Posts Tagged 'claudia'

coronel mostarda, com garfo e faca, no dcpv

número 306
25/10/2011

Coronel Mostarda, com garfo e faca, no dcpv.

 “Ninguém fica indiferente a mostarda. Esse condimento poderoso, com sabor que varia do suave ao extremamente picante, dá personalidade aos pratos de diversas culinárias. Em grãos, pó ou pasta, faz a festa do paladar”.

Assim começa a matéria denominada Fortes Emoções do suplemento Claúdia Comida&Bebida de agosto/2011.

Eu sou um daqueles leitores indiretos da revista, já que é a Dé que assina, mas mesmo assim dou alguns pitacos e/ou palpites (por falar nisso, sempre recebo emails da redação me pedindo pra responder a algum tipo de pesquisa. Sem problemas, mas podiam ao menos me chamar de Sr Eduardo em vez de Sra? rs).

E gosto bastante do suplemento, especialmente das reportagens produzidas pela Fabiana Badra Eid (já entrei em contato e ela prometeu indicar um menu exclusivo pra nós).
Elas, as matérias, sempre são instrutivas e contém receitas ao mesmo tempo, práticas e bastantes interessantes.

Pois foi nele que eu vi a matéria que perguntava se você gosta de mostarda suave ou hot e que explicava quais eram todos os tipos delas (preta, branca, Dijon, ancienne, inglesa, americana amarela, alemã escura ou com grãos).

Portanto, foi daí que surgiu a idéia deste menu.
Vamos lá degustar um menu inteiro (sobremesa inclusa) com receitas que incluem este condimento tão apreciado por todos e, inclusive, pelas crianças.

Entradas I -Radicchio com mostarda e parmesão 

Mostarda preta – os grãos são mais picantes e entram no preparo de outros tipos de mostarda. As folhas usadas como hortaliças em saladas têm sabor amargo, mas são ricas em fibras, ferro, cálcio e vitaminas A, B2 e C.

Caramba, eu não tinha a mínima idéia que a mostarda continha tudo isto!

Esta salada é tranquilíssima de se fazer. Prepare o molho, misturando numa tigela, 1 colher de chá de mostarda (usei a la ancienne), 2 colheres de chá de vinagre de vinho branco, 5 colheres de sopa de azeite, sal e pimenta do reino.

Rasgue folhas de radicchio (eu usei o Mache da minha horta) e coloque numa saladeira, junto com raspas dum legítimo grana Padano.

Tempere com o molho e sirva.

Entrada II – Tempurá de vagem com molho de mostarda e mel

Mostarda branca – de sabor suave, ela também é utilizada para obter outras variações de mostarda. As folhas jovens podem perfumar saladas ou refogados.

Tudo bem que eu facilitei as coisas (desculpaê, Fabiana) e usei uma massa pronta de tempurá pra empanar as vagens.

Mas, depois de limpá-las, é só seguir as instruções e fritar.

Quanto ao molho, basta colocar numa panela pequena, 1 e 1/4 xícara de mostarda Dijon, 1 pitada de mostarda em pó, 2 colheres de sopa de shoyu light, 1/2 xícara de mel e levar ao fogo baixo até obter uma mistura homogênea.

Pra montar, juntei a salada com as vagens.

A entrada  inteira ficou bem saborosa.

Acompanhamos com o vinho branco espanhol Albariño Raimat 2009 que foi “mineral, rochosas, praiano, carambolesco“.

Principal – Cordeiro com manteiga temperada e purê.

Mostarda Francesa Dijon – bem picante, essa pasta mistura mostarda negra e indiana, entre outras. É ótima em saladas, ensopados e carnes assadas.

Esta receita nem constava da matéria.

É que eu achei o tema tão bacana, que acabei adaptando uma que estava no mesmo suplemento (e olha que era da Bettina!! rs).

E quando eu digo adaptar, é porque a coisa aconteceu mesmo. Peguei uma “carnona”, um corte de pernil de javali (ai, Obelix) e temperei com alho, sal e pimenta do reino.

Fiz um purê de abóbora japonesa cozinhando e espremendo, com a devida adição de manteiga e sal.

E servi tudo junto, além do molho de mostarda que eu peguei do meu quebra-galhos, o livro de Molhos com Azeite.

Ficou uma beleza. Acho que a própria Fabiana colocaria este prato na matéria.

Como a Dé não come carne, substituí por um ovinho cozido. Até que ficou bonitinho também.

Tomamos um ótimo vinho tinto português, o Collection Douro Ramos Pinto 2005 que achamos “turvo, passée, muca, blasé“.

Sobremesa – Compota de figo seco e pera com mostarda.  

Mostarda Francesa Dijon l’Ancienne – é a versão original com adição de grãos de mostarda preta.

Esta  compota é uma delícia. Leve ao fogo baixo, tiras da casca de 2 limões sem a parte branca e 2 xícaras de vermoute seco, 1 e 1/2 xícara de açúcar granulado, 2 e 1/2 colheres de sopa de sementes de mostarda e 1 colher de chá de sal granulado, mexendo por cinco minutos e até dissolver o açúcar.

Junte 4 peras firmes cortadas em gomos finos, 16 figos secos picados e deixe ferver em fogo alto.

Abaixe o fogo e  cozinhe, mexendo as vezes, por 45 minutos ou até as frutas ficarem macias.

Misture 2 colheres de sopa de mostarda de Dijon  e deixe esfriar.

Sirva em temperatura ambiente com bolo industrializado (sim, aquele manjado Bolo Pullmann).

Detalhe: esta compota também vai muito bem com carne assada.

Adoramos tudo e achamos:
Grande menu com a especiaria dijoniana. (Edu)
Menu radical, sabores especiais. (Mingão)
Me agradou a diversidade de sabores! (Deo)

Como eu citei lá no início,Ninguém fica indiferente à mostarda, esse condimento poderoso, com sabor que varia do suave ao extremamente picante, dá personalidade aos pratos de diversas culinárias. Em grãos, pó ou pasta, faz a festa do paladar”.

Boa esta afirmação, né não?

E você ? Gosta ou odeia?

.

Anúncios

dcpv – delícias da cozinha alagoana

número 262
10/08/10

Delícias da Cozinha Alagoana.

“Eduardo e Debora, esse é um livro típico de memórias gastronômicas nordestinas, sem nenhuma pretensão a mais”.

Esta é a dedicatória do livro Delícias da Cozinha Alagoana que o simpaticíssimo casal Claudia Oiticica e Alexandre nos presenteou quando do encontro dCPv no restaurante Maní (relatado aqui).

Dei uma olhadinha nele e guardei com carinho pois tive uma impressão altamente positiva das receitas simples, com jeito de saborosas e melhor, todas acompanhadas de histórias atraentes.
E só a foto das autoras, as irmãs Rocha na capa (não sei não se elas não são tias da Dé! rs), já seria o suficiente. Ah! Elas se chamam Jacy, Yeda, Bartyra e Maria.

Éramos 6 … as “meninas” do Dr Pedro Rocha do engenho Varrela em São Miguel dos Campos, nascidas entre 1920 e 1933. Nosso paraíso era quase auto-suficiente. Plantava-se e criava-se de tudo. Oitocentos moradores no censo de 1940. Festas religiosas, procissões, terços, ladainhas, sentinelas de defunto, foguetes, folclore, banhos de rio, andanças a cavalo, carro de boi, casa de farinha, caçadas e pescarias. Muitas visitas e muitas trocas de receitas entre as primas sinhazinhas do século passado.”
Ler o livro já é uma completa delícia. Reproduzir as suas receitas é uma delícia ao quadrado.

Vamos, portanto, experimentar o excelente livro “Delícias da Cozinha Alagoana, as melhores receitas das irmãs Rocha” e sentir o sabor da verdadeira cozinha brasileira!”.

Bebidinha – Cachimbo de Recém-Nascido.

“Antigo costume alagoano de festejar um nascimento no interior. Avisados por foguetes – 2 para homens, 3 para mulheres – a família e amigos vinham beber o “cachimbo do recém-nascido”. Ainda hoje é comum perguntarem: quando vai ser o cachimbo?”.

Aqui no DCPV foi hoje. Apesar do único nascimento ser o do nosso amor pela culinária algoana. E o que é o tal cachimbo?

1 copo de aguardente, 1 copo de água, 1 xícara (rasa) de mel e casca de limão verde. Tudo misturado numa coqueteleira.
É praticamente um licorzinho.

Entrada – Torta de palmito e camarão da Tatália e Ovos Escalfados.

Estes ovos formam um “prato de origem portuguesa.  Era servido nos domingos de Páscoa na casa do industrial José Nogueira”.

Eles são acompanhados por um purê de pão. Para fazê-lo basta descascar 3 pãezinhos franceses, cortá-los em pedacinhos e misturar a 1/2 litro de leite fervido. Bata-os levemente no liquidificador e leve ao fogo, junto com uma colher de chá de sal e manteiga.
Deixe cozinhar, mexendo sempre até ter a consistência de purê.

Enquanto isso, ferva água e sal numa frigideira e coloque ovos, tomando cuidado pra não quebrar as gemas. Inventei um pouco e usei aros pra moldar os “zoiudos”. E inventei mais ainda ao não colocar o molho de tomates sobre os ovos e o queijo ralado. Ou seja, esqueci! 🙂

Mesmo assim ficaram muito bons.

Já a torta de Camarão e Palmito da  Tatália (quem será? Saiba no final deste post.) é mais simples ainda. Bata 4 ovos, 3 xícaras de leite, 1/2 xícara de óleo, 4 colheres de sopa de parmesão ralado, 1 colher de chá de sal e 2 colheres de chá de fermento em pó num liquidificador. Acrescente, depois de batido, 10 colheres de sopa de farinha de trigo.
Faça o recheio com 1/2 kg de camarão refogado, 1 lata de palmitos, 1 lata de ervilhas, 1 xícara de azeitonas cortadas, 1 cebolinha cortada, 1 dente de alho amassado, 2 tomates picados e 1 pimentão picado.
Unte um refratário, ponha o recheio e cubra com a massa.

O resultado é praticamente um souflé levíssimo e “sustancioso”. A Dé adorou e quase não chega ao prato principal. O Déo e o Mingão adoraram mais ainda e a torta quase não chegou na casa das nossas mães!

De qualquer maneira, uma entrada pra entrar (?) na galeria das 10 mais (e no menu do nosso restaurante, né sócio?)

Acompanhamos com um produto da abertura, o branco Chardonnay/Sauvignon Blanc Mapu 2008 Chile que foi “discreto, roseana, tímido,???” segundo os doutores e industriais, nós mesmos.

Principal – Caranguejada com Pirão“Uçá é um caranguejo que vive nos mangues, muito apreciado na culinária nordestina. No mercado, pode-se comprar o caranguejo inteiro ou apenas as patinhas”.

Estes, nós (eu e a Dé) tínhamos comprado inteiros e vivos.
Matei as galinhas-do-mangue, limpei, comemos (em janeiro) e congelei o resto.

E foi os que usamos hoje. Portanto, pulei a fase inicial da receita que explica exatamente como fazer o “sacrifício” dos “carangas”. Se bem que no meu caso, eu primeiro coloco na água fervendo (xiiiii, lá vem os defensores dos caranguejos oprimidos!)  pra depois limpá-los. No delas, você os limpa vivos! rsrs
Faça um molho com 500 ml de leite de côco, 2 cebolas picadas, 2 tomates, 1 maço de cheiro-verde, 1 colher de sobremesa de extrato de tomate, limão e sal a gosto.

Ferva os caranguejos no molho e em fogo baixo. Transfira pruma travessa e aproveite o caldo pra fazer o “pirão mexido”.
Ou seja, o caldo do molho misturado com farinha de mandioca e levado ao fogo é mexido sem parar até que a farinha cozinhe bem.

Olha, estava tão bom e nós tão decididos a comer os uçás que se estabeleceu um período de silêncio quase sepulcral por aqui pois só ouvíamos o chupar das patinhas!

 Dos deuses, irmãs Rocha!

Aproveitamos a brasilidade de tudo e entornamos um vinho tinto Quinta do Seival Miolo 2006 Brasil que foi “doeu, fernandocoolor, quaisquais, modesto”

Sobremesa – Bolo de Fubá de Milho

“Este bolo fica parecido com pamonha de forno”. E fica mesmo.

Pra fazer é uma moleza : misture num liquidificador 1 xícara de fubá, 1 1/2 xícara de açúcar, 2 colheres de sopa de maisena, 3 ovos, sal, 3 xícaras de leite de coco, 1 colher de sopa de fermento em pó e leve ao fogo para engrossar.

Deixe esfriar, coloque numa forma untada e asse em forno pré-aquecido. Resulta num bolo cremoso e com retrogosto de pamonha. Excelente. E fecho de ouro prum grande menu “rochoso”.

Leia a opinião dos sobrinhos das irmãs Rocha:

Tremendo jantar. Tudo perfeito. Grato Claúdia, Alex e as nossas tias, as irmãs Rocha. (Edu)
Eu quero ser adotado pelas tias Rocha! (Mingão)
Delícias em uníssono! Perfeito jantar. (Déo)

” As receitas circulavam entre nós registrando o nome de quem nos deu ou de quem era a mais perita em determinado prato: brasileira de Caetana,  Caruru da tia Lili, Vatapá da Mãe Dah, pudim abolicionista da tia Chiquinha. Mais recentemente, cocada da Mema, pãozinho da Cyla, bombocado da Carminha”

Sabe  que é isto mesmo. Neste livro, as irmãs Rocha conseguem nos mostrar receitas com sobrenome, ou seja, familiares.

Aguardem pois serei “obrigado” a fazer uma outra noite com outras receitas do maravilhoso Delícias da Cozinha Alagoana.

PS – A Cláudia Oiticica tirou algumas dúvidas que eu tinha sobre as irmãs e como os e-mails trazem informações deliciosas, transcrevo alguns trechos abaixo:

Olá, Edu!!!
Fico feliz de você ter gostado do livro. As irmãs Rocha são verdadeiras instituições daqui de Alagoas e desde pequena convivi nas casas delas e nem preciso dizer que se comia o dia inteiro.
As receitas não são sofisticadas, mas são o que a culinária nordestina tem de mais autêntico e as delas são sempre muito saborosas.
O engraçado é que elas competiam entre elas mesmas para ver quem fazia a melhor receita. Eram figuras únicas e acabaram conhecendo muita gente. Uma vez levaram para a França uns enormes sacos de viagem carregados de sururu, peixes, camarão, enrolados em jornais para um jantar que prepararam em Annecy. As filhas quase infartaram quando souberam da ousadia.
Elas não fazem mais programas na televisão, duas já morreram, restando Jacy(bem velhinha) e Ieda, que continua firme e forte e cozinhando bastante.

A vida delas daria um livro. Maria, que faleceu o ano passado, era uma figura e tanto; culta, viajadíssima e com uma alegria de viver incomum. As estórias são inúmeras e a gente sempre se divertia com elas, das coisas mais simples, aos almoços para Fernando Henrique e outras pessoas importantes que já passaram por essas bandas. O que eu falei é muito pouco, só um livro mesmo, rsrs.
Aqui está um link duma homenagem feita para a D. Maria. (
http://colunas.gazetaweb.globo.com/eniolins/2009/12/24/um-pequeno-tributo-para-maria-rocha/ )

A caldeirada delas com mingau pitinga é fantástica.
Tatália(vivíssima, rrss) é filha de uma das irmãs, Jacyra, mas essa nem chegou a participar do livro, morreu faz muitos anos.
“Delas já se disseram que praticam a culinária escravagista, por submeter e cativar a quem experimenta seus pratos, desde o sururu de capote no capricho, aos doces, com cheirinho do passado. Tudo com ingredientes comuns, caprichosamente combinados, gerando sabores inesquecíveis.” Acho ótima essa definição de culinária escravagista,rrss, ai de quem se recusava provar o que elas ofereciam.
Abraços, Cláudia

.

dcpv – iniciando a fritura

número 256
08/06/10

Iniciando a Fritura

Eu já falei várias vezes sobre o Claudia Comida&Bebida, o suplemento mensal que acompanha a revista Claudia que a Dé assina.

Toda vez que a revista chega, dou uma bela olhada e via de regra, acho alguma matéria interessante. Normalmente elas tem um elo de ligação: a produção/criação da Fabiana Badra Eid.
A desta vez foi sobre frigideiras, denominada e com acerto, Frigideira, fiel escudeira.

Quem cozinha (como nós) sabe que ter algumas  boas frigideiras na cozinha é sinônimo de resultado com qualidade. E elas são verdadeiros coringas já que servem pra tudo: fritar, dourar, fazer risottos e até ensopados.
Os formatos e materiais delas são os mais diversos:  inox, quadrada, alumínio, redonda, rasas, ferro, com tampa, fundas, etc.

É claro que toda matéria da Fabiana além de boas informações, contém receitas das mais variadas.

Portanto, tinha material suficiente pra mais uma noite no DCPV. Vamos realizar uma bela “fritura”.

Bebidinha – Caipirinha Tri-legal

Caipirinha simples.

E Tri porque usamos 3 limões (siciliano, cravo e taiti).

Entrada – Ovo mexido com ervas frescas e torrada com tomate.

Mais uma daquelas receitas catalogadas nas categorias fáceis/saborosas. Fatias de pão italiano são pinceladas com azeite e arrumadas num assadeira.

Sobre cada fatia, coloque um quarto dum tomate, temperado com sal e pimenta. É, eu errei e coloquei uma fatia. Ficou bom do mesmo jeito!

Leve ao forno (180ºC) até o pão ficar crocante e o tomate macio. Deixe amornar e pressione o tomate pra que o suco vire um pequeno molho.

Ao mesmo tempo, misture ovos e  ervas que preferir numa tigela. Tempere com sal e pimenta.

Derreta manteiga numa frigideira anti-aderente, acrescente a mistura de ovos e frite em fogo baixo, mexendo sempre.

Taí: ovos mexidos com ervas frescas e torradas. Aproveitei uma nova “fornada” da sardinha em escabeche da D Vera pra fazer um purê com ela e…

… acrescentar um purê de batatas aerado e bem temperado.

Resultado final: uma belíssima entrada e que certamente participará da renovação do cardápio do nosso restaurante com temática de entradas (que beleza. Ainda nem abrimos o restô e já estou pensando na renovação do cardápio! rs) .

Tomamos um blanco, o Sendero Chardonnay Concha y Toro 2009 que foi “verde, granadilla, uva itália, dulcíssimo” segundo nós, os fritos.

Principal – Risotto de abóbora com bacon e sálvia

Um risotto aparentemente normal. E é mesmo! Só que com este frio, a característica principal deles que é de parecer uma sopona sólida foi ainda mais evidenciada.
Numa frigideira funda, aqueça o azeite e frite folhas de sálvia. Reserve.

Na mesma frigideira frite o bacon até dourar. Reserve também.

Refogue um pouco de cebola na mesmíssima frigideira (é uma ótima receita pra quem não gosta de lavar louças! rs) até ficar macia e acrescente abóbora japonesa em cubos e o arroz arbório.

Daí pra frente é o processo risotal: caldo quente, mexe, caldo quente, mexe e pronto.

Finalize com queijo ralado (Parmegianao Reggiano, per favore!) e sirva com a sálvia e o bacon.

São sabores e gostos reconfortantes e apesar de dizerem por aí que o risotto é um prato “manjado”, o prazer de comê-lo é sempre imenso.

Pra acompanhar um vinho tinto Quinta do Seival Miolo 2006 Brasil que disse “perfumado, caqui verde, lidiocarraresco, pesado” segundo os assados, nós mesmos. Assados pela frigideira, viu? rs

Sobremesa – Banana Dourada com Creme de Gergelim

Deixei a receita do creme de gergelim pra Flora fazer, pois eu chegaria um pouco mais tarde.

São 4 xícaras de creme de leite fresco e 4 colheres de sopa de suco de limão misturados e reservados em temperatura ambiente por 20 minutos ou até engrossar ligeiramente.
Junte 1 colher de sopa de gengibre ralado, 2 colheres de sopa de açúcar mascavo e com um fuet, bata até engrossar.
Não é difícil, né? E acabei fazendo o que nenhum cozinheiro deveria fazer: não experimentei!

Belo e fagueiro, fritei bananas-nanicas maduras cortadas ao meio até dourarem.

Aí foi só montar o prato com as bananas e o creme de gengibre.
Ugh! O creme estava passado e com um gosto extremamente azedo. Quase todos pulamos fora da sobremesa.

A Dé por motivos óbvios (dormindo!rs), eu e o Déo porque sentimos o gosto azedo. O Mingão foi a exceção pois tranformou o azedo num mero “azedinho”e ainda bisou os nossos!! rs

Veja a opinião dos cozidos:

Começo ótimo, final sofrível! Toamara que o Mingão não passe mal! (Edu)
Adorei a banana azedinha! (Mingão)
Tudo bom! But a dessert só o Mingão encarou e mandou ver nas sobras ! Haja! (Déo)

“É impossível viver com apenas uma em casa. Para cada tipo de preparo utilizo um  modelo de frigideira”. A especialista Bettina Orrico cunhou esta frase.

Eu não posso falar nada contra pois tenho um montão delas (as da WMF são o meu xodó) e cheguei, inclusive a trazer uma na mochila quando voltamos de Miami. Eu parecia uma tartaruga Ninja!

Cowabunga!!

.

dcpv – fomos pra ele, o vinagre !

número 229
08/09/09

Fomos pra ele,  o Vinagre !

Sou fã condicional da Claúdia Comida&Bebida, o suplemento gastronômico que acompanha a revista  Claúdia que a Dé recebe mensalmente.
E condicional porque?
Ora, porque às vezes ela, a revistinha, tem matérias sensacionais (especialmente as que a Fabiana Badra Eid produz) e em outras a Bettina ensina a fazer omeletes e coxinhas !! rsrs

 DSC01051-2

Desta vez, um especial sobre a utilização dos Vinagres me despertou  a atenção. Afinal de contas, ele é um ingrediente pouco lembrado a não ser pra temperar saladas. E olhe lá!

DSC01070-2

Do francês vinaigre, ou vinho azedo, o vinagre é conhecido desde os primórdios da civilização  (8000 a.C). É considerado um condimento cuja principal função é atribuir sabor e aroma às preparações.

 DSC01077-2

Eles variam de acordo com a região. No Brasil predomina a produção utilizando álcool de cana-de-açúcar e vinho extraído de uvas tintas e brancas. Em lugares de muitas vinícolas (Itália, Grécia, França, Espanha) é elaborado de vinho. Já no Japão e na China, o arroz é o preferido.

DSC01079-2 

Partindo desta informação, resolvi fazer uma noite avinagrada. Receitas que tenham vinagre (ou aceto) como um dos ingredientes principais.
Vamos à Noite dos Vinagres no DCPV.

 DSC01126-2

Bebidinha – Caipiroska de Kiwi.

 DSC01067-2

Tentamos fazer alguma coisa com vinagre, mas não deu certo!

Entradas – Torradas de Queijo com Figo, Caramelo Balsâmico e Salada de Folhas

Esta é uma entrada extremamente fácil de se fazer e principalmente, de comer.

 DSC01083-2

Pras torradas, basta fazer um caramelo  líquido e grosso com aceto balsâmico e açúcar.
Pegue fatias de pão italiano torradas ligeiramente, espalhe queijo cremoso e coloque figos secos cortados ( mais alguns pedaços de damasco seco) em tiras por cima.

 DSC01058-2

Decore com o caramelo de vinagre balsâmico e … coma!

 DSC01063-2

Já a salada de folhas é mais simples ainda.

DSC01073-2DSC01075-2   

Folhas diversas ( de capuchinha, de agrião, de rúcula, de alface, de agrião apimentado, de manjericão, de hortelã) foram colhidas na minha horta. Portanto, fresquíssimas !

 DSC01061-2

Junto com  um molho Italiano de azeite, vinagre de vinho tinto, suco de limão, pimenta e sal. Tudo emulsionado. Ah! Finalizei com umas gotinhas de azeite trufado!

DSC01093-2 

E, finalmente, se materializou esta beleza de prato com o frescor das folhas, a cremosidade do queijo, a acidez do vinagre e a doçura do caramelo balsâmico! Delícia !

 DSC01089-2

Pra beber, um branco Chardonnay Volpi Salton 2000. 2000 ?

DSC01138-2 

É, 2000! Tinha tudo pra ser como a estrela  da noite, o vinagre. Mas, não ! Altamente bebível  e o achamos “old, quantos mofos deu?, deoziano, velhinho atuante“.

 DSC01087-2

Principal – Escalopinho de Porco com Molho de Laranja e Vinagre de Vinho e Risoto de Palmito.

Mais uma aplicação boa pros vinagres : formar um belo molho com a acidez da laranja. E contrabalançar com a maciez do lombo.

 DSC01048-2

Vamos ao princípio : tempere os escalopes de lombo com alho picado, sal, pimenta e suco de limao. Doure os escalopes numa frigideira com azeite. Junte suco de laranja, vinagre e cozinhe por 15 minutos ou até a carne ficar macia.

DSC01096-2

Pra acompanhar um risoto de palmito. Peguei a receita na Karen do Kafka na Praia ( que pegou na Patricia do Technicolor Kitchen ) e que tem uma única particularidade em relação a todos os outros:

 DSC01103-2

coloca-se requeijão ( usei um de búfala) e creme de leite no final.

 DSC01104-2

O prato ficou bastante harmonioso com o risoto acompanhando bem o lombo que estava bastante macio. E pra completar, o molho também formou uma dupla perfeita com o arroz.

DSC01115-2 

Pra dar uma levantada, algumas gotas de Chanel nº 5, um aceto balsâmico de 25 anos diretamente de Modena! Um luxo !

 DSC01114-2

O vinho tinto que tomamos, o Carmenere Terranobile 2007 Chile não tinha nada de vinagroso. Pelo contrário, ele foi “verde, embalsamado, terroso, bundoso“ segundo os básicos, nós mesmos.

 DSC01107-2

Sobremesa – Mousse de Morango com Chantilly de Balsâmico

Pra fazer a mousse, 440 g de morangos, 150 g de açúcar, 25 ml de aceto, 1 gema, 1  clara, 150 ml de creme de leite fresco e 1 pacote de gelatina em pó.

 DSC01054-2

Pro chantilly; creme de leite e aceto no sifão. Pronto! E com um resultado muito bom. Neste caso o aceto passou desapercebido na mousse e deu o tom no chantilly.

 DSC01124-2

Eis as opiniões dos agrin (quase vinagres) :

DSC01094-2

Menu ácido. E bastante doce! (Edu)
Menu …  (Mingão Guimarães)
Acetísssimo! Deliciosisíssimo ! (Déo)

Conclusão : os vinagres podem ser de vinho tinto ou branco, aromatizados, com ervas, de chamapgne, de maçã, de maracujá, de cidra, de tomate, de framboesa, de álcool, de arroz além do famoso balsâmico.
E melhor, podem ser utilizados de diferentes maneiras e com resultados surpreendentes. Experimente fazer uma reduçao de balsâmico e servir morangos frescos com ela..

 DSC01071-2

Até a próxima ( espero que antes de DCPV todo ir  pro vinagre !! rs)

.


É só inserir o seu email, clicar no botão "Seguir" e a cada novo post publicado aqui, você receberá uma mensagem com o link. É fácil, qualquer criança brinca, qualquer criança se diverte! :)

Junte-se a 661 outros seguidores

Comentários

Blog Stats

  • 1.415.929 hits
junho 2019
S T Q Q S S D
« maio    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Arquivos

Atualizações Twitter

Anúncios