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dcpv – gastronômade bsb – mais flores no jardim botânico.

09/03/2013

Gastronômade BSB  – Mais flores no Jardim Botânico.

Pra quem ainda não conhece, o Gastronômade Brasil é um evento, surgido na Califórnia (com o nome original de Outstanding in the Field)  que tem como principio realizar refeições em lugares paradisíacos e quase sempre inusitados, com chefs convidados das mais variadas vertentes e com a utilização, na medida do possível, de ingredientes locais.

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Quando recebi o email informando sobre a etapa de Brasília, fiquei encasquetado pensando em que local ele seria realizado?

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A nossa capital passa a imagem de ser um local inóspito e sem muito brilho, a não ser o arquitetônico.

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Quando chegamos ao Jardim Botânico de lá, ficamos surpresos.

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A entrada não é muito convidativa, mas o local onde o evento foi realizado é muito bonito.

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O cocktail foi servido numa ilha próxima a Casa de Chá.

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Sendo que esta foi transformada em cozinha pelo talentoso chef William Chen Yen.

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Fomos chegando (desta vez éramos em 6. A Miriam e o Ailton , a Lourdes e o Eymard, a Dé e eu) e aproveitando tanto da visão do ambiente todo …

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… como dos acepipes propriamente ditos.

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Neste caso, casquinha de mascarpone de manjericão e limão siciliano, patê a choux de semente de papoula com creme de cogumelos e chips de arroz com tartare thai de manga, mostarda em grão, semente de coentro e gergelim preto puxados no azeite, misturados com dedo-de-moça e cebola roxa em brunoise (ufa!).

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Tudo acompanhado do bom espumante Cave Amadeu Brut.

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Como sempre, a Renata Runge, a organizadora iniciou o almoço propriamente dito, explicando pra todos o que é o Gastronômade.

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Logo após, passeamos pela Casa de Chá …

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… e pelo Orquidário.

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Depois, tivemos uma bela visão: a bonita e imensa mesa montada sobre a sombra da copa de frondosas árvores.

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Nos sentamos e iniciamos o verdadeiro passeio pelo jardim do William.

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Foram servidas várias flores, ops, pratos.

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Iniciamos com um belo ramalhete mais conhecido como Espelho de Perséfone, um aspic de canja chinesa de galinha com flores, maçã verde, cenoura, espirais de cebolinha, coroado com shimeji branco e arroz pipoca (vinho Cave Geisse Brut).

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Na seqüência, um vaso, o Cordero y Romero, um risoto de quinua rouge de beterraba com cordeiro, curry vermelho, bok choy grelhado, eponge vert e alecrim na brasa pra perfumar o ambiente (vinho El Sueño Cabernet Sauvignon).

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Encerramos a parte salgada, com um verdadeiro buquê, o Cochon de lait, cabotiá ao forno com tomilho, mousseline de batata com queijo e pipeta de limão (vinho Cave Geisse Blanc de Noir). Estava tão bom que eu e o Eymard não deixamos de repetir.

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Pra dar um florida em tudo e refrescar a todos (a temperarura estava alta), nos foram oferecidas toalhinhas umedecidas numa infusão do Jardim dos Cheiros. Boa, esta sacada!

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Finalizando, um arranjo floral, intitulado Fondant de chocolate amazônico com cumaru, nougat de linhaça, gergelim e chia, caramelo de coco, merengue italiano, coroado com esta bela flor, a borago.

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Olha, foi mais uma experiência daquelas. Todos os pratos disseram a que vieram e se incorporaram ao ambiente.

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Estes Gastronômades (este é o nosso terceiro. Veja aqui e aqui) realmente vieram pra ficar.

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São almoços agradáveis, com pessoas tanto quanto e comida proporcional.

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Se eu fosse você, reservaria convites pra algum próximo e teria a certeza de passar grandes momentos.

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Os Gastronômades como toda flor, já foram plantados, regados e agora estão na fase da colheita.

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Bye.

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dcpv – a festa de babette by simon. nós perderíamos de novo?

14/09/2012
BSB

A Festa de Babette by Simon. Nós perderíamos de novo?

Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem. E desconfiavam disso os endurecidos moradores daquela aldeola, que tinham medo de comer do banquete que Babette lhes preparara. Achavam que ela era uma bruxa e que o banquete era um ritual de feitiçaria. No que eles estavam certos. Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas… Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças… Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo. Bom seria se a magia da Festa de Babette pudesse ser repetida… ” (Ruben Alves). 

O Simon Lau (chef do restaurante Aquavit de Brasilia) pesquisou muito para fazer o célebre jantar de Babette . E a proposta é aparentemente muito simples: assiste-se ao filme e, na seqüência, ele reproduz o menu ao pé-da-letra.

Pensei: vale o bate-volta até o lago norte. Afinal de contas, é ali mesmo! rsrs
Essa nós não perderíamos
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E desta vez, não perdemos! Assim que o sócio nos avisou, rapidamente reservamos tanto os convites como a passagem e… pimba! Estávamos novamente em BSB.

O restaurante Aquavit fica em um belíssimo recanto do setor de mansões do lago norte de Brasília, com vista privilegiada pro Planalto.

O convite adverte que se pode chegar ou as 19:00 hs para assistir ao filme, ou as 21:00 hs para o jantar.

Como todos tínhamos visto a película, marcamos pra chegar próximo das 20:30 hs no exato momento em que Babette começa o serviço do jantar.

Antes disso, fizemos um “esquenta” aquático no bar do hotel! Ainda bem que o Simon não exigiu que fossemos a caráter, já que estava um tremendo calor!

Fomos recebidos com champagne, muitos pães feitos por ele mesmo, patê de foie gras e um “perfume” rasante atravessando a sala.

Terminada a sessão e com cada um nos seus lugares marcados, o Simon iniciou a explicação de como seria o menu.

Como entrada, a famosa sopa de tartaruga, a “vera”.

Ele foi buscar uma receita já desaparecida do século XIX . Não se preocupe, porque as nossas tartarugas eram todas aprovadas pelo Ibama.
A sopa tinha um perfume de cravo e canela, muitas especiarias que aquecem a alma e acendem o paladar.

Tudo acompanhado de um Jerez Amontillado 12 años El Maestro Sierra, espanhol. Amontilladíssimo e jerezíssimo além de thinneríssimo, segundo os enólogos de plantão, nós mesmos.

Na sequência, um Blinis Demidoff com smetana e caviar de salmão acompanhado de champagne.

Reclamamos muito já que o champagne do filme era safra 1868 e o nosso um pouquinho mais novo (um Piper Heidsieck). :)

O Simon trouxe o caviar de salmão diretamente da sua recente viagem. As bolinhas explodiram nas nossas bocas com perfeição!

O prato principal foi uma atração à parte: Cailles em Sarcophage. Em outras palavras: codornas recheadas com trufas de verão e foie gras, deitadas sobre massa folhada e cogumelos flambados.

Ou seja, era a própria “penosa” num sarcófago!! rs

No filme, o General começa pela cabecinha da codorna. Como a crocância estava perfeita, fiz como ele e sob os protestos da Dé, comi as nossas duas.

Para harmonizar, um Crozes Hermitage 2007, que foi, de fato, a companhia perfeita!

Antes da sobremesa, um descansinho: um Assiette de Fromages …

… com vinho do Porto Graham’s Six Grapes.

O Simon também trouxe estes queijos da sua última viagem. É, pelo visto ele tem a mesma mania que nós.rs

Para fechar, a sobremesa, o Baba au Rum com frutas secas (podemos chamá-las de cristalizadas)

… e um Sauternes Chateaux Gravas 2006 (Sauternes este de grande lembrança pra nossa família! rs).

Nessa altura já estávamos dançando com os novos velhos amigos comensais. Mas ainda não tinha acabado (lembra do filme?). Café torrado naquela tarde e moído pouco antes de ser coado, acompanhado de madeleines.

O céu estava estrelado (será que estava mesmo?) e saímos de lá entoando a imaginária ciranda-cirandinha!

“Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças…”

Nota de esclarecimento –Desta vez, nós fomos mesmo (quer ver a anterior?). A Lourdes e o Eymard nos convidaram e tivemos que dar “um pulinho” em Brasília.

Foi rápido (fomos na sexta  e voltamos no sábado), saboroso e, pra variar, muito divertido.

Até o ano que vem!

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isbsb – minha visão (by eymard)

final de semana em BSB
missão final

ISBSB – Minha visão (by Eymard)

Desde o primeiro encontro, aquele que foi koyaanisqatsi, eu sabia que tínhamos química. Pessoas tão diferentes, unidas pelo que mesmo? Por um caleidoscópio de identidades e diferenças.

Eu não ia escrever esse post. As três versões do encontro já registravam, ao meu sentir, tudo o que se poderia falar do ISBDF. Relutei.

Continuo achando a mesma coisa. Não tenho nada a acrescentar. Então, por que escrevo?

Pelo que tenho aprendido com esse grupo. Em especial com o anfitrião do blog. Manter uma rotina semanal de encontro, mesmo quando falta inspiração, não é para qualquer um. E ele faz. Assim como faz acontecer o IB e o ISB.

Neste, a oferta generosa das visões dissonantes (ou não) do mesmo encontro. Superando minha dificuldade de “inspiração”, calço as sandálias da humildade para simplesmente escrever. E vamos nós!

Como escolher um menu que agradasse desde o paladar da Adriana (que só come filé bem passado à milanesa com arroz branco ou batatas), passando pela Sueli (cujas receitas devem ser milimetricamente seguidas) e a incerteza da presença do casal botucatuense?

Bem, bastaram elogios de Sueli e Adriana para um IB (NR – O da Bruna do Gourmandisme), misturado ao sabor das gougères e da sobremesa recentemente aprendidas na Borgonha, com a simplicidade, se tudo for por água abaixo, das omeletes em duas versões: a rica e a pobre, segundo nossa mestra Sueli, e o menu está fechado!

Problemas de execução. Lourdes rodou todo o Distrito Federal atrás das clementinas. E nada. Por aqui as clementinas são difíceis de encontrar. Ao fim, bendito seja o Pão de Açúcar, conseguimos.

Resolvemos, no final de semana que antecedeu o encontro, reproduzir o menu em casa para saber como ele seria executado com os ingredientes conseguidos em terras candangas.

Compramos todos os ingredientes e, mãos à massa: gougères, entrada, risoto e sobremesa. Só pulamos as omeletes, afinal, os dois chefs não haviam antecipado seus segredos. Os vinhos foram experimentados para ver o que ia melhor. Um branco não muito encorpado (um chardonnay, por exemplo, estaria fora) e um tinto potente (afinal, o bacon pede um tinto mais estruturado).

As gougères ficaram boas. Mas observamos que deveríamos ter colocado um pouco mais de queijo e deixado um pouco mais no forno.

A entrada, perfeita! As clementinas do Pão de Açúcar funcionaram muito bem e o contraste do “melaço” da rapadura com o salgado do queijo parmesão funcionou perfeitamente para o nosso paladar.

O Risoto agradou a todos. Bem molhadinho. Contraste da leveza da abóbora com o “graxo” do bacon.

A sobremesa tivemos que fazer e repetir. Isso porque Lourdes achou que a massa não estava na textura certa e que poderíamos ter problemas de execução no dia do ISB. Por fim, deliciosa.

Toda a preparação rendeu altos papos na cozinha e idéias. Que tal um avental personalizado? E um “pano de prato” com o nome de cada participante? Isso. Idéia na cabeça, mãos à obra.

Lourdes queria um quadro negro. Não foi possível. Daí a idéia dos bloquinhos de anotação. Funcionaram bem e, de última hora, lembramos dos elásticos coloridos, afinal, os sócios são bem fashion!!!

Testado o menu. Inventados uns mimos, restava escolher onde faríamos o primeiro encontro da sexta. Poderia ser em casa, pensamos. Apenas uma boa música, umas coisas para beliscar e bom vinho. Bom vinho? Vamos apresentar a Grand Cru de Brasilia para eles? Afinal é um lugar que vamos sempre e que somos muito bem atendidos pelo Adão e todo o pessoal que trabalha lá.

A escolha parece ter agradado (até a Sueli!). O pessoal da Grand Cru caprichou e deixou reservado para nós o salão com os “grand cru”! Uma bela sala com mesa de madeira pesada e ambiente entre o rústico e o sofisticado. Iluminação agradável, flores vermelhas ao centro, manjericão, manjerona e outras ervas displicentemente colocadas nas laterais.

Se a sexta será intimista, o sábado é “O” dia especial. Portanto, para a noite, apenas um lugar bonito. Beira lago. SOHO. Ali, na beira do lago, dá pra pensar, ao menos por instantes, que estamos à beira mar. E funcionou assim mesmo.

Domingo? Eu tinha pensado em algo que só tem aqui em Brasília. Que tal a Quituart, no Lago Norte? Um lugar muito simples onde famílias locais se juntaram em cooperativa para, aos finais de semana, apresentar cada uma um tipo de comida. Quando viemos para Brasilia, com filho pequeno, era um lugar que freqüentávamos e nos sentíamos em casa. Ambiente puramente familiar, ideal para quem, como nós, tínhamos família 900 quilômetros daqui. Tem muitos anos que não vamos lá. Sueli, no entanto, disse que o local se não tinha fechado, estava muito decadente, segundo informações de amigos. Não teríamos tempo de ir até lá antes para conferir, portanto…melhor ir no certeiro Oliver. Agrada gregos (Adriana) e troianos (Sueli) – (ou seria o inverso? Não importa!). Agradou mesmo.

Bem, no meio da comilança, claro que o grupo também se alimenta de cultura. Não programamos muito. Deixamos acontecer. Sabia que tínhamos que ir na Catedral, afinal, das duas outras vezes que Edu/Dé estiveram por aqui ela estava em obras. Então, o tour começaria por ali.

Dali tínhamos algumas opções a seguir e decidimos arriscar o Itamaraty. A escolha não poderia ter sido melhor. O tour é guiado por alunos do Instituto Rio Branco. Aproximação perfeita com o sonho de um Brasil moderno na inspiração de Niemeyer e dos artistas que caprichosamente doaram suas obras para o acervo do Palácio. Passeio que deveria ser obrigatório. Um orgulho ter artistas da qualidade dos nossos que não só concebem e realizam a arte, mas inspiram vocação modernista para um futuro melhor (da janela vê-se a paisagem da praça dos Três Poderes e, em linha reta, o Palácio da Justiça. Tudo muito simbólico. Cada coisa com sua referência. Nada está lá por ou pelo acaso. Ali me deu uma sensação de que reclamamos demais e agimos de menos.)

Agora que acabei de escrever percebo que esse ISB, para além do encontro sempre prazeroso e de poder receber os amigos em casa, com simplicidade e dedicação, me trouxe grande lição.

A maior delas, somente agora eu me dei conta: nada está ali por acaso. Reclamamos demais, agimos de menos. A paisagem da janela revela que mudar e agir depende só de nós. Não precisamos de grande inspiração. Apenas o gosto de fazer bem feito. De estar com amigos. De preparar a casa e o encontro e de saborear, a cada novo relato, “O que foi feito deverá”!

Falo assim sem saudade,
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
Mais vale o que será
Mais vale o que será
E o que foi feito é preciso
Conhecer para melhor prosseguir (Milton Nascimento)

Acompanhe o meu relato sobre os 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.
Veja também a visão da Drix: Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor! …
… e da Sueli OVB: ISBSB – “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.” Paulo Freire

Até o próximo ISBSB.

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dcpv – isbsb – “onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.” Paulo Freire (by Sueli OVB)

final de semana em Brasília
22 a 24/06/2012

ISBSB “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.”  Paulo Freire (by Sueli OVB)

E assim funciona essa turma enxerida dos ISB, que, curiosíssimos, chegamos muito mais para aprender e aprender-se que para ensinar, num convívio onde intuição, compreensão e parceria falam mais alto que conhecimento e experiência .

Como das outras vezes, antes do dia D, muita troca de e-mails, confabulações, arranjos e decisões, que nem sempre são cumpridas à risca. Ainda bem! Ficou combinado que os elaboradores e protagonistas do novo menu seriam Eymard, Adriana e Jorge, o resto da turma daria suporte.

SERIAM, perceberam o tempo do verbo? Seriam, se todas as condicionais se mantivessem, mas o Jorge logo pulou fora. Ele prefere ser conduzido a comandar.

Eymard e Adriana nem chegaram a estabelecer um acordo e quem resolveu mesmo o menu foi o Edu, com total aprovação do Eymard. Os dois haviam acabado de chegar da Borgonha, onde fizeram uma aula gastronômica, e acharam que alguns dos pratos, pela simplicidade de elaboração, poderiam ser reproduzidos no nosso almoço.

Mas se esqueceram  que Adriana é “menina mimada” e ainda não apurou o paladar. Dizem os especialistas que um novo alimento, para ser aceito por uma criança, deve ser oferecido no mínimo sete vezes. Considerando que só estávamos no nosso 5º encontro, ainda não havíamos repetido pratos e que a Adriana está longe de ser criança, fazê-la aceitar certas extravagâncias seria caso perdido.

Resultado: Não fosse a “aula” de como fazer omelete “rico” e “pobre”, as gougères (que são praticamente um pão de queijo metido a besta)  e a torta de maçã (que estava acompanhada de sorvete), ela teria saído a ver navios. Mas na verdade eu acho que a Adriana se alimenta é da bagunça e das diferenças.

No meio de uma grande reforma, provas de final de semestre e viagens havia um ISB, e felizmente ele aconteceu em Brasília, do contrário não sei se eu daria conta. E com minha cabeça “Zero” para tomar providências, o casal Loguércio assumiu, de maneira irretocável, o papel de anfitriões, as reservas de restaurantes e o roteiro turístico.

Mingão e Regina furaram mais uma vez. Déo, a gente nem comenta mais e depois de uma sequência de atrasos de voos e complicações na reserva do hotel da Adriana, a sexta-feira terminou deliciosamente no restaurante da  Grand Cru, lugar agradável, salão privado para os ISBs, comida correta e bem apresentada, atendimento cordial e profissionalíssimo, vinhos de qualidade. Tudo perfeito.

O sábado estava lindo e começamos nosso tour pela estonteante Catedral Metropolitana de Brasília, onde a arquitetura de Niemeyer e os vitrais de Marianne Peretti nos enlevam. Encanto geral para iniciantes, iniciados e viciados. Impossível ser indiferente!

Do outro lado da rua, uma visita externa ao Museu da República, mais recente obra de Niemeyer na capital, onde uma manifestação tornava o ambiente meio caótico.

Um pouco mais à frente, seguindo pela Esplanada dos Ministérios, o Palácio do Itamaraty, obra grandiosa, que não deixa dúvida quanto à genialidade e talento do arquiteto Oscar Niemeyer, do engenheiro estrutural Joaquim Cardoso, do paisagista Burle Marx e tantos outros artistas ali representados, com destaque para Bruno Giorgi, que assina o “Meteoro”, escultura que, apesar de seu peso e tamanho, parece flutuar sobre o espelho d’água à frente da fachada de magníficos arcos, o que lhe rendeu primeiramente o nome de Palácio dos Arcos.
Para felicidade geral, a visita guiada estava liberada e aguardamos ansiosos pelo espetáculo.

Lá de cima, através dos arcos do maior hall sem colunas do mundo, 2.800m² de área, tem-se uma visão privilegiada do Congresso Nacional, do Palácio da Justiça e da Esplanada dos Ministérios, além de sua beleza interna, com jardins abertos de Burle Marx e inúmeras esculturas.

No decorrer da estimulante visita, lembranças de décadas atrás foram aflorando em mim. Difícil saber quem mais se encantou com tanta modernidade, criatividade e suntuosidade discreta,  se a menina do primário, deslumbrada com aquela beleza inusitada ou a mulher adulta, um pouco viajada e entrosada com as artes. De qualquer forma, Brasília e seus monumentos sempre me deslumbraram.

Depois, seguiu-se uma rápida e pouco proveitosa visita ao foyer do Teatro Nacional; já se fazia tarde e tínhamos um almoço a executar.

A linda mesa posta que nos esperava na casa do Eymard e da Lourdes, e os mimos graciosamente dispostos sobre um móvel, completavam o ciclo de belezas do dia.

Mimos para cá, mimos para lá, brinde borbulhante, todos paramentados de cozinheiros, e a hora já ia longe!

Muvuca é pouco para definir o que virou a cozinha dos Loguércio. Mas sob a batuta do mestre Edu e colaboração de todos, chegamos brilhantemente ao final.

As gougères ficaram uma beleza; a salada gelada de cogumelos com suco de clementines, queijo e rapadura, surpreendente; o risoto de abóbora, uma maravilha; a torta de maçãs quentinha, contrastando com o geladinho do sorvete e as mignardises servidas com o café um exagero de bom.

Terminamos o almoço junto com a tarde. Calibradíssimos – menos a Adriana, claro, coca-cola e água não dão barato – e ainda tínhamos um jantar pela frente.

Não fosse pela companhia, o visual incrível do lugar e as instalações do restaurante, eu diría que o jantar no SOHO  foi sofrível. Só isso!

E como sempre há uma boa dose de realidade, de rotina e de obstáculos em nossas vidas, embora esse tenha sido um obstáculo para lá de bom, eu e Jorge abrimos mão do tour de domingo para ficarmos um pouco com nosso filho e nora, que sequer puderam ficar hospedados em nossa casa, e nos encontramos, todos, para almoçar no Oliver, um lugar do qual gostamos muito e o primeiro restaurante onde levamos nossa norinha, quando ela veio nos conhecer. A paella deles é imbatível e o nosso prato predileto.

Os amigos foram embora mais cedo e ainda nos restou um fim de tarde para abrandar as saudades e massagear o coração com o filho e a nora.

Abri e vou fechar o texto com palavras de Paulo Freire: A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”.

Por isso a gente continua se procurando, se encontrando, ensinando e aprendendo uns com os outros, sempre cercados por belezas e com muita alegria.

Até o próximo ISB! Que ele nos promova alegrias e ensinamentos, como todos os outros.

Acompanhe o meu relato sobre os 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia  – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.

E a visão da Drix : Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor!

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dcpv – isbsb – brasília – experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor! (by Drix)

final de semana em Brasília
22 a 24/06/2012

ISBSB – Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… Ou, como ser um bom professor! (by Drix)

Aprender é muito mais do que uma apropriação dos saberes acumulados da humanidade. E educar, nas palavras de Leonardo Boff, é ajudar na formação de seres humanos para os quais a criatividade, a ternura e a solidariedade sejam ao mesmo tempo desejo e necessidade. É fazer experiências de aprendizagem pessoal e coletiva. É isso que me encanta na educação. É isso que o ISB tem sido para mim: experiências de aprendizagem pessoal e coletiva. Desde aquele primeiro ISB em São Paulo, quando nos materializamos, venho aprendendo coisas…

Aprendi que podemos conhecer amigos de infância aos 50 anos. Não conhecia Sueli e Jorge e fui recebida por eles, no aeroporto de Brasília, com a certeza de que reencontrava velhos amigos. Não conhecia Lourdes e Eymard e sentei-me à mesa com eles com a certeza de que jantava com velhos amigos. Não conhecia Renata, Débora e Edu e fui ao show de Jorge Drexler com eles com a certeza de que me divertia com velhos amigos. Não conhecia Regina e Mingão e os abracei com a certeza de que abraçava velhos amigos. Só “conhecia” Déo e um dia, em uma de minhas viagens, lhe escrevi um cartão postal com o prazer que escrevo para velhos amigos. E ai tudo começou…

Não nos descobrimos antes por falta de oportunidade, mas certamente o carinho e o desejo de estar junto teriam se manifestado tivesse esse encontro acontecido nas décadas de 1970, 1980, 1990… Mas já naquela época, pensar em fazer parte de um grupo de chefs e apreciadores de vinho seria inimaginável. Naquela época já elegera o filet a milanesa como meu prato preferido. Não me lembro se já tinha me rendido à coca-cola, mas vinho – e qualquer outra bebida – eu “já” não bebia.

Aprendi que a escolha de um vinho envolve um desafio interessante. Vinho e comida devem se completar, um realçando as qualidades do outro. Essa combinação pode se dar por contraste ou similaridade. Chamam esse processo de harmonização. Como na vida, harmonizar pode não ser fácil. Como as pessoas, os vinhos podem ser secos ou suaves, jovens ou maduros, encorpados (existe vinho magro?), Podem também ser frutados. Nada disso diz muito para mim (com relação aos vinhos e não às pessoas, claro), mas como me divirto a cada brinde! Certamente já experimentei mais vinhos do que muitos apreciadores dos mesmos. Mas não desisti: ainda encontrarei um que não me trave a mandíbula (seria sacrilégio esse comentário?). Esse aprendizado continua…

Mas nesse último ISB, novamente em Brasília, o destaque, no meu olhar para nosso almoço, foi perceber que Edu fez de nossos encontros deliciosas aulas sobre o prazer de cozinhar. Não é novidade para ninguém que Jorge, Eymard, Regina e eu sempre nos destacamos na turma pela falta de conhecimento culinário. Mas aos pouquinhos, sem que a gente percebesse, as lições iam chegando. Misturar farofa, fritar bacon, bater bifinhos, despejar ingredientes na panela, mexer a cebola, acrescentar água, pegar folhas de manjericão, bater ovos, cortar tomates… Isso sem falar na aula de como fazer massa. Assim, sem medo de que os alunos estragassem o prato, com palavras de incentivo a cada simples gesto, professor Edu foi nos envolvendo com seu entusiasmo.

A cozinha da casa de Lourdes e Eymard foi testemunha do resultado de nossas experiências de aprendizagem pessoal e coletiva. Logo na chegada, uniforme e material para todos. Delicadeza dos donos da casa. Eymard, o mais estudioso – e com a ajuda de uma professora particular – estudou e preparou-se antes. Mas não por medo de errar. Pelo prazer de aprender. É assim que deve ser.  Jorge já transita com desenvoltura pelo espaço. Domina fogão e pia. Faz a lição do começo ao fim! Eu, bem, eu, com a sorte de ter mais uma professora presente em sala naquele dia, aprendi a fazer dois tipos de omelete. Difícil dizer qual foi o melhor (e esse não é um comentário mineiro… os dois estavam mesmo deliciosos). Confesso aos professores que já refiz o exercício com certa desenvoltura. Acho que receberia nota oito. Acertei no sabor, mas preciso treinar um pouco mais a virada dos ovos.

Desde a primeira viagem, desejo da então estudante de Arquitetura, voltar a Brasília é sempre um prazer. Não me canso de admirar o concreto que deu forma ao sonho de Lúcio Costa e Niemeyer. Concreto adornado com a sensibilidade, a delicadeza e as cores de Marianne Peretti, Ceschiatti, Bruno Giorgi, Athos Bulcão, Burle Marx.

Jantar no Grand Cru foi perfeito. Lugar reservado para nosso grupo, o que nos deixou mais à vontade. Minha massa estava deliciosa. O começo não poderia ter sido melhor (apesar da demora no check inno hotel por problemas na reserva). Adoro o Pontão do Lago Sul e seus restaurantes com vista para o Lago Paranoá. Não seria diferente com o SOHO, escolhido para nosso jantar de sábado. Adorei o lugar. Confesso que não estava muito bem naquela noite e surpreendi até a mim mesma: escolhi o prato infantil. Para o almoço de domingo novamente um ambiente exclusivo para nosso grupo, que ganhou a companhia de Gustavo e Karina, filho e nora de Sueli e Jorge, que moram em Fortaleza. Novamente um lugar super agradável, o Oliver, com uma paella que deu água na boca. Mas não resisti ao bacalhau que estava divino. Belas escolhas dos amigos de Brasília.

O city tour de sábado pela manhã seria especial, para Regina e Mingão, que infelizmente não puderam ir.  Decidiu-se então por lugares que Edu e Dé não conheceram no primeiro ISB. Iniciamos pela Catedral, para mim, um dos mais belos projetos de Niemeyer. Impossível descrevê-la e o que sentimos quando nos deparamos com seu interior. Aproveitamos a oportunidade e participamos da visita guiada do Palácio Itamaraty, para mim o mais bonito dos palácios, principalmente à noite, quando parece flutuar. Por fim, o Teatro Nacional que me lembra a Huaca Huallamarca, em Lima, e tem um lindo foyer. No domingo pela manhã fomos conhecer a nova torre de TV Digital, também projetada por Niemeyer, e de onde se tem uma linda vista de Brasília.

Um novo ISB, novos sabores, o mesmo encantamento com Brasília, os mesmos sentimentos de alegria e prazer pelo reencontro.  Mas desde o momento que comecei a escrever esse post, um desafio precisaria ser vencido: falar do almoço de sábado. Bem… Foi perfeito na hospitalidade, na harmonia, no bom humor, na alegria, nas novas experiências de aprendizagens e nas gougères! Estavam deliciosas! Adorei! Precisa dizer mais? ;- )

Acompanhe o relato dos 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia  – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.

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dcpv – isbsb – a torre eiffel de brasília

24/06/2012

ISBSB – A Torre Eiffel de Brasília.

Continuando o último post e após toda aquela comilança, resolvemos jantar mais lightmente no SOHO, um restaurante com influências nipônicas, mas estranhamente com alguns pratos ocidentais no seu menu.

Seriam coisas de Brasília? Ou da tal influência fusion?

O lugar é muito bonito, bem na beira do lago e com um ambiente bastante amistoso.

Chegamos (a Lourdes e o Eymard foram nos pegar) e a Sueli e o Jorge já estavam lá (esta foi uma tônica neste nosso final de semana. Não vou falar nada, mas invariavelmente a culpa era do Eymard! rs).
É claro que não iríamos comer e muito menos, beber muito.

Pedimos salmão com cream cheese e cebolinha, devidamente maçaricado. Muito bom.

Acompanhamos com o único arroubo etílico, um espumante brazuca Cave Geisse brazuca.

Enquanto a Sueli, a Lourdes e a Dé pediam Yakissoba, …

… a Drix emendava um prato infantil, o frango com batatas e “aloz“, …

… o Jorge e eu fomos de polvo grelhado com batatas; …

… todos experimentavam os pratos. Chegaram os acompanhamentos: jilós (parecem quiabos, né?)

…. e berinjela grelhados, …

… e queijo de coalho de búfala com cubos de abacaxi e melaço .

Tudo muito correto, mas não muito entusiasmante (seria por causa da quantidade de comida do almoço? rs).

Como já era meia-noite (resolvemos dormir cedo), pedimos a conta e programamos o tour de domingo de manhã (veja a quantidade de pessoas que vieram nos visitar).

As 11:00hs (após a nossa habitual andada), os nossos anfitriões estavam na porta do hotel.

Fechamos a conta e rumamos os cinco (a Sueli e o Jorge forfaitaram) pra conhecer a Torre Digital, um projeto do Niemeyer (que novidade!), também conhecida como a Flor do Serrado.

Ela é vista de qualquer ponto da capital e parece bastante com uma tulipa (usando um pouco de imaginação, óbvio!).

Andamos quase meia hora de carro e, finalmente, chegamos ao local.

Ela impressiona bastante.

Pela arquitetura, …

… pela vista da cidade …

… e pela área no entorno.

Infelizmente, o elevador estava quebrado (a construção tem 180m de altura) e tivemos que nos contentar com a vista desde o solo.

De qualquer forma, é um passeio imperdível.

Voltamos pra cidade, porque tínhamos uma reserva pro almoço no Oliver, um restaurante que fica dentro do Clube de  Golfe de Brasília.

Chegamos no horário (mesmo porque, tínhamos o voo marcado pra dali a pouco) e notamos a simpatia do lugar.

O Eymard reservou uma sala separada e que fica praticamente dentro da adega.

Era dia da famosa paella.

Enquanto esperávamos a Sueli e o Jorge (a nora dela, a Karina e o filho, o Gustavo também viriam), fomos escolhendo as opções do menu. Pedimos umas bruschettas de tomate, …

… , um carpaccio de carne

… e optamos por um vinho branco português, o Alvarinho Deu La Deu (uma homenagem ao Jorge), já que todos comeriam frutos do mar.

Com o pessoal todo presente, os pratos chegaram.

A paella foi a opção da Karina, do Gustavo, da Sueli, do Jorge e da Lourdes.

A Drix e o Eymard experimentaram o Bacalhau a Zé do Pipo (lombo de bacalhau no azeite extravirgem, com purê de batata, brócolis com alho, cebolas e gratinado com queijo parmesão) …

… e eu e a Dé, resolvemos fazer uma mescla duma Caprese

… com o prato da Boa Lembrança, o interessante Bacalhau Thai (uma posta cozida sobre purê com molho de tomate e manjericão frito). Inclusive, esquecemos o prato no restaurante, mas a Lourdes se incumbiu de trazer pra nós aqui em SP. Gratíssimo!

Olha, tudo esteve muito bom e bem temperado. Ainda foram pedidas algumas sobremesas; uma pra Drix que eu não lembro o que era (parece uma simples bola de sorvete, né) …

… e duas iguais, uma pra Karina e outra pro Eymard, intitulada massa folhada com doce de leite, chantilly e raspas de limão.

O tempo estava se esgotando e tinhamos que ir pro aeroporto.

Nos despedimos do pessoal da Sueli, já marcando o próximo ISôB (ou seria ISBuai?) que obviamente será em Minas Gerais, onde degustaremos (e aprenderemos a fazer) a mais legítima comida típica mineirim e de botequim!

E depois que tudo isso passa, fica sempre a sensação de que, certamente, nascemos pra formar uma turma daquelas bem legais, onde, apesar e por causa das diferenças, todos se completam.

Viva o ISB!

Você quer saber como foi esse encontro?
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia  – Um almoço ecumênico e miscelânico.

.

dcpv – isbsb – um almoço ecumênico e miscelânico

23/06/2012

ISBSB – Um almoço ecumênico e miscelânico.

Como estamos em Brasília e preparados pra fazer o nosso almoço comemorativo deste encontro, vale contar como chegamos ao menu.

Como princípio, os não cozinheiros (Drix, Jorge e Eymard) escolheriam tudo.

Foram muitos emails trocados e quase nada resolvido. Até que uma mistura improvável, mas legal, surgiu.

Que tal fazer algumas receitas da nossa aula borgonhesa  junto com algumas do maravilhoso Inter Blogs da Bruna do Gourmandisme?

E como “plus a mais”, uma breve aula de omeletes pra Drix?
Todo mundo topou e de repente, lá estávamos nós em plena capital federal e no apê dos sócios.

Prontos pra cozinhar, conversar, dar risadas, comer e beber.

Chegamos e adoramos o capricho da Lourdes.

Haviam kits pra cada um dos participantes com direito a colher, escumadeira, caderno personalizado com receitas e fotos, uma toalha de mãos e um avental , pasmem, bordado com o logo dos ISB e com a catedral que tínhamos acabado de visitar.

Trocamos os famosos presentes e começamos a lida.

Pelo cronograma, iniciamos tudo com as tradicionais gougères, os famosos “pães-de-queijo franceses”.

Como todos sabem, a Lourdes e o Eymard são especialistas na iguaria. Ou seja, eles comandaram as caçarolas (um pouquinho mais a Lourdes, certo?), com algumas pequenas ajudas de todos.

Preparamos a massa e montamos as tais numa forma.

Aí foi só colocar tudo no forno e experimentar. Quer provar?

É claro que acompanhamos com um ótimo Cremant Amiot, e pra deixar organizado, fizemos o recheio da sobremesa, a torta de maçãs.

As massas foram preparadas antecipadamente pela Lourdes; só tivemos que recheá-las, decorá-las com fatias e assar.

Feito isto (já estávamos no vinho branco francês Chardonnay Domaine Petit Chateau, que a Sueli e o Jorge trouxeram) e demos a largada pra preparar a entrada propriamente dita.

Se bem que neste momento optamos por iniciar a aula omeletística.

Pra começar a Sueli fez um no estilo dela. Queijo frito ao fundo, …

… ovo mexido por cima …

… e quando estiver bem macio e dourado deste lado, tcham, vire pro outro.

Eu aproveite e fiz um do jeitão a que estou acostumado.

Ovos bem batidos junto com creme de leite fresco, …

… ervas frescas, um pouco de bacon frito (aproveitei o que tínhamos preparado pro risotto), …

… queijo ralado e fritura de um lado até dourar.

Quando estiver assim, enrole até que a parte mais cremosa fique na parte interna do “rocambole”.

Pronto! A Drix recebeu uma pequena lição básica de gastronomia e todos comemos mais um pouquinho.

As gourgères sumiram e montamos o mis-en-place da entrada rapidamente.

Afinal de contas, o prato era totalmente frio e uma mistura bem interessante de suco de clementinas, aquelas mixiricas gostosas (este foi o Jorge que fez), …

… cogumelos (Paris e Shitake) cortados finamente, …

… rapadura ralada (esta foi a Drix que fez), …

… Parmeggiano ralado (este foi o Eymard que fez) …

… e um pouquinho de salsinha.

Prato finalizado, finalmente sentamos à bela mesa vermelha que a Lourdes montou (a Dé deu nota 10).

Abrimos mais um branco, o neozelandês Pinot Gris Saint Clair 2007, que estava estupidamente gelado …

…e todos comeram tudo (quase todos, né Drix?).

Era hora do risotto.

Pré-preparamos algumas coisas, tais como o bacon cortado e frito, …

… a abóbora cortada e refogada junto com a cebola e …

… deixamos o caldo bem quente.

Daí pra frente, foi só preparar o risotto como manda a etiqueta e finalizar com um belo mascarpone.

Servimos o tal do jeito que deve ser …

… e acompanhamos com um tinto sensacional (mais uma oferta da Sueli e do Jorge), que eu não me lembro o nome ( (-: ).

Enquanto comíamos, relembramos os momentos bacanas não só deste, mas como dos nossos outros encontros e já iniciamos as negociações pra escolher a próxima sede.

Não sei, não, mas acredito que a coisa deverá circular por Minas Gerais e melhor, com comida de buteco feita em casa.

Era a hora da sobremesa, a torta de maçã, que foi servida com sorvete de baunilha ou tapioca (em alguns casos, e).

Mais um desbunde.

Dizem que quando você está se divertindo, o tempo passa muito rápido. Pois já passava das 18:00hs!

Incrível como essa turma nasceu pra se divertir.

E certamente foi isto o que fizemos neste sábado espetacular.

Só nos restou acertar onde seria o jantar? rs
Mas isto é assunto pro próximo post.

Inté.

Você quer saber como foi esse encontro?
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.

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