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dcpv – piemonte – dia sei – fomos pra ne-i-ve.

27/11/14

PiemonteDia sei – Fomos pra Ne-i-ve.

O dia amanheceu nebuloso.

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E úmido.

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Estávamos um pouco livres, pois o nosso roteiro indicava apenas que conheceríamos Neive, uma cidade bem pequena e muito bonita.

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Como mudança de planos, optamos por ir pra Alba antes do almoço.

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E não nos arrependemos, já que Alba é bem bacana também.

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Andamos pelo centro histórico todo, …

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… passamos pelo Duomo …

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… e por várias igrejas, …

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… além de toparmos com muitas construções antigas …

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… e interessantes.

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Incrível como a história passou por aqui …

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… e se instalou tão naturalmente.

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Como tínhamos um pouco de tempo antes da reserva pro almoço, …

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… decidimos conhecer a filial do melhor sex shop do mundo, o Eataly, que fica ao lado cidade, em Monticello D’Alba.

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A loja é bastante modernosa, …

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… muito menor que a de Turim, ..

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… mas também muito interessante.

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Ali você também encontra tudo o que precisa pra fazer a sua vida mais feliz.

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Pronto, era hora do almoço.

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E resolvemos retornar ao restaurante La Luna nel Pozzo, em Neive, cujo proprietário é o Dr Césare.

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Da outra vez, ficamos entusiasmados com a eloquência e a capacidade que ele tem de elevar a sua cidade e os produtos que compõe as suas refeições. E desta vez não foi diferente.

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Chegamos ao restaurante e lá estava o Dr Césare a postos, pronto a nos mostrar tudo o que é feito em Ne-i-ve (é deste jeito e falando separadamente que ele se refere a sua cidade).

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Demos uma boa olhada no menu e no lugar, …

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… enquanto o Dr Césare nos oferecia flutes dum espumante feito em Ne-i-ve.

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Fomos frugais nos pedidos: as mulheres pediram simples polentas com muita trufa branca …

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… enquanto nós, fomos de Tonato, non tonato uma mistura interessante de coelho com vitela.

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Tudo muito bem feito e melhor ainda acompanhado por vinhos de Ne-i-ve.

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Como principais, todos pediram um risotto com fondutta de queijo e trufas brancas, muitas trufas brancas.

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Pra harmonizar um vinho tinto indicado pelo próprio Dr Césare. Só poderia ser de Ne-i-ve.

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Pra não deixar passar batido, o Eymard pediu uma sobremesa, um bolo de chocolate com sorvete de baunilha …

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… e nós 3 (exceto a Lourdes) mais três cafés expressos servidos nestas charmosas xícaras.

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Pronto! Tínhamos repetido um dos melhores programas da nossa outra viagem ao Piemonte, e melhor, com o nível de tudo sendo mantido a todo momento.

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Aproveitamos que estávamos lá e desta vez fomos conhecer melhor Neive (Ne-i-ve).

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E a cidade é mesmo tão bonitinha e aconchegante que vale a pena mostrar um pequeno fotoblog com os melhores momentos.

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Ainda tentamos passear por Mango, mais uma cidade pequena da região, com o seu museu a céu aberto, mas a única coisa que conseguimos foi ver muuuuuita neblina.

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Voltamos ao hotel pra dar uma descansada e retornar pra Ne-i-ve, pois jantaríamos lá.

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Não, não repetiríamos a casa do Dr Césare, mas sim iríamos a um restaurante desconhecido, o La Contea.

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Antes disso, aproveitamos todo o mistério noturno do lugar e fomos fazer uma happy hour numa enoteca (não marquei o nome) …

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Tomamos um bianchetto, o Arneis Roeiro e rumamos pro restaurante.

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Que é velho, muito velho!

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E bastante charmoso.

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Não preciso nem dizer que só nos quatro estávamos lá.

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E que foi uma das melhores e mais divertidas refeições de toda a viagem.

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O atendimento, feito pelo JeanLuca e pela Daniela foi espetacular.

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Como estávamos sem muita fome, escolhemos degustar o melhor grissini da viagem …

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… e optar por pratos principais com trufas.

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As damas escolheram gnocchi …

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… e nós, tagliatelle.

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Todos impecavelmente bem feitos.

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Acompanhamos com um Barbaresco orgânico da casa, por sinal, muito bom.

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Num arroubo, pedimos uma degustação de queijos pra cada casal.

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E emendamos um outro Barbaresco da casa.

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Três expressos depois, nos foi oferecido um passeio pelos porões da casa.

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Mais um espetáculo…

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… onde não nos furtamos em acompanhar a quantidade de história …

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… e de tradição que estes lugares te proporcionam.

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É realmente uma viagem no tempo.

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Estávamos voltando pro hotel, quando cruzamos com um lugar, que imaginávamos ser uma enoteca e que parecia uma igreja.

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Na verdade, era um bar local onde tinha um montão de velhinhos jogando baralho e que parecia mais uma filial da igreja católica local.

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Pedimos mais um Barbaresco e descobrimos mais um segredo crucial piemontês: …

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… Barbaresco vai muito bem com cheetos! 🙂

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Depois de todo este divertimento e como estávamos perto do hotel, só nos restou voltar e dormir o sono dos justos.

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Não, juro que ninguém pensou em tomar uma saideira!

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Uau, que dia espetacular em Ne-i-ve!

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Arrivederci.

Veja os outros dias desta viagem:
dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte
Dia due – Barolo, a cidade.
dia tre – Piemonte – Olha que nome legal de cidade: La Morra.
Dia cuatro – Uma trinca quase perfeita: Coppo, Piazza Duomo e Vietti.
dia cinque – Vendo as borbulhas de Asti e sexshopeando no Eataly.

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dcpv – piemonte – dia cinque – vendo as borbulhas de asti e sexshopeando no Eataly.

26/11/14

Piemonte – dia Cinque Vendo as borbulhas de Asti e sexshopeando no Eataly.

Acordamos junto com o dia mais broncolhão de todos. Tudo muito nublado e chuvoso.

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Tomamos o nosso café da manhã no hotel

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… e zarpamos pra Asti

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Que não é uma cidade usualmente utilizada como referência piemontesa.

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Mas que é bem bacana, ah, isso é.

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Dirigimos bastante (quase uma hora) até chegarmos lá.

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A neblina continuava pesada.

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Chegamos e andamos muito.

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Estacionamos próximos a uma feira livre.

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Ver produtos de qualidade é sempre muito bom.

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Asti é conhecida além dos espumantes que produz, pelas sua Torres antigas …

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… e por ter um Pálio que concorre com o de Siena.

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Vimos várias destas torres.

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Também passamos pela igreja de San Secondo …

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… e pelo Duomo.

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Sabe que foi legal nos perder por uma cidade totalmente desconhecida …

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… e praticamente sem referências?

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Até tomamos um sorvetinho na GROM.

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Como já estávamos perto do horário do almoço, rumamos pro restaurante que havíamos reservado, o Angolo del Beato.

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Em tempo, o livreto Itália – Para Comer e Beber Bem, do Juscelino Piselli e do Gerardo Landulfo é imperdível pras situações de escolha de bons restaurantes em toda a Bota.

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E foi mais uma refeição memorável.

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O lugar é pequeno e bastante aconchegante.

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E como estávamos na terra do espumante, fomos logo chamando um Ruinart.

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Acatamos a sugestão do proprietário, e pedimos um misto de entradas típicas da região. Alcachofras cruas com parmeggiano, …

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… coniglio tonato, …

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… salsiccia (mais conhecida como lingüiça) cruda de Bra …

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… e uma tremenda e típica salada russa. 🙂

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Tudo muito bem temperado e em quantidade suficiente pra nos saciar.

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Tomamos um Barbera D’Asti (um vinho da casa) …

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… e até exageramos um pouco, ao pedir talharim na manteiga com trufas brancas pra todos.

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Mas estava tão bom que ninguém reclamou e todos comeram tudo.

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Com tudo tão agradável, ainda sobrou um espacinho pra experimentarmos (especialmente a Lourdes) ótimas pêras a Belle Helene.

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Pronto!

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E num clima de forte emoção, resolvemos dar um pulo em Turim (mais meia hora de carro) pra visitarmos novamente o nosso queridinho, o Eataly, a matriz.

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Taí um loja que merece a alcunha de sex shop.

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Tudo lá é tão perfeito que a toda hora você fica se perguntando o porque de ainda não ter alguma coisa parecida em SP (em tempo, já temos o nosso Eataly!).

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Iniciamos tudo pela enorme …

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… e diferenciada seção de vinhos.

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Logo após passeamos pela mercearia, …

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… pelos queijos, …

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… pelos presuntos de Parma, …

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… pelos hortifruti (segue o necessário fotoblog)…

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… e finalizamos o tour com um obrigatório pitstop no balcão …

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… onde tomamos um espumante Ferrari …

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… e comemos duas tábuas de frios: uma de queijos e salames …

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… e outra de presunto e mozzarela de búfala.

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Enfim, certamente podemos comparar a Eataly com o que seria uma Disney gastronômica, só que onde tudo é de verdade.

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Retornamos ao hotel com um pouco de chuva e bastante neblina.

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O negócio foi optarmos por ficar por lá mesmo.

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Como não estávamos com muita fome, quebramos o galho tomando um vinhozinho tinto da casa, um Dolcetto …

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… e comendo saladas …

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… cardos com trufas …

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… e uma carne especial ..

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… no próprio restaurante do hotel.

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Uau! Que dia mais maluco!

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Passamos por Asti, …

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… por Turim …

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… pelo Eataly …

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… e finalizamos onde começamos.

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Só no Piemonte mesmo!

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Arrivederci.

Veja os outros dias desta viagem:
dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte
Dia due – Barolo, a cidade.
dia tre – Piemonte – Olha que nome legal de cidade: La Morra.
Dia cuatro – Uma trinca quase perfeita: Coppo, Piazza Duomo e Vietti.

 

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dcpv – piemonte – dia due – barolo, a cidade.

23/11/14

PiemonteDia dueBarolo, a cidade.

Acordamos cedo (levando em consideração que estávamos com 3 horas de diferença de fuso).

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A vista do quarto era animadora.

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Na verdade, todo o entorno do Relais San Maurizio é encantador.

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Fomos tomar o nosso lauto café da manhã, …

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… verificando as belezas que o local proporciona …

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… bem como, as obras de arte que fazem parte de todo o acervo…

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… e que se encontram expostas por lá.

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Logo após o café, iniciamos as nossas investigações sobre as cidades vizinhas.

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Todo o intuito deste tour seria complementar o que fizemos da outra vez, já que a base tinha sido gastronômica.

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Para tanto, escolhemos inicialmente dar uma passada pelo centro de Serralunga D’Alba.

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É um lugar bastante pequeno e com um castelo que é impressionante.

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Além da visão de todo o vale do Langhe que impressiona mais ainda.

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Não conseguimos fazer a visita (somente guiada) mas mesmo assim, curtimos muito o lugar.

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Depois de lá e como estávamos perto da hora do almoço, resolvemos nos dirigir pra Alba (a terra das trufas brancas) pois tínhamos uma reserva pra almoçar no restaurante Dulcis Vitis, do buona praça Bruno Cingolani (amigão do Juscelino Piselli Pereira).

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Não precisa nem dizer que ao chegarmos, o chef estava na casa pra receber todos os seus clientes.

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Que fique bem claro, esta é uma característica de toda a Itália.

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Nem precisamos pensar muito pra todos escolhermos a mesma opção: o piccolo menu degustazione al tartufo bianco com 4 pratos.

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Iniciamos chamando um Barbaresco, o Piero Busso 2007, que era uma maravilha.

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E o primeiro prato chegou.

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Uma piccola entrada com uma ricotta aerada e muita trufa branca.

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Pra quem nunca viu, uma trufa é deste jeito …

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… e por dentro tem esta formatação, …

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… além de ter um gosto bem parecido com um muito bem upgradeado gás de cozinha.

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Logo após comemos uns ravióli de ricota com burro di montagne, bagna calda …

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… e muuuuuuuuuita trufa branca.

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Pra continuar a esbórnia, tomamos um Barolo melhor que o Barbaresco, o Renato Corino 2003.

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E o prato “della resistence”, o ovo frito foi servido com …

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… muuuuuuuuuuuuuuita trufa branca.

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Terminamos tudo com um ótimo vinho de sobremesa, o Deltetto Bric du Liun,…

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…  que acompanhou o queijo de cabra com azeite e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita trufa.

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Resultado? Foi um almoço muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom e trufado.

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Logo após este arroubo gastronômico, só nos restou rumar pra verdadeira Meca do vinho piemontês, Barolo e conhecer o porquê de tamanha magia.

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A cidade é pequena, mas muito bonita.

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E além de todo o visual, ela tem um museu do vinho, o WiMu que vale a visita.

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Ele é todo modernoso e bastante interativo.

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Segue o fotoblog do lugar:

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Ao final da visita, você ainda tem à disposição uma lojinha com máquinas enomatics que te permitem, com o pagamento de um valor determinado, experimentar um monte de amostras dos vinhos mais representativos da região.

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Aproveitamos e bastante.

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Ainda passamos numas vinotecas…

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… e testamos (e compramos) vários vinhos e trapizombas enófilas.

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Retornamos pro hotel (o frio deu uma amainada) e …

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… resolvemos fazer um jantar bem mais leve, no próprio bistrô do hotel.

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Foi quase que uma descompressão, mesmo porque era uma noite de domingo e a dificuldade de encontrar algum lugar aberto era imensa.

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Iniciamos tudo pensando em começar e terminar no bar. Comemos algumas coisinhas …

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… e tomamos um espumante rosé feito aqui mesmo (por sinal, bem meia-boca),

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Achamos que ainda dava pra comer alguma coisa leve no restaurante Guido a La Costigliole.

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Escolhemos um excelente barbaresco pra beber e as coisas começaram a sair um pouco do controle. 🙂

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Eu e o Eymard, escolhemos um excelente vitelo tonato como entrada.

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A Lourdes foi no prato mais tradicional do restaurante, o Agnolotti al Plin.

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A Dé não perdeu o foco e optou por um cardo (uma verdura particular daqui e com gosto de alcachofra) regada a trufas brancas.

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Eu e o Eymard, não satisfeitos (por incrível que pareça) ainda pedimos os principais.

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Ele foi de gnocchi com creme de abóbora …

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…  e eu, de risotto ao frutos do mar (no ponto e excelente).

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Pedimos os cafés (passamos convenientemente as sobremesas) e é claro que os piccolos os acompanharam.

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Pronto! Estava terminada a noite de um dia que podemos considerar perfeito.

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Espero, sinceramente, que amanhã também seja!

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Arrivederci.

Veja o primeiro dia desta viagem:
dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte.

 

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dcpv -piemonte – sesto giorno – um coppo cheio de trufas.

06/11/10

Piemonte – Sesto Giorno – Um Coppo cheio de trufas.

O dia começou bem cedo. E com uma expectativa daquelas.

Pela primeira vez, desde que chegamos ao Piemonte, veríamos como é isto tudo com o belos complementos da luz do sol e do nevoeiro .

E é como o esperado: lindíssimo.

As nuvens se movimentam numa velocidade estonteante e se num momento tudo está enevoado, …

… num outro tudo está iluminado e dum jeito tão especial que só nos resta agradecer ao Criador por tamanha beleza.

E ou não é de deixar o corpo e a mente num estado elevadíssimo?

Depois deste verdadeiro devaneio, pegamos a estrada pra nos juntarmos ao grupo e participarmos duma verdadeira caçada às trufas.

Encontramos com o Stefano Aprile, um verdadeiro trifulau que nos levou até o bosque onde ele encontra as pepitas de ouro do sabor.

Antes, ele nos explicou como e porque os tartufos (especialmente os brancos) nascem somente nesta região do mundo. Coisas de solo específico; de árvores específicas (ah! Este italianos…).

Mãos à obra.  Ou melhor, patas à obra já que a Kira (ou seria Kyra? Não perguntei), a cachorra que teve o seu faro treinado pra encontrar o tartufo, trabalhou bastante e encontrou um montão deles.

O trabalho é aparentemente simples. rs

A cachorrinha anda bastante, para e começa a cavar. O trufilau corre até onde ela está, cava mais um pouquinho e nos mostra a belezura.

Contabilizamos um montão (especialmente as não tão valorizadas negras), …

… passeamos um tempão apreciando a natureza,  …

… e o ar puro, além de nos divertirmos muito com as galochas e sapatos usados pra passearmos pela lama.

Realmente interessante e com uma cara daqueles passeios que você faz na África do Sul com aqueles leões “famintos”. Vocês entenderam, né?

Dali fomos pra cidade de Canelli conhecer a venerada vinícola Coppo.

E por incrível que pareça  o tour foi mais encantador ainda que o da Gaja.

O nosso guia foi o Edoardo (que belo nome!), genro de um dos sócios e aficionado pelos vinhos que eles produzem por lá.

Conhecemos todo o processo de criação dos produtos e nos envolvemos com os lugares onde isto tudo acontece.

Adegas antiqüíssimas (o Duto tirou umas fotos incríveis), …

… com ambientes rústicos …

… e história.

Muita história.

Pra melhorar ainda mais (se é que isso poderia acontecer), fizemos uma refeição exatamente igual a que a Dé disse que estava sentindo falta: o próprio Edoardo cortou salames cozido e cru,…

…, queijo parmeggiano regiano, …

… uns grissini espetaculares (cotação do guia Light’s: #####)  e que eu fiz questão de encher os bolsos com eles…

…  e vinhos Coppo. Ótimos vinhos Coppo.

Só nos restou comprar, cada um, uma caixa com 6 Pomorosso (né, sócio?) e irmos todos pra Alba, o centro comercial de toda a região.

E pra quem gosta de chocolate, especialmente do seu cheiro, Alba é o lugar.  Lá fica uma fábrica da Ferrero e a cidade cheira literalmente a chocolate. O dia todo!!

Passeamos e muito …

… pelo efervescente comércio, …

…compramos utensílios de  cozinha, ingredientes, vinhos, …

… um montão de coisas relacionadas ao tartufo na Tartufi & Co , a bela loja do Stefano o nosso trifulau  e, é claro,  …

… trufas.

Muitas trufas. (na verdade, umas duas!! 2500Euros o Kg 🙂 ).

Escureceu e voltamos ao hotel.

Tínhamos reservado uma mesa no Dulcis Vitis, o restaurante do chef Bruno Cingolani que conhecemos ainda em São Paulo, num jantar sobre trufas e exatamente no Piselli do grande Juscelino.

É, este mundo é uma ervilha mesmo! Ou seria uma grande abóbora?

E foi um desfilar de ótimos pratos e vinhos.

Os trabalhos foram abertos pela dupla prosciuto/brinde.

Logo após, a redescoberta do cardo, um vegetal com um gostinho de alcachofra que a Dé simplesmente adorou.

É claro que experimentamos os grissini (Guia da Lampâda : 19,5 lumens)

Na sequencia, uma salada fresquíssima com ovos com a gema mais alaranjada que já vimos e uma mussarela de búfala que derretia na boca.

Pra variar, comemos trufas (brancas e negras) de tudo o que foi jeito.

Na pasta e …

… no risotto (repare que estas foram as que “caçamos” de manhã com o pequeno apoio da Kira). 

Pausa pra mostrar um dos “n” vinhos que tomamos, todos chancelados pelo Cingolani e pelo Juscelino.

Comemos uns queijinhos (ê, gula! rs) e um pêssego em calda tão leve e saboroso que mesmo neste momento de puro fastio, pareceu ser uma me-ra-vi-glia!

Conversamos muito, trocamos cartões com o Duto e a Mônica (eles iriam embora na sexta) …

… e  fizemos um social com donos de vinícola (Coppo e Vietti) que estavam por lá, …

… além dum papo furado com alguns italianos e uma última saudação ao grande chef Bruno Cingolani.
Você quer falar o nome dele como ele falaria? Então diga bem espaçadamente: tchiiiiiiinnnngoolaaaaaaaaaaaani!

Pronto! Mais um dia chegava ao fim e tivemos e plena certeza que a comida é realmente o que representa melhor o espírito piemontês.

É através dela que amizades são reafirmadas, que inimizades são confirmadas e que, quem sabe, inimizades se transformam em amizades. O nosso caso, certamente foi o primeiro.

Ah! Estes italianos, tão passionais.

Arrivederci.

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dcpv – outono in piedmonte

sem número
19/10/10

Outono in Piedmonte

Não precisa nem dizer que estamos naquela fase de “entrar no clima” pra viagem.

E nada melhor do que comprar livros gastronômicos sobre o lugar a ser visitado. Todos sabemos que a gastronomia é sempre acompanhada pela história, pelos costumes e dá o tom da personalidade dum povo.

Autumn in Piemonte, da Manuela Darling-Gansser é uma das poucas publicações sobre o fecundo norte da Itália (como é difícil encontrar muitas informações, mesmo na Internet, sobre a região).

E melhor, o livro todo é baseado em experiências pessoais dela no Piemonte. Dicas de restaurantes (especialmente em Turim), de vinícolas, de lugares a se visitar são frequentes e tem um jeitão de serem muito especiais (iremos em algumas brevemente. Prometo confirmar se são ou não?)

Apesar de ser em inglês, você consegue entender muita coisa e as fotos são especialmente bacanas.

A cada capítulo, a Manuela indica receitas que formarão vários cardápios genuinamente piemonteses.

Vamos então ao banho piemontês de imersão. Percebam que não é só um banho.

Bebidinhas e nota do autor.

Não tivermos bebidinhas pois neste jantar, participamos somente a Dé e eu. Digamos que foi um petit comité!

Entradas – Olive Fritte, Grissini com Prosciutto e Frittata Gialla e Verde.

Como no livro, não darei as medidas das receitas. Ora, estamos no Piemonte.
Pra olive, a azeitona, basta pegar algumas sem os caroços, recheá-la com anchovas, …

… passá-las no ovo e na farinha de rosca (feita com pão italiano velho) e fritá-las até dourarem.

                     

O grissini é muito mais difícil. 🙂

Comprei o tal (o famoso biskui) de alta qualidade no sex shop e enrolei um prosciutto nele.

Simples e piemontês.

Já para fazer a frittata você precisará de muuuita concentração.
Bata ovos até ficarem cremosos e frite-os numa frigideira com manteiga deixando-os bem fininhos (como se fossem panquecas).

Dê um “susto” em espinafres frescos e cortados.

Frite cebola e echalotas até ficarem transparentes. Adicione anchovas.

Coloque tudo num processador e junte atum  em lata a gosto.

                   

Monte a frittata como se fosse um wrap. Recheie com prosciutto, patê, espinafre e enrole.

Corte na diagonal e … pronto.
Esta entrada é rústica como se espera duma comida piemontesa. E saborosa como a mesma esperança!

Tomamos um Freixenet Cordon Negro que foi “brisa piemontesa, encorpado” segundo o casalzinho italiano, nós mesmos.

Principal – Sofilina e Patate Arrosto com Funghi porcini.

Estas batatas são corriqueiras na região de Alba (ainda bem).
Tire a pele e corte as batatas em 4.

Escolha uma forma que caiba todos os pedaços confortavelmente, coloque azeite de oliva e logo após as batatas.

Hidrate cogumelos porcini, guarde a água e adicione às batatas.

Junte 12 dentes de alho (capriche pois eles parecerão caramelos!) e 15 folhas de sálvia. Finalmente retorne com a água dos cogumelos e coloque um pouco de manteiga.
Asse no forno por uns 30 m inutos, mexendo a forma de vez em quando. Tempere com sal e pimenta somente na hora de servir.

Os alhos ficam tão macios e caramelizados que quase parecem chicletes.
Já os escalopinhos estão na imaginação de quem tenha ouvido falar na cozinha do Noroeste da Itália (pelo menos na minha! rs).
Bata os bifinhos até ficarem bem finos.

Passe a carne e na sequencia, em farinha de trigo, ovos batidos e pão italiano ralado grosseiramente.

Aqueça uma frigideira com azeite, coloque folhas de sálvia e frite os escalopinhos até ficarem dourados.

Faça uma bela saladinha de tomates e alguns verdes.

Com a junção das batatas formam um daqueles pratos inesquecíveis. Como diria o grande Juscelino “Piselli” Pereira (nosso guia piemontês): ma-ra-vi-lho-so!

Ainda mais com o tinto Barbera d’Asti Camp de Rouss Coppo 2006 que foi “potenza norttista, CG” segundo il enamorati! Este será degustado no lugar de origem!

Sobremesa – Pasteizinhos e Ossi di Morti

Pra esta, eu apelei. Iria fazer Baci della Mamma, ou melhor dizendo, beijos da mamãe.
O nome da receita é inspirador. Mas como não tivemos tempo, acabou ficando pra próxima. Quem sabe depois do próprio Piemonte?

De qualquer maneira, peguei dois pasteizinhos que a minha mãe faz (eles tem uma massa bem sequinha e são recheados com uma pasta de uva), que são viciativos e acrescentei uns ossi di morti by Sódoces do amigão Flavio Federico.

Frescurites à parte (geleinha de pimenta, aceto balsâmico de qualidade) e experimentamos um pouco da brisa piemontesa.

Com Nespresso e tudo o mais.

Eis a opinião dos colombinhos:

Ai, ai, aiai. Está chegando a hora! (Edu)
Envolvente! Italiano. (Dé)

“O Piemonte, literalmente “aos pés das montanhas” fica no longínquo noroeste da Itália. Mais exatamente ao oeste da França, ao norte da Suiça e ao leste das planícies da Lombardia e da cidade de Milão. Algumas das mais ricas e pitorescas terras férteis da Itália são encontradas por aqui e o resultado é uma série dos melhores produtos do mundo”.

“O outono é o período do ápice da viticultura piemontesa, a temporada dos cogumelos selvagens e das trufas, dos arrozais das terras do rio Pó e da chegada dos novos queijos das ricas montanhas verdejantes. Para os amantes da comida e do vinho italiano é o período perfeito pra experimentar as delícias da região”. (até que o meu inglês não está tão ruim?).

Caramba! Veremos tudo isto, sócio? Ou melhor, experimentaremos!

Arrivederci.

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piemonte – quinto giorno – gaia now for the rain is falling

02/11/10

Piemonte – Quinto  Giorno – Gaia now for the rain is falling

Quem ama os vinhos, ama os Gaja.

Que é um dos melhores produtores (quiçá o melhor) de toda a Itália.

Barbarescos, Barolos, Nebbiolos, Brunellos; todas esta jóias são produzidas por lá. E foi uma grande emoção quando vimos que um dos passeios do tour seria justamente à esta vinícola.

Mas o dia começou com um passeio corriqueiro e constante em todas as nossas viagens.

Fomos ao mercatto de Alba. Tudo bem que a versão completa dele acontece aos sábados, mas este parcial/diário já foi o suficiente pra mostrar como são os ingredientes por aqui.

 Segue um “piccolo” fotoblog  sobre este pedacinho do paraíso:

  

   

    

Também compramos algumas galochas. Mas estas são pro próximo post.

Encontramos com o chef Bruno Cingollani do restaurante Dulcis Vitis (o conhecemos num jantar sobre trufas aqui no Piselli) e fomos tomar um café com a “figura”.

De lá rumamos pra Gaja. Ela fica na pequena cidade de Barbaresco e todo o tour é um encantamento só.

Antes de mais nada, deixe-me resolver uma questão. Quando se escreve Gaja, deve-se ler Gaia (assim como a música do Gil, só que o g no lugar do k).

O tour começou com uma explicação histórica e apaixonada sobre o porque da vinícola ser uma excelência e como ela se transformou nesta potência mundial.

A nossa guia, a Sonia é uma grande entusiasta pela marca. Nós percebemos claramente a emoção que ela sentia ao nos contar cada detalhe da solidificação do mito Gaja. Na verdade, deu pra ver o lacrimejar dos seus olhos (ah, estes italianos tão passionais).

Ao final, degustamos 3 jóias: o Gaja & Rey Langhe DOC, …

… o Barbaresco 2004 DOCG …

… e o Sperrs 1999 Langhe Nebbiolo DOC.

A mulherada ficou tão emocianada que até fez pose de time de futebol.

E tem mais uma coisa: o próprio Sr Angelo Gaja, uma lenda da vitivinicultura mundial, veio nos dar um “saluto” pessoalmente. Como diria o grande poeta, ninguém chega nesta posição por acaso.

Saímos de lá por volta das 13:30 hs (ninguém queria ir embora!) e fomos almoçar no restaurante La Ciau del Tornavento do chef Maurilio Garola.

O lugar é extremamente bonito e acolhedor além de ter uma vista de tirar o fôlego. É claro que esta informação foi mais um exercício de imaginação do que qualquer outra coisa.

Sentamos numa mesa pra sete (o Duto e a Mônica, nossos parceirões,  se juntaram ao nosso grupo) e a diversão começou.

Couvert, grissini (cotação do Guia 4 Lâmpadas : 88 w),..

focaccia de cebola, …

 …uma saladinha de (acredito) pato, …

… uns picolos saborosíssimos, …

…, lulas, tanto o corpitcho ….

… quanto os tentáculos numa embalagem sensacional, …

… uma carne cruda (estávamos com saudades) com muitas trufas,…

… uns agnolotti tartufados de chorar de tão bom (e que vieram no lugar de uns gnochões ruins demais e devolvidos por toda a mesa, Juscelino incluso), …

…  e um leitãozinho divino.

Simplesmente divino.

É claro que arriscamos nuns pedaços de queijos DOP bem acompnahados por um mel trufado.

Finalmente, a sobremesa que era bonita, mas não tão gostosa (se bem que eu acho que a esta hora já tínhamos comido demais! rs)

Senhores, foram mais de 5 horas de puro divertimento, pois além de todos aqueles vinhos degustados, trufas aos borbotões; …

…  o bom-humor da nossa mesa era uma característica que não passou desapercebida por  ninguém.

Como o Juscelino já tinha frisado, não deixamos passar em branco a possibilidade de visitar a adega do restaurante. Veja como ele é um verdadeiro brincalhão! 🙂

Agora, será que podemos chamar somente de adega aquele verdadeiro monumento? São mais de 50000 (sim, cinquenta!) garrafas com o tudo o que uma pessoa possa imaginar sobre a “propriedade” de vinhos. Fizemos uma conta por cima e chegamos facilmente a milhões de Euros!!

Lá encontramos Chateau d`Yquem, Margaux, Petrus, …

… coleções  horizontais e verticais de Vega Sicilía,…

       

…  Gajas de todos os anos e tamanhos, …

                 

… Barbarescos , Brunellos, Barolos ou seja, o que você pensar ou imaginar; está tudo ali.

Só não vimos nenhum vinho brazuca, mas o Maurilio disse que pretende reparar este erro brevemente. rs

Saímos de lá pro hotel com tempo de tomarmos um banho e nos prepararmos pro jantar. E no caminho de volta tivemos uma breve revolução com as generais Dé e Lourdes inquirindo ao Juscelino qual seria o menu noturno. Quando ele respondeu que eram algumas coisas como fígado e lingua, até nós, eu e o Eymard, simples soldados concordamos com o alto comando. 🙂

 

Fica claro que o melhor conselho pra quem quer vir passear por aqui é estar predisposto a incluir no seu roteiro passar pelo menos umas 8 horas por dia na mesa (no mínimo umas 4 pra cada uma das refeições). Por volta das 20:30, estávamos os 4 e mais o nosso guru Juscelino, no saguão e prontos pra mais uma jornatta gastronômica.

Que neste caso teve a adição da arquitetura. Afinal de contas, não é todo dia que se janta num verdadeiro castelo perfeitamente preservado, o Verduno.

A proprietária veio nos receber (por sinal, ela era extremamente sorumbática) e nos levou à nossa mesa.

Todo o ambiente é misterioso e antigo, muito antigo.

Graças ao bom Deus ( e as meninas) chegamos a um consenso e fizemos uma refeição equilibrada (pros padrões piemonteses): um “piccolo”de pimentão,…

… uma sopinha de zucca com trufas negras, …

… uma faraona (a famosa “tô fraco”) com uvas e …

… um bonet, a nossa já conhecida sobremesa piemontesa.

Mais três vinhos pro nosso caderninho …

… e quando saímos percebemos o clima enigmático da cidadezinha de Verduno.

Ainda tivemos tempo de passar em Serralunga d’Alba e participarmos da beleza e do encantamento de tudo.

Do castelo, do povoado e do céu estrelado que vimos pela primeira vez na nossa estada.

Amanhã finalmente iremos caçar trufas.
E o sol promete fazer com que tenhamos a nossa visão ampliada pra encontrarmos o adorado tubérculo.

Às trufas.

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