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dcpv – isbsb – um almoço ecumênico e miscelânico

23/06/2012

ISBSB – Um almoço ecumênico e miscelânico.

Como estamos em Brasília e preparados pra fazer o nosso almoço comemorativo deste encontro, vale contar como chegamos ao menu.

Como princípio, os não cozinheiros (Drix, Jorge e Eymard) escolheriam tudo.

Foram muitos emails trocados e quase nada resolvido. Até que uma mistura improvável, mas legal, surgiu.

Que tal fazer algumas receitas da nossa aula borgonhesa  junto com algumas do maravilhoso Inter Blogs da Bruna do Gourmandisme?

E como “plus a mais”, uma breve aula de omeletes pra Drix?
Todo mundo topou e de repente, lá estávamos nós em plena capital federal e no apê dos sócios.

Prontos pra cozinhar, conversar, dar risadas, comer e beber.

Chegamos e adoramos o capricho da Lourdes.

Haviam kits pra cada um dos participantes com direito a colher, escumadeira, caderno personalizado com receitas e fotos, uma toalha de mãos e um avental , pasmem, bordado com o logo dos ISB e com a catedral que tínhamos acabado de visitar.

Trocamos os famosos presentes e começamos a lida.

Pelo cronograma, iniciamos tudo com as tradicionais gougères, os famosos “pães-de-queijo franceses”.

Como todos sabem, a Lourdes e o Eymard são especialistas na iguaria. Ou seja, eles comandaram as caçarolas (um pouquinho mais a Lourdes, certo?), com algumas pequenas ajudas de todos.

Preparamos a massa e montamos as tais numa forma.

Aí foi só colocar tudo no forno e experimentar. Quer provar?

É claro que acompanhamos com um ótimo Cremant Amiot, e pra deixar organizado, fizemos o recheio da sobremesa, a torta de maçãs.

As massas foram preparadas antecipadamente pela Lourdes; só tivemos que recheá-las, decorá-las com fatias e assar.

Feito isto (já estávamos no vinho branco francês Chardonnay Domaine Petit Chateau, que a Sueli e o Jorge trouxeram) e demos a largada pra preparar a entrada propriamente dita.

Se bem que neste momento optamos por iniciar a aula omeletística.

Pra começar a Sueli fez um no estilo dela. Queijo frito ao fundo, …

… ovo mexido por cima …

… e quando estiver bem macio e dourado deste lado, tcham, vire pro outro.

Eu aproveite e fiz um do jeitão a que estou acostumado.

Ovos bem batidos junto com creme de leite fresco, …

… ervas frescas, um pouco de bacon frito (aproveitei o que tínhamos preparado pro risotto), …

… queijo ralado e fritura de um lado até dourar.

Quando estiver assim, enrole até que a parte mais cremosa fique na parte interna do “rocambole”.

Pronto! A Drix recebeu uma pequena lição básica de gastronomia e todos comemos mais um pouquinho.

As gourgères sumiram e montamos o mis-en-place da entrada rapidamente.

Afinal de contas, o prato era totalmente frio e uma mistura bem interessante de suco de clementinas, aquelas mixiricas gostosas (este foi o Jorge que fez), …

… cogumelos (Paris e Shitake) cortados finamente, …

… rapadura ralada (esta foi a Drix que fez), …

… Parmeggiano ralado (este foi o Eymard que fez) …

… e um pouquinho de salsinha.

Prato finalizado, finalmente sentamos à bela mesa vermelha que a Lourdes montou (a Dé deu nota 10).

Abrimos mais um branco, o neozelandês Pinot Gris Saint Clair 2007, que estava estupidamente gelado …

…e todos comeram tudo (quase todos, né Drix?).

Era hora do risotto.

Pré-preparamos algumas coisas, tais como o bacon cortado e frito, …

… a abóbora cortada e refogada junto com a cebola e …

… deixamos o caldo bem quente.

Daí pra frente, foi só preparar o risotto como manda a etiqueta e finalizar com um belo mascarpone.

Servimos o tal do jeito que deve ser …

… e acompanhamos com um tinto sensacional (mais uma oferta da Sueli e do Jorge), que eu não me lembro o nome ( (-: ).

Enquanto comíamos, relembramos os momentos bacanas não só deste, mas como dos nossos outros encontros e já iniciamos as negociações pra escolher a próxima sede.

Não sei, não, mas acredito que a coisa deverá circular por Minas Gerais e melhor, com comida de buteco feita em casa.

Era a hora da sobremesa, a torta de maçã, que foi servida com sorvete de baunilha ou tapioca (em alguns casos, e).

Mais um desbunde.

Dizem que quando você está se divertindo, o tempo passa muito rápido. Pois já passava das 18:00hs!

Incrível como essa turma nasceu pra se divertir.

E certamente foi isto o que fizemos neste sábado espetacular.

Só nos restou acertar onde seria o jantar? rs
Mas isto é assunto pro próximo post.

Inté.

Você quer saber como foi esse encontro?
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.

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dcpv – isbsb – lá vamos nós pra brasília.

22/06/2012

ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.

Este seria o 5º encontro oficial da turma. Começamos tudo através de amizades internéticas (parece incrível, né?).
Daí pra frente foi uma questão de afinidades e oportunidades.

É claro que a afinidade apareceu automaticamente. E sem alguma coisa muito marcante que a explicasse muito bem.
Tudo certo que todos gostam de viajar e de comer bem, o que já é um bom princípio.

Vários encontros ao vivo aconteceram. Na praia, em Brasília, em BH, na grande FV e agora, novamente em Brasília.

A presença seria representativa. Afinal de contas, o Deo estaria ausente (até aí, nenhuma novidade) e na última hora e por problemas particulares, a Regina e o Mingão não compareceram.

De qualquer forma, os sócios-fundadores do Inter dos Sem Blogs (um movimento em reação ao Inter Blogs (quer saber o que é?)) estavam reunidos. O que significava que todos (Drix, Sueli, Jorge, Lourdes, Eymard, Dé e eu) bateram ponto.

Pegamos um voo da TAM que atrasou bastante; mais de 1,5 hs. Como há males que vem pro bem, vimos um maravilhoso por-do-sol.

Chegamos na capital federal por volta das 19:00hs e no mesmo horário da Drix, o que facilitou a vida da Lourdes e do Eymard, que foram nos buscar. E em grande estilo.

Fizemos o check in no correto Hotel Meliá e imediatamente estávamos zarpando pra Grand Cru, onde havia uma sala especial reservada pro nosso jantar oficial de chegada.

O lugar é muito bacana. Uma salona com uma mesa grande, toda em madeira rústica, …

…com vários vasos de ervas gastronômicas frescas, …

… e vinhos, muitos vinhos.

Nos congraçamos todos e além de matarmos as saudades, experimentamos um Cremant Rosé, uma homenagem especial à nossa última viagem.

Escolhemos as entradas: 2 competentes carpaccios, sendo um o tradicional de carne …

… e o outro, de salmão defumado.

E dá-lhe conversa.

Chegou a hora de escolher os pratos. E a organização imperou.

As mulheres optaram por frutos do mar. No caso, a Dé e a Lourdes escolheram camarão com penne ao creme de queijo brie, …

… a Drix uma variação do mesmo prato com molho vermelho

… e a Sueli, robalo com pupunha assada e quinua picante.

Já o Jorge, o Eymard e eu fomos de filé mignon ao poivre com arroz piemontese.

E consequentemente, elas tomaram um Chardonnay Domaine Amiot Guy 2009 ..

… e nós, um Margaux Desmirail 2007.

Ambos, excelentes.

Sobremesas? Sim e dois figos ao forno com sorvete de baunilha

… e doce de leite com raspa de limão (adivinhem pra quem?).

Colheres pra todos e irmanamente dividimos.

Ficamos mais um tempão conversando e quando fomos perceber, já era quase uma da matina.

Fomos pro hotel (os sócios nos levaram) com a promessa de sairmos cedo pela manhã. Iríamos conhecer mais alguns pontos turísticos da nossa capital (a Dé diz o tempo todo que deveria ser obrigatória a visita de todas as crianças a Brasília. Concordo plenamente com ela.)

Acordamos cedo mesmo assim, fomos tomar o bom café da manhã do hotel e as 9:30hs estávamos prontos pro tour.

Iniciamos pela belíssima Catedral Metropolitana.

E ela é incrível.

Magnânima, externamente …

… e lúdica, internamente.

Como o nave dela é abaixo do nível do solo e a entrada é por um  túnel (algo parecido como adentrar num gramado dum estádio de futebol), …

… você certamente se surpreenderá com o que verá.

A iluminação natural externa…

… unida ao tridimensionalismo da cobertura …

… te fazem ficar muito envolvido e emocionado.

Além de vários maneirismos que o Niemeyer acrescentou ao projeto todo, como uma incrível acústica nas paredes curvas laterais que tem uma função de telefone sem fio (uma pessoa fica numa extremidade e consegue ser ouvida claramente por outra na extremidade oposta).

Enfim, se estiver por lá, vá a Catedral.

Continuamos, passando pelo Museu Nacional, que mais parece a casa dos Jetsons …

… e onde estava acontecendo uma aglutinação de moradores visando a participação comunitária no orçamento público.

Mais um pouco adiante e mais uma grande surpresa.

O Palácio Itamaraty estava aberto e se podia fazer uma visita guiada por ele.

Adivinhem se não aproveitamos a oportunidade?

E foi muito interessante conhecer várias obras de arte, …

… salões imensos onde as autoridades são recebidas, …

… mais obras de arte, …

… mais particularidades do projeto do Niemeyer, …

… tais como a escada helicoidal que desaparece no meio do salão,…

… (esta sombra no meio dela é o Jorge).

Este é mais um passeio imperdível, além da possibilidade que você tem de vislumbrar vários ângulos da obra do grande mestre. Vale o fotoblog:

Ainda passamos pelo foyer do Teatro Nacional, …

… com tempo pra nos deleitarmos com a Contorcionista do Alfredo Ceschiatti …,

… que é curiosa e encantadora (palavras da Dé).

A próxima parada seria o apartamento da Lourdes e do Eymard onde faríamos o nosso almoço provençal-gourmandismiano.

Mas isto fica pro próximo post, certo?

Bye.

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2º ISB – do desejo de niemeyer a realidade do isb*

2º ISB – Do desejo de Niemeyer a realidade do ISB*

Hi, gente fina.
Continua a novela, o capítulo-a-capítulo de tudo o que aconteceu no encontro dos without blogs, o 2º ISB, o Inter dos Sem Blogs.

A festa foi de arromba e todos os participantes se esbaldaram a valer.
Desta vez teremos a visão da prof Drix. Leiam, discutam e comentem.
Sabe como é: em sociedade, tudo se sabe.

Este post encerra a tetralogia do evento na visão dos participantes (veja a minhaa do Eymard e a da Sueli).
Aguardem que o próximo, o 3º será em BH e arredores. Ah! A sede do 4º também já foi escolhida: a grande e bela Ferraz de Vasconcelos.

 Hasta la vista, babies. (EduLight)

Do desejo de Niemeyer à realidade do ISB * (by Drix)

“Era um rabisco e pulsava.”  (Carlos Drummond de Andrade)  

Foi assim que tudo começou: do traço simples de Lúcio Costa. Era “inveja” e pulsava. :- ) Foi assim que tudo começou: do desejo dos sem blog de um dia sentar-se à mesa do DCPV.

“Brasília surgiu como uma flor do deserto, dentro das áreas e escalas que seu urbanista criou, vestida com as fantasias da minha arquitetura. E o velho cerrado cobriu-se de prédios e de gente, de ruídos, tristezas e alegrias”. (Oscar Niemeyer)  

A confraria DCPV surgiu da amizade que une Edu, Déo e Mingão, vestida do prazer de Edu em cozinhar. Cobre de alegria as terças-feiras de Ferraz de Vasconcelos e, eventualmente, os fins-de-semana de alguma outra cidade. Naquele feriado de 15 de novembro, cobriu de alegria Brasília.

“Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil: eles ergueram o espanto inexplicado.” (Clarice Lispector)

Nenhum de nós pensava em conquistar novos amigos: seria fácil. Reconhecemos novas velhas amizades, conquistadas em outras infâncias, para o espanto inexplicado de alguns.

“Mas se ela nasce assim madura, sabei-o: é o tempo! O paridor de estrelas, cubos, alvoradas e cristais; é o tempo – que da estrutura dos metais criou as linhas do viver.” (Affonso Romano de Sant’Anna)  

E se a amizade nasce assim madura, sabei-o: é o tempo! O paridor de sentimentos como serenidade, sinceridade, tolerância, respeito às diferenças, cumplicidade;  é o tempo – que desses sentimentos criou as linhas do viver.

Sim, era o Homem, era finalmente, e definitivamente, o Homem. Viera para ficar. Tinha nos olhos a força de um propósito: permanecer, vencer as solidões e os horizontes, desbravar e criar, fundar e erguer. Suas mãos já não traziam outras armas que as do trabalho em paz. Sim, era finalmente o Homem: o Fundador. Trazia no rosto a antiga determinação dos bandeirantes, mas já não eram o ouro e os diamantes o objeto de sua cobiça. (Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Jobim)

Há cinquenta anos eles vieram de vários lugares deste imenso país. Homens simples, que deixaram para trás mulher e filhos e chegaram ao planalto central com seus diferentes sotaques e culturas. Pés descalços, olhares atentos, esperança no futuro. Terra vermelha, trabalho duro. Admiração pelo presidente doutor que se mostrava igual nos momentos de cantoria (Eymard, “Peixe Vivo” certamente não faltava no repertorio do presidente seresteiro). Ao construírem seus palácios, com formas nunca antes vistas – por eles e por ministros e arquitetos estrangeiros, como André Malreaux e Le Corbusier -, apropriaram-se de sua história. Foram chamados candangos. Ganharam escultura de Bruno Giorgi. Cinquenta anos depois, nossa vez de tomar posse de nossa Capital, descobrir seus encantos surgidos do talento de Niemeyer, Lúcio Costa, Marianne Peretti , Ceschiatti, Bruno Giorgi, Athos Bulcão, Burle Marx e desses brasileiros anônimos. Como há cinqüenta anos, também chegamos de vários lugares desse imenso país. Mistura de sotaques e culturas – síntese do Brasil.

“No cimento de Brasília se resguarda maneiras de casa antiga de fazenda, de casa-grande de engenho, enfim, de casarona de alma fêmea (…) que guarda no jeito o feminino e o envolvimento de alpendre de Minas.” (João Cabral de Melo Neto)

Como na casa antiga de fazenda e na casa-grande de engenho a mesa foi posta, os amigos recebidos com carinho. Como no alpendre de Minas, a prosa se estendeu por todo o dia e toda a noite.

“Foi necessário muito mais que engenho, tenacidade e invenção. Foi necessário um milhão de metros cúbicos de concreto, e foram necessárias 100 mil toneladas de ferro redondo, e foram necessários milhares e milhares de sacos de cimento, e 500 mil metros cúbicos de areia, e dois mil quilômetros de fios. E um milhão de metros cúbicos de brita foi necessário, e quatrocentos quilômetros de laminados, e toneladas e toneladas de madeira foram necessárias. E 60 mil operários! Foram necessários 60 mil trabalhadores vindos de todos os cantos da imensa pátria, sobretudo do Norte! 60 mil candangos foram necessários para desbastar, cavar, estaquear, cortar, serrar, pregar, soldar, empurrar, cimentar, aplainar, polir, erguer as brancas empenas…” (Vinicius de    Moraes e Antonio Carlos Jobim) 

Foi necessário muito mais do que habilidade em picar alho poró e cebolas, lavar morangos, fazer molhos, dessalgar bacalhau. Foram necessárias várias medidas de arroz, incontáveis postas de bacalhau, muito alecrim. Foi necessária muita geléia e queijo brie. Foram necessários quilos e mais quilos de alho poró, dúzia de mini abóboras e peras, batatas e carnes, travessas de morango, folhas e folhas verdes, garrafas e garrafas e garrafas de vinho. E dois chefs, quatro ajudantes e dois observadores. Chefs e ajudantes foram necessários para comprar ingredientes e flores, picar pimentão, cebola e alho poró, temperar carne, limpar morangos, preparar massa, organizar louça na lavadora, servir o vinho, montar os pratos como verdadeiras obras de arte. Observadores foram necessários para … observar, claro!

Esse foi o cenário de nosso 2º ISB: Brasília, cidade de pilotis, super quadras, espaços livres, palácios e suas colunas únicas, prédios que flutuam em espelhos d’água, obras de arte expostas sob um enorme céu azul, utopia de igualdade. Como no primeiro encontro, o sentimento do 2º ISB foi de amizade, alegria pelo reencontro, prazer pela companhia e os momentos de prosa.

Dizem que mineiro não perde trem. Começo a acreditar que, mais que isso, mineiro chega um dia antes. Ou melhor: cumpre o combinado :- ) Com isso, meus ISBs tiveram um bônus especial. Em São Paulo, o ótimo show de Jorge Drexler, na companhia de Edu, Dé e Renata. Em Brasília, na sexta-feira, almoço com Sueli e Jorge e jantar na casa de Lourdes, Eymard e Gustavo. No almoço de sexta-feira, o carinho de ser recebida com comidinha gostosa, preparada por Sueli, e picolé especial, de chocolate e menta, comprado por Jorge. No jantar, apesar de todas as preocupações com relação ao menu, tivemos “pasta ao dente com manteiga trufada derretida e trufas brancas” (devidamente copiado do comentário do Eymard). Piemonte esteve presente também na entrada: tâmaras de Piemonte acompanhavam o melão e presunto de Parma. Disse a Eymard que gosto de “comida simples”, mas de nada adiantou. Preocupado, preocupou Lourdes, que acabou encomendando um peru lindamente decorado. Diante da “comida simples”, repetida por todos, o peru ficou intocado. O almoço de sábado também foi delicioso: arroz com peixe e frutos do mar, no Coco Bambu, com a companhia de Gustavo.

No sábado à tarde esperamos por Edu e Dé na casa de Eymard e Lourdes. Queijos, vinhos e picolos docinhos; prosa boa. Mas era preciso voltar ao hotel. Tinha jogo do Corinthians… e do Atlético. Um tentava chegar ao topo… O outro tentava não cair :- ( Além disso, tínhamos uma reserva para o jantar na Trattoria Da Rosário.  Na tavola redonda, casos da viagem a Piemonte. Pedidos variados e sofisticados, de quem tem paladar apurado. Exceto o meu. Encorajada pela Dé, com seu jeitinho carinhoso, pedi massa a bolonhesa, afinal, gosto de comida simples. Após o jantar, tour noturno pela cidade. Brasília iluminada é ainda mais bonita!

Domingo, dia de city tour diurno. Por causa da chuva, foi dividido em duas etapas. A primeira, antes do almoço, com passeio pelo lago norte, passando pela UNB, visita ao Memorial JK. Depois do almoço, Congresso, Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes, Torre de TV. O Palácio da Alvorada não entrou no city tour, pois ele era o vizinho mais próximo de nosso hotel.

Como no encontro em São Paulo, antecedendo o jantar oficial do ISB, um almoço, preparado por Sueli. Salada de folhas verdes com pêra, nozes e um molho delicioso, acompanhada de mini abóbora recheada com bacalhau;  arroz com bacalhau (que eu já conhecia e adoro) e algumas opções de sobremesa. Fiquei na panna cotta com geléia de frutas vermelhas (ainda me pergunto como teria ficado com geléia de laranja). Dessa vez não fiz café. Bebemos chá. Guardava minha participação para a torta: “bater os ovos” e “mexer o alho poró na panela”. Com minha habilidade na cozinha tenho que me concentrar em uma ou duas coisas apenas.

O jantar oficial foi montado a partir dos pratos preparados por Edu nas noites de interblogs. Depois de uma exaustiva pesquisa dos sem blog, as sugestões foram enviadas para Edu que chegou ao menu final. Que eu adorei! Começamos com queijo brie e geléia. Entrada: torta de alho poro (muito alho poró… como a cebola, em São Paulo), queijo a milanesa (posso dizer assim, Edu?) e salada de folhas verdes. Principal: brasato com batata assada com alho e alecrim. Desde o momento da definição do menu tinha dispensado o risoto. Todos aderiram a idéia, já que seria um exagero. Sobremesa deliciosa!!! Sopa de morango com sorvete de creme. 

Para finalizar a saga gastronômica em Brasília, água mineral com gás e natural, no bar da piscina do hotel, na segunda-feira pela manhã, antes de sairmos para o aeroporto. Bem, antes de minha primeira saída para o aeroporto. Depois de nos despedirmos de Dé e Edu, voltei com Sueli e Jorge para sua casa, a tempo de comer mais um pouquinho do arroz com bacalhau, antes de sair, pela segunda vez, para o aeroporto.

Mais uma vez tudo saiu perfeito. Rimos muito. Comemos muito. Beberam muito :- ) Mientras (adoro o mientras) observava, ao lado de Eymard, os preparativos na cozinha, perguntava-me: como Sueli e Edu fazem parecer tão fácil? Mas o ISB nasceu democrático, permitindo a participação de todos: chefs e leigos! Este é o espírito do ISB: o respeito às habilidades de cada um. Eymard e eu, por exemplo, observamos… e comemos.

E tudo o que comemos estava delicioso.  Tenho certeza de que todos os vinhos também. Mas pensei em fazer de meu registro do 2º ISB uma homenagem ao cenário e sentimento que une os atores desse encontro. Pensei em registrar em meu texto uma homenagem à Brasília, cidade que me conquistou nas aulas de História de Arquitetura e que me cativou por meio de seus candangos e das muitas histórias que me contaram durante minha pesquisa sobre sua construção. Pensei em registrar em meu texto meu carinho pelos amigos do ISB (incluídos Déo, Mingão e Regina, mesmo que ausentes em Brasília).

“A força de Brasília nasceu do simples gesto do homem que se apropria de um lugar: duas linhas que se cruzam em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz” (Lúcio Costa)

A força do ISB nasceu do simples gesto do homem de crer no amor, na amizade, no afeto, e na gentileza e no bom humor como forma de realizá-lo. 

“Beleza bonita de ver nada existe como o azul sem manchas do céu do Planalto Central e o horizonte imenso aberto sugerindo mil direções. E eu nem quero saber se foi bebedeira louca ou lucidez”. (Toninho Horta e Fernando Brant)

Certeza, tenho duas: Brasília foi construída com espaço reservado para o céu e sim, foi bebedeira louca… mas com muita lucidez :- ) E se o horizonte imenso sugere mil direções, como que fazendo o caminho inverso da nossa arquitetura moderna, referência mundial, os ventos do ISB apontam para Pampulha. Da cachaça pro vinho. De Brasília para Pampulha. Do horizonte imenso para o belo horizonte desenhando pelas montanhas de Minas. Um brinde ao 3º ISB!

(*) O titulo faz referência à frase de Niemeyer: “Espero que Brasília seja uma cidade de homens felizes: homens que sintam a vida em toda sua plenitude, em toda sua fragilidade; homens que compreendam o valor das coisas simples e puras: um gesto, uma palavra de afeto e solidariedade.”

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dcpv – 2º isb – como uma onda no mar. nada do que foi, será …

2º ISB – Como uma onda no mar. Nada do que foi será… 

Alô, povo.
Continua a epopéia, o passo-a-passo de tudo o que aconteceu no encontro do mundinho “semblogueiro”, o 2º ISB, o Inter dos Sem Blogs.

A festa rolou sobre os carretéis com bebidas adequadas e comidas pertinentes.
Desta vez teremos a visão da Sueli. Leiam, discutam e comentem.
Sabe como é: os cães ladram e a caravana passa.

No sábado que vem (18/12) será vez da chef Drix com  o derradeiro depoimento.

 

Ademain que eu vou de leve. (EduLight)

Cozinhar, um ato de amor, doação e desprendimento. ( by Sueli)

Falávamos outro dia, eu e a Mirella, uma amiga virtual, arquiteta e artista plástica, sobre a dificuldade que muitas vezes encontramos em nos desfazer das coisas que criamos.   Lembrei-me, então, da incrível arte de monges budistas que elaboram sofisticadíssimas mandalas de sal colorido, para simplesmente destruí-las tão logo ficam prontas e assim provar que na vida tudo é passageiro e transitório. 
Tenho muita dificuldade em desfazer-me das coisas que crio, mas cheguei à conclusão que não sou uma pessoa tão apegada à criação como pensava, pois cozinhar é uma arte efêmera, de total entrega, doação e desprendimento.

Levamos muito tempo programando, elaborando ou selecionando receitas, fazendo compras, horas a fio na cozinha, momentos de grande ansiedade para que tudo saia bem e a refeição seja então servida… Depois tudo é muito fugaz e acaba em uma fração de tempo. Uma fração de tempo poética, uma vez que a comida repercute nas emoções e muitas vezes, desencadeia recordações.
Cozinhar é uma arte transitória que tem grande valor terapêutico e transformador, pois nos proporciona o convívio agradável com os amigos e parentes, fortalece os laços e suscita generosidade e afeto.

Cozinhar é verdadeiramente um ato de amor, é um afago que fazemos nas pessoas.  Cozinhamos para satisfazer aos nossos sentidos e aos dos outros. É uma entrega total, que deixa em nós a certeza do compromisso realizado.
Algumas vezes perpetuamos os aromas, as cores, os sabores e os momentos bons em fotografias, mas na maioria das vezes fica tudo gravado só na memória. E haja memória!

O 2º ISB começou muito antes do nosso compromisso de domingo aqui em Brasília. E não foi igual ao primeiro em SP, pois nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará   E passou muito rápido, como uma onda no mar… 

Para cada um de nós houve um tempo específico de elaboração, doação e todos estávamos num momento de grande estresse. Edu e Eymard haviam acabado de chegar do Piemonte.  Adriana, sobrecarregada de trabalho, trouxe até dever de casa. Eu, super ansiosa, com a grande responsabilidade de receber em nossa casa pessoas tão queridas e querendo retribuir à altura a mandala que eles já nos haviam preparado .

Esse encontro não foi perfeito, pois Mingão e Regina, presentes no 1º ISB, não puderam vir, uma quebra nos nossos planos, e eles fizeram muita falta. A Rê já havia dito que não viria.
Para mim e Adriana tudo começou mais cedo, sexta no almoço, quando preparei para ela “comidinha gostosa”, o carinho de mãe reproduzido com carinho de amiga.
Eymard e Lourdes entraram na seqüência, quando nos receberam lindamente para um jantar regado a tartufo bianco. Infelizmente não levei máquina para a casa do Eymard, mas, nas nossas lembranças, os momentos estão bem vivos.
O lindo sábado ensolarado começou para mim e Jorge com um périplo entre mercados, floricultura, mercearia, padaria.
Diretrizes traçadas, bastidores montados, partimos para nos encontrar, à beira do Lago Paranoá, no restaurante Coco Bambu com o Eymard, Lourdes, Gustavo e Adriana.

Sobremesa na casa do Eymard, à espera da chegada de Edu e Dé. Uma geral nas novidades, muita dúvida e incertezas quanto ao jogo do ‘Timão”…

Sem jogo do “Timão”, fomos jantar na Trattoria da Rosario, um italiano, para os viajantes não perderem o embalo do Piemonte. Aproveitamos a linda noite e partimos para um city tour.

Como é bom mostrar a nossa casa para os amigos!!!!!!!!!!! Brasília é de uma beleza inusitada e estonteante, e nosso Eixo Monumental conquistou nossos amigos paulistanos, que estavam hospedados bem ao lado do Palácio da Alvorada. 

Adriana matou saudades, pois já havia morado em Brasília e é apaixonada pela cidade.

O domingo amanheceu chuvoso, sem promessa de melhoras e o city tour planejado ficou meio comprometido. Mesmo assim deu para eles aproveitarem alguma coisa.

Enquanto isso, eu estava no borralho, pois ia recebê-los para o almoço, em voo solo. Grande tensão…

Atendendo aos apelos da Adriana, preparei Arroz de Bacalhau, que ela e Eymard já haviam provado; …

                         

                                                      

… mini abóboras recheadas com creme de bacalhau e salada de folhinhas baby, pera e nozes carameladas, petits chèvres e molho à minha moda …

… figos ramy, preparados por mim e panna cotta de coco, com geléia de frutas vermelhas.

No balde:  Prosecco e vinhos branco e tinto, tudo trazido pelo Edu, que não confiou na minha adega. Ah, e muita coca normal! Adriana, nossa eterna viciada, não fica sem sua coca.

Para finalizar, variar e liberar a Adriana do cafézinho, deliciosos chás de vanilla e soursop, nossa conhecida graviola.

Uma pausa para a digestão na varanda.

Papinho… Passadinha na cozinha (arrumadinha pela Maria) para Edu preparar a massa da torta, enquanto eu refogava o alho-poró. Batatas montadas e temperadas no tabuleiro. 

Bastidores do segundo tempo à toda e  partimos para um fim de tarde turístico, já que o sol resolvera brilhar e aquecer os visitantes. Foi muito bom ver à luz do sol o que tínhamos visto sob a luz da lua.

Pela manhã, aproveitando a chuvinha insistente que caía, eles visitaram o Memorial JK, agora, uma pausa na Torre de TV e imediata desistência para a subida, já que a fila era um pouco grande e Eymard se recusava a empreender a façanha… Aqui nesse grupo cada um tem uma síndrome…

Retorno pela Esplanada dos Ministérios e paradinha em frente ao Palácio do Itamaraty, com linda vista para o Congresso e Ministério da Justiça. Fotos, auto fotos e muuuuuuitas risadas.

Continuamos a descida e paramos em frente ao Supremo, com direito à belíssima panorâmica da Praça dos Três Poderes…

… configurada como um triângulo equilátero, em cujos vértices estão implantados os edifícios que integram os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O ponto focal é o Congresso Nacional, que compõe a simetria com o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal, semelhantes nas proporções e na linguagem arquitetônica . No meio de tudo o Museu da Cidade, o Panteão da Pátria, a Casa de Chá, o Espaço Lúcio Costa e o Mastro da Bandeira. Esculturas de José Pedrosa, Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti e vitrais de Marianne Peretti, engrandecem ainda mais as obras de Oscar Niemeyer e Athos Bulcão. Sou apaixona por Brasília!  Uma pena a Catedral estar fechada para reforma! Ela é indescritível!

O sol estava se pondo – 19hs, horário de verão – e a noite prometia… Partimos cada um para a toillete de gala.

Mais chapliniano que o resumo do Eymard para nosso 1º ISB foi o meu retorno ao borralho, (agora sem Maria) visando deixar tudo o mais pronto possível para a chegada dos convivas. Uma amiga chegou a gravar uma trilha sonora bem cinema mudo, dizendo que estava antevendo a minha correria, esqueci-a no carro e não a usei.

Como eu corri, meu Deus! Estava ‘MORTA’. A adrenalina era grande e os ponteiros do relógio, céleres.

Coloquei as batatas no forno e dei os últimos retoques à carne.

Aprendi com o Edu a não ser tão cartesiana e fiz uma alteração no cardápio, que infelizmente não foi para melhor, pois o que deveria ser um Brasato, virou um Salato. Segundo o Edu, foi bom, assim comemos menos. Mas para mim foi imperdoável.

Eu precisava tomar banho, todos chegariam bonitinhos e perfumados. Fui!

As meninas, quando chegaram, terminaram a decoração da mesa preta e branca, uma homenagem aos corintianos, que já não haviam visto o jogo na véspera.

Tomamos um Prosecco enquanto Edu abria a massa da torta e temperava o queijo de cabra. Adriana fez questão absoluta de bater os ovos, à mão, para a elaboração do recheio. Tá ficando íntima!

As coisas não estavam dando muito certo. O diâmetro da minha forma era maior do que devia e o recheio se mostrou tímido, precisando de um up grade. Fizemos mais recheio.

Torta no forno, queijinho de cabra temperado esperando para ir ao forno, carne pronta, folhinhas no ponto, som na caixa, abrimos um vinho branco e demos uma relaxada, degustando o delicioso Brie com geléias.

Esse foi o dia das geléias.  Foram usados 8 sabores e quatro marcas diferentes.

Depois partimos para a guerra. E que guerra!

 Nosso menu foi composto de alguns pratos já apresentados nos 32 IBs que Edu realizara, antes do nosso encontro.

Revimos tudo – tudo mesmo, e Adriana “linkou” todos os posts para nós – e escolhemos os pratos que mais nos agradavam:

Para beliscar

Brie com geléias, do 23º IB, acompanhado por torradinhas. Aqui errei tudo, pois comprei um brie Présidente, grandão, inteiro, e era para ter comprado o pequenininho. É que eu acho o grandão mais gostoso. Tivemos que cortar com um aro e fazer uma cirurgia de preenchimento na lateral. Na cozinha somos um pouco de tudo.

Usamos algumas das extraordinárias geléias da Casa de Madeira: morango com pimenta (boa demais!), physalis e cabernet sauvignon (meio aguada) e damasco St. Dalfour.

 Entrada

Torta de Porri  do 25ª IB.  Excelente e linda! 

Salada verde com queijo de cabra com crosta de pão. Do 5º.IB

Prato principal

Brasato ao Barolo da Maria, totalmente repaginado por mim e, infelizmente, salado por demais. 

Batatas ao forno com azeite, alho e alecrin.

Tomamos um Barolo, decantado.

Um Risoto piemontês estava programado, mas abrimos mão dele, pois além de estarmos todos mortos de cansaço, estávamos para lá de saciados, e ainda vinha a sobremesa.

 Sobremesa

Sopa de morangos, quentinha, acompanhada por sorvete de creme. Do 30 IB. A Lourdes se incumbiu do panelão de morangos.          

Aqui eu também interferi e acrescentei framboesas e mirtilles. No lugar de água de rosas, como pede a receita, usei uma geléia de rosas, que acabou não se diluindo completamente e foi parar quase toda no prato da Lourdes.

Para acompanhar, um Tierruca colheita tardia.

Às duas da manhã, estávamos pregados, para lá de calibrados. Segunda-feira de feriadão. Minha sala de jantar e a cozinha pareciam terra de ninguém. Operação rescaldo. O que a “Cremilda”(minha lava-louça) não deu conta na madrugada, estava por todo lado. Nova sessão.
Ordem no pedaço e fomos ao aeroporto nos despedir dos Luz, que por pouco não perderam o voo.

Beijinhos, beijinhos, tchau, tchau e a perfeita sensação de que o melhor da transitoriedade das coisas fica guardado dentro de cada um de nós, no carinho e na generosidade de compartilhá-las e no prazer que sentimos ao realizá-las.
Eymard foi “resgatar” o Gustavo em casa de amigo e nós voltamos para casa com Adri, íamos encarar um belo “soborô”. Às 15hs voltamos ao aeroporto, nosso até breve à Adriana.
Nada do que foi aqui em Brasília, ou lá em São Paulo, será igual em BH ou em qualquer outro lugar que nos encontremos. Mas fica sempre a certeza de que tudo foi e será bom demais, sempre, como uma onda no mar

Isso é certo! 

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2º ISB no DCPV – Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?

DCPView’s  – 2º ISB no DCPV – Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?

Hi, people.
E continua a saga, a descrição de tudo o que aconteceu no encontro do jet-set “semblogueiro”, o 2º ISB, o Inter dos Sem Blogs.

 
A festa rolou sobre os carretéis e desta vez teremos a visão do Eymard. Leiam, discutam e comentem.
Sabe como é: em sociedade, tudo se sabe.

No sábado que vem (11/12) teremos o depoimento da chef Sueli.

 

Eu vou indo porque “cavalo não desce escada”. (EduLight)

Como pode um peixe vivo viver fora da água fria? (by Eymard)

Pois é!  O 2º ISB aconteceu em Brasília. O cronista social EduLight já descortinou parte da festança. Resolvi tratar dos bastidores “da fama”.

Adriana, Drix para os íntimos (nós mesmos) chegou sexta-feira. Pronta para almoçar “comidinha caseira” na Sueli e jantar na minha casa. Duro cozinhar para Sueli!! Rugas de preocupação em casa (nao é Lourdes?). Resolvido o cardápio: tagliolini tradicional para acompanhar a trufa branca de Alba. Mas não poderia ser uma pasta qualquer. Sergio Arno tem, na minha opinião, uma das melhores com jeitão de massa fresca: La pasta Gialla. E, aqui em Brasília, compra-se na Villa Morena onde a simpática Dona Ingrid tem o melhor doce de leite do pedaço.

Para emoldurar, ralar a trufa, sim, o tubérculo branco de Alba. E estrear o meu ralador.
Mas….será que não é pouco? E se a Adriana não comer? E se a trufa não estiver boa? Vamos ficar só na massa? Qual a saída? O peru da Dona Lizandre(ops!!), nossa amiga do restaurante Werner que nunca falha nas horas difíceis.

Tudo pronto. Só faltou o casal Luz. Lourdes caprichou na entrada: melão rei com presunto de Parma acompanhados de tâmaras frescas do Piemonte.

A trufa ainda estava perfeita e o sucesso foi tal que Adriana repetiu. Comidinha simples é com ela: pasta ao dente com manteiga trufada derretida e trufas brancas. O peru ficou inteiro. Intocado!!!!

Nao chegamos às sobremesas, que eram variadas: doce de leite, compota de goiaba, doce de pêra e requeijão em barra. Mas nao resistimos aos “picolos” docinhos do Daniel Briand e seus macarrons. Ia dizer que tomamos um nespresso para finalizar, quando Lourdes me lembrou que “nao chegamos no café”, ninguém agüentou!

As fotos? Puxa, não registramos nada desse momento único. Uma pena. O registro agora é só escrito. Me lembro que estava tudo bom, pois a companhia era especial. Demos muitas e boas risadas.

No sábado, as 16 horas, depois de um vôo tranqüilo, chegam Edu e Dé para conhecer a capital federal. Eu e Jorge fomos ao aeroporto buscá-los para uma rápida passada em minha casa. Novos brindes. Novos bebericos e comericos. As fotos? Também não saíram.

A noite prometia. Comeríamos sopa de tartaruga no Aquavit (O sonho de consumo do Edu, promessa desde a festa de Babete). Menu devidamente vetado por “algumas” dacachaçaprovinhenses. Restaurante trocado (fica para um próximo final de semana, o Simon é imperdível e Edu e Dé já descobriram o caminho da “Corte”). Dessa vez a escolha recaiu na Trattoria Da Rosário. Um chef napolitado de responsabilidade!

        

O chef foi simpático. Pratos escolhidos, vinho do Piemonte e, voilà, um brinde (este tem foto – ufa! A Dé chegou!). Tudo perfeito, não fosse a sobremesa. Definitivamente não estavam boas. Nenhuma delas. E olha que de sobremesa eu entendo. E daquelas sobremesas, em especial, não só entendo como já experimentei todas. Aquela não era a noite da sobremesa na Rosário. Foram devolvidas quase intocadas. O garçom perguntou e fomos sinceros (como deve ser). Vieram cobradas na conta. Pagamos. Mas não custava uma cortesia! Fica o registro.

Saímos para um passeio noturno.

 A linda vista dos monumentos flutuantes de Brasília.

Contrastes perfeitos de luz, sombra, espaço e traço.

O domingo prometia.

Chuva. Muita chuva! Poupei Sueli (xiii, está me xingando até agora!!!). Passamos no hotel para pegar Drix e os Light para um mini citytour embaixo de chuva. Passeio com direito   a companhia de especialista na construção da capital. Ela mesma: Drix.

A parada?  Memorial JK.

 Ponto alto? A cripta. Foto? Não tenho, mas o Edu deve ter.

Do almoço, Sueli não abriu mão. Faria um extraordinário arroz de bacalhau com lascas de amêndoas e alecrim. Muito alecrim!!

 De entrada, umas mini abóboras cozidas inteiras, recheadas de bacalhau com uma saladinha.

 Tudo de comer de joelhos. Para coroar o famoso doce de figos e uma divina pana cota. Poderíamos ter morrido ali. Mas não morremos (felizmente)!!!.

Os bastidores? Descobri que é fácil fazer o arroz. Basta ter uma panela bem grande e uma Maria que prepara tudo. Para finalizar? Chama a Sueli!!!

Passada no hotel. Retorno para casa. Banho, roupa limpinha e vamos ao 2º ISB.  Pra falar a verdade, não agüentávamos mais nada e ainda nem tínhamos chegado no ISB. Jantar completo preparado pelos chefs Sueli e Edu, com ajuda primorosa de Lourdes e Dé e os olhares atentos de Jorge, Eymard e Adriana.

Chegamos cedo na casa de Sueli e Jorge. A tempo de escolhermos, Drix e eu, a trilha sonora da noite: Charles Aznavour, em seu melhor disco e momento! Uma pena que, depois da terceira ou quarta música, a dona da casa, achando que a escolha tinha sido de Jorge, não poupou “elogios” ao pior disco de todos os tempos! Troca realizada com sucesso para um Cd de Elba e Dominguinhos.

Vamos ao que interessa: o menu do 2ºISB.

Como serão vários os relatos, deixo os detalhes das receitas e do menu para o próximo post.
Tivemos queijo brie, levemente aquecido, com geléias variadas. Comemos lambendo os dedos.

Torta de alho poró. Aprendi. Juro! Aprendi a fazer. Eu e Adriana. Ela bateu os ovos e eu fiquei olhando atentamente. Aprendi mesmo: 9 kilos de alho poró! Ou…seriam…nove talos? 1,5kg? Mais ou menos isso. Muito alho poró misturado com os ovos já batidos com um excelente parmesão ralado grosso para o fantástico recheio. Estava de comer de joelhos. Nao resisti. Repeti.

O prato principal? Não agüentei chegar lá. Um espetacular brasato acompanhado de batatas assadas com alho e alecrim (olha o alecrim ai, de novo, minha gente!!!). Dispensamos o risoto que acompanharia a carne e atacamos as batatas que, em princípio, seriam da Adriana.

E a sobremesa: sopa de morangos com sorvete de creme. Deliciosa. 

O encontro não foi mais um encontro. Cada encontro tem sido único. Sinergia total e gostinho de que “tudo que é sólido se desmancha no ar”. Passa rápido. Tão rápido que a gente tem que repetir em 4 sábados, com quatro variações de um mesmo tema, para prolongar a fugaz sensação de que “o que é bom dura pouco”!

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DCPView’s – O que rolou no hight society do 2º ISB em BSB

13 a 15/11/10
Eating night&day

DCPView’s – O que rolou no high society do 2º ISB em BSB. (by Eduardo Light)

Nada como viver e conviver em sociedade.

Fomos a Brasília pra participarmos do congraçamento do 2º  ISB, o já tão famoso encontro, o Inter dos Sem Blogs (veja como foram os relatos do 1º) .

Eis o fotoblog de tão prestigiado evento:

Comidas pertinentes …

… e bebidas de procedência.

Os cães ladram e a caravana passa.

Brega é perguntar o que é chique, chique é não responder.

Sorry, periferia.

Olho vivo que cavalo não desce escada.

Em sociedade, tudo se sabe.

Quem não deve, não treme.

Ademain que…

… eu vou de leve.

Nota da Redação – Ressalte-se que a partir do próximo sábado teremos a publicação/visão de cada um dos  participantes (Lourdes/Eymard no dia 27/11; Sueli e  Jorge no dia 04/12 e Adriana, a Drix no dia 11/12) sobre este evento que promete abalar as estruturas da sociedade bloguística. Serão emoções, receitas, sentimentos, vinhos, conversas, afinidades enfim, tudo aquilo que fez com que este grupo se reunisse pelo que, eu acredito, a segunda de milhares de vezes.
As fotos das mesas e dos pratos foram tiradas na casa da Sueli e do Jorge. Também fomos muto bem recebidos na casa da Lourdes e do Eymard.  

Ah! Se você lembrar de mais algum bordão das antigas colunas sociais, me ajude a completar o post, por favor.

Bye, bye.

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