Tão 10 que após todos esses anos tem certamente um peso considerável! (Deo) 

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Esta coleção Folha Cozinhas da Itália é brincadeira.

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Nela se encontram receitas das mais variadas regiões da Itália e todas, eu disse todas, tem que ser reproduzidas porque são demais.

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Cá pra nós, a Itália é demais.

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Arrivederci.

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dcpv – D.O.C.P. – denominação de origem controlada do paladar

número 316
05/05/2015

D.O.C.P. – Denominação de Origem Controlada do Paladar.

Volto a insistir com o Paladar. Que nada mais é do que o excelente suplemento de gastronomia que vem encartado no Estadão todas as quintas-feiras.

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E quando li uma matéria da Patricia Ferraz (não é corporativismo! rs) sobre pratos com indicação de origem, não resisti.

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Tive que, por obrigação, refazer todas as receitas que ela indicou.
Como mote, todas elas são clássicas e estão ou deveriam estar num livro imperdível, Genius Recipes, da Kristen Miglore, que acaba de ser lançado nos Estados Unidos.

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Vamos lá então, ao D.O.C.P.

Entrada – Molho de tomate, cebola e manteiga da Marcella Hazan.

Eu sempre quis fazer um macarrão com molho como entrada. E esta receita revolucionária (você que gosta de molhos vermelhos, tem que fazê-la) me propiciou esta feito.

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A Dé providenciou a massa feita em casa.

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O molho é feito da seguinte maneira:
1 – Ponha 70g de manteiga sem sal numa panela.

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2 – Adicione 2 latas de tomates pelados italianos, 1 cebola média descascada e cortada ao meio e sal a gosto.

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3 – Cozinhe por 45 minutos em fogo baixo.

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É só isso e fica uma delícia.

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Bastou juntar o macarrão, finalizar com parmesão e correr para o “abbraccio”!!

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Acompanhamos esta maravilha com o tinto Pinotage False Bay 2012 que foi “verdadeiro, true, verité, vero”.

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Principal – Gratin de Arroz com abobrinha da Julia Child.

Como a Patricia escreveu, é um arroz de forno. Metido, diferente, mas um arroz de forno.
Ainda mais com a grife Julia Child (lembram do filme Julie&Julia?).

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Comece ralando 900g de abobrinhas no ralo grosso. Transfira-as para uma peneira, com uma vasilha embaixo, ponha 2 colheres de chá de sal e deixe escorrer por alguns minutos para drenar. Importante: reserve o líquido.

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Misture o líquido reservado da abobrinha com leite até completar 590ml e reserve. Faça 90g de arroz branco (eu fiz um Basmati).

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Refogue 160g de cebola bem picada numa frigideira no azeite até começar a dourar. Adicione 2 dentes de alho grandes picados finamente e a abobrinha. Mexa por 5 minutos.

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Polvilhe 2 colheres de sopa de farinha de trigo, deixe cozinhar por mais 2 minutos e tire do fogo. Aqueça o suco de abobrinha e adicione aos poucos, a panela com as abobrinhas refogadas.
Tire a panela do fogo, junte o arroz cozido e 60g de queijo parmesão ralado.

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Unte um refratário, espalhe nele o arroz com as abobrinhas, polvilhe duas colheres de queijo parmesão e leve ao forno por meia hora.

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Segui o conselho da Julia e servi este magnífico arroz de forno com costeletas de vitela.

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“Una meraviglia”!

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Tomamos mais um tinto, o Garnacha GG 2013 que achamos “consuelo, jeitoso, jeitoso, bündchen, long dong“.

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Sobremesa – Bolo de Chocolate da Nigella Lawson.

“Esqueça as caras e bocas que a Nigella faz enquanto cozinha, com grandes decotes e ar sensual, já pronta para receber as visitas. E dê uma chance a este bolo de chocolate dela: é um escândalo – no melhor sentido”.

Patrícia, concordo com você. Este bolo é escandaloso (e foi a Dé que fez). Comece untando uma forma retangular e forre com papel manteiga.

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Bata 225g de manteiga com 375g de açúcar na batedeira, adicione 2 ovos grandes batidos e uma colher de chá de baunilha e bata apenas para misturar.

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Derreta 100g de chocolate meio amargo em banho-maria, espere amornar e adicione à mistura de manteiga.

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Ponha 250ml de água para ferver. Misture 200g de farinha de trigo com 1 colher de chá de fermento químico e adicione delicadamente a manteiga e a água, uma colherada a cada vez, alternando.

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Despeje a massa na forma.

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Asse o bolo por meia hora em fogo médio. O bolo deve estar com a superfície firme, mas com o interior macio, ainda esponjoso.

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Desenforme quando estiver frio e coma o mais rapidamente possível. É um verdadeiro escândalo (comemos muuuuuuito!).

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Eis a opinião dos clássicos:
Clássico é clássico. Tudo gg! (Edu)
Special one. (Mingão)
A longdong dinner! Marvellous! (Deo)

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Como vocês já sabem, sou um verdadeiro fão do Paladar. E a cada dia, a surpresa positiva é maior.

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Acreditem que parei de assinar o Estadão, mas praticamente obrigo a Flora a passar na banca de jornais toda quinta, só pra ver (e ler e degustar) todas as maravilhas que lá aparecem.

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Vida longa ao Paladar (e que nunca se transforme naquele arremedo de suplemento de gastronomia de uma página que é o Comida da Folha).

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Auguri.

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dcpv – jamie’s italian (e ferrazense).

14/04/2015
número 414

Jamie’s Italian (e ferrazense).

E não é que o porquinho do Jamie Oliver abriu um restaurante lá na praia (mais conhecida como capital paulistana)?

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Juro que tentamos conhecer, mas por motivos técnicos, não conseguimos (em tempo, já fomos lá várias vezes e gostamos muito).

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Acontece que tenho um livro dele, o Jamie Viaja, que é muito legal e tem receitas bacanas.

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Pra homenagear a abertura do Jamie’s Italian em SP, resolvi fazer um menu só com receitas deste jovem (hoje, nem tanto) e famoso chef inglês.

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Vamos lá, então!

Entrada – A melhor salada de tomates do mundo.

O nome da receita é bem modesto, né? E será que esta simples salada é mesmo a melhor do mundo?

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Para fazê-la basta colocar numa saladeira grande, 3 tomates italianos cortados em pedaços irregulares, …

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… um punhado de tomates-cereja cortados ao meio, …

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… cebolinha verde cortada, salsinha a vontade e temperar com vinagre de sherez e azeite.

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Enquanto isso, frite um chouriço (espanhol, por favor) num pouco de azeite.

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Quando ele tiver frito, junto uns dentes de alho fatiados e doure-os.

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Misture o chouriço ainda quente com a salada e sirva.

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Ele indicava como opcionais, um pouco de presunto ibérico e queijo de cabra.

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É claro que eu servi (comprei tudo no sex shop) …

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… e junto, fatias de pão italiano, pra aproveitar bem o molho que se formou no fundo da certamente, a melhor salada de tomates do mundo!

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Acompanhamos esta maravilha com um vinho branco francês, o Vendanges Nocturnes Classic Laurent Miquel 2013 que foi “estiloso, pret-a-porter, vice-versa, bugiardo“.

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Principal – Risoto de tomate cereja.

Esta é mais uma invenção do Jamie. Ele diz que pra incrementar um risotto, basta você fazer uma receita básica e acrescentar os ingredientes que você gostar no final de tudo.
E, mais uma vez, foi o que eu fiz.

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Pela ordem, você faz um risoto básico, usando um caldo de legumes (feito em casa) no procedimento usual.

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Enquanto isso, pegue tomates-cereja, corte-os ao meio e frite-os no azeite, juntamente com 3 dentes de alho fatiados e um punhado de folhas de manjericão.

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Quando o risoto estiver pronto (com o arroz al dente e finalizado com manteiga e queijo parmesão) adicione os tomates fritos, misture bem e sirva.

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Ficou muito bom mesmo e dá pra imaginar na quantidade de misturas que são possíveis de usar.

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Tomamos um bom tinto, o francês Fleur de Thénac 2009 que achamos “sem filtro, mistura fina, Solange, pretender“.

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Sobremesa – Sorbet de tinto de verano.

Somos fãs de tinto de verano aqui em casa. Quando vi esta receita, vibrei. Afinal de contas, tomar um sorbet deste nectar deve ser muito bom.

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Para fazê-lo, faça uma mistura com 300ml de água e 300g de açúcar. Coloque no fogo até formar uma calda rala e deixe esfriar.

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Misture esta calda com 300ml dum vinho espanhol e 300ml de H2O limão, além de suco de um limão.

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Leve à sorveteira e assim que tiver batido, deixe no freezer.

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E o sorvete realmente ficou muito bom.

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Eis a opinião dos Jamie’s Ferrazenses:
Jamie. Bem-vindo a SP. E a Ferraz. (Edu)
Grande Jamie, Viva Orlando Alvarado! (Mingão)
Oliver, you’re so good! (Deo)

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Olha, espero que a comida do Jamie’s Italian tenha alguns dos fundamentos desta que apareceu por aqui.

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Porque esta estava muito bem condimentada, saborosa, bonita e gostosa.

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E olha que eu lavei as mãos pra fazê-la!! 🙂

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Arrivederci.

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dcpv – croácia – cozinha e memória dálmata

número 412
17/02/15

Croácia – Cozinha e memória dálmata.

Quando me deparei com um livro sobre a culinária croata, só tive o trabalho de comprá-lo. Afinal de contas, este lindo país está na nossa lista de viagens há um tempão.

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O livro, o Croácia – Cozinha e Memória Dálmata foi escrito por uma neta de dálmatas (ops, assim são chamadas as pessoas nascidas na Dalmácia), a Katia Gavranich Camargo (editora Escrituras) e além de nos mostrar a curiosa culinária do país, ainda nos dá um panorama bacana sobre a história, a geografia (com aquela linda costa marítima) e a história pessoal da família.

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Enfim, se não é um guia sobre a Croácia, é um belo preâmbulo sobre o país que certamente visitaremos.

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Dobar Tek!

Entrada – Salad od krastavca s jogurtom.

“Essa é, na verdade, uma sopa fria consumida em todos os Bálcãs com pequenas variações, como por exemplo, o acréscimo de alho picado”.

Fazê-la é bastante fácil. Corte as duas pontas dum pepino japonês parcialmente descascado, corte-os em rodelas e coloque numa tigela.

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Misture um copo de iogurte natural com 4 colheres de sopa de azeite, suco de meio limão, 1/2 xícara de hortelã picada e tempere tudo com noz moscada, pimenta do reino e sal.

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Regue os pepinos fatiados com o molho de iogurte e misture bem.

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Taí uma salopa (salada+sopa) que cairia muito bem quando estivermos numa daquelas praias de Hvar.

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Tomamos um belo vinho branco, o Chardonnay Nieto Senetiner 2013, que foi “herbáceo, croata, né?, Franklin, alegrito“.

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Principal – Rijoto od piletine.

“Minha Baba preparava este risoto com arroz agulhinha, também muito saboroso. Na minha infância, os arrozes próprios para risoto eram raridade”.

Graças a globalização (e ao sex shop) encontrar arroz arbóreo ficou muitio fácil. O grande segredo desta receita é fazer o caldo do risoto quando estiver cozinhando o peito do frango. Tudo ficará muito saboroso.

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Lave bem 300g de peito de frango em água corrente e coloque num prato fundo. Tempere o frango com páprica doce, uma pitada de sal e suco de meio limão. Cubra com um filme plástico e reserve.

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Numa panela coloque cerca de 2 litros de água, uma cebola pequena em rodelas, um pouco de alho-poró picado, uma cenoura cortada em rodelas, 2 folhas de louro e uma pitada de sal. Quando a água começar a ferver, adicione o peito de frango. Desligue quando o frango estiver cozido, desfie-o e reserve o caldo.

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Já pro risotto, o procedimento é o rotineiro. As únicas diferenças são refogar 1 tomate sem pele e sem semente junto com a cebola e o alho, …

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… acrescentar o frango desfiado, 2 colheres de extrato de tomate, juntar o arroz arbóreo (duas xícaras) e um pouco de vinho branco …

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… e 3 colheres de sopa de azeitona verde picada.

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Daí pra frente é incorporar o caldo do frango e mexer á vontade. Finalize com orégano, salsinha e queijo parmesão.

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Ficou muito bom mesmo e com gosto de comida croata.

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Tomamos um belo vinho tinto, o Gg Rioja Alta 2013, que achamos “joinha joinha, joinha joinha II, XL, XXL“.

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Sobremesa – Slatka pitulica.

“Você pode mudar o recheio usando, por exemplo, ingredientes salgados. No lugar das frutas secas, que tal presunto, peito de peru, escarola, etc?”.

Esta trouxinha doce tem um jeitão de ser bastante típica.

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Primeiramente, faça um recheio com 1/2 kg de ricota fresca, 5 colheres de sopa de uvas passas sem semente ou de damascos picados (usei os dois), 1 colher de sopa de manteiga, 6 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de sopa de baunilha.

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Recorte massa folhada (pode comprar pronta, assim como eu fiz) em quadrados de 12 cm e coloque o recheio com a ajuda duma colher.

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Una as 4 pontas em cima e aperte bem para não desmanchar.

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Coloque para assar até dourar em uma forma untada com manteiga.

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Mais uma bola dentro (não esqueça que os croatas são considerados como muito bons de futebol).

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Eis o que os cachorrões, os dálmatas, acharam de tudo:
Eu queria ir pra Croácia. (Edu)
A Dalmácia é aqui. (Mingão)
Adoro a Alécia !!! (Deo)

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“A Croácia é o ponto de encontro entre o Mediterrâneo e a Europa Central e entre os Alpes e a Planície da Panônia. Apesar de pequeno é um território repleto de paisagens ricas e variadas, que vão desde altas montanhas, que tomam quase 40% do seu território, até praias e ilhas paradisíacas no profundo azul do mar Adriático”.

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Me diz se este é ou não um lugar pra se conhecer? Ainda mais depois de experimentar todos estes pratos do excelente livro Croácia – Cozinha e Memória Dálmata.

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Do videnja!

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dcpv – estivemos na osteria francescana, o melhor restaurante do mundo

Nota da redação – Este post foi publicado no final de 2008.
E é o relato de um almoço inesquecível que fizemos na Osteria Francescana, o restaurante que acabou de ser eleito como o nº 1 do mundo.
Tudo bem que já faz um tempinho, mas já dá pra perceber que o Massimo Bottura chegaria lá.
Deliciem-se!

stupendo
31/10/08

Massimo Bottura, Osteria Francescana, Modena, Itália

Já faz um tempinho (05/01/08 ) que eu e a Dé fomos a um jantar especial no espaço DOM.
O Alex Atala convidou o Massimo Bottura pra mostrar o porque dele ser um dos expoentes da nova cozinha italiana.  Muito simpático, ele veio à nossa mesa e eu aproveitei pra dizer que iríamos conhecer a casa dele, a Osteria Francescana em Modena, no final de 2008 (isto tudo no meu parco italiano, prego!).

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Pois bem , o tempo passou e chegou a hora de irmos pra Emilia Romagna. Mandei um e-mail pra fazer a reserva e o próprio Massimo me respondeu, dizendo que estaria nos esperando.
Como sempre (eita, Primeiro Mundo!) deu tudo muito certo. No dia 31/10, precisamente as 13:30 hs, eu e a Dé desembarcamos do nosso carro alugado pra almoçar com o Massimo (sem trocadilho!).

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O restaurante é discreto, elegante e bastante pequeno. Estávamos pensando no que pedir quando o Massimo apareceu, se apresentou, conversou sobre o Alex e nos perguntou se não queríamos experimentar o tasting menu? E ainda salientou se gostaríamos à avant-garde ou seja, com todas as inovações !

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Resposta instantânea e simultânea: sim ! E lá fomos nós, nos aventurarmos (inclusive nos vinhos!) na cozinha estrelada da Osteria Francescana.

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Folheando o menu, a Dé descobriu um prato que se chamava 5 versões do Parmegiano Reggiano. O chef não só achou interessante a escolha como nos disse que ele seria o último da nossa degustação!
Começamos com um tempurá de peixe (anchovinhas) com sorvete de roti! Um escândalo de bom !

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Logo após, um peixe levemente defumado, mas o mais interessante foi que, quando os garçons retiraram a tampa do prato, um fumaça altamente defumada invadiu as nossas narinas e deixou uma sensação muito estranha e interessante. Até o vinho pareceu ser defumado !

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Pra limpar o palato defumado, uns belos grissinis.

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A seguir, um creme de bacalhau com pele de peixe frita (parece um torresmo), espinafre com óleo essencial (?) e pomodorini temperado. Bem bonito, né ?

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O próximo prato é interessantíssimo. Um brodo suave de peixe com cubos concentrados de moluscos, crustáceos e peixe. Quando você os morde, eles explodem na boca liberando uma intensa concentração de sabores. O de moluscos é especial. Ainda acompanhava um salgadinho que a Dé chamou de Ibis de camarão. Pra quem não lembra (ou nunca viu!), Ibis era a marca daqueles salgadinhos baratinhos que mais pareciam isopor!
E a harmonização com o vinho foi espetacular, pois quando tomado junto com a comida, o vinho absorveu o sabor dos cubos. Se ao contrário, um pedaço de pão fosse comido, o vinho voltava ao seu buquê natural. Tudo sensacional !

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Um risottino foi servido, pois não somos de ferro. Este foi feito com água de ostras, nero de sépia e caviar. Risottaço !

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Logo depois (ufa!), um robalo envolvido em pancetta com espuma de salsinha e purê de tupinambor (não tenho a mínima idéia do que é !).

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Pra limpar o palato, um colherzinha dum creme de alho poró com trufas.

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E, finalmente, a piece de la resistence. Parmegiano Reggiano apresentado em 5 formatos: um creme feito com um de 20 meses, uma pasta com um de 24 meses, um chantilly feito com um de 36 meses, uma espuma com um de 48 meses e a crosta, utilizando um parmegiano de 50 meses de maturação!!

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Olha! É maravilhoso e você come como se estivesse degustando aquela comida que a mamma fez especialmente pra você! Ave, Massimo!
Ressalte-se que todos os pratos eram acompanhados por vinhos que harmonizavam perfeitamente. E surpresa, a minha teoria sobre comida boa teve uma evolução: normalmente, eu digo que comida boa não engorda. Agora, aproveitei pra complementar dizendo que comida boa neutraliza o vinho já que bebemos bastante e saímos completamente sãos de lá, a ponto de dirigir tranquilamente de Modena a Bologna !

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Como sobremesa (e acompanhando o café), pequenos docinhos: gelatina de maracujá, pistache e wasabi; cheesecake; carolina explosiva; brownie de chocolate e ganache de chocolate.

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Neste solene momento, gostaríamos que todos que estivessem nos lendo, levantassem e batessem palmas. Por que este almoço foi digno deste gesto!
Vou até fazer o trocadilho de que o Massimo foi ele mesmo e pra finalizar, nos despedimos e tiramos a tradicional foto pra eternizarmos este delicioso momento.

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E quando achamos que tudo tinha acabado, o Massimo gentilmente nos ofertou um dos seus livros (Aceto Balsamico ) com a devida dedicatória.

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Foi ou não foi o máximo!

Ciao !

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