Posts Tagged 'cerveja'

dcpv – dia elf – amsterdã – Van Gogh e cerveja, tudo a ver.

26/03/2016

Dia elf – Amsterdã- Van Gogh e cerveja, tudo a ver.

O dia prometia muita chuva.

dsc03957

E realmente começou chovendo.

dsc03961

Tomamos o café da manhã no mesmo lugar de ontem (gostamos bastante) …

dsc03937

… e resolvemos fazer um tour pelo nosso hotel.

dsc03938

O prédio é histórico, tem mais de 500 anos …

dsc03940

… e salas muito bacanas …

dsc03950

… como a de casamentos …

dsc03946

… além do salão principal onde a rainha Beatrix se casou em 1966.

dsc03945

Ah, o restaurante principal tambem é bem bacana …

dsc03953

… e tem uma obra de arte muito legal em sua parede.

dsc03952

Depois desta aula de história, resolvemos bater pernas.

dsc03955

A Re descobriu um Pet Shop nas cercanias …

dsc03959

… e aproveitamos pra ir passear em lugares onde normalmente turistas não vão.

dsc03962

Apesar do tempo ruim, foi muito interessante, não fosse a chuva que aparecia de vez em quando.

dsc03963

Passamos no famoso Mercado de Flores …

dsc03966

… e fomos para o Van Gogh Museum.

dsc03968

Chegamos ao museu e uma multidão estava na fila para comprar ingresso.

dsc03983

Como tínhamos comprado pela Internet, não precisamos participar daquela bagunça e entramos diretamente.

dsc03984

O museu é lindo.

dsc03989

E, certamente, foi um dos mais bacanas que fomos até hoje.

dsc03990

Primeiro pela mais absoluta especialização, já que o tema Vincent Van Gogh é muito bem explorado.

dsc03985

Segundo, pelo áudio guia que é imperdível e funciona no melhor português do Brasil.

dsc03994

Se é que existe algum pecado, ele é a proibição de se tirar fotos.

dsc03986

Sempre se dá um jeito, …

dsc03995

… mas não consigo entender o porque desta proibição.

dsc03996

Segue um mini fotoblog com as fotos proibidas 🙂 :

dsc03997

dsc04000

dsc04003

dsc04012

dsc04015

Aproveitamos pra almoçar no restaurante dele mesmo.

dsc03991

Também exploramos a lojinha que tem produtos bacanas e diferenciados.

dsc04016

Quando saímos do tour, o sol estava a pino.

dsc04020

É claro que todas as fotos tiradas nesta condição tornavam tudo mais bonito ainda.

dsc04026

Como estávamos perto, …

dsc04030

… e também tínhamos comprado o ingresso antecipadamente, fomos até o Heineken Experience.

dsc04034

Assim como no Van Gogh, o ato de comprar os tickets antecipadamente é muito sábio, ante as enormes filas de cada um dos locais.

dsc04038

Sem contar, que os ingressos para o museu da Heineken não tem data determinada e assim você pode ir no dia que quiser.

dsc04041

Portanto, cortamos a fila oficialmente e iniciamos o tour.

dsc04044

Ele é muito legal e se destaca por ser realmente uma experiência única.

dsc04047

Lá você fica sabendo sobre todo o ciclo de fabricação da cerveja, …

dsc04073

… encara um filminho numa sala especial onde você se sente como se estivesse participando internamente de todo o processo,…

dsc04078

… desde a escolha da matéria prima até o engarrafamento …

dsc04060

… e ,finalmente, o ato da garrafa ser aberta numa balada.

dsc04087

Você experimenta o mosto inicial, …

dsc04064

… aprende a degustar a loira …

dsc04100

… e ao final, toma 2 chopes de 250 ml cada.

dsc04114

Sem contar das incontáveis experiências que você tem…

dsc04104

… e que transformaram esta cerveja numa prestigiada marca.

dsc04086

O divertimento é total …

dsc04089

… e até direito a uma foto virtual com a taça da Champions League você tem.

dsc04103

Enfim, é um passeio imperdível.

dsc04118

Voltamos a pé para o hotel …

dsc04121

… e finalmente conhecemos um coffee shop.

dsc04133

Depois deste laboratório, comemos mais cones de batatas fritas (especialidade holandesa) …

dsc04149

… e fomos dormir um soninho mais do que tranquilo.

dsc04132

Goedenavond!

Veja os outros dias desta viagem:

.

 

Anúncios

dcpv – 44º IB – Rogerio e o Amuse Bouche Chinês

número 309
06/12/2011

44º IB – Rogério e o Amouse Bouche Chinês

Rogério é uma sujeito boa-praça. Sabe aquelas pessoas que você nunca viu pessoalmente e que tem a impressão que sempre conheceu desde pequenininho?

Pois ele é assim. Nos conhecemos virtualmente quando participamos da edição especial do Paladar sobre  o filme Julia&Julia. Nós fomos dois dos 3 blogueiros escolhidos pra reproduzir receitas de livros famosos, pegando carona na idéia original. A matéria ficou bem bacana e acabamos nos transformando em amigos.

A partir daí, convidá-lo pra participar dos Inter Blogs (quer saber o que é?) foi bem rápido. Ele prontamente aceitou, mas o destino deu uma apimentada (literalmente) na vida dele e na escolha do menu.

Ele se mudou e está trabalhando na China. Mais precisamente em Shangai.

E é claro que todas as receitas abaixo são chinesas da gema, pois além de tudo, o Rogério está aprendendo gastronomia por lá. Se você quiser ter momentos de puro prazere, dê uma passada no amuse Bouche , o blog dele.

Vamos então ao 44º IB, o do Rogério. Não precisa nem dizer que trocamos um montão de emails até que ele chegasse à versão final.

Wŏ mēn zŏu ba!  = 我们走吧!

Fala Edu! Saudações chinesas!

Já faz tempo que eu venho pensando como elaborar o cardápio para o Interblogs Cachaça+Amuse.

Além da baita responsabilidade, a tarefa ficou muito mais difícil depois que eu vi lá no teu blog o relato da Lud!

Porque dificilmente vou ter algo a acrescentar às dicas e comentários que ela fez. E também porque logo que você me convidou, era justamente o Dong Po Rou que eu ia indicar como prato principal. É um prato que agrada bem. Eu comi pela primeira vez em Hangzhou, perto deste mesmo museu do chá que a Lud comenta e num restaurante muito, muito chinês em que turista nem se atreve a chegar perto.

Comida simples e maravilhosa (sim, a Lud está certa: o Dragon Well é um dos melhores chás, na minha opinião – é o que eu bebo todo dia no escritório).

Então comecei a quebrar a cabeça… Primeiro pensei em focar numa região específica. Depois pensei em um ingrediente como tema. Mas não cheguei a conclusão nenhuma. Decidi escolher os pratos que mais gosto dentre os de ingredientes possíveis de encontrar aí no Brasil. E saiu a lista abaixo. Você pode optar por fazer todos os pratos ou não, fica a seu critério. E também depende o grau de tolerância a pimenta que vocês têm. (NR – Adivinhem se eu fiz todos?? rs)

Me diga o que acha e se faz sentido? Você decidindo, vou começar a escrever as receitas, ou procurar outras alternativas, OK? (Adivinhem o que eu achei?)
PS.: A Gabi, minha esposa, está de férias no Brasil. Mandei por ela umas coisinhas pra você que serão necessárias para alguns pratos (pasta de gergelim, óleo de pimenta de sichuan e Huang jiu – vinho de arroz). Ela está em S. Paulo esta semana.  Como poderíamos fazer para lhe entregar? (Acertamos e a Re foi buscar tudo no apê da sogra do Rogério)

Cardápio – Interblogs

Bebidas:  Martini de Lichia e “Da cachaça pra Kangqiao” – um drink que inventei pra vocês. Depois eu conto a história.

Comidas:

“Salada” de rabanetes, aipo e nozes (Guanzhou, o que os ocidentais chamam de Cantão).

Bang Bang Chicken (Sichuan) – mediamente apimentado, é um prato para iniciar a refeição e atiçar o paladar.

Ma Pou Dou Fu (Sichuan) –mais apimentado, tofu com carne moída.

Sweet and Sour Pork Spare Ribs (Shanghai) – doce e oleoso, ao estilo de Shanghai. Nada de pimenta neste.

Dì san xian –algo como 3 vegetais saborosos da terra. É batata, berinjela e pimentão refogados  à maneira do norte da China (Dongbei) – nada de pimenta (ou pouca).

– Arroz Branco

Sobremesa:  

Gelatina de amêndoas com frutas (na verdade é uma adaptação, porque aqui se faz com um tipo especial de tofu… )

Outra coisa é a questão de compartilhar os pratos. Nada de pratos montados! E o anfitrião deve servir pelo menos uma vez os convidados. Sempre começando pelo mais sênior ou mais importante (É, o Deo vai comer primeiro! rs).
E banquete chinês que se preze tem que ter sempre arroz e macarrão. Além disto, o número de pratos servidos deve equivaler ao número de convidados, no mínimo. Sem contar o macarrão e o arroz. (4 pessoas = 4 pratos diferentes + macarrão + arroz). Nos banquetes, o número deve ser de 8 pratos(o número da prosperidade, segundo os chineses), no mínimo. Menos é desfeita com o convidado de honra. E quanto mais pratos diferentes, mais importante é o convidado… (Rogérioacho que esta de não montar os pratos não vai dar! Ou melhor, vou montar um só pra não perder o estilo do dcpv e fazer como você indicou no restante, certo?)

Bebidas

“Martini de Lichia” – Entre aspas mesmo, se não Hemingway me mata e James Bond enterra. Esta é muito simples, mas uma sacada legal. Obviamente não é uma bebida típica chinesa. Mas pelo menos tem as “referências” da Lichia…

Eu sempre faço “de olho”, então não tenho as medidas exatas: numa coqueteleira coloque umas pedras de gelo, uma “dose” do melhor gin que você encontrar, umas gotinhas de Angostura (opcional –eu não dispenso) e um shot de licor de Lichia. Agito a coqueteleira e sirvo numa taça de Martini.

“Da Cachaça pra Kangqiao”

Kangqiao é a região onde moro aqui em Shanghai. Há uns 40 anos era uma área só de pomares. De pêssego, melão e pera. Ainda hoje, na época da safra, é possível encontrar gente na rua vendendo as frutas cultivadas aqui por perto, ótimas por sinal. Mas isto aqui está virando cada vez mais uma área de condomínio de indústrias (!)

Resolvi então criar um drink pra vocês que misturasse estas referências. É meio de olho, mas não tem segredo. Seguinte: faça uma calda rala de açucar. Quanto estiver no ponto e ainda bem quente, junte 2 saquinhos de chá preto (pode ser o oolong, ou o earl grey por exemplo). Ou seja, você vai fazer uma calda de chá preto, bem forte. (se colocar o chá durante o periodo em que a calda estiver fervendo, o chá vai perder o aroma). Coloque na coqueteleira umas pedras de gelo + vodka vabsolut pear + um pouco da calda. Mais ou menos calda; a gosto do freguês. É só pra dar um colorido, um docinho, uma bossa. Bata a mistura e siva em copos de dry martini enfeitados com uma fatiazinha de pera, se possível aquela vermelha, que não é típica daqui, mas embeleza o drink. (Dá pra perceber que não tinha pera, né?)

Comidas

Salada de Rabanetes, Aipo e Nozes

Começo com uma receita bem tranquilinha, pra não assustar. Eu como esta salada quase toda semana: no prédio onde eu trabalho há um restaurante cantonês muito bom. E este prato é minha pedida obrigatória por lá. E a receita… também é de olho. O pessoal do restaurante nunca quis escrever. Mas me explicaram como fazer.

Um bom punhado de rabanetes pequenos e redondos, lavados; um outro punhado de nozes descascadas e separadas em metades; um talo grande de aipo; um punhado de coentro.

Para temperar: Shāng Chōu (Molho de soja light) 3 colheres de sopa; Tsù (vinagre escuro de arroz) 1 colher de sopa;  1 pitada de açúcar;  1 pitada de sal ; algumas gotas de óleo de gergelim.

Afervente as nozes em água  por cerca de 1 minuto. Escorra e deixe esfriar. Corte os rabanetes em quartos. Fatie o aipo transversalmente. Separe as folhinhas do coentro (descarte os talos e fique com as folhinhas soltas).

Misture as nozes aos demais ingredientes. Misture os ingredientes do tempero.

Leve a salada à geladeira, o ideal é servir bem fria. Tempere na hora de servir, aos poucos, com cuidado para não colocar tempero demais. (Esta salada é viciante. E além do mais, nos trouxe grandes recordações ao reintroduzir o rabanete (ui!) no nosso cardápio).

Bang Bang Chicken

Nada a ver com faroeste, ok? É um prato de Sichuan, e acho boa pedida para começar. Esta porção dá pra dois comerem bem. Veja como você deseja ajustar as quantidades, ok?

Ingredientes : 1/2 peito de frango, sem osso e sem pele (peito tem 2 metades, use uma); 20g de fios de alho poro. Veja como fazer mais adiante; 10g de coentro inteiro; 30g de amendoim torrado, sem pele; 4 fatias de gengibre.

Para o molho: 2 colheres de sopa de pasta de gergelim (mandei pra você); 1 colher de chá de açúcar; 1 colher de sopa de Shāng Chōu (light soya sauce); 1 colher de sopa de vinagre de arroz (branco); Chilli Oil: a gosto (o original são 2 colheres de sopa); veja como fazer mais adiante; 1 colher de sopa de Sichuan pepper oil (Hua Jiao oil mandei pra você); 5 colheres de sopa de caldo de galinha (da água onde vc cozinhou o frango); 1/2 colher de sopa de sal.

Com um garfo, faça alguns furos no peito de frango. Coloque o peito numa panela, cubra com água FRIA e acrescente umas 4 fatias de gengibre. Acenda o fogo e deixe cozinhar. Escorra e reserve.

Misture os ingredientes do molho e reserve.

Separe os talos do coentro das folhas. “Machuque” com a faca e coloque na mesma vasilha do alho poro.

Desfie o peito de frango.

Escorra o alho poró e o coentro, misture e arranje ao redor do prato.

Ccoloque o peito de frango desfiado no centro, cubra com o molho. Triture levemente o amendoim torrado, jogue por cima e sirva. (Sem trocadilhos, esta salada é tiro e queda! rs)

Como fazer os fios de alho poró

Corte um pedaço de aproximadamente 4 dedos da parte branca de um talo de alho poró. Com a faca faça um corte transversal até o miolo. Descarte a parte central, mais esverdeada e fique com as camadas de fora (parecerão “folhas” retangulares). Fatie estas “folhas” em fiapos bem finos.

Coloque os fiapos em um recipiente com água fria. Escorra a água no momento em que for usar o alho poró na receita.

Como fazer o Chilli Oil

Pique em rodelas uma boa quantidade de pimenta vermelha (aqui usamos uma que se chama “xiăo mĭ lā” – pimenta “arrozinho”. Algo entre a nossa malagueta e a dedo de moça).

Coloque numa panela e cubra com óleo de soja (mas eu prefiro canola). Acenda o fogo e “cozinhe” a pimenta neste óleo. Deixe esfriar e coe. Está pronto!

Ma po Dou Fu

Este é um prato típico da região de Sichuan e tem história. Diz a lenda que há uns 200 anos um camarada chamado Chen Chunfu abriu um restaurantezinho nos arredores de Chengdu, perto da Wanfu qiao (uma ponte). A pedido dos clientes, a mulher de Chunfu, que era a cozinheira, começou a “temperar” os pratos de tofu (Dou fu) com a carne bem picadinha e com muita pimenta. O termo “Ma” do nome do prato vem de “mazi” que quer dizer marcas no rosto (sardas), ou seja o tofu branco marcado por pontinhos vermelhos da carne moída, lembra sardas (que são inaceitáveis numa mulher, pelos padrões de belza daqui). E “Po” vem de “Lăo Po” = mulher, esposa.  Então, Ma Po Dou Fu é mais ou menos = tofu à moda da esposa com sardas no rosto… (Que bela história,  heim??)

Ah, quantidade aqui também pra umas 2 ou 3 pessoas.
Ingredientes – 1 tofu; 100g de carne de porco moída; 1 colher de sopa de ovo batido; 1 e ½ colher de chá de pimenta vermelha moída (tipo cayenne. Manere se for o caso…); 1 e ½ colher de chá de alho picado; 1 e ½ colher de chá de gengibre picado; 1 colher de sopa de ciboulette picada;  1 colher de chá de pimenta de sichuan em pó; 1 colher de sopa de Black bean chilli paste. (isto você não vai achar mesmo… substitua por misso, mas não exagere que o misso é mais salgado…); 1 e ½ colher de chá de Lăo Chōu – dark soy sauce – é o molho de soja mais denso e envelhecido. Serve para dar cor ao prato; 1 colher de sopa de Sheng Chōu –light soya sauce;  1 colher de sopa de chilli oil (manere se for o caso); 1 colher de sobremesa de amido de milho; óleo de soja (ou canola) o quanto baste; Hua Jiao oil (óleo de pimenta de Sichuan) o quanto baste

Corte o tofu em cubos de aprox. 2 cm. Coloque em uma vasilha e acrescente 1 colher de chá de sal. Cubra com água fervente. Aguarde 5 minutos, escorra com cuidado e reserve.

Misture a carne de porco moída com o ovo. Reserve.

Aqueça muito bem um Guo zi (Wok). Acrescente 2 ou 3 colheres de sopa de óleo. Frite a carne de porco moída até ficar bem dourada. Acrescente a pimenta vermelha, a pimenta de Sichuan moída, o alho, o gengibre, o Black bean paste (ou misso). Refogue para liberar todos os sabores.
Acrescente aproximadamente 20ml de água fria, Lăo Chōu e Sheng Chōu.  Deixe ferver e prove. Acerte o sabor se necessário (com Sheng Chou).

Junte com cuidado os cubos de tofu. Deixe ferver por 1 ou 2 minutos. Se precisar engrosse o molho com 1 pouco de amido de milho diluído em água.

Transfira para o prato e finalize com a ciboulette picada, um fio de Chilli oil e um fio de Hua Jiao oil. (Este prato foi a grande surpresa da noite. O tofu ficou bem sardento!)

Sweet and Sour Pork Spareribs

Eis aqui uma fiel representante da cozinha da Shanghai: bem doce, bem cheia de óleo e molho de soja, overcooked. Mas fazer o que? É assim que os shanghaineses gostam… e eu confesso que aprecio vários dos pratos que eles comem aqui nesta cidade. (outros – por exemplo, o “stinky dou fu”, tofu fedido, não consigo nem passar perto). Este prato tem que ficar com o sabor bem doce e marcante, molho grosso. Então se preciso “brinque” um pouco mais com as quantidades dos ingredientes abaixo, ok? E ajuste as quantidades de acordo com o número de seus comensais. Estas abaixo são para duas pessoas.

Ingredientes – 500g de costelinha de porco cortada em peças de 3 a 5cm cada;  10g de vinho de arroz (huang jiu);  15g de de Sheng Chōu – light soya sauce;  15g de Lao Chou – dark soya sauce;  25g de açúcar;  40g de vinagre de arroz escuro;  1 pedaço de aprox. 2x2cm de Gengibre fatiado; 1 maço de cebolinha (ciboulette).

Aqueça bem um Guo zi e então, com cuidado, coloque óleo até 1/3 da panela. Deixe o óleo ficar beeem quente.

Frite as costelinhas até que estejam bem douradas, quase marrons. Escorra todo o conteúdo numa peneira.

Limpe o Guo zi e aqueça-o novamente. Coloque um fio de óleo e refogue o gengibre e a cebolinha inteira. Quando estiver bem cheiroso, acrescente as costelinhas fritas.

Acrescente o vinho de arroz, o Sheng Chōu, o Lao Chou, o açúcar e o vinagre de arroz. Misture e refogue um pouco. Cubra com água e deixe ferver.

Abaixe o fogo e tampe, cozinhando por aprox. 40 minutos, até que o molho esteja bem grosso. Para ficar do estilo shinghainês tem que ter o sabor mais doce do que salgado neste prato. Mas ajuste os temperos de acordo com o gosto de vocês. (Sabe aquele costelinha que se solta totalmente do osso? Pois eram estas.)

Dì Sãn Xiãn – Refogado de berinjela, batata e pimentão verde.

Muito gostosa esta, relativamente leve, típico de Beijing. Vá lá no blog para ver como é o corte “roll-cut” que é utilizado neste prato.
Ingredientes – 150g de batata descascada;  150g de berinjela. Prefira aquelas compridas e mais finas, não se você consegue encontrar aí no Brasil, se não, vá da normal mesmo que não prejudica em nada; 150g de pimentão verde; 10g de alho picado; 5g de ciboulette picada.

Para o molho: 10g de Sheng Chou; 5g de açúcar; 2g de sal; 10 g de maisena, dissolvidos num pouquinho de água fria;  20g de água.

Cortar o pimentão a batata e a berijenla em roll cut.

Aquecer um Gou zi. Acrescentar bastante óleo e deixar esquentar. Fritar a batata até que esteja dourada. Escorrer e reservar.

Tirar a maioria do óleo do Guo zi, deixando só um pouquinho. Refogar a berinjela, sem cozinhar demais. Acrescentar o pimentão verde. Escorrer e reservar.

Voltar o Guo Zi ao fogo com um pouquinho de óleo.  Refogar o alho e a cebolinha até que estejam fragrantes. Acrescentar os vegetais e misturar. Acrescentar os temperos e a água. Deixar ferver e misturar. Se preciso, acrescentar a maisena e acertar o sal.

Sobremesa – Gelatina de amêndoas com frutas

No quesito sobremesa, a China deixa um pouco a desejar. Dizem que é porque o açúcar no passado era caríssimo aqui. Este doce na verdade é uma cópia ou um arremedo de outro que há por aqui. O original é feito com tofu aromatizado com amêndoas. Mas você não vai achar isto nunca no Brasil. Nem eu sei onde vende por aqui, como-o sempre em restaurantes.

Ingredientes – 8 colheres de sopa de açúcar; 4 envelopes de gelatina em pó sem sabor (incolor); 1 litro de leite integral; 1 colher de sopa de essência de amêndoas.

Dissolver a gelatina conforme as instruções da embalagem. E depois misturar com o leite fervido (morno) + o açucar + a essência de amêndoas.
Colocar num pirex e levar à geladeira. Quanoo estiver bem firme, cortar em cubos e colocar numa travessa. Daí você cobre com:

– Pêssegos frescos picados + cerejas frescas sem caroço cortadas ao meio + um fio de mel… ou

– Pêssegos em calda + cerjas ao maraschino. Neste caso você pode regar com um pouco da calda do pêssego e da cereja. Mas esta segunda opção é menos autêntica ainda… entretanto, cá entre nós, não menos gostosa. (Ficou muito bom e juntei as duas sugestões com pêssegos em calda e cerejas frescas, além do açucar gay, óbvio!)

Abração e boas garfadas, quer dizer, palitadas.

Rogério

Bom, após isto tudo, só me resta agradecer esta valiosa participação do Rogério e dizer o quão bacana foi todo o jantar.

Aconteceram coisas inusitadas por aqui: tomamos cerveja japonesa (água francesa, flaquinha, flaquinha tleis, flaquinha dois ), …

tentamos harmonizar o nosso querido Jacozinho, o Creek com com comida chinesa e não deu muito certo (IacoIaco, blanco, suntuoso,untuoso ) …

…  e não servi nenhum prato empratado (seguimos o conselho do Rogério; em Ferraz, como os chineses! rs) e, surpresa e nada inusitado; nos divertimos muito e achamos, tudo, mas tudo mesmo, absolutamente impecável.

Eis a opinião dos conflades:
Grande Rogério. Glande Logélio! (Edu)
Delicioso!!! Obrigado Hopi Sing. (Mingão)
Logélio, obligado!!! (Deo)

E eis também as nossas afamadas flores virtuais que lembram muito o estilo chinês de ser.

Rogério, tivemos um verdadeiro wanfan feichang hao shi (pra quem não entende chinês tão bem como eu, um ótimo jantar).

Zài Jiàn = 再见 !

As peripécias dos IBs continuam neste mês mesmo (dezembro) com a participação da Carla Soar do blog Arroz de Minhoca.
E tem mais; não sei não. se não comereremos o próprio bicho (minhoca é bicho?) que dá nome ao blog? 🙂

.

39º Inter Blogs – entre panelas holandesas no dcpv

número 390
26/04/2011

39º Inter BlogsEntre Panelas holandesas no dcpv.

A maioria das pessoas que participam dos IB (quer saber o que é? ) dizem que é quase como ter um bebê. Afinal de contas, normalmente entro em contato com pelo menos um ano de antecedência (poderiam ser facilmente 9 meses).

A partir daí, todos ficam pensando (ou esquecem! rs) em como será o menu até que o Dr Edu, eu mesmo, entra em contato avisando: chegou o dia!

E aí alguns me mostram o que pensaram; outros falam “nooooossssa! Já!” , mas no geral, todos nos divertimos bastante.

Neste caso específico, o da Carla Duclos do excelente blog Entre Panelas, a geração foi praticamente de gêmeos já que além do menu (a Carla é super-organizada e me mandou as receitas testadas por ela mesmo num formato bacana e muito explicativas); ela e o Daniel, o esposo, coincidentemente encomendaram a filha deles, a BabyDuc.

E não é que ela nasceu praticamente agora, na semana passada?. Ah! se quiser acompanhar como foi toda a geração da BabyDuc, conheça o Ducs Amsterdam, o blog do Daniel, que é muito interessante e tem dicas quentíssimas sobre o país da Laranja Mecânica.

Bom, só nos resta dar os parabéns pra eles (nós sabemos bem o quão bom é ter uma “filha-mulher”) e aproveitar esta oportunidade de degustar comidas holandesas (eles moram lá na Holanda) de primeiríssima qualidade.

Vamos lá e repare que este menu tem uma profusão de receitas começadas com H (em Dutch).
Em tempo: tudo o que estiver em escrito em vermelho é obra minha. O restante é obra da
Carla.
Vooruit?

Entrada – Croquete Holandês e Cole Slaw
Criei uma receita nova baseada em duas que encontrei online e na experiência de ter testado a receita. Baseada no resultado que tive, adaptei mais um pouco para que fique mais próximo do croquete holandês.

Ingredientes
Para a carne: 500 gramas de carne (acém), 2 cebolas pequenas ou 1 grande, 1 dente de alho, tomilho seco, 1 folha de louro.
Para a massa: 150 gr de manteiga, 300 g de farinha de trigo, 1.5 litros de caldo de carne.
Modo de preparo:
Cozinhar a carne e fazer o caldo:
A carne pode ser cozida na panela de pressão (30 minutos na pressão) ou normal (cerca de 2 horas). Você irá precisar de 1,5 litros do caldo onde a carne for cozida.
Coloque na panela a carne (não refogue), a cebola, o alho, o tomilho seco (usei o acessório para chá) e o louro. Quando a carne estiver cozida, retire-a do caldo, pique em pedacinhos bem pequenos (aproximadamente 3 por 3 milímetros) e reserve. Coe o caldo e reserve-o.

Preparar a massa:
Derreta a manteiga. Adicione a farinha de trigo e frite por alguns minutos.

Adicione o caldo de carne reservado aos poucos e cozinhe por mais alguns minutos. Fica um creme espesso. Junte a carne picada e misture. Deixe esfriar.

Modele e frite os croquetes
Após completamente frio modele os croquetes em formato de pequenos troncos com 10 cm de comprimento e 3 cm de diâmetro.

Para empanar, prepare 3 pratos: 1 com farinha de trigo, 1 com ovo batido e 1 com farinha de rosca. Passe o croquete pela farinha de trigo, pelo ovo e então pela farinha de rosca.
Frite os croquetes por imersão em óleo. Eu gosto de colocá-los sobre papel toalha ao retirar da panela.

Sirva o croquete acompanhado de um pouco de mostarda de boa qualidade e do cole slaw. Que é uma salada feita com repolho picado, cenoura ralada, uva passa, ovo cozido, cebolinha verde e …

… com um molho a base de vinagre branco, açúcar, maionese, sal e pimenta.

Fala a verdade! É um verdadeiro e chic botecão holandês.

E neste clima, é claro que não poderia faltar a famosa cerveja holandesa, a La Trappe Blond (Betty??) Holland . Achamos “maltada, lantejoulista, luxuosa“.

Curiosidade sobre a gastronomia holandesa – O croquete holandês é algo que não poderia faltar num menu holandês. Os holandeses são loucos por ele. Nos restaurantes das empresas por exemplo, o croquete é uma opção sempre presente, todos os dias. Eles adoram.
Uma pesquisa com holandeses que moravam fora da Holanda perguntou qual a comida de casa que eles mais sentiam falta e o ganhador foi o croquete. Em holandês, croquete é kroket.

Ele é comumente acompanhado de mostarda e pode ser comido puro ou no pão. Para compor o menu, sugeri acompanhá-lo com uma salada, mesmo que essa não seja a maneira típica de serví-lo, achei que cairia melhor como parte de um jantar. O cole slaw é uma salada muito popular nos Estados Unidos, mas também consumida aqui. Uma coisa que eles consomem muito por aqui são saladas com coisas picadas e temperadas. É um estilo de salada comum e achei que faria sentido um tipo desses compor o menu, embora o cole slaw não seja uma salada tradicional holandesa. Além disso, o nome em inglês vem do holandês, da palavra “ koolsla”, onde koll significa couve e sla, salada. Repolho em holandês é chamado de witte kool, que em português seria couve branca. Daí o kool em koolsla.

Prato Principal – Hutspot & Hachee

Hachee
Ingredientes: 900 g de alcatra, 3 cebolas picadas, 3 colheres de sopa de farinha de trigo, 5 xícaras (aproximadamente) de caldo caseiro de carne, 2 colheres de sopa de melado, 2 maçãs descascadas e picadas, tomates sem pele picados, 1 ramo de alecrim fresco, 2 folhas de louro, tomilho fresco a gosto, 4 cravos, 10 grãos de pimenta do reino preta, manteiga, sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:
O ideal é preparar o Hachee num Dutch oven. Eu preparei numa Le Creuset.
Corte a carne em cubos de aproximadamente 2,5 cm e seque-os com papel toalha.

Tempere a carne com sal e pimenta do reino moída na hora. Aqueça a manteiga e doure os cubos de carne. Faça em partes sem encher muito a panela. Quando estiverem bem dourados, reserve.
Coloque a cebola na panela e refogue-a até estar ligeiramente dourada e translúcida. Volte os cubos de carne para a panela e misture com a cebola.

Adicione a farinha de trigo, mexa e deixe cozinhar por 1 minuto. Junte os tomates, misture e deixe incorporar por alguns minutos e adicione caldo de carne até cobrir a carne. Junte a maçã picada, o tomilho, o cravo, os grãos de pimenta, o louro e o alecrim. (o cravo, os grãos de pimenta e o louro serão removidos no final).

Adicione o melado. Coloque um pouco de sal a gosto. (deixe para acertar o sal no final)
Aguarde ferver. Então tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por cerca de 2 a 3 horas. Vá acompanhando e mexendo de tempos em tempos. Após 3 horas, cheque a quantidade de caldo. Se o caldo estiver muito líquido (muito aquoso), deixe destampado apurando no fogo até engrossar. Acerte o tempero.

O Hachee está pronto para ser servido!

Curiosidades sobre a gastronomia holandesa – O Hachee é um cozido de carne holandês bem tradicional. Pode-se dizer que é a versão holandesa do boeuf borguignon. Segundo a Wikipedia, há descrição do Hachee em buffets medievais (não sei se isso é verdade). Infelizmente não sei muito mais sobre este prato. A primeira vez que experimentei foi num restaurante de comida holandesa em Amsterdam, o Moeders, e achei uma delícia.

Hutspot
Ingredientes – 370 g de batatas descascadas e cortadas em pedaços de mesmo tamanho, 370 g de cenoura picada em pedaços de aproximadamente 2,5 cm, 180 g de cebola picada em pedaços grandes, 1 colher de sopa de manteiga e mais manteiga para fazer o purê, caldo de legumes, curry a gosto, sal e pimenta do reino moída na hora a gosto.

Modo de preparo:
Leve as batatas para cozinhar numa panela com água fevendo e sal. Em outra panela, coloque a manteiga. Quando a manteiga estiver derretida, adicione as cebolas e refogue-as até estarem translúcidas.
Adicione o curry a gosto (cuidado para não deixar muito forte, a idéia é adicionar sabor, mas não ressaltar o curry) e cozinhe mais 1 minuto. Junte as cenouras e mexa envolvendo tudo. Coloque o caldo de legumes.

Tanto as batatas quanto as cenouras devem demorar uns 20 minutos cada uma para ficarem cozidas. Quando as batatas estiverem macias, escorra a água e reserve.
Quando as cenouras também estiverem macias, reserve um pouco do caldo onde elas foram cozidas (para ser usado, se necessário, quando estiver fazendo o purê) e escorra o resto.

Agora vamos fazer o hutspot:
Junte tudo numa tigela (as batatas e as cenouras com cebola). Adicione um naco de manteiga, um bom tanto de pimenta do reino moída na hora e amasse tudo junto fazendo um purê.

Se o purê estiver muito seco, use um pouco do líquido do cozimento. Acerte o sal. O purê não deve ser muito seco, mas tem que ter uma certa consistência. Não é pra se muito mole.

Hachee + Hutspot = Harmonioso e Holandês. Muito bom, Carla.

Como o Déo tinha dado mais uma mancada (olha o jubilamento!), aproveitamos pra continuar cervejando. Entornamos uma Trappistes Rochefort Belgica que foi “amendoada, campari light, amaretto dell’orso” segundo os tamanquistas juramentados.

Curiosidades sobre a gastronomia holandesa – A batata é o carboidrato base da alimentação holandesa. Ela está para a culinária holandesa como o arroz para a brasileira. É curioso que no site para compras online de um supermercado aqui na Holanda, na seção de vegetais e frutas há três categorias: batatas, vegetais e frutas. Tem uma categoria dedicada pra batata, só pra ter uma noção da presença dela por aqui.

Hoje em dia com as influências culturais de outros países, outros carboidratos foram introduzidos e são também consumidos pelos holandeses, como o arroz, massas, couscous marroquino e outros. Mas, pra se ter uma idéia, em alguns supermercados você encontra o arroz na seção de produtos “exóticos”, que são produtos típicos de outros países.
Sendo a batata a base, um prato muito típico e tradicional na Holanda é o Stampot, um purê que é feito amassando-se a batata junto com algum vegetal. Há várias versões de stampot, com couve, escarola, endívia, etc. O Hutspot sugerido neste menu é uma das versões do stampot, feita com cenoura e cebola. O stampot é consumido principalmente no outono e inverno e é comumente acompanhando por uma linguiça/salsicha holandesa defumada, chamada em holandês de rookworst. Mas pode ser também acompanhado de carne.

Sobremesa – Hangop
Ingredientes – 4 xícaras de iogurte natural integral, 1 xícara de creme de leite fresco, 5 colheres de sopa de açúcar, 1 fava grande de baunilha, frutas ou castanhas para servir com o Hangop (Minha sugestão está no final da receita).
Modo de preparo – Drene o iogurte, colocando um pano de prato limpo sobre um escorredor de massa ou peneira. Coloque esse escorredor sobre uma tigela funda. Despeje o iogurte sobre o pano e dobre o pano por cima cobrindo o iogurte.

Leve à geladeira e deixe sorando por pelo menos 4 horas. O ideal e deixar da noite pro dia. (usei o presente pollyshopiano da minha sogrinha, o Top Therm ).

Prepare o chantily, batendo o creme de leite fresco com o açúcar até o ponto de chantily.

Prepare o Hangop, colocando o iogurte que foi drenado numa tigela grande. Abra a fava de baunilha, tire as sementes, junte-as ao iogurte e misture bem (a fava não é utilizada).

Adicione o chantily e vá misturando e incorporando ao iogurte delicadamente.

Seu Hangop está pronto. Leve à geladeira até a hora de servir.

Curiosidade da culinária holandesa Minha sugestão para acompanhar o Hangop são frutas frescas, morango especialmente. Mas fica a gosto do freguês. Pode ser compota ou calda de frutas também, só recomendaria que não fosse muito doce se não o conjunto todo fica muito doce e se a compota for muito presente ela anulará o sabor do Hangop.

Eu conheço muito pouco sobre a história dessa sobremesa. Conforme o artigo onde encontrei a receita, o Hangop é uma receita holandesa muito antiga e tradicional. Morando na Holanda, sei que há versões industrializadas vendidas nos supermercados e sei que os holandeses comem o Hangop como sobremesa. É encontrado em menu de restaurantes e foi inclusive como provei a primeira vez.

É comum também os holandeses comerem apenas o iogurte de sobremesa e outra popular entre eles é o vla, um creme semelhante ao danete que há no Brasil.
Eles gostam muito desse tipo de sobremesa cremosa. Selecionei o Hangop, pois achei uma maneira interessante de incluir o iogurte no menu holandês, mas de uma maneira mais rica e preparando uma sobremesa clássica e antiga. Os laticínios daqui são deliciosos e os holandeses se orgulham disso. Uma das imagens comuns quando pensa-se em Holanda são as famosas vacas holandesas.
Achei que uma sobremesa láctea seria perfeita pra levar um pouco da cultura gastronômica holandesa para vocês.

Caramba, Carla. Esta foi uma verdadeira aula de gastronomia, cultura e adoramos tudo. Como não poderiam faltar, seguem as nossas famosas flores virtuais pra você …

… e pra BabyDuc também.

Eis a opiniãos dos mirindinhas:

Cruyff, Neeskens e Carla. A laranja mecânica desfilou a alta gastronomia na grande FV. (Edu)
Jantar digno da Casa de Orange!!! Nobilíssimo (Mingão)

Doei.

PS – E os IB continuam em maio com o menu apresentado pela Patricia e a Isabel do blog Memórias Gastronômicas. Aguardem que vem coisa boa por aí !

.

dcpv – vai um croquete aí?

número 224
28/07/09

Vai um croquete aí?

Vou confessar uma coisa !

DSC00210-2

Abandonei a Gula. Ela só me prejudicava!
Eu não conseguia desenvolver o meu trabalho, me enrolava todo e toda vez que eu tentava fazer alguma coisa, lá estava ela, a Gula, pra me atrapalhar.

DSC00220-2

Até que resolvi trocar.
Assinei (auxiliado pela indicação do Diogão dos Destemperados que é “frila” por lá e também encarta alguns guias) a Prazeres da Mesa. E a minha vida melhorou substancialmente!

DSC00221-2

Prazeres é muito melhor do que a Gula.
Matérias excelentes, com ótimas dicas de restaurantes, vinhos e pasmem, receitas que são executáveis e numa quantidade bem razoável em cada edição.(Fiz até um especial sobre a pimenta biquinho tirado de lá !) 

DSC00223-2
A Dé usou copos de cerveja. Fazia um tempinho que eles não vinham à mesa !!

Dentre elas, guardei há um tempinho, um “tratado” sobre os croquetes escrito pela Renata Braune do ótimo restaurante  Chef Rouge. Ela mostrou 4 receitas deste tão apetitoso salgado.

DSC00211-2

O croquete é de origem holandesa. Na Alemanha é conhecido como krokretten ( isto não é uma piada! rs).
Na Espanha é uma das principais tapas.
E no Brasil é um dos melhores e mais pedidos petiscos botecais.

DSC00213-2

A própria Renata Braune é uma adoradora de croquetes e sempre sonhou em elaborar um Guia do Croquete Perfeito. Ela indica como melhores os do São Pedro, São  Paulo; Pirajá (do Edgard, amigo da LBV), Astor (outro do Edgard), da Adega Santiago ( do Ipe da LBV também) e da Mercearia São Roque.
E tem mais, ela diz que pra acompanhar, nada melhor do que um molho de pimenta, um concentrado de limão e eu aproveitando a idéia básica, também servi  com shoyo e um molho de tomate com vinagre.

DSC00229-2

          DSC00231-2

                      DSC00232-2

Vendo por este ângulo, resolvi fazer uma Noite do Croquete no DCPV.
E é claro que somente croquetes, por mais variados que sejam, não saciariam a nossa fome.

DSC00257-2

Então, pra completar e aproveitando o frio, fiz uma Papa al Pomodoro que, eu sei, não é comida de boteco, mas não deixa de ser uma bela sopa duma trattoria que, pensando bem, é um boteco italiano. Cqd!!

DSC00270-2

Vamos, pois, aos croquetes!
Que as nossas opiniões sirvam pra Renata ampliar os seus conhecimentos sobre este petisco que ela tanto adora.

Bebidinhas

Já que o negócio é boteco, Caipirinha de Pinga e de Limão.

DSC00216-2 DSC00218-2

I – Croquete de Carne Moida Tradicional (harmonização : cerveja Bohemia Pilsen)

A receita é simples. Coloque 500 g de carne moída numa panela com 2 dentes de alho, 1 folha de louro, 1 cebola ralada e sal. Deixe a carne cozinhar por igual sem secar e vá colocando 150g de farinha de rosca caseira aos poucos e mexendo bem. Esta é a hora de verificar o sal.
Deixe esfriar, retire da panela e compacte a massa por igual. Faça bolinhas do mesmo tamanho e dê a forma de um croquete.

DSC00246-2

Empane com ovo batido com pouco sal. Passe na farinha de rosca, repasse no ovo e de novo na farinha de rosca. Frite em óleo bem quente !
Ficou extremamente crocante. Acho que foi a farinha de rosca !! rs

DSC00208-2

Comentário  dos botequeiros –  Um croquete tradicional e saborosíssimo. Dava pra ficar a noite toda comendo e bebendo este de carne. Ôpa! Só comendo, óbvio !!

II – Croquete de pato ( harmonização  – Cerveja SubZero )

O princípio da receita é sempre o mesmo.

  DSC00235-2

Neste caso, tempere 6 coxas de pato com sal e pimenta da jamaica. Coloque numa panela quente com a gordura da coxa virada pra baixo e deixe que derreta. Adicone 1 cenoura, 1 dente de alho, 2 cebolas raladas, 1 folha de louro e deixe dourar.

DSC00196-2

Junte 1 copo de vinho e cubra as coxas (do pato!) com água; cozinhe em fogo médio até que a carne esteja macia e soltando o osso.

DSC00206-2

Deixe esfriar, coa o molho reservando a parte líquida.
Desfie a carne finamente eliminando os ossos, leve ao fogo baixo com o molho reservado pra que reduza. Acrescente aos poucos, 4 colheres de sopa de farinha de trigo pra dar liga à carne e até que forme uma massa lisa; deixe esfriar.
Empane 2 vezes em ovo e farinha de rosca. Frite em óleo quente.

Comentário  dos bebuns – Tenho certeza que errrei a receita pois ele ficou concentrado, pesadão e denso.  A própria Renata me afirmou que ele é uma pedida especial de um monte de clientes. A próxima vez que for ao Chef Rouge, pedirei !!   

DSC00247-2

III – Croquete de mandioquinha com camarão (  harmonização – Petra)

DSC00249-2

Tempere  500 g de camarão médio cortados e reserve. Refogue durante 15 minutos e no azeite, 5 tomates maduros sem pele  e sem sementes, 1 cebola ralada e 2 dentes de alho picados.
Adicione os camarões, 500 g de mandioquinha cozida ralada fina e cozinhe até que se incorporem à massa. Coloque 2 colheres de sopa de coentro picado, 1 colher de chá de molho de pimenta, verifique o sal e coloque 2 colheres de sopa de farinha de trigo aos poucos. Deixe esfriar, modele e frite. 

DSC00245-2

Comentário dos boêmios : Este  croquete é espetacular. Super saboroso e com aquele ar marinho que tanto satisfaz. Ele só não foi  unanimidade  porque a Re sequer experimentou ( frutos do mar, arghhh!) .

DSC00225-2

IV – Croquete de frango e Bacon com Fubá e Couve ( harmonização – Heineken)

Pique 300 g de filé de frango e 100 g de bacon. Refogue numa panela quente com 3 dentes de alho e 1 cebola picada, sal e deixe dourar.
Adicione 500 ml de água e deixe ferver por 5 minutos. Pique um maço de couve finamente e adicione 3 colheres de sopa de azeite.
Coloque 100 g de fubá aos poucos até dar liga. Molde os croquetes e empane com ovo e fubá.

DSC00236-2

Comentário  dos manguaças Este croquete é excelente e tem, realmente, uma tremenda cara de comida mineira, sô !

DSC00227-2

Ainda comemos uma legítima Papa al Pomodoro ( receita legitimamente toscana que nos foi ensinada pela Lela em plena Siena).

DSC00264-2

Uma sopaça de pomodoro pelatti, pane reffermo, olio extra vergine di oliva, brodo, basílico, aglio, sale e pepe.

E uma canjica brulée, uma invenção que acabou dando certo pois a crocância da casca combinou com o gosto da canela e com a maciez da bela sobremesa junina da Flora. Muito bom ! 

DSC00258-2

Tomamos um vinho tinto, um Cabernet “Xauvignon” Benjamin Nieto Senetiner 2008 que acompanhou muito bem, tanto a Papa quanto a Canjiquée. 

DSC00263-2

E várias cervejas. Afinal de contas, eram croquetes !!

DSC00244-2

Leia a opinião dos croquetólogos sobre a noite dos próprios :

Boteco + Toscana + Festa Junina = zona organizada. (Edu)
Boteco italiano!! Perfetto! (Mingão)
De conversa em conversa; bebe-se, come-se. (Déo)

DSC00268-2

Como a própria Renata, a Braune, demonstrou, croquete não precisa ser somente de carne.
Dá pra se usar qualquer coisa. Peixes e frutos do mar, cordeiro, pato, coelho, vitela,linguiça, frango, perdiz, batata, mandioquinha, inhame, cará, legumes variados. É só arriscar e comer!
E tem mais, sem muitas coisas pra fazer a não ser fritar ( e aí o Mingão e o Déo ajudaram), a conversa rolou muito mais fluente. Na próxima e aproveitando o nosso papo, faço alguns de abobrinha !!

DSC00271-2

Hasta !

.


É só inserir o seu email, clicar no botão "Seguir" e a cada novo post publicado aqui, você receberá uma mensagem com o link. É fácil, qualquer criança brinca, qualquer criança se diverte! :)

Junte-se a 644 outros seguidores

Comentários

Blog Stats

  • 1,355,832 hits
dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Arquivos

Atualizações Twitter