Archive for the 'livro' Category

dcpv – traveller flavours by Teresa Perez.

número 424
07/07/2015

Traveller flavours by Teresa Perez.

Pra quem não conhece, D Teresa Perez é proprietária da agência de turismo homônima, que vende tours, uns mais bacanas do que os outros.

Tivemos o prazer de fazer uma viagem ao Peru com a sua presença e o que podemos dizer é que ela é uma pessoa muito agradável e simpaticíssima.

Pois ela acabou de lançar um livro que trata obviamente de grandes viagens e melhor, com o upgrade de incluir receitas bacanas e muito divertidas de cada um destes lugares.

Daí a fazer um menu com elas foi um pulo, ou melhor, um city tour.

Vamos lá, então, as receitas do Traveller Flavours by Teresa Perez.

Entrada – Gaspacho de cerejas com neve de queijo fresco.

Antes de mais nada, fiquei bastante surpreso com esta receita pois ela é feita totalmente no Thermomix. E graças a Dé, eu tenho um na minha cozinha.

É claro que a sua origem é espanhola (é uma receita da chef Dani Garcia). Comece fazendo o Gaspacho.

Coloque no copo do Thermomix, 8 tomates maduros, 1/2 cebola, 1/2 pimentão verde, 1 pedaço de pão do dia anterior, 1/4 de dente de alho, 1 fio de vinagre de Jerez, 200g de polpa de cereja e sal a gosto.

Triture por 2 minutos, em velocidade progressiva de 5 a 10. Acrescente um fio de azeite e programe 15 segundos, em velocidade 15.

Retire do copo e deixe descansar na geladeira.

Para a neve de queijo fresco, ponha 100g de leite no copo do Bimby (este é o nome do Thermomix em português lusitano) e programe por 2 minutos, 100°C e velocidade 1.

Acrescente 250g de queijo fresco e 30g de glucose líquida (mais conhecida como Mel Karo) e triture por 1 minuto, velocidade progressiva de 5 a 10. Quando o creme de queijo estiver bem gelado, deixe descansar no congelador.

Para servir, coloque o gaspacho no prato, sobre ele o creme de queijo …

… e decore com filés de anchova e pistaches.

Aproveitamos o calor e tomamos um bom vinho branco, o Chardonnay Cefiro, que achamos “olé, margoso, bogart, chichichilelele“.

Principal – Murg Ka Soola.

Esta é claramente indiana, do chef Sameer Shah, do Taj Rambagh Palace, Palace, hotel que fica em Jaipur.

E são utilizadas coxas de frango desossadas e cortadas em dois pedaços.

Inicie aquecendo óleo numa panela e salteando 100g de cebola cortada bem fina em fogo baixo até que fique dourada. Retire e deixe esfriar.

Depois, num processador, triture até virar um pasta.

Para marinar, use 200g de coalhada seca, 2 colheres de sopa de pasta de gengibre, 1 colher de sopa de pasta de alho, 1 colher de chá de pimenta vermelha seca, suco de dois limões, 1/2 colher de chá de garam masala, a pasta de cebola dourada e sal a gosto.

Marine o frango com essa pasta e deixe ao menos 6 horas na geladeira.

Após esse tempo, cozinhe o frango no forno preaquecido a 180°C por 25 minutos.

Sirva quente, salpicado com coentro, chaat masala e suco de limão.

Aproveitei e fiz um arroz basmati, porque senão haja frango pra alimentar todos os que estão aqui. 🙂

Tomamos um vinho tinto, o espanhol Monastrell 2011, que foi “mozinho, curlyjoe, momô, manolão“.

Sobremesa – Bolo de cenoura do The Connaught.

Esta receita é do chef Romuald Feger, do restaurante Espelette que fica no famoso hotel The Connaught de Londres. E é um daqueles bolos com cara de veggie (pra variar, foi a Dé que fez).

Numa tigela grande, misture todos os ingredientes secos (250g de farinha de trigo, 25g de fermento em pó, 1 e 1/2 colher de chá de canela, 1 colher de chá de noz moscada e 125g de coco ralado seco). Em outra tigela grande, bata numa batedeira 250g de açúcar mascavo e 5 ovos até que o volume dobre.

Lentamente ponha 185ml de óleo vegetal, batendo o tempo todo. Acrescente os ingredientes secos de uma só vez e mexa lentamente com uma espátula.
Misture lentamente 500g de cenoura ralada e nozes e passas picadas (a gosto).

Despeje numa forma de bolo bem untada.

Ponha no forno a 170°C por uns 40 minutos (teste se está bom com um palito).

Ficou muito bom mesmo.

Eis o que os viajantes acharam de tudo:
Comida de primeira classe. Assim como as viagens da D Teresa. (Edu).
Maravilha D Teresa! Che comida! (Mingão)
Teresíssima! Espetaquilar! (Deo)

Bom, é isso. Se você gosta de viajar e de comer bem, este livro, o Traveller Flavours, sabores que alegram a vida, da D Teresa Perez é imprescindível.

Ele certamente alegrará a sua vida (e o seu estômago).

Bye.

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dcpv – mais uma noite de molise e basilicata.

número 424
07/07/2015

Mais uma noite de Molise e Basilicata.

Continuo na Coleção Folha Cozinhas da Itália.

E de repente me veio uma ideia, que na verdade é um plágio, mas não deixa de ser uma ideia. 🙂
Sabe aquele filme Julie & Julia? Pois bem, resolvi fazer a mesma coisa com a edição da coleção sobre as regiões italianas de Molise e Basilicata (estes nomes são bem potentes, né não?).

Então, farei todas as receitas do livro. São 4 antepastos, 4 primos, 4 secondos e (adivinhem?) 4 sobremesas.

Deste total de 16, já fiz 10 (incluindo estas de hoje).

Aguardem, portanto, que vem muito mais Molise e Basilicata por aí.

Entrada – Peperonata e Insalata di cipolle caramellate e rucola.

Estes antepastos são “tipici”.

Para fazer estes pimentões refogados (a Dé adora), basta limpar e cortar 800g de pimentões (vermelhos, amarelos e verdes) em tiras.

Fatie 200g de cebolas e 2 dentes de alho e refogue-os no azeite, juntamente com 2 folhas de louro.

Assim que a cebola estiver transparente e o alho, dourado, acrescente os pimentões, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe em fogo alto por 10 minutos, até que os pimentões fiquem macios. Agregue 1/2 litro de molho de tomate e cozinhe em fogo moderado até o molho reduzir e encorpar.

Já pra salada, o grande segredo são as cebolas. Descasque e corte em gomos finos 4 cebolas roxas.

Aqueça 3 colheres de sopa de azeite, adicione as cebolas e pulverize com 2 colheres de sopa de açúcar.

Tampe a panela e cozinhe em fogo moderado por 30 minutos, mexendo de vez em quando, até a cebola dourar uniformemente. Junte 4 colheres de sopa de caldo de legumes e 1 colher de sopa de vinagre balsâmico e continue o cozimento por mais alguns minutos, até que a cebola esteja bem macia.

Retire do fogo, tempere com sal e deixe amornar.

Enquanto isso, corte 2 fatias de pão italiano em cubinhos, regue-os com azeite e toste-os numa frigideira. Faça também um vinagrete com 5 colheres de sopa de azeite, 1 e 1/2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto e 1 colher de sopa de mostarda de Dijon.

Para montar, distribua folhas de rúcula nos pratos, os cubinhos de pão, o vinagrete, cebola caramelada e tomates secos.

Sirva polvilhando com queijo pecorino ralado a gosto. Esta entrada ficou um verdadeiro espetáculo.

Assim como o vinho que tomamos, o branco Muscadet Sevre et Maine, que foi “romântico, mole e basilio, ultraleve, mainero“.

Principal – Risotto ai funghi porcini.

Este risoto de cogumelos porcini é muito fácil de fazer (mais uma vez, menos é mais!).

E a única diferença prum risoto usual, é a necessidade de hidratar os cogumelos em água morna por 10 minutos. O restante é aquela ladainha de sempre. Refogue cebola (neste caso, ralada), acrescente o arroz arbóreo, vinho branco e logo após este evaporar,…

… junte os cogumelos hidratados, junto com a água do molho.

Pouco a pouco, vá adicionando conchas de caldo de carne fervente (faça este caldo em casa), até que o arroz fique al dente. No final do cozimento, acrescente manteiga e queijo pecorino ralado. Sirva bem quente e conforte-se com este prato.

Harmonizamos com um vinho tinto italiano, o rosso  Barbera D’Asti CastelVero 2001, que achamos “dejavu, jardim, sevilha, citadino“.

Sobremesa – Picelatti.

Estes pastéis de nozes e amêndoas são bem bons (pra variar, foi a nossa patisseur Dé quem os fez).

Para a massa, derreta 150g de manteiga em banho-maria. Numa vasilha, misture 750g de farinha de trigo com a manteiga, 5 ovos, 2 colheres de sopa de açucar e 2 colheres de vinho moscato doce até obter uma massa lisa. Abra a massa com rolo até atingir 0,5 cm de espessura e corte em discos de 8 cm de diâmetro.

Para o recheio, triture 3 colheres de sopa de nozes e 3 colheres de sopa de amêndoas e misture com 2 colheres de sopa de miolo de pão amanhecido esfarelado, 3 colheres de sopa de mel, 1 colher de sobremesa de raspas de laranja, 1 colher de café de canela em pó e 1/2 colher de chá de cravo em pó.

Distribua pequenas porções do recheio sobre os discos de massa e dobre-os em meia lua, apertando as bordas com um garfo pra fechar bem.

Disponha os pastéis numa assadeira forrada com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido (180°C) por 20 minutos ou até dourarem.

Espere esfriar e sirva. Olha, ficou bom, mas não espetacular.

Eis o que os basílicos (e molisos) acharam:
A entrada estava demais. E melhor, a Dé adorou os pimentões. (Edu)
Espetáculo. Itália cosa cche qui! (Mingão)
Entrada perfeita. Miolo honesto! (Deo)

Bom, foi isso.

Estas 6 receitas que faltam ser feitas podem render mais 2 ótimos menus.

Aguardem, pois farei ambos.

Afinal de contas, quando formos pras regiões italianas de Molise e Basilicata, certamente estaremos inteirados da gastronomia local.

Arrivederci.

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dcpv – ligúria et marche.

número 423
30/06/2015

Ligúria et Marche.

Deixa eu explicar melhor o título acima.

Na verdade, a Ligúria e o Marche são regiões distintas da Itália.

Ambas ficam na parte de cima do cano da Bota, são litorâneas, mas em lados opostos.

De qualquer forma e como estava afim de comer frutos do mar, juntei receitas destas duas aprazíveis regiões (é claro que foram retiradas dos livros da Coleção Folha Cozinhas da Itália) pra formar o menu desta noite.

Vamos lá, então, as delícias praianas et italianas.

Entrada – Crostini ao vôngole.

Estes Crostini alle vongole são lídimos representantes da cozinha do Marche (cuja capital é Ancona).

Para fazê-los, basta aquecer 2 colheres de sopa de azeite e dourar dois dentes de alho picados. Adicione 1 colher de sopa de gengibre ralado, 3 tomates maduros sem pele e sem semente picados, 200g de vôngoles (também coloquei um pouco de mariscos e regue com 1 cálice de vinho branco e com 1/2 xícara de caldo de peixe.

Cozinhe até o líquido reduzir à metade e tempere com sal, pimenta, salsinha e manjericão a gosto. Reserve.

Toste fatias de pão pinceladas com azeite e sirva-as com o refogado de vôngole.

Ficou uma delícia.

Acompanhamos esta maravilha com um branco, o Sauvignon Blanc Santa Carolina 2014, que foi “bebê, bran-bran-bran-co-co-co, santo Jorge, cheirinho“.

Principal – Bacalhau à Genovesa

Esta é da Ligúria (cuja capital é Gênova). Este Stoccafisso (que belo nome, né?) accomodato é de uma simplicidade ímpar.

Inicie colocando 1/2 xícara de uvas-passas de molho em água morna durante 15 minutos. Aqueça 4 colheres de sopa de azeite e doure um dente de alho socado.

Adicione 700g de bacalhau dessalgado e cortado em postas, tempere com pimenta a gosto e junte 3 tomates maduros sem pele e sem sementes picados.

Tampe a panela e deixe cozinhar, regando com água de vez em quando, em quantidade suficiente pra não grudar e para formar um molho. Depois de 20 minutos, acrescente 2 batatas descascadas e picadas, as uvas passas e 1/2 xícara de pinoli.

Mantenha no fogo até que as batatas fiquem macias e o molho, encorpado. Resultou num prato confortável e muito, mas muito litorâneo.

Harmonizamos com um tinto, o alemão Dornfelder 2009, que foi “consoantes, branquinho, chucrutes, 7×1“.

Sobremesa – Bolachinhas de fubá.

Estes Beccute são do Marche. A Dé caprichou e estas bolachinhas ficaram muito interessantes.

Para prepará-las, triture 50g de nozes, 50g amêndoas e 50g de figos secos. Junte à mistura, 250g de fubá, 1 colher de sopa de azeite, 50g de uvas passas brancas hidratadas, 50g de pinoli, 1 e 1/2 colher de sopa de açúcar, uma pitada de sal e uma de pimenta do reino e trabalhe a massa, enquanto adiciona água morna aos poucos, até ficar fácil de manipular.

Modele bolinhas com pequenas porções de massa, achate-as e coloque-as numa assadeira untada com azeite .

Asse-as em forno preaquecido a 150°C por 25 minutos ou até dourarem.

Sirva fria. Ficaram gostosas as bolachinhas (é claro que foi a Dé que fez, estou insistindo) e pra situar vocês, é quase que um puxapuxa de milho.

Eis o que acharam os ítalo-surfistinhas:
Este Giro d’Itália está um verdadeiro spetacollo! (Edu)
Que viva a Itália. (Mingão)
Adesso devo dire che: 10 ou mangiatto bene!!! (Deo)

“Cidade em que viveu Cristovão Colombo, Gênova tem um quê de tempos idos, da época das grandes navegações”.

“Marche concentra belas montanhas, uma costa de tirar o fôlego voltada ao mar Adriático e uma cozinha autêntica.”

Olha, juntar a culinária destas duas regiões foi um verdadeiro achado.

Arrivederci.

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dcpv – é molise e basilicata?

número 422
23/06/2015

É Molise e Basilicata?

Você já ouviu falar destas regiões italianas?

Pois elas ficam ao Sul da Itália e são lugares que “parecem ter parado no tempo. Nos vilarejos de pescadores a beira-mar ou nas aldeias cravadas nas montanhas, os moradores de Molise e Basilicata jogam conversa fora ou simplesmente apoiam-se nas janelas para apreciar a vida que segue seu curso lento e tranquilo”.

Tudo isso (e mais as receitas desta noite) foram tirados do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália.

Não tem como não se apaixonar e ao mesmo tempo, sonhar em como seria conhecer este ritmo de vida tão intenso! 🙂

Vamos lá.

Entrada – Cappelle di funghi al forno.

Estes cogumelos ao forno são bem charmosos.

Para fazê-los, basta limpar bem 12 cogumelos grandes (Portobello ou Shitake), destacando os cabinhos.

Pique estes cabinhos e misture-os com 2 colheres de sopa de salsinha picada, 2 dentes de alho socados, 1 colher de sopa de farinha de rosca, 2 colheres de sopa de parmesão ralado e sal e pimenta a gosto.

Recheie o chapéu dos cogumelos com esta mistura e reserve.

Corte 6 batatas descascadas em fatias finas e espalhe-as no fundo de um refratário untado com azeite.

Regue as fatias de batata com um fio de azeite e disponha os cogumelos recheados sobre elas.

Distribua pedacinhos de manteiga sobre cada cogumelo e leve ao forno preaquecido a 180°C por 30 minutos ou até dourarem.

Resultou num prato com os cogumelos muito saborosos e as batatas bem crocantes.

Pra melhorar, tomamos um vinho branco, o Pinot Grigio Vitis Castellargo 2013, que foi “pulo do gato, larguíssimo, ponta grossa, grandino”.

Principal – Polenta al ragú di salsiccia.

Esta foi covardia, já que a Dé é uma polentóloga militante.

O ragu, o molho desta polenta é imperdível.

Pra fazê-lo, basta ferver 2 linguiças suínas num pouco de água, escorra e pique-as, retirando a pele.

Aqueça duas colheres de sopa de azeite e refogue 1 talo de salsão picadinho, 1 cenoura ralada e 1 cebola picadinha até dourarem.

Junte a linguiça e regue com 4 colheres de sopa de vinho tinto. Depois que o álcool evaporar, acrescente 2 latas de tomate pelado.

Cozinhe por 20 minutos, regando com água sempre que o molho secar (eu usei um bom caldo de legumes).

Enquanto isso, faça a polenta de acordo com a embalagem.

Sirva regada com o molho bem quente.

Estava tão boa que todos comemos (Dé inclusa) pelo menos duas vezes!! 🙂

Ainda mais harmonizando com o vinho tinto italiano, o Barbera D’Asti Castelvero 2012 que foi “paixão, veríssimo, vulu, paisano”, segundo nós mesmos.

Sobremesa – Torta al limone.

Este bolo (cuidado que torta em italiano significa bolo) de limão é muito peculiar.

Para fazê-lo, bata 4 claras em neve bem firme. Depois, bata as 4 gemas com 100g de açúcar manualmente até ficar bem espumoso. Acrescente 150g de farinha de trigo, 150g de fécula de batata, 150g de manteiga derretida, baunilha a gosto e 1 colher de sopa de fermento em pó.

Incorpore raspas e suco de 1 limão siciliano e adicione um copo de licor de cereja, 1 pitada de sal e as claras em neve. Despeje a massa numa forma de aro removível com 20cm de diâmetro untada com manteiga e enfarinhada.

Asse em forno preaquecido a 180°C por 30 minutos, até que fique ligeiramente dourado.

Olha, não sei se foi a fécula ou não, mas o bolo ficou muito bom e diferente.

Eis a opinião dos, nesta hora, bem molises:
Molise e Basilicata? Onde ficam? Mas a comida é muito boa! (Edu)
Troppo grandíssimo o jantar! (Mingao)
Cosa che qui? Uno espetacolo! (Deo)

Realmente a Itália é uma caixinha de surpresas.
“Molise, desconhecida até mesmo por alguns italianos, é uma das menores regiões da Itália, tendo sido desmembrada de Abruzzo apenas em 1963”.

“Outro destino ainda fora dos principais roteiros turísticos é a montanhosa e pacata Basilicata, cuja capital é Potenza. Na região, que tem em media apenas 58 habitantes por quilometro quadrado, é bastante comum percorrer horas de estrada sem encontrar uma única pessoa”.

É, nós precisamos ir pra lá!.

Arrivederci.

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dcpv – calábria calabresa.

número 421
16/06/2015

Calábria calabresa.

A minha mãe, a D Anina, é calabresa legítima. E é claro que fico tentado a reproduzir todas as receitas do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália que versa sobre esta região italiana.

Ainda farei isso.

“No extremo sul da península Itálica, a Calábria é banhada pelos mares Tirreno e Jônico. As invasões no passado levaram a população a refugiar-se nas montanhas, dando origem a uma culinária simples, de sabor peculiar, ressaltado pela pimenta vermelha”.

Vamos lá, então, apimentar a sua e as nossas vidas.

Entrada – Zuppa di Fave.

Esta sopa de favas veio a calhar, já que a temperatura caiu bastante.

Inicie, refogando uma cebola grande picada no azeite até começar a dourar …

… e junte 2 tomates maduros picados (substituí por uma lata de tomates pelados), 50 g de carne de sol cortada em cubos …

… e uma lata de favas.

Refogue mais um pouco, cubra com água, ajuste o sal e tempere com pimenta a gosto.

Cozinhe, mexendo de vez em quando, até a carne ficar bem macia e o caldo, espesso.

Enquanto isso, toste fatias de pão italiano no forno.

Distribua as fatias em pratos e despeje a sopa bem quente.

Certamente, quem inventou a comfort food, estava justamente pensando neste prato.

Pra acompanhar, tomamos um vinho tinto, o Malbec Triuno 2012 que foi “refresco, no dos outros, trinta e um, MICTMR“.

Principal – Bracholas de Carne de Porco.

Estas Braciole di Maiale são muito boas.

Na verdade, são quase que um bife a rolé, só que de carne de porco. Comprei alguns bifinhos de lombo no sex shop.

Temperei-os com sal e pimenta a gosto e espalhei, sobre cada um , uma porção de pecorino, salsinha e alho.

Enrolei e fechei com barbante culinário.

Derreti um pouco de manteiga numa frigideira e dourei, em fogo alto, as bracholas de todos os lados.

Reguei com vinho branco e deixei cozinhar em fogo médio, com a panela tampada, por 15 minutos.

Servi as bracholas regadas com o caldo de cozimento e um risoto básico pra acompanhar.

Ficou uma verdadeira delícia.

Harmonizamos esta maravilha com um vinho branco, o Sauvignon Blanc/Chardonnay Mapu 2013 que foi “chi-chi-chi, le-le-le, puma, viva chile“.

Sobremesa – Biscoitos de anis.

Esses ciccitielli são muito curiosos (não preciso nem dizer que foi a Dé quem os fez, né?).

Pra fazer a massa, misture numa vasilha 3 ovos, 2 gemas, 75g de açúcar, 75g de manteiga, 1 cálice de licor de anis (by D Anina, off course) e 1 pitada de de sal.

Vá adicionando 500g de farinha de trigo e 1 colher de sopa de fermento em pó aos poucos, enquanto trabalha a massa, até ficar lisa e compacta. Deixe em repouso por uma hora.

Estenda a massa (este trabalho foi o Deo que fez) até atingir 1 cm de espessura e recorte os biscoitos em formatos variados.

Frite-os (aí foi o Mingão o encarregado) submersos em óleo quente até dourarem e escorra-os.

Já para a calda, ferva 150g de mel com 1/2 copo de água por 10 minutos. Retire do fogo e mergulhe os ciccitielli, misturando delicadamente.

Olha, eles não são Cheetos, mas é impossível comer um só!

Eis a opinião dos linguicinhas:
A mamãe sabe tudo! (Edu)
Piangere, piangere, cche maravilha! (Mingão)
Cosa cche qui?? (Deo)

“Limitada pela geografia e sem a fartura de outras regiões, a Calábria tirou proveito de seus ingredientes e criou sabores peculiares”.

Minha mãe, a legítima calabresa D Anina, sempre nos mostrou estas características.

Já que ela cozinha muito. Viva a Calábria!

Arrivederci.

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dcpv – ó friuli-venezia giulia.

número 419
02/06/2015

Ó Friuli-Venezia Giulia.

Lá vamos nós novamente experimentar as gostosuras de uma das regiões da Itália. Desta vez, escolhi a Friuli-Venezia Giulia, mais conhecida como Trieste (fica bem no nordeste da Bota).

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“Limitados a leste pelo mar Adriático, as praias e portos do Friuli-Venezia Giulia contrastam com o interior repleto de colinas e cidades antigas”.

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Esta é a apresentação da região no livro dedicado a ela na Coleção Folha Cozinhas da Italia. E deixa margem a uma boa imagem, né não?

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Vamos lá, então, apreciar (mais uma vez) a belíssima culinária italiana.

Entrada – Figos assados com presunto cru.

Estes fichi al forno con prosciutto crudo são muito bons (sem contar que a Dé adora figos). Para fazê-los, corte 12 figos maduros, mas firmes, no sentido longitudinal.

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Coloque as metades numa assadeira untada com azeite, com a parte cortada para cima. Regue com um fio de azeite e tempere com sal a gosto.

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Leve os figos ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.

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Sirva-os regados com mel e com fatias de presunto cru fatiado (de preferência San Daniele, que é da região).

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Acompanhamos com um bom vinho tinto, o Pinot Noir Baron Kinsmore 2013, que foi “canalizador, rosin, edmara, marin“.

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Principal – Risoto com camarão.

Este risoto é muito bom e tem uma boa particularidade.

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Os camarões são feitos separadamente e adicionados à receita quando faltarem 5 minutos pro arroz ficar pronto.

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Empane 800g de camarões limpos levemente em farinha de trigo.

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Aqueça 3 colheres de sopa de azeite e refogue os camarões rapidamente. Retire e reserve.

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Na mesma panela, refogue 1 cebola picada até começar a dourar e acrescente 1 xícara de molho de tomate e 1/2 xícara de caldo de peixe (que você usará pra fazer o risoto).

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Ajuste o sal e a pimenta, deixe reduzir por cerca de 20 minutos, acrescente os camarões e o suco de meio limão à panela, misture bem e retire do fogo. Reserve.

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Enquanto isso, vá fazendo o risoto no formato usual.

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Faltando os tais 5 minutos pro arroz ficar al dente, junte o molho de camarões e continue mexendo até atingir aquele ponto.

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Finalize o risoto incorporando manteiga e salpicando salsinha.

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Ficou uma verdadeira delícia (tanto que até a Dé comeu duas vezes).

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Aproveitamos pra tomar um bianchetto, o Pinot Grigio Argento 2013, que foi, segundo os legítimos oriundi, “cicatriz, grisalho, dario, macunaima“.

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Sobremesa – Pudim de Aveia

NR – Não tiramos nenhuma foto da sobremesa! Acho que foi culpa dos vinhos! 🙂 

Este Budino di Avena é muito característico.
Comece (foi a Dé que fez) hidratando duas colheres de sopa de uvas-passas em água morna por 15 minutos.
Numa panela grande, misture 1 litro de suco de maçã e 100g de aveia em flocos e cozinhe por 10 minutos, mexendo sem parar.
Retire do fogo e misture 2 colheres de sopa de mel, 3 maçãs Gala sem casca fatiadas, as passas já escorridas, 1 pitada de canela e 1 pitada de sal.
Despeje a mistura numa forma de 23cm de diâmetro untada com azeite e polvilhada com farinha de rosca.
Leve ao forno preaquecido (180°C) por cerca de 30 minutos ou até que esteja firme.
É quase um mingauzão de aveia e por isso mesmo, muito bom.

Eis a opinião dos, cada vez mais, italianos:
Top cinque. Espetáquila! (Edu)
Eu quero que você Top!!! Top!!! Top!!! (Mingão)
Hoje foi o avesso da Lua; seria “auL”? Bom demais! (Deo)

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“Quase sempre esquecida nos roteiros turísticos, essa região localizada no nordeste da Itália, já na fronteira com a Europa Central, foi por muito tempo alvo de povos invasores. Romanos, venezianos, austríacos e húngaros deixaram suas influencias na cultura, arquitetura e também na culinária regional”.

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Esqueceram de nos citar, os ferrazenses.

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Arrivederci.

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dcpv – é com você, lombardia.

número 417
12/05/2015

É com você, Lombardia.

“Os atrativos da região mais rica e desenvolvida da Itália vão muito além das famosas grifes e designers de Milão, admirados no mundo inteiro. A elegante e sofisticada Lombardia também dita a moda quando o assunto é gastronomia.”

É claro que dei mais uma apelada par minha Coleção Folha Cozinhas da Itália.

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E desta vez, optei pela Lombardia, já que é por lá, em Milão, que chegam todos os voos da TAM. O resultado? Mais uma vez, imperdível.

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Acompanhe todo este menu fantástico.

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Auguri.

Entrada – Polenta com Gorgonzola.

O gorgonzola é um queijo típico desta região. E dá um toque especial ao molho que acompanha a polenta.

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Para fazê-lo, basta derreter 120g dum bom gorgonzola (no caso, um italiano), junto com 120ml de leite …

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… e 120ml de creme de leite em fogo baixo. Adicione pimenta a gosto e reserve.

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Enquanto isso, ponha 1,5l de água para ferver (com sal a gosto).

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Adicione a farinha de polenta (uma caixinha) italiana aos poucos e vá mexendo em fogo brando até atingir o ponto desejado.

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Sirva a polenta coberta com o molho de gorgonzola bem quente.

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Ficou verdadeiramente delicioso e combinou muito com o friozinho reinante (não preciso nem dizer que a Dé adorou).

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Acompanhamos com um tinto libanês, o Oumsiyat Jaspe 2010, que foi “habib, polentoso, salim, apolentado“.

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Principal – Pizzoccheri

Este Pizzoccheri nada mais é do que uma massa rústica com batata e repolho. É o que podemos chamar dum representante legítimo da cozinha pobre desta região da Itália.

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Inicie fazendo a massa do macarrão no formato de sempre. A única grande diferença é que em vez de utilizar a máquina pra dar forma ao macarrão, você o corta com a faca, em tiras irregulares da espessura de um dedo.

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Ao mesmo tempo, leve 200g de batatas em rodelas de 1 cm de espessura ao fogo alto numa panela grande com bastante água.

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Quando a água da batata ferver, junte 1 colher de sopa de sal e 1/4 dum repolho branco cortado em tiras de 0,5 cm. Cozinhe por cerca de 15 minutos.

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Junte a massa ao cozido de batatas e repolho, misturando com um garfo e cozinhe até ficar al dente. Escorra.

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Para fazer o molho, derreta 100g de manteiga e refogue alho e sálvia a gosto.

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Finalize juntando a massa, as batatas e o repolho ao molho.

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Dê um toque final com tiras de fatias de queijo prato e parmesão ralado.

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Olha, também ficou uma verdadeira delícia.

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Tomamos um vinho tinto chileno, o Carmenere Gratia 2013, que foi “baunilhado, … a Deus, obrigado, cavaloso“.

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Sobremesa – Creme de Mascarpone  

Este é tão fácil de fazer, quanto é bom. Bata 3 gemas com 3 colheres de sopa de açúcar até ficar claro e fofo.

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Acrescente 200g de queijo mascarpone e misture delicadamente.

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Adicione 4 colheres de sopa de rum e incorpore 2 claras em neve, mexendo suavemente.

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Sirva gelado, polvilhado com cacau.

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Não precisa nem dizer que todo mundo achou esta sobremesa bem pequena.

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Eis a opinião do oriundi:
Como diria SS: é com você, Lombardia! Un spetacollo! (Edu)
Hours concours. (Mingão)
Devo de dizer que após tantos anos, as vezes a gente se surpreende! Na simplicidade a mágica aparece fulgurante, admirável! Tão 10 que após todos esses anos tem certamente um peso considerável! (Deo) 

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Esta coleção Folha Cozinhas da Itália é brincadeira.

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Nela se encontram receitas das mais variadas regiões da Itália e todas, eu disse todas, tem que ser reproduzidas porque são demais.

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Cá pra nós, a Itália é demais.

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Arrivederci.

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