Archive for the 'viagem' Category

dcpv – dia acht – berlim – visitando a ilha dos museus e comendo o melhor currywurst

23/03/2016

Dia acht – Berlim – Visitando a ilha dos museus e comendo o melhor currywurst.

Broncolhaço! Esta é a verdadeira definição pra este dia.

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Resolvemos tomar café no museu Pergamon, um vez que ontem tentamos visitá-lo mas não conseguimos (a fila estava muito grande).

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Pegamos um táxi e zarpamos, em plenas 10:00 hs pra Ilha dos Museus.

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A fila pra compra de ingresso até que estava pequena (juro que tentei pela internet, mas o site somente em alemão dificultou bastante).

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O grande problema aconteceu na hora de entrar no museu. A quantidade de gente nem era muito grande, mas a inabilidade dos guardas que tomavam conta era imensa.

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Resultado? Ficamos quase uma hora e meia na espera e num frio considerável.

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E tudo isso pra dizer que o Pergamon é um museu muito bom, mas não tem muita coisa imperdível, não!

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Quanto ao nosso café da manhã, dançamos.

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O museu não tem café e tivemos que improvisar comprando capuccinos e pretzels em plena chuva.

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Como complemento, compramos o ticket conjunto, com direito a entrar também em outro museu vizinho e bacana, o Neues.

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A atração maior dele é o busto de Nefertiti.

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Enquanto você não chega a ele, se delicia com a arquitetura do prédio. Ela é espetacular.

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A coleção nem tanto, já que quem já foi ao Louvre (como nós) nada surpreende.

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E na verdade, a grande surpresa é justamente não poder tirar foto alguma da grande superstar, a Nefertiti.

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Mas, pelo menos, conseguimos ver e fotografar o famoso chapéu dourado.

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Saímos de lá, praticamente insatisfeitos e resolvemos nos satisfazer com a especialidade da casa, comida.

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E fomos atrás do melhor currywurst de Berlim. Pegamos um táxi e rumamos pro Konnopke’s.

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Se você quiser o melhor currywurst (que nada mais é do que uma excelente salsicha com um bom ketchup e batatas fritas), vá lá.

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E a praticidade deles é incrível (coisa que não aconteceu nos museus). Você entra numa fila, faz o pedido e em segundos, voilá, está tudo na sua mão.

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Eu e a Re pedimos o curryworst normal. A Dé pediu com salada de batatas.

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E pra acompanhar, uma boa cerveja alemã. Tudo perfeito.

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Depois desta magnânima refeição, pegamos um táxi outra vez e fomos conhecer o Sony Center.

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Ele fica na Potsdamer Platz e tem uma cobertura com uma estrutura que é simplesmente incrível.

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Como o frio reinava, resolvemos tomar um expresso e comer um donut, pois não somos de ferro.

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O restante da tarde foi passear pela Friedrischstrase …

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… e comprar alguns sapatos alemães.

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Pronto!

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Só nos restava o jantar.

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E resolvemos encerrar a nossa temporada germânica num lugar típico: o italiano Bocca di Bacco. rs

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Esta foi uma dica do grande Eymard. E a noite foi perfeita.

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Primeiro, que o lugar parece mesmo com um restaurante italiano.

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Depois que a comida combina perfeitamente com o ambiente.

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Pedimos uma entrada pra dividirmos, uma burrata com pomodorini.

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A Re, que estava sem fome, foi de Sopa de batata com cebolas.

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A Dé, um papardelle com ragu de pato e funghi porcini.

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Eu, um ravioli com ragu de vitela, purê e crispy de prosciutto.

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Tudo maravilhoso e ainda mais acompanhado dum tinto do Gaja, o Promis 2013. Prontíssimo.

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A despedida berlinense foi realmente em grande estilo, e melhor, estávamos a 10 minutos das nossas caminhas.

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Guten abend!

Veja os outros dias desta viagem:

dcpv – comida eatalyana e ferrazense.

28/04/2015
número 415

Comida eatalyana e ferrazense.

Acabamos de voltar de Nova York.

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E, certamente, uma visita a esta grande metrópole nunca será completa se não incluir ao menos uma incursão pelo maior sex shop do mundo, o Eataly.

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Trocadilhos a parte (este do nome com o da Itália é sensacional), este lugar é realmente um espetáculo.

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Lá você encontra alimentos italianos legítimos e ainda pode fazer uma grande refeição tanto nos seus inúmeros restaurantes, como simplesmente comendo burratas, tábuas de frios e tomando espumantes Ferrari.

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Foi o que fizemos ao menos seis vezes (né, Lourdes e Eymard?). E é claro que não voltaríamos de lá sem fazer umas boas comprinhas que nos rendesse uma grande noite aqui na grande FV.

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Vamos lá, então, a noite eatalyana (e ferrazense) aqui no dcpv.

Entrada – Salumi, Formaggio & Bruschettas.

Este prato é tão simples quanto a maioria dos que experimentamos por lá.

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Foi só desembalar os frios, …

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… cortar o parmeggiano, …

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… esquentar o molho siciliano especial para bruschettas, …

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… assim como as fatias do pão italiano que as formariam …

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… e montar tudo num prato. Taí a belezura!

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Como não poderia deixar de ser, tomamos um tinto italiano, o Schola Sarmenti Rosso 2011, que foi “abac, morais, cyrus, rosenesco“.

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Principal – Pasta ao pesto de Finnochio.

Pasta ao pesto? Muito bom foneticamente.

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E melhor ainda ao paladar. Feito como?

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Simplesmente cozinhando uma massa bastante interessante (já que era formada por muitos tipos de macarrão) …

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… e misturando com um pesto de finnochio (erva-doce), …

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… além de pimenta malagueta seca e moída, …

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… que deu um toque especial ao prato.

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Complementamos com um vinhaço italiano, o tinto Barbera D’Asti Pomorosso Coppo 2011, que foi “quivinho, copporosso, pomodoso, v.q.c“.

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Sobremesa – Cantuccini al Pistachio e Baci di Dona.

Esta foi fácil de fazer. Bastou abrir os dois pacotes dos biscoitos e estava pronta.

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Não precisa nem dizer que tanto os cantuccini (biscoitos feitos com farinha de amêndoa), como os baci de dona (recheados com nutella) estavam excepcionais.

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E melhoraram quando acompanhados pelo famoso anisete da D Anina.

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Eis a opinião dos verdadeiros italianos:
Eatalyano ao extremo. Quero ver fazer um negócio desse parecido por aqui. rs (Edu)
Que venha a Itália. (Mingão)
Depende é “probremático”, mas a comida é boa demais! (Deo)

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Pronto! É claro que não consegui reproduzir fielmente o conjunto que é formado pela comida e pelo ambiente deste magnífico estabelecimento que é o Eataly novaiorquino.

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Mas certamente a nossa união, amizade, conversa fiada e risadas colaboraram muito pra que tudo estivesse bem próximo.

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Viva o Eataly! Dizem que um Eataly será inaugurado brevemente em SP. Torço pra que tudo dê certo, mas duvido que conseguirão manter o equilíbrio entre qualidade e preço dos similares pelo mundo. (Em tempo, já visitamos o Eataly praiano e apesar de alguns contratempos, gostamos muito).

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Arrivederci.

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dcpv – dia catre – paris – tour de chocolate (e otras cositas más) por saint german de prés.

18/03/2016

Dia catre – Paris – Tour de chocolate (e otras cositas más) por Saint German de Prés.

Mais um dia frio e maravilhoso na cidade iluminada.

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Escolhemos fazer pela manhã o que melhor representa a capital francesa: flanar.

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E melhor ainda que seria pelo nosso bairro, o Marais.

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Tomamos um bom café da manhã e fomos passear.

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Descemos a rua des Rosiers, cruzamos a Vielle du Temple …

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… e chegamos num pet shop elegantérrimo.

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Compramos algumas coisinhas pro Barclay (o nosso cãozinho) …

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… algumas coisas pra nós (em outra loja, claro?🙂 ). Que outro lugar você encontra roupas de frio exclusivas e camisas antigas de rugby …

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… além das fantásticas quinquilharias específicas da Muji?.

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Pra finalizar, nada como almoçar um legítimo falafel do L’As du Falafel!

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Um espetáculo.

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E estávamos prontos pra enfrentar um tour de chocolates e patisserries que encontrei no tio Google.

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Paguei antecipadamente para a Get your guide e as 14:00 estávamos na frente da La Maison du Chocolat, junto com duas americanas.

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O guia Davi estava a postos e fomos, logo de cara, experimentando eclairs espetaculares.

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Como o tour também era cultural, ele nos explicou rapidamente como Paris se transformou numa metrópole.

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Próxima parada?

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Numa padoca de luxo, a Poilâne, …

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… onde tudo é feito no formato old school.

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Escolhemos tipos diferentes de pães …

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… e rumamos para Saint Sulpice.

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O Davi nos deu uma aula completa sobre história francesa …

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… e aproveitamos pra conhecer o escultor de chocolates, o Patrick Roger.

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A sua loja é fenomenal e o primeiro andar é um pequeno museu de esculturas chocolatais.

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Continuamos a caminhada e chegamos ao óbvio.

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Macarons? Pierre Hermé.

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O rei dos reis.

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Next stop? Pierre Marcolini.

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O cara é belga, mas manja pra caramba!

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Os chocolates dele são de deixar qualquer um estupefato (e olha que não sou tão fã assim deles).

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Caminhamos mais um pouco e chegamos a uma praça altamente aprazível.

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Nela fica a La Maison du Chou, …

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… que nada mais é do que uma pequena eclair arredondada, recheada na hora.

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Simplesmente fantástica.

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O museu de Delacroix, grande pintor francês fica exatamente ao lado dela.

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Continuamos o nosso périplo (????) experimentando os caramelos do Henri Le Roux.

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Cara, caramba, cara, caramelo.

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Nos deliciamos com tudo o que experimentamos e tudo era muito bom.

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Próximo dali, o bar Procope nos foi indicado como um lugar onde a revolução francesa realmente foi inspirada.

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Última parada: Maison Georges Larnicol, ao lado da inspiradora imagem de Danton.

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Hoje fizemos a revolução dos chocolates.

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Ainda deu tempo de passar na Grand Epicierie e comprar mantimentos pro nosso jantar.

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Rapidamente pegamos um táxi e zarpamos pro extremo do Marais onde tínhamos um encontro marcado com a melhor millefeuille que comemos até hoje.

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E ela é servida no Jacques Genin.

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Por pouco perdemos a hora, mas a gerente se apiedou de nós e conseguimos experimentar esta maravilha que é montada na hora …

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… e é extremamente crocante.

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O restante foi caminharmos até o apê …

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… e encerrarmos este tour parisiense com um risoto de trufas …

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… regado a Chablis e a champagne Bollinger.

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Resumo do dia: uma lição de como a história e a gastronomia podem andar juntas.

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Isto é Paris.

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Au revoir.

Veja os outros dias desta viagem:

dcpv – croácia – cozinha e memória dálmata

número 412
17/02/15

Croácia – Cozinha e memória dálmata.

Quando me deparei com um livro sobre a culinária croata, só tive o trabalho de comprá-lo. Afinal de contas, este lindo país está na nossa lista de viagens há um tempão.

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O livro, o Croácia – Cozinha e Memória Dálmata foi escrito por uma neta de dálmatas (ops, assim são chamadas as pessoas nascidas na Dalmácia), a Katia Gavranich Camargo (editora Escrituras) e além de nos mostrar a curiosa culinária do país, ainda nos dá um panorama bacana sobre a história, a geografia (com aquela linda costa marítima) e a história pessoal da família.

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Enfim, se não é um guia sobre a Croácia, é um belo preâmbulo sobre o país que certamente visitaremos.

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Dobar Tek!

Entrada – Salad od krastavca s jogurtom.

“Essa é, na verdade, uma sopa fria consumida em todos os Bálcãs com pequenas variações, como por exemplo, o acréscimo de alho picado”.

Fazê-la é bastante fácil. Corte as duas pontas dum pepino japonês parcialmente descascado, corte-os em rodelas e coloque numa tigela.

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Misture um copo de iogurte natural com 4 colheres de sopa de azeite, suco de meio limão, 1/2 xícara de hortelã picada e tempere tudo com noz moscada, pimenta do reino e sal.

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Regue os pepinos fatiados com o molho de iogurte e misture bem.

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Taí uma salopa (salada+sopa) que cairia muito bem quando estivermos numa daquelas praias de Hvar.

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Tomamos um belo vinho branco, o Chardonnay Nieto Senetiner 2013, que foi “herbáceo, croata, né?, Franklin, alegrito“.

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Principal – Rijoto od piletine.

“Minha Baba preparava este risoto com arroz agulhinha, também muito saboroso. Na minha infância, os arrozes próprios para risoto eram raridade”.

Graças a globalização (e ao sex shop) encontrar arroz arbóreo ficou muitio fácil. O grande segredo desta receita é fazer o caldo do risoto quando estiver cozinhando o peito do frango. Tudo ficará muito saboroso.

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Lave bem 300g de peito de frango em água corrente e coloque num prato fundo. Tempere o frango com páprica doce, uma pitada de sal e suco de meio limão. Cubra com um filme plástico e reserve.

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Numa panela coloque cerca de 2 litros de água, uma cebola pequena em rodelas, um pouco de alho-poró picado, uma cenoura cortada em rodelas, 2 folhas de louro e uma pitada de sal. Quando a água começar a ferver, adicione o peito de frango. Desligue quando o frango estiver cozido, desfie-o e reserve o caldo.

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Já pro risotto, o procedimento é o rotineiro. As únicas diferenças são refogar 1 tomate sem pele e sem semente junto com a cebola e o alho, …

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… acrescentar o frango desfiado, 2 colheres de extrato de tomate, juntar o arroz arbóreo (duas xícaras) e um pouco de vinho branco …

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… e 3 colheres de sopa de azeitona verde picada.

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Daí pra frente é incorporar o caldo do frango e mexer á vontade. Finalize com orégano, salsinha e queijo parmesão.

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Ficou muito bom mesmo e com gosto de comida croata.

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Tomamos um belo vinho tinto, o Gg Rioja Alta 2013, que achamos “joinha joinha, joinha joinha II, XL, XXL“.

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Sobremesa – Slatka pitulica.

“Você pode mudar o recheio usando, por exemplo, ingredientes salgados. No lugar das frutas secas, que tal presunto, peito de peru, escarola, etc?”.

Esta trouxinha doce tem um jeitão de ser bastante típica.

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Primeiramente, faça um recheio com 1/2 kg de ricota fresca, 5 colheres de sopa de uvas passas sem semente ou de damascos picados (usei os dois), 1 colher de sopa de manteiga, 6 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de sopa de baunilha.

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Recorte massa folhada (pode comprar pronta, assim como eu fiz) em quadrados de 12 cm e coloque o recheio com a ajuda duma colher.

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Una as 4 pontas em cima e aperte bem para não desmanchar.

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Coloque para assar até dourar em uma forma untada com manteiga.

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Mais uma bola dentro (não esqueça que os croatas são considerados como muito bons de futebol).

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Eis o que os cachorrões, os dálmatas, acharam de tudo:
Eu queria ir pra Croácia. (Edu)
A Dalmácia é aqui. (Mingão)
Adoro a Alécia !!! (Deo)

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“A Croácia é o ponto de encontro entre o Mediterrâneo e a Europa Central e entre os Alpes e a Planície da Panônia. Apesar de pequeno é um território repleto de paisagens ricas e variadas, que vão desde altas montanhas, que tomam quase 40% do seu território, até praias e ilhas paradisíacas no profundo azul do mar Adriático”.

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Me diz se este é ou não um lugar pra se conhecer? Ainda mais depois de experimentar todos estes pratos do excelente livro Croácia – Cozinha e Memória Dálmata.

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Do videnja!

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dcpv – estivemos na osteria francescana, o melhor restaurante do mundo

Nota da redação – Este post foi publicado no final de 2008.
E é o relato de um almoço inesquecível que fizemos na Osteria Francescana, o restaurante que acabou de ser eleito como o nº 1 do mundo.
Tudo bem que já faz um tempinho, mas já dá pra perceber que o Massimo Bottura chegaria lá.
Deliciem-se!

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31/10/08

Massimo Bottura, Osteria Francescana, Modena, Itália

Já faz um tempinho (05/01/08 ) que eu e a Dé fomos a um jantar especial no espaço DOM.
O Alex Atala convidou o Massimo Bottura pra mostrar o porque dele ser um dos expoentes da nova cozinha italiana.  Muito simpático, ele veio à nossa mesa e eu aproveitei pra dizer que iríamos conhecer a casa dele, a Osteria Francescana em Modena, no final de 2008 (isto tudo no meu parco italiano, prego!).

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Pois bem , o tempo passou e chegou a hora de irmos pra Emilia Romagna. Mandei um e-mail pra fazer a reserva e o próprio Massimo me respondeu, dizendo que estaria nos esperando.
Como sempre (eita, Primeiro Mundo!) deu tudo muito certo. No dia 31/10, precisamente as 13:30 hs, eu e a Dé desembarcamos do nosso carro alugado pra almoçar com o Massimo (sem trocadilho!).

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O restaurante é discreto, elegante e bastante pequeno. Estávamos pensando no que pedir quando o Massimo apareceu, se apresentou, conversou sobre o Alex e nos perguntou se não queríamos experimentar o tasting menu? E ainda salientou se gostaríamos à avant-garde ou seja, com todas as inovações !

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Resposta instantânea e simultânea: sim ! E lá fomos nós, nos aventurarmos (inclusive nos vinhos!) na cozinha estrelada da Osteria Francescana.

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Folheando o menu, a Dé descobriu um prato que se chamava 5 versões do Parmegiano Reggiano. O chef não só achou interessante a escolha como nos disse que ele seria o último da nossa degustação!
Começamos com um tempurá de peixe (anchovinhas) com sorvete de roti! Um escândalo de bom !

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Logo após, um peixe levemente defumado, mas o mais interessante foi que, quando os garçons retiraram a tampa do prato, um fumaça altamente defumada invadiu as nossas narinas e deixou uma sensação muito estranha e interessante. Até o vinho pareceu ser defumado !

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Pra limpar o palato defumado, uns belos grissinis.

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A seguir, um creme de bacalhau com pele de peixe frita (parece um torresmo), espinafre com óleo essencial (?) e pomodorini temperado. Bem bonito, né ?

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O próximo prato é interessantíssimo. Um brodo suave de peixe com cubos concentrados de moluscos, crustáceos e peixe. Quando você os morde, eles explodem na boca liberando uma intensa concentração de sabores. O de moluscos é especial. Ainda acompanhava um salgadinho que a Dé chamou de Ibis de camarão. Pra quem não lembra (ou nunca viu!), Ibis era a marca daqueles salgadinhos baratinhos que mais pareciam isopor!
E a harmonização com o vinho foi espetacular, pois quando tomado junto com a comida, o vinho absorveu o sabor dos cubos. Se ao contrário, um pedaço de pão fosse comido, o vinho voltava ao seu buquê natural. Tudo sensacional !

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Um risottino foi servido, pois não somos de ferro. Este foi feito com água de ostras, nero de sépia e caviar. Risottaço !

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Logo depois (ufa!), um robalo envolvido em pancetta com espuma de salsinha e purê de tupinambor (não tenho a mínima idéia do que é !).

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Pra limpar o palato, um colherzinha dum creme de alho poró com trufas.

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E, finalmente, a piece de la resistence. Parmegiano Reggiano apresentado em 5 formatos: um creme feito com um de 20 meses, uma pasta com um de 24 meses, um chantilly feito com um de 36 meses, uma espuma com um de 48 meses e a crosta, utilizando um parmegiano de 50 meses de maturação!!

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Olha! É maravilhoso e você come como se estivesse degustando aquela comida que a mamma fez especialmente pra você! Ave, Massimo!
Ressalte-se que todos os pratos eram acompanhados por vinhos que harmonizavam perfeitamente. E surpresa, a minha teoria sobre comida boa teve uma evolução: normalmente, eu digo que comida boa não engorda. Agora, aproveitei pra complementar dizendo que comida boa neutraliza o vinho já que bebemos bastante e saímos completamente sãos de lá, a ponto de dirigir tranquilamente de Modena a Bologna !

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Como sobremesa (e acompanhando o café), pequenos docinhos: gelatina de maracujá, pistache e wasabi; cheesecake; carolina explosiva; brownie de chocolate e ganache de chocolate.

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Neste solene momento, gostaríamos que todos que estivessem nos lendo, levantassem e batessem palmas. Por que este almoço foi digno deste gesto!
Vou até fazer o trocadilho de que o Massimo foi ele mesmo e pra finalizar, nos despedimos e tiramos a tradicional foto pra eternizarmos este delicioso momento.

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E quando achamos que tudo tinha acabado, o Massimo gentilmente nos ofertou um dos seus livros (Aceto Balsamico ) com a devida dedicatória.

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Foi ou não foi o máximo!

Ciao !

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dcpv – dia trois – paris – tour gastronomico por montmartre.

17/03/2016

Dia trois – ParisTour gastronômico por Montmartre.

Mais um dia maravilhoso, na nossa cidade, a cidade Luz.

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A Dé acordou bem cedo, foi correr com a Re na Place des Vosges (chic, né?) e logo depois, tomamos café, com ingredientes locais no próprio apê.

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Saímos pro metrô, pois tínhamos um compromisso muito importante: fazer um tour gastronômico por Montmartre.

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Este eu descobri através do santo Google e é feito pela Secret Food Tours Paris.

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As 11:00 hs, estávamos nos três e mais dois casais de ingleses em frente a estação Anvers do metrô à espera do nosso guia.

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O PJ chegou no horário e logo foi nos explicando tudo sobre a história de Paris e do surgimento do bairro de Amélie Poulain.

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Daí pra frente foi um despertar de novas sensações …

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… e do reconhecimento que o francês tem de produtos com pedigree.

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Nossa primeira incursão foi na loja de chocolates Maison Georges Larnicol, …

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… um chocolatier renomado e onde experimentamos muitas variações sobre o mesmo bom tema.

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Andamos bastante por lá e tivemos ótimas visões da catedral de Sacre Coeur.

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Logo após, entramos na Christophe Roussel onde fizemos o test drive de vários tipos de macarons.

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A vitrine é muito bonita …

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… e você tem vontade de experimentar tudo.

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Logo depois foi a vez das baguetes.

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E no Boulanger Patissier D’Antan.

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Além de vermos a loja do vencedor de melhor baguete parisiense de 2011 …

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… ainda tivemos a oportunidade de participar do behind the scenes de todo o processo.

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Segue um mini fotoblog de tudo:

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Mais uma caminhada pelo bairro, …

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… uma passada pelo muro do amor …

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…e explicações sobre como este pedaço de Paris se desenvolveu, …

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… estávamos prontos pra conhecer uma casa de queijos, a Fromagerie La Butte

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… que é simplesmente maravilhosa.

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Ali você entende o porque dos franceses considerarem a existência de mais tipos de queijos do que a quantidade de dias do ano.

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Mais um ponto de visita magnifico, a Boucherie Jacky Gaudin

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… com suas carnes impecáveis …

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… e estávamos aptos a participar da aula que o PJ nos ministraria.

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E ela foi dada no Pétit Café de Montmartre.

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Ali degustamos vários tipos de queijos, …

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… de embutidos, …

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… com o devido acompanhamento de baguetes …

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… e de apropriados vinhos.

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Tudo regado a muita informação, …

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… bom humor …

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… e savoir fare.

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Taí um passeio imperdível pra quem gosta desta seara.

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Aproveitamos que estávamos por lá, …

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… e subimos as escadarias …

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… pra ter uma das vistas mais bacanas de Paris, …

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… a de Sacre Coeur.

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É ou não é espetacular?

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O roteiro maluco deste dia não menos, seria completado por uma programa turisticaço que nunca fizemos antes: subir na torre Eiffel.

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Só a visão com a ângulo do Trocadero já valeria tudo.

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Mas fizemos questão de realmente subir.

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E até que as reservas feitas pela internet funcionaram no primeiro estágio.

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Quando você tem que trocar de elevador, tudo se complica um pouco.

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A muvuca é grande …

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… mas a visão de Paris a partir do alto da torre ….

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… é sempre surpreendente …

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… e inspiradora.

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Louve-se que o dia ensolarado …

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… fazia tudo ficar mais bonito ainda.

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Como queríamos continuar em alto astral, …

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… aproveitamos pra dar uma passada no nosso queridinho, o Lenôtre, …

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… e degustar a nossa primeira millefeuille desta viagem.

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Pra terminar o dia com uma coerência bem diferentona, aproveitamos a dica de uma amiga da Re e fomos conhecer um speak easy.

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Pra quem não sabe, este tipo de bar fica num local só divulgado no boca a boca e até pra chegar lá tem a sua dificuldade. Neste caso, a taqueria Candelaria dá guarida ao bar.

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Pra encontrá-lo, você tem que ir ao fundo do estabelecimento e entrar por uma porta pequena, onde você se surpreenderá com a quantidade de pessoas que estão lá dentro.

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Tudo muito escuro e muito interessante.

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Tomamos uns bons drinques, comemos um ótimo guacamole, bebemos flutes de champagne …

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… e depois só nos restou caminhar, com segurança, até o apê e…

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… além de vermos o belíssimo luar, perguntarmos pra nós mesmos porque não temos esta liberdade de ir e vir que eles têm tão tranquilamente por aqui.

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Au revoir!

Veja o primeiro dia desta viagem:
Dia un – Paris, a cidade dos Luz.
dia deux – Paris – Frank Gehry e cidade luz, tudo a ver.

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dcpv – dia deux – paris – frank gehry e cidade luz, tudo a ver.

16/03/2016

Dia deux – ParisFrank Gehry e Cidade Luz, tudo a ver.

Está frio em Paris, mas tá gostoso.

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Acordamos um pouco mais tarde, resolvemos tomar café num destes bares bacanas…

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… e explorar museus que ainda não conhecemos na vizinhança.

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O primeiro foi o do Picasso, …

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… que além de ter a sua belíssima edificação totalmente reformada …

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… ainda apresenta uma coleção espetacular do mestre espanhol.

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Tão espetacular e diversificada que você fica com uma dúvida incrível: …

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… como este gênio tinha tempo pra tantos afazeres …

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…  e com resultados tão espetaculares?

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Afinal de contas, além de suas pinturas, …

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… suas esculturas são um deleite …

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… e aqui você fica sabendo das várias fases do trabalho dele, desde o planejamento até a execução final.

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Logo ali pertinho, fica o museu Carnavalet …

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… que além de ter a entrada franqueada, …

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… nos mostra toda a história de Paris.

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Taí um outro passeio imperdível.

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Como era hora do almoço, optamos por conhecer um restaurante tailandês, o Au Petit Thai, que também fica ao lado do apê.

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É uma comida mais do que correta e caiu como uma luva, pra nós que somos fãs dos temperos tailandeses.

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Experimentamos todos uma sopa de frango com leite de coco, …

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… outra sopa de frango com gengibre, …

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… carne de porco com molho de caramelo e frango com gengibre.

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Tudo bem spice e thai ao extremo.

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Como sobremesa, optamos por conhecer uma loja especializada em eclairs, a L’Eclair de Génie, que é excepcional.

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Taí um exemplo de franquia que seria bem sucedida na nossa praia.

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Demos uma passadinha rápida no apê e rumamos, via metrô, para o Bois de Bologne, …

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… um parque excepcional e que dificilmente as pessoas visitam quando estão em Paris.

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Quer dizer, visitavam, pois agora lá está o museu da Fundação Louis Vuitton.

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O prédio desta fundação é o verdadeiro espetáculo.

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Ele foi projetado pelo renomado arquiteto Frank Gehry e como toda obra dele (vide Guggenheim de Bilbao), sua atenção é voltada pelas suas curvas.

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O exterior dele é fabuloso …

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… e o interior não fica atrás.

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É claro que você deve dar um desconto por haver exposições de arte moderna, mas esta com artistas chineses até que é bem interessante.

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Segue um fotoblog com detalhes arquitetônicos do prédio e também da exposição.

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A vista do topo do prédio é plural.

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De um lado você tem o skyline de La Defense ..

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… e do outro, uma visão charmosa da Torre Eiffel.

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Pra terminar a visita com chave de ouro, tomamos umas flutes de champagne …

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… no impressionante bar do instituto.

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Enfim, quando estiver na cidade Luz, dê uma passada na Fundação.

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Retornamos num microônibus que faz o trajeto até a Champs Elysees, com direito à vista do Arco do Triunfo.

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Isto é Paris.

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Pegamos o metrô em pleno rush e só deu tempo de tomar um banho e jantar. E em grande estilo no bistrô A Mere.

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É lá que o chef brasileiro Maurício faz uma comida bem diferente da francesa tradicional.

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O lugar é diferentão e bastante despojado, com um menu que privilegia os produtos frescos e a criatividade da sua cozinha.

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Após conversarmos com o Maurício, decidimos por fazer uma pequena degustação com 2 entradas, um principal e uma sobremesa para todos da mesa. E eu vi o inimaginável, senhores!

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Ou seja, Renata e Débora comendo escargots, ….

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… ovos moles com frutos do mar, …

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… frango (até aí, tudo bem) com boudin (dê uma clicada aqui pra saber o que é isso?) …

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… um torrone de chocolate com, pasmém, couve frita!

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Tudo acompanhado dum ótimo vinho branco da casa, o Saint Aubin 2012.

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Olha, foi no mínimo, muito divertido.

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O restante foi muita conversa, muitas risadas e a promessa de que esta experiência terá que ser repetida.

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Au revoir!

Veja o primeiro dia desta viagem:
Dia un – Paris, a cidade dos Luz.

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