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dcpv – atacama I – a chegada e a primeira impressão de tudo

22/03/2014

Atacama I – A chegada e a primeira impressão de tudo.

Sabe aqueles lugares que você já conheceu e que ficam martelando na sua cabeça?

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Pois foi o que aconteceu conosco com o deserto do Atacama.

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Estivemos lá, nesta região do Chile, em 2003, adoramos e voltamos com a sensação de que ficamos pouco tempo.

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Ensaiamos retornar várias vezes e por algum motivo, adiamos.

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Desta vez, tudo deu certo.

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E até que foi sacrificante.

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Pegamos um voo da TAM em plenas 7:00 hs da matina (o que significa sair de casa as 4:00), …

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… mais uma conexão LAN pra Calama (conselho de amigo, porque quase dançamos: deixe pelo menos 2,5 hs pra essa conexão) …

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… e as 16:00hs desembarcamos na obra do que parece ser um aeroporto bem bonito.

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O transfer do explora (o mesmo hotel que ficamos da outra vez) estava nos esperando e a viagem até o hotel (quase 1,5 horas) foi excelente …

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… e uma grande experiência desértica.

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Vimos deserto puro, …

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… aproveitamento de energia eólica, …

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… início de vegetação próximo a Cordilheira, …

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… montanhas maravilhosas, …

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… desertos salares …

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… e enfim, chegamos.

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O explora continua o mesmo (graças a Deus).

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O mesmo estilo rústico-chique …

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… com quartos muito bons …

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… e esta vista fantástica do vulcão Licancabur.

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Põe fantástica nisso!

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Ainda deu tempo de ver um tremendo por do sol …

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… com direito a reflexo na piscina …

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… e toda a beleza ao redor.

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Voltamos ao bar, pra tomar e comer alguma coisa …

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… além de nos reunirmos com o nosso guia onde faríamos o que é rotineiro por aqui: escolher os passeios do dia seguinte (todos eles incluídos na diária).

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Dentro do imenso cardápio, resolvemos ir de manhã andar de bike até a Laguna Cejar e a tarde, caminhar pelo Vale da Lua.

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Faltava só o jantar antes da descansada dos justos.

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E com este cair da noite, foi covardia.

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A comida, como sempre, foi muito boa.

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Tudo funciona duma maneira prática. São duas opções de entrada e duas de principais.

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A Dé escolheu Vichyssoise …

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… e arroz com picante de camaron.

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Eu, terrine de lentejas e salmon …

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… e filete con calapulcra (um purê de batata diferente) y tomate.

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De sobremesa, a Dé foi de turron de chañare …

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… e eu, Isla flotante.

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Tudo perfeito e acompanhado por ótimos vinhos brancos e tintos (não se esqueça, está tudo incluído na diária).

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O jeito foi dormir (sem tv e sem wifi, norma do hotel) e esperar pelo “grande início” de amanhã cedo.

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O deserto nos aguarda.

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Hasta.

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dcpv – santiago do chile – bocanáriz, olhos e ouvidos; puerto … fuy!

06/08/2013

Santiago do Chile Bocanáriz, olhos e ouvidos; Puerto … Fuy!

Nota do editor: nós tivemos um problema com o cartão da nossa máquina fotográfica e acho que perdemos as fotos dos dois primeiros dias desta viagem. O jeito foi apelar pros amigos e utilizar as fotos que tanto a Márcia/Vianney como o casal Lourdes/Eymard tiraram. Portanto, não reparem se o post resultar um tanto quanto remendado. Podem ter certeza que não foi o vinho! 🙂

E lá fomos nós pro Chile de novo.

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Quer dizer, pra Santiago do Chile e com destino a Mendoza, na Argentina.

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Mais uma vez, o grupo dos vinháticos se encontraria pra desvendar os segredos de Baco.

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Como não existe vôo direto pra esta cidade da Argentina e ninguém de nós pensou em fazer uma conexão que incluísse Buenos Aires, resolvemos passar uma noite (e consequentemente, um dia) na nossa queridinha Santiago.

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O vôo foi tranquilo (apesar de ser muito cedo, as 7:10 da matina) e nos encontramos com a Lourdes e o Eymard no aeroporto de Guarulhos.

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Chegamos ao hotel W (bom como sempre) por volta das 13:00 hs,…

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… com tempo suficiente pra darmos uma olhada em tudo (apelei pras fotos do site do hotel), …

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… brindarmos com espumante e cones de batata frita  (estas fotos realmente desapareceram) e zarparmos diretamente pro Bocanáriz, um wine bar esperto, onde encontraríamos a Márcia e o Vianney.

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O Bocanáriz (conhecemos também no nosso encontro anterior) é o que podemos chamar de lugar perfeito pra se bater um papo, comer coisinhas e tomar ótimos vinhos.

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Ele é despojado e ao mesmo tempo, bastante aconchegante.

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Resolvemos fazer o indicado pra estas ocasiões: tapear bastante e tomar alguns vôos.

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Bom, tapeamos com batatas bravas, …

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empanaditas de carne, …

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bruschettas de presunto crudo, brochettes de muçarelas de búfala, …

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ceviche, …

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salada de quinua e camarões, …

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… enfim, somente pratos gostosos.

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E os tais vôos de vinhos, são na verdade, experimentações temáticas que versam sobre agrupamentos. Por exemplo, se experimenta 3 tipos de vinhos que são ícones do Chile, ou mais 3 (são sempre 3) que venham da cordilheira marinha e assim por diante.

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Todos tomaram um tipo de vôo e assim, conversamos praticamente a tarde inteira. Ainda experimentamos uma garrafa dum Cinsault que não agradou muito (tinha um gosto de argila muito forte), …

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… acompanhado de tartar de salmão e um trio de queijos com doces, por sinal, muito bons.

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Encerramos a sessão vespertina, com um assortimento de mini-sobremesas e a degustação dum vinho de sobremesa Errazuriz, uma singela homenagem a Márcia e ao Vianney.

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Voltamos de taxi pro hotel e ainda tivemos tempo de dar uma olhada no mercado gourmet/restaurante que fica no subsolo, o Coquinaria. Eis mais uma lugar fantástico.

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E como só agora vimos o quarto com mais profundidade, aproveitamos pra nos preparar pro jantar que seria no restaurante Puerto Fuy. Ele é um lugar clássico, quase que um Rubayat chileno.

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E melhor, especializado em frutos do mar das profundezas do Oceano Pacífico. O menu é ótimo e conciso.
As mulheres, a Márcia, a Lourdes e a Dé pediram a trilogia de Côngrio.

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O Vianney escolheu um risoto de centolla (com esta apresentação exótica), …

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… o Eymard, o Turbot com abobrinha e abóbora

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… e eu, Ravioli de locos com espuma de champanhe.

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Todos os pratos estavam perfeitos e muito saborosos. Já que abusamos de frutos do mar, tomamos dois vinhos brancos. Dois Sauvignon Blanc, um Matetic  e outro, um ótimo Leyda.
Obviamente, pulamos as sobremesas e constatamos o também óbvio de que a qualidade dos ingredientes impera por aqui.
Esperamos que em Mendoza também, pois amanhã (e com o grupo completo, já que a Madá e o Álvaro se juntam a nós) a viagem realmente começa de verdade.

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Que venha Mendoza, e que não venha em forma do Jorge, o ex-craque do Palestra.

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Adiós.

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dcpv – chi-chi-chi-nho-nho-nho. ou seria vi-vi-vi-le-le-le?

número 334
23/10/2012

Chi-chi-chi-nho-nho-nho. Ou seria vi-vi-vi-le-le-le?

Este é mais um daqueles posts feitos no calor da emoção da volta de uma excelente viagem.

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E como desta vez fomos pro Chile (Santiago/Colchágua), é claro que a inspiração veio de lá.

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Trouxemos um montão de vinhos e frutos do mar enlatados e únicos de primeiríssima qualidade.

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Algumas receitas são pura transgressão e outra advém do resultado duma pífia aula de culinária que fizemos (Madá, Márcia, Lourdes, Eymard, Dé e eu, com o registro fotográfico do Vianney) no Lapostolle Residences.

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Vamos lá, então ao menu chileno do retorno.

Bebidinha – Caipirim

Estava o maior calor e o Deo pensou numa caiprinha de Gim. Ficou mais calor ainda. rs

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Entrada – Pastel de Jaiba e salada de verdes.

Este pastel é resultado da aula (???) que tivemos no Chile. Ele é quase que uma casquinha de caranguejo.

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Pra ser original, vou dar a receita em castelhano.

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Cortar pimentóns verde e rojo (1 cucharada de cada) en brunoisse y reservar.

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Remojar 3 rodadas de pan de molde sin los bordes junto com 1 taza de leche e 1/2 taza de crema. Reservar.

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Em una sartén, agregar 1/2 taza de aceite de oliva y saltear 1/2 cebolla cortada em cuadritos pequeños y los pimentones hasta que a cebolla esté transparente y blanda.

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Agregar 500g de carne de Jaiba y mezclar.

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Agregar vino blanco, dejar reducir, agregar el pan con la leche y revolver. Agregar sal y 25 g de de queso parmesano rallado.

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Verter em pocillo que se puedam meter al horno y agregar el resto de queso parmesano sobre la mezcla para gratinar.

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Viu como parece com uma casquinha?

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Quanto a salada de verdes, o meu conselho é pegar tudo o que for mato de qualidade (no meu caso, colhi mache, manjericão, orégano, dill, azedinha, alfaces, rúcula, tomilho, etc) , …

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… juntar numa vasilha …

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… e fazer um molho com mostarda l’ancienne, vinagre, azeite, sal e pimenta.

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É o acompanhamento perfeito prum “pastel”.

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Tomamos um espumante brasileiro Millésime da Miolo 2010 que foi “cool, desmiolado, espumoso, injuriado“.

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Principal – Capellini aos frutos do mar.

Este prato foi a improvisação total.

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Tudo bem que foi organizada, já que aproveitei pra utilizar alguns dos inigualáveis frutos do mar chilenos (olha o pulpito aí, gente).

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Todos sabem que as águas frias do Oceano Pacífico produzem estas verdadeiras maravilhas.

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Portanto, basta fazer uma bela massa caseira (a Dé caprichou) …

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… um molho de tomates muito bem encorpado e reduzido, e quando estiver bem quente, “agregar” locos, picorocos, machas, navalhas, camarones, pulpitos, salmones e o que mais tiver na mão.

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Aí é só cozinhar o macarrão até ficar al dente …

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… e misturar ao molho.

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Que prato espetacular!

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Todos comemos duas vezes e …

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… e comemoramos com uma legítima herança da viagem, um Sauvignon Blanc Casa Lapostolle 2011 que foi “remember, aguado do mar, João Batista, poronguito“.

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Sobremesa – Sorvete de Milho.

Maiz, ou melhor, milho é uma das especialidades chilenas. Então, saquei da cartola uma receita de sorvete de milho verde.

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Coloque num copo de liqüidificador, uma lata de milho verde escorrido, uma de leite condensado, uma de creme de leite sem o soro, uma de leite e raspas da casca de um limão.

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Bata tudo muito bem e coloque na sorveteira (eu usei a minha Ferrari ).

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Ficou uma delícia e combinando muito bem com o clima reinante.

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Eis a opinião dos baixinhos e cabeçudos:
Jo soy latino-americano e nunca me engano! Viva Chile! (Edu)
Espiritus sanctis amens! (Mingão)
Espetáquilla! Exuberante cascata de paladares esfuziantes. (Deo)

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O que deu pra perceber é que a culinária chilena é bastante peculiar e calcada em ótimos ingredientes, especialmente os frutos do mar.

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Portanto, aproveite esta qualidade e vá visitar o Chile, especialmente Santiago, que normalmente é vista somente como um lugar de passagem pros mais variados rincões (Patagônia, Atacama, Ilha de Páscoa, destinos de neve, etc), mas tem muitos encantos.

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Chi-chi-chi-le-le-le. Viva Chile!

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Hasta.

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dcpv – quinquésimo dia – chile – vale do colchágua – conhecendo a neyen e a lapostolle como se deve.

27/10/2012

Quinquésimo diaChileVale do ColcháguaConhecendo a Neyen e a Lapostolle como se deve.

Acordamos cedo e apesar do tempo não muito católico, decidimos andar de bike.

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A descida do hotel para o vale é brava, mas fomos fortes.

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Demos uma boa volta pela vinícola e …

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… tivemos o prazer de ver belas paisagens.

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Vale o mini fotoblog:

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Note que até animais …

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… e paqueras entre eles, nós vimos.

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Voltamos, tomamos banho e tivemos um ótimo café da manhã.

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Tínhamos marcado uma visita a uma vinícola simples e próxima, a Neyen com os seus vinhos premiados (94 RP).

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A Márcia acabou torcendo o pé na noite anterior e justamente por isto, tanto ela como o Vianney não puderam conhecer o lugar.

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Chegamos e logo fomos percebendo como o trabalho por lá é no esquema familiar e tradicional.

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Demos uma volta pelas videiras (algumas tem 100 anos!) e …

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… fomos conhecer todo o processo de fabricação dum vinho que é muito famoso no Chile.

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A vista destas janelas abertas na área de preparação são maravilhosas.

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Além de que, fizemos uma degustação especial …

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… num salão antigo/novo (foi construído em 2008) muito bonito.

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Note que uma das paredes foi muito afetada pelo recente terremoto de 2010…

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… assim como as casas que estavam no caminho de volta.

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Aproveitamos que a fome apertou e iniciamos o processo do almoço.

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Antes, demos uma voltinha pela horta que estava um pouco caída, mas dava (literalmente) um bom caldo.

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Começamos tudo com os famosos aperitivos: …

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…. roll de salmonete abumado y lechuga, …

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queso fresco, aji papaia

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… e empanada de queso tapenade.

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Tudo perfeito e combinando muito bem com o vinho Lapostolle Sauvignon Blanc 2011.

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Ah, quem disse que éramos só nós 8 no hotel?

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A entrada foi formada por carpaccio de pulpo (adivinhem se eu gostei???)…

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ceviche mixto (diga miquisto) e mix de hojas verdes.

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Tudo perfeito, ainda mais acompanhado por um Lapostolle Chardonnay Casas 2011.

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Era chegada a hora dos principais.

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Que foram lomo de cerdo. …

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mote campero, vegetables e salsa Carmenere.

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Como alternativa aos não-carnívoros, serviram um peixe (ou um frango? Help me!!).

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Perfeitos, assim como o vinho Lapostolle Cabernet Sauvignon Cuvée 2010.

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Como sobremesas, suspiro de naranja e raougt de frutos secos.

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Enfim, um allmoço frugal. rs

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O dia estava cada vez mais pequeno.

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A visita pra Clos Apalta estava marcada pras 16:00 hs.

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E a esta hora, lá estávamos nós, com o Vianney e sem a Márcia que foi, merecidamente, descansar.

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Enfim, conheceríamos a famosa a vinícola do hotel.

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E por mais que se tente descrever, não dá pra passar o que se sente ao entrar/estar lá.

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O passeio é muito interessante e educativo, …

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… mesmo porque o prédio chama muita atenção.

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É claro que não vou descrever todo aquele blá-blá-blá de como os vinhos são produzidos. Fica o minifotoblog:

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Vou me ater a falar como é a adega particular da Madame Alexandra (por sinal, ficamos na casita dela).

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No último estágio da ótima visita, você vai fazer a desgustação numa mesa grande e … surpresa!

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O tampo se abre e embaixo da mesa, tem uma escada que leva pra tal adega da proprietária.

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E que adega!

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São dois andares com vinhos de todas as safras e produtores que se possa imaginar

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O visual chega a ser de ficção científica …

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… e você não tem como não ficar emocionado…

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… e devaneado.

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Passamos pela loja, compramos alguns vinhos e fomos nos preparar pra aula de gastronomia (??).

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Ela não foi muito boa, já que a professora só se preocupou em misturar ingredientes pré-cortados …

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… e que formariam um pastel de jaiba. …

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… mais conhecida como “Casquita de Cangrejo”.

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Esta foi uma das entradas do nosso jantar.

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Antes dele e próximo das 20:00 hs, ou seja, ao anoitecer , …

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… tivemos, certamente, um dos melhores poentes das nossas vidas.

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O céu …

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… se pintou …

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… de cores dramáticas …

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… e tudo …

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… mudava …

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… a cada segundo.

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Deborizando, estava encantador…

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… e absolutamente lindo.

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Era chegada a hora do jantar.

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Iniciamos tomando um Pisco Kappa estrela Azul…

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… e comendo camarones apanados a la inglesa, …

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bocado de salmon a las hierbas

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… e empanadas de queso, tomate e orégano.

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Neste momento, o som dos DJs internacionais, Álvaro e Eymard, estava bombando.

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Como entradas, experimentamos a nossa criação coletiva, o pastel de jaiba com uma apimentada galleta de merquén.

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Tudo regado a Lapostolle Cuvée Alexandre Chardonnay 2011.

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Os principais foram pechuga de pato, polenta cremosa, zapallo italiano salteado e salsa de Carmenere.

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Foi muito bem harmonizado com um Lapostolle Cuvée Alexandre Carmenere 2011.

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Aproveitamos o embalo e chamamos mais um Legítimo Clos Apalta 2009, …

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…. enquanto esperávamos pela sobremesa, um bombon de quinua com raougt de kiwi.

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Vocês devem ter percebido que não falei nenhuma vez sobre a qualidade das refeições, justamente porque todas foram absolutamente adoráveis, …

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… seja pelo resultado propriamente dito, …

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… seja pela excelente companhia

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Pronto! Terminou o nosso último jantar na Casa Lapostolle e tudo foi tão bacana que já estamos colhendo dados pra nossa próxima reunião enoamigável.

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Hasta.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Unésimo dia – Santiago – Chile – Início promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka)
Segundésimo dia – Santiago – Chile – Visitando a Concha y Toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.
Triésimo dia – Santiago – Chile – Isto é que é uma dobradinha ao quadrado. La Chascona/Bocanáriz e Almaviva/Boragó.
Quatriésimo dia – Colcha e água? Casa Lapostolle.

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dcpv – quatriésimo dia – colcha e água? casa lapostolle

26/10/2012

Quatriésimo diaChileColcha e água? Casa Lapostolle.

Hoje era o dia de passear de van.

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Rodaríamos quase 150 km até o vale do Cochágua, mais precisamente no hotel da vinícola Casa Lapostolle, o  Lapostolle Residence .

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Pra ser mais preciso ainda, fecharíamos o hotel só pro nosso grupo, já que as 4 casitas seriam totalmente ocupadas por nós.

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Tomamos um café da manhã reforçado no hotel e …

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… tome chá de van.

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Duas horas depois , chegamos.

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E que lugar!

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A vinícola Casa Lapostolle é uma belezura, …

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… e o hotel, bem, é melhor descrever a seguir, porque é simplesmente maravilhoso.

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Imagine chegar num local, descobrir que todas as casitas estão localizadas no topo do morro e com a melhor vista de todas as videiras?

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Pois foi o  que aconteceu .

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A Casa Lapostolle é extremamente bonita e charmosa.

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Demos uma boa olhada na sede …

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… e cada um começou a imaginar como seria a sua casita.

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Lourdes e Eymard ficariam na Cabernet Sauvignon, a casita número 1 e mais próxima do chamadoa “centro de recreações”, …

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… Madá e Álvaro na número 2, a Petit Verdot, …

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… Márcia e Vianey na Merlot, a número 3 …

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… e nós, na número 4 e mais distante, que além de ter uma visão espetacular das plantações, …

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…. se chamava Carmenere.

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Como chegamos muito cedo (por volta das 13:00 hs) optamos por almoçar (e que almoço) pra depois conhecer cada uma das nossas “moraditas”.

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Iniciamos a refeição ainda na beira da piscina com os seguintes aperitivos: Queijo fresco, tomate cherry, manjericão, …

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…. Brunoise de tomate, mousse de palha e caviar

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… e empanaditas de queso e ciboulette.

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Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc Casa Lapostolle 2011 que caiu como uma luva.

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Como entrada, pobre de mote com camarones e mix de hojas verdes del huerto.

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Perfeito, assim como o vinho Chardonnay Casa Lapostolle 2011.

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Era chegada a hora das fotos oficiais do evento ( a revista Caras estava cobrindo tudo! 🙂 ):

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Para o prato principal, um Filet com purê ao olivo, vegetables salteados e salsa de Merlot, para a maioria.

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Alguns, entre eles a Dé, pediram um Salmonete no lugar do Filet e também se deram bem.

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Mais que perfeito, assim como  o ícone vinho tinto Clos Apalta 2009 que nos foi servido.

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Faltava a sobremesa, que era um bocado de berries, helado de vanilla e salsa de naranjas, …

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… acompanhado duma dose de Grande Marnier (elas serão muitas).

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Foi o que podemos chamar de uma grande recepção.

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Depois disso e do cafezinho …

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… estávamos os livres para, finalmente, conhecer a nossa casita.

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Que era simplesmente um luxo,como diria o Athaide Patrese.

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Enorme, confortável, …

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… e certamente, tinha o banheiro com a vista mais bonita que vimos (desculpem a redundância) até  hoje.

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Enfim, sensacional …

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….  e melhor, com uma bela visão do skyline de todo o Vale do Colchágua.

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Demos uma descansada básica (né, Dé!)…

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… e saímos pra conhecer mais um ícone, a vinícola Montes.

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Ela fica bem perto da Lapostolle e tem como conceito o Feng Chui.

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Básicamente, significa que cada lugar tem a sua orientação …

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… e tudo tem o seu devido lugar.

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Iniciamos o tour passeando num caminhãozinho …

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… que nos levou até um belvedere onde …

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… vimos  o quão linda é a vinícola, …

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…além de achar uma tremenda similaridade entre uma sala de descanso …

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… e uma maternidade.

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É claro que após experimentarmos 4 ícones (entre eles, Montes Alpha, Purple Angel), …

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… estávamos prontos pra dar uma descansada.

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Até chegarmos à nossa morada, passamos na casita da Lourdes e do Eymard …

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… e da Márcia e do Vianney.

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Tudo preparado pra mais uma refeição, que seria o jantar.

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Como estávamos somente nós no lugar, …

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… escolhemos o horário e fomos observar o lindíssimo por -do-sol.

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Pronto! Dinner’s time.

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E o ambiente estava encantador.

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Iniciamos com um Pisco Sour, enquanto esperávamos pela Márcia e pelo Vianney.

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Quando eles chegaram, começamos os trabalhos com vários amuses: tacita de pepino, queso crema e alcaparra, …

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…. huevo de codorna frito

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… e empanada de queso y jamon Serrano.

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Todos perfeitos.

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Continuamos com um crema de choclo y albahaca, pincho de zuchinni  y ostion. Mais um acerto do chef, harmonizado magnificamente por um Lapostolle Cuvée Chardonnay 2011.

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Como principal, uma corvina al sésamo, com quinoa estacional e acelgas salteadas, …

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… e uma ótima trilha sonora (que ficou a cargo do DJ Álvaro), além do vinho ícone Borobo.

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Foi quase que um acinte do sommelier, mas o danado acertou.

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Faltava a sobremesa pra coroar um grande dia de um grupo que veio pra ficar. Clery de frutilla, helado de vanilla e salsa de framboesa …

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… seguido duma outra boa dose dum Grand Marnier, que segundo o Álvaro, se tomasse 3; ele mesmo cairia pelado na piscina ! rsrs

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Ainda bem que nada disso aconteceu, mas ficou a certeza que o Lapostolle Residence é um daqueles hotéis que, você, amante das boas vida e gastronomia…

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… deve conhecer pelo menos uma vez na vida.

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Ou seja, o hotel e a vinícola são perfeitos e complementares.

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Além do nosso grupo, claro?

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Até.

.

DCPV – triésimo dia – santiago – chile – isto é que é uma dobradinha ao quadrado: la chascona/bocanáriz e vinícola almaviva/boragó.

25/10/2012

Triésimo diaSantiagoChileIsto é que é uma  dobradinha ao quadrado: La Chascona/Bocanáriz e Vinícola Almaviva/Boragó.

Era dia da turma toda se juntar. Os casais Marcia/Vianney e Madá/Álvaro chegaram tarde da noite  de ontem e nos encontraríamos nesta manhã.

Na verdade, a Márcia e o Vianney fariam o tour a casa do Neruda, a La Chascona conosco, enquanto a Madá e o Álvaro se juntariam ao grupo no almoço no wine bar Bocanáriz.

Acordamos cedo e fomos tomar mais um bom café da manhã no hotel.

Saímos de van, pra passarmos pelo hotel da Márcia e irmos todos pra La Chascona (que significa a descabelada).

Pra quem não sabe, a casa de Pablo Neruda tem este nome por causa dos cabelos da sua inicialmente amante e, posteriormente mulher, Matilda Urrutia.

Ela foi construída em 1953, e após a sua separação, Pablito (que tinha como nome original Neftali Ricardo Reys Basoalto) e Matilda viveram lá até 1973, ano da sua morte.

Esta casa é fisicamente muito interessante, já que é toda labiríntica e cheia de detalhes em cada canto.

E foi nesta lojinha que praticamente começou esta formação de grupos pela internet (daí veio o célebre post, teorema de neruda : mar + terra = céu), né Drix?

É um local com personalidade e que representa tudo aquilo que imaginamos da formação multicultural do gênio Neruda.

Terminamos a visita e cruzamos o bairro Bellavista a pé …

… e por estarmos um pouco adiantados, optamos por dar mais uma passada, …

… agora com mais tempo pra conhecer os espaços …

… do Centro Cultural Gabriela Mistral, …

… um lugar realmente especial, …

… e com exposições gratuitas muito bacanas.

Era hora de ir ao BOCANÁRIZ, um wine bar muito aconchegante, localizado próximo a praça Mulato Gil y Castro e ao lado do GAM.

O lugar é muito bonito e bem bolado.

Esta lousa contendo todos os 300 rótulos chilenos que estão a disposição dos clientes dá mais charme ainda a tudo.

Quando chegamos, o nosso grupo realmente se completou com a junção da Madá e do Álvaro que já estavam nos esperando.

Todos pedimos taças dos mais diferentes vinhos (alguns bons, outros nem tanto) e então, um dos proprietários veio nos explicar a filosofia do estabelecimento e como tudo funciona.

Optamos por escolher vôos de degustação (5 escolheram o autoral constituído de um Chardonnay Gran Reserva Alto las Gredas, Pinot Noir Montsecano e Red Blend Rukumilla) …

… e 3, o biodinâmico, composto dum Sauvignon Blanc EQ Costal Matetic, Merlot Cuvée Alexandre Casa Lapostolle e Rede Blend Coyam Emiliana)…

… e por indicação do proprietário, algumas porções para tapear.

Ostras de border negro com pan de centeio, …

tartar de salmão tibio, queso de cabras y almendras 

morcilla grillada, betarraga y mermelada de mango y piña, …

bocaditos de mozzarella derretida com tomates y albahaca e …

carpaccio de corvina, algas y alcaparras.

Foi o suficiente pra voarmos pela diversificação e o charme do Bocanáriz .

Uma das donas e sommelieres, também veio a mesa nos informar tudo sobre os vinhos e aproveitou pra perguntar sobre a querida Mari Campos (valeu pela dica!). Este é um lugar pra ficar horas, talvez morar um pouco lá, né Álvaro?

Nos despedimos rapidamente da Madá e do Álvaro, porque tínhamos reservado uma visita ao ícone dos ícones, a vinícola Almaviva.

Passamos no hotel, pegamos a van e partimos pra Puente Alto.

Chegamos lá e nos surpreendemos com a beleza de tudo.

O lugar é especialmente bem tratado…

… e com paisagens estonteantes.

A nossa guia, a Adelaida, estava nos esperando e além de muito bem informada e apaixonada pelos vinhos produzidos na vinícola, também era muito bem humorada.

Ela nos contou rapidamente o objetivo da joint venture entre a francesa Baron Philippe de Rotschild e da chilena Concha y Toro, que foi criar um vinho de categoria superior, o Almaviva

… além de nos explicar que o nome representa a  cultura francesa (Conde de Almaviva, herói do Casamento de Fígaro)…

… e o símbolo, a cultura Mapuche (expressa a visão da terra e do cosmos).

Passamos pelas videiras onde pudemos verificar tipos diferentes de solo donde provêem as uvas Cabernet Sauvignon , …

… Merlot  …

… e Cabernet Franc.

Adentramos à construção estilosa e aí a explicação recaiu sobre as manjadas etapas pra se criar um vinho.

Só que neste caso, ficou patente a qualidade que eles colocam em cada uma delas.

Desde a colheita manual, …

… passando por todas as fases utilizando máquinas moderníssimas e …

… movimentação gravitacional …

… até o engarrafamento e …

… o armazenamento pra pra enviar para a venda.

Este lugar é o berço onde a safra de 2011 está descansando.

É claro que tínhamos uma degustação de um vinho 2009 que nos mostrou o que realmente esperamos quando se toma um Almaviva.

Todos apaixonados, …

… nos despedimos da Adelaida (por favor, nada a ver com a anã paraguaia) com algumas expressões que ela usou no tour inteiro: “Oh! Que rico!!!” ou Como vocês são simpáticos“.

Voltamos pro hotel …

… e como bateu uma fominha, aproveitamos o tempo pra dar uma olhada no skyline santiaguino …

…  a partir da visão da piscina que fica no último andar …

… e finalmente experimentamos uns cones interessantes de batatas fritas e de empanaditas , …

… com o devido acompanhamento de drinques das mais variadas cores e sabores.

Era chegada a hora do jantar e do que seria o verdadeiro happening do nossa estadia no Vale do Colchágua.

A Madá e o Álvaro se juntaram novamente ao grupo e fomos todos conhecer a comida endêmica, a cucina del fin del mundo, do Rodolfo Guzmán no ótimo restaurante Boragó.

É claro que todos optamos pelo menu degustação de 8 tempos com a devida harmonização de bebidas.

Então, como já estivemos aqui antes (a Madá e o Álvaro também) esperávamos algumas repetições dos pratos destas outras refeições.

Ledo engano.

Tudo foi absolutamente original e mostrando o que o Chile tem de melhor.
Iniciamos com uns amuses muito gostosos e diferentes tais como beterraba com purê de abóbora e coentro; …

batatinha desidratada recheada com cebolas picadas, …

… uma foggazza chilena e …

… um viciante mandiopã de lagostim e bergamota.

Foi servido um espumante rosé …

… e também os famosos pãezinhos quentes dentro dos saquinhos de padaria juntos com a terra/patê.

Próximo e primeiro efetivo prato: uma concha com ostras e peixe de roca em Ceviche, coberto com um tipo de azedinhas chilenas e flores comestíveis (ORILLAS DE qUINTAY).

Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc.

Mais um prato endêmico: uma cebolinha cozida no vapor, flores de ciboulette, um caldo concentrado de cebola caramelizada e o primeiro galho comestível (comi muuuuuuuuitos) (cEBOLLAS y queso fresco de vaca).

Outro prato mais do que endêmico, surpreendente: um caldo extremamente defumado de mariscos e servido duma forma nada ortodoxa, num ninho gravetos, com um pãozinho macio que parecia ser batata, um pão de queijo grudento, mas de excelente sabor (cURANTO).

Mais um e desta vez uma arraia. Sim, senhores, uma arraia com algas fritas, uma tronco de algas que mais pareciam cartilagens e um caldo bem concentrado (MANTA rAYA y algas de Tunquén).

Acompanhamos com um Pinot Noir Montsecano (o segundo da degustação do BOCANÁRIZ) que foi um dos melhores vinhos da noite.

Próximo e último prato salgado: um frango orgânico assado no formato campestre, ou seja, sobre as brasas de gravetos

e servidos com um creme do alimento dele (pOLLO ORGANICO AL RESCOLDO,topinambur y alpiste).

Este ótimo prato foi harmonizado com um excelente vinho tinto Carignan Vigno Gillmore 2009.

Dessert’s time: pra limpar papilas gustativas, um sorvete de leite orgânico com um disco de queijo de cabra e molho de  pepino (PASTEL DE YOGUR pAJARITO).

Nos preparamos com um Late Harvest Muscat Tabali 2010.

A sobremesa principal é bonita, pero, indescritível.

Um sorvete, frutas secas, cacau chileno e muita conversa (eSPINO CHILENO DE CHACABUCO).

Encerramos com um cerveja Stout chilena (há quem não gostou, mas eu adorei), …

… a marca registrado do restaurante, o fRÍO glacial, onde todo mundo soltou fumaça pelos orifícios (do ROSTO! rs) …

… cafés, chás e a “dolorossa”.

Pronto! Era hora de ir embora, …

… arrumar as malas e “go to” Vale do Colchágua.

Hasta mañana.

Acompanhe os outros dias desta viagem:
Unésimo dia – Santiago – Chile – Início promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka)
Segundésimo dia – Santiago – Chile – Visitando a Concha y Toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.

.

dcpv – triésimo dia – santiago – chile – isto é que é uma dobradinha ao quadrado: la chascona/bocanáriz e vinícola Almaviva/Boragó.

25/10/2012

Triésimo diaSantiago ChileIsto é que é uma  dobradinha ao quadrado: La Chascona/Bocanáriz e Vinícola Almaviva/Boragó.

Era dia da turma toda se juntar. Os casais Marcia/Vianney  e Madá/Álvaro chegaram tarde da noite  de ontem e nos encontraríamos nesta manhã.

Na verdade, a Márcia e o Vianney fariam o tour a casa do Neruda, a La Chascona conosco, enquanto a Madá e o Álvaro se juntariam ao grupo no almoço no wine bar Bocanáriz.

Acordamos cedo e fomos tomar mais um bom café da manhã no hotel.

Saímos de van, pra passarmos pelo hotel da Márcia e irmos todos pra La Chascona (que significa a descabelada).

Pra quem não sabe, a casa de Pablo Neruda tem este nome por causa dos cabelos da sua inicialmente amante e, posteriormente mulher, Matilda Urrutia.

Ela foi construída em 1953, e após a sua separação, Pablito (que tinha como nome original Neftali Ricardo Reys Basoalto) e Matilda viveram lá até 1973, ano da sua morte.

Esta casa é fisicamente muito interessante, já que é toda labiríntica e cheia de detalhes em cada canto.

E foi nesta lojinha que praticamente começou esta formação de grupos pela internet (daí veio o célebre post, teorema de neruda : mar + terra = céu), né Drix?

É um local com personalidade e que representa tudo aquilo que imaginamos da formação multicultural do gênio Neruda.

Terminamos a visita e cruzamos o bairro Bellavista a pé …

… e por estarmos um pouco adiantados, optamos por dar mais uma passada, …

… agora com mais tempo pra conhecer os espaços …

… do Centro Cultural Gabriela Mistral, …

… um lugar realmente especial, …

… e com exposições gratuitas muito bacanas.

Era hora de ir ao BOCANÁRIZ, um wine bar muito aconchegante, localizado próximo a praça Mulato Gil y Castro e ao lado do GAM.

O lugar é muito bonito e bem bolado.

Esta lousa contendo todos os 300 rótulos chilenos que estão a disposição dos clientes dá mais charme ainda a tudo.

Quando chegamos, o nosso grupo realmente se completou com a junção da Madá e do Álvaro que já estavam nos esperando.

Todos pedimos taças dos mais diferentes vinhos (alguns bons, outros nem tanto) e então, um dos proprietários veio nos explicar a filosofia do estabelecimento e como tudo funciona.

Optamos por escolher vôos de degustação (5 escolheram o autoral constituído de um Chardonnay Gran Reserva Alto las Gredas, Pinot Noir Montsecano e Red Blend Rukumilla) …

… e 3, o biodinâmico, composto dum Sauvignon Blanc EQ Costal Matetic, Merlot Cuvée Alexandre Casa Lapostolle e Rede Blend Coyam Emiliana)…

… e por indicação do proprietário, algumas porções para tapear.

Ostras de border negro com pan de centeio, …

… tartar de salmão tibio, queso de cabras y almendras …

… morcilla grillada, betarraga y mermelada de mango y piña, …

… bocaditos de mozzarella derretida com tomates y albahaca e …

… carpaccio de corvina, algas y alcaparras.

Foi o suficiente pra voarmos pela diversificação e o charme do Bocanáriz .

Uma das donas e sommelieres, também veio a mesa nos informar tudo sobre os vinhos e aproveitou pra perguntar sobre a querida Mari Campos (valeu pela dica!). Este é um lugar pra ficar horas, talvez morar um pouco lá, né Álvaro?

Nos despedimos da Madá e do Álvaro rápidamente, porque tínhamos reservado uma visita ao ícone dos ícones, a vinícola Almaviva.

Passamos no hotel, pegamos a van e partimos pra Puente Alto.

Chegamos lá e nos surpreendemos com a beleza de tudo.

O lugar é especialmente bem tratado…

… e com paisagens estonteantes.

A nossa guia, a Adelaida, estava nos esperando e além de muito bem informada e apaixonada pelos vinhos produzidos na vinícola, também era muito bem humorada.

Ela nos contou rapidamente o objetivo da joint venture entre a francesa Baron Philippe de Rotschild e da chilena Concha y Toro, que foi criar um vinho de categoria superior, o Almaviva

… além de nos explicar que o nome representa a  cultura francesa (Conde de Almaviva, herói do Casamento de Fígaro)…

… e o símbolo, a cultura Mapuche (expressa a visão da terra e do cosmos).

Passamos pelas videiras onde pudemos verificar tipos diferentes de solo donde provêem as uvas Cabernet Sauvignon , …

… Merlot  …

… e Cabernet Franc.

Adentramos à construção estilosa e aí a explicação recaiu sobre as manjadas etapas pra se criar um vinho.

Só que neste caso, ficou patente a qualidade que eles colocam em cada uma delas.

Desde a colheita manual, …

… passando por todas as fases utilizando máquinas moderníssimas e …

… movimentação gravitacional …

… até o engarrafamento e …

… o armazenamento pra pra enviar para a venda.

Este lugar é o berço onde a safra de 2011 está descansando.

É claro que tínhamos uma degustação de um vinho 2009 que nos mostrou o que realmente esperamos quando se toma um Almaviva.

Todos apaixonados, …

… nos despedimos da Adelaida (por favor, nada a ver com a anã paraguaia) com algumas expressões que ela usou no tour inteiro: “Oh! Que rico!!!” ou “Como vocês são simpáticos“.

Voltamos pro hotel …

… e como bateu uma fominha, aproveitamos o tempo pra dar uma olhada no skyline santiaguino …

…  a partir da visão da piscina que fica no último andar …

… e finalmente experimentamos uns cones interessantes de batatas fritas e de empanaditas , …

… com o devido acompanhamento de drinques das mais variadas cores e sabores.

Era chegada a hora do jantar e do que seria o verdadeiro happening do nossa estadia no Vale do Colchágua.

A Madá e o Álvaro se juntaram novamente ao grupo e fomos todos conhecer a comida endêmica, a cucina del fin del mundo, do Rodolfo Guzmán no ótimo restaurante Boragó.

É claro que todos optamos pelo menu degustação de 8 tempos com a devida harmonização de bebidas.

Então, como já estivemos aqui antes (a Madá e o Álvaro também) esperávamos algumas repetições dos pratos destas outras refeições.

Ledo engano.

Tudo foi absolutamente original e mostrando o que o Chile tem de melhor.
Iniciamos com uns amuses muito gostosos e diferentes tais como beterraba com purê de abóbora e coentro; …

… batatinha desidratada recheada com cebolas picadas, …

… uma foggazza chilena e …

… um viciante mandiopã de lagostim e bergamota.

Foi servido um espumante rosé …

… e também os famosos pãezinhos quentes dentro dos saquinhos de padaria juntos com a terra/patê.

Próximo e primeiro efetivo prato: uma concha com ostras e peixe de roca em Ceviche, coberto com um tipo de azedinhas chilenas e flores comestíveis (ORILLAS DE qUINTAY).

Tomamos um vinho branco Sauvignon Blanc.

Mais um prato endêmico: uma cebolinha cozida no vapor, flores de ciboulette, um caldo concentrado de cebola caramelizada e o primeiro galho comestível (comi muuuuuuuuitos) (cEBOLLAS y queso fresco de vaca).

Outro prato mais do que endêmico, surpreendente: um caldo extremamente defumado de mariscos e servido duma forma nada ortodoxa, num ninho gravetos, com um pãozinho macio que parecia ser batata, um pão de queijo grudento, mas de excelente sabor (cURANTO).

Mais um e desta vez uma arraia. Sim, senhores, uma arraia com algas fritas, uma tronco de algas que mais pareciam cartilagens e um caldo bem concentrado (MANTA rAYA y algas de Tunquén).

Acompanhamos com um Pinot Noir Montsecano (o segundo da degustação do BOCANÁRIZ) que foi um dos melhores vinhos da noite.

Próximo e último prato salgado: um frango orgânico assado no formato campestre, ou seja, sobre as brasas de gravetos …

… e servidos com um creme do alimento dele (pOLLO ORGANICO AL RESCOLDO,topinambur y alpiste).

Este ótimo prato foi harmonizado com um excelente vinho tinto Carignan Vigno Gillmore 2009.

Dessert’s time: pra limpar papilas gustativas, um sorvete de leite orgânico com um disco de queijo de cabra e molho de  pepino (PASTEL DE YOGUR pAJARITO).

Nos preparamos com um Late Harvest Muscat Tabali 2010.

A sobremesa principal é bonita, pero, indescritível.

Um sorvete, frutas secas, cacau chileno e muita conversa (eSPINO CHILENO DE CHACABUCO).

Encerramos com um cerveja Stout chilena (há quem não gostou, mas eu adorei), …

… a marca registrado do restaurante, o fRÍO glacial, onde todo mundo soltou fumaça pelos orifícios (do ROSTO! rs) …

… cafés, chás e a “dolorossa”.

Pronto! Era hora de ir embora, …

… arrumar as malas e aguardar pelo visita ao Vale do Colchágua.

Hasta mañana.

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dcpv – segundésimo dia – santiago – chile – visitando a concha y toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.

24/10/2012

Segundésimo diaSantiagoChileVisitando a Concha y Toro mais uma vez, além de passear de bicicleta pela cidade.

Acordamos até que tarde e tomamos um excelente café da manhã no hotel.

As 10:00 hs a van veio nos buscar pra fazermos um passeio pela vinícola chilena mais conhecida dos brazucas, a Concha y Toro.

Este passeio é tão bacana que até o caminho é encantador…

… já que a Cordilheira te persegue durante todo o trajeto.

Chegamos lá próximos do horário reservado (11:00hs) com tempo de apreciar todo o belo entorno.

Iríamos fazer o Tour Marques de Casa Concha que consta do passeio rotineiro, acrescentado duma degustação de 4 vinhos desta linha mais refinada da vinícola.

O tour é muito interessante.

Você faz um circuito a pé, …

… passando pela casa principal, …

… pelas parreiras, ..

.. pelo jardim de uvas, …

… com todas saboreando o sol e crescendo …

… e tomando vinho; …

… pela adega propriamente dita, …

… e tomando vinho, …

… e o ápice de tudo é quando o guia conta a história do porque do surgimento do lendário nome Casillero del Diablo.

Acontece que muita gente gostava de pedir emprestado (roubar seria outro sinônimo) o melhor vinho de Don Melchor (o big boss).

Ele, pra afugentar os intrusos, inventou que quem estava roubando tudo era o Coisa Ruim, o Demônio, o Diabo.

É claro que com este concorrente, todos os outros sumiram e além dos roubos serem interrompidos, surgiu o lendário vinho.

Experimentamos mais um vinho (hic!) e nos preparamos pra degustação.

A  sommelier, um chilena bem mal-humorada, foi incumbida de nos mostrar as características de todos vinhos da linha Marques de Casa Concha; o Merlot, o Carmenere, o Syrah e o Cabernet Sauvignon.

Tudo acompanhado por uma tábua de queijos que mais parecia uma ótima entrada dum não menos restaurante.

Todos os sentidos foram devidamente aguçados: olfato, visão, paladar, tato e audição (e o hic também!).

Éramos onze pessoas e coincidência ou não, todos brasileiros. Rimos muito, ainda mais a medida que os vinhos faziam o devido efeito (efeito hic?).

Enfim, é um tour imperdível. E o melhor é que as taças de cristal, com o logo da vinícola estão incluídas no preço (36 U$ por pessoa).

Dá trabalho pra trazer pra casa, mas quando elas chegam sãs e salvas, tornam-se um verdadeiro troféu.

Aproveitamos que estávamos por lá e fizemos uma pequena degustação horizontal do ícone Don Melchor que é oferecida no bar.

Experimentamos tanto o de 1990 (apresentou personalidade, mas estava um pouco passado) e o 2009 (este absolutamente perfeito).

Como era o Dia Mundial da Tábua de Frios, pedimos mais uma.

Pra variar, voltamos correndo pro hotel, pra nos trocar e pegar um taxi até o escritório da La Bicicleta Verde.

Sim, iríamos fazer um city tour diferente pela cidade.

Chegamos um pouco atrasados, mas demos sorte porque o grupo era formado somente por nós.

O nosso guia, o Miguel, estava nos esperando e nos passou instruções rápidas. Em poucos minutos estávamos andando de magrela pela cidade de Santiago.

Começamos tudo passeando pelo Parque Florestal, …

… até chegarmos a  Plaza Itália.

Cruzamos alguns cafés literários, lugares onde se pode ler a vontade e criados a partir da super taxação dos livros no Chile.

Atravessamos o bairro alemão e chegamos ao Centro Cultural Gabriela Mistral, mais conhecido como GAM

… uma construção rústica e bacana …

… que gerou um ponto de encontro de toda a cultura santiaguina.

Como bônus, vimos uma monte de crianças vestidas a caracter pra fazer uma apresentação dum tipo de Festa das Nações.

Seguimos pelo trânsito que em alguns instantes causava alguns estresses, mas no geral, o divertimento foi total.

Cortamos o bairro Lastarria, …

… circundamos o Cerro Santa Lucia, …

… e chegamos ao Palácio de La Moneda, o lugar onde aconteceu toda aquela confusão Allende/Pinochet.

Como a frente estava interditada, passamos pelos guardas e ficamos na parte autorizada.

Com as explicaçóes do Miguel, ficou ainda mais fácil de achar a história do suicídio mais estranha ainda.

Retornamos ao tour, cruzando a Plaza de Armas e passando em frente do Museo Nacional de Bellas Artes

… e seu jardim particular.

Pronto! O tour terminou e recomendo fortemente fazer este passeio por que além de você conseguir sentir melhor o clima de toda a cidade, ainda obtém muitas informações sobre o dia-a-dia e a política atual dos chilenos.

Sem contar que o JuanPablo, o outro guia, ainda tira fotos e depois te envia por email.

É claro que teríamos que jantar num lugar bacana, já que você deve ter percebido que o nosso almoço foi somente umas tábuas de frios. Para isso, escolhi o BordeRio, um lugar temático.

Ou seja, lá existem um montão de restaurantes e o que a princípio, parece ser uma armadilha pra turistas, na verdade, se mostra um lugar pra ser conhecido.
Escolhi o La Pescaderia, um, obviamente, restaurante especializado nos espetaculares frutos do mar chilenos.

Chegamos lá e a nossa mesa especial era muito bem localizada (não se esqueça de fazer reservas pelo Restorando), apesar de todo o lugar estar um tanto quanto vazio. 🙂
Iniciamos pedindo um vinho branco Sauvignon Blanc Casa Silva 2011 e que seria o único da noite …

… (antes disso tínhamos tomado uma Cava Freixenet Natural no bar do hotel).

Pra esquentar os motores, o chef nos mandou um “caldinho de pescados“.

Resolvemos pedir 3 entradas para compartilharmos: empanadas de camarão com queijo de cabra,

…  pulpo com batatas (ôba) ,…

… e locos al pilpil.

Tudo muito bem temperado, com destaque pros locos, mariscos típicos do Chile que tinham um sabor surpreendente.

Como já estávamos satisfeitos, resolvemos dividir dois bons pratos principais:  Mariscos no Wok

… e Canelonni de Centolla, aquele caranguejão chileno .

A esta altura, estávamos cansados e com muita vontade de dormir, já que o dia foi intenso.

Só nos restou curtir o skyline de Santiago, visto através da varanda do nosso quarto do W Santiago.

Um espetáculo multi-colorido.

Adiós e hasta.

Veja o primeiro dia desta viagem:
Unésimo dia – Santiago – Chile – Início promissor e gastronômico (Coquinaria+Osaka)

.

dcpv – dia cinco – chile – santiago – a terra cercada por água está preta=isla negra.

21/08/2011

Dia cinco – Chile – Santiago – A terra cercada por água está preta=Isla Negra.

Mais um dia de excursão. Quer dizer, de tour privado. Mas o negócio todo soava bem charmoso.

Afinal de contas, um passeio chamado Vinho, Poesia e Isla Negra não tem como dar errado, né não?

Ou seja, conheceríamos uma vinícola renomada, a Matetic e logo após, a casa de praia do Pablo Neruda em Isla Negra.

Tudo começou como sempre: num bom café da manhã no próprio hotel.

Pra variar, o dia amanheceu lindamente (o detalhe é que tivemos uma hora a menos pra dormir na noite passada devido a entrada do horário de verão) e pontualmente, 9:30, estávamos a postos na nossa van.

Partimos diretamente pro litoral e após uma hora de viagem, chegamos a vinícola Matetic.

E ela é encantadora, pois todo aquele papo de biodinâmica é realmente aplicado na produção.

Tudo se inicia pela localização já que ela fica em Lagunillas, ao lado do Valle de Casablanca.

E neste lugar a água não é abundante, o que acarreta na utilização de poços.

Eles realmente não usam nenhum tipo de fertilizante e se orientam pelas fases da lua.

Todo o projeto foi idealizado pra que a uva tenha os menores trajetos e interferências possíveis, desde a sua colheita manual até a chegada aos barris modernos de aço inox (com o necessário controle de temperatura).

Os barris de carvalho utilizados são franceses e o resultado final é um produto de altíssima qualidade.

Fizemos uma degustação com dois vinhos: um mineral Sauvignon Blanc e um espetacular assemblage de Syrah, Malbec e Cabernet Franc.

Inútil dizer que compramos estes e mais um sensacional e raro Gewustraminer além do premiado Syrah. Enfim, recomendo a visita e as compras!

Como estava muito cedo pro almoço no próprio e aparentemente bom restaurante da vinícola, decidimos (como o apoio do nosso guia que tinha alguns rompantes de Enéas, o ex-craque da Portuguesa, já que também desligava do nada e parava de falar! rs) andar mais um pouco e conhecermos o restaurante da Viña Indómita.

A decisão pareceu sábia, pois além de termos conhecido outra vinícola, ainda comemos muito bem.

Sentamos numa mesa de frente pros parreirais e …

… pedimos um Sauvignon Blanc Reserva da casa.

Enquanto isso, percebíamos a beleza do lugar.

Alem do couvert charmoso, …

… pedimos duas entradinhas pra compartilhar. Salada de figos secos grelhados com queijo de cabra,  …

… e rolinhos de palta, o famoso abacate com recheio de centolla, gengibre e beterraba.

Simplesmente perfeitas assim como todo  o ambiente.

Todos os principais foram pescados: Peixe de rocha a la Parrilla pra D Vera (puro corporativismo),..

Tilápia com Quinua pro sr Antonio, …

Congrio com espuma de cogumelos (adivinha pra quem?) …

… e Polvo com risotto de tomate seco e “aire” de queijo de cabra adivinha pra quem?

Demos mais uma boa olhada em tudo e …

… estávamos mais do que satisfeitos e loucos pra alimentar a nossa alma em Isla Negra.

Portanto, pernas pra que te quero! Mais uma hora de van, mais uma hora (e parodiando o grande Ciro Pelicano) “calando” com o nosso guia e chegamos.

Vamos aos fatos: o que você acharia dum cara que teve amantes, que achava que era capitão de vários navios em terra, que colecionava um montão de quinquilharias e que fazia odes a ingredientes culinários, vinhos e receitas?

Provavelmente, um maluco, certo?

Errado, porque neste caso estamos falando do grande gênio Pablito Neruda.

E eu e a Dé podemos nos considerar privilegiados, pois conseguimos visitar as 3 casas-museu dele: La Chascona em Santiago, La Sebastiana em Valparaiso e agora, Isla Negra.

O encantamento nesta última é surpreendente.

A visita começa (todas são guiadas) pela casa, que foi construída conjugada a uma cabana que já existia quando Neruda comprou o terreno em 1948.

Ele demorou 5 anos pra iniciar a construção. A partir daí e morando com a sua querida Matilda, ele só fez aumentar a casa.

Ela tem o formato de navio e aí você percebe a fissura que Neruda tinha em ser um comandante.

Muitas coisas estão relacionadas com este assunto e ele chega a ter um barco (que nem fica na água, já que ele tinha medo do mar) só pra simular tal função.

As suas coleções (algumas bastantes esdrúxulas, outras muito interessantes) também estão lá. Seja a de carrancas, a de copos, a de cachimbos, a de navios em garrafas, a de conchas, enfim, tudo o que transformou este homem num verdadeiro mito.

E o meu conselho final é o seguinte: deixe pra visitar este casa de Isla Negra após ver as outras duas, já que esta é a mais rústica, mas é certamente a mais representativa de todas, né, Drix?

Ali, ao ver os ambientes com as mais diferentes vistas do mar, você percebe o quanto Neruda foi apaixonante.

E também entende o porque dele querer e ser enterrado definitivamente lá e ao lado da Matilda.

Passamos na lojinha e fizemos o óbvio, o que a maioria das pessoas fazem: compram lembranças pra eternizar este momento.

Voltamos pro hotel, …

… demos mais uma passeada pela região próxima, …

… que é quase um Jardins

… e nos preparamos pra ir jantar.

O restaurante escolhido (com a indicação da concierge) foi a Tierra Noble, um assador de estilo localizado na Nueva Costanera.

Chegamos e fomos ajeitados  numa excelente mesa (ainda mais depois de nos apresentarmos como genuínos  brasileiros).

Realizamos um desejo de todos: comer um centolla na parrilla. E ela estava deliciosa.

Ainda mais muito bem acompanhada pelo Sauvignon Blanc Reserva Matetic, daquela mesma vinícola que fomos nesta manhã..

Como principais, resolvemos pedir 2 pratos: um bife de tiras de Wagyu pra D Vera e pro Sr Antonio …

… e Congrio pra mim e pra Dé, com as onipresentes batatas fritas.

Num arroubo, chamamos um Epu, o vinho tinto de segunda linha (se é que podemos denominá-lo assim) do famoso Almaviva. Não preciso nem dizer que o vinho estava maravilhoso, o peixe estava divino e que a carne estava razoável (acho que este wagyu foi alimentado com Pisco! E pior, não tínhamos percebido que eram costelas.).

4 cafés após e estávamos prontos pra dormir o sono dos justos. Amanhã é o último dia da viagem.

Vamos ver frutos do mar fresquinhos, fresquinhos! E Lápis-lazúli, cierto?

Hasta

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dcpv – dia cuatro – santiago – chile – nada como visitar a concha y toro junto com don melchor

20/08/2011

Dia cuatro – Santiago – Chile – Nada como visitar a Concha y Toro junto com Don Melchor.

O dia amanheceu magnificamente.

Muito sol e com o frio bem comedido.

Tomamos o nosso café da manhã numa sala especial e …

… com cara de Philippe Starck.

Hoje iríamos conhecer a famosa vinícola e quase brazuca, Concha y Toro.

Ela fica a quase uma hora do centro de Santiago e com o tempo bom, a Cordilheira é a sua visível e onipresente companheira na ida pra lá.

Chegamos e optamos pelo tour completo.

Ele dá direito a visita costumeira com degustação de 2 vinhos (um Casillero del Diablo e um Dom Melchor), a taça de cristal, uma aula especial com experimentação de 4 vinhos Marques da Concha (uma linha Premium) com queijos e pães, além do acompanhamento da sommelier.

Iniciamos pontualmente às 11:00 hs com um passeio pela vinícola.

Vimos a magnífica casa dos Concha y Toro

… e as videiras pioneiras e antiquíssimas.

Também passamos pela cave …

…  e conhecemos a verdadeira história do Casillero del Diablo (pra quem não sabe, o lugar onde se guardavam os melhores vinhos e que pra evitar roubos, diziam pros pretensos ladrões que o Diabo morava lá).

Depois disso, fomos pra tal degustação especial num espaço dentro da loja, onde uma mesa estava elegantemente montada com 4 tipos de vinhos diferentes (Merlot, Carmenere, Syrah e Cabernet Sauvignon).

A ideia seria percebermos todas as características organolépticas de cada um deles. Deu tudo certo, com exceção da atuação do sr Antonio, que se comportou como o verdadeiro Don Melchor, alterando a ordem das coisas a bel prazer e divertindo todo mundo.

A Salomé, a sommelier achou muito engraçado, assim como todos os presentes (nós quatro e mais um casal de paulistanos).

Finda a degustação dirigida (ah, ganhamos também a tábua em que os queijos estavam apoiados) …

… passamos pela lojinha pra detonar o dromedário.

Compramos um montão de coisas e voltamos pro hotel, pois precisávamos almoçar, ainda que levemente.

E escolhemos o Olivia, um restaurante ítalo/mediterrâneo.

Como precisávamos de rapidez (todo mundo estava cansado), pedimos saladas. Duas genovesas (pra D Vera e pro Don Melchor), …

… uma caprese (as mussarelas de búfala daqui não mugem como as do sex shop) pra Dé e …

pintxos de camarão e polvo pra mim (a foto não ficou legal). Água pra todos e tacinhas de Pinot Noir e de Sauvignon Blanc pra nós.

A comida foi corretíssima e o lugar é uma belezura.

Voltamos pro hotel pra dar uma descansada (este slow travel está nos cansando! rsrsrs) e fomos nos preparar pra estréia da D Vera e do Sr Antonio na comida molecular. Será que eles gostarão?
Espero que todos nos perdoem por estarmos levando figuras tão queridas pro mau caminho!

Mas, ainda antes do jantar resolvemos dar uma explorada no hotel.

Passamos pelas lojas do térreo (Brooks Brothers, North Face, Bang Olufsen) e subimos até o 21º andar onde fica a piscina.

E dá só uma olhada no visual!

Ainda mais com esta conjunção perfeita do por do sol com a cordilheira.

Caramba! Que maravilha!

Pronto. Depois desta grande homenagem da mãe natureza, só nos restou aplaudir e ir conhecer o restaurante Sukalde do chefe Matias Palomo Reyes.

Tudo se inicia pelo slogan do lugar: el saber del sabor!

Achamos tudo muito simples prum restaurante dito de vanguarda, quase molecular, o que seria um ótimo sinal.

E como a ideia era jogar o barco nas “piedras”, todos optamos pelo menu-degustação de seis tempos.