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dcpv – família, ê. família, a. família.

13 a 14/09/2014

Família, ê. Família, a. Família.

Se fosse definir a mim mesma com três palavras, certamente seriam família, amigos e Minas. Por isso estava tão feliz no sábado. Reuni família e amigos em torno da comida mineira.
Na família eles eram conhecidos como os amigos de São Paulo e Brasília. Ou os amigos do blog de gastronomia. Difícil, nesse caso, era explicar como cheguei a um blog de gastronomia. Eles conheciam minha família pelos casos que contava em nossos encontros ou nos textos que postava no blog.

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Este é o início de um depoimento que a Adriana, a Drix, deu no facebook pra explicar o que ela sentia quanto ao mais novo encontro desta nossa eclética turma.
E desta vez seria num final de semana em BH, iniciando num ótimo almoço mineiro e familiar.

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Chegamos todos juntos (a Dé, eu, a Regina e o Mingão de SP e a Lourdes e o Eymard de Brasília. Infelizmente, nem a Sueli e o Jorge e nem o Deo puderam comparecer).
Nos aboletamos nos nossos bons quartos no hotel Promenade Toscanini e fomos direto pro almoço.

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Chegamos e naturalmente nos enturmamos com a família da Drix.
E vimos os que pareciam personagens, tamanha a quantidade de informações e causos que tínhamos deles, irem aparecendo na nossa frente.

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O que falar da D. Cecília, a simpaticíssima mãe da Drix?
E da famosa tia Querida, que em alguns casos é justamente chamada de Tia Deliciosa?
E a Tia Celinha, uma figuraça daquelas carimbadas e que só carregam bom humor pra onde vão?

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Foi um verdadeiro desfilar de grandes pessoas e que fizeram com que tudo fosse mais do que especial, inesquecível.
É claro que a comida foi um dos elos de todo o encantamento.

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As moelas (ou seriam moelás?) que quase nenhum dos nossos previamente gostavam (com exceção deste que vos escreve), mas que todos comeram muito.
Até a Dé arriscou um pouquinho de pão com o encorpado molho que as acompanhava.

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E o saboroso pão de queijo? As linguicinhas?

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As mandiocas fritinhas, crocantes por fora e macias no seu interior?
Tudo estava absolutamente sensacional!

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Ainda mais acompanhados por uma boa invenção do nosso sommelier brasiliense que indicou um espumante rosé Luis Pato que sorvemos com muito prazer.

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A esta altura, todos éramos somente ouvidos para as histórias que a D. Cecília e a Tia Celinha contavam alternadamente e que nos davam tanto prazer, quanto a quantidade de risadas que dávamos.

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Parecia brincadeira, mas elas eram ainda melhores do que tudo aquilo que a Drix nos descrevia.
Em algum momento, teríamos que almoçar. E que almoço!

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Feijão tropeiro, lombinho, …

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Mais um montão de reminiscências deliciosas (assim como a comida) e estávamos prontos pra encarar a mesa de doces. Queijo da Serra da Canastra, doces de leite e de goiaba. Hummmmmm!

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Olha, foi difícil nos tirar de lá. Mesmo porque a esta hora já éramos da família, éramos os “mesmos” que vão sempre a estes encontros que realmente podemos chamar de familiares.

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O que sobrou no restante deste dia, quase noite?

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Irmos a Taberna Baltazar tomar litros e mais litros de água, além de comer bolinhos de bacalhau e uma batata frita.

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No domingo pela manhã, tomamos café com a presença ilustre do Riq e do Nick (VnV) e com exatamente um dos ídolos das matriarcas da família da Drix, o Giovanne do vôlei (vou pedir pra Drix contar a história do mundial da Argentina. Esta também é muito boa).

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Logo depois, demos uma inevitável passada no sex shop mineiro, o Verdemar

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… e fomos conhecer o Mercado Central de BH.

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Aproveitamos pra experimentar (e não aprovar, com exceção do Mingão) o prato típico dos bares de lá: fígado acebolado com jiló.

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Dali, rumamos pro almoço, que foi no restaurante A Favorita. Ainda estávamos com a festa de sábado nos nossos cérebros (e estômagos) e resolvemos experimentar somente o couvert e pratos principais.

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Risotto de cogumelos frescos, azeite trufado e queijo pecorino, …

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… Lombo de bacalhau com cebolada, tomates e azeite picual, …

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… Spaghetti com frutos do mar, …

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… Linguado ao molho cremoso de ostras com alho poró  …

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… e Ravioli com mozzarella de búfala, tomate e manjericão.

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Estes foram os pratos corretos que pedimos, além dum vinho branco argentino, o Torrontés Colomés.

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Pra adocicar tudo, duas sobremesas e sete colheres. Um canudo de mascarpone com sorvete de baunilha e calda de frutas vermelhas…

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… e uma Mousse de chocolate com tudo de chocolate.

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Daí pra frente, só a correria de chegar em tempo no aeroporto e embarcar de volta pros nossos lugares de origem.

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Sábado, em volta da mesa mineira, estávamos todos: família e amigos. “Os mesmos” dessa vida, acrescidos “dos mesmos” de vidas passadas, como disse Débora. Não comi moela, mandioca frita ou o feijão tropeiro. Mas alimentei minh’alma de alegria.

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É Drix, nós nos alimentamos de todas as formas.

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E espero que não demoremos tanto tempo pra ter estas recargas de felicidade.

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Inté o próximo ISB.

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dcpv – 3º isbh – conexão xaparis, a vingança final

15/03/11

3º ISBH – Conexão Xaparis, a vingança final.

Último dia em Belô (que me desculpem os mineiros, mas eu tinha que dizer isso).
Último dia dum encontro duma turma bacana, divertida, harmoniosa e muito, mas muito entrosada. Volto a dizer que parece mesmo que fomos muito íntimos em algum lugar do passado (uau, isto ainda vai dar um bom filme e do Woody).

Acordamos até que cedo depois daquela esbórnia butequística e fomos tomar café no hotel contando com a presença ilustre da nossa coordenadora turística, a Drix. Louve-se que ela se esforçou ao máximo pra que tudo acontecesse da melhor maneira possível.
E nós aproveitamos pra ficar “garradim” a ela, sô!

Esta manhã seria corrida, pois iríamos fazer um big citytour terminando com almoço de despedida com convidado ilustre e tudo o mais.

A van chegou no horário (eu tô falando que o trem era organizado) e zarpamos pro Belvedere.

Tudo pra ter uma vista imperdível de toda BH e …

… tirarmos mais uma foto oficial do nosso grupo.

E não é que um urubu que escolheu a cabeça da Regina, a mão da Lourdes e o meu braço pra fazer o “serviço” deixou tudo mais engraçado ainda? Dizem que dá sorte, né?

Passamos rapidamente pela famosa rua que quando sobe, desce; quando desce, sobe …

… e  pelo centro da cidade com direito a devaneio pela Praça da Liberdade, …

… a obervação de obras do grande (e redondinho) Niemeyer  e …

… rumamos pra região da Pampulha, onde além de vermos rapidamente o quão bacana é o entorno, …

… visitamos a Igreja São Francisco de Assis projetada pelo (oh, que novidade) Niemeyer.

Estávamos atrasados pro almoço no sensacional Restaurante Xapuri, …

…. um representante legítimo da genuína comida mineira.

É claro que fizemos questão de conhecer pessoalmenten a D. Nelsa, a grande dama da culinária mineirim e proprietária deste lugar tão aconchegante.

E no nosso caso especificamente, vimos pela primeira vez pessoalmente, a Lina do Conexão Paris, aquele blog maravilhoso que tanto ajuda a todos os que queiram saber tudo sobre a nossa cidade, a cidade-luz (as dicas e os guias dela foram preponderantes pro sucesso de todas as nossas viagens pra lá).

Com toda esta turma fantástica iniciamos o que seria um verdadeiro tour pela gastronomia mineira, aquela que você espera saborear quando está por lá.

Torresmos em profusão, …

… couves e ora-pro-nobis refogadas…

… carnes de porco que mais pareciam estar dançando can-can (alguma coisa a ver com Paris?), …

… pratos bonitos e saborosos. Era a representação do verdadeiro Espírito de Minas.

Era de verdade,  uma reencarnação dos banquetes coloniais e por incrível que pareça, o melhor ainda estava por vir: as sobremesas.

Todas oferecidas com grande variedade e num ambiente separado com direito a escolha individual. São doces e mais doces.

Cocadas, pés-de-moleque, brevidades, compotas de tudo o que é tipo, …

… enfim, um verdadeiro (doce) deleite.

Chegamos ao final da nossa maratona mineira. Despedidas, promessas e daí pra frente, seria ir direto pro aeroporto, embarcar e voar enquanto o Timão tomava na cabeça no campeonato paulista (oh! que novidade).

No mais é agradecer a Drix pela recepção fantástica e deixar em aberto aquilo tudo que ela, mineira orgulhosa que é, queria nos mostrar.
Por sinal, nos mostrou todos os graus da mineiridade.

Certamente ficamos encantados com tudo e aproveitaremos a próxima pra conhecermos intimamente os outros “trocentos” botecos que não vimos desta vez.

Quem sabe com o time completo, né Sueli e Jorge?

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dcpv – 3º isb em bh – as epopéias eymardianas.

13 a 15/03/11

3º ISB em BH – As epopéias eymardianas.

N.R. – E lá vamos nós com  mais um relato sobre o encontro da turma dos sem blogs, o famoso ISB. Neste caso, o  e teremos a versão bastante lírica do encontro com a ótica do sócio Eymard. Aproveitem e que “lo disfrute”.

Sou mineiro de nascimento. Mas as Gerais são muitas e só fui (re)conhecer Belo Horizonte, adulto. Estávamos em BH quando recebemos a confirmação da gravidez da Lourdes. À caminho, nosso filho mais velho. Seria isso um sinal?

O ISBcomeçou, para nós, um dia antes. Por compromisso profissional passaria parte da sexta feira em Belo Horizonte. União do útil ao agradável. Embarcamos na noite da quinta-feira. Chegada tranqüila. Vôo no horário. Hospedagem no hotel e … uma linda caixa no apto:  Lourdes, olha! O hotel nos deixou uma caixa de cortesia. Não era do hotel! Era a delicadeza de Adriana deixando mimos de boas vindas.

Vamos sair ou comer no próprio hotel? Vamos sair! Adriana escolheu o Baltazar. Escolha perfeita! Lugar bacana, um clássico aconchegante!  Bolinho de bacalhau de entrada e um delicioso arroz de bacalhau para os três. Na mesa ao lado um grupo de arquitetos e professores da PUC de Poços de Caldas. Lembro dos meus bons tempos de Poços de Caldas e de pessoas muito especiais que conhecemos lá. Mandamos um beijo para a Teresa Cristina e nem sabia que Teresa estava mesmo precisando do carinho desse beijo. São sinais? Não sei!

Sexta-feira. Vou para o meu compromisso profissional, enquanto Lourdes vai conhecer os museus ao redor da Praça da Liberdade. Frustração. São abertos ao público somente depois das 12 horas. O passeio pela praça, no entanto, valeu a manhã. Marcamos de nos encontrar, inclusive com Adriana, para almoçar no Parrilla del Patio no Shopping Pátio Savassi. Excelente o buffet e as carnes do local. Pratos generosos que degustamos com calma na gostosa companhia da Adrix. Como não poderia deixar de ser, fizemos um brinde aos presentes e ausentes.

Passeando pelo Shopping, olha o que eu encontrei! Uma exposição de antigos modelos de bicicleta. Volta ao passado: minha primeira Tigrão!! Eu achava que ela era enorme…..e sabe que não é? Seria outro sinal?

Depois do almoço pegamos o carro no andar roxo, que descobrimos ser verde (coisas de Minas) e fomos até o apartamento da Adriana. Local agradável. A cara dela. Com todas as referências de ontem, de hoje e de sempre! Cada coisa tem lá o seu lugar! Livros, fotos, ímãs de geladeira; uma máquina de costura Singer … nada está ali por acaso. Nem ao abandono!
Exceto … o fogão! Lembrou-me o “Ford Corcel” sempre novíssimo de um tio. Nunca saia da garagem e estava sempre limpo e brilhando. Prometi revelar e aqui revelo. A prova definitiva da falta de uso do fogão: o fio que o liga à tomada estava solto e Adrix teve uma certa “dificuldade” para dizer onde era a tomada.

Voltamos ao hotel para nos preparar para outro encontro. Agora com Adriana Pessoa e Márcio. Conhecemos Adriana Pessoa por intermédio do Conexão Paris e desde então, trocamos inúmeros pitakos. Por sugestão dela fomos a Casa Bonomi. Um belo lugar, na Avenida Afonso Pena, miolo da Savassi. Foi reconhecimento à primeira vista. A intimidade virtual ali materializada num encontro de velhos amigos. Transbordamos assuntos e trocamos nossas mineirices com a maior naturalidade. Poderíamos ficar ali horas proseando prazerosamente. A certeza é de que ainda vamos nos ver mais vezes!

Adriana e Márcio fizeram questão de nos levar até o Verdemar. Oportunidade também para conhecerem, ainda que rapidamente, toda a turma. Aí sim, começaria oficialmente o ISBBH. Encontro rápido e (re)encontro de toda a turma, ops, menos de Sueli e Jorge que, a esta altura todos já sabem, não puderam ir por motivo de força maior.

O Verdemar é tudo o que dele já se falou e mais. Desde a primeira vez que lá estive com Adriana para avaliar as “locações”, percebi a singularidade do local.  Passamos, sem delongas, para as degustações: pães, bolos, queijos. Ah, os queijos … Compramos e me arrependi de trazer um só. E chegamos ao creme de milho. Humm, àquela altura pareceu-nos um néctar dos Deuses. O que aconteceu depois? Bem, o meu ficou estatelado no chão. Estava prestes a pagar quando uma senhora esbarrou no meu braço e jogou longe a vasilha!!! Os demais? Não há notícias de que tenham devorado a iguaria até o final do ISB. Moral da história: se você não for o dono do supermercado, acredite, não vá com fome!

Dois espumantes para brindar na casa da Adriana. Vecchio Sogno para o jantar. Inhotim no sábado, logo cedo. Todos os segredos destes encontros, já devidamente revelados.

Caminho para Inhotim. Na direção, simpático motorista nos revela segredos de Minas. Adriana não acredita em GPS e desenha um mapa para auxiliar nossa chegada na Portaria A da PUC. Na hora marcada está lá. Elegantemente de chapéu à nossa espera. Rumo a Inhotim. No caminho uma cena me lembra “Sob o sol da Toscana”. Uma senhora coloca flores numa “capelinha” de beira de estrada. Estaria ali todos os dias? Um vez por semana? Que lembranças ela carrega? A estrada continua e sucedem cenas e flash’s. Mexeriqueiras carregadinhas; crianças brincando no quintal de terra; pessoas sentadas nas portas das vendas; no quintal de uma casa vejo que preparam bandeirinhas para enfeitar uma festa que acontecerá. Vejo a cadeira vazia ao pé da árvore à espera de alguém para amarrar o cordão! Gente simples que cumpre sua rotina e leva a vida. A saboreia?

Inhotim contrasta com o que vi no caminho. Ali é um outro mundo. A cada visita a certeza de que tudo só depende de nós. E dos nós a desatar. Ainda teremos o caminho de volta, atravessando Brumadinho!

Descemos no Estabelecimento. Bolinho de arroz com jiló e pescoço de peru.  Simples e delicioso como nosso encontro até ali. Sentados debaixo da mangueira, nos refazendo da maratona, parecemos crianças à espera daquela festa que estava a ser preparada no caminho de Inhotim!

E ainda teríamos ronda de botecos. Terminamos a noite no Oratório. Ó Deus salve o Oratório….Ó Deus salve o Oratório….nosso fundo musical, que deveria ser Lô Borges ou o pessoal do Clube de Esquina, foi todo costurado pelas músicas chamadas “brega” dos anos 60 a 80. O que insiste em nos remeter para nossa infância e adolescência?

Domingo da Graça. Adriana já estava à nossa espera para o tour final. Para desvendar um pouco mais dos mistérios de Belo Horizonte. Do topo do parc guell belorizontino à simplicidade das linhas de Niemeyer na Pampulha. Pelos olhos e mãos de Adriana pudemos desfrutar o mais sublime da capital mineira.   

Finalmente o almoço no Xapuri. Lina já nos aguardava. Um delicioso reencontro com quem, por vias transversas, reunira essa turma. Um blog, um post e alguns comentários depois, éramos amigos de infância.

A comida do Xapurié um espetáculo à parte e creio, ainda a ser revelado em detalhes de verve e fotos pelo Edu. De minha parte falo apenas de impressões. A comida mineira é substanciosa. Simples e verdadeira: o lombinho; a costelinha; o arroz branco bem soltinho; a couve finamente refogada; a crocância do torresminho … dois violeiros e a música que tocava todos os dias no final da tarde, no rádio do quintal da minha casa, na infância: moda de viola. Chorada. Sofrida. Milionário e José Rico:

 “… Este é o exemplo da vida,
para quem não quer compreender:
Nós devemos ser o que somos,
ter aquilo que bem merecer…”

Hora da despedida. De Lina, de Belo Horizonte, de Adrianas. Adriana segue conosco para um até breve no aeroporto.  

Voltando ao começo. Aos sinais. Querem dizer alguma coisa? Talvez pura coincidência. Percebo, durante o vôo de volta, que Minas nunca saiu de dentro de mim. A carrego para todos os lados. E sei agora, que ela representa um vínculo profundo de vales, montanhas e contrastes. Traço simples,  generoso, humano … Como nossa amizade construída de reconhecimentos! 

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dcpv – belo horizonte – 3º isb – a visão do mingão. ou melhor, o som.

13 a 15/05

Belo Horizonte – 3º ISB – A visão do Mingão.  Ou melhor, o som. (by Mingão)

Nota da RedaçãoConforme o anunciado, continuamos com a apresentação dos posts sobre o 3º ISB, o Inter dos Sem Blogs que foi realizado na capital mineira. Desta vez, teremos a visão, melhor falando, a sonorização de como foi o encontro desta turma bela e fagueira na Capital das Alterosas no entender do Mingão. É a primeira vez que ele escreve por aqui, apesar de todos já conhecê-lo pelos seus estrepitosos comentários, especialmente os vinícolas.
Usando uma linguagem conhecida por ele: Mingão; tá no filóóóóóóó! 

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica,
Me  dê um abraço
Venha me apertar
Estou chegando (Milton Nascimento)

E  graças ao mundo virtual lá estavamos nós, Regina, eu, Dé e o Edu viajando para Belo Horizonte, para matarmos a saudade dos amigos que agora se tornaram reais  e para conhecermos um pouco dessa grande cidade que para todos era uma desconhecida.

Foi por medo de avião
Que eu peguei pela primeira vez
Na sua mão  (Belchior)

Eu, pra variar, passei o voo inteiro morrendo de medo, mas a chegada em Confins foi tranqüila (o lugar faz juz ao nome ). Depois de 40 minutos de taxi já estávamos bem instalados num hotel na Avenida Afonso Pena, onde recebemos as boas vindas do Eymard e da Lourdes, que já estavam por lá.

Rapidamente estávamos prontos para conhecer o Verdemar, um supermercado que mais parecia o sex shop (para quem não sabe  o apelido do Santa Luzia) onde encontramos a Drix (nossa cicerone e querida amiga) para fazer pequenas comprinhas como espumantes, queijos e pão de queijo que seriam os abre-alas das nossas incursões etílicos-gastronomicas na noite de BH.

Champagne per brindare um incontro
Com te chi gia era di un altro (Peppino di Capri)

Lá fomos nós conhecer o restaurante Vecchio Sogno, um verdadeiro italiano em plena capital do pão de queijo, que faz valer as duas estrelas da Quatro Rodas, num jantar corretíssimo.

Amanhã de manhã
Vou pedir o café pra nos dois (Roberto Carlos)

Na manhã seguinte, depois de um lauto café da manhã, já estávamos feito colegiais prontos pra embarcar numa van e partirmos para Inhotim.  Antes passamos na PUC para embarcar a nossa professora Drix, que nem num sábado pela manhã abandona a sua missão de educar.

Lá fomos nós conhecer um lugar mágico, um jardim botânico cercado de obras de artes, instalações que falam por si só, que nos levam a lugares mágicos, estranhos, profundos,  as vezes fáceis , as vezes difíceis de se entender, mas sem dúvida, belos  e imperdíveis; sem contar um ótimo almoço num dos vários restaurantes do lugar que nos serviu um buffet imperdível num lugar agradabilíssimo.

O piquenique foi bom,
Mas, a volta é que foi tão triste (Wanderley Cardoso)

A volta foi realmente típica de colegiais, todos dormindo menos eu que não parei de falar com o motorista sobre futebol (Atlético, Cruzeiro, Corinthians e etc); porém um pouco antes de deixarmos a Drix em sua casa para voltarmos ao hotel, não é que o Eymard já desperto avista um legitimo pé-sujo (para quem não sabe, boteco simples, mas cumpridor) com uma tremenda fila na porta e incontinenti grita ao motorista, parafraseando a Wanderléa:

Por favor
Pare agora

E adentramos num boteco de primeira com uma pinga esperta (engasga-gato), cerveja geladíssima, bolinho de arroz com jiló  e um pescoço de peru de se comer ajoelhado. É claro que a conversa corria leve  e solta. E o melhor; o nome do bar era Estabelecimento .

A noite vai ser boa
E tudo vai rolar (Brylho)

Depois do primeiro, já estávamos de novo a postos para conhecer outros botecos. Antes, uma passada na casa da Drix para brindarmos com espumante que a noite era uma criança.

Depois de uma rápida passada no Pé de Cana(sim, é o nome do bar) que se mostrou meio decepcionante (talvez, pela lotação), fomos ao  Bar Oratório (não é Mosteiro, né Eymard?), este também de prima e  nós todos cercados de loiras geladas e petiscos diversos, irmanados por uma amizade eterna que o meio etéreo nos concedeu.
Terminamos a noite num divertido “Qual é a Música” (que nos perdoe o nosso colega de auditório Sílvio Santos) onde cada um tinha que cantar os “top five” de grandes astros da MPB (Musica Popular Brega, inspiração desse post), em que o Eymard conseguiu lembrar grandes sucessos da Claúdia Barroso, entre eles o “Quem mandou você errar”.
No restante, foram só hits dos nossos grandes ídolos como Nilton Cezar, Gilliard, Martinha (Queijnho de Minas) e etc.

Meu domingo alegre vai ser
Pois pretendo sair com você
Hey, hey que dia feliz (Ângelo Máximo)

Manhã de domingo (que pena, como passou depressa), já estávamos novamente embarcando na van para o ultimo dia em BH que nos brindou com um  belíssimo sol e onde guiados pela nossa maravilhosa cicerone, fomos conhecer diversos lugares que nos encantaram como um mirante em que se avistava toda a cidade. Visitamos depois o Mineirão, o Mineirinho, o Palácio da Liberdade, a Pampulha (abençoados Niemeyer, Portinari e JK), terminando num almoço maravilhoso no Xapuri que nos ofereceu o melhor da culinária mineira e ainda contando com o auxílio luxuoso da presença da Lina do Blog Conexão Paris.

Já estava na hora de rumarmos  para o Confins, voltarmos para a nossa Sampa e trazendo no coração grandes momentos reais de uma turma que é virtual na maioria do tempo, mas, que a cada vez que se encontra, vive  momentos maravilhosos.

O importante é que emoções
EU VIVI (Roberto Carlos)

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dcpv – 3º isb – mar em bh? verdemar

13/03/2011

3 º ISB – Mar em BH? Verdemar

 É fomos pra Minas pra participar de mais um ISB. Seria o 3º.

Seria porque, por definição, um ISB é o encontro da mesma turma que participou da reunião inicial que foi realizada em SP.

Depois disso fizemos mais um, o 2º, em Brasília e neste intervalo, conversamos bastante pra marcar uma data que encaixasse na agenda de todo mundo.

Tudo definido? Quase, pois ainda tínhamos (na verdade, a Drix) que decidir o que fazer num final de semana em BH. Só tínhamos decidido que talvez seria o 1º ISB’.

Afinal, porque um ISB’?

Por que a Sueli e o Jorge (devido a alguns problemas particulares) não puderam comparecer. Ficamos desfalcados, mas como todo bom time, fomos pro jogo.
Que começou justamente na sexta quando a Regina, o Mingão  e nós embarcamos pra capital mineira. Fizemos um vôo TAM tranquilissimo, um checkinn mais tranquilo ainda no bom hotel Quality e zarpamos diretamente pra encontrar o restante da turma iessebensse no paraíso local da gastronomia, o Verdemar.

Antes, uma pausa pra mostrarmos o nível da organização driquisniana: presentinhos e mapas personalizados. A coisa prometia!

Voltando ao Verdemar, a Drix, que foi nos buscar no hotel, sempre teceu ótimos comentários sobre esta rede de supermercados. Seria e usando os termos apropriados, quase que uma ótima casa de massagens gastronômica! 🙂
 E tudo é absolutamente verdade, já que vários menus foram feitos através das receitas da revista de lá.

A Lourdes e o Eymard (que estavam hospedados no mesmo hotel) tinham ido encontrar com a Adriana Pessoa (ela é uma emérita pitakeira do Conexão Paris) e marcamos o meeting inicial no templo da gastronomia.

Que lugar! Tudo muito organizado com odores e estímulos visuais planejados milimetricamente pro consumidor comprar. E compramos.

Tudo coma mais alta qualidade.

Uma boa rotisserie,…

… uma ótima padaria (foi eleito pela Vejinha BH o melhor pão de queijo da cidade, algo como ganhar como melhor pizza de Napoli), …

… muitas novidades (como não se espantar com estes papéis higiênicos?), …

… uma seção de FLV de primeiríssima …

… e uma adega completa, onde compramos o nosso espumante português, o Aliança  “bruto” que seria tomado no apê da Drix.

Como prova de que o mundo é pequeno (vários Piselli, né sócio?), encontramos a Simone em plena adega. Ela sentou ao nosso lado naquele jantar na RS quando da ConVnVenção Carioca.
Foi mais um grande prazer deste final de semana. E olhe que ela aproveitou pra  nos dar várias dicas gastronômicas mineiras, entre elas, uma padaria onde o dono é um tipo de “bread nazi” (vide Seinfeld). Dizem que ele grita: No bread for you, sô! 🙂

Retornamos ao hotel prum banho rápido. Uma hora depois já estávamos conversando e brindando na cozinha mais limpa e pouca usada do mundo, a do apê da Drix. Taí o porque de desta vez, optarmos por conhecer os locais gastronômicos mineiros em vez de “cozinharmos”.

Ficamos um tempão conversando, dando muitas risadas e observando os detalhes do lugar, tais como a biblioteca clássica, de pedigree  e com uma “aura” muito legal (tudo esperado em se tratando da Drix. A Dé logo falou: taí um lugar que a Re gostaria de ficar. E eu retruquei: você também! )

Brindamos ao início do convescote e fomos jantar no Vecchio Sogno, o restaurante estrelado do chef Ivo Faria.

É um lugar bastante interessante com uma mistura muito eclética já que parece (ou pretende ser) um restaurante italiano, mas tem pratos bastantes contemporâneos e um jeitão mineiro, além dum certo provincianismo (até TV tem na espera!). O mais importante é qu ele tem comida de qualidade.

Sentamos numa mesa redonda (viu, Sueli!) e pedimos um montão de coisas do menu, enquanto sorvíamos o famoso gift do chef, um providencial caldinho de batatas com chips de pancetta …

… e um couvert bem competente.

Vinhos?  Um branco  Chardonnay St Ema Casablanca Chile pra todos …

… menos pro Mingão, que tomou um tinto Alamos Malbec …

… e pra Drix, a esperada bebida mais forte da noite: água! Tudo bem que depois ela compensou, pedindo uma limonada suíça!

O mulheril todo foi de massa. A Drix de garganelli a tre funghi e gamberetti, camarões fresquinhos pescados no mar que fica “agarradim” a BH.

A Regina de tordelli di muzzarella di bufala alla salsa di pomodori freschi aprofumo de la Sicilia. Um raviolão perfumado com limão siciliano.

A Lourdes de papardelle ao ragu d’agnello com profummo di olive secchi. Segundo ela, uma delícia!

A Dé dum macarrão “finim”, um tagliolini com pomodori freschi, pesto genovese, burrata cremosa e crocante de speck. Também muito bom com a massa fresca e al dente, uai!

Dos homens, só eu fui de pasta. Um ótimo e como não poderia deixar de ser, linguini de mare com profumo dell’horto.

O Eymard comeu um peixe, um linguado, o sogliola con spinachi alla fiorentina com crocante de amêndoas, purê de batatas gratinado com juliana de funcho, a famosa erva-doce (viu, sócio?). Ele comeu tudim, tudim!

E o Mingão descolou um excesso de bagagem ao pedir o Prato da Boa Lembrança,  um filé mignon com cama de batatas e espaguete de pupunha .

É claro que as sobremesas não foram esquecidas. Pedimos quatro e todo mundo usou a sua colher como bem lhe conviesse.

Creme brulée de baunilha, sorvete de queijo com coulis de goiaba, vulcanos de chocolate com sorvete de baunilha  e de doce de leite com sorvete de goiaba e creme de queijo. Parecia a Sicília.

Pronto, o encontro oficial de lançamento do 3º ISB (ou ISB’ , não importa!) aconteceu.

E da melhor maneira possível. Celebrando a amizade e a empatia que aconteceu com todos assim que se conheceram pessoalmente.

Vamos lá que amanhã tem mais.

Descobriremos Inhotim que é um certeza de divertimento. Ainda mais com esta turma reunida.

Inté.

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