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dcpv – a cuepa del mundo é nuestra.

número 391
01/07/2014

A Cuepa del Mundo é nuestra.

Este é mais uma daqueles menus inspirados na nossa querida Copa do Mundo.

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A intenção era escolher dentre os países participantes, receitas que comporiam um cardápio.

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Mas quando me deparei com um livrinho de culinária argentina, não resisti (mesmo porque o Messi está batendo um bolão).

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E acabei escolhendo pratos diferentões e que tem muito a ver com a influência européia, especialmente a italiana, sobre a cultura portenha.

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Vamos lá, então, curtir a comida de uma das seleções favoritas pra ganhar esta Copa das Copas.

Entrada – Zapallitos rellenos.

É isto mesmo, abobrinhas recheadas. São fáceis de fazer e tem um gosto bastante especial.

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Inicie cozinhando 6 abobrinhas médias inteiras, lavadas e untadas com azeite. Escorra, espere esfriar e corte ao meio.

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Tire a polpa das abobrinhas, pique e misture com 100g de presunto defumado e 100g de peito de frango picados finos, 1 ovo cozido picado, salsa, 6 colheres de molho bechamel e uma pitada de pimenta do reino.

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Disponha as abobrinhas sobre uma travessa previamente untada.

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Coloque o recheio recém-preparado, polvilhe com queijo parmesão e leve ao forno a 180°C até que as abobrinhas estejam douradas.

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Sirva bem quente. Realmente, deliciosas.

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Ainda mais com o acompanhamento do vinho branco ViñaSol Torres 2012 que foi “hermano, viñalua, sarita montiel, fresquito“.

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Principal – Gnocchi com salsa tuco.

Sabe que eu acho que é a primeira vez que faço gnocchi? E achei bem fácil.

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É só cozinhar 1 kg de batatas, descascá-las e passar pelo espremedor.

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Coloque tudo numa travessa funda, acrescente 2 gemas, 300g de farinha de trigo e um pouco de sal. Amasse até que fique homogêneo.

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Forme pequenos bastões e corte em pedaços.

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Já pro molho tuco, que é muito popular na Argentina, doure 1 cebola, 1 cenoura, salsão e 1 dente de alho, tudo picado fino, numa panela com azeite, mexendo sempre.

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Junte 250 de carne macia (usei filé migon) picada e refogue até que mude de cor.

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Tempere, junte uma lata de tomate pelado, 200 ml de caldo de carne e ½ colher de café de orégano. Misture, tampe e cozinhe em fogo bem baixo durante 45 minutos.

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Ajuste o sal e deixe cozinhar destampado até que o molho fique espesso. Cozinhe os nhoques em água fervente. Escorra e sirva com o molho.

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Mais um prato denso e ao mesmo tempo leve.

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Harmonizou muito bem com o excelente vinho tinto Malbec Alluvional Zuccardi 2009 que foi “acompanhado, antes só, caboclardi, codido“.

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Sobremesa – Mazamorra.

“Em Santiago Del Estero e no noroeste do país, chamam-lhe api; em Corrientes e Misiones, caguiyi, mas no resto da Argentina chamam mazamorra a uma papa de farinha de milho, adoçada com mel ou açúcar”.

E, acrescentando, aqui no Brasil chamam de canjica. Acontece que fui salvo pelo gongo. Ou melhor, pela minha mãe, a D Anina.

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Tentei ser prático e utilizar uma daquelas canjicas pré-cozidas. Só que ficou muito ruim. Por sorte, o Deo chegou trazendo uma canjiquinha especial que só a minha mãe sabe fazer.

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Resultado? Comemos tudo. Rs
Estava, pra variar, ótimo e acho que até o Messi adoraria.

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Eis a opinião dos hermanitos:
Que vengam los hermanos! E em forma de pratos. (Edu)
Que Deus me livre desse karma. (Mingão)
Perssupuesto que ele até comem bem!! (Deo)

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Prontíssimo! Escrevo estas mal traçadas linhas enquanto a Copa está pegando fogo.

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O nosso time não entusiasma, mas também não decepciona muito! (em tempo, tadinho de mim. Mal sabia o que nos esperaria) e a Argentina está na mesma toada.

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A diferença é que eles tem o Leonel, enquanto o nosso Neymar também não parece empolgar muito.

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Bom, espero fazer um último menu só com receitas brasileiras. Será?

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Adiós.

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dcpv – mendoza – dia tres – vinícolas catena zapata e achaval ferrer com almoço na lagarde

09/08/13

Mendoza – Dia Tres – Vinícolas Catena Zapata e Achaval Ferrer com almoço na Lagarde.

Outro dia mendocino.

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E desta vez muito mais típico pruma região praticamente desértica.

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Afinal de contas, acordar com uma paisagem …

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… e iluminação destas da Cordilheira dos Andes não é pra qualquer um, né não?

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Depois deste verdadeiro deleite, …

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… nada como se deleitar com um bom café da manhã ao lado de grandes amigos.

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Saímos na corrida pra conhecer (em alguns casos, rever) a mais do que icônica vinícola Catena Zapata.

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A arquitetura por si só já é cinematográfica.

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Afinal de contas, tudo ali parece pertencer a um outro continente.

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Certamente, a Catena Zapata poderia estar localizada em qualquer lugar da França e da Itália e não faria feio.

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Iniciamos o tour pelo coração da vinícola.

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Passamos pelo berço dos barris de vinho da melhor qualidade …

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… continuamos no lugar onde as garrafas descansam por mais dois anos (com a maioria delas custando por volta de U$ 300 cada) …

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… voltamos pra sala de degustação mais espetacular que já vimos, …

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… com direito a sentar na célebre mesa feita com tábuas exclusivas e que pesa aprox 700kg…

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… subimos pela maravilhosa escada …

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… até termos a vista mais estonteante que um ser pode ter na combinação videiras+Cordilheira.

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Descemos do prédio que se assemelha muito a uma pirâmide …

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… e fomos fazer a tão esperada degustação.

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A sommelier Tatianna nos ensinou como degustar um bom vinho do jeito correto.

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E experimentamos 3 deles, todos Angélica Zapata; um Chardonnay, um Cabernet Sauvignon e obviamente, um Malbec.

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É claro que passamos na lojinha, totalmente extasiados pela magnitude da visita.

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Saimos de lá, pensando no almoço que seria na vinícola Lagarde.

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Na verdade, faríamos uma visita também, mas devido ao adiantado da hora, resolvemos só comer.

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E a surpresa foi grata, já que esperávamos uma refeição mais frugal e quando percebemos estávamos  num lugar muito bacana e muito bem bolado.

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O menu todo aconteceu no formato degustação com cinco tempos e os correspondentes vinhos da própria Lagarde.

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Iniciamos com as indefectíveis empanadas (que desta vez vieram assadas e pareciam com pastéis de carne) , …

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… harmonizadas com um Blanc de Noir 2012, mais conhecido como Rosé.

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Continuamos com rolls de zuchinis grelhados, ricota fresca, manzanas e hinojo sobre crema de rúcula. Uma verdadeira delicia refrescante.

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Mais uma harmonização, agora com o branco Viogner 2012. Perfeita.

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Logo depois chegou uma sopinha, um locro de trigo mote blanco y alubias cubierto de queso de cabra fundido. Estava gostoso, mas um pouco pesado.

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Já o vinho equilibrou bem. O Lagarde Cabernet Sauvignon 2012 deu conta do recado.

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O último prato salgado foi um filé con vegetales al rescoldo y chimichurri de tomates secos. Estava bom também, mas certamente nenhum ser humano agüentaria tanta comida, e nós não fomos diferentes.

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E o vinho tinto Guarda Cabernet Franc esteve tão bem que até a Márcia e o Vianney aproveitaram o embalo pra comprar um.

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Terminamos e adoçamos tudo com uma trufa de chocolate amargo y biscuit perfumado com naranjas, também muito boa.

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Coisa que não ocorreu com o espumante Altas Cumbres Extra Brut que pareceu fraquinho e aguado demais.

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Bom, no geral foi um bom almoço e pra variar, muito divertido.

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Saímos correndo de lá pensando em dar uma passada na Achaval Ferrer, mas quando chegamos, estava fechada.

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Só nos restou voltar pro hotel e aproveitar o tempo livre pra dar uma volta de bicicleta.

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Lá fomos nós, Lourdes, Madá, Dé e eu dar um rolê pelas dependências do hotel

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… e ter uma visão diferente do entorno dele.

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Pra coroar o dia, ainda tivemos um belo por do sol …

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… por sobre a Cordilheira.

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Correndo mais um pouquinho, nos preparamos pra dar uma passada em Mendoza e conhecer a loja Sol y Vino, onde acontecia uma degustação de azeites…

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… da empresa da famîlia da sommelier que nos atendeu hoje cedo na Catena Zapata. A degustação foi rápida, mas bem informativa.

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É claro que o objetivo seria jantar num lugar legal.

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E fomos ao Nadia O.F., um restaurante charmoso e pertencente a esposa do dono da vinícola O.Fournier, a própria Nádia.

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O ambiente é bem aconchegante e ficamos numa sala separada do restante do pessoal.

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O esquema funciona no formato degustação (são seis passos) com direito a algumas escolhas. Os aperitivos são fixos e todo mundo experimentou os ótimos tempura de zuchinni y palta em emulsion de limon

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… e camote cocinado al vácuo con manteca de cenizas de berenjenas. Ambas excelentes e muito fotogênicas.

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Além do mais foram muito bem acompanhadas pelo Sauvignon Blanc BCrux 2012.

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Como entradas tínhamos que escolher. Alguns optaram pela “harira” (uma sopa marroquina de tomates) com garbanzos e filet salteado, que era muito bonita e com um charme, servida em dois tempos.

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Outros, pelo nido de papa com hongos y huevo cocinado a baja temperatura al aceite de trufa negra.

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Continuamos tomando o Sauvignon Blanc.
Como principais as opções eram o risotto de hinojo y naranja em  bufanda de puerro (pedido pela Márcia, pela Lourdes, pelo Álvaro e pela Dé), …

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… o sorrentino de ragout en su demi glace con salsa de aceitunas (pedido pela Madá e pelo Vianney) …

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… e o bife de lomo con guarnicion de papas aplastadas y mojo rojo (pedido por mim e pelo Eymard).
Todos estavam bons, mas e pra variar, neste momento da refeição, pareciam grandes demais.

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Em compensação, tomamos um ótimo tinto varietal da linha BCrux (Tempranillo + Malbec).

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Calma aí que as sobremesas (sim, são duas) ainda não tinham chegado. Uma, o curd de mandarina foi “curdo” e rápido. Uma espuminha de mixirica bem leve e muito fácil (gracias) de comer.

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A outra, um postre de manzana y crema de yogurt com infusion de tabaco.
Ambas refrescantes e praticamente digestivas.

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Conta paga (como é difícil de ser aceito qualquer cartão de crédito com pin por aqui), voltamos felizes pro hotel e com a certeza de que a natureza é muito pródiga nesta região, especialmente nos dias ensolarados.

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Pra terem uma idéia, vimos nesta noite um dos céus mais bonitos das nossas vidas.

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Hasta.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Santiago do Chile – Bocanáriz, olhos e ouvidos; Puerto … Fuy!
Mendoza – Dia uno – Cavas Wine Lodge, que hotel!
Dia dos – Mendoza – Vinícolas Familia Zuccardi (com almoço) e La Rural.

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dcpv – dia dos – mendoza – vinícolas familia zuccardi (com almoço) e la rural.

08/08/13

Dia dos – Mendoza – Vinícolas Familia Zuccardi (com almoço) e La Rural.

Este foi efetivamente o nosso primeiro dia mendocino.

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Iniciamos vendo o sol (um sol ainda ameno) nascer em plenos campos viníferos e fomos tomar o nosso ótimo café da manhã no hotel.

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Começamos o programa indo visitar a icônica vinícola Familia Zuccardi.

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O programa seria completo.

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Ou seja, faríamos um “manjado” tour com todas as descrições das fases de feitura de um vinho.

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Melhor; acabamos fazendo um tour espetacular.

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Tivemos a possibilidade de ouvir um especialista dissertando sobre o terroir mendocino e todas as possibilidades existentes de combinações entre os tipos de solos e de uvas existentes por aqui.

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Antes passamos por um salão de artes muito bacana. Segue o minifotoblog do lugar:

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Na seqüência, visualizamos toda a produção …

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… com direito a ver um tanque sendo limpo …

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… e uma verdadeira cascata de borra (eu disse borra!) jorrando do fundo dos tonéis de aço.

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Passamos também pela fase do armazenamento em barris de carvalho …

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… e finalmente, fomos pra degustação.

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Experimentamos um ótimo Chardonnay, um bom Bonarda e um razoável Chenin Douce.

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Logo após, terminamos o tour passando pela lojinha pra comprarmos os primeiros souvenires da nossa viagem.

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Também tínhamos reservado um almoço no excelente restaurante da vinícola.

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Foi no esquema mini-degustação e como dizem nuestros hermanos, “a la grande”.

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Sentamos na mesa separada especialmente …

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… e iniciamos experimentando os bons azeites da casa, acompanhados de grissinis.

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Como entradas, empanadas assadas de carne, queijo e cebola nos foram servidas.

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Foram harmonizadas com uma garrafa daquele ótimo Chardonnay Viogner Zuccardi 2012.

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Na seqüência, vieram uma salada bem variada …

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… acompanhada de tomates frescos …

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… legumes assados e vários tipos de carnes, a famosa parrilla, formada por lingüiças, morcillas, frango, carnes de porco e de boi (em tempo – esta foi a última foto perdida da nossa máquina. A partir daí, passamos a usar outra).

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Tudo muito bem assado e com aquele sabor característico da carne Argentina.
Tomamos mais dois vinhos e ambos derivados da Malbec: um tinto e um rosé.

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Finalizamos tudo com tortas, sorvetes de dulce de leche…

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… e um bom vinho de sobremesa, o Soleria (que nos rendeu boas risadas).

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Foi o tempo de nos dirigirmos pra van …

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… e resolvermos que ainda passaríamos na Rutini/La Rural pra, pelo menos, comprar alguns vinhos.

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Não só os compramos como ainda conseguimos dar uma boa olhada no Museo del Vino de lá.

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Segue mais um minifotoblog:

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Voltamos rapidamente pro hotel, já que haveria um show de tango por lá.

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E olhe que apesar de não sermos (eu e a Dé) muito fãs deste tipo de música, nos surpreendemos com a qualidade de tudo.

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Foi o que podemos chamar dum show de tango de raiz.

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Como estávamos prontos, rumamos pra vinícola Escorihuela Gascón, onde jantaríamos no restaurante 1884, do mago dos fornos quentes, o famoso Francis Mallmann. Quem passa regularmente por aqui, sabe que não morremos de amores por ele.

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Mas como a turma queria conhecer, concordamos. Chegamos lá e o restaurante estava muito cheio; ainda bem que fizemos uma reserva (detalhe: a Madá e o Álvaro não foram).

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O ambiente é bem bacana e classudo.

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Como já sabíamos da fama do Mallmann de fazer pratos muito grandes, fomos comedidos nos pedidos.

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A Márcia e o Vianney dividiram um Ojo de Bife com fritas, que estava bom, mas mesmo assim foi muito grande.

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A Dé e a Lourdes dividiram um linguado com legumes, que estava bom, mas muito grande.

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O Eymard foi de bife de salmon com suflé de espinacas babies, que estava bom e quase na medida certa pra ele.

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Eu escolhi um Coelho com peras ao sal e endívias assadas, que estava bom, mas muito grande. 🙂

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Tomamos dois ótimos vinhos brancos; um sauvignon Blanc da Ruttini …

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… e um Chardonnay Luca 2009.

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É obvio que passamos as sobremesas e o café, …

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… e só nos restou cair nos braços de Morfeu, já que o frio convidava a uma boa noite de sono.
Enfim, foi um grande jantar, ou melhor definindo, um jantar grande.

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Hasta.

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Santiago do Chile – Bocanáriz, olhos e ouvidos; Puerto … Fuy!
Mendoza – Dia uno – Cavas Wine Lodge, que hotel!

dcpv – mendoza – dia uno – cavas wine lodge, que hotel!

07/08/13

Mendoza – Dia uno – Cavas Wine Lodge, que hotel!

Nota do editor: nós tivemos um problema com o cartão da nossa máquina fotográfica e perdemos as fotos dos dois primeiros dias desta viagem. O jeito foi apelar pros amigos e utilizar as fotos que tanto a Márcia/Vianney como o casal Lourdes/Eymard tiraram. Portanto, não reparem se o post resultar um tanto quanto remendado. Podem ter certeza que não foi o vinho! 🙂

Era dia de se embrenhar no enomundo de Mendoza.

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Tudo bem que o sacrifício seria grande.

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Afinal de contas, acordar as 6:00 hs e com frio não é lá muito agradável, né? Mas tínhamos vôo (curto e extremamente turbulento) as 10:20 pela LAN.

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Chegamos (agora já com a Madá e o Álvaro junto conosco) e embarcamos no transfer pro hotel Cavas Wine Lodge. E que hotel!

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Ele fica no meio de videiras e os quartos são estonteantes.

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Grandes, …

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… muito bem decorados …

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…  e charmosos.

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É o mínimo que podemos falar deles.

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Aproveitamos pra conhecer tudo (a área comum também é incrível), já que separamos este dia pra curtir o local e pra dar uma descansada.
Se bem que, antes disso, a fome apertou e fomos obrigados a almoçar!

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Como o pessoal qua atende é muito atencioso, tudo estava preparado pra nossa lauta refeição (não precisa nem dizer que foi o Vianney que tirou as fotos, né?).

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O restaurante é bem bacana e não tivemos problema nenhum em escolher os pratos do menu.

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Quase todos aproveitaram pra pedir algumas empanadas de entrada e  curtir o excelente vinho Kaiken 2008 (pedimos duas garrafas).

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Tudo foi perfeito e estávamos preparados pra pedir os pratos principais.

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A Márcia e o Vianney atacaram na especialidade da casa, as carnes. Um bife de ancho para cada um e os espíritos carnívoros foram saciados.

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Já a Madá, a Lourdes e a Dé escolheram uma sopa de tomates que estava bem clara e muito saborosa.

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O Álvaro e o Eymard pediram uma massa com ragu de cabrito e eu, um maltagliatti com ragu de ossobuco.

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Todas al dente e com o molho bem característico.
Como a sede ainda era grande, pedimos mais uma garrafa dum Malbec (pra quem não sabe, a uva característica da Argentina) Luca 2007 e refletimos sobre a excelência dos vinhos mendocinos.

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Quando terminamos, já eram 17:30 hs. Foi o tempo de todo mundo dar uma descansada e aproveitar pra curtir o quarto …

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… e o visual dele.

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Veja que apesar do mau tempo, deu pra ter uma idéia do entorno do hotel. Imaginem tudo isto com sol?

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Tínhamos também uma degustação pra ser feita, mas, sabiamente, adiamos a tal pra noite de sexta.

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De qualquer forma, sobrou o jantar de boas vindas no próprio restaurante do hotel. E as 21:00 hs, estávamos a postos pra mais uma dura batalha.

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Iríamos comer e num lugar especial: na adega do lugar.

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A nossa mesa foi montada sobre uma pirâmide de vidro (praticamente um mini Louvre) e estava linda.

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Ainda sobre o efeito da almoço tardio, resolvemos todos dar uma maneirada e pedir somente um prato. Alguns (tais como a Dé e o Álvaro) apelaram e escolheram uma salada frugal como principal.

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Outros (como a Lourdes) foram de sopa de cenoura. A Márcia pediu salmão no vapor com folha de figo e risoto de quinua vermelha, …

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…, a Madá foi de chivo (o famoso cabrito) em 3 cocções com gnocchi de queijo de cabra, o Vianney pediu o tortellini com pato confit, …

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… o Eymard escolheu um cordeiro cozido por 24 hs em baixa temperatura com creme de batatas trufadas, e eu, um legítimo bife de chorizo acompanhado de batatas fritas.

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Todos, por incrível que pareça, estavam ótimos.
Experimentamos, por conselho da sommelier Márcia Lube, vinhos únicos. Um o Petit Verdot Gran Lorca 2008 e o outro, um Cabernet Franc XI Pulenta 2010.

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Olha, foi o complemento dum primeiro dia muito bom e altamente enogastronômico.

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Este passeio à Mendoza promete.

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Hasta.

Leia sobre o outro dia desta viagem:
Santiago do Chile – Bocanáriz, olhos e ouvidos; Puerto … Fuy!

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dcpv – buenos aires – um jantar especial na La Vineria de Gualterio Bolivar.

24/02/2012

Buenos Aires – Um jantar especial na La Vineria de Gualterio Bolivar

Fomos a La Vineria de Gualterio Bolivar. Lendo somente esta frase, dá a impressão de que fomos assistir a um show de tango, né?

Mas não foi nada disso o que aconteceu. Optamos por conhecer a comida do Alejandro Diglio, que tem como característica uma autodefinição de contemporânea e racional.
O que seria isso? Contemporânea por que ela é moderna e racional, por que tudo que está no prato tem uma função e deve, inclusive, ser comida da maneira que o atendente te explicou.

Aí vem a pergunta: é comida molecular?
Eu responderia que não exatamente, porque tem alguns toques deste estilo (próprios de quem trabalhou no ell Bulli), mas o que fica realmente é o sabor de todos os 15 pratos. 15 pratos?

O restaurante fica em San Telmo e tivemos que atravessar a cidade pra chegar lá (com um desfile referente a 24 de março incluso. Pra quem não sabe, este é o dia em que os argentinos fazem uma marcha em homenagem a todos os torturados pelo governo militar)

Chegamos e nos surpreendemos com a simplicidade de tudo.
O lugar é bastante acanhado, com uma cozinha a vista e um staff muito reduzido. Nos fez lembrar aqueles restaurantes pequenos de Paris (xiii, deixa os argentinos saberem disso! rs).

E tem mais, naquele momento éramos os únicos clientes (logo após, mais duas mesas seriam servidas).
O atendente nos explicou como tudo funciona. Só existe um menu degustação de 15 experimentos (eles chamam de rações) e você escolhe se quer um vinho pra noite toda ou toma várias taças que ele mesmo indica.

Ficamos com a segunda opção. Vamos lá:

1 – Espuma de parmesão com azeitonas pretas e pão de vinagrete – uma entradinha, na verdade um daqueles agrados (???) salgados e parecendo um grana padano líquido. Destaque pro pãozinho recheado com vinagrete que fez o meu sogro dizer: Caramba, não podia vir mais desta delícia?

2 – Foie com caramelo de groselhas. Uma foie macio, derrrrretendo (como um costelão!) com um caramelo delicado.

3 –  Velouté de lagostine com caviar de lula. Uma delícia, com o sabor acentuado dos  lagostines (quase camarões) e o caviar, um daqueles do Claude, pintados com tinta de lula. O vinho branco Torrontés Urano acompanhou os pratos acima.

4 – Salada com cama de terra de cacau, legumes, couve flor com vinagrete nitrogenada. Este é um daqueles em que o nitrogênio parece que faz somente paisagem, mas na verdade, ele congelou o vinagrete que mais parecia um sorbet. Surpreendente.

5 –  Pão ovo trufa. Um queijo de cabra e um pão que envolve o ovo cozido em baixa temperatura; com redução de asa de frango. A gema do ovo escorre sobre o prato, resultando numa mistura harmoniosa com o caldo bem concentrado de asa.

6 – Lula com maionese de páprica. Um prato simples e muito diferente. Parecem croquetes, né? Mas não são!

7 – Lagostine com cinza de vegetais e caldo dos mesmo vegetais. Esta cinza é uma cinza mesmo, resultante da queima dos vegetais. Mais um prato com consistência e muita criatividade.

O vinho rosé Malbec Zorzal groselhal acompanhou os pratos acima.

8 – Abadejo com pó de lardo, tinta de lula. O pó de lardo, quase um bacon foi o destaque do prato, além da maciez e do frescor do peixe.

9 – Falsa trufa com alhos em várias cocções e caldo de frango.Este prato é tão bom e inusitado que fica difícil de explicar. Melhor é ir conhecer a La Vineria de Gualterio Bolivar! rs

10 – Velouté de puccero em volta de raviole de espinafre.  Um prato normal. Até que enfim, mas não deixou de ser saboroso.

11 – Caldo de tutano, ervilhas com véu de cenoura com batata e cebolas. É tão bom que a Dé comeu o tutano!!

12 –  Bife com aspargos, emulsão de batatas e fumaça de defumado. Neste momento, começaram os forfaits. A D Vera e a Dé desistiram. Eu e o Sr Antonio continuamos galhardamente e adoramos a carne ao ponto (e olha que pedimos um pouco acima), além do charme da fumaça.

13 – Granita de laranja, grapefruit, Campari e azeite de oliva. É praticamente um sorbet limpa-trilhos. E dá pra imaginar o quanto limpa o palato com este ingredientes. Como disse a Dé: ui!

14 – Espuma de yogurte com biscoito sem farinha de chocolate e sorvete de creme. Docinho e gostosinho.

15 – Reconstrução de alfajor. Biscoito Maisena. E um shot de côco com doce de leite. A esta altura, estávamos torcendo pra que este ótimo doce fosse realmente o último.

Acompanhamos todos os acima com um vinho excelente tinto Bonarda Las Perdices .

Louve-se o atendimento que o Juliano nos proporcionou. Ele  mostrou-se completo, já que além de nos informar sobre cada um dos componentes dos pratos, ainda foi um sommelier muito prendado.

Portanto, estando em BsAs, vá visitar a La Vineria de Gualterio Bolivar e você não se arrependerá.

Só não espere um show de tango, certo?

Hasta.

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terceiro dia – buenos aires – imaginem se o palermo fosse novo?

23/03/2012

Dia três – Buenos Aires – Imaginem se o Palermo fosse novo?

Dia de ir pro lugar mais trendy de BsAs: Palermo Viejo.

O tempo estava ajudando, já que fazia um tremendo sol.

Tomamos mais um café da manhã no hotel e antes de palermizar, demos uma breve passada na livraria El Ateneo Grand Splendid.

Este lugar é lindo e uma adaptação dum teatro que virou um cinema e deste mesmo cinema que virou uma livraria.

Que espetáculo! Todo mundo tem que ir, no mínimo pra sentir toda a aura do ambiente e se certificar que, certamente, não existe nenhuma livraria mais bonita no mundo.

Saímos de lá, pegamos um taxi e rumamos pro Palermo Viejo

Ele é um bairro bichogrilesco e é mais ou menos uma Vila Madá portenha.

Descemos em frente a Calma Chicha, uma loja diferentona e cheia de coisas bacanas pra casa. A Dé e a D. Vera piraram.

Demos uma boa olhada em tudo (e são muita lojas), compramos bolsas transadas na BKF, …

…. e sabonetes da Sabater Hermanos, cheirosos ao extremo e com fragrâncias exóticas, como rosmarino, lavanda, baunilha, lima, laranja, gengibre, etc.

Como estávamos com fome, resolvemos dar uma parada no Bar6.

Ele fica numa velha marcenaria adaptada e tem um pé direito bastante alto.

É todo modernoso e faz o estilo hippie-chic.

Pedimos uma salada completa, …

… um ceviche ,…

… um wok de arroz com frango

… e um ojo de bife com purê rústico, …

… além dum Sauvignon Blanc Luigi Bosca 2010 que caiu como uma luva.

Todos excelentes. Pagamos a conta (parcos R$ 140. Pasmem, chefes paulistanos) e fomos bater o ponto de novo na Calma Chicha.

Voltamos de taxi pro hotel a tempo de retornarmos à cena do crime, o local onde a nossa mochila foi surrupiada, o shopping Buenos Aires Design.

Passamos pelo olho do furacão na feira de badulaques e fomos direto comprar algumas coisinhas na La Pasteleria (um lugar onde o que parecem ser doces, são sabonetes e velas) …

… e muitas coisinhas na MORPH (um lugar onde o que parecem ser coisinhas inúteis, são coisinhas inúteis muito bem boladas). Detalhe: estão montando uma destas lojaa aqui, no Morumbi Shopping.

Ainda assistimos a uma apresentação de tango na rua, duma garotada que tinha a maior categoria …

… e de quebra, ganhamos a visão dum lindo por do sol.

Retornamos ao hotel pra nos prepararmos prum jantar de gala, na La Vineria de Gualterio Bolivar .

O jantar foi tão espetacular, mas tão espetacular, que merece um post exclusivo.

Aguardem!

Acompanhe o restante desta viagem:
Primeiro dia – Buenos Aires – Socorro, o dromedário e a mochila sumiram… será que foram ver o Vélez?
Segundo dia – Passeando de ônibus por Buenos Aires. E vendo o Messi.

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dcpv – segundo dia – passeando de ônibus por buenos aires. e vendo o messi.

22/03/2012

Segundo dia – Passeando de ônibus por Buenos Aires. E vendo o Messi.

Acordamos bem cedo. Resolvemos dar uma exercitada pela Recoleta.

Passamos por toda a Av. Alvear e fomos até a Calle Florida.

E é percorrendo este caminho que você percebe o porque dos argentinos acharem que são europeus.

Você vê vários palácios, …

… praças …

… e até a suntuosa loja da Ralph Lauren. Lembra mesmo a Avenida Montaigne . 🙂

Tomamos o café da manhã no hotel e como o dia estava muito ensolarado, optamos por fazer um tour através do Ônibus Turístico.

Aquela lei de que ele serve pra conhecer a cidade e ir até lugares longínquos, mais uma vez deu certo.

Pegamos o ônibus próximo ao hotel e fomos pra parte de cima apreciar a paisagem.

Passamos pelo centro, …

… pela Casa Rosada, …

… pelas “itas” mais famosas da Argentina …

… e fizemos a nossa primeira parada no Museo de la Pasión Boquense.

Que passeio! O meu sogro que é um futemaníaco, adorou.

E nós também.

Afinal de contas, não é todo dia que você tem a oportunidade de ver a arquitetura (podemos chamar assim?) do bairro …

… e ao mesmo tempo, adentrar ao gramado de La Bombonera, o estádio caixa de bombons tão atemorizante pros times adversários.

Pois foi o que fizemos.

Compramos o tour express que dá direito a adentrar ao estádio e aproveitamos pra tirar uma foto com a Libertadores e em plena Bombonera.

Será isso uma premonição?

Ainda tiramos uma outra foto com o Lionel Messi, que estava passeando por lá e nos disse que adorava o Timão, ainda mais depois dos referências que ouviu do próprio Carlitos Tevez.

Foi uma comemoração antológica.

Depois desta verdadeira viagem, zarpamos pra Puerto Madero, já que queríamos almoçar.

Podem chamar este lugar de turisticão e tudo o mais, mas é muito bonito (quem dera algumas de nossas regiões portuárias fossem assim!).

Ainda mais com a bela visão da ponte projetada pelo Santiago Calatrava, a da Mujer.

Cruzamos tudo, já que a parada do ônibus turístico é meio fora de mão (fica aqui um conselho: o serviço do ônibus é um tanto quanto irregular. As entradas dos fones não funcionam; eles estão sempre muito cheios; acrescentam várias paradas desnecessárias e o trânsito de BsAs não ajuda. Ou seja, não recomendamos.)

Escolhemos o Cabaña Las Lillas pra devorarmos umas carnes (a Dé foi voto vencido! rs)

O lugar é clássico e clássico, como tudo que é bastante portenho.

Tudo bem que estávamos com fome (quase 16:00 hs), mas a comida foi excelente.

Como os pratos são imensos (tome cuidado com este detalhe quando estiver por aqui), resolvemos pedir duas carnes, um acompanhamento e uma salada.

O lugar estava absolutamente cheio.

Escolhemos um vinho tinto Achaval Ferrer Malbec 2010 e enquanto os pratos não chegavam, saciamos a nossa fome com pães variados de um excelente couvert.

Note que a tecnologia já “aportou” por lá, através da carta de vinhos estilosa e “iPádica”.

A comida chegou: Bife de tiras, Picanha Summus,

Salada completa,

… e a marca registrada, as Batatas souflé (que comemos tão rápido que nem deu tempo de tirar as fotos).

Passamos a sobremesa, mas foi como se não passássemos, já que junto com o café veio uma degustação memorável de mignardises.

Pagamos “la dolorossa” e resolvemos voltar de taxi pra casa, porque senão, acredito que chegaríamos por volta da meia noite se utilizássemos o ônibus turístico.

Chegamos ao hotel e enquanto a D. Vera e o Sr. Antônio, foram descansar, demos um pulo ao shopping vizinho o Patio Bullrich.

É claro que estávamos sem fome, mas resolvemos jantar uma coisinha mais leve. Que tal as empanadas do El Sanjuanino?

Foi o que fizemos e como bons bonaerenses, chegamos por volta das 22:00 hs.

A casa não estava muito cheia e fomos acomodados no subsolo.

Como o negócio era experimentar o carro chefe da casa, pedimos as mais variadas empanadas: 4 napolitanas, …

choclo (o popular milho),  de verduras, …

… de queijo com cebola e de carne apimentada.

Todas com uma massa bem leve e com recheios memoráveis. É como o seu Antônio disse: precisamos voltar aqui com bastante fome. É o que faremos.

Pronto! Mais um dia de passeios em BsAs.

E não deu nem pra sentir saudades de casa, já que ouvimos muito mais o português do que qualquer outra língua (pode incluir o castelhano nesta pesquisa).

Hasta.

Acompanhe o restante desta viagem:
Primeiro dia – Buenos Aires – Socorro, o dromedário e a mochila sumiram… será que foram ver o Vélez?

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