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dcpv – cuarto giorno – sob o sol (e a chuva, e a tempestade e a cozinha) da toscana

02/06/2013

Cuarto giornoSob o sol (e a chuva, e a tempestade e a cozinha) da Toscana.

Hoje o dia prometia.

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Prometia muito sol e também muita atividade.

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Dormimos um pouco a mais (domingão, pessoal!) e fomos tomar um tardio e bom café da manhã (estas laranjas sanguíneas são espetaculares, né?).

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Ficaríamos o dia todo na região próxima ao hotel.

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Fomos de manhã pra Cortona, uma belíssima cidade.

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E estava mais divertida ainda por causa do mercado medieval que acontecia no centro.

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São várias banquinhas das mais variadas coisas (comidas, temperos, máscaras, bebidas, etc).

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Enfim, o entretenimento foi mais do que garantido.

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E além disso, ficou parecendo que estávamos num filme em que o cenário era perfeito e localizado na Idade Média.

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Andamos bastante, …

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… vimos extasiantes paisagens (Cortona fica bem no alto), …

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… compramos algumas coisas úteis (temperos, sapatos, echarpes, potinhos), …

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… tomamos umas flutes de Prosecco em homenagem a libertação dos sócios (com esta belíssima vista), …

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… e resolvemos almoçar frugalmente, já que teríamos um curso de culinária na parte da tarde.

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Optamos por comer duas massas básicas, num restaurante novo que existe desde 1904, a Antica Trattoria!

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Pra Dé, um agnolotti recheado com ricota e trufa preta

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… e pra mim, um panzerotti recheado de ricota e mozzarella de búfala com pesto de manjericão.

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Como sempre, estavam muito boas.

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Continuamos passeando (e contemplando) Cortona …

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… e nos encantando cada vez mais (não foi a toa que a Frances se apaixonou também).

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Como estávamos próximos do horário do curso, saímos meio que correndo e com o Sol da Toscana batendo a pino.

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Esta aula seria ministrada pelo Richard Titi, o chef do hotel Il Falconiere e pasmem, italiano da gema.

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A idéia é bem bacana. Você aprende a fazer um menu toscano completo,…

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… toma um pouco de vinho (dos bons), …

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… aprende algumas dicas muito legais, …

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… experimenta o que aprendeu …

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… e ainda tem direito a um jantar no restaurante principal do hotel comendo tudo o que foi feito.

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Vamos por partes: iniciamos pela sobremesa. É uma torta de maçãs com creme e feita numa massa folhada.

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Só não fizemos a massa.

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Segue o fotoblog:

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Logo depois, recheamos flores de abobrinha (a popular zuchinni) com um creme muito bom de ricota, parmeggiano e muitas outras ervas e especiarias.

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Mais um fotoblog:

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Aprendemos como fazer a massa, o Pici, uma macarrão fresco muito típico e interessante daqui. É quase que um superspaghetti feito a mão e curiosamente não leva ovos na sua receita.

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Novidade? Mais um fotoblog:

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Encerramos com um peixe que é enrolado numa tira de abobrinha, recheado com migalhas de pão temperadas e finalizado com um galho de alecrim.

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Espetacular!

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Segue mais um fotoblog, já que a Dé estava inspirada:

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E já no finalzinho da aula, por volta das 19:30hs, o Richard nos informou que o jantar (olha que além de termos experimentado tudo, ainda tomamos vinhos e degustamos queijos, salames e chocolates) seria servido no restô principal na hora que reservássemos.

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Rimos muito e ainda mais por causa da tempestade que caiu.

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Já as 21:30 hs, estávamos a postos pra verificar se realmente sabíamos cozinhar.

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E não é que tudo ficou realmente muito bom?

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As flores de abobrinha,

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…  o Pici, com um molho incrível de tomates, …

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… o Turbot enrolado na abobrinha com um molho excelente de alcaparras e mariscos, …

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… e a sobremesa, a Torta Toscana de Maçãs.

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Vinhos toscanos da casa complementaram tudo e ainda bem que o nosso quarto era bem longe e abaixo do nível do restaurante, o que significa que descemos “rolando”!

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Enfim, foi uma despedida e tanto duma cidade que é (como diria a Dé) realmente encantadora.

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Arrivederci que amanhã vamos beber Brunellos e  Supertoscanos, no lugar onde eles são feitos.

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Leia sobre os outros dias desta viagem:
Primo giorno toscano – De FV pra Toscana, ou melhor, Cortona.
Secondo giorno toscano – Voltando a Chianti e ao Castelo de Volpaia.
Terzo giorno toscano – Uma verdadeira puxada (curva) até Urbino.

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dcpv – aula do alain “sous vide” poletto na casa da lu e do mike

13/04/2013

Aula do Alain “Sous Vide” Poletto na casa da Lu e do Mike.

O convite que a Lu e o Mike nos fizeram (o sócio também esteve nessa) conteria, além dum jantar com a “Turma de Vinhos de Araraquara“, uma aula com o Alain Poletto.

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Tudo isto aconteceria na nova casa paulistana/praiana deles.

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E quando se fala em Alain Poletto (lembram dele na Paola de Verona?), logo vem a mente o método sous vide de cocção de alimentos.

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O que é mesmo que isso significa?
Sous-vide, em francês, quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em sacolas plásticas seladas a vácuo em baixas temperaturas por um tempo maior que o tradicional. O tempo pode variar entre 2 horas e 72 horas e a temperatura precisa ser estável, normalmente entre 40°C e 70°C, dependendo do que se cozinha. O objetivo da técnica é manter a integridade do alimento, evitando a perda de umidade e sabor. Equipamentos profissionais podem custar algumas centenas de dólares, mas é teoricamente possível fazer em casa com máquinas de embalar a vácuo e água morna monitorada por um termômetro comum.

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Esta definição é precisa. E foi o que vimos na casa da Lu e do Mike.

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Inicialmente, o Alain nos explicou as questões técnicas deste tipo de cocção, …

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… e o porque da necessidade de se ter cuidados máximos com a higiene.

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Foi um tal de tabelas, gráficos e informações interessantes.

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Logo depois, passamos pra parte prática e aí segue o fotoblog da história toda.

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É claro que tudo terminaria no jantar propriamente dito.

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Com o detalhe que a entrada toda foi feita na aula: tomatinhos cereja …

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… e bacalhau confitados.

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Uma delícia!

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O restante da noite foi puro divertimento, com a turma de vinhos de Araraquara justificando os elogios que a Lu e o Mike sempre fizeram pra ela.

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Todos são realmente muito divertidos e interessantes …

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…inclusive, um outro convidado como nós, o Cláudio, o engraçado cunhado da Lu e do Mike.

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Até.

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dcpv – bis nos sabores da sicília

número 338
06/11/2012

Bis nos Sabores da Sicília.

Eu gosto muito do livro Sabores da Sicília. Tudo nele é encantador: as receitas, a história, os vinhos e a verdadeira prosa da autora, a obviamente italiana, Maria Montanarini, uma expert nesta ilha da Bota.

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“Maior ilha do Mediterrâneo e território carregado de história várias vezes milenar, onde atuaram fenícios, gregos, romanos, árabes, normandos e espanhóis (quiçá ferrazenses), a Sicília é famosa também pela excelência  dos seus pratos e inconfundíveis sabores.

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Uma italiana que muito bem conhece a ilha desde a infância e que mora no Brasil há seis décadas, Maria Montanarini, comprova isso com muitas receitas, algumas das quais que foram passadas pela sogra siciliana”

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E é com esta Maria que nós, eu e a Dé, graças a uma dica dos nossos novos amigos Clau e Gil, faremos uma aula de culinária típica  desta região (em tempo – já fizemos).

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Como um aperitivo (e relembrando, já que fiz uma outra noite memorável com receitas do mesmo livro), aproveitei a releitura do livro pra dar mais uma voltinha pela comida típica da Itália.

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Vamos lá, então, aproveitar os quitutes sicilianos.

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EntradasCenoura ao Marsala, Abóbora agridoce e Fritada de favas frescas.

O lema deste livro é “receita simples e saborosa”. E estas são exemplos delas.

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Pra Carote al Marsala, basta cortar 500g de cenouras lavadas, descascadas e cortadas em fatias grossas e reservar.

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Coloque numa panela, 4 colheres de sopa de azeite, aqueça e frite 2 dentes de alho cortados em lascas. Acrescente as cenouras, sal e pimenta.

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Cozinhe por 2 minutos, mexendo sempre.

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Junte 1 xícara de chá de vinho Marsala e continue cozinhando em fogo baixo com a panela tampada por mais 10 minutos.

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Depois de pronto, salpique salsinha e sirva.

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Já pra Cucuzza all’Auruduci, corte 1 kg de abóbora madura em fatias não muito finas.

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Numa frigideira anti-aderente, coloque 4 colheres de sopa de azeite, 1 dente de alho cortado em lascas, 1 ramo de hortelã picada, 1 ramo de salsinha picada, sal e pimenta.

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Frite aos poucos as fatias de abóbora. Misture 30 g de açúcar em 1/2 copo de vinho branco mais 4 colheres de sopa de vinagre branco e despeje sobre as fatias de abóbora na frigideira.

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Sirva colocando no prato as fatias como um carpaccio. Regue com o molho que sobrou na panela e enfeite com folhas de hortelã.

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E a Frittata’cchi Faviani, foi meio acoxambrada, porque eu não tinha favas por aqui. Usei feijão branco já cozido temperado com 1 dente de alho cortado em lascas e 10 folhas de manjericão fritos em 3 colheres de sopa de azeite.
Numa tigela, coloque 6 ovos, 100 de queijo pecorino ralado, sal e pimenta. Junte as favas, ops, os feijões e bata.

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Despeje tudo numa frigideira antiaderente e em fogo baixo, cozinhe até parecerem um omelete. Vire para fritá-la do outro lado.
Sirva quente ou fria.

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Olhe; as três juntas formaram uma entrada daquelas. Cheirosa, saborosa e tipicíssima (e alaranjada! rs).

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Tomamos uma Cava espetacular, a Juvé y Camps Gran Nature 2008 que foi “frutada, sob o sol da Sicília, ramblática, camposa“.

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PrincipalMassa com molho de nozes e pinoli e Lingüiça no cartucho.

Cortados de qualquer jeito. É isto o que significa o malitagghiati. E ele, junto ccù Nuci e Pinoli formam a receita duma massa muito siciliana.

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Pra fazer a tal, coloque 500 g de farinha de trigo sobre a mesa e faça um buraco no meio. Coloque 4 ovos inteiros e uma pitada de sal.

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Misture tudo e trabalhe bem a massa. Abra com o rolo de macarrão, formando uma folha fina. Recorte e massa em tiras de 1 cm e depois corte em pedaços menores.

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Para o molho, leve ao forno 200 de nozes sem casca e 50g de pinoli até secarem bem. Bata no liqüidificador e reserve 1/2 xícara do que foi processado.

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Numa frigideira antiaderente, derreta 50 g de manteiga sem deixar escurecer. Acrescente as nozes e os pinoli moídos até adquirir gosto, mexendo sempre.
Pique bem 1 xícara de chá de folhas de manjericão e junte a mistura, adicionando também 1 dente de alho cortado em lascas.

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Espere secar e coloque 1/2 xícara de creme de leite. Cozinhe a massa em água e sal.

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Misture ao molho e sirva com  o restante das nozes e pinoli batidos, com queijo ralado. Uma delícia.

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Assim como o facílimo Cartocciu di Sasizza.

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É um daqueles famosos envelopes de papel alumínio contendo uma camada de cebolas cortadas em rodelas, uma de laranja também em rodelas e por cima, dois ou três pedaços de lingüiça fresca.

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Tudo fechadinho e colocado no forno por uns 20 minutos.

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Portanto, mal talhado com lingüiça pode te levar pro mau caminho.

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Tomamos um vinho rosé Regaleali Sicília que foi “groselhoso, arregalado, regaloso, regalo“, ou seja sem-graça e sem foto! rs

SobremesaSalada de frutas ao vinho Marsala

Esta Macedónia di fruta ccù Vinu Marsala é muito refrescante.

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Descasque pêras, pêssegos e laranjas e corte em cubos. Regue com suco de limão (siciliano, claro?)

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Corte fatias de abacaxi e melão em cubos. Misture morango com um pouco de açúcar.

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Junte tudo e regue com um pouco de conhaque e vinho Marsala (na proporção de 1 cálice para 2 copos). Prontíssimo e belíssima.

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Eis o que os rapazinhos acharam de tudo:
E nós pensando que na Sicília só tem limão! Uno spetacolo! (Edu)
Que Calábria que nada, eu quera a Cecília! (Mingão)
Adessso, siciliano-mos! (Deo)

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Só de ler as reminiscências que estão no livro da Maria você se deleita.

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Agora imagine ter a oportunidade de refazer todas estas receitas simples e ao mesmo tempo, tão confortáveis!

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Que venha logo esta aula.

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Ciao, bellos.

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dcpv – sabores da sicília nos jardins

16/11/2012

Sabores da Sicília nos Jardins.

“Como é possível verificar pela pequena amostra que representa minha família, os sicilianos sempre foram grandes gourmet. O segredo dessa particularidade parece residir no fato de que a família siciliana tem prazer de cozinhar para amigos e parentes”

Foi através dos nossos amigos Clau e Gil (nós fizemos a aula de panificação no Friccó com eles) que soubemos qua a D Maria Montanarini, autora do livro que contém este trecho acima, o Sabores da Sicília promove algumas aulas de culinária em seu apartamento nos Jardins, aqui na praia.

Basta você combinar um menu, e pronto. Foi o que nós fizemos.

Marcamos tudo prum sábado, 16/12 e no horário, estávamos os quatro, lá.
Cada um levou um vinho (eles um excelente espumante Pinot Chardonnay Batasiolo e nós, um vero branco siciliano Regaleali Tasca d’Almerita 2011).

Só de conhecer pessoalmente a D Maria, já valeria a pena. Mas eis que ela é uma figuraça e daquelas carimbadas.

E o que seria uma aula de culinária siciliana, se transformou num verdadeiro happening.

Até o jeito dela ministrar a tal aula ê um tanto quanto não ortodoxo.

Imaginem que uma boa parte de tudo já estava pronto (santa praticidade, Batman) e que tivemos o trabalho de conversar muito e dar mais risadas ainda.

Voltemos ao menu (e vejam se eu não tenho razão?): o petisco inicial, as Azeitonas à Siciliana, as Alivi Scacciati ,tinha que estar pronto já que é um prato que necessita de tempo na geladeira pra apurar.

Ele é uma mistura de azeitonas, alcaparras, salsão, erva doce, azeite, pimenta vermelha, vinagre, sal e pimenta do reino.

Isto com um pãozinho, vai que é uma beleza!!!

Aproveitamos pra tomar o espumante Batasiolo neste momento.

Logo após, foi servido o primo piatto, o Talharim à Conca D’Oro, o Tagghiarini a Conca d’Oru, uma belíssima pasta composta …

… dum molho tipicamente siciliano (cebola, alho, alcaparra, tomate, salsão, azeitonas, pecorino).

Olha, o macarrão al dente com aquele molho tornou o prato inesquecível.

Na verdade, “inesquecibile. Cche meraviglia“, né, Gil?

Enquanto conversávamos mais um pouco (grato Clau e Gil pelas dicas venezianas), a D Maria aprontava mais uma obra-prima, Lulas Recheadas, Calamari Chini.

E esta nós acompanhamos o passo- a-passo, com inclusive, direito de aprender como limpar o molusco corretamente (a Clau colocou a mão na massa).

Depois de limpas, você as recheia com uma farofinha composta de tentáculos de lulas fritos, cebola, alho, alcaparra, vinho branco, pão amanhecido, aliche…

… e fecha tudo com um palito de dente.

Aí é só fritar as lulas em azeite com cebolas e alho cortados, um pouco de vinho branco e de molho de tomate concentrado.

A D Maria serviu esta “bellezza” junto com um cremoso purê de batatas.

E dá-lhe “vino bianco” Regaliali.

Chegou a hora da sobremesa (do dolci).

E nada mais siciliano do que um canoli … siciliano, mais conhecidos por lá, como Cannoli ccà Ricotta.

As casquinhas recheadas de ricota (farinha, chocolate, café, clara, açúcar,margarina, vinho Marsala e canela) já estavam prontas.

O recheio (ricota, açúcar, frutas cristalizadas, licor de laranja, uvas passas, cerejas, casca de laranja cristalizada) também.

Faltou o Marsala para bebermos, mas de verdade, ele não fez falta alguma. Os canoli estavam sensacionais e saborosíssimos.

Foi o happy end (grand finale?) duma tarde espetacular (spettacolare) que esperamos repetir brevemente.

Afinal de contas, aprender como viver alegre, saborosa e divertidamente com a D Maria foi um tremendo prazer (piacere).

Sem contar que a Dé teve a oportunidade de experimentar uma rara iguaria: doce de alcachofra (esqueci de dizer que a D Maria é uma especialista neste legume).

“É claro que as receitas já estão ganhando transformações. A cozinha está mais leve. Substitui-se a frigideira pelo forno. Já pode-se falar de cozinha siciliana moderna, com cruzamentos culturais, sensualidade, influências. É o fermento ativo dessa nova cozinha, que está pronta pra reinventar e substituir. Mas aqui o leitor poderá conhecer as receitas tradicionais. E, a medida que lê as receitas, vai também conhecendo um pouquinho a origem de algumas delas, em fatos que se misturam com a própria história da ilha”.

Isto tudo é a mais pura verdade.

Tchau (Ciao ou arrivederci).

PS – De quebra, obtivemos um autógrafo no meu mais do que usado livro.

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dcpv – comidas de boteco carioca, ops, do aconchego carioca

08/07/2012

Comidas de boteco carioca, ops, do Aconchego Carioca.

Quando recebi um email da Escola Wilma Kovesi informando sobre uma aula intitulada “Comidas de Boteco Carioca“, fiquei mais do que interessado.

Afinal de contas, já tinha ouvido falar (e muito bem) dos “quitutes” (ê, Gabriela!) que a Kátia Barbosa faz lá no bar dela, o Aconchego Carioca, obviamente localizado no Rio de Janeiro.

Pra melhorar as coisas (se que isso poderia acontecer), o menu todo era interessante e inusitado: bolinho de aipim com bobó de camarão, bolinho de feijoada, jiló marinado em ervas, frito e servido com queijo e torradinhas e pudim de cachaça, feito com tapioca, leite de coco e melado.

Me diz se isso não é coisa pra deixar qualquer um curioso, ainda mais sabendo que o top do top da Kátia estaria ali?

E como as aulas no WK  são sempre instrutivas, participativas e degustativas, a certeza de puro divertimento era garantida.

Chegamos lá no horário (19:00hs) e a aula estava começando. Justamente pelo danado do bolinho de feijoada.

Este é um daqueles em que você pensa do “porque eu não tive esta idéia antes?”
Afinal de contas fazer um bolinho em que a massa dele é uma mistura processada de feijoada (seja feita na hora, seja aquela bem temperada que está no freezer) com farinha de mandioca fina (não torrada) e ainda por cima, recheada com couve e bacon, não é fantástico?

Depois de modelados, vocês os passa em farinha pra empanar (pode ser Yoki. Sem piadas  de humor negro, por favor!), coloca uma colher de sopa de polvilho azedo (este é um pulo do gato) e congela!

Porque pra serem fritos e degustados, eles tem que obrigatoriamente serem congelados.

Aí foi só experimentar e acompanhar com uma boa cervejinha.

É, a noite prometia.

Na sequência, mais um bolinho (contrariando aquela famosa personagem da novela, é bolinho, sim).
E desta vez de aipim com bobó de camarão.

Começa que o bobó da Kátia é uma delícia (a Dé vai incorporar esta receita ao menu lá de casa), além de ser moleza de fazer e extremamente saboroso. Basta dourar um pouco de alho (ela detesta receitas precisas) em azeites de dendê e de oliva, acrescentar camarão cinza médio limpo e quando estes estiverem rosados, juntar tomates, pimentão vermelho e cebola picados, além de um pouco de caldo feito com cabeças de camarão.

Acrescente um pouco de purê de aipim (a famosa mandioca), leite de coco, tempere e salpique coentro.

Pronto! “Sai um bobó no capricho!”

Melhor que isso, só fritando bolinhos de mandioca (ela, cozida, espremida e misturada à ovos, na proporção de 1 kg pra 1 ovo), creme de leite e um pouco de manteiga.

A combinação dos dois, bobó recheando o bolinho cortado ao meio, resultou sensacional.

Ainda tínhamos mais uma receita salgada pra aprender. E esta é bem curiosa.

A simpaticíssima Kátia nos ensinou a fazer Jiló marinhado em ervas, frito e servido com queijo e torradinhas.

Este prato é chamado de Jiló do Claude (é aquele, o Troisgros). E o nome da receita é praticamente auto-explicativa.

Corte os jilós em rodelas finas e deixe de molho em água com sal por uns 20 minutos.

Frite-os pouco a pouco e dos dois lados, no azeite. A cada remessa, coloque tomilho e alecrim frescos, aceto balsâmico, mel e pimenta rosa.

Sirva com torradas e queijo de cabra. Pra comer como a Kátia indica, você tem que passar o queijo na torrada e colocar o jiló marinado por cima. Como uma bruschetta carioca.

Faltava a sobremesa. E como a conversa é sobre botequim, ela só poderia conter cachaça.

É um verdadeiro pudim de pinga (sem trocadilhos). Na verdade, uma massa formada por tapioca hidratada com leite e leite de coco, ovos, leite condensado (bem diet, não?), cachaça, açúcar, coco ralado e colocada no forno numa forma untada com melado de cana.

Bom, né?

Imagine, então, com uma calda formada por cachaça e melado  diluídos? Um manjar (sic).

Como estava escrito no email, “em aula, ela vai  falar da cultura do boteco carioca, contar como as pessoas se comportam em relação a esta cozinha, de seu processo criativo, das suas peripécias ao lado de Claude e Pierre Troisgros e outros cozinheiros … além de um bom papo.”

É claro que foi tudo isso mesmo. E a dupla Kátia/Betty, ainda nos ofereceu uma degustação de várias cervejas harmonizadas com os quitutes (só faltou aparecer o seo Nassib, “moçu bunitu“, por lá).

Aula terminada, conhecimentos aumentados, altos papos; enfim, todo o WK ficou com um ar de botecão.

Só nos restou esperar ansiosamente a inauguração do Aconchego Carioca na Paulicéia (e que será em breve) pra entrarmos novamente no clima.

Até.

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dcpv – visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

30/06/2012

Visita a uma cozinha doméstica e profissional, ou como se divertir muito numa verdadeira aula gastronômica.

Quando o Luiz Américo Camargo me ligou e falou sobre a possibilidade de participarmos (a Dé e eu) duma visita a cozinha do seu Maurizio Remmert, fiquei entusiasmado.

Afinal de contas não é todo dia que se tem contato com técnicas tão sofisticadas, curiosas e ainda mais, com o aval da melhor publicação sobre gastronomia do Brasil, o Paladar.

É claro que topamos e ficamos no aguardo da chegada da data. Seria no sábado, 30/06 e obviamente, na cozinha do apartamento do seu Maurizio.

Pois as 13:20 (horário marcado), estávamos lá. Fomos recepcionados pelo Luiz Américo, que nos levou onde o seu Maurizio nos aguardava.

Ele nos contou, com toda a sua boapracice, como construiu este verdadeiro sonho de consumo de qualquer gourmand.

E também nos mostrou a sua Ferrari. Este bólido não é propriamente um automóvel, mas uma maravilhosa máquina de cortar frios Berkel, que além de fatiar perfeitamente, é um elemento decorativo fantástico (muito mais impressionante do que uma KitchenAid vermelha! rs)

Demos uma boa olhada em tudo enquanto o Luiz Américo explicava pra todos o princípio desta visita, que faz parte do 6º Paladar – Cozinha do Brasil e iniciamos propriamente esta verdadeira aula de cultura gastronômica.

Começamos experimentando deliciosas verduras desidratadas (todas cortadas finamente e colocadas num desidratador por aprox 10 hs)…

… além da salumeria milimetricamente cortada na Ferrari.

Ah! Comemos o nosso cardápio (sim, ele era comestível e tinha, digamos, um gosto de hóstia).

Tomamos um champagne, o Larmandier-Bernier, que caiu muito bem com o calor reinante.

A próxima amostra seria uma pizza. Mas como? Pizza?

Isto mesmo. Uma pizza com uma massa muito leve e grossa, além duma cobertura com tomates muito frescos e uma mozzarella bastante saborosa.

Ah! O professor nos ensinou a fazer uma água de fumaça, que acrescentada à massa, daria o sabor de lenha dum pseudo forno movido a ela (note que a pizza foi assada num forno combinado e a massa, feita num Thermomix, o famoso Bimby)

Louve-se que o seu Maurizio provou ser um verdadeiro mestre. Não economizou em nos mostrar todos os segredos, …

… e, inclusive, preparou na nossa frente, o Creme de Cherne que seria servido em seguida.

Caldo e carne do peixe são triturados num Thermomix (acho que agora eu vou aprender a usar o meu), junto com batata, azeite, tomate concassé, alho e finalizado com uma porção generosa de coentro.

Uma verdadeira delícia, …

… ainda mais acrescida a harmonização do vinho branco italiano, o Mandrarossa Urra di Mare 2011 Sicilia.

Neste momento, o mestre nos levou pra conhecer a cozinha fisicamente.

E é incrível. Ele tem equipamentos de altíssima tecnologia (fornos combinados, …

… placas cerâmicas, grelhas, …

Pacojet, …

… e até geladeiras …

… e fogões! 🙂

Mas o mais bacana é que ele os utiliza pra obter uma comida saudável e ultrasaborosa.

Cá pra nós, ele tem o que podemos chamar de Disneylândia das cozinhas.

Sem contar que o quarto da famosa Raimunda, a auxiliar dele, foi transformado numa adega dos sonhos (foram vários os pedidos de casamento dos presentes. Ela recusou todos!).

Refeitos do nosso (positivo) choque, voltamos a nos sentar pra experimentar uma Pasta Freda com Pomodori e Cipolle.

Este foi mais um prato que o seu Maurizio (leia-se Mauritzio) fez questão de nos mostrar como se faz: no caso dele, as cebolas foram cozidas em baixa temperatura e juntadas a tomate concassé (eles foram salgados e amolecidos), azeitonas pretas, alcaparras, orégano fresco e massa italiana cozida e resfriada com água gelada (este detalhe é importante).

E após esta demonstração, partimos pra degustação propriamente dita.

Mais uma delícia italiana (puro corporativismo, nosso e dele).

Como principal (sim, ainda tínhamos um principal) um Salmão.

E num formato diferentão.

A parte mais nobre dele foi cozida a vácuo em baixa temperatura num termocirculador …

… e servida com uma quenelle de batata e rúcula, além dum caldo de cabeças de salmão defumadas (este a Dé simplesmente adorou).

Você consegue imaginar o quão saboroso resultou este prato? O salmão conservou todos os seus sabores e sumos e ainda por cima, foi finalizado com a chama dum maçarico.

Acompanhamos com um vinho branco especial, o italiano Fiorduva Costa d”Amalfi 2009.

A tarde estava terminando e nós continuávamos embasbacados com o entusiasmo do nosso anfitrião. Como não somos de ferro, esperávamos ansiosamente pelas sobremesas.

Com o auxílio do Pacojet, o seu Maurizio fez um sorbet de gengibre que deixou todo mundo maravilhado.

Esta máquina funciona como um daqueles processadores de mão, só que o resultado final é de uma cremosidade ímpar.

Pense em suco de uva branca, peras, gengibre e mel processados, congelados e transformados?

E pra dar um up, algumas gotas de Noilly Prat!

Como co-sobremesa, uma tartine de uva e goiaba.

Que são simples quadrados de massa folhada cobertos com duas fatias de goiaba vermelha, 2 bagas de uva branca cortadas ao meio levados ao forno até ficarem crocantes. Polvilhe açúcar orgânico e sirva.

O mais incrível é que o seu Maurizio ainda nos serviu um excelente vinho francês de sobremesa, um Sauternes.

Resumindo toda esta experiência e do alto das inúmeras aulas de culinária que fizemos até hoje, chegamos a conclusão que esta foi incomparável.

Primeiro, pelo entusiasmo que o seu Maurizio e sua equipe demonstraram. Foi simplesmente contagiante.

Segundo, pela oporgunidade de conhecer tantos equipamentos e melhor, a sua utilidade (a minha lista de presentes de aniversário certamente aumentou).

Terceiro, por experimentarmos uma comida saudável, saborosa e leve.

Finalmente, por conhecer pessoas tão bacanas (em especial, o Acácio e esposa) que tornaram esta tarde tão agradável.

Agradecemos, portanto, ao Luiz Américo Camargo (sem sombra de dúvida, o melhor crítico gastronômico do Brasil) e ao Paladar, um suplemento do Estadão que sou um fã contumaz.

Até a próxima (e espero que seja breve).

.

Lima – Mercado de Surquillo e a aula

camu-camu? aguaje? tumbo?
18/10/09

Lima – Mercado de Surquillo e a aula.

Mais uma atividade do nosso mini-roteiro gourmet no Peru: conhecer o mercado municipal de Lima, o Surquillo e degustar vegetais e frutas  diferentões além de comprar ingredientes pra aprendermos a fazer o nosso próprio ceviche.

Vamos por partes:

I – A Visita guiada ao Surquillo

O nosso guia, o Adrián Macedo, nos mostrou (literalmente) todos os sabores do Peru.

Bancas com frutas exóticas …

… legumes malucos  (não são pézinhos!)…

 e pimentas (ajis) doidas; …

… milhos deliciosos, …

 

… batatas dos mais variados tipos …

… açougues um tanto quanto malucos …

… e peixarias mais ainda já que não existia refrigeração alguma.

Vamos aos melhores momentos do SPFW dos FLV:

Pitajaya – esta é conhecida por aqui.

Aguaymanto  – a famosa physallis. 

Aguaje – parece uma manga dura.

Sachatomate – é um tomate japonês.

Lúcuma – parece uma abóbora seca, bem seca.

Chirimoya – parente da fruta-do-conde.

Granadilla – quase um maracujá.

Tumbo – é quase uma maracujino. Ou seria um pepicujá?

Pepino – engraçado, mas é quase um melão.

Yacón – quase uma batata doce com bastante líquido.

Huaypo – não tenho a menor idéia. Parece uma esponja pra tomar banho!!

Rocoto – um pimentão mais apimentado.

Moraya ou chuño – são simplesmente batatas desidratadas.

É ou não é um espetáculo?

II – A compra

Logo depois, o Adrian nos deu 50 Soles  (~R$ 35), uma lista de ingredientes e 10 minutos pra comprarmos o necessário pra fazermos um bom ceviche: linguado, cebola roxa, ajis amarelo e vermelho, limões verdes, batata doce e milho.

Gastamos 10 Soles ou seja, R$ 6,00 . É  claro que demos uma “yapa” ou seja, uma bela chorada e ganhamos mais alguns ingredientes além de termos ficado com o troco. 

III – A aula

Continuamos o tour saindo do mercado e indo pro restaurante Señorio de Sulco onde teríamos a nossa aula.

 

Tomamos os nossos Pisco Sour, vestimos os nossos aventais (um brinde) e começamos a trabalhar duro! rsrs

Aprendemos alguns belos truques pra se fazer um ótimo ceviche (e fizemos!):

1 – A cebola roxa cortada deve ficar um tempo de molho em água fria.

2 – O peixe tem que ser extremamente fresco.

3 – Ele deve ficar um tempo somente em contato com sal fino (bastante).

4 – O limão tem que ser espremido na hora de servir o prato pra evitar a oxidação.

Também fizemos causas que são, basicamente, purê de batatas temperados com ajis e montadas de várias maneiras intercalando recheios (camarão, frango, carne, vegetais) e com palta (o nosso famoso abacate).

Continuamos a aula, aprendendo a fazer Lomo Saltado, uma carne cortada em tiras e salteada com vários ingredientes (tomates, cebolas, ajis, alho, shoyo, vinagre, azeite, caldo e batatas fritas) numa wok. 
É um prato com uma grande influência chinesa.

IV – O almoço

Não vale a pena ter uma aula deste tipo onde o aluno come a lição?

E ainda como bonus, um belo Suspiro de Limeña.

Uau, quem me dera que todas as escolas fossem assim!

Enfim, um passeio agradável, saboroso, instrutivo e claro, imperdível!

 

Hasta.

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