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dcpv – dia settimo – itália – piemonte – cerveja piemontesa. tudo a ver?

20/02/2021 (vivido 16/11/2019)

Dia settimo – Itália – PiemonteCerveja piemontesa. Tudo a ver?

Hoje, nosso último dia inteiro no Piemonte …

… sobre a batuta do maestro Giuseppe Gerundino …

… parecia que seria meio estranho.

O tempo ficou no lusco fusco, …

… com neve remanescente do dia anterior.

Quer dizer, …

… sobrou muuuita neve.

O jeito seria tomar o tranquilo café da manhã do hotel, …

… pegar o nosso famoso busão do Giuseppão e …

… ir pra Birreria Baladin.

Sim, uma cervejaria piemontesa.

Ela fica em Piozzo.

A viagem foi tranquila e …

… quando chegamos, percebemos o tamanho, …

… a verdadeira dimensão de toda a coisa.

O Teo Musso, o pensador da cervejaria …

… sempre teve a ideia de criar uma bebida famosa.

E parece que realizou o seu sonho, …

… pois além da Baladin ser uma cerveja muito conhecida por todos …

… ainda conseguiu construir uma fábrica, uma filosofia muito interessante.

Senão, vejamos: todo o lugar é simplesmente admirável.

A casa principal, …

… a parte externa para shows, …

… o parque onde acontecem os churrascos no verão; …

… tudo tem um charme incrível.

Ele criou espaços internos muito bacanas, …

… tais como uma tremenda padoca, …

… um lugar só pra cafés …

… com uma máquina pra lá de especial, …

… um bistrô maravilhoso …

… que só abre aos domingos, …

… tudo muito bem decorado e …

… com extremo bom gosto.

Ainda tem mais uma sala só pra chocolates.

Todo mundo ficou aguçado.

Sem contar que cada abertura da construção principal …

… nos mostrava belos ângulos …

… deste maravilhoso lugar.

O tal do Teo é, na verdade, um gênio.

Passamos na lojinha só pra dar uma pré-olhada e …

… fomos fazer o tour pelos escritórios e linha de produção.

A parte burocrática, …

… se é que podemos chamar deste jeito, …

… é interessante demais.

Tudo parece muito mais um daqueles coworkings estilosos.

Logo depois, iniciamos o roteiro de visualização da produção propriamente dita.

Todo o circuito é muito bem definido.

Você inicia vendo os tonéis de aço e …

… os ingredientes que fazem com que uma cerveja seja boa.

Tudo continua com uma programação visual …

… muito interessante e super modernosa.

Passamos por uma sala onde havia um audiovisual …

… explicando a história do Teo e …

… das cervejas que curiosamente levam o nome de cada membro da família.

Daí pra frente, …

… foi um desfilar de formatos muito diferentes …

… de se fazer uma cerveja.

 E chegamos a experimentar alguns diretamente do tonel: …

… uma que parece um licor de rum e …

… outra que tem um sabor muito defumado.

Resumindo: algumas cervejas da Baladin

… não são exatamente as tradicionais loiras, mas sim, bebidas únicas que provém dela.

Continuo dizendo que o Teo sabe muito das coisas.

Finalizamos na lojinha, com a devida compra de algumas birras, …

… um espumante acervejado (tomamos na Nova Toscana e é muito bom), …

… um vermute própria e genialmente chamado de Beermouth e …

… diversas tranqueirinhas úteis.

Esta visita certamente foi uma das melhores que fizemos até agora, porque além de inesperada, …

… (confesso, jamais tinha ouvido falar da Baladin) nos mostrou como uma coisa feita com amor e …

… planejamento tem uma forte tendência a dar certo.

Saímos muito satisfeitos de lá.

Aproveitamos pra passear pelas cidadezinhas vizinhas e …

… curtir a paisagem bucólica que …

… a junção da neve com as videiras piemontesas …

… nos proporcionava.

Passamos por Monforte d’Alba; …

… resolvemos dar uma parada …

… em Serralunga d’Alba, …

… nossa velha conhecida, …

… pois nos hospedamos lá quando da nossa primeira viagem (com o Juscelino Maravilhoso do Piselli).

Descemos do ônibus pra subir até o castelo.

O caminho …

… até lá em cima …

… é extremamente bonito e …

… quando se chega ao belvedere, …

… o skyline todo …

… fica totalmente dramático e branco.

Tentamos encontrar algum lugar pra almoçar, …

… mas devido ao horário, mais de 14:30, …

… tudo estava fechado.

Resolvemos tocar pra Treiso e …

… depois do Giuseppe procurar bastante, …

… finalmente encontramos uma vineria, …

… a Vicino di Vino …

… que nos ofereceu uma sala da sua cave …

… pra comermos tábuas de frios e salames e …

… tomar um montão de Barbarescos.

Até uma Magnum nós experimentamos (tinha um retrogosto de jaca! 🙂 )

Tudo foi muito legal, especialmente o papo, …

… mas confesso que não me adaptei muito bem a este tipo de vinho, né Leila? Hahaha

Continuamos o passeio e …

… chegamos a Barbaresco, a cidade.

 Que é muito bonita e …

… que além de ter uma igreja católica muito bacana, …

… é a sede da vinícola do gênio Angelo Gaja.

Ah, também tem uma outra igreja …

… que caiu nas graças de todos. Amém! 🙂

Ela é um espaço para degustação de vinhos e …

… nos divertimos muito por lá.

Já era tempo de voltar pro hotel, …

… pois, ufa (e hic) , …

… tínhamos reservado uma outra degustação de vinhos na Banca del Vino, …

… a adega subterrânea do complexo do nosso hotel, …

… que é uma espécie de caixa da memória dos vinhos italianos.

São mais de 300 produtores …

… com aproximadamente 100000 garrafas guardadas.

É muito bonito e interessante!

Tomamos um Nebbiolo e um Barolo Icardi que nos mostrou o porque deste ser o rei dos vinhos piemonteses.

Olha, estávamos no limite, mas, ufa duplo, ainda tínhamos o jantar de despedida do grupo.

Iniciamos tomando um belo espumante Franciacorta que o Gabriel gentilmente nos proporcionou.

Aí chegou o cardo, o queridinho da Dé, com uma fonduta perfeita, acompanhado por um Nebbio Langhe 2017 Carlo Giacosa.

O primo foi ravioli del plin com sugo darrosto.

O secondo foi um ótimo scamone rosa di vitella com salsa bernaise e purê de patate, harmonizado com o Barolo, sempre ele, Cerequio 2012 Beni di Batasiolo.

A dessert foi uma pannacotta com vaniglia de Madagascar.

Ufa, triplo.

Chegamos galhardamente ao fim já pensando na despedida do grupo que seria amanhã …

… e justamente no Eataly Turim, aquele que sempre foi o maior sex shop que já conhecemos.

Uma pena que a viagem com esta turma tão bacana esteja terminando.

Se bem que, certamente, grandes momentos, recordações e amizades surgiram!

Arrivederci.

Veja os outros desta viagem glutona:
Dia primo – Itália – Milao/Piemonte – Em busca da trufa branca,o fungo perfeita!
Dia secondo – Itália – Piemonte – O verdadeiro giro com Giuseppe.
Dia terzo – Itália – Piemonte – Barolo, a terra dos Barolos.
Dia quarto – Itália – Piemonte – Em busca da trufa perdida. Ou melhor, do tartufo achado.
Dia quinto – Itália – Piemonte – Visitando uma vinícola e uma grapperia piemontesas. Ah, já viu como se abre uma forma de parmigiano?
Dia sexto – Itália – Piemonte – Dá pra comer caracol, ops, escargots?

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dcpv – dia sexto – itália – piemonte – dá pra comer caracol, ops, escargots? :)

13/02/2021 (muito bem vivido em 15/11/2019)

Dia Sexto – Piemonte – ItáliaPiemonte – Dá pra comer caracol, ops, escargots? 🙂

Com a mudança radical do tempo, a programação toda …

… do Giuseppe teve que ser modificada também.

Ele teve a ideia de antecipar o que faríamos no sábado …

… que constaria de visitas a Cherasco e …

… pra Asti.

Antes de mais nada, …

… o espetáculo que a neve nos proporcionou …

… foi mesmo inesquecível.

Imagine que tivemos visões da janela do nosso quarto que passaram por tempo nublado, …

… muito sol e …

… muita neve.

E imagine mais ainda que este mar branco …

… ainda tenha um leve nascer do sol contrastando?

Pois foi o que aconteceu, para nosso deleite.

Tomamos o nosso tranquilo café da manhã no hotel, …

… demos mais uma boa paquerada no visual …

… branco total (ê, ô) e …

… saímos pra conhecer as terras dos escargots.

É assim que Cherasco é conhecida.

Passeamos vendo a paisagem modificada …

… com a queda de toda aquela nevasca e …

… chegamos na cidade.

Cherasco é bem bonitinha …

… além de ser interessante.

Demos um giro rápido pelo seu centrinho, …

… ou seja uma rua …

… de ida e volta e …

… fomos direto pra Trattoria Pane e Vino.

Ele é totalmente especializado em lumache …

… que nada mais é do que …

… caracol (lesma chic?) …

…  ou melhor ainda, escargot.

Faríamos uma experiência de imersão total.

Primeiramente vimos como seriam preparadas as entradas que comeríamos.

Uma, caracóis (escargots?) gratinados com creme de leite e salsinha, …

… um prato essencialmente francês. Uh, la, lá!

A outra, lumachi (escargots?) com ervas, alho e manteiga.

Ficamos um tempo na cozinha e logo …

… fomos nos sentar para o almoço propriamente dito.

Tomamos um bianchetto Anas Cëtta; …

… degustamos as duas entradas.

Por enquanto, tudo muito bom e digerível..

Logo depois, veio um basiquíssimo Tajarin 30 Rossi com ragu de caracol (pra Dé, a sortuda, gnocchi).

É quase que um spaghetti ao vôngole, só que com escargot. 😦

Tomamos um tinto Massimo Rivetti e tudo ainda estava bem.

Aí se iniciou o martírio.

Os caracóis com tomate vieram em profusão e …

… pior, com os seus intestinos acoplados (vou pagar os direitos de imagem em escargots! 🙂 ).

Nem o ótimo rosso Barbaresco conseguiu disfarçar a …

… minha insatisfação com o sabor meio estranho dos tais moluscos, especialmente do seu aparelho digestivo.

Graças ao bom Senhor a sobremesa chegou (e nem era jaca! rsrs)

Um dulcíssimo semifreddo ao torrone e moscato …

… que foi acompanhado com um Passito (calma aí que é um vinho doce. Ainda não estávamos dançando!).

Resumo de tudo: o almoço foi bom (mesmo porque a companhia era super agradável), …

… mas, na minha opinião, certamente seria melhor se não fosse totalmente composto por escargots.

Ou seja, realmente não nascemos pra comer estas “iguarias”.

Mas a diversão do grupo todo, …

… chefiada pelo Giuseppe Gerundino, …

… foi mais do que garantida.

De lá, seguimos para Asti, …

… que é conhecida por ser a terra do espumante.

Paramos e fomos dar uma passeada pelo centro.

Antes disso, fomos a loja de torrones, a D.Barbero.

Ela é muito antiga e …

… tem aquela cara de lugar italiano de procedência.

Compramos uma série de doces, …

… continuamos o nosso tour pelo Centro, …

… a praça principal apareceu na nossa frente e …

… a sua rua principal também.

Tomamos um cafezinho curto e …

… seguimos uma dica do GG.

Fomos até uma loja antigona de equipamentos pra cozinha.

Olha, põe antigona nisso.

Claro que compramos algumas coisas (a geringonça de fazer spaeztle é incrível).

Já era tempo de retornar pro ônibus e …

… pro hotel.

Chegamos e aproveitamos pra tomar …

… umas boas birras antes do jantar.

Todos acomodados, …

… iniciamos com um genuíno vitelo tonato …

… acompanhado dum Langhe Bianco Chardonnay 2018 Conterno Fantino.

Como primo, um maltagliati al ragu e …

… mais um bianchetto, o Soave Clássico 2014 Monte Tondo.

Já o secondo, a Trota al forno estava excepcional.

Ainda comemos um semifreddo alla nocciola como dessert e …

… fomos justificadamente dormir o sono dos justos.

Claro que um dia desses em que a neve nos acompanhou …

… só poderia ter sido muito interessante e inesquecível.

Espero que os escargots (caracóis? lumachi?) não venham puxar os nossos pés! Hahaha.

Arrivederci.

Veja os outros desta viagem glutona:
Dia primo – Itália – Milao/Piemonte – Em busca da trufa branca,o fungo perfeita!
Dia secondo – Itália – Piemonte – O verdadeiro giro com Giuseppe.
Dia terzo – Itália – Piemonte – Barolo, a terra dos Barolos.
Dia quarto – Itália – Piemonte – Em busca da trufa perdida. Ou melhor, do tartufo achado.
Dia quinto – Itália – Piemonte – Visitando uma vinícola e uma grapperia piemontesas. Ah, já viu como se abre uma forma de parmigiano?

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dcpv – dia quinto – itália – piemonte – visitando uma vinícola e uma grapperia piemontesas. ah, já viu como se abre uma forma de parmigiano?

06/02/2021 (vivido em 14/11/2019)

Dia quinto – ItáliaPiemonte – Visitando uma vinícola e uma grapperia piemontesas. Ah, já viu como se abre uma forma de parmigiano?

Acordamos e vimos que o tempo tinha mudado.

Depois de dois dias inesperados de muito sol …

… ele prometia ser bem broncolhão.

E não é que era verdade?

Giuseppe marcou a saída do passeio pras 10:45.

Ou seja, tomamos o café um pouco mais tarde e …

… no horário previsto estávamos no ônibus …

… pra sair pra conhecer a vinícola Ascheri.

Ela fica em Bra e …

… é uma daquelas que se destacam …

… por, além de fazer um vinho de qualidade, …

… cuidar bastante do seu visual e …

… das suas instalações.

Ficamos muito surpresos.

Mesmo porque, se arquitetonicamente eles não são exatamente um primor …

… tudo é muito bonito e …

… com um jeitão mais cosmopolita do que a média.

Chegamos lá e pra variar, um dos herdeiros (o da esquerda) …

… também chamado Giuseppe, nos recebeu.

O circuito era mais ou menos aquele de sempre (como diria a nossa filha).

Vimos o local de recepção das uvas, …

… os tanques onde o mosto é formado, …

… os barris de carvalho, …

… o repouso dos vinhos de acordo com o estabelecido pelas normas e …

… a cave onde eles ficam já dentro das garrafas.

Note o esmero com que tudo foi construído, …

… com, inclusive, uma sala de projeção onde assistimos à história …

… do lugar (o Barrichello trabalhou lá? 🙂 ).

Encontramos também o dono do pedaço!

Finalmente, chegamos à degustação …

… que fica justamente na lojinha.

Experimentamos pelo menos uns 5 tipos diferentes de vinhos, …

… compramos alguns muito bons e fomos almoçar no próprio restô deles.

Nos serviram uma comida muito simples (como toda boa italiana) …

… num ambiente pra lá de agradável (esta turma é ótima) e com um resultado surpreendente.

Iniciamos os trabalhos com queijos e salames da melhor qualidade.

Louve-se a gostosura da linguiça de Bra que é servida crua e é muito saborosa (a Dé não gostou muito! Hahaha).

Tomamos vinhos branco e tinto da casa que acompanharam também um spaghetti bem al dente.

Tudo estava ótimo e …

… uma parte do grupo optou por dar uma olhada no hotel deles.

Foi muito divertido e …

… percebemos mais uma vez que a Ascheri está entrando com tudo …

… no ramo do turismo enogastronômico.

Ainda tínhamos marcado uma visita a Marolo, uma destilaria de grappa..

O processo todo de fabricação é muito interessante, …

… pois se assemelha muito ao da nossa cachaça …

… só que com o produto final muito mais nobre.

Toda a linha de produção é muito antiga.

A matéria prima utilizada é justamente o bagaço das uvas que são usadas pra se fazer os vinhos.

É um tal de destilação daqui, …

… destilação dali, …

… ao final se chega a um produto com quase 80% de álcool …

… que será devidamente misturado à água desmineralizada e …

… terá que ter entre 38 e 60% de graduação alcoólica.

Aí é só colocar em barris de carvalho e …

… aguardar o tempo necessário para a sua comercialização.

Demos uma passada na boa lojinha, mas não compramos nada …

… porque não nos damos bem com este tipo de bebida.

Começou a chover e …

… aproveitamos a proximidade pra dar uma passada …

… numa excelente loja de queijos, a Giolito.

A ideia deles é transformar queijos de qualidade …

… em varietais melhores ainda e …

… com personalidade.

E eles conseguem.

A visita foi muito interessante.

Além de obtermos muitas informações curiosas, …

… tivemos o prazer de ver o proprietário abrir …

… uma daquelas belíssimas formas de Parmigiano Reggiano (elas pesam em torno de 35kg).

Esta sequência merece o fotoblog (vejam a técnica dele):

Compramos um montão de queijos (especialmente pedaços deste “fresquinho”), …

… retornamos pro hotel, …

… porque havia previsão de neve, …

… a primeira do ano na região.

Tomamos mais umas taças de vinho com a Lourdes e o Eymard e …

… fomos nos preparar pro jantar.

Surpresa das surpresas, a neve começou a cair e tudo ficou absolutamente lindo.

O jantar todo foi muito bom, …

… mas o assunto neve predominou.

Comemos uma salada de picles com atum, …

…. gnocchi com molho de queijo, …

… coelho com ratatouille e …

… bavaroise de albicoca.

Tudo muito bom, …

… inclusive, pegamos as nossas maravilhosas colaturas di alici (influência do Giuseppe), …

… mas queríamos ver a neve ao vivo e molhada!

Encantador é a verdadeira palavra pra descrever o acontecimento.

Até amanhã, quando esperamos acordar e ver tudo nevado.

Oxalá!

Veja os outros desta viagem glutona:
Dia primo – Itália – Milao/Piemonte – Em busca da trufa branca,o fungo perfeita!
Dia secondo – Itália – Piemonte – O verdadeiro giro com Giuseppe.
Dia terzo – Itália – Piemonte – Barolo, a terra dos Barolos.
Dia quarto – Itália – Piemonte – Em busca da trufa perdida. Ou melhor, do tartufo achado.

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dcpv – dia terzo – itália – piemonte – barolo, a terra dos barolos.

23/01/2021 (vivido em 12/11/2019)

Dia terzo – Itália – PiemonteBarolo, a terra dos Barolos.

E lá vamos nós pro nosso efetivo primeiro dia completo no Piemonte.

Aqui chove muito nessa época e ontem não foi diferente.

Mas hoje, não.

O dia amanheceu ensolarado e com cara que seria assim até a noite.

Aproveitamos então pra tomar um belo café da manhã …

… no nosso hotel, o Albergo dell’Agenzia e …

… zarpamos, todo o grupo (olha só o carrinho que tínhamos à disposição 🙂 ), …

… pra Barolo.

Ela é uma cidadezinha famosa pelos seus vinhos e …

… é realmente encantadora.

O sol apareceu resplandecente.

Paramos um pouco antes de La Morra pra fazer uma visita à vinícola Germano Angelo.

Eles são um dos produtores tradicionais do vinho …

… mais representativo do Piemonte, o Barolo.

E uma das proprietárias estava nos esperando pra iniciarmos o tour.

Claro que as folhas de outono daqui não são iguais às que vimos nos USA, …

… mas são muito interessantes e …

… tem o upgrade de acontecerem bem …

… no meio das parreiras …

… famosas da região.

O que a princípio, parecia ser mais daquelas …

… modorrentas visitas pra conhecer o processo de fabricação …

… do vinho, logo se transformou …

… numa passeio muito interessante.

Primeiro visitamos as próprias parreiras que praticamente acabaram de ter as suas uvas colhidas.

Deu até pra experimentar alguns cachos de Nebbiolo …

… maduros e saborosos.

A seguir, adentramos propriamente à cantina …

… onde nos foram mostrados detalhes …

… das máquinas que facilitam tanto a execução do mosto …

… como todo o controle que existe na sua fermentação …

… passando pela limpeza dos tanques e …

… a utilização de alguns equipamentos …

… úteis e antigos. 🙂

Passamos também pela cave onde estão as safras mais antigas e …

… finalizamos esta parte tirando mais fotos do entorno …

… além de curtir muito a paisagem.

Nos deslocamos pra La Morra onde fica um estabelecimento deles mesmo.

Lá faríamos a degustação.

Note que o lugar é super novo, moderno e …

… onde também comercializam …

… uma série de produtos que eles mesmos produzem e que são extremamente frescos.

Ou seja, totalmente Slow Food.

Iniciamos com um Barolo 2009 …

… além dum prato com várias entradinhas, …

… uma melhor do que a outra.

 Continuamos com outro Barolo 2011 e …

… uma pasta de 40 gemas com um ragu de carne.

Divinos!

Como a Dé não come carne, serviram o dela com abobrinhas e uma cebola cozida.

Perfeitíssimo.

O último Barolo foi o 2010 …

… que acompanhou um polpetoni de maialino muito macio pra todos, …

… além de um prato incrível de purês de vegetais hipercoloridos e muito saborosos pra Dé.

Todos comemos pera ao vinho com um brownie como sobremesa e …

… nos despedimos rapidamente porque …

… tínhamos que ver como se faz um dos grissini …

… mais famosos da cidade.

Louve-se que a família que os produz (são 100 kg por dia) …

… é extremamente simpática e …

… teve a paciência de nos ensinar como eles são feitos (nada foi fake) …

… desde a formação da massa, …

… passando, inclusive, pela modelagem.

Cada um de nós executou pelo menos um, …

… que acabamos os experimentando totalmente quentinhos, logo após saírem do forno.

Estupendos e dignos de um rei!

É claro que passamos na lojinha deles pra comprar algumas destas belezuras (será que alguém ainda tem em casa? rsrs) …

… entre elas os próprios grissini, pra levar pra NT.

Não é a toa que o grande Giuseppe Gerundino os indicou como o melhores que ele já comeu na vida (aconteceu até dancinha da Grissinella!).

Ainda tivemos tempo de passar na loja da Germano e …

… além de experimentarmos mais alguns Barolos e uma grappa, …

… compramos uma Magnum duma 2010.

Estava quase na hora do por do sol, …

… coisa rara de acontecer aqui no Piemonte.

Entramos na loja do museu dos Saca-Rolhas, …

… aqui chamados de Cavatappi, …

… tomamos uma taça dum Gaja e …

… fomos curtir o Belvedere …

… com todas as belíssimas paisagens piemontesas.

Como ainda tínhamos tempo, …

… optamos por passar em Monforte d’Alba e …

… ver o poente do Belvedere de lá.

O skyline era maravilhoso …

… mas de lá não podíamos ver o sol cair no horizonte.

Resolvemos retornar e …

… entrar nas ruas laterais, …

… mas ledo engano.

Não se consegue ver quase nada …

… do tramonto …

… mas sim, daquela perfeita luz laranja …

… que iluminava tudo.

Enfim, a volta de onibus pro hotel …

… foi mais espetacular ainda …

… porque o sol estava se pondo duma maneira tão inusitada e …

… formando imagens inesquecíveis …

… no céu piemontês.

Tanto que mesmo chegando no hotel …

… ainda conseguimos acompanhar …

… o crepúsculo da janela do nosso quarto.

Simplesmente maravilhoso e …

… mágico!

Com tempo disponível, ainda tivemos a manha, …

… de passar na Banca del Vino, …

… a adega da Universidade …

… que é imensa e …

… que tem vinhos de …

… quase todas as regiões da Itália.

Ela é realmente incrível e …

… ainda bem que retornaremos em visita oficial do grupo.

Tomamos um bianchetto só por diversão e …

… fomos nos preparar pro jantar.

Que se apresentava como muito bom.

Como a mesa era comunitária, conversamos bastante e …

… iniciamos o serviço com uma legítima carne cruda all’Albese. O vinho escolhido pelo Giuseppe foi um Roero Arneis 2018 Cà Rossa.

O primo era uma pasta de Gragnano com brocoli, carciofi e acciughe. Um espetáculo, assim como o Langhe Nebbiolo Angelin 2018.

Finalizamos a parte salgada com uma Faraona, uma galinha d’Angola al rosmarino.

Como sobremesa, uma torta de nociole com zabaione.

Ufa, chegamos ao final de um daqueles dias que podemos considerar inesquecíveis.

Tudo bem que o Giuseppe é muito simpático e o grupo é excelente, …

… mas a Itália é totalmente hours concours.

E tenho dito.

Arrivederci.

Veja o primeiro desta viagem glutona:
Dia primo – Itália – Milao/Piemonte – Em busca da trufa branca,o fungo perfeita!
Dia secondo – Itália – Piemonte – O verdadeiro giro com Giuseppe.

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dcpv – dia secondo – itália – piemonte – o verdadeiro giro com giuseppe.

16/01/2020 (vivido em 11/11/2019)

Dia Secondo – Itália – PiemonteO verdadeiro giro com o Giuseppe.

A coisa toda prometia.

Hoje seria dia de encontrarmos com o chef Giuseppe Gerundino, sim,…

… aquele do ótimo programa Giro com Giuseppe que ainda está passando no GNT e …

… ver como são algumas das maiores atrações gastronômicas do Piemonte, …

… tartufo bianco incluso.

Acordamos cedo (o tempo estava broncolhaço em Milão), …

… tomamos o chiquérrimo café da manhã …

… no Hotel Armani e …

… fomos os quatro de van para estação central de Turim, …

… mais conhecida como Porta Nueva (estava na dúvida se seria lá ou no aeroporto? Hahaha).

O translado até lá (quase 2 horas) foi tranquilo.

Chegamos no horário definido …

… para encontrar com o Giuseppe e o restante da turma.

Pegamos o ônibus e zarpamos pra Pollenzo (quase uma hora).

Ficaríamos no Albergo Dell’Agenzia, …

… um hotel vinculado à Universidade de Ciências Gastronômicas e …

… que tem como inspiração o movimento Slow Food.

É claro que antes de entramos nos nossos quartos, fomos almoçar.

E foi muito interessante conhecer todo mundo do grupo (todos muito simpáticos), …

… ainda mais sabendo que ficaríamos juntos num passeio …

… de uma semana pelo Piemonte.

Giuseppe é bastante falador como convém a um bom italiano, …

… além do providencial acréscimo do jogo de cintura do brasileiro. Enfim, um boa-praça!

Sentamos todos numa mesa comunitária do restaurante e …

… iniciamos com um prato épico piemontês, a famosa carne cruda, uma Battuta di Fassona La Granda.

Tomamos um belo bianchetto da região, o Langhe Favorita 2018 Malvirà …

… então fomos pro secondo, que foi um Tonno di galletto all’acetto balsâmico, um frangão desfiado com uma vaga lembrança de atum.

Aproveitamos pra experimentar um Dolceto D’Alba 2018 Sérgio Grimaldi bastante ligeiro que caiu bem com este prato e com o terceiro, que foi uma genuína lasagna al forno (esquecemos de fotografar).

Finalizamos a conversa e o almoço com um Tiramisu al caffé de origem harmonizado com um vinho dolce Moscato d’Asti 2018 Saracco que achamos meia boca.

Pronto, a ideia seria descansar, mas teimosos que somos e …

… apesar do chuvisco, fomos conhecer Pollenzo.

Que é minúscula (tem menos de 800 habitantes) e …

… praticamente ligada ao hotel.

Na verdade, a Universidade de Gastronomia é quase que a cidade toda.

Demos uma volta inteira nela com pouco mais de 20 minutos, …

… vimos o contorno do que já foi um legitimo Coliseu e …

… retornamos pra explorar um pouco o espaço da escola.

Ela é muito bonita, parece muito organizada …

… inclusive, tem algumas salas de aula bem charmosas e …

… um espaço para vinhos, na verdade, uma adegaça que estava fechada (era uma segunda) …

… mas que certamente será um lugar que bateremos ponto todos os dias.

Como já estava escurecendo …

… (não se esqueça que em novembro anoitece às 17:00 por aqui) …

… retornamos pro hotel …

… pra conversar mais um pouco e tomar uma flutezinha dum Franciacorta (merecemos!).

Fomos nos arrumar porque já tínhamos uma atividade marcada.

Iríamos ver como se faz um dos pratos de resistência do Piemonte, o Ravioli al Plin.

E acabamos pondo a mão, literalmente, na massa.

O chef Giuseppe, o homônimo do restaurante do hotel …

… nos mostrou como se faz o tal ravioli e …

… também o Tajarin ai “40 Rossi” (mais conhecida como gemas de ovo).

Ficamos um tempão praticando e …

… conversando, até que chegou o horário do jantar.

Iniciamos com um divino Sformato di verdure com crema di Roccaverano acompanhado dum Langhe Barbera 2016 Cascina Corte.

Logo em seguida o Tajarin ai 40 Rossi tagliati a mano ai funghi porcini.

Sente só o tamanho das “crianças fungosas”! 🙂

Ainda experimentamos os Ravioli al plin e …

… (ufa) terminamos com um Teneroni di Fassona La Grande al forno com purê di patate.

Quer dizer, finalizamos mesmo com um Bonet, um tipo de pudim de amareto.

Resumo da ópera bufa: foi muita comida? Foi.

Estava muito bom? Estava.

A nossa primeira tarde/noite piemontesa foi em alto estilo.

E vamos lá que amanhã realmente iniciamos o tour propriamente dito.

Como diria o titio Silvio Santos, aguardem!

Arrivederci.

Veja o primeiro desta viagem glutona:
Dia primo – Itália – Milao/Piemonte – Em busca da trufa branca,o fungo perfeita!

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dcpv – da cachaça pro vinho – piemonte – quarto giorno – o mundo é feito de piselli.

01/11/10

dcpv – Piemonte – Quarto Giorno – O mundo é feito de Piselli.

O dia prometia.
Apesar do dilúvio que caia no Piemonte.

E quer saber duma coisa? Aprendemos a curtir tudo e gostamos de ver as coisas sobre um outro prisma.

Tomamos uma bela “colazzione” no próprio hotel e fomos passear de carro.

Meio que sem destino fomos pra Bra e pra Pollenzo.

Demos uma passada na Universidade do Slow Food onde vimos a beleza do lugar apesar de tudo estar fechado devido a um feriado italiano.
Ficamos só na vontade de conhecer as instalações e a lojinha.

Voltamos ao hotel pois tínhamos agendado um almoço no Ristorante Bovio em La Morra.

O lugar é lindo e apesar das nuvens, deu pra ter uma bela ideia da beleza do lugar e de como seria uma vista de tudo com o tempo bom.

Como a qualidade da comida não é afetada pelo clima, mais uma vez comemos bem e muito.

Iniciamos tudo com os famosos grissini (cotação Gault Milluz: §§§§§), …

flor de abobrinha recheada,

… e mais uma carne cruda (estou me transformando num especialista, pois não se esqueçam que tenho que comer a minha e a da Dé!).

Vinhos em profusão: branco, tintos (Barolo e Barbaresco) e grappa.

Os italianos são tão tradicionais que todas as bebidas são daquela mesma região. E invariavelmente, da “casa”. 🙂

Seguiram-se ravioli com pesto e trufas,…

creme de cogumelos e fondutta com trufas, …

…, linguini na manteiga com trufas, …

cabrito com legumes e sem trufas! Só pra dar uma variada! 🙂

Como sobremesa, um bolo de cioccolatto fondant ao zabaione que estava espetacular (cotação 100 no Michelonguercio) com o recheio derretendo como se fosse um vulcão.

Tudo absolutamente no mesmo tom e nos confirmando aquilo que esperávamos: a comida tradicional daqui pode, a primeira vista, parecer que se está sempre experimentando variações do mesmo tema.
Mas o que se percebe é que cada um tem o seu toque pessoal pra transformar qualquer coisa em inesquecível e irreproduzível.

Neste caso, fomos servidos pessoalmente pela filha do proprietario, o Sr Gian Bovio (que está um pouco adoentado e por isso não estava trabalhando). Foi a Alessandra mesmo que ralou as trufas brancas nos nossos pratos.
Eu tive a “manha” de contar quantas raladas que a dona deu nos nossos pratos: foram em média 50!! 50 raladas de trufas brancas em cada prato.
Dá pra imaginar o valor dele em qualquer outro lugar do mundo? Aproveite e veja a cara dos aparlemados (eu e o Eymard):

Nós todos (Eymard, Lourdes, Dé, eu e o Juscelino) cansamos de olhar um pro outro e soltarmos um voluntário “hummmmm”.

Aproveitamos a proximidade e fomos conhecer o centro de Barolo.
Pra quem não sabe, Barolo é também uma bela cidadezinha.

Sim, uma cidade (além de ser o vinho dos reis ou o rei dos vinhos) e é claro que o Museu que existe por lá só poderia ser sobre … vinhos.

Mais claro ainda que nós o visitaríamos, ainda mais sabendo que o arquiteto responsável pela cenografia é o mesmo do Museu Nacional do Cinema em Turim.

Toda o ciclo de criação do vinho foi nos mostrado didaticamente e acompanhado de história.

Duma maneira pueril e singela, você vai se envolvendo com algumas instalações interativas e de repente, você está sentado numa sala de cinema assistindo a trechos da Festa de Babette, Sideways, Um Bom Ano e até do Jovem Frankenstein.

Tudo bem que da metade pro final o formato fica um pouco repetitivo (a Mônica e o Duto acharam o museu bem chatinho. 🙂 ), mas mesmo assim é um programa imperdível pra quem está por aqui.

Continuava chovendo, mas demos uma voltinha pela cidade e fizemos algumas compras. “Just singing in the rain”.

Além do que são kms e mais kms de videiras com as folhas apresentando as mais diferentes cores.

E atravessamos cidadezinhas com as mesmas características: produtoras de vinhos, pequenas e extremamente charmosas.

Voltamos pro hotel, nos arrumamos e tínhamos um programaço marcado. Adivinhem o que era?

Um jantar (a Dé e a Lourdes já estavam quase batendo pino! rs) e dos bons.
Fomos ao La luna nel pozzo, um restaurante bonitinho bem no centro da belíssima Neive.
Desculpem os superlativos, mas eles são absolutamente obrigatórios por aqui.

Continuava chovendo pesado e com guarda-chuvas, chegamos ao local. É um estabelecimento muito acolhedor.
Incrível como esta é uma característica dos lugares que fomos até agora, pois todos são não muito grandes e tem uma personalidade dada pelo seu proprietário.

Que invariavelmente estão trabalhando. Foi o caso do Dr Cesare (um ex-médico), que nos atendeu do princípio ao fim do excelente jantar.
Começamos a maratona com uma galantine de queijo com um creminho estupendo (Lourdes e Eymard, vocês lembram?),…

… uma carne cruda com trufas (acho que nos transformaremos em vampiros tartufados. rs), …

… um excelente Tono non Tono, na verdade uma apresentação fantástica prum coelho e prum maialino cozidos e frios,…

… um gnocchi com trufas negras (só pra dar uma variada na cor do tubérculo! rs) e …

… umas costeletas de cordeiros cozidos à precisão pra nós todos …

… exceto a Dé, que se descolou de todo mundo e experimentou um bacalhau fresco com purê de batatas e ovas de salmão (se eu experimentei? É claro.)

Tudo perfeito (pra variar) além do acompanhamento de excelentes vinhos da região de Neive.
Inclusive, cada um deles era descrito pessoalmente pelo Dr Cesare que ao final, dava uma suspirada e dizia qual a região em que ele era feito: Ne-i-ve! Assim mesmo, com todos os espaços e a exclamação.

Ao término deste verdadeira epopeia estávamos satisfeitos e conversando tanto e tão animadamente que o Dr Cesare veio sentar à nossa  mesa e nos oferecer uma grappa pessoal, com a grife do próprio restaurante.

Falamos até de política italiana e de repente, ele nos disse da saudade que sente da Bahia. Ele esteve pelo Brasil e adorou tudo o que viu por aqui. Principalmente, açaí.

O papo foi, como diria o Juscelino, maravilhoso e só nos restou voltar pro hotel e pensarmos todos juntos: o mundo é do tamanho de uma ervilha. E se juntar mais que uma resulta em piselli!

Arriverderci, pois amanhã é dia de gênios.
É dia de Coppo de Gaja (entenda como quiser).

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