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dcpv – dia jyu – japão – kyoto – fushimi, dos 1000 tori ao saquê.

19/07/2019 (vivido em 13/04/2018)

Dia jyu – Japão – Kyoto – Fushimi, dos 10000 tori ao saquê.

Mais um dia maravilhoso em Kyoto.

Tomamos o nosso café da manhã e…

… zarpamos com o nosso amigo Mickey …

… pro bairro de Fushimi.

Mais precisamente, Fushimi Inari.

Este templo xintoísta é muito pra cima, up (como a maioria dos templos xintoístas) …

… e quase um parque de diversões da alma.

Você se purifica …

… vê as raposas que identificam o lugar, …

… escreve os seus desejos nos Mini Tori …

… e aí inicia o périplo pelos inúmeros Tori que existem por lá.

São mais de 10000, …

… sendo uma parte deles, …

.. os maiores, doados por empresas …

… e os menores, por particulares …

… que alcançaram a sua graça.

É muito legal e reconfortante andar por eles …

…e mesmo que você esteja no meio de uma multidão. …

… certamente se sentirá enlevado.

Ou seja, é mesmo mais um lugar imperdível em Kyoto, …

… e que você deve ir preferencialmente com um guia …

… que te mostrará com detalhes tudo o que é importante.

Dali, zarpamos pro Gekkeikan Onura Sakê Museum.

Ele fica próximo, em Fushimi mesmo…

… e você se informa sobre o todo o processo de fabricação deste famoso fermentado de arroz.

Neste caso, vimos o sistema old fashion …

.. que é muito curioso.

Tudo está muito bem documentado …

… e inúmeras curiosidades estão ali representadas, …

… bem como todo o tipo de propaganda usada.

Ao final do tour, …

… ainda é possível experimentar dois tipos de sakê (que compramos na lojinha) …

… e um vinho de cerejas, que é bem meia boca.

Como bônus, o Mickey nos levou pra conhecer …

… uma região bucólica de Fushimi, …

… com canais lindíssimos …

… e com direito a encontrar com uma senhora japonesa, …

… bastante simpática …

… e que nos indicou, graciosamente, onde era a única igreja católica de lá.

Pra finalizar o nosso contato com o figuraça Mickey, …

… ele nos levou no Imakumano Shrine, …

… um templo onde o Shogum ia frequentemente.

Muito simples e também bastante simbólico representando tudo o que vimos e sentimos em Kyoto.

Nos despedimos do MickeySan e do nosso simpático motorista, o NobuSan …

… e nos preparamos pro tour da tarde.

Iríamos aprender a pintar num cartão (???).

O lugar, o Kimono Art Workshop Kyo Ya fica perto do hotel …

…e portanto, fomos a pé.

É claro que não conseguimos achar o endereço, …

… e o mais engraçado, foi que o próprio Kyosuke, nos encontrou perdidos na rua. 🙂

Entramos no estúdios deles, a Yoko, a esposa dele também estava lá …

… e iniciamos propriamente o curso.

Que nada mais é do que a reprodução de uma estampa de kimono, criada pelo próprio Kyosuke e no formato de um cartão.

Puxa, parece fácil, né? Mas não é.

Você tem que aprender a pintar como ele …

… e fazer todos os movimentos corretamente.

Depois de conversarmos bastante (incrível como o inglês dos japoneses é muito bem entendido por nós), pegamos o jeito …

… e até que o resultado dos nossos dois trabalhos foi muito satisfatório.

Ainda tomamos várias xícaras de matcha, …

… comemos chocolates e bolinhos , …

.. compramos algumas coisinhas, …

… e demos muitas boas risadas.

Como resultado, você traz o teu trabalho devidamente enquadrado pra casa …

… e certamente boas lembranças de duas horas muito bem desfrutadas.

Nos despedimos do Kyosuke e da Yoko …

… e aproveitamos pra dar uma volta na região comercial charmosa …

… próxima do templo Kyozumidera.

Este lugar é realmente demais …

… e lá você encontra aqueles produtos que espera encontrar no Japão.

Objetos bem feitos, bem bolados, …

… delicados e gostosos …

É uma região pra flanar.

A Dé ainda conseguiu comprar um semi kimono muito bacana…

… e nós vimos um tremendo por do sol …

… que possibilitou uma luz incrível ….

… pro final de tarde.

Voltamos andando pro hotel, …

… tomamos um Champagne no bar …

… e fomos nos preparar pro jantar …

… que seria no restaurante Kushikura, especializado em teryake, os famosos espetinhos.

Chegamos lá e os nossos lugares eram no balcão.

Ficamos vendo toda a movimentação do chef fazendo os espetinhos diretamente da churrasqueira.

Pedimos sakê, …

… espetinhos de frango, …

… frango com arroz, …

… de aspargos, …

… de asa, …

… de porco, …

… uma cebola assada …

… e uma batata também assada, com um creme.

Tudo muito bom, saudável e que não te deixa estufado.

A Dé adorou!

Ainda deu tempo de passar novamente no bar do hotel, …

… pra tomar mais duas flutes de Champagne …

… e, ufa, dormir o sono dos justosSan, nós mesmos.

Saraba da!

Veja os outros dias desta viagem:
dia um/ichi – Dubai/Tóquio – As coisas maravilhosas que o homem, mais conhecido como sheik, faz. E o Japão.
dia Ni – Japão – Tóquio – A primeira sakura a gente nunca esquece.
dia San – Japão – Tóquio – Hakone e o Inhotim nipônico.
dia Shi – Japão – Tóquio – Shibuya e Meijin Jigu, multidões japonesas.
dia Go – Japão – Kanazawa – Os primeiros Shinkansen e Ryokan, a gente nunca esquece.
dia Roku – Japão – Yamashiro Onsen – Gueixas, samurais e cerejeiras, tudo a ver.
dia Shichi – Japão – Kyoto – Uma flor japonesa desabrochando só pra nós.
dia Hachi – Japão – Kyoto – Um dos dias mais sensacionais de todos os tempos.
dia Kyu – Japão – Kyoto – Estatuas diferentes, templos diferentes: mesma emoção!

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dcpv – dia kyu – japão – kyoto – estátuas diferentes, templos diferentes: mesma emoção!

17/07/2019 (vivido em 12/04/2018)

Dia kyu – Japão – Kyoto – Estátuas diferentes, templos diferentes; mesma emoção!

Acordamos excitados.

Depois de ontem, estávamos esperando muito de Kyoto.

E ela nos entregou.

Com esta belíssima paisagem, …

… tomamos o nosso frondoso café da manhã …

… e fomos pro lobby encontrar o Mickey, o nosso sensacional guia japonês.

Como novidade, o tempo estava bom.

Hoje iríamos conhecer toda a região de Arashiyama.

Logo no passagem, vimos a ponte Togetsukyo

… ou melhor, a atravessamos andando.

A vegetação da montanha próxima a ela é muito bonita …

… e conseguimos imaginar como tudo ficaria com a explosão de cores do outono.

Logo após, rumamos para o templo Tenryuji.

A construção em si é muito interessante …

… rodeada de mini templos onde moram os monges e suas famílias …

… mas o jardim é especial.

De qualquer ângulo que você o vê, …

… descobre paisagens harmoniosas.

Certamente foi projetado por um monge inspirado.

Andamos um pouco …

… por entre flores …

… e cerejeiras, …

… até que chegamos a atração principal do lugar.

A floresta de bambus é realmente reconfortante,…

… tanto para os olhos, …

… como especialmente, …

… para a mente.

Lá você respira ar puro, …

… e purifica o seu espírito …

.. apesar de todo o crowd existente.

Como curiosidade, no fim da trilha, …

… conhecemos o templo que protege pra que os cabelos não caiam.

Por via das dúvidas, comprei um charm pra guardar em casa (e um pro Deo também!)😀

Continuando o tour, passamos numa região próxima …

… muito bonita …

… onde compramos lembranças feitas com casulos de seda.

A parada seguinte foi no Adashiro Nenbutsu-ji Temple, …

… onde são encontradas mais de 8000 pedras …

… que representam os mortos do local.

Resumindo, é um cemitério…

… onde você sente uma paz …

… e uma tranquilidade jamais vistas.

Voltamos pro carro e o Mickey nos reservou uma surpresa.

Fomos tomar um saquê rústico e doce …

… numa casa tipicamente japonesa.

Foi demais!

A última parada antes do almoço foi no Otagi Nenbutsu-ji.

A atração principal são mais de 1200 figuras Rakan …

… que foram esculpidas por trabalhadores …

… que oravam pela prosperidade do templo.

O lugar é muito curioso …

… e você sente o maior alto astral …

… ao ver uma quantidade imensa de estátuas …

… que são, as vezes, muito engraçadas.

Você fica o tempo todo tentando imaginar o que a pessoa quis expressar.

Almoçamos ali perto mesmo.

Não me pergunte o nome do lugar porque eu não sei. 😊

Foi uma indicação do Mickey e muito boa, por sinal.

Só sei que o príncipe do Japão almoçou lá e gostou muito.

O lugar é extremamente japonês …

… e serve noodles muito bons.

A Dé e o Mickey pediram um acompanhado de tempura de camarão …

… e eu, um sobá com tempura de legumes e frutos do mar.

Realmente, estava delicioso.

O programa pós-almoço seria conhecer o pulmão gastronômico de Kyoto.

Nishiki Market é grande e muito bom.

Na verdade ele é fisicamente muito comprido, …

… praticamente uma rua só, …

… e tem um sem fim de lojas, …

… com tudo o que você imaginar sobre ingredientes …

… e comidas prontas genuinamente japonesas.

Este, definitivamente, vale o foto blog:

Como curiosidade, visitamos a loja de facas do Aritsugu, …

… onde compramos, eu e a Dé, …

… as nossas, com os respectivos nomes em japonês, …

… gravados nelas. Um must!

Como bônus, o Mickey nos levou pra conhecer mais uma região onde moram as Gueixas, …

… ops, as Gueikos.

Miyagawa-cho é uma rua muito bonita, …

… e conseguimos ver tanto uma Gueiko mãe, …

… como uma Gueiko …

… e até, uma Maiko, que é a gueixa aprendiz.

Foi sorte de principiante, mas sorte tem quem merece.

Dali, fomos pra ultima parada do tour.

Sanjusangendo Hall é um templo imenso, …

… especialmente no comprimento, …

… onde você terá uma grande surpresa impactante.

As fotos não podem ser tiradas, …

… mas ao entrar lá, você se depara  com 1001 estátuas da Kannon, a deusa da misericórdia …

… e sente uma aura muito boa no ambiente.

Incrível, a quantidade de detalhes que podem ser vistos e sentidos.

Ou seja, é imperdível.

Voltamos pro hotel …

… e ainda visitamos a casa de chá …

… pra beber um tantinho de sakê …

… e curtir um digestivo Banchá.

Como estávamos muito cansados, …

… optamos por petiscar e “beberiscar” no próprio bar do Four Seasons.

Batatas fritas, …

… salada de salmão …

… e presunto Joselito com queijo manchego, …

… além dum vinho branco francês Sancerre …

… fizeram a nossa alegria nesta noite fria.

Ainda bem que tinha uma lareira bem ao nosso lado e a apenas alguns passos da nossa caminha.

O daiji ni!

Veja os outros dias desta viagem:
dia um/ichi – Dubai/Tóquio – As coisas maravilhosas que o homem, mais conhecido como sheik, faz. E o Japão.
dia Ni – Japão – Tóquio – A primeira sakura a gente nunca esquece.
dia San – Japão – Tóquio – Hakone e o Inhotim nipônico.
dia Shi – Japão – Tóquio – Shibuya e Meijin Jigu, multidões japonesas.
dia Go – Japão – Kanazawa – Os primeiros Shinkansen e Ryokan, a gente nunca esquece.
dia Roku – Japão – Yamashiro Onsen – Gueixas, samurais e cerejeiras, tudo a ver.
dia Shichi – Japão – Kyoto – Uma flor japonesa desabrochando só pra nós.
dia Hachi – Japão – Kyoto – Um dos dias mais sensacionais de todos os tempos.

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dcpv – dia roku – japão – yamashiro onsen – gueixas, samurais e cerejeiras, tudo a ver.

06/07/2019 (vivido em 09/04/2018)

Dia roku – Japão – Yamashiro Onsen – Gueixas, samurais e cerejeiras, tudo a ver.

O dia começou estranhamente.

O tempo estava bem broncolhão, chovendo a cântaros.

Como sairíamos mais tarde, tínhamos tempo pra curtir o Ryokan Araya Totoan.

Iniciamos com um banho da melhor qualidade.

Entrar numa banheira de madeira, com uma água (quase super) aquecida naturalmente, com uma vista da natureza duma janela aberta, transforma o ato de tomar banho quase que numa verdadeira oração.

O contraste do frio do ar com a água quente é de um prazer inenarrável.

Com essa harmonia, descemos pra tomar o nosso lauto café da manhã. E neste caso, o clima harmonioso praticamente foi pro espaço. 🙂

Já tínhamos ouvido falar do café da manhã Oriental que eles oferecem por aqui e resolvemos experimentar.

Foi um tal de chegar prato que não sabíamos nem o que estava acontecendo: ovo cozido com missô, picles das mais variadas formas, legumes com shoyu, salmão cozido, missoshiro, missô com tofu, arroz …

Enfim, onde estava o nosso bom café com pão com manteiga? Resultado? Comemos muito pouco e o que salvou a pátria foi um iogurte com frutas e um cafezinho preto.

Depois desse pequeno incidente, encontramos com a Nobu, a nossa guia e fomos pra Kanazawa.

Chovia bastante e o jeito foi invertermos a ordem dos nossos passeios.

Iniciamos visitando o Nagamashi Samurai District.

E lá tem uma casa, a Ancient Site of Samurai House, …

… que mostra exatamente, …

… como era o dia a dia destes importantes …

… e influentes membros da sociedade japonesa.

Mesmo com chuva, demos uma boa volta pelo distrito dos samurais, …

… vimos como o lugar é bucólico …

… e bastante tradicional.

De lá e ainda com chuva, …

… fomos para o Omicho Market.

Ele é o mercado municipal de Kanazawa.

E é onde toda a população realmente compra tudo o que existe de mais fresco, …

… especialmente frutos do mar, já que a cidade é litorânea.

Este merece um foto blog, já que vimos um montão de pratos e produtos diferentes e que são desconhecidos por nós.

Aproveitamos pra almoçar por lá mesmo.

E num restaurante japa (oh!), especializado em sushis.

Tanto que eu e a Nobu, a nossa guia, pedimos um combinado deles.

Estavam fresquíssimos.

Já a Dé, por não ser muito fã de peixe cru, acabou optando por tempurás e não se arrependeu.

Como o tempo urgia e melhorava, fomos para o distrito das gueixas.

Higashiyama District, …

… foi construído em 1820 …

… e preserva um ambiente dos tempos feudais …

… com suas casas/lojas de madeira …

… e a casa das gueixas.

Visitamos a Kaikaro, uma casa de chá …

… onde as Geikos trabalham …

… e tivemos uma explanação completa de como é a rotina delas …

… com inclusive, direito a tocar os instrumentos que elas utilizam nas sessões …

… com seus clientes cativos.

Taí um universo muito interessante e misterioso.

Compramos um monte de coisinhas nas ótimas lojas que lá se encontram,…

… curtimos muito passear pelas ruas, que mais parecem um cenário da Disney …

… e aproveitamos que o sol estava saindo, …

…. sim, o clima é bem maluco por aqui, …

… pra ir pro parque mais famoso da cidade …

… e considerado um dos três jardins mais belos do Japão.

O Kenrokuen Garden é mesmo sensacional …

… e só a quantidade de belíssimas cerejeiras que existem lá, …

… já seriam suficientes pra fazer a sua visita inesquecível.

Mas tem também muitas árvores bacanas …

… e de todos os tipos, …

… assim como pontes, …

… rios,…

… lagos, …

… ilhas, …

… fontes, …

… mais cerejeiras, …

… mais árvores, …

… castelos, …

… enfim, é um lugar pra se passar o dia inteiro.

Nos despedimos de Kanazawa com dor no coração …

… e só nos restou fazer o caminho de volta pro hotel.

O dia foi realmente especial …

… e pra não fechá-lo com um dissabor, conversamos com a guia pra que ela pedisse pro pessoal do hotel maneirar na quantidade de comida do jantar.

Tudo resolvido (no caso do Araya, quase todos os funcionários não falam inglês), …

… fomos pra nossa sala privada pra iniciar a refeição.

E desta vez, o pessoal entendeu o nosso ponto de vista.

Como entrada, nos serviram um saque frio  Kikuhime Migori e um appetiser de Icefish boiled, crab, spring vegetables with jelly to tosazu-vinegar.

A seguir, uma sopa de dashi e pureed soup of pea greenling and mushroom.

O sushi não poderia faltar. E eram deliciosos os de tuna, seabream, squid, shrimp e conger eel.

Como grelhados, serviram abalone, snap peas e yomogi-fu.

Outro must, tempura de seafood &vegetables.

O shabu-shabu veio no formato de Wagyu, a famosa carne Japonesa (veja a sua marmorização), ponzu-vinager e sesame souce.

Finalizamos (ufa!) com Udon noodle

… e uma sobremesa simples composta de frutas e um sorvete de baunilha.

Enfim, uma refeição excelente e que nos deixou uma ótima impressão.

Por sorte, estávamos a seis andares e um elevador da nossa cama de tatame.

Ufa, é difícil esta vida de Samurai!

Banzai!

Veja os outros dias desta viagem:
dia um/ichi – Dubai/Tóquio – As coisas maravilhosas que o homem, mais conhecido como sheik, faz. E o Japão.
dia Ni – Japão – Tóquio – A primeira sakura a gente nunca esquece.
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dia Go – Japão – Kanazawa – Os primeiros Shinkansen e Ryokan, a gente nunca esquece.

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dcpv – dia go – japão – kanazawa, os primeiros shinkansen e ryokan a gente nunca esquece.

03/07/2019 (vivido em 08/04/2018)

Dia go – Japão – Kanazawa, os primeiros Shinkansen e Ryokan a gente nunca esquece.

Acordamos e levamos um susto!

O dia estava lindo e com bastante sol.

Inclusive, conseguimos ver o vulto do Fuji San (você consegue? 🙂 ).

Tomamos o nosso café da manhã excelente, por sinal, …

… e partimos pra aquela dúvida que sempre nos espreita.

Parêntesis pra uma das maiores invenções japonesas de todos os tempos: …

… as tampas inteligentes de vasos sanitários. Maravilhosas e com pontaria certeira!

Retornando, pegamos o nosso transfer, …

… conhecemos a grandiosidade da Tokyo Station …

… e, curiosos, vimos pela primeira vez, o trem bala japonês, o Shinkansen.

Ele é uma maravilha e, surpresa, tudo funciona perfeitamente.

Mais curioso ainda é perceber o balé que espera a chegada do trem, com as  devidas reverências, pra deixá-lo totalmente limpo e apto a ser usado.

No mais foi curtir altos visuais, …

… ver um montão de cerejeiras em flor …

… e chegar à estação de Kanazawa quase três horas depois.

Com frio, bastante frio.

E cerejeiras floridas, muitas cerejeiras.

Já chegamos prontos pro tour.

Encontramos a nossa nova guia, a Nobu, na estação de Kanazawa que tem uma estrutura espetacular.

Merecidamente ela é considerada uma das mais belas estações ferroviárias do mundo.

Antes de mais nada, deixa eu dizer que o tempo nesta região é extremamente maluco.

Chove, faz sol, chove, faz sol continuamente.

Zarpamos pra ver o museu D.T. Suzuki.

Toda a concepção dele é bastante curiosa.

A base de tudo é a meditação e budista, já que seu patrono foi um dos maiores estudiosos do budismo.

Então, o museu não tem obras de arte.

Lá existem algumas referências sobre a vida do Suzuki e muitos lugares para reflexão.

E por mais paradoxal que seja, a chuva torrencial que caiu deixou tudo muito mais interessante.

Estávamos com fome e a Nobu nos perguntou se queríamos comer um bom lamem.

Bingo!

Chegamos ao 8 (é esse o nome da cadeia de restaurantes) …

… e fomos pedindo os nossos ramens imediatamente, junto com guiosas saborosos.

Sabe aquela refeição reconfortante?

Pois foi isso o que aconteceu. Recomendamos fortemente este restô.

Dali fomos para o museu Kanazawa Noh.

Ele é bem pequeno, mas muito interessante já que versa sobre o teatro kabuki.

Pra quem não sabe, este tipo de arte é representada sempre por homens que se vestem com quimonos e fazem movimentações com muita leveza.

O mais bacana é que você pode se vestir com quimonos e máscaras, do mesmo jeito que eles se preparam para representar.

Adivinha se eu a Dé não tivemos este experiência?

Foi muito instrutivo e …

… nos sentimos realmente integrados ao ambiente da viagem.

Sem contar que as assistentes que nos vestiram…

… eram muito prestativas e super engraçadas. Como todo japonês é.

Como era muito perto e tínhamos comprado o ticket combinado, aproveitamos pra conhecer o Museu de Arte Moderna do século XXI.

Só a arquitetura, as obras de arte externas …

… e as cerejeiras floridas já valeriam a pena a visita.

Mas a parte interna também é muito bacana, com destaque pra obra da piscina, …

… que não é piscina, …

…. que se pode entrar sem se molhar,…

… fariam valer ainda mais passeio.

Ah, a lojinha do museu também é imperdível.

Estávamos prontos pra fazer o nosso checkin. …

… que seria no Ryokan Araya Totoan.

Ele fica em Yamashiro Onsen, a uma hora de Kanazawa.

Antes de mais nada, Ryokan é um hotel onde você segue as tradições nipônicas:  você dorme no chão, …

… anda de quimono e sem sapatos, …

… se comunica com pessoas que basicamente não falam inglês …

… e experimenta um jantar com um montão de pratos típicos desta região.

Portanto, chegamos, demos uma boa volta de reconhecimento no hotel ….

… e fomos conhecer o nosso quarto.

Que é bem grande, extremamente bonito …

… e com uma banheira de madeira (quase um ofurô) com água quente termal e confortável.

Note que o banheiro tem uma janela aberta, que cria um contraste entre o frio externo e a sensação de calor passada pela água.

Marcamos o nosso jantar para as 19:00 hs e ….

… neste horário, a nossa atendente estava batendo na porta informando que o jantar seria servido.

Se bem que chamar de jantar esta experiência pantagruélica é minimizar o fato.

São 9 pratos num menu degustação em que você, realmente, fica cansado.

Por ser tudo muito típico e da região, além de nãos estarmos acostumados, o enfastio chega brevemente.

Seguem as descrições e as fotos dos pratos que comemos.

Aperitiff – Cold Japanese sakê by “Traditional celebration style”.
Appetizer – Boiled firefly squid, bamboo shot, urui, hard tofu, mushroon with kinome-miso. Chirashi-sushi salmon toe, eel, seabream, backed ego.

Soup – Clear soup Dashi with clam roasted sake, seasme-tofu, seaweed, butterbur, carrot, leaf bud.
Sachimi – Shrimp, Spanish mackerel, Que, Ivory shell with wasabi, sou sauce and natural salt of Noto.

Second appetiser – Hassun (eu juro que não é o magro Leandro], seabream role, bean with dashi-jelly; Seri, small scalolop, mushroom with sesame-dashi; Abalone, daitokuji-fu, taranome with liver vinagre; Octopus, rape sede, salmon and lotus root; Wheat gluten, duck, baked ego, pumpkin.
Grilled dish – Nodoguro & bamboo shoot, Fukinoto with dengaku-moso, grande radish.

Chef’s dish – Wagyu beef steak with teriyaki source mushroom, pea with wasabi, watercress.
Last dish – Boiled rice with bamboo shoot&ginger, miso  soup, pickles.

Sweet – Strawberry, sweet orange with withe wine jelly, ice cream of sakura-mochi, Warabi-mochi.

Ainda deu tempo de comermos as sobremesas no bar, …

… que fica no anexo do hotel e que serve vinhos em taça  da melhor qualidade.

Ufa, chegamos ao fim do dia com a certeza do dever cumprido (e do prazer também).

Afinal de contas, aquela máxima de que dia de sair de um hotel e ir pro outro é perdido, caiu por terra como está descrito acima.

Osaki ni shitsurei shimasu!

Veja os outros dias desta viagem:
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dia Shi – Japão – Tóquio – Shibuya e Meijin Jigu, multidões japonesas.

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dcpv – dia cinco – florida – la donna è mobile em miami?

08/07/2012

La Donna è Mobile em Miami?

Acordamos no horário habitual pra darmos a nossa também habitual caminhada pelo walk de Miami Beach.

Partimos pra verificar a quantas anda o mercado orgânico da Lincoln Road.

Portanto, fomos até a 16th e entramos neste shopping a céu aberto.

Louve-se que por aqui, nada parece funcionar antes da 10:00 hs.

Ou seja, o mercado (se é que podemos chamar assim algumas barraquinhas com bons produtos?) ainda não estava aberto.

Andamos por toda a rua e optamos por tomar café no Van Dyke.

Croissants, rosquinhas, frutas, granola, enfim consumimos tudo o que precisávamos pra acordar bem abastecidos. Até o famoso e figurinha carimbada Romero Britto  nós vimos.

Voltamos pro hotel e a “lua” já estava ardendo.

Iríamos aproveitar o tempo e dar uma passada na Collins Avenue, …

… com as suas lojas de rua muito boas (Sephora, Gap, Banana Republic, etc).

E bem brevemente, pois tínhamos comprado ingresso pra assistir a Madama Butterfly no Colony Theatre.

É claro que é uma versão, digamos, light da famosa ópera, mas não deixou de ser bem interessante assistir ao espetáculo em plena Lincoln Road.

Como eu tinha comprado os ingressos pelo Ticketmaster, só tive o trabalho de chegar mais cedo e trocar o voucher.
Feito isto, fomos procurar um lugar pra almoçar rapidamente nas redondezas e encontramos o Quattro, um restaurante italiano de responsa.

O tempo até o início da ópera era curto, então optamos por comer duas saladas e beber 2 taças de vinho.

A Dé foi da indefectível Caprese

… e eu, numa Panzanella, aquela salada de pão com um montão de legumes, camarões e muito azeite.

Tomamos duas taças dum Vermentino Antinori e estávamos prontos pra assistir ao espetáculo.

Antes de mais nada, louve-se a idade média dos participantes, que deveria ser uns 80 anos (contando com a nossa contribuição pra derrubar este número).

Eu mesmo cruzei com alguns velhinhos que perguntavam: e aí, garoto? 🙂

A montagem é um pouco “poverella”, mas a performance da carioca Daniella Carvalho no papel título, a Cio-Cio San é notável.

Se eu soubesse que era tão divertido, teríamos ido antes.

Ao final, aproveitamos a localização pra dar mais uma boa olhada nos lojinhas da vizinhança.

Retornamos ao hotel, suspirando pelo jantar.

Afinal de contas, iríamos ao nosso chinês queridinho, o Hakkasan, uma filial dum famoso restaurante londrino.

Ele fica no hotel Fontainebleau (ex-Hilton) e que voltou a ser uma potência miamística.

Tudo acontece por aqui, especialmente no bar, que é incrível.

Chegar ao restaurante é sempre um choque.

O ambiente é muito excêntrico e a decoração, o que poderíamos chamar de neoasiática.

Tem mais; invariavelmente, as atendentes são bastantes simpáticas e não te deixam errar o pedido. Foi o que aconteceu conosco.
Como entradas, pedimos um mix de Dim sum

… e Camarões laqueados com lâminas de amêndoas.

Ambos além de bonitos, deliciosos.

Acompanhamos com duas taças do champagne Louis Roederer (uma homenagem aos nossos sócios).

Dividimos um principal, o Red Snapper, um peixe macio, cozido no vapor e com um molho apimentado de fazer qualquer um suspirar.

Ah! Esqueci de falar sobre o arroz com ovo e um toque de shoyo. Que espetáculo!

Ainda mais acompanhado por duas taças dum Chardonnay Far Niente da California.

Uns críticos gastronômicos escreveram isso sobre o restaurante na última vez que estiveram lá (repare os ares premonitórios): O chefe Alan Yau é poderoso! Ele emplacou o restaurante chinês dele, o “michelado” Hakkasan como um dos 50 melhores do mundo (o 36º) segundo a revista Restaurant. Esta lista é questionável, eu sei, mas os bambambans (Ferran Adriá, a esquadra espanhola, o Alex Atala, etc) estão todos lá!
Enfim, o Hakkasan é aquele lugar especial que você guarda pra situações homônimas.

See U.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.

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dcpv – buenos aires – um jantar especial na La Vineria de Gualterio Bolivar.

24/02/2012

Buenos Aires – Um jantar especial na La Vineria de Gualterio Bolivar

Fomos a La Vineria de Gualterio Bolivar. Lendo somente esta frase, dá a impressão de que fomos assistir a um show de tango, né?

Mas não foi nada disso o que aconteceu. Optamos por conhecer a comida do Alejandro Diglio, que tem como característica uma autodefinição de contemporânea e racional.
O que seria isso? Contemporânea por que ela é moderna e racional, por que tudo que está no prato tem uma função e deve, inclusive, ser comida da maneira que o atendente te explicou.

Aí vem a pergunta: é comida molecular?
Eu responderia que não exatamente, porque tem alguns toques deste estilo (próprios de quem trabalhou no ell Bulli), mas o que fica realmente é o sabor de todos os 15 pratos. 15 pratos?

O restaurante fica em San Telmo e tivemos que atravessar a cidade pra chegar lá (com um desfile referente a 24 de março incluso. Pra quem não sabe, este é o dia em que os argentinos fazem uma marcha em homenagem a todos os torturados pelo governo militar)

Chegamos e nos surpreendemos com a simplicidade de tudo.
O lugar é bastante acanhado, com uma cozinha a vista e um staff muito reduzido. Nos fez lembrar aqueles restaurantes pequenos de Paris (xiii, deixa os argentinos saberem disso! rs).

E tem mais, naquele momento éramos os únicos clientes (logo após, mais duas mesas seriam servidas).
O atendente nos explicou como tudo funciona. Só existe um menu degustação de 15 experimentos (eles chamam de rações) e você escolhe se quer um vinho pra noite toda ou toma várias taças que ele mesmo indica.

Ficamos com a segunda opção. Vamos lá:

1 – Espuma de parmesão com azeitonas pretas e pão de vinagrete – uma entradinha, na verdade um daqueles agrados (???) salgados e parecendo um grana padano líquido. Destaque pro pãozinho recheado com vinagrete que fez o meu sogro dizer: Caramba, não podia vir mais desta delícia?

2 – Foie com caramelo de groselhas. Uma foie macio, derrrrretendo (como um costelão!) com um caramelo delicado.

3 –  Velouté de lagostine com caviar de lula. Uma delícia, com o sabor acentuado dos  lagostines (quase camarões) e o caviar, um daqueles do Claude, pintados com tinta de lula. O vinho branco Torrontés Urano acompanhou os pratos acima.

4 – Salada com cama de terra de cacau, legumes, couve flor com vinagrete nitrogenada. Este é um daqueles em que o nitrogênio parece que faz somente paisagem, mas na verdade, ele congelou o vinagrete que mais parecia um sorbet. Surpreendente.

5 –  Pão ovo trufa. Um queijo de cabra e um pão que envolve o ovo cozido em baixa temperatura; com redução de asa de frango. A gema do ovo escorre sobre o prato, resultando numa mistura harmoniosa com o caldo bem concentrado de asa.

6 – Lula com maionese de páprica. Um prato simples e muito diferente. Parecem croquetes, né? Mas não são!

7 – Lagostine com cinza de vegetais e caldo dos mesmo vegetais. Esta cinza é uma cinza mesmo, resultante da queima dos vegetais. Mais um prato com consistência e muita criatividade.

O vinho rosé Malbec Zorzal groselhal acompanhou os pratos acima.

8 – Abadejo com pó de lardo, tinta de lula. O pó de lardo, quase um bacon foi o destaque do prato, além da maciez e do frescor do peixe.

9 – Falsa trufa com alhos em várias cocções e caldo de frango.Este prato é tão bom e inusitado que fica difícil de explicar. Melhor é ir conhecer a La Vineria de Gualterio Bolivar! rs

10 – Velouté de puccero em volta de raviole de espinafre.  Um prato normal. Até que enfim, mas não deixou de ser saboroso.

11 – Caldo de tutano, ervilhas com véu de cenoura com batata e cebolas. É tão bom que a Dé comeu o tutano!!

12 –  Bife com aspargos, emulsão de batatas e fumaça de defumado. Neste momento, começaram os forfaits. A D Vera e a Dé desistiram. Eu e o Sr Antonio continuamos galhardamente e adoramos a carne ao ponto (e olha que pedimos um pouco acima), além do charme da fumaça.

13 – Granita de laranja, grapefruit, Campari e azeite de oliva. É praticamente um sorbet limpa-trilhos. E dá pra imaginar o quanto limpa o palato com este ingredientes. Como disse a Dé: ui!

14 – Espuma de yogurte com biscoito sem farinha de chocolate e sorvete de creme. Docinho e gostosinho.

15 – Reconstrução de alfajor. Biscoito Maisena. E um shot de côco com doce de leite. A esta altura, estávamos torcendo pra que este ótimo doce fosse realmente o último.

Acompanhamos todos os acima com um vinho excelente tinto Bonarda Las Perdices .

Louve-se o atendimento que o Juliano nos proporcionou. Ele  mostrou-se completo, já que além de nos informar sobre cada um dos componentes dos pratos, ainda foi um sommelier muito prendado.

Portanto, estando em BsAs, vá visitar a La Vineria de Gualterio Bolivar e você não se arrependerá.

Só não espere um show de tango, certo?

Hasta.

.

 
 

dcpv – república gastronômica da china

10/05/11
número 292

República Gastronômica da China.

Comprei mais um livro de gastronomia (oh, que novidade.)
E ele é muito diferente, já que é praticamente um romance.

O “República Gastronômica da China – escola de culinária” foi escrito pela Jean Lin-Liu , uma jornalista sino-americana  (ela não badala, não. É chinesa) que colocou na cabeça que iria aprender a fazer a real comida chinesa de qualquer jeito.

E melhor do que simplesmente aprender como fazer, ela resolveu se matricular numa daquelas escolas tradicionais em plena China (deve ser a mesma coisa que o Rogério do excelente blog Amuse Bouche está sentindo).
O livro tem um texto muito interessante e recheado de receitas genuinamente chinesas.

O relato é muito envolvente e você fica doido pra entrar no mundo gastronómico chinês (apesar da dificuldade de se encontrar alguns ingredientes). Adivinhem se eu não aproveitei esta chance pra fazer o que eu gostasse?

E lá vieram pães de milho cozidos no vapor, pepinos amassados, lombo de porco agridoce, ovos cozidos no chá e maçãs caramelizadas.

Beleza! , 那么.

Bebidinha – Saquê

Foi o mais próximo que chegamos do oriente.

Couvert – Pão de milho cozido no vapor (Wotou) e Pepinos amassados (Pai huanggua)

Lin-Liu sabe que o mundo adora uma boa cozinheira, especialmente uma que sacia a fome que temos pela cultura chinesa”. NYT

E sabe que um dos grandes atrativos do livro é exatamente este? Você não desgruda dele tentando entender como uma cultura pode ser tão diferente!
Estes pãezinhos acompanham o raciocínio.  Coloque 500 g de fubá amarelo, 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio e 1/4 de açúcar mascavo numa tigela.

Misture com 2 xícaras de água para fazer uma massa homogênea. Divida a massa em pedaços de cerca de 1/2 xícara cada. Com as mãos, dê a cada pedaço o formato de um cone.

Ponha-os com a ponta pra cima numa vaporeira de bambu (eu coloquei no Varoma da Bimby) sobre uma panela cheia de água fervente e cozinhe no vapor por 20 minutos.

Olha, nós comemos porque somos bravos. Certamente estes pãezinhos (como eu os fiz) serviriam pra fazer um belo pedaço da Grande Muralha da China, tamanha a dureza deles! 🙂

Já pros pepinos, a simplicidade impera. Fatie 2 pepinos transversalmente em pedaços de 5 cm.

Soque-os com o lado chato do cutelo (pode ser o cabo da faca), de modo que se quebrem em pedaços menores.

Transfira-os pruma tigela e misture-os ligeiramente com 4 dentes de alho picados, 1 colher de sopa de óleo de gergelim, 2 colheres de chá de vinagre escuro chinês e 1/4 de colher de chá de sal.

Deixe marinar por pelo menos 15 minutos e sirva (eu deixei umas 3 horas e ficou muito bom).

Entradas – Ovos cozidos no chá (Chaye dan) e Vagem a moda de Sichuam (Ganshou biandou)

O livro de Jen Lin-Liu é uma pequena jóia. Não o deixe passar despercebido. Ele é uma raridade – divertido e profundamente emocionante”. WSJ

E rara é esta receita do ovo cozido. Encha um cladeirão até a metade com água fria e acrescente 6 ovos grandes. Deixe ferver e cozinhe sobre fogo médio por 5 minutos. Tire os ovos do caldeirão e bata-os suavemente contra uma superfície dura, quebrando as cascas, mas deixando-os intactos.

Ponha-os novamente no caldeirão e adicione 1/4 de colher de chá de sal, 1/4 de colher de chá de caldo de galinha em pó, 5 cravos da Índia, 3 anises-estrelados, 1 alho poró (somente a parte branca) cortado em pedaços de 2,5 cm, 2 fatias finas de gengibre e 2 colheres de chá de folhas soltas de chá de jasmim. Muito louco, né, não?

E o resultado é muito interessante. Se você nunca provou um  ovo cozido temperado e cheiroso, esta é a oportunidade. Se eu tivesse um boteco, eu colocaria pra vender. Seria um sucesso!

A Ganchou (será vagem?) é um pouquinho mais complexa. Quebre as pontas de 500g de todas e ponha 1 litro de óleo vegetal numa wok em fogo alto por 5  minutos. Frite as vagens por imersão por cerca de 3 minutos. Remova-as e deixe escorrerem.

Ponha 1 colher de sopa do óleo usado pra fritura das vagens numa wok limpa e leve ao fogo médio. Acrescente 120g de carne de porco moída e frite, mexendo sempre. por 1 minuto.

Acrescente um de cada vez e deixe um minuto a cada adição, 1 colher de sopa de alho poró picado e de gengibre, 1/4 de xícara de legumes em conserva de Sichuam (fiz uma adaptação romântica e usei nabo), 2 colheres de chá de xerez, 2 colheres de chá de molho de soja, 1/4 de colher de chá de sal e de açúcar e, finalmente, as vagens fritas.

Acrescente 1 colher de sopa de água e mexa por 1 minuto. Tire do fogo e sirva imediatamente. Tudo misturado ficou deste jeito.

Chinês ao extremo e com cara de comida saudável (você já viu algum chinês gordo? rs)

Dizem que comida chinesa combina com espumante. Pois então tomamos uma Cava Codorniu Espanha só que Semi-Seca. Ficou muito harmônico e achamos “sweet, memories, profunda, il dulce”.

Principal – O verdadeiro lombo de porco agridoce (Gulao rou) e arroz frito de yangzhou (Yangzhou chao fan)

“O relato pessoal de Lin-Liu é o tipo de escrita que os leitores adoram: despretensiosa, multicultural e apaixonada pro comida”. 4 Cidades – Ferraz de Vasconcelos

E este lombo é pra apaixonar mesmo. Basta juntar numa tigela pequena, 1 xícara de maisena, 1/2 xícara de água e misture até obter uma massa homogênea.

Ponha 1/2 xícara de maisena numa outra tigela. Mergulhe os cubos de 500 g de lombo de porco primeiro na mistura úmida e depois na maisena seca.

Leve uma wok ao fogo alto junto com 1 litro de óleo vegetal e aqueça até que os cubos de carne crepitem (esta é boa!). Frite todos os cubos empanados até dourarem. Escorra-os sobre papel toalha.

Abaixe o fogo até que os cubos esfriem (uns 5 minutos). Aumente o fogo novamente e frite os cubos novamente por mais 1 minuto. Reserve.
Numa outra tigela pequena (prepare-se. Você tem que ter muitas!) misture 1/4 de xícara de catchup, 1/4 de xícara de vinagre de arroz, 1 colher de sopa de açúcar e 1/4 de colher de chá de sal.

Numa outra tigela (eu falei!) dissolva 1 colher de chá de maisena em 1/4 de xícara de água. Deixe ambas perto do fogão. Ponha 2 colheres de sopa do óleo usado na fritura numa wok limpa e leve ao fogo médio-alto.
Adicione 1colher de sopa de alho poró e de alho picados e mexa por 1minuto.

Adicione a solução de maisena e cozinhe mais um minuto. Junte a carnes de porco,1 e 1 /2 xícaras de abacaxi picado e  1 pimentão verde cortado em cubos de 2,5cm.

Tire do fogo e sirva sem demora.
Quanto ao arroz frito, vou dizer uma coisa: estou com a maior preguiça de escrever a receita toda. Só vou dizer que é uma mistura muito legal de cebolinha, alho, cebola, vinho de arroz, óleo de gergelim, molho de soja, vieiras (é isto mesmo) , shitake, broto de bambu, arroz cozido, presunto em cubos (adivinhem?) e sal.

A dica que eu vou dar é o truque pra fritar um ovo batido bem fininho na wok quente e cortá-lo em tirinhas pra misturar ao arroz ( se alguém quiser a receita me peça que eu  me escabelo e envio! 🙂 ).

Uma delícia!

Assim como delicioso ficou o prato inteiro.

E muito bonito também.

Pra acompanhar e homenagear os nossos colegas de BRIC, tomamos um um tinto Condado de Almara Crianza 2007 Navarra que foi “little, clianza, navarroso, antiskol“, segundo os ex-camaradas, nós mesmos.

Sobremesa – Maçãs Caramelizadas (Basi Pingguo)

“Lin-Liu é uma charmosa guia para a China moderna e sua culinária caleidoscópica”. People

Esta sobremesa até que dá um pouco de trabalho. Mas compensa e inclusive, ela contém uma grande descoberta.

Numa tigela, misture 1/2 xícara de farinha, 1 colher de chá de fermento em pó e 1/4 de xícara de água pra fazer uma massa bem mole. Ponha mais 1/2 xícara de farinha em outra tigela. Mergulhe cubos ( de 2cm) de mação fuji na farinha e na massa. Aqueça 1 litro de óleo numa wok. Frite-os até ficarem levemente dourados. Retire e refrite-os até terem um bela cor casatnha.

Leve uma wok ao fogo médio-alto e coloque 1/4 de xícara de óleo (é isto mesmo), 1 e 1/2 xícara de açúcar e 1/2 copo de água.  Cozinhe até borbulhar, mexendo de vez em quando até que a mistura pare de borbulhar e ganhe um brilho amarelado.
Acrescente os cubos de maçã e mexa vigorosamente pra cobrí-los com o caramelo.

Sirva imediatamente, pondo uma tigela de água quente perto das maçãs. Deve-se mergulhar cada cubo na água antes de comê-lo.

Pronto! Você acabou de descobrir o segredo daquelas maçãs caramelizadas daqueles restaurantes chineses. Ficou demais e não se esqueça da água quente.

Leia os comentálios dos camaladas:

Comida saborosa, cheirosa, doce, picante. Tipicamente chinesa da chemma. Formidável. (Edu)
Xing Ling Ling! Mao Tse Tung!! Chu en Lai!!! (tradução: eita comida boa (Mingão)
Quelo comê outla vez! (Deo)

“Depois de conseguir o diploma de cozinheira profissional, Lin-Liu faz estágios em diferentes lugares. Seu trabalho a leva desde uma humilde cantina especializada em macarrão, na periferia de Pequim, a um refinado restaurante de luxo em Xangai. Ela passa a conhecer também a riqueza das variações regionais da culinária chinesa”.

Xiiii. Tenho que terminar de ler este livro rapidinho.
Tchau ou melhor,  汉语 .

.


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