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dcpv – dia nove – itália – toscana – fazendo uma aula de culinária … toscana!

29/08/2016

Dia Nove – Itália – ToscanaFazendo uma aula de culinária … Toscana.

Sol. Muito sol.

Agora dá pra entender o que a Frances Mayes queria dizer com sob o sol na Toscana.

Acordamos, tomamos um bom café da manhã no hotel …

… e zarpamos pra Siena.

É quase uma hora dirigindo em estradas confortáveis e com um ótimo visual.

Aproveitaríamos pra fazer, os quatro, uma aula de culinária na Scuola di Cucina di Lella.

Como curiosidade, eu e a Dé já tínhamos feito uma destas há 8 anos e que foi relatada aqui.

Chegar lá até que foi tranquilo.

E a aula foi mais ainda.

A ideia toda é você ajudar a Lella a executar um menu completo e logo após, degustar o produto final no formato de almoço.

Éramos em 10 (de várias nações) no total e a comunicação rolou tranquila (em italiano, inglês e até um pouquinho de português).

Como entrada fizemos um flan de pecorino com molho de pêras.

Este prato nos surpreendeu por, aparentemente, não ser uma coisa tão toscana, mas esta mistura do salgado do flan …

… com a doçura do molho de pêras, deixou tudo muito saboroso e italiano.

Para o segundo prato, cada um de nós preparou a própria massa, …

… que foi um pici, …

… uma pasta feita com farinha e água …

… e que foi moldada a mão. Uma verdadeira aula de culinária.

Como molho para acompanhar, um ragu de carne de porco moída …

… feito com uma base de legumes cortados finamente, vinho branco, caldo de carne e bastante tempo de fogão.

Já para o principal, aprendemos a fazer um Cinta Senese, uma carne que foi grelhada bastante …

… e que depois foi cortada finamente como se fosse um rosbife, …

… acompanhada de echalotas refogadas.

Finalizando, a sobremesa era Ricciarelli, um biscoito típico à base de amêndoas e essência de laranja.

Resumindo, depois de todos fazerem tudo, …

… a Lella e os seus ajudantes Lívia e Francisco …

… seviram todas as receitas numa sequência muito boa …

… de pratos tipicamente toscanos …

… e representantes legítimos da sua culinaria tão simples e peculiar.

Satisfeitos e felizes, saímos de lá …

… pra dar uma passada no centro nevrálgico de Siena, a Piazza del Campo.

O calor era saárico, as subidas fenomenais e de repente, esta beleza arquitetônica se descortina para nós.

Não teve como não aproveitarmos a oportunidade e tomar um champagne bem gelado pra agradecer tudo o que vida nos proporcionou.

Voltamos para o estacionamento da cidade e para o hotel.

Fizemos uma pequena mudança nos planos e optamos por tomar um banho, pra dar uma refrescada (a temperatura passou de 35ºC hoje) e partir pra jantar em San Gimignano.

Pedimos uma dica pra pessoal do hotel e ela nos indicou o San Martino 26.

Que fica na rua San Martino, 26! Daaaaaaaammmmm!

O lugar é bem bacana e chega a beirar a um kitsch chic.

A Dé e a Lourdes dividiram uma “la caprese” como entrada, que tinha como particularidade o sorvete de queijo pecorino.

O Eymard foi de “il bacalà, mantecato, in tempurá e lo strudel”.

Eu, escolhi “carpaccio di manzo, di maiale, di anatra affumicata” que mais parecia um jogo da velha saboroso!

Tomamos um Sauvignon Blanc “spetchialle” (como diria o Eymard) …

… e partimos para os principais.

A Dé e a Lourdes novamente dividiram um prato, o “il riso violane nano, peperone giallo, semi di sésamo e burrata”.

O Eymard escolheu “la pasta fresca al ragu crudo, sofrito di yogurt e crema di latte”.

Eu, louco que sou, fui de “gli spaghetti alle vongole, arancia e latte di mandorle”. Tudo muito bom, com exceção do risotto que, pra variar, estava levemente passado! rs.

Harmonizamos com um ótimo Chardonnay do Friulli.

Enfim, foi uma comida excelente e que nos deixou muito felizes.

Quer dizer, nem tanto. Ainda aproveitamos pra passear …

…. nesta magnífica cidade e além de curtir o visual, …

… tomarmos um sorvetinho do Dondoli, um verdadeiro campeão dos gelatos.

É, San Gimignano é mesmo uma cidadezinha especial …

… e muito fotogênica.

Que venga lo Bocelli!

Arrivederci.

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dcpv – dia cinq – paris – o dia de turistas serem turistas.

25/07/2016

Dia cinq- Paris O dia de turistas serem turistas.

O dia prometia ser muito louco e intenso.

Afinal de contas, a ideia seria seguir o trajeto a pé que o guia da Insight Guides – Paris a Pé indicava pra região das ilhas.

E foi o que fizemos.

Primeiramente tomamos o ótimo café da manhã do Hotel Bel Ami, o preferido dos Loguercio.

Depois saímos andando de St Germain de Prés até a extremidade  da Île Saint-Louis pra iniciarmos o tal roteiro. E ele é muito interessante.

Demos uma pequena transgredida e resolvemos fazer o caminho inverso.

Então, o primeiro ponto curioso foi justamente o Hotel Lauzun, construído em 1640, que abrigou alguns poetas famosos, entre eles, Charles Baudelaire e que ….

… no segundo andar, era mantido o Clube dos Consumidores de Haxixe. Imagine daonde vinha a inspiração destes grandes autores? 🙂

Logo após, ainda na Île Saint-Louis, passamos na igreja barroca de Saint-Louis-en-l’Île, construída em 1660. Bem bacana.

Seguimos em frente já entrando na Île de la Cité e passando pela catedral mais famosa da cidade Luz, a Notre Dame.

As filas eram imensas e nos furtamos de entrar num lugar que já conhecíamos.

Logo após, passamos no Marché aux fleurs e vimos bastantes coisas curiosas, apesar de algumas lojas estarem fechadas.

Continuamos passando pela Conciergerie e pela igreja de Sainte-Chapelle …

… e então fizemos a descoberta do tour.

Place Dauphine.

É um lugar ao lado do Palácio da Justiça …

… que foi idealizado como um mercado, …

… mas que parece mais um pedaço da paraíso.

É tão bacana que não resistimos e resolvemos tomar um champagne num dos restaurantes bacanas do local só pra comemorar.

Ou seja, foi simplesmente perfeito!

Terminamos o tour na Pont Neuf …

… e seguimos para o L’Atelier de Joël Robuchon onde tínhamos uma reserva para o almoço.

E como sempre, o queridinho de 10 entre 10 gourmands, não decepcionou.

Pedimos um montão de coisas (segue o fotoblog) …

… e tudo estava perfeito. Sintam esta sobremesa:

Ou seja, o Robuchon continua impecável e imperdível.

Aproveitamos o pós-almoço pra ver algumas lojas de design, …

… passear por Saint-Germain-des-Prés …

… e dar aquela passada na La Grande Epicerie.

Ô lugarzinho bacana!

Vimos um montão de ingredientes de primeira …

… além de tomarmos mais um champagne.

Voltamos rapidamente pro hotel, pois tínhamos um jantar reservado no David Toutain.

A coisa toda prometia e mais uma vez, a promessa foi cumprida. Acontece que chegamos lá e eles separaram uma sala especial para a nossa degustação.

A Dé e a Lourdes estranharam um pouco (a degustação, não a sala!), mas bravos que somos, fomos até o fim.

E foram mais de dez pratos.

Passeamos por verdadeiras maravilhas, …

… com entradas com tomates frescos, …

… vagens picadinhas frescas e al dente, como se fossem um risoto …,

… passamos por peixes …

… dos mais variados sabores , …

… lagosta …

… e colombe, mais conhecida como pombo, …

… além de várias sobremesas diferentes e …

… uma melhor do que a outra.

Tomamos dois vinhos, um branco da Borgonha, um tinto da mesma região …

… e saímos satisfeitos, após verificarmos que o chef David não só estava “on the house”, como veio nos cumprimentar e assinar o seu livro.

Enfim, foi uma noite perfeita …

… e só nos restou caminhar por Paris até chegar no hotel e dormir aquele famoso sonho dos justos.

Au revoir!

Acompanhe os outros dias desta viagem:
dia un – Vale do Loire – Não há, ó gente, ó não, Loire como este, do sertão … francês.
dia deux – Vale do Loire – Chateau de Villandry, este lugar é um espetáculo!
 jour troix – França – Vale do Loire – A mulherada fazendo a diferença em Chenonceau.
dia catre – França – Vale do Loire/Paris – Esta rota é um espetáculo.

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dcpv – traveller flavours by Teresa Perez.

número 424
07/07/2015

Traveller flavours by Teresa Perez.

Pra quem não conhece, D Teresa Perez é proprietária da agência de turismo homônima, que vende tours, uns mais bacanas do que os outros.

Tivemos o prazer de fazer uma viagem ao Peru com a sua presença e o que podemos dizer é que ela é uma pessoa muito agradável e simpaticíssima.

Pois ela acabou de lançar um livro que trata obviamente de grandes viagens e melhor, com o upgrade de incluir receitas bacanas e muito divertidas de cada um destes lugares.

Daí a fazer um menu com elas foi um pulo, ou melhor, um city tour.

Vamos lá, então, as receitas do Traveller Flavours by Teresa Perez.

Entrada – Gaspacho de cerejas com neve de queijo fresco.

Antes de mais nada, fiquei bastante surpreso com esta receita pois ela é feita totalmente no Thermomix. E graças a Dé, eu tenho um na minha cozinha.

É claro que a sua origem é espanhola (é uma receita da chef Dani Garcia). Comece fazendo o Gaspacho.

Coloque no copo do Thermomix, 8 tomates maduros, 1/2 cebola, 1/2 pimentão verde, 1 pedaço de pão do dia anterior, 1/4 de dente de alho, 1 fio de vinagre de Jerez, 200g de polpa de cereja e sal a gosto.

Triture por 2 minutos, em velocidade progressiva de 5 a 10. Acrescente um fio de azeite e programe 15 segundos, em velocidade 15.

Retire do copo e deixe descansar na geladeira.

Para a neve de queijo fresco, ponha 100g de leite no copo do Bimby (este é o nome do Thermomix em português lusitano) e programe por 2 minutos, 100°C e velocidade 1.

Acrescente 250g de queijo fresco e 30g de glucose líquida (mais conhecida como Mel Karo) e triture por 1 minuto, velocidade progressiva de 5 a 10. Quando o creme de queijo estiver bem gelado, deixe descansar no congelador.

Para servir, coloque o gaspacho no prato, sobre ele o creme de queijo …

… e decore com filés de anchova e pistaches.

Aproveitamos o calor e tomamos um bom vinho branco, o Chardonnay Cefiro, que achamos “olé, margoso, bogart, chichichilelele“.

Principal – Murg Ka Soola.

Esta é claramente indiana, do chef Sameer Shah, do Taj Rambagh Palace, Palace, hotel que fica em Jaipur.

E são utilizadas coxas de frango desossadas e cortadas em dois pedaços.

Inicie aquecendo óleo numa panela e salteando 100g de cebola cortada bem fina em fogo baixo até que fique dourada. Retire e deixe esfriar.

Depois, num processador, triture até virar um pasta.

Para marinar, use 200g de coalhada seca, 2 colheres de sopa de pasta de gengibre, 1 colher de sopa de pasta de alho, 1 colher de chá de pimenta vermelha seca, suco de dois limões, 1/2 colher de chá de garam masala, a pasta de cebola dourada e sal a gosto.

Marine o frango com essa pasta e deixe ao menos 6 horas na geladeira.

Após esse tempo, cozinhe o frango no forno preaquecido a 180°C por 25 minutos.

Sirva quente, salpicado com coentro, chaat masala e suco de limão.

Aproveitei e fiz um arroz basmati, porque senão haja frango pra alimentar todos os que estão aqui. 🙂

Tomamos um vinho tinto, o espanhol Monastrell 2011, que foi “mozinho, curlyjoe, momô, manolão“.

Sobremesa – Bolo de cenoura do The Connaught.

Esta receita é do chef Romuald Feger, do restaurante Espelette que fica no famoso hotel The Connaught de Londres. E é um daqueles bolos com cara de veggie (pra variar, foi a Dé que fez).

Numa tigela grande, misture todos os ingredientes secos (250g de farinha de trigo, 25g de fermento em pó, 1 e 1/2 colher de chá de canela, 1 colher de chá de noz moscada e 125g de coco ralado seco). Em outra tigela grande, bata numa batedeira 250g de açúcar mascavo e 5 ovos até que o volume dobre.

Lentamente ponha 185ml de óleo vegetal, batendo o tempo todo. Acrescente os ingredientes secos de uma só vez e mexa lentamente com uma espátula.
Misture lentamente 500g de cenoura ralada e nozes e passas picadas (a gosto).

Despeje numa forma de bolo bem untada.

Ponha no forno a 170°C por uns 40 minutos (teste se está bom com um palito).

Ficou muito bom mesmo.

Eis o que os viajantes acharam de tudo:
Comida de primeira classe. Assim como as viagens da D Teresa. (Edu).
Maravilha D Teresa! Che comida! (Mingão)
Teresíssima! Espetaquilar! (Deo)

Bom, é isso. Se você gosta de viajar e de comer bem, este livro, o Traveller Flavours, sabores que alegram a vida, da D Teresa Perez é imprescindível.

Ele certamente alegrará a sua vida (e o seu estômago).

Bye.

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dcpv – mais uma noite de molise e basilicata.

número 424
07/07/2015

Mais uma noite de Molise e Basilicata.

Continuo na Coleção Folha Cozinhas da Itália.

E de repente me veio uma ideia, que na verdade é um plágio, mas não deixa de ser uma ideia. 🙂
Sabe aquele filme Julie & Julia? Pois bem, resolvi fazer a mesma coisa com a edição da coleção sobre as regiões italianas de Molise e Basilicata (estes nomes são bem potentes, né não?).

Então, farei todas as receitas do livro. São 4 antepastos, 4 primos, 4 secondos e (adivinhem?) 4 sobremesas.

Deste total de 16, já fiz 10 (incluindo estas de hoje).

Aguardem, portanto, que vem muito mais Molise e Basilicata por aí.

Entrada – Peperonata e Insalata di cipolle caramellate e rucola.

Estes antepastos são “tipici”.

Para fazer estes pimentões refogados (a Dé adora), basta limpar e cortar 800g de pimentões (vermelhos, amarelos e verdes) em tiras.

Fatie 200g de cebolas e 2 dentes de alho e refogue-os no azeite, juntamente com 2 folhas de louro.

Assim que a cebola estiver transparente e o alho, dourado, acrescente os pimentões, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe em fogo alto por 10 minutos, até que os pimentões fiquem macios. Agregue 1/2 litro de molho de tomate e cozinhe em fogo moderado até o molho reduzir e encorpar.

Já pra salada, o grande segredo são as cebolas. Descasque e corte em gomos finos 4 cebolas roxas.

Aqueça 3 colheres de sopa de azeite, adicione as cebolas e pulverize com 2 colheres de sopa de açúcar.

Tampe a panela e cozinhe em fogo moderado por 30 minutos, mexendo de vez em quando, até a cebola dourar uniformemente. Junte 4 colheres de sopa de caldo de legumes e 1 colher de sopa de vinagre balsâmico e continue o cozimento por mais alguns minutos, até que a cebola esteja bem macia.

Retire do fogo, tempere com sal e deixe amornar.

Enquanto isso, corte 2 fatias de pão italiano em cubinhos, regue-os com azeite e toste-os numa frigideira. Faça também um vinagrete com 5 colheres de sopa de azeite, 1 e 1/2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto e 1 colher de sopa de mostarda de Dijon.

Para montar, distribua folhas de rúcula nos pratos, os cubinhos de pão, o vinagrete, cebola caramelada e tomates secos.

Sirva polvilhando com queijo pecorino ralado a gosto. Esta entrada ficou um verdadeiro espetáculo.

Assim como o vinho que tomamos, o branco Muscadet Sevre et Maine, que foi “romântico, mole e basilio, ultraleve, mainero“.

Principal – Risotto ai funghi porcini.

Este risoto de cogumelos porcini é muito fácil de fazer (mais uma vez, menos é mais!).

E a única diferença prum risoto usual, é a necessidade de hidratar os cogumelos em água morna por 10 minutos. O restante é aquela ladainha de sempre. Refogue cebola (neste caso, ralada), acrescente o arroz arbóreo, vinho branco e logo após este evaporar,…

… junte os cogumelos hidratados, junto com a água do molho.

Pouco a pouco, vá adicionando conchas de caldo de carne fervente (faça este caldo em casa), até que o arroz fique al dente. No final do cozimento, acrescente manteiga e queijo pecorino ralado. Sirva bem quente e conforte-se com este prato.

Harmonizamos com um vinho tinto italiano, o rosso  Barbera D’Asti CastelVero 2001, que achamos “dejavu, jardim, sevilha, citadino“.

Sobremesa – Picelatti.

Estes pastéis de nozes e amêndoas são bem bons (pra variar, foi a nossa patisseur Dé quem os fez).

Para a massa, derreta 150g de manteiga em banho-maria. Numa vasilha, misture 750g de farinha de trigo com a manteiga, 5 ovos, 2 colheres de sopa de açucar e 2 colheres de vinho moscato doce até obter uma massa lisa. Abra a massa com rolo até atingir 0,5 cm de espessura e corte em discos de 8 cm de diâmetro.

Para o recheio, triture 3 colheres de sopa de nozes e 3 colheres de sopa de amêndoas e misture com 2 colheres de sopa de miolo de pão amanhecido esfarelado, 3 colheres de sopa de mel, 1 colher de sobremesa de raspas de laranja, 1 colher de café de canela em pó e 1/2 colher de chá de cravo em pó.

Distribua pequenas porções do recheio sobre os discos de massa e dobre-os em meia lua, apertando as bordas com um garfo pra fechar bem.

Disponha os pastéis numa assadeira forrada com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido (180°C) por 20 minutos ou até dourarem.

Espere esfriar e sirva. Olha, ficou bom, mas não espetacular.

Eis o que os basílicos (e molisos) acharam:
A entrada estava demais. E melhor, a Dé adorou os pimentões. (Edu)
Espetáculo. Itália cosa cche qui! (Mingão)
Entrada perfeita. Miolo honesto! (Deo)

Bom, foi isso.

Estas 6 receitas que faltam ser feitas podem render mais 2 ótimos menus.

Aguardem, pois farei ambos.

Afinal de contas, quando formos pras regiões italianas de Molise e Basilicata, certamente estaremos inteirados da gastronomia local.

Arrivederci.

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dcpv – ligúria et marche.

número 423
30/06/2015

Ligúria et Marche.

Deixa eu explicar melhor o título acima.

Na verdade, a Ligúria e o Marche são regiões distintas da Itália.

Ambas ficam na parte de cima do cano da Bota, são litorâneas, mas em lados opostos.

De qualquer forma e como estava afim de comer frutos do mar, juntei receitas destas duas aprazíveis regiões (é claro que foram retiradas dos livros da Coleção Folha Cozinhas da Itália) pra formar o menu desta noite.

Vamos lá, então, as delícias praianas et italianas.

Entrada – Crostini ao vôngole.

Estes Crostini alle vongole são lídimos representantes da cozinha do Marche (cuja capital é Ancona).

Para fazê-los, basta aquecer 2 colheres de sopa de azeite e dourar dois dentes de alho picados. Adicione 1 colher de sopa de gengibre ralado, 3 tomates maduros sem pele e sem semente picados, 200g de vôngoles (também coloquei um pouco de mariscos e regue com 1 cálice de vinho branco e com 1/2 xícara de caldo de peixe.

Cozinhe até o líquido reduzir à metade e tempere com sal, pimenta, salsinha e manjericão a gosto. Reserve.

Toste fatias de pão pinceladas com azeite e sirva-as com o refogado de vôngole.

Ficou uma delícia.

Acompanhamos esta maravilha com um branco, o Sauvignon Blanc Santa Carolina 2014, que foi “bebê, bran-bran-bran-co-co-co, santo Jorge, cheirinho“.

Principal – Bacalhau à Genovesa

Esta é da Ligúria (cuja capital é Gênova). Este Stoccafisso (que belo nome, né?) accomodato é de uma simplicidade ímpar.

Inicie colocando 1/2 xícara de uvas-passas de molho em água morna durante 15 minutos. Aqueça 4 colheres de sopa de azeite e doure um dente de alho socado.

Adicione 700g de bacalhau dessalgado e cortado em postas, tempere com pimenta a gosto e junte 3 tomates maduros sem pele e sem sementes picados.

Tampe a panela e deixe cozinhar, regando com água de vez em quando, em quantidade suficiente pra não grudar e para formar um molho. Depois de 20 minutos, acrescente 2 batatas descascadas e picadas, as uvas passas e 1/2 xícara de pinoli.

Mantenha no fogo até que as batatas fiquem macias e o molho, encorpado. Resultou num prato confortável e muito, mas muito litorâneo.

Harmonizamos com um tinto, o alemão Dornfelder 2009, que foi “consoantes, branquinho, chucrutes, 7×1“.

Sobremesa – Bolachinhas de fubá.

Estes Beccute são do Marche. A Dé caprichou e estas bolachinhas ficaram muito interessantes.

Para prepará-las, triture 50g de nozes, 50g amêndoas e 50g de figos secos. Junte à mistura, 250g de fubá, 1 colher de sopa de azeite, 50g de uvas passas brancas hidratadas, 50g de pinoli, 1 e 1/2 colher de sopa de açúcar, uma pitada de sal e uma de pimenta do reino e trabalhe a massa, enquanto adiciona água morna aos poucos, até ficar fácil de manipular.

Modele bolinhas com pequenas porções de massa, achate-as e coloque-as numa assadeira untada com azeite .

Asse-as em forno preaquecido a 150°C por 25 minutos ou até dourarem.

Sirva fria. Ficaram gostosas as bolachinhas (é claro que foi a Dé que fez, estou insistindo) e pra situar vocês, é quase que um puxapuxa de milho.

Eis o que acharam os ítalo-surfistinhas:
Este Giro d’Itália está um verdadeiro spetacollo! (Edu)
Que viva a Itália. (Mingão)
Adesso devo dire che: 10 ou mangiatto bene!!! (Deo)

“Cidade em que viveu Cristovão Colombo, Gênova tem um quê de tempos idos, da época das grandes navegações”.

“Marche concentra belas montanhas, uma costa de tirar o fôlego voltada ao mar Adriático e uma cozinha autêntica.”

Olha, juntar a culinária destas duas regiões foi um verdadeiro achado.

Arrivederci.

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dcpv – é molise e basilicata?

número 422
23/06/2015

É Molise e Basilicata?

Você já ouviu falar destas regiões italianas?

Pois elas ficam ao Sul da Itália e são lugares que “parecem ter parado no tempo. Nos vilarejos de pescadores a beira-mar ou nas aldeias cravadas nas montanhas, os moradores de Molise e Basilicata jogam conversa fora ou simplesmente apoiam-se nas janelas para apreciar a vida que segue seu curso lento e tranquilo”.

Tudo isso (e mais as receitas desta noite) foram tirados do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália.

Não tem como não se apaixonar e ao mesmo tempo, sonhar em como seria conhecer este ritmo de vida tão intenso! 🙂

Vamos lá.

Entrada – Cappelle di funghi al forno.

Estes cogumelos ao forno são bem charmosos.

Para fazê-los, basta limpar bem 12 cogumelos grandes (Portobello ou Shitake), destacando os cabinhos.

Pique estes cabinhos e misture-os com 2 colheres de sopa de salsinha picada, 2 dentes de alho socados, 1 colher de sopa de farinha de rosca, 2 colheres de sopa de parmesão ralado e sal e pimenta a gosto.

Recheie o chapéu dos cogumelos com esta mistura e reserve.

Corte 6 batatas descascadas em fatias finas e espalhe-as no fundo de um refratário untado com azeite.

Regue as fatias de batata com um fio de azeite e disponha os cogumelos recheados sobre elas.

Distribua pedacinhos de manteiga sobre cada cogumelo e leve ao forno preaquecido a 180°C por 30 minutos ou até dourarem.

Resultou num prato com os cogumelos muito saborosos e as batatas bem crocantes.

Pra melhorar, tomamos um vinho branco, o Pinot Grigio Vitis Castellargo 2013, que foi “pulo do gato, larguíssimo, ponta grossa, grandino”.

Principal – Polenta al ragú di salsiccia.

Esta foi covardia, já que a Dé é uma polentóloga militante.

O ragu, o molho desta polenta é imperdível.

Pra fazê-lo, basta ferver 2 linguiças suínas num pouco de água, escorra e pique-as, retirando a pele.

Aqueça duas colheres de sopa de azeite e refogue 1 talo de salsão picadinho, 1 cenoura ralada e 1 cebola picadinha até dourarem.

Junte a linguiça e regue com 4 colheres de sopa de vinho tinto. Depois que o álcool evaporar, acrescente 2 latas de tomate pelado.

Cozinhe por 20 minutos, regando com água sempre que o molho secar (eu usei um bom caldo de legumes).

Enquanto isso, faça a polenta de acordo com a embalagem.

Sirva regada com o molho bem quente.

Estava tão boa que todos comemos (Dé inclusa) pelo menos duas vezes!! 🙂

Ainda mais harmonizando com o vinho tinto italiano, o Barbera D’Asti Castelvero 2012 que foi “paixão, veríssimo, vulu, paisano”, segundo nós mesmos.

Sobremesa – Torta al limone.

Este bolo (cuidado que torta em italiano significa bolo) de limão é muito peculiar.

Para fazê-lo, bata 4 claras em neve bem firme. Depois, bata as 4 gemas com 100g de açúcar manualmente até ficar bem espumoso. Acrescente 150g de farinha de trigo, 150g de fécula de batata, 150g de manteiga derretida, baunilha a gosto e 1 colher de sopa de fermento em pó.

Incorpore raspas e suco de 1 limão siciliano e adicione um copo de licor de cereja, 1 pitada de sal e as claras em neve. Despeje a massa numa forma de aro removível com 20cm de diâmetro untada com manteiga e enfarinhada.

Asse em forno preaquecido a 180°C por 30 minutos, até que fique ligeiramente dourado.

Olha, não sei se foi a fécula ou não, mas o bolo ficou muito bom e diferente.

Eis a opinião dos, nesta hora, bem molises:
Molise e Basilicata? Onde ficam? Mas a comida é muito boa! (Edu)
Troppo grandíssimo o jantar! (Mingao)
Cosa che qui? Uno espetacolo! (Deo)

Realmente a Itália é uma caixinha de surpresas.
“Molise, desconhecida até mesmo por alguns italianos, é uma das menores regiões da Itália, tendo sido desmembrada de Abruzzo apenas em 1963”.

“Outro destino ainda fora dos principais roteiros turísticos é a montanhosa e pacata Basilicata, cuja capital é Potenza. Na região, que tem em media apenas 58 habitantes por quilometro quadrado, é bastante comum percorrer horas de estrada sem encontrar uma única pessoa”.

É, nós precisamos ir pra lá!.

Arrivederci.

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dcpv – calábria calabresa.

número 421
16/06/2015

Calábria calabresa.

A minha mãe, a D Anina, é calabresa legítima. E é claro que fico tentado a reproduzir todas as receitas do livro Coleção Folha Cozinhas da Itália que versa sobre esta região italiana.

Ainda farei isso.

“No extremo sul da península Itálica, a Calábria é banhada pelos mares Tirreno e Jônico. As invasões no passado levaram a população a refugiar-se nas montanhas, dando origem a uma culinária simples, de sabor peculiar, ressaltado pela pimenta vermelha”.

Vamos lá, então, apimentar a sua e as nossas vidas.

Entrada – Zuppa di Fave.

Esta sopa de favas veio a calhar, já que a temperatura caiu bastante.

Inicie, refogando uma cebola grande picada no azeite até começar a dourar …

… e junte 2 tomates maduros picados (substituí por uma lata de tomates pelados), 50 g de carne de sol cortada em cubos …

… e uma lata de favas.

Refogue mais um pouco, cubra com água, ajuste o sal e tempere com pimenta a gosto.

Cozinhe, mexendo de vez em quando, até a carne ficar bem macia e o caldo, espesso.

Enquanto isso, toste fatias de pão italiano no forno.

Distribua as fatias em pratos e despeje a sopa bem quente.

Certamente, quem inventou a comfort food, estava justamente pensando neste prato.

Pra acompanhar, tomamos um vinho tinto, o Malbec Triuno 2012 que foi “refresco, no dos outros, trinta e um, MICTMR“.

Principal – Bracholas de Carne de Porco.

Estas Braciole di Maiale são muito boas.

Na verdade, são quase que um bife a rolé, só que de carne de porco. Comprei alguns bifinhos de lombo no sex shop.

Temperei-os com sal e pimenta a gosto e espalhei, sobre cada um , uma porção de pecorino, salsinha e alho.

Enrolei e fechei com barbante culinário.

Derreti um pouco de manteiga numa frigideira e dourei, em fogo alto, as bracholas de todos os lados.

Reguei com vinho branco e deixei cozinhar em fogo médio, com a panela tampada, por 15 minutos.

Servi as bracholas regadas com o caldo de cozimento e um risoto básico pra acompanhar.

Ficou uma verdadeira delícia.

Harmonizamos esta maravilha com um vinho branco, o Sauvignon Blanc/Chardonnay Mapu 2013 que foi “chi-chi-chi, le-le-le, puma, viva chile“.

Sobremesa – Biscoitos de anis.

Esses ciccitielli são muito curiosos (não preciso nem dizer que foi a Dé quem os fez, né?).

Pra fazer a massa, misture numa vasilha 3 ovos, 2 gemas, 75g de açúcar, 75g de manteiga, 1 cálice de licor de anis (by D Anina, off course) e 1 pitada de de sal.

Vá adicionando 500g de farinha de trigo e 1 colher de sopa de fermento em pó aos poucos, enquanto trabalha a massa, até ficar lisa e compacta. Deixe em repouso por uma hora.

Estenda a massa (este trabalho foi o Deo que fez) até atingir 1 cm de espessura e recorte os biscoitos em formatos variados.

Frite-os (aí foi o Mingão o encarregado) submersos em óleo quente até dourarem e escorra-os.

Já para a calda, ferva 150g de mel com 1/2 copo de água por 10 minutos. Retire do fogo e mergulhe os ciccitielli, misturando delicadamente.

Olha, eles não são Cheetos, mas é impossível comer um só!

Eis a opinião dos linguicinhas:
A mamãe sabe tudo! (Edu)
Piangere, piangere, cche maravilha! (Mingão)
Cosa cche qui?? (Deo)

“Limitada pela geografia e sem a fartura de outras regiões, a Calábria tirou proveito de seus ingredientes e criou sabores peculiares”.

Minha mãe, a legítima calabresa D Anina, sempre nos mostrou estas características.

Já que ela cozinha muito. Viva a Calábria!

Arrivederci.

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