Posts Tagged 'alex atala'

dcpv – O D.O.M. de iludir.

21/11/11

O D.O.M. de iludir.

Era dia do meu aniversário. E fizemos como o slogan das campanhas de aniversário de vários supermercados: a festa é nossa, mas o presente é seu.

Para tanto, resolvemos experimentar o menu veggie do melhor restaurante brasileiro/sul-americano, o D.O.M. do grande Alex Atala.
Plena segunda-feira, e o local estava cheio. Ainda bem que a Re tinha feito a reserva enquanto aproveitávamos os ares romanos.
Estivemos por lá também no niver da Re (23/09), mas devido a escassez do tempo, optamos por pedir a la carte. Comemos muito bem e o custoxbenefício, apesar de alto, compensou.

Desta vez, com o devido tempo, experimentaríamos o menu que tem a assinatura do grande chef. E ele tem uma particularidade bem bichogrilesca: caso você opte e foi o que fizemos, acompanha uma harmonização com águas saborizadas (de lima-da Pérsia, de banana, de pitanga, de cambuci, de tangerina com manjericão thai e de taperebá)

Com este teaser, nos entregamos de corpo, alma e estômago aos prazeres veggies do Atala. Vamos lá!
É claro que pra comemorar, pedimos 3 flutes de Champanhe (xiiiiii).

Iniciamos com o já famoso amuse do chef. Desta vez, uma lâmina de mandioca frita na manteiga de garrafa, com catupiry e uma lágrima de vinho do Porto reduzido. Uma delícia!
Para acompanhar este presente inesperado, um licor muito bom (não me lembro do que era, mas certamente de uma destas frutas que não sabemos exatamente de onde vem e muito menos o nome).

O couvert também é (caro e) interessante. São vários pães com destaque pros parecidos com os de queijo, uma pasta de alho, manteiga Aviação em latinha e ricota temperada.
Passamos ao primeiro prato: um gel de tomates verdes que mais parece uma obra de arte, tanto visual, como pelos sabores que te proporciona. É quase uma mini-floresta. Pra acompanhar, uma água de lima-da-pérsia.

Continuamos o passeio pelo reino vegetal. Nos foi servido um arroz negro tostado com legumes verdes e leite de castanha do Pará. Taí um prato perfeito! O arroz é crocante e dá vontade de comer um montão. Isto, num jogo do Timão é covardia …

Logo em seguida, uma massa veggie, um fetuccine de palmito na manteiga e sálvia, queijo parmesão e pó de pripioca. Mais um prato perfeito.

Enquanto conversávamos e dizíamos o quanto era bom, chegou um  champignon de Paris tostado e cru com mandioquinha defumada e alho negro. O que que é isso, minha gente!

Mais um; batata doce com bernaise chimarrão. Este certamente o Diogão dos Destemperados adoraria, já que nós simplesmente amamos, já que o cheiro do erva estava impregnado em tudo. Louve-se que todos da mesa estavam comendo tudo (se bem que o champignon, a Re passou!)

Último prato salgado: um aligot, que é um saboroso queijo derretido. O interessante é o formato que o garçon serve, já que ele traz uma bola de queijo que está quente, consequentemente derretida e que ele vai enrolando tudo pra evitar que ele caia no chão. Cenográfica e saborosamente perfeito!

E ainda tinha sobremesa; Piprioca – ravioli de limão e banana ouro. Muito interessante, curiosa e com o formato dela parecendo uma célula, aquelas das aulas de Biologia.

Chegamos ao fim.
Enfim, é uma refeição em que um gringo fica pirado! Imagine mostrar todos estes sabores pra ele, com o upgrade das águas saborizadas e harmonizadas. Certamente ele levará pra casa lembranças duma comida diferente, saborosa, bonita e cheirosa.

E onde nós, brasileiros entramos nesta? Nos comportando e pagando como gringos num restaurante que, certamente, deveria ter o inglês como língua oficial e assim conquistar as merecidas 3 estrelas no guia Michelin.

Ave Atala!

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dcpv – dalva e dito do alex, drix, sueli, jorge, lourdes, eymard, dé e edu.

09/12/2011

Dalva e Dito do Alex, DrixSueli, Jorge, Lourdes, Eymard, Dé e Edu.

Mais um complemento do ISBFV. Saímos no sábado a noite dispostos a referendar a nova e ótima pizzaria do amigo, Juscelino Piselli Pereira, a MareMonti.
Até tentamos, mas devido a espera de mais de uma hora e ao insandecimento dos presentes, resolvemos atravessar a rua e ir ao Dalva e Dito, a casa de comida brasileira do Atala.

Não esperamos quase nada e estávamos abrigados na nossa mesa retangular. Estavam lá a Drix, a Lourdes, o Eymard, a Sueli, o Jorge, além da Dé e eu.

O lugar é extremamente agradável, o serviço mais ainda …

… e o menu é altamento apetitoso.

Tomamos um bom vinho tinto Dolcetto d’Alba Renato Ratti 2010 e escolhemos praticamente todas as vertentes do cardápio.

A Sueli foi de moqueca capixaba, arroz branco e pirão,

… e o Jorge se esbaldou no polvo com arroz molhado (que eu conheço muito bem).

A Lourdes foi frugal e de Saladinha da Dalva (alface, tomate, cebola, palmito, cenoura, rabanete e ovo caipira cozido), …

… assim como a Dé, que pediu um caldinho de feijão …

e uma tapioca de queijo.

O sócio foi de galeto de televisão de cachorro com risoto caseiro (aquele antigo da mamãe) …

… e eu, de carne-de-sol com mandioca cozida e manteiga de garrafa (receita do Rodrigo/Mocotó).

A grande surpresa da noite foi a Drix ver no cardápio o prato dos sonhos dela: Bife à milanesa com salada de batata.
Não preciso nem dizer o que foi que ela pediu, né?

E surpresa maior foi quando o próprio Alex Atala se aproximou de mim e perguntou: você é o Edu do dcpv? (brincadeirinha!! rs)
Na verdade, ele perguntou se estávamos gostando de tudo (por sinal, tudo estava maravilhoso) e gentilmente nos convidou à visitar a sua Ferrari, aquela cozinha espetacular.

Voltamos extasiados e aproveitamos pra escolher as sobremesas (só eu e o Eymard pedimos): excelentes Pudim de leite (generoso, porque tenho trauma de infância. Esta é a descrição do menu que o sócio certamente concordou) e ..

… e um Romeu e Julieta invocado (goiabada cascão, queijo fresco, Catupiry, creme de goiaba e sorbet de goiaba).

Dividimos irmanamente com muitas colheres, pagamos a conta e fomos pra casa pensando como a vida é bela e felicidade até existe (pode assobiar aquela música do Roberto Carlos pra acompanhar).

Ah! Uma informação pra registro: o Alex faz uma galinhada famosa lá no Dalva e Dito, todo sábado, das 24:00 hs até as 3:00hs em que você pode comer a vontade pagando somente R$ 39,00 e ainda se esbaldar de dançar ao som do Nereu (ex-trio Mocotó).

Deve ser muito boa e prometemos dar um passada lá pra dar o nosso parecer!!
Hasta.

.

a segunda chance do Dalva e Dito

põe comfort food nisso!
15/11/09

A segunda chance do Dalva e Dito

É, fomos ao Dalva e Dito, o restaurante de receitas da cozinha brasileira  do genial ( nós o achamos  genial!) Alex Atala.

E por que segunda chance quando na verdade foi a primeira vez que fomos  lá? 
Ora, porque o restaurante simplesmente foi metralhado quando da sua inauguração. “‘É muito ruim!”; “a comida é pretenciosa demais“; “é caro demais“; ” o Alex perdeu a noção“: estas foram algumas das declarações/críticas que despontaram após as primeiras visitas dos clientes.

E não nos surpreenderam muito pois estivemos numa palestra-aula com o próprio Alex e o Alain Poletto que seria o responsável pela cozinha e apesar do entusiasmo deles, nos pareceu que a idéia de utilizar o cozimento à baixa temperatura em quase todos os pratos não seria, digamos assim, muito apropriado. Portanto, não demos nem a primeira chance pra ele!!

 Bom, o tempo passou. O restaurante realmente não começou muito bem; o Alain saiu da cozinha ( não da sociedade); o Alex assumiu as panelas e de repente, ouvia-se aqui e acolá que o Dalva e Dito estava tomando o seu verdadeiro rumo.

Com toda esta história com requintes de suspense, drama e provável final feliz, resolvi que havia chegado a hora de experimentarmos a tal cozinha brasileira de história.

Primeiro ponto positivo: liguei pra saber se fazem reservas e a atendente me informou que sim e até as 13:30hs. Resultado: reservei pra mim e pra Dé pro último horário e como me informaram que poderia atrasar até 15 minutos, o meu horário já foi pras 13:45. Ôba!

Segundo ponto positivo : a arquitetura do lugar é incrível. O Marcelo “Lar Doce Lar” Rosenbaum fez o projeto e ele é muito bom. Dois salões super bem decorados  (ficamos no terraço) com um visual bem brasileiro e com detalhes que o transformam num local acolhedor.
Muita madeira e ladrilhos hidráulicos.

 

Enfim, um lugar bonito!

Terceiro ponto positivo : o atendimento é muito bom! Desde a recepção até todos os garçons, passando pelos maitres (todos super-atenciosos) e a sacada de retornar com a tradição de se fazer a última preparação do prato na frente do cliente.  Antes da comida chegar ao seu prato, você já sente prazer!

Quarto ponto positivo : a comida é demais!
Começamos com o couvert que é muito bom. Pães servidos quentinhos com acompanhamentos de primeira e fotogênicos: um purê adocicado de beringela assada, a famosa cabeça de alho assada do Atala; um purezinho de feijão preto (que harmonizava perfeitamente com a pimenta biquinho, um das quatro que nos foram oferecidas) e uma manteiga Aviação aerada servida charmosamente numa mini-latinha  da própria Aviação…

… além de gostosos bisquis de polvilho.

 

Pulamos as entradas (deixamos pruma outra vez, pois certamente voltaremos) e escolhemos os pratos principais depois de taças de vinho branco chileno pra Dé e dum Anghebein tinto pra mim.
Eu escolhi um que me lembra não somente a comida da minha mãe, a D. Anina, como também um dos que mais gosto lá em casa: Bife à Milanesa com Salada de Batata.

Generoso e crocante, contrastando com a maciez e o geladinho da salada de batata. É isso que esta escrito no (excelente) menu. E eu acrescento que ele é crocantíssimo e que a salada além de crocante também tem um toque de raspa de limão de deixar qualquer um babando!

A Dé pediu o prato que eu estava namorando: Polvo com mandioca rústica!

Cazzo, pra começar são os tentáculos de polvo mais fotogênicos que eu já vi na vida!! E os mais gostosos também pois eles são assados por 15 minutos no forno, o que lhes dá uma crocância externa incrível, mas ao mesmo tempo a maciez interna não é perdida!

Espetáculo e ainda mais com o acompanhamento dum purê rústico de mandioca e dum belíssimo creme de espinafre!! Genial!!

Pra terminar, aí vai a foto da sobremesa:

E sabe o que é isso? É um Romeu e Julieta feito pelo Alex Atala. Quando escolhi, a Dé ainda me disse: Romeu e Julieta? 
Agora me diz se uma mistura de Catupiry, queijo fresco, goiabada cascão, creme de goiaba e sorbet de goiaba  não é um “Senhor” Romeu e Julieta ?  

Pronto! Terminamos a refeição com a sensação de que esta segunda chance (que na verdade foi a  primeira) já teve um propósito: o de mostrar que o Dalva e Dito (segundo o próprio Atala, o nome deriva da sua veneração pela Estrela Dalva e por São Benedito) chegou pra ficar na nossa lista dos lugares queridos.
E voltaremos brevemente pra mostrar pra Renata ( que bela desculpa!) o que ela perdeu!

Quinto ponto positivo: não costumo informar, mas vou. A conta foi de R$ 210,00. Justíssimo pro que nos foi apresentado!
E como última reflexão, existe uma seção do cardápio, intitulada “Para matar a saudade da vovó, das tias” que pra nós, dá o tom exato da comida do Dalva e Dito.

É uma comida extremamente confortável e que poderia ter sido feita tanto pela sua avó, como por aquela tia que cozinha muuuuito!
É uma comida que te faz recordar de bons momentos, de encontros de família, enfim, de comida com memória!

Alex, os cães ladram e a caravana passa (com a Dalva e Dito lá dentro)…

Até.

.


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