Archive for the 'saquê' Category

dcpv – dia cinco – florida – la donna è mobile em miami?

08/07/2012

La Donna è Mobile em Miami?

Acordamos no horário habitual pra darmos a nossa também habitual caminhada pelo walk de Miami Beach.

Partimos pra verificar a quantas anda o mercado orgânico da Lincoln Road.

Portanto, fomos até a 16th e entramos neste shopping a céu aberto.

Louve-se que por aqui, nada parece funcionar antes da 10:00 hs.

Ou seja, o mercado (se é que podemos chamar assim algumas barraquinhas com bons produtos?) ainda não estava aberto.

Andamos por toda a rua e optamos por tomar café no Van Dyke.

Croissants, rosquinhas, frutas, granola, enfim consumimos tudo o que precisávamos pra acordar bem abastecidos. Até o famoso e figurinha carimbada Romero Britto  nós vimos.

Voltamos pro hotel e a “lua” já estava ardendo.

Iríamos aproveitar o tempo e dar uma passada na Collins Avenue, …

… com as suas lojas de rua muito boas (Sephora, Gap, Banana Republic, etc).

E bem brevemente, pois tínhamos comprado ingresso pra assistir a Madama Butterfly no Colony Theatre.

É claro que é uma versão, digamos, light da famosa ópera, mas não deixou de ser bem interessante assistir ao espetáculo em plena Lincoln Road.

Como eu tinha comprado os ingressos pelo Ticketmaster, só tive o trabalho de chegar mais cedo e trocar o voucher.
Feito isto, fomos procurar um lugar pra almoçar rapidamente nas redondezas e encontramos o Quattro, um restaurante italiano de responsa.

O tempo até o início da ópera era curto, então optamos por comer duas saladas e beber 2 taças de vinho.

A Dé foi da indefectível Caprese

… e eu, numa Panzanella, aquela salada de pão com um montão de legumes, camarões e muito azeite.

Tomamos duas taças dum Vermentino Antinori e estávamos prontos pra assistir ao espetáculo.

Antes de mais nada, louve-se a idade média dos participantes, que deveria ser uns 80 anos (contando com a nossa contribuição pra derrubar este número).

Eu mesmo cruzei com alguns velhinhos que perguntavam: e aí, garoto? 🙂

A montagem é um pouco “poverella”, mas a performance da carioca Daniella Carvalho no papel título, a Cio-Cio San é notável.

Se eu soubesse que era tão divertido, teríamos ido antes.

Ao final, aproveitamos a localização pra dar mais uma boa olhada nos lojinhas da vizinhança.

Retornamos ao hotel, suspirando pelo jantar.

Afinal de contas, iríamos ao nosso chinês queridinho, o Hakkasan, uma filial dum famoso restaurante londrino.

Ele fica no hotel Fontainebleau (ex-Hilton) e que voltou a ser uma potência miamística.

Tudo acontece por aqui, especialmente no bar, que é incrível.

Chegar ao restaurante é sempre um choque.

O ambiente é muito excêntrico e a decoração, o que poderíamos chamar de neoasiática.

Tem mais; invariavelmente, as atendentes são bastantes simpáticas e não te deixam errar o pedido. Foi o que aconteceu conosco.
Como entradas, pedimos um mix de Dim sum

… e Camarões laqueados com lâminas de amêndoas.

Ambos além de bonitos, deliciosos.

Acompanhamos com duas taças do champagne Louis Roederer (uma homenagem aos nossos sócios).

Dividimos um principal, o Red Snapper, um peixe macio, cozido no vapor e com um molho apimentado de fazer qualquer um suspirar.

Ah! Esqueci de falar sobre o arroz com ovo e um toque de shoyo. Que espetáculo!

Ainda mais acompanhado por duas taças dum Chardonnay Far Niente da California.

Uns críticos gastronômicos escreveram isso sobre o restaurante na última vez que estiveram lá (repare os ares premonitórios): O chefe Alan Yau é poderoso! Ele emplacou o restaurante chinês dele, o “michelado” Hakkasan como um dos 50 melhores do mundo (o 36º) segundo a revista Restaurant. Esta lista é questionável, eu sei, mas os bambambans (Ferran Adriá, a esquadra espanhola, o Alex Atala, etc) estão todos lá!
Enfim, o Hakkasan é aquele lugar especial que você guarda pra situações homônimas.

See U.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Dia uno – Orlando/Miami – Aqui não tem nada de Miami vice. Só Timão campeão.
Miami – Flórida – Dia dos – Vendo o Art Deco sobre duas rodas.
Dia tres – Miami – Wynwood, quando grafite é puro encantamento.
Dia cuatro – Miami – Florida – Casa minha, casa nossa, Casa Tua.

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dcpv – buenos aires – um jantar especial na La Vineria de Gualterio Bolivar.

24/02/2012

Buenos Aires – Um jantar especial na La Vineria de Gualterio Bolivar

Fomos a La Vineria de Gualterio Bolivar. Lendo somente esta frase, dá a impressão de que fomos assistir a um show de tango, né?

Mas não foi nada disso o que aconteceu. Optamos por conhecer a comida do Alejandro Diglio, que tem como característica uma autodefinição de contemporânea e racional.
O que seria isso? Contemporânea por que ela é moderna e racional, por que tudo que está no prato tem uma função e deve, inclusive, ser comida da maneira que o atendente te explicou.

Aí vem a pergunta: é comida molecular?
Eu responderia que não exatamente, porque tem alguns toques deste estilo (próprios de quem trabalhou no ell Bulli), mas o que fica realmente é o sabor de todos os 15 pratos. 15 pratos?

O restaurante fica em San Telmo e tivemos que atravessar a cidade pra chegar lá (com um desfile referente a 24 de março incluso. Pra quem não sabe, este é o dia em que os argentinos fazem uma marcha em homenagem a todos os torturados pelo governo militar)

Chegamos e nos surpreendemos com a simplicidade de tudo.
O lugar é bastante acanhado, com uma cozinha a vista e um staff muito reduzido. Nos fez lembrar aqueles restaurantes pequenos de Paris (xiii, deixa os argentinos saberem disso! rs).

E tem mais, naquele momento éramos os únicos clientes (logo após, mais duas mesas seriam servidas).
O atendente nos explicou como tudo funciona. Só existe um menu degustação de 15 experimentos (eles chamam de rações) e você escolhe se quer um vinho pra noite toda ou toma várias taças que ele mesmo indica.

Ficamos com a segunda opção. Vamos lá:

1 – Espuma de parmesão com azeitonas pretas e pão de vinagrete – uma entradinha, na verdade um daqueles agrados (???) salgados e parecendo um grana padano líquido. Destaque pro pãozinho recheado com vinagrete que fez o meu sogro dizer: Caramba, não podia vir mais desta delícia?

2 – Foie com caramelo de groselhas. Uma foie macio, derrrrretendo (como um costelão!) com um caramelo delicado.

3 –  Velouté de lagostine com caviar de lula. Uma delícia, com o sabor acentuado dos  lagostines (quase camarões) e o caviar, um daqueles do Claude, pintados com tinta de lula. O vinho branco Torrontés Urano acompanhou os pratos acima.

4 – Salada com cama de terra de cacau, legumes, couve flor com vinagrete nitrogenada. Este é um daqueles em que o nitrogênio parece que faz somente paisagem, mas na verdade, ele congelou o vinagrete que mais parecia um sorbet. Surpreendente.

5 –  Pão ovo trufa. Um queijo de cabra e um pão que envolve o ovo cozido em baixa temperatura; com redução de asa de frango. A gema do ovo escorre sobre o prato, resultando numa mistura harmoniosa com o caldo bem concentrado de asa.

6 – Lula com maionese de páprica. Um prato simples e muito diferente. Parecem croquetes, né? Mas não são!

7 – Lagostine com cinza de vegetais e caldo dos mesmo vegetais. Esta cinza é uma cinza mesmo, resultante da queima dos vegetais. Mais um prato com consistência e muita criatividade.

O vinho rosé Malbec Zorzal groselhal acompanhou os pratos acima.

8 – Abadejo com pó de lardo, tinta de lula. O pó de lardo, quase um bacon foi o destaque do prato, além da maciez e do frescor do peixe.

9 – Falsa trufa com alhos em várias cocções e caldo de frango.Este prato é tão bom e inusitado que fica difícil de explicar. Melhor é ir conhecer a La Vineria de Gualterio Bolivar! rs

10 – Velouté de puccero em volta de raviole de espinafre.  Um prato normal. Até que enfim, mas não deixou de ser saboroso.

11 – Caldo de tutano, ervilhas com véu de cenoura com batata e cebolas. É tão bom que a Dé comeu o tutano!!

12 –  Bife com aspargos, emulsão de batatas e fumaça de defumado. Neste momento, começaram os forfaits. A D Vera e a Dé desistiram. Eu e o Sr Antonio continuamos galhardamente e adoramos a carne ao ponto (e olha que pedimos um pouco acima), além do charme da fumaça.

13 – Granita de laranja, grapefruit, Campari e azeite de oliva. É praticamente um sorbet limpa-trilhos. E dá pra imaginar o quanto limpa o palato com este ingredientes. Como disse a Dé: ui!

14 – Espuma de yogurte com biscoito sem farinha de chocolate e sorvete de creme. Docinho e gostosinho.

15 – Reconstrução de alfajor. Biscoito Maisena. E um shot de côco com doce de leite. A esta altura, estávamos torcendo pra que este ótimo doce fosse realmente o último.

Acompanhamos todos os acima com um vinho excelente tinto Bonarda Las Perdices .

Louve-se o atendimento que o Juliano nos proporcionou. Ele  mostrou-se completo, já que além de nos informar sobre cada um dos componentes dos pratos, ainda foi um sommelier muito prendado.

Portanto, estando em BsAs, vá visitar a La Vineria de Gualterio Bolivar e você não se arrependerá.

Só não espere um show de tango, certo?

Hasta.

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dcpv – república gastronômica da china

10/05/11
número 292

República Gastronômica da China.

Comprei mais um livro de gastronomia (oh, que novidade.)
E ele é muito diferente, já que é praticamente um romance.

O “República Gastronômica da China – escola de culinária” foi escrito pela Jean Lin-Liu , uma jornalista sino-americana  (ela não badala, não. É chinesa) que colocou na cabeça que iria aprender a fazer a real comida chinesa de qualquer jeito.

E melhor do que simplesmente aprender como fazer, ela resolveu se matricular numa daquelas escolas tradicionais em plena China (deve ser a mesma coisa que o Rogério do excelente blog Amuse Bouche está sentindo).
O livro tem um texto muito interessante e recheado de receitas genuinamente chinesas.

O relato é muito envolvente e você fica doido pra entrar no mundo gastronómico chinês (apesar da dificuldade de se encontrar alguns ingredientes). Adivinhem se eu não aproveitei esta chance pra fazer o que eu gostasse?

E lá vieram pães de milho cozidos no vapor, pepinos amassados, lombo de porco agridoce, ovos cozidos no chá e maçãs caramelizadas.

Beleza! , 那么.

Bebidinha – Saquê

Foi o mais próximo que chegamos do oriente.

Couvert – Pão de milho cozido no vapor (Wotou) e Pepinos amassados (Pai huanggua)

Lin-Liu sabe que o mundo adora uma boa cozinheira, especialmente uma que sacia a fome que temos pela cultura chinesa”. NYT

E sabe que um dos grandes atrativos do livro é exatamente este? Você não desgruda dele tentando entender como uma cultura pode ser tão diferente!
Estes pãezinhos acompanham o raciocínio.  Coloque 500 g de fubá amarelo, 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio e 1/4 de açúcar mascavo numa tigela.

Misture com 2 xícaras de água para fazer uma massa homogênea. Divida a massa em pedaços de cerca de 1/2 xícara cada. Com as mãos, dê a cada pedaço o formato de um cone.

Ponha-os com a ponta pra cima numa vaporeira de bambu (eu coloquei no Varoma da Bimby) sobre uma panela cheia de água fervente e cozinhe no vapor por 20 minutos.

Olha, nós comemos porque somos bravos. Certamente estes pãezinhos (como eu os fiz) serviriam pra fazer um belo pedaço da Grande Muralha da China, tamanha a dureza deles! 🙂

Já pros pepinos, a simplicidade impera. Fatie 2 pepinos transversalmente em pedaços de 5 cm.

Soque-os com o lado chato do cutelo (pode ser o cabo da faca), de modo que se quebrem em pedaços menores.

Transfira-os pruma tigela e misture-os ligeiramente com 4 dentes de alho picados, 1 colher de sopa de óleo de gergelim, 2 colheres de chá de vinagre escuro chinês e 1/4 de colher de chá de sal.

Deixe marinar por pelo menos 15 minutos e sirva (eu deixei umas 3 horas e ficou muito bom).

Entradas – Ovos cozidos no chá (Chaye dan) e Vagem a moda de Sichuam (Ganshou biandou)

O livro de Jen Lin-Liu é uma pequena jóia. Não o deixe passar despercebido. Ele é uma raridade – divertido e profundamente emocionante”. WSJ

E rara é esta receita do ovo cozido. Encha um cladeirão até a metade com água fria e acrescente 6 ovos grandes. Deixe ferver e cozinhe sobre fogo médio por 5 minutos. Tire os ovos do caldeirão e bata-os suavemente contra uma superfície dura, quebrando as cascas, mas deixando-os intactos.

Ponha-os novamente no caldeirão e adicione 1/4 de colher de chá de sal, 1/4 de colher de chá de caldo de galinha em pó, 5 cravos da Índia, 3 anises-estrelados, 1 alho poró (somente a parte branca) cortado em pedaços de 2,5 cm, 2 fatias finas de gengibre e 2 colheres de chá de folhas soltas de chá de jasmim. Muito louco, né, não?

E o resultado é muito interessante. Se você nunca provou um  ovo cozido temperado e cheiroso, esta é a oportunidade. Se eu tivesse um boteco, eu colocaria pra vender. Seria um sucesso!

A Ganchou (será vagem?) é um pouquinho mais complexa. Quebre as pontas de 500g de todas e ponha 1 litro de óleo vegetal numa wok em fogo alto por 5  minutos. Frite as vagens por imersão por cerca de 3 minutos. Remova-as e deixe escorrerem.

Ponha 1 colher de sopa do óleo usado pra fritura das vagens numa wok limpa e leve ao fogo médio. Acrescente 120g de carne de porco moída e frite, mexendo sempre. por 1 minuto.

Acrescente um de cada vez e deixe um minuto a cada adição, 1 colher de sopa de alho poró picado e de gengibre, 1/4 de xícara de legumes em conserva de Sichuam (fiz uma adaptação romântica e usei nabo), 2 colheres de chá de xerez, 2 colheres de chá de molho de soja, 1/4 de colher de chá de sal e de açúcar e, finalmente, as vagens fritas.

Acrescente 1 colher de sopa de água e mexa por 1 minuto. Tire do fogo e sirva imediatamente. Tudo misturado ficou deste jeito.

Chinês ao extremo e com cara de comida saudável (você já viu algum chinês gordo? rs)

Dizem que comida chinesa combina com espumante. Pois então tomamos uma Cava Codorniu Espanha só que Semi-Seca. Ficou muito harmônico e achamos “sweet, memories, profunda, il dulce”.

Principal – O verdadeiro lombo de porco agridoce (Gulao rou) e arroz frito de yangzhou (Yangzhou chao fan)

“O relato pessoal de Lin-Liu é o tipo de escrita que os leitores adoram: despretensiosa, multicultural e apaixonada pro comida”. 4 Cidades – Ferraz de Vasconcelos

E este lombo é pra apaixonar mesmo. Basta juntar numa tigela pequena, 1 xícara de maisena, 1/2 xícara de água e misture até obter uma massa homogênea.

Ponha 1/2 xícara de maisena numa outra tigela. Mergulhe os cubos de 500 g de lombo de porco primeiro na mistura úmida e depois na maisena seca.

Leve uma wok ao fogo alto junto com 1 litro de óleo vegetal e aqueça até que os cubos de carne crepitem (esta é boa!). Frite todos os cubos empanados até dourarem. Escorra-os sobre papel toalha.

Abaixe o fogo até que os cubos esfriem (uns 5 minutos). Aumente o fogo novamente e frite os cubos novamente por mais 1 minuto. Reserve.
Numa outra tigela pequena (prepare-se. Você tem que ter muitas!) misture 1/4 de xícara de catchup, 1/4 de xícara de vinagre de arroz, 1 colher de sopa de açúcar e 1/4 de colher de chá de sal.

Numa outra tigela (eu falei!) dissolva 1 colher de chá de maisena em 1/4 de xícara de água. Deixe ambas perto do fogão. Ponha 2 colheres de sopa do óleo usado na fritura numa wok limpa e leve ao fogo médio-alto.
Adicione 1colher de sopa de alho poró e de alho picados e mexa por 1minuto.

Adicione a solução de maisena e cozinhe mais um minuto. Junte a carnes de porco,1 e 1 /2 xícaras de abacaxi picado e  1 pimentão verde cortado em cubos de 2,5cm.

Tire do fogo e sirva sem demora.
Quanto ao arroz frito, vou dizer uma coisa: estou com a maior preguiça de escrever a receita toda. Só vou dizer que é uma mistura muito legal de cebolinha, alho, cebola, vinho de arroz, óleo de gergelim, molho de soja, vieiras (é isto mesmo) , shitake, broto de bambu, arroz cozido, presunto em cubos (adivinhem?) e sal.

A dica que eu vou dar é o truque pra fritar um ovo batido bem fininho na wok quente e cortá-lo em tirinhas pra misturar ao arroz ( se alguém quiser a receita me peça que eu  me escabelo e envio! 🙂 ).

Uma delícia!

Assim como delicioso ficou o prato inteiro.

E muito bonito também.

Pra acompanhar e homenagear os nossos colegas de BRIC, tomamos um um tinto Condado de Almara Crianza 2007 Navarra que foi “little, clianza, navarroso, antiskol“, segundo os ex-camaradas, nós mesmos.

Sobremesa – Maçãs Caramelizadas (Basi Pingguo)

“Lin-Liu é uma charmosa guia para a China moderna e sua culinária caleidoscópica”. People

Esta sobremesa até que dá um pouco de trabalho. Mas compensa e inclusive, ela contém uma grande descoberta.

Numa tigela, misture 1/2 xícara de farinha, 1 colher de chá de fermento em pó e 1/4 de xícara de água pra fazer uma massa bem mole. Ponha mais 1/2 xícara de farinha em outra tigela. Mergulhe cubos ( de 2cm) de mação fuji na farinha e na massa. Aqueça 1 litro de óleo numa wok. Frite-os até ficarem levemente dourados. Retire e refrite-os até terem um bela cor casatnha.

Leve uma wok ao fogo médio-alto e coloque 1/4 de xícara de óleo (é isto mesmo), 1 e 1/2 xícara de açúcar e 1/2 copo de água.  Cozinhe até borbulhar, mexendo de vez em quando até que a mistura pare de borbulhar e ganhe um brilho amarelado.
Acrescente os cubos de maçã e mexa vigorosamente pra cobrí-los com o caramelo.

Sirva imediatamente, pondo uma tigela de água quente perto das maçãs. Deve-se mergulhar cada cubo na água antes de comê-lo.

Pronto! Você acabou de descobrir o segredo daquelas maçãs caramelizadas daqueles restaurantes chineses. Ficou demais e não se esqueça da água quente.

Leia os comentálios dos camaladas:

Comida saborosa, cheirosa, doce, picante. Tipicamente chinesa da chemma. Formidável. (Edu)
Xing Ling Ling! Mao Tse Tung!! Chu en Lai!!! (tradução: eita comida boa (Mingão)
Quelo comê outla vez! (Deo)

“Depois de conseguir o diploma de cozinheira profissional, Lin-Liu faz estágios em diferentes lugares. Seu trabalho a leva desde uma humilde cantina especializada em macarrão, na periferia de Pequim, a um refinado restaurante de luxo em Xangai. Ela passa a conhecer também a riqueza das variações regionais da culinária chinesa”.

Xiiii. Tenho que terminar de ler este livro rapidinho.
Tchau ou melhor,  汉语 .

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dcpv – cozinha tailandesa no wilma kövesi.

Wan-poot
27/04/11

Cozinha Tailandesa no Wilma Kövesi.

Além de ler religiosamente a coluna da Nina Horta semanalmente às quintas na Folha, sempre acompanho as matérias gastronômicas que também são publicadas neste mesmo dia.  (N.R- este post foi escrito antes da publicação do não muito promissor caderno Comida da Folha) 

Pois uma delas (há duas semanas atrás) versava sobre a comida Thai e informando que a Yui Sriyabhaya cozinharia num  festival do ótimo restaurante Obá. O chef e proprietário Hugo Delgado a convidou pra demonstrar tudo o que ela sabe e ensina na sua escola de culinária, a  “A lot of Thai” que fica na bela cidade de Chiang Mai, no norte da Tailândia.
E informava também que ela daria uma aula na WK Cozinha.

Nós todos aqui em casa, indistintamente, adoramos comida Thai.
Não precisa nem dizer que entrei em contato com a Betty pra fazer a nossa inscrição. Consegui as tais as duras penas, já que a aula estava mais do que lotada. Pausa pra meditação: porque será que São Paulo não consegue ter um restaurante absolutamente thai e que perdure?

No dia marcado, 27/04, estávamos (eu e a Dé) lá pra aprendermos mais um pouco sobre a saborosa e cultural comida tailandesa.
E a aula foi espetacular. O Hugo traduziu o que foi necessário; a Yui explicou tudo com bastante sabedoria e paciência e além de captarmos toda a inspiração dela, ainda comemos muito bem. Até alho da Tailândia ela trouxe.

Não preciso nem dizer que tudo isto me motivou a reproduzir o menu quase que totalmente por aqui (só pulei o Curry Verde).

Salada de camarão, caldo de frango,  macarrão de arroz frito, arroz doce com manga, enfim, está tudo aí.

Aproveitem.

Bebidinha – Caipiroska de carambola com Absolut.

As carambolas são do meu quintal. Tão uma beleza, né não?

E a Absolut Brooklyn é imperdível (saborizada com maçã verde e gengibre).

Simples carambolas amassadas com açúcar, gelo e a criatura acima formam uma caipiroska daquelas inesquecíveis.

Entrada – Pla Gong Bpla Muek e Tom Khaa Gai.

É claro que todo  mundo sabe que Pla Gong Bpla Muek é uma salada de camarão, lula, palmito, chilli-jam, capim limão, coentro e limão, né não? 🙂

A Yui explicou que a grande sacada deste prato é a Chilli-Jam, uma geléia de pimenta formada por camarão seco, echalotas, tamarindo, açúcar e molho de peixe, o famoso nam pla. Ela pode ser comprada na Liberdade (e foi o que eu fiz! rs)

Pra fazer é até que fácil. Basta cozinhar 100 grs de camarão rosa limpo e 120 g de lula em anéis num litro de água com 1 colher de sopa de vinagre (muito importante) e uma pitada de sal.

Cozinhe rapidamente pra que os frutos do mar não fiquem duros.

Num bowl, coloque 3 colheres de sopa de Chilli-Jam, 2 de nam pla e 4 de limão. Misture.

Prove, pois deve ter um sabor azedo, depois doce, apimentado e um pouco salgado (Não estranhe. Você terá várias indicações neste formato. É um dos princípios da culinária Thai  e que a Yui segue à risca).

Depois coloque os frutos do mar e 60 g de palmito cortado em rodelas.

Agregue 4 colheres de sopa de echalote (ou cebola-roxa), 2 da parte branca do talo de capim-limão cortado finamente, 1 folha de limão cravo fatiado finamente (seria kaffir, mas…), 4 de coentro picado, 2 de hortelã  rasgada com as mãos e misture com cuidado .

Sirva e decore com pimenta malagueta.

O sabor final tem que ter necessariamente a sequência azedo/doce/apimentado e pouco salgado.

É claro também que você sabe o que é um Tom Khaa Gai (sem risadinhas, por favor!! rs) ?

É um ótimo caldo de frango, leite de côco, galangal, capim-limão, cogumelos, tomates e limão.

Isto mesmo, uma daquelas sopas refrescantes e reconfortantes que só a culinária thai pode proporcionar.

Ferva por 10 minutos duas xícaras dum bom caldo de frango (feito em casa, por favor!) e 2 de leite de côco junto com 2 talos de capim limão (a famosa erva-cidreira) e 8 fatias de galangal (esta é duro de achar. Dá pra usar gengibre no lugar).

Agregue ¼ de cebola roxa cortada em gomos, 1/3 de xícara de cogumelos (Portobelo ou Paris) fatiados e cozinhe por mais dois minutos.

Coloque 150g de linguado fatiado (pode usar frango ou porco) e 4 folhas de limão cravo rasgadas. Quando o peixe estiver cozido, junte 8 tomates-cereja cortados ao meio.

Tempere com  2 e 1/2 colheres de sopa de nam pla, 2 de açúcar (é isto mesmo), 2 pimentas malaguetas esmagadas e quando apagar o fogo, 4 colheres de sopa de suco de limão.

Sirva com coentro e cebolinha verde por cima.

O resultado final terá que ser azedo, um pouco salgado, pouco doce e bem pouco apimentado. E especialmente, formar uma daquelas entradas inesquecíveis.
Pra acompanhar um ótimo espumante brazuca, o Conde de Foucauld Brut que foi “discreto, amante profissional, Conde Dado, veresco” segundo, os ferrazainses

Principal – Pad Thai.

Esta é de conhecimento geral. Qualquer curioso já pediu alguma vez um Pad Thai na vida.

Que nada mais é do que macarrão de arroz frito na wok com camarão e outros toques tradicionais. Fácil, não? Pelo menos pra Yui, pareceu! 

Coloque 100 g de macarrão de arroz pra hidratar por 15 minutos. Escorra.

Misture 2 colheres de sopa de nam pla, 1 de shoyo light, 2 de açúcar de palmeira (você acha no sex shop) e 3 de suco de tamarindo. Reserve.

Esquente 1 e ½ colher de óleo numa wok e coloque o macarrão. Frite, mexendo bem até que todo o óleo cubra o macarrão. Agregue 1/3 xícara de água e misture até que o macarrão fique suave e a água  evapore. Tire o macarrão e separe.

Coloque mais 1 e ½ colher de sopa de óleo no wok, esquente, agregue 2 colheres de sopa de echalote picada e frite brevemente. Junte 1 colher de sopa de alho picado e 100 g de camarão médio limpo.

Coloque 1 e ½ colher de nabo em conserva e ¼ xícara de tofu frito (você encontrará tudo em qualquer loja de produtos orientais).

Retorne com o macarrão e coloque o molho reservado. Misture bem e agregue ½ xícara de broto de soja.

Faça um espaço  na wok (como o abaixo) e frite um ovo, deixando que ele fique quase pronto. Depois misture.

Junte 1/3 de xícara de nirá picado (este eu peguei aqui em casa mesmo) e sirva com amendoim e chilli em pó por cima.

E uns belos pedaços de limão.

Este prato deverá ter sabores doce, azedo e salgado com a mesma intensidade.

E tinha, viu Yui?

Pra variar, tomamos o nosso queridinho e coringa de todas as horas, o JC (somos íntimos) Chardonnay 2010 que foi “always, francisco, sempre livre, bommmm“.

Sobremesa – Kao Niao Ma Muang.

Mais uma receita facílima de ser traduzida. Ainda mais se imaginando que muang é manga!

Pois este arroz doce com creme de côco e pedaços de manga representa muito bem a refrescância das sobremesas tailandesas.  

Cozinhe no vapor ½ kg de arroz moti branco misturado com ¼ de xícara de arroz moti preto (este eu não achei e improvisei com um arroz negro).

Misture 2 e ½ xícaras de leite de côco, ½ xícara de açúcar e ½ colher de sal (é isto mesmo).

Coloque o arroz cozido num bowl e junte o molho acima até que o arroz fique bem encolvido.

Deixe descansar por 30 minutos, sirva com pedaços de manga e com mais um pouco do molho por cima.

Não precisa nem dizer que o sabor final será doce! E que doçura!

Eis a opinião dos namplazeiros:

Como diria o Tom: que beleza! (Edu)
Tom Khero Mais. (Mingão)
Taí ou não tái, bom demais “ouso dizer parafraseando somebody”\\\; the best tailandesa! (Deo)

Incrível. Você precisa fazer estas receitas em casa (ou pelo menos, algumas) pra ter idéia de todas as sensações que tivemos nesta noite.

Ou então planejar o que eu já programei: uma visita a Chiang Mai pra ter uma aula com a Yui lá na “A lot of Thai”. Deu risadas? O negócio é ser positivista (a Dé sempre me ensinou isto).

Caso queira treinar, dê um pulo no ótimo Obá, experimente vários destes pratos e aproveite pra perguntar pro Hugo se é interessante ou não conhecer a Yui e a família dela?

La gon.

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dcpv – cozinha shojin ryori. cê sabe o que é?

23/03/11

Cozinha Shojin Ryori.  Cê sabe o que é?

Segundo o Chef  Toshio Tanahashi essa culinária “não é um simples meio de obter prazer através da alimentação, mas uma rigorosa disciplina cujo estudo guia para uma compreensão mais profunda do budismo”.

Dizem que tudo nesta vida tem ao menos duas maneiras de se ver. Isto se aplica ao caso da cozinha Shojin Ryori já que se por um lado “conversar” com os ingredientes parece ser um pouco estranho, por outro, só utilizar produtos fresquíssimos e de procedência dá toda a certeza de que se terá um resultado, no mínimo, saudável.

          

E o que que este post tem a ver com isso? Será que nos convertemos ao budismo?
Quando o chef japonês Toshio veio ao Brasil há um tempo pra preparar um jantar especial no  Kinoshita utilizando somente a técnica Shojin Ryori, eu me interessei e tentei, em vão, reservar já que os lugares se esgotaram rapidamente. Por sorte li que ele voltaria pra cozinhar no Kinu, restaurante do hotel Hyatt, corri e consegui 3 lugares (pra Re, pra Dé e pra mim).

Finalmente experimentaríamos a cozinha milenar e budista.
Chegamos no horário (o que não é nenhum mérito já que a filial praiana é ao lado do hotel) e a tempo de vermos a exibição do verdadeiro “manipulador das massas”, o assistente do Toshio e preparador do soba que comeríamos no jantar.

Vimos desde a mistura das farinhas …

 …até a abertura perfeita e …

… especialmente o corte.

Enfim, um verdadeiro espetáculo. É claro que o menu seria do tipo degustação com a pré-definição de 7 pratos e a escolhida (por nós) harmonização de saquês e chás.

Começamos o tour com um tofu de gergelim e amido kuzu com wasabi e shoyo. Este tofu é uma das especialidades dele.Vou tentar traduzir pro português todos os pratos, inclusive este.

Neste caso, o flan (ou seria um manjar?) era salgado (vocês entenderão brevemente o porque da citação desta qualidade) e com uma consistência que transformava o ato de comer com os hashis numa verdadeira ginástica.  Achamos saboroso e muito divertido.

 Acompanhamos com Sen-Chá e um saquê espumante espetacular, o Umenoyado.

O próximo prato certamente agradaria a Dé: uma sopa transparente com tempurá de figo e aspargo verde, biscoito de raiz de lotus e quiabo.

Este talvez tenha sido o mais excêntrico da noite, pois o quiabo foi cortado in natura, o que significou que a baba estava mais do que presente. Ela se juntava ao caldo quente da sopa e passava pela garganta como se fosse um tipo de alga ou melhor dizendo, com densidade duma água viva.

Simplesmente ame-o ou deixe-o. A Ré deixou tudo e a Dé um pouquinho! rs

Partimos pro prato seguinte, o terceiro. Um risotto (lisotto?) de tomate e milho verde grelhado, temperado com frutas e miso.

Mais um prato controvertido na familia Luz, já que todo mundo comeu, exceto a Re que ainda não come tomate em espécie alguma. Achamos (eu e a Dé) bem gostoso, mas estava mais pra malandrinho que pra “lisotto”.

Pra harmonizar, um saquê Nambu Bijin Junmai Ginjo e um Ban Chá de Kyotto. Perfeito e desconfio que estamos nos tranformando em “saqüológos”!

O quarto prato foi um Ae-Mono (nada a ver com Aí, mano?).

Que são legumes e frutas da estação temperados com molho verde especial (e um pão com gergelim?). Interessante, esquisito e todo mundo comeu, apesar da aparente falta de sal.

Próximo fotogênico prato? (este tipo de cozinha tem como norma transformá-los em verdadeiras obras-de-arte)

Croquetes de abóbora japonesa, batata e batata doce roxa com molhos de melancia e marolo.

Bom, todo mundo conhece quase tudo deste prato, com exceção do marolo que é praticamente uma espécie de amarula com um gostinho de plástico. E o molho de melancia era bem docinho e denso. Mais uma vez, muito interessante.

E chegou a vez do macarrão soba, aquele que foi preparado no início da noite.

Todos conversamos como seria bom comer “uma massinha com um molho quente e bem temperado”. rs

Ela chegou, o Macarrão Japonês de Soba moda Bukkake (eu tentei procurar o significado no Google, mas…) e com um molho a base de amendoim (um pouco doce). Delicioso, mas com um detalhe precioso: totalmente frio.

Não precisa nem dizer que tive que traçar o da Re também. Graças ao bom Buda, experimentamos o ótimo saquê Mutsu Otokoyama Junmai Chokara.

Estávamos chegando à sobremesa.

E ela, a gelatina japonesa kanten de frutas com creme de tofu e molho de caqui se mostrou como o prato mais esquisito (exquisito?) da noite, já que ao contrário de todos os outros pratos, ela estava ligeiramente salgada. Extravagante e salgada.

O próprio chef acompanhou pessoalmente o balé da montagem.

Pronto, a experimentação terminou.
Vocês podem me perguntar se eu recomendaria este tipo de jantar? Novamente eu recorro ao mesmo expediente do começo deste post: tenho duas respostas pra dar.

Uma, obviamente que sim, especialmente se você nunca ouviu falar da cozinha Shojin Ryori. Você se divertirá como nunca ao experimentar as nuances da comida budista.
A outra é que se você não é muito chegado a coisas deste tipo, fuja!  🙂
Ou melhor, vá comer a comida natural da Tatiana Cardoso no ótimo restaurante Moinho de Pedra.

 .


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