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dcpv – não sou nenhuma baffetto, mas dou as minhas cacetadas

Não sou nenhuma Baffetto, mas dou as minhas cacetadas.

Aproveitei que o Mingão não apareceria e que o Déo estava em casa, pra deslocar a sede do dcpv pra casa da D Anina.

E também pra fazer uma coisa que eu queria mostrar há um tempão: pizza!

Eu vivo tentando reproduzir alguma coisa parecida com aquela maravilha feita na Baffetto, lá em Roma.

Já consegui chegar bem próximo em algumas oportunidades, mas em outras, fiquei bem longe.
Fiz tudo em casa, todo o mis en place e deixei só pra assar na casa da minha mãe.

Pra fazer a massa é fácil: pegue 500g de farinha de trigo e junte aos poucos uma mistura de água quente, 15g de fermento, um pouco de azeite e sal.
Sove a vontade até que a massa fique bastante plástica. Deixe descansar até crescer (dobrar de tamanho) e parta em pedaços.

Estique a massa com um rolo e pra ajudar, vá jogando um pouco de farinha pra que ela não grude.

Use uma forma como molde pra cortar a pizza no tamanho correto

Coloque a placa de cerâmica no forno pra esquentar e enquanto isso, passe o molho de tomate (um dos bons!) nos discos.

De uma pré-assada em cada um deles e depois é só dar uma boa pesquisada na geladeira e escolher os ingredientes.

Acabei montando uma inteira com muçarela, …

tomates-cereja

… e manjericão gigante italiano, aquele que tem gosto de cravo.

A outra foi meia de muçarela, abobrinha

… com queijo de cabra ralado, …

… meia de queijo fontina, …

prosciutto 

… e pimentão assado e bem condimentado.

Uma terceira foi montada.

Meia de muçarela, salame espanhol, …

… meia de muçarela e alho-porró.

Ficaram muito crocantes, bem fininhas…

… e todos nós comemos muito, …

… além de conversamos mais ainda e matarmos as saudades do Déo.

Tomamos duas garrafas de vinho.

Uma foi o tinto Nimbus (não é a vassoura do Harry Potter!) 2008 e a outra, dum outro tinto italiano, o Nero di Tavola Torre del Falco..

As pizzas ficaram iguais as da Baffetto?

É claro que não, mesmo porque, considero impossível fazer tal reprodução fora do cativeiro.

Mas pra quem nunca provou uma legítima, até que o clone consegue uma boa aprovação.

Arrivederci.

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dcpv – roma – itália – giorno undici – cantem conosco: arrivederci, roma.

17/11/2011

Giorno Undici – Roma – Itália – Cantem conosco: arrivederci Roma.

Este seria o último dia da nossa giornata.

Ele foi quase que todo dedicado às compras, e como vimos alguns lugares legais, acho que vale a pena listá-los.

Vamos as lojas e lugares de compras:

Campo de Fiori: super-turístico, mas tem uma feira-livre muito boa (funciona todos os dias, exceto aos domingos), …

… uma padaria incrível, a Forno Campo de’Fiori, …

… uma loja de alimentos excelente, a Roscioli …

… e vários lugares pra comer, como o  Obikà.

# Na Via della Croce: tem 2 ótimas lojas de alimentos, a Focacci e a Fratelli Fabbi.

# A padoca Panetteria Romana, que fica no Trastevere. Experimente os pães de pistache e não se arrependerá.

# O sorvete na Giolitti. Não importa a temperatura exterior, simplesmente experimente.

# A Castroni, na via Flavinia. Antigona e faz você se arrepender de não ter levado 8 malas grandes (como se isto fosse possível!).

Aproveitamos um tempinho pra irmos conhecer e almoçar na pizzaria que o sócio indicou: a Al Leoncino.

É um programaço. O lugar é antiquissimo (que novidade!) e muito bem cuidado pela Nonna.

Incrível como eles conseguem tocar um negócio com tão poucas pessoas. Vimos o Nonno no caixa, a Nonna tirando os pedidos, dois pizzaiolos e mais ninguém. Isto numa sexta-feira, com a casa cheia.

Chegamos, fomos acomodados e a Nonna veio nos atender, perguntando qual pizza queríamos?

Como a intenção também era comparar, pedimos uma Margherita,…

… uma bruschetta de pomodorini

… e a Dé, adivinhem, uma caprese.

Tomamos um vinho branco Chardonnay Ville Ludos não muito qualificado e ficamos apreciando o ambiente.

A clientela é formada basicamente de romanos, o que já é um bom sinal e a pizza é excelente, um “pó” úmida no centro e crocante nas bordas.

Como tínhamos pressa, não pedimos sobremesa. Mas ainda conseguimos conversar com a Nonna, que ficou toda feliz quando dissemos que éramos do Brasil e portadores dum abração da familia Loguercio (além da merecida gorjeta que demos).

E abaixo, o devido resumo das enotecas que visitamos, já que estes lugares são bem legais pra tanto experimentar queijos, frios, comidas ligeiras, quanto pra provar bons vinhos em taças:
‘Gusto – um lugar muito bom que na verdade é mais do que uma enoteca.

Antica – esta é bem antigona mesmo, mas com uma comida de qualidade.

Cul de Sac – talvez a comida menos boa que experimentamos neste percurso. Ao menos, é bem perto da Baffetto. rs

Corsi – esta é tipicíssima e dependendo da mesa, você come quase que na rua.

Cavour 313 – os pratos de formaggio e salumi foram espetaculares.

Palatium – modernosa e com uma tábua de frios muito boa também.

Il Chianti – esta é imperdível e melhor, ao lado da Fontana di Trevi.

Pra finalizar, chegamos ao término da Operação Baffetto. Já no hotel, transformamos as duas caixas de papelão numa só pra armazenar as duas pizzas.

Daí pra frente, foi colocar na mala, passar pela alfândega, ligar pra Re, esperar anoitecer em Ferracci, esquentá-las no forno e comer em família.

Isto mesmo; pizzas da Baffetto sobrevivem muito bem a viagens transoceânicas.

A família toda agradece e já temos os planos montados pra fazer a mesma coisa com as Millefeuille do Lenotre.

Arrivederci.

Acompanhe todos os outros dias desta viagem:
Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.
Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?
Giorno Diece – Roma – Itália – Cozinhando no Trastevere; comendo pizza na Baffetto. Enfim, um dia perfeito.

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dcpv – giorno diece – roma – itália – cozinhando no trastevere; comendo pizza na Baffetto. enfim, um dia perfeito.

16/11/2011

Giorno Diece – Roma – Itália – Cozinhando no Trastevere; comendo pizza na Baffetto. Enfim, um dia perfeito.

Pronto, agora eu já posso dizer, mesmo porque amanhã é o último dia. Foram 10 dias consecutivos de sol a pino. Com frio, tá certo, mas muito sol.

E hoje tínhamos reservado um dos passeios mais esperados de todo o tour: uma genuína aula de culinária italiana. Mais precisamente, de culinária romana.

Zarpamos cedo pro Trastevere, no restaurante Le Fate, onde o chef Andrea nos esperava na porta.

É claro que reclamando do nosso pequeno atraso (incrível como os italianos são aparentemente mau humorados e ao mesmo tempo, muito divertidos).

Toda a turma estava sentada na mesa aguardando instruções pra começarmos. Instruções dadas, passamos pra execução dos trabalhos.
A idéia toda é voce aprender a fazer uma refeição completa e romana.

Na lista, flor de abobrinha frita e recheada; tagliolini com alcachofra; escalopini com pomodorini e rúcula e torta de ricota com pera.

Enfim, todo mundo trabalha bastante. Iniciamos pela sobremesa: enquanto uns faziam a massa, outros batiam a ricota e outros (no caso, eu e a Dé) descascavam as peras.

Mais um mis-en-place foi feito; o das flores de abobrinha (belas flores, não?)

Todas seriam recheadas (ops) ou com uma fatia de beringela e muçarela; …

… ou com prosciutto e a mesma muçarela.

E depois de passadas numa massa composta por farinha de trigo, água mineral com gás e cerveja; fritas.

Seriam acompanhadas por uma pasta napolitana de tomates frescos.

Até aqui, o grupo todo (que era formado por 2 neozelandeses, 2 ingleses, 6 americanos e 2 ferrazenses) se divertia muito.
É interessante ver como a gastronomia une as pessoas. Eu investiria neste tipo de turismo.

Continuamos a aula, aprendendo como se limpa uma alcachofra. E esta atividade foi feita por todos, já que faríamos um fetuccine com carciofi e porchetta.

Eis o passo-a-passo: retire as folhas externas até que só restem as de um tom verde-claro. Corte o cabo até sobrar aprox 10 cm e descasque-a totalmente até a (inclusive) base. Passe limão pra que não escureça.
Corte as folhas que sobraram pra que fiquem com um formato quase cônico. Parta ao meio e corte em pedaços. Deixe de molho em água com limão.

Neste momento aconteceram várias coisas ao mesmo tempo: enquanto alguns cortavam tomatinhos, outros refogavam as peras, outros fritavam as porchettas, outros (no caso, eu) fritavam os bifinhos, outros limpavam as rúculas ou seja a preparação toda estava em curso.

Faltava o ponto alto da aula: aprender a fazer a legítima pasta italiana.

A receita como sempre é muito simples; pra cada 100 g de farinha, 1 ovo.
O formato de execucão é um pouco diferente do nosso. Você faz um buraco no meio de, por exemplo, 1 kg de farinha e joga lá dentro os respectivos 10 ovos e um pouquinho de sal.
Com um garfo, enquanto bate os ovos (pra incluir ar e deixá-los mais leves), vai acrescentando a farinha da borda aos poucos.

Quando toda a farinha estiver misturada aos ovos, aí entrarão em ação os instrumentos ideais: as mãos.
Após sovar bastante, a massa estará pronta pra ir pra máquina.

Foram montadas duas delas e cada casal fez um pedaço. Modéstia a parte e com o know how da Dé, fizemos sucesso.
Daí pra frente o processo é quase que o mesmo. Passa-se a massa na máquina na posição 1 até que ela tenha uma textura boa e logo após (aí temos uma novidade), vá direto pra posição 6.

Corte-a em pedaços do tamanho do macarrão e passe novamente na máquina com o formato que escolher.

Agora é deixar descansar um pouco e um outro pulo do gato é colocar bastante semolina no macarrão já pronto.

Daí pra frente era só finalizar as receitas. A alcachofra foi frita junto com a porchetta e alguns dentes de alho inteiros.

Os bifinhos foram adicionados aos tomatinhos refogados e finalizados com bastante rúcula.

Fomos todos nos lavar (dá pra imaginar o estado de cada um, né?) e sentar a mesa pra comermos a nossa lição de casa.

O chef Andrea fritou as flores (que na verdade eram de abóbora) e a esposa dele, a Erica, ajudou a organizar tudo.
Quase todos optaram pela harmonização de vinhos do Lazio proposta por ele e um ótimo espumante Malvasia Frascati foi servido (este abaixo é o da sobremesa).

As flores estavam muito saborosas e gostamos mais da que continha prosciutto.

Neste momento, todo mundo foi pra cozinha de novo, já que era hora de cozinhar a nossa pasta.
A água salgada estava fervendo e o chef colocou o macarrão por apenas 30 segundos. À massa que estava fresquíssima, se juntaram as alcachofras e a porchetta.

E o secondo ótimo prato foi montado pelo chef e servido.

Absolutamente delicioso e mais al dente, impossível.

Chegou a vez do Stracetti. E ele veio no melhor estilo italiano; em travessas.
A Dé  não comeu nada, mas conseguiu disfarçar. Não foi o caso do restante da mesa, eu inclusive, que praticamente devorou este prato tão tipico.

Chegou a hora da sobremesa e praticamente das despedidas. Foi aí que o casal de Washingtons DC nos perguntou sobre a viagem e qual teria sido o highlight dela?

Pensamos bastante e indicamos o passeio pra Viterbo/Civita e a descoberta do processo de feitura do azeite. Passamos o email do Alessandro e comemos a excelente torta de peras. Que veio com uma surpresa: em pratos individuais com o respectivo nome de cada um dos participantes. Muito simpático e além de tudo, aproveitei pra comer a Dé! :).

Esta aula é um programa a ser feito por quem gosta de gastronomia italiana, já que você põe literalmente a mão na massa e desfruta de 5 horas de puro divertimento e novos conhecimentos, além de ter certeza que a Itália, especialmente Roma, é o lugar mais gastronômico do mundo, né Andrea?

Como já eram 15:30 hs, o negócio foi pegar um taxi e voltar pra região do hotel, onde faríamos algumas pesquisas de compras.

É claro que as coisas por aqui são muito caras, especialmente as de grife. Mas mais incrível é a quantidade de pessoas, especialmente as asiáticas, dispostas a gastar o seu rico dinheirinho em brands como LV, Gucci, Valentino, Prada e outros menos votadas.

Nós sempre optamos (a menos que estejamos em Miami) por procurar marcas locais e/ou que não tenham representação no Brasil. E aí concentramos esforços em achar coisas muito interessantes. Todo este prólogo pra dizer que a temporada de compras, especialmente as de alimentos estava aberta.

Dado este giro, nos preparamos pro jantar que seria de gala.
E que lugar mais indicado estando em Roma do que a pizzaria Baffetto?

Nos arrumamos e partimos a pé pra nossa empreitada. Mesmo porque é deste jeito que se conhece Roma.
Vimos o Pantheon …

… e a Piazza Navona iluminados pela última vez nesta viagem, além de passarmos pelo Palazzo Madama onde o superMario mostraria os seus planos pra enterrar a era do bunga-bunga na Itália.  Finalmente, chegamos a Via Del Governo Vecchio.

Pra variar, tinha fila pra entrar. E estávamos ao lado dum casal de coreanos.

Não precisa nem dizer que sentamos juntos na mesma mesa. E nos divertimos muito, apesar de um não ter nem idéia de como se comunicar na língua do outro. Tivemos mais uma surpresa: os próprios sra e sr Bafetto estavam “on the house”.

Os pedidos foram os mais corriqueiros possíveis: uma Margherita pra Dé (que jurou que desta vez comeria inteirinha) …

… e eu inovei pedindo uma de Salame, que nada mais era do que uma Margherita com o acréscimo de exatas 8 fatias de um embutido bastante apimentado.

Tomamos meia garrafa dum Brunello Banfi (sempre ele) …

… e enquanto nos preparávamos pra comer a melhor pizza do mundo (na modesta opinião da família, Re inclusa), dava pra prestar atenção em tudo.

Na satisfação de todos que estavam por lá, na cara de bravo dos pizzaiolos (por sinal os mesmos quando viemos em 2007), …

… na “malandragem” dos garçons que são bem treinados pra representarem o mau humor dos romanos (ou será que nem precisam de treinamento? rs), do respeito que os clientes tem às regras da casa (todos esperam fora da pizzaria e em fila) …

… das piadas que acontecem (imagine que um cliente foi entrando direto, sem esperar no lado de fora. O organizador do salão, uma figuraça, gritou: due minutini! E mandou o sujeito sair. O cliente simplesmente disse: buonasera. E todo mundo caiu na gargalhada! Mas não pensem que ele foi embora. Quando olhamos de novo, lá estava ele na fila …)
Bom, as pizzas chegaram, nós as comemos e pedimos um Tiramisu,…

… enquanto iniciávamos a nossa grande empreitada. Iríamos importar as pizzas da Baffetto.

A nossa cliente número 1, a Re, fez a encomenda e não poderíamos privá-la deste prazer.
O primeiro passo foi pedir 2 Margheritas pra viagem e depois, bem, depois pensaríamos em como fazer pra levá-las pra Ferraci di Vasconcelli.

Bom, este é um problema pra amanhã. Depois eu conto se deu certo!
O único arrependimento foi não ter pedido um autógrafo pro sr Baffetto. Fica pra próxima.

Voltamos felizes pro hotel andando, com as pizzas na mão e com a Dé informando pra Re, via telefone, que a operação Baffetto estava em andamento.

Arrivederci.

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Giorno uno – Roma – Mucho gusto. Molto ‘Gusto.
Giorno due –Roma – A primeira (e a segunda, e a terceira, e a enésima) vez na Pizzerie Bafetto a gente nunca esquece.
Giorno Tre – Roma – Itália – Aquarela do Brasile nos jardins do Vaticano.
Giorno Cuatro – Roma – Itália – A biga moderna.
Giorno cinque – Roma – Itália – Mamma mia na terra dela mesma.
Giorno Sei – Roma – Itália – Ben (o) Hur(so) amico.
Giorno Sette – Roma – Itália – Campo de Fiori, frutas, legumes e verduras, além de queijos e massas.
Giorno Otto – Roma – Italia – Io sono un po’ ubriaca.
Giorno Nove – Roma – Itália – Você conhece Viterbo? Civita? Como se faz um bom azeite?

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