Posts Tagged 'aula de culinaria'

dcpv – castiglion del ferracci di vasconcelli

número 358
23/07/2013

Castiglion del Ferracci di Vasconcelli.

Como sempre, as viagens continuam influenciando os menus aqui no dcpv.

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E no caso deste último e marcante tour pela Toscana, as experiências tiveram peso.

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Aproveitei que o Mingão estava doidinho pra fazer a sopa de abóbora dele e deixei a entrada por sua conta.

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O restante foi tirado duma aula de culinária que fizemos no belíssimo hotel Il Falconiere, localizado próximo a Cortona, a terra da Frances Mayes.

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Vamos lá, então, às receitas toscano/botucatuenses.

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Entrada – Sopa de Abóbora do Mingão.

Já que o chef Domingos queria cozinhar, então ele ficará com a palavra, ou melhor, a receita:

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Ingredientes : 1 litro e meio de caldo de frango, 1 kilo de abóbora japonesa, 3 maçãs vermelhas descascadas, 2 colheres de gengibre ralado, 1 cebola grande picada, 1 colher de manteiga.

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Modo de fazer: dourar a cebola na manteiga, acrescentar a maçã, a abóbora e refogar por 10 minutos sempre mexendo.
Juntar o caldo de frango deixar ferver e abaixar o fogo, cozinhando por 25 minutos.

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Retirar do fogo, bater com o mixer e acrescentar o gengibre. Temperar.
Ficou uma delícia!

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Tomamos um vinho tinto, o Cabernet Sauvignon Familia Bianchi 2011 que abrilhantou este aveludado néctar. Nós o achamos “surpreendente, exquisito, titular, soberbo”.

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Primo – Pici.

Este pici é um macarrão típico da Toscana.

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E extremamente curioso, já que a sua massa é feita somente com água e farinha.

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Misturados na proporção 1:1, amassados e descansados por 20 minutos. Aí é só abrir e enrolar.

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Sim, mais uma tipicidade dele é ser enrolado com a mão como se fossem espaguetes, só que um pouco mais “gordinhos”.

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E o acompanhamento ideal é um molho de tomates bem encorpado e com a utilização de bastantes ervas.

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Ficou realmente delicioso.

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Ainda mais com um vinho branco também encorpado (?!?!), o Chardonnay Jacobs Creek 2012 que foi “de casa, da casa, companheirão, idem”.

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Secondo – Linguado enrolado em abobrinha.

A receita original foi feita com um turbot, que devido a falta, foi substituído (e a altura) por um belo linguado.

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O processo de execução é o seguinte: pique um dente de alho e ervas diversas, …

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… junte com pão velho italiano batido e …

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… deposite sobre fatias de peixe que foram temperadas com sal e pimenta. Coloque este peixe sobre fatias bem finas de abobrinha, …

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… enrole e feche com um galho de alecrim (só usei alguns).

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Aí é só dar uma selada numa frigideira com um pouco de azeite, colocar um pouco de vinho branco e levar ao forno médio por 15 minutos.

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Sirva com um molho feito com uma base de tomates e algum tipo de frutos do mar (usei camarões e vôngoles).

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Olha, ficou muito bom mesmo!

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Sobremesa – Sorvete de creme.

Devo confessar que por estar atrasado, apelei. Peguei um pote de sorvete Quibuono (mais conhecido como Kibon) e servi simplesmente com uma farinha de amaretto e de cantuccini.

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Taí uma sobremesa simples e gostosa.

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Eis a opinião dos ítalos-caipiras:
Perfeito. De cabo a rabo! (Edu)
The best!!! Top one. (Mingão)
De rabo a cabo! Nunca dantes corneado! (Deo)

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Bom, é isto aí! Certamente você não sairá duma aula de culinária na Toscana sem a perspectiva de reproduzi-la em quase que sua totalidade.

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São tantos sabores e tantos truques que aliados a simplicidade, te fazem querer dividir estas informações com todo mundo.

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Ainda mais que ainda tivemos, nesta mesma noite, a preciosa colaboração do prof Domenica, além do anizete da D Anina!! 🙂

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Arrivederci.

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dcpv – nada como estar em ferracci após um giro italiano

número 337
04/12/2012

Nada como estar em Ferracci após um giro italiano.

Esta é mais uma daquelas noites em que a única vontade que temos é de continuar viajando.

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Pense bem; não é fácil ficar quase duas semanas em território italiano, comendo e bebendo coisas nacionais e de repente, se ver em pleno centro de Ferraz de Vasconcelos, né?

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Então, o usual numa situação dessas, é fazer uma encenação e transformar a cozinha numa daquelas cantinetas da mama.

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Como, mais uma vez, fizemos uma aula de culinária em plena Florença, a idéia central foi reproduzir aquilo que aprendemos por lá.

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Vamos então a fase “recordar é viver” da nossa viagem.

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Prego!

Bebidinhas – Caipiroska de Lichia

Só pra matar as saudades! (rs)

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Entrada – Polenta com azeite extravirgem.

Este prato foi totalmente importado.

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Uma farinha branca de polenta, cozida num caldo de galinha feito em casa …

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… e servida com um azeite de oliva extravirgem de primeira prensa, que vale cada substantivo que é dado a ele …

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… com Parmeggiano Reggiano ralado.

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Simplici e gostosinho!

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Ainda mais com o acompanhamento do vinho tinto espanhol Casilda Gran reserva 2009 que foi “vino, vinóbilo, marcelino, wine”.

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Principal – Papardelli a Bolonhesa.

Este prato, especialmente o molho, é muito bacana e típico.

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O chef e professor Giovanni nos ensinou o passo-a-passo deste molho. E ele é incrível.

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Inicie cortando uma cebola, uma cenoura e um talo de salsão em pedaços médios e iguais.

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Refogue numa panela grande em azeite quente e espere até que os legumes estejam macios.

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Junte 500 g de carne bovina moída e 500 g de linguiça fresca sem a tripa.

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Deixe refogar por uns 10 minutos em fogo alto.

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Adicione um copo de vinho tinto italiano (dos bons), deixe evaporar e …

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… coloque uma lata de tomate concentrado. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por horas, cuidando pra colocar um pouco de caldo quando estiver muito seco.

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Já pra massa, tem alguns pulos do gato em relação a outras que fizemos.

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O primeiro é colocar uma colher de azeite e uma pitada de sal, na já manjada proporção 100 g de farinha para cada 1 ovo.

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Sove bem e deixe descansar embrulhado num filme plástico. Este é outro pulo do gato.

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Aí é só passar na máquina e cortar no formato de Papardelli.

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Coloque a pasta pra cozinhar em abundante água fervendo com sal e …

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… junte a pasta ao molho (e não o molho à pasta. Este é mais um pulo).

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Resultou nesta beleza aí.

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Delicioso e al dente.

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Tomamos mai um vinho tinto, o francês Ortas Cothes de Rhone 2009 que foi “merci, real, mariajoanesco, bunitinho“.

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Sobremesa – Tiramisu

Não precisa nem dizer que uma sobremesa numa aula destas teria que ser um Tiramisu.

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Mais típico, impossível.

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E nesta caso, nada melhor do que um fotolog (se quiser a receita, eu envio):

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Ficou uma maravilha!

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Eis a opinião dos gondoleiros:
Ressaca passa rápido. Ainda mais italiana. (Edu)
Que comida!! Que sobremesa!! Spetacula. (Mingão)
Top five pro dessert. Pasta é pasta! (Deo)

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Pronto! Mais um menu foi executado (literalmente, né Mingão?) levando em consideração o princípio da nossa última experiência viajandística.

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Sabemos que é impossível prolongar a viagem, mas continuar comendo algo próximo do que se experimentou por lá é um bom caminho.

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Eu tenho uma outra dica: gosto de utilizar os produtos de toucador (esta é nova!) que mais gostei e assim prolongo o prazer da viagem em todos os banhos.
E você? Tem alguma dica pra prolongar a viagem quando já está em casa?

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Arrivederci.

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dcpv – Dia XI – Florença – Itália – Uma aula de culinária na capital toscana.

30/11/2012

Dia XI – FlorençaItália – Uma aula de culinária na capital toscana.

Tivemos uma melhora acentuada no tempo.

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Em vez de chuva, nublado. E bem mais frio.

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Como sempre, isto não importava, já que iríamos fazer uma aula de culinária completa com, inclusive, uma visita ao Mercato Centrale.

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Tomamos o mesmo ótimo café da manhã e debaixo de chuva (ela caiu bem nesta hora), chegamos ao ponto de encontro da Florencetown Tours.

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A turma oficial se compunha de 4 pessoas (nós 2 e mais um casal de americanos), além de mais 3 do staff da própria agência que estavam acompanhando tudo pela primeira vez.

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O chef Giovanni, um daqueles italianos da gema, nos levou pra conhecer o mercado e seus melhores fornecedores.

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A primeira parada foi numa loja de azeites fresquísssimos (a primeira pressão foi feita na segunda-feira), …

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… acetos envelhecidos, …

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… Parmigiano Reggiano, …

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… molhos especiais…

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… e afins, com as suas devidas degustações.

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Compras feitas (a mala começou a ficar pequena), …

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… passamos pra próxima loja, uma de pães, grapas, sais e azeites trufados; mais umas comprinhas foram feitas.

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Agora era hora de ver legumes, …

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… e verduras, tudo orgânico e colhido nesta manhã, …

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… além de carnudos funghis frescos.

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A última parada foi numa banca-açougue.

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Como não se surpreender com a qualidade …

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… e a quantidade de oferta de ingredientes?

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Até a Dé se entusiasmou com o nível da costela fiorentina e prometeu se tornar uma carnívora! rsrsrs

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Pronto! Enquanto víamos tudo, o chef aproveitou pra comprar tudo pra nossa aula.

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Chegamos ao local que é próximo de lá, colocamos os aventais e mãos a obra.

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O primeiro prato a ser feito foi a sobremesa, um legítimo Tiramisu.

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E cada um fez o seu.

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Pra começar, todos ajudaram a bater as claras em neve …

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… e o creme de mascarpone.

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Logo depois o chef nos explicou como montar cada um: …

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… uma camada de chocolate em pó, ..

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… uma de creme, …

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… outra de biscoitos champanhe embebidos em café, …

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… mais uma rodada …

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… e voilá. Tiramisu pronto e indo pra geladeira.

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Aproveitamos pra tomar um vinho tinto …

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… enquanto o chefe nos apresentava a sua bruschetta (ops!).

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Pão tostado, passa-se alho e coloca-se o melhor tomate temperado por cima.

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Precisávamos ainda fazer a massa dos macarrões (uns Ravioli e os Papardelle).

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A receita da pasta é muito parecida (farinha e ovos).

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O que modifica um pouco é o jeitão de se fazer.

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Neste caso, tudo é feito a mão, inclusive…

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… a abertura …

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… o corte (no caso dos Pappardelle) …

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… e o processo todo, no caso dos Ravioli.

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Só sobrou fazer a base do molho a bolonhesa (cebola, salsão e cenoura), …

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… com o acréscimo e a fritura de carne bovina moída e de carne de porco na forma de lingüiça, sem a tripa.

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Deixe apurar bastante, coloque vinho tinto e deixe apurar mais ainda.

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Adicione purê de tomate, baixe o fogo e esqueça da panela.

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Enquanto isso, cozinhe os Pappardelle e os Ravioli.

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No caso destes últimos, faça um molho com manteiga e salsinha  e coloque por cima.

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No caso dos Papardelle, junte-os ao molho, coloque bastante parmeggiano e sirva.

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Foi o que foi feito.

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Todos comemos as massas e aprovamos a nossa lição de casa, com louvor.

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É claro que conversamos bastante, rimos mais ainda e aproveitamos pra tomar mais vinho.

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Pra encerrar esta festa, todos experimentaram os Tiramisu que montaram.

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Mais uma aprovação, assim como a do Giovanni que nos “passou de ano” e, inclusive, nos deu um certificado.

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Agora somos diplomados em comida italiana.

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Saímos de lá felizes, mas correndo, pois tínhamos uma visita marcada ao que é considerado o maior museu de toda a Itália, a Gallerie degli Uffizi.

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Reservei por internet (aconselho, especialmente na alta estaçâo) e deu tudo certo.

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É claro que não se pode tirar fotos, mas … rs
Falar da arquitetura do prédio é chover no molhado (ops!).

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Ele é lindo e como Uffizi são escritórios em italiano, o que você vê lá são salas unidas por grandes corredores.

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Todas são espetaculares, mas algumas são imperdíveis, tais como as da Anunciação, a Tribuna dos Medici, o Nascimento de Venus de Botticelli, a Sagrada Família de Michelangelo, a Vênus de Urbino de Ticiano e por aí vai.

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Mesmo não sendo especialista em artes, como nós, você se emocionará.

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E fica uma dica: deixe pra visitá-la no final da sua estadia em Florença.

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Você já estará totalmente envolvido com o clima de toda a cidade.

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Saímos de lá, voltamos ao hotel e resolvemos, apesar do frio, procurar o melhor sorvete da cidade, na Gelateria Vivoli.

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Pra Florença, onde tudo é muito perto, ele até que fica longe.

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Mas vale cada centímetro caminhado. Os sorvetes são bastantes cremosos e muito saborosos (nota 9,66 no MicheLuz).

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Finalizando este grande dia (e quase que sem chuva), fomos jantar num dos melhores restaurantes da cidade, o Cibrèo.

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Ele é bem antigão (que novidade!) e faz parte do movimento Slow Food.

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Sentamos (mesa reservada) e logo recebemos a visita da dona do restaurante. Não estranhe; é assim que o menu funciona.

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Ele só contém os preços de cada uma das fases das refeições (primo, secondo e sobremesa). Os pratos são recitados/comentados em italiano pela senhora e aí vocês os escolhe.

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Charmoso, não?

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E não é que quando ela falou Polenta, os olhos da Dé brilharam! Ainda mais acompanhada de azeite extra-extra virgem e parmeggiano reggiano.

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Eu escolhi um potente brodo com uma massinha que na verdade não era bem uma massa e sim, uma mistura que continha pão.

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A equação do vinho foi solucionada pelo sommelier, que nos propôs a escolha dum branco potente ou dum tinto mais delicado.

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Fomos na segunda hipótese e num maravilhoso DOCG Mason di Mason Manincor 2010.

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Como principais, a Dé preferiu Polpettini recheado com ricota e acompanhado de purê de batatas …

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…enquanto eu, um prático e “simplici”, segundo a senhora, peixe feito no cartoccio com muito azeite, limão, azeitonas e ervas, …

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… acompanhado de grão-de-bico com muito azeite.

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Tudo estava num altíssimo nível. Pulamos as sobremesas e pedimos 2 “cortos”.

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É claro que um pedaço duma tortinha de chocolate e café, quase um Tiramisu, pulou na nossa mesa!

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Desta vez e satisfeitos, desvirtuamos os nossos princípios e voltamos de taxi pro hotel.

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E admirando o entorno, claro?

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Arrivederci.

Acompanhe os dias anteriores desta viagem:
Dia I – Verona – Itália – A terra da goiabada com queijo, ops, de Romeu e Julieta.
Dia II – Verona – Itália – Seguindo os passos dos amantes.
Dia III – Verona – Itália – Conhecendo o lago Garda.
Dia IV – Veneza – Itália – Quem vê o Canal Grande pela primeira vez e em grande estilo, jamais esquece.
Dia V – Veneza – Itália – O dia (e a noite) do misterioso fog.
Dia VI – Veneza – Itália – Tremenda dobradinha: Palácio dos Doges (e seu Itinerário Secreto) e passeio de gôndola.
Dia VII – Veneza – Itália – Aqui não tem nenhuma sonífera ilha (Murano, Burano e Torcello
Dia VII – Itália – Veneza/Florença – Uma luz no fim do túnel, ops, sobre viagem de trem
Dia IX – Itália – Florença – Piove, pananananananam, piove.
Dia X – Florença – Itália – Entrando na moda pela porta da frente.

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dcpv – troisième jour – beaune – frança – cozinhando na borgonha

28/04/12

Troisième Jour – Beaune – Cozinhando na Borgonha.

Taí um sonho que sempre tivemos: aprender a cozinhar na Borgonha, uma região francesa tida como um paraíso dos grandes ingredientes.

O primeiro passo foi encontrar uma escola que parecesse bacana.

 The Cook’s Atelier, da Marjorie Taylor tinha esta qualidade, além de ser muito bem cotada no TripAdvisor.

O próximo passo seria vender esta idéia pra Lourdes e pro Eymard. Esta foi fácil, porque eles são muito legais e topam tudo.

O restante foi entrar em contato, acertar tudo e aguardar.
Começamos este dia tomando café da manhã no hotel e saindo pra encontrar com ela na melhor loja gourmand de Beaune, a Fromagerie Hess.

Aproveitamos, pra antes dar uma passada na parte de não-alimentos do marchè de sábado, pois sabíamos que a Marjorie nos levaria ao mesmo lugar, só que na parte destinada aos alimentos.
Que por sinal é muito interessante, já que eles vendem de tudo um pouco.

Olhamos muito rapidamente (o Eymard chegou a comprar um CD de músicas dum artista famoso francês da região, que eu não nunca tinha ouvido falar!) e fomos pro nosso ponto de encontro.
Chegamos no horário, nos apresentamos (ela nos contou brevemente a sua história. Tinha um restaurante nos USA e em 2006 foi pra Borgonha visitar a filha. Está lá até hoje! rs), demos uma olhada rápida na loja e partimos pra comprar os ingredientes pra nossa aula.

Conhecemos os melhores fornecedores de tudo o que é tipo de produto: salames, …

… patos (o Eymard quase ficou maluco), …

…frangos (os de Bresse são especiais), …

…pães, …

… queijos, …

…tomates, …

… e de todos os tipos, …

… foie-gras (é claro que compramos) …

… e muitas outras coisas.

Passeamos bastante e nos maravilhamos com tudo. Vale um belo fotoblog:

Depois desta verdadeira viagem, partimos pro apartamento dela, onde a aula seria ministrada.

E a surpresa foi que ela morava exatamente ao lado do nosso hotel!

Iniciamos tudo colocando os aventais …

… e percebendo a beleza borgonhesa do lugar.

Janelas amplas, que permitiam uma luz incrível sobre os ingredientes/pratos, …

… uma decoração simples e muito francesa, …

…além da franca (ops) simpatia de toda a família da Marjorie, já que a filha dela, a Kendall, também estava lá e a gracinha do filho desta, também.

Começamos tudo pelo final, fazendo a sobremesa, uma torta de maçã.

Antes de mais nada, vou explicando que nenhum dos pratos teve receita. Fizemos tudo quase que no olho, o que tornou a aula mais interessante ainda.

Como a massa já estava pronta, fizemos todos os 4, o recheio. Pelamos as maçãs, cortamos em cubos e colocamos numa panela pra cozinhar com açúcar e fava de baunilha.

Enquanto isso, cortamos o que pareciam ser mini-nabos e batatas,…

… sendo que estas foram ao forno com bastante azeite, flor de sal e um pouco de tomilho fresco.

Já os nabos foram cozinhados em água e sal.

A Marjorie comprou aspargos frescos no marché (brancos e verdes) …

…que também foram limpos por todos…

… e cozinhados em água quente.

Fizemos como entradinhas, uma especialidade borgonhesa, as famosas Gougéres.

Elas parecem uma carolina, só que são salgadas, …

… extremamente leves (também parecem com um “pão de queijô light”) …

… e neste caso, o trabalho principal foi da Lourdes e do Eymard.

O negócio ficou tão bom que a própria “professeur” denominou o Eymard como “monsieur Gourgéres”.

Ainda faltava cortar a ave, a Pintade.

 Este trabalho foi feito por mim, que gosto muito da atividade, …

… além de a ter temperado (com sal e pimenta) …

…  e ter selado os seus pedaços numa frigideira.

Na sequência, a Marjorie os colocou no forno.

E a Dé? (esta foto foi da Marjorie)

Onde entra nesta história?

Entra nestas magníficas fotos, já que em alguns momentos ela tinha que usar 3 máquinas fotográficas ao mesmo tempo!

Daí pra frente foi só curtir o astral e comer bem.

Iniciamos o tour degustando as nossas Gougéres (ficaram maravilhosas)…

… com um bom Cremant, o espumante preferido da Borgonha (e do casal brasiliense).

Enquanto isso, a Marjorie e a Kendall montavam a entrada.

Aspargos com presunto cru, ovos com a gema bem mole, pequenos rabanetes e um pão “daqueles”.

Tomamos um Chardonnay Cuvée Sainte-Jehanne de Chantal 2009 muito competente.

Seguimos com o prato principal, o Pintade com batatas assadas, mini-nabo cozido e um tipo de couve como berço. Sensacional!

Acompanhamos com o tinto do mesmo produtor que a Marjorie soube escolher muito bem.

Enquanto isso, dávamos um montão de risadas, nos maravilhávamos e ficamos cada vez mais íntimos de tudo.

Era a hora os queijos. Como os franceses gostam de queijos!
Experimentamos 3 deles, sendo um o Époisses, o mais característico da região.

Ah! Me esqueci dizer como acabamos a torta de maçã.

Cortamos finamente mais delas descascadas e finalizamos com as fatias, depois de colocarmos o recheio.

E a torta foi servida como parte daquela que seria certamente a melhor refeição da viagem e feita por pessoas da maior categoria.

Enfim, esta aula vale todo o sonho que se tem.

Nos despedimos da Marjorie e família, pois já tínhamos estourado o limite do late-checkout.

Zarpamos direto pra Saulieu.

É uma cidadezinha famosa gastronomicamente, especialmente pelo restaurante do Bernard Loiseau.

Ele é aquele chefe que se suicidou há 9 anos, segundo dizem, porque antevia a perda de estrelas do Michelin, coisa que nunca aconteceu. Após esta tragédia, a esposa dele, a Dominique, tomou conta dos negócios e tudo prosperou.

Inclusive, ela montou o hotel pra onde estávamos indo, o Relais Bernard Loiseau.

O caminho todo é muito bucólico e interessante.

Se vê muita vegetação rasteira, …

… muitas cidadezinhas pequenas …

…e muitos castelos.

Depois de uma hora, chegamos ao hotel. Ele é muito curioso, pois tem uma fachada simples, mas ao mesmo tempo é extremamente luxuoso por dentro.

Conseguimos um upgrade e o nosso quarto era quase uma suite presidencial. Muito espaçoso, com uma vista incrível …

.. uma sala moderna, …

… banheiros confortáveis (eram 3) …

… e luxo dos luxos, o quarto num mezanino.

Aproveitamos o final da tarde pra conhecer Saulieu.

É uma cidade pequena e charmosa, …

…com vários comércios pequeninos, charmosos e interessantes, …

… uma maravilhosa igreja românica do sec 12 …

…e um entorno agradável e passível de se caminhar muito.

Voltamos ao hotel e fomos dar uma descansada, pois tínhamos uma reserva confirmada pro jantar, justamente no restaurante dele.

Descemos no horário e aproveitamos pra experimentar a Enomatic do bar, aquela máquina que serve doses exatas de vinho. Dá pra imaginar o estrago que uma delas não faz no seu bolso aqui na Borgonha.

Logo após, fomos alojados na nossa mesa e como tínhamos feito o pedido quando da experimentação dos vinhos, eles não demoraram pra chegar.

É claro que antes nos serviram um creme de tupinambur bem reconfortante.

A Lourdes pediu um peixe, o Filé de sole, cogumelos morilles e batatas fondant que estava muito bom.

A Dé foi duma mistura curiosa do St Peter, coração de alcachofra com um caldo de Garam Masala. Exótico e excelente.

Eu fui de . Ela é uma das especialidades do restaurante e veio acompanhada de purê de alhos e molho de salsinha.

 O Eymard se decepcionou pois o carré d’Agneau com polenta, cenouras e mil-folhas de alcachofra dele ficou devendo. Estava muito borrachudo e mais parecia um chiclete.

Inclusive, ele acompanhou o prato dele com uma taça dum Pinot Noir, enquanto nós pedimos uma garrafa dum Puligny Montrachet Louis Carrillon & Fills 2008 sensacional.

Resolvemos dividir duas sobremesas. Sábia decisão já que tanto os morangos com “algodão doce” dos Loguercio …

… como os vários formatos de laranja cosanguínea dos Luz foram as estrelas da noite.

Só nos restou pedir a “dolorossa” (literalmente) e subir um andar pra dormirmos o sono dos justos num tremendo apartamento.

Au revoir. Que dia!

Leia sobre os outros dias desta viagem:
Premier journée – Borgonha – França – Visitamos o hospício de Beaune.
Borgonha – França – Deuxième jour – Pisando no solo do Romanée-Conti.

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dcpv – giorno diece – roma – itália – cozinhando no trastevere; comendo pizza na Baffetto. enfim, um dia perfeito.

16/11/2011

Giorno Diece – Roma – Itália – Cozinhando no Trastevere; comendo pizza na Baffetto. Enfim, um dia perfeito.

Pronto, agora eu já posso dizer, mesmo porque amanhã é o último dia. Foram 10 dias consecutivos de sol a pino. Com frio, tá certo, mas muito sol.

E hoje tínhamos reservado um dos passeios mais esperados de todo o tour: uma genuína aula de culinária italiana. Mais precisamente, de culinária romana.

Zarpamos cedo pro Trastevere, no restaurante Le Fate, onde o chef Andrea nos esperava na porta.

É claro que reclamando do nosso pequeno atraso (incrível como os italianos são aparentemente mau humorados e ao mesmo tempo, muito divertidos).

Toda a turma estava sentada na mesa aguardando instruções pra começarmos. Instruções dadas, passamos pra execução dos trabalhos.
A idéia toda é voce aprender a fazer uma refeição completa e romana.

Na lista, flor de abobrinha frita e recheada; tagliolini com alcachofra; escalopini com pomodorini e rúcula e torta de ricota com pera.

Enfim, todo mundo trabalha bastante. Iniciamos pela sobremesa: enquanto uns faziam a massa, outros batiam a ricota e outros (no caso, eu e a Dé) descascavam as peras.

Mais um mis-en-place foi feito; o das flores de abobrinha (belas flores, não?)

Todas seriam recheadas (ops) ou com uma fatia de beringela e muçarela; …

… ou com prosciutto e a mesma muçarela.

E depois de passadas numa massa composta por farinha de trigo, água mineral com gás e cerveja; fritas.

Seriam acompanhadas por uma pasta napolitana de tomates frescos.

Até aqui, o grupo todo (que era formado por 2 neozelandeses, 2 ingleses, 6 americanos e 2 ferrazenses) se divertia muito.
É interessante ver como a gastronomia une as pessoas. Eu investiria neste tipo de turismo.

Continuamos a aula, aprendendo como se limpa uma alcachofra. E esta atividade foi feita por todos, já que faríamos um fetuccine com carciofi e porchetta.

Eis o passo-a-passo: retire as folhas externas até que só restem as de um tom verde-claro. Corte o cabo até sobrar aprox 10 cm e descasque-a totalmente até a (inclusive) base. Passe limão pra que não escureça.
Corte as folhas que sobraram pra que fiquem com um formato quase cônico. Parta ao meio e corte em pedaços. Deixe de molho em água com limão.

Neste momento aconteceram várias coisas ao mesmo tempo: enquanto alguns cortavam tomatinhos, outros refogavam as peras, outros fritavam as porchettas, outros (no caso, eu) fritavam os bifinhos, outros limpavam as rúculas ou seja a preparação toda estava em curso.

Faltava o ponto alto da aula: aprender a fazer a legítima pasta italiana.

A receita como sempre é muito simples; pra cada 100 g de farinha, 1 ovo.
O formato de execucão é um pouco diferente do nosso. Você faz um buraco no meio de, por exemplo, 1 kg de farinha e joga lá dentro os respectivos 10 ovos e um pouquinho de sal.
Com um garfo, enquanto bate os ovos (pra incluir ar e deixá-los mais leves), vai acrescentando a farinha da borda aos poucos.

Quando toda a farinha estiver misturada aos ovos, aí entrarão em ação os instrumentos ideais: as mãos.
Após sovar bastante, a massa estará pronta pra ir pra máquina.

Foram montadas duas delas e cada casal fez um pedaço. Modéstia a parte e com o know how da Dé, fizemos sucesso.
Daí pra frente o processo é quase que o mesmo. Passa-se a massa na máquina na posição 1 até que ela tenha uma textura boa e logo após (aí temos uma novidade), vá direto pra posição 6.

Corte-a em pedaços do tamanho do macarrão e passe novamente na máquina com o formato que escolher.

Agora é deixar descansar um pouco e um outro pulo do gato é colocar bastante semolina no macarrão já pronto.

Daí pra frente era só finalizar as receitas. A alcachofra foi frita junto com a porchetta e alguns dentes de alho inteiros.

Os bifinhos foram adicionados aos tomatinhos refogados e finalizados com bastante rúcula.

Fomos todos nos lavar (dá pra imaginar o estado de cada um, né?) e sentar a mesa pra comermos a nossa lição de casa.

O chef Andrea fritou as flores (que na verdade eram de abóbora) e a esposa dele, a Erica, ajudou a organizar tudo.
Quase todos optaram pela harmonização de vinhos do Lazio proposta por ele e um ótimo espumante Malvasia Frascati foi servido (este abaixo é o da sobremesa).

As flores estavam muito saborosas e gostamos mais da que continha prosciutto.

Neste momento, todo mundo foi pra cozinha de novo, já que era hora de cozinhar a nossa pasta.
A água salgada estava fervendo e o chef colocou o macarrão por apenas 30 segundos. À massa que estava fresquíssima, se juntaram as alcachofras e a porchetta.

E o secondo ótimo prato foi montado pelo chef e servido.

Absolutamente delicioso e mais al dente, impossível.

Chegou a vez do Stracetti. E ele veio no melhor estilo italiano; em travessas.
A Dé  não comeu nada, mas conseguiu disfarçar. Não foi o caso do restante da mesa, eu inclusive, que praticamente devorou este prato tão tipico.

Chegou a hora da sobremesa e praticamente das despedidas. Foi aí que o casal de Washingtons DC nos perguntou sobre a viagem e qual teria sido o highlight dela?

Pensamos bastante e indicamos o passeio pra Viterbo/Civita e a descoberta do processo de feitura do azeite. Passamos o email do Alessandro e comemos a excelente torta de peras. Que veio com uma surpresa: em pratos individuais com o respectivo nome de cada um dos participantes. Muito simpático e além de tudo, aproveitei pra comer a Dé! :).

Esta aula é um programa a ser feito por quem gosta de gastronomia italiana, já que você põe literalmente a mão na massa e desfruta de 5 horas de puro divertimento e novos conhecimentos, além de ter certeza que a Itália, especialmente Roma, é o lugar mais gastronômico do mundo, né Andrea?

Como já eram 15:30 hs, o negócio foi pegar um taxi e voltar pra região do hotel, onde faríamos algumas pesquisas de compras.

É claro que as coisas por aqui são muito caras, especialmente as de grife. Mas mais incrível é a quantidade de pessoas, especialmente as asiáticas, dispostas a gastar o seu rico dinheirinho em brands como LV, Gucci, Valentino, Prada e outros menos votadas.

Nós sempre optamos (a menos que estejamos em Miami) por procurar marcas locais e/ou que não tenham representação no Brasil. E aí concentramos esforços em achar coisas muito interessantes. Todo este prólogo pra dizer que a temporada de compras, especialmente as de alimentos estava aberta.

Dado este giro, nos preparamos pro jantar que seria de gala.
E que lugar mais indicado estando em Roma do que a pizzaria Baffetto?

Nos arrumamos e partimos a pé pra nossa empreitada. Mesmo porque é deste jeito que se conhece Roma.
Vimos o Pantheon …

… e a Piazza Navona iluminados pela última vez nesta viagem, além de passarmos pelo Palazzo Madama onde o superMario mostraria os seus planos pra enterrar a era do bunga-bunga na Itália.  Finalmente, chegamos a Via Del Governo Vecchio.

Pra variar, tinha fila pra entrar. E estávamos ao lado dum casal de coreanos.

Não precisa nem dizer que sentamos juntos na mesma mesa. E nos divertimos muito, apesar de um não ter nem idéia de como se comunicar na língua do outro. Tivemos mais uma surpresa: os próprios sra e sr Bafetto estavam “on the house”.

Os pedidos foram os mais corriqueiros possíveis: uma Margherita pra Dé (que jurou que desta vez comeria inteirinha) …

… e eu inovei pedindo uma de Salame, que nada mais era do que uma Margherita com o acréscimo de exatas 8 fatias de um embutido bastante apimentado.

Tomamos meia garrafa dum Brunello Banfi (sempre ele) …

… e enquanto nos preparávamos pra comer a melhor pizza do mundo (na modesta opinião da família, Re inclusa), dava pra prestar atenção em tudo.

Na satisfação de todos que estavam por lá, na cara de bravo dos pizzaiolos (por sinal os mesmos quando viemos em 2007), …

… na “malandragem” dos garçons que são bem treinados pra representarem o mau humor dos romanos (ou será que nem precisam de treinamento? rs), do respeito que os clientes tem às regras da casa (todos esperam fora da pizzaria e em fila) …

… das piadas que acontecem (imagine que um cliente foi entrando direto, sem esperar no lado de fora. O organizador do salão, uma figuraça, gritou: due minutini! E mandou o sujeito sair. O cliente simplesmente disse: buonasera. E todo mundo caiu na gargalhada! Mas não pensem que ele foi embora. Quando olhamos de novo, lá estava ele na fila …)
Bom, as pizzas chegaram, nós as comemos e pedimos um Tiramisu,…

… enquanto iniciávamos a nossa grande empreitada. Iríamos importar as pizzas da Baffetto.

A nossa cliente número 1, a Re, fez a encomenda e não poderíamos privá-la deste prazer.
O primeiro passo foi pedir 2 Margheritas pra viagem e depois, bem, depois pensaríamos em como fazer pra levá-las pra Ferraci di Vasconcelli.

Bom, este é um problema pra amanhã. Depois eu conto se deu certo!
O único arrependimento foi não ter pedido um autógrafo pro sr Baffetto. Fica pra próxima.

Voltamos felizes pro hotel andando, com as pizzas na mão e com a Dé informando pra Re, via telefone, que a operação Baffetto estava em andamento.

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.
Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?

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