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dcpv – piemonte – dia cuatro – uma trinca quase perfeita: coppo, piazza duomo e vietti.

25/11/14

Dia cuatro – Uma trinca quase perfeita: Coppo, Piazza Duomo e Vietti.

É claro que o dia amanheceu broncolhão.

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Mas nada nos impediria de comemorar (e bem) o nosso aniversário de casamento.

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Maneiramos no café da manhã no hotel

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… e zarpamos pra Canelli, onde marcamos uma visita para conhecer o prestigiado produtor de vinhos Coppo.

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Chegamos lá e tínhamos um pequeno problema: aparentemente invertemos (inverti!) os horários das visitas das vinícolas, tanto do Coppo como do Vietti.

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Mesmo assim, o Sr Paolo Coppo, o dono do negócio, quebrou o nosso galho e nos mostrou o porquê da excelência do vinho que ele produz.

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Ele foi muito paciente e conseguimos visualizar todo o processo e como são produzidas pérolas como Camp Rouss e Pomorosso.

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Eis o fotoblog da visita:

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Fizemos uma degustação de 4 vinhos, já com o filho dele, o Luigi, ao final e ainda compramos alguma coisa pra trazer pro Brasil.

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Saímos de lá debaixo de chuva e rumamos pra Alba, a terra das trufas.

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Tínhamos uma reserva pra almoçar no Piazza Duomo, o restaurante gourmet (e três estrelas do Michelin) do chef Enrico Crippa.

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O lugar é difícil de encontrar. Ele fica no segundo andar dum prédio em frente ao Duomo de Alba.

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E é super-moderno e muito bonito.

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São oferecidos vários tipos de menu-degustação, mas terminamos escolhendo uma entrada e um prato principal pra cada um.

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Foi uma sábia escolha, pois nos foram oferecidos vários piccolos.

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E todos com muita qualidade e criatividade.

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Iniciamos a comemoração com flutes de espumante italiano pra todos.

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Como entradas, a Lourdes e o Eymard escolheram cardo, uma verdura específica do Piemonte com trufas brancas, óbvio.

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A Dé pediu uma creme de patate, lassam gauchinni.

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Eu fui de Capesante (mais conhecido como vieiras) e radici.

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Todos absolutamente perfeitos e acompanhados das indefectíveis trufas brancas.

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Pra comer trufas também nos pratos principais, não pensamos todos em pedir o mesmo prato, o Agnolotti ao Plin de Fondutta.

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Perfeito e extremamente trufado.

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Como não poderia deixar de ser, escolhemos um ótimo Barbaresco, o La Spineta, pra acompanhar este perfumado prato.

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No mais foi curtir um ótimo e diferente café …

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… e todos os piccolos doces que o chef nos enviou.

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Resumo da ópera: o Piazza Duomo Duomo é um lugar imperdível (apesar de algumas opiniões contrárias, né Jusça?) e que você não pode deixar de ir se estiver pelo Piemonte.

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E já que a esperança é a última que morre, corremos mais um pouco pra chegar no Vietti e ver se conseguíamos fazer o tour.

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Só que desta vez não deu certo.

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A Sra Vietti nos atendeu e além de informar que seria impossível, nos disse que eles não tinham mais nenhuma reserva pro restante da semana.

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Tudo bem que estávamos errados, mas que ela foi um pouco indelicada, ah, ela foi.

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Só nos restou dar uma passeada em torno do Castello Falletti Di Barolo, …

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… tirar umas fotos do magnífico entorno …

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… descobrir a Cantina Comunale, um lugarzinho bacana que vende vinhos produzidos em Castiglione Falletti …

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… e melhor, com um tasting de 3 tipos deles (um Barbaresco, um Dolcetto e um Barolo) …

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… acompanhado de salame e queijo.

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Voltamos pro hotel, com a noite caindo e com uma neblina incrível (já eram 17:30 hs).

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Marcamos uma happy hour no bar pra comemorarmos melhor o nosso 31º aniversário de casamento (com um presentinho da nossa amada Re) …

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… e acompanhado dum legítimo representante francês, uma Krug, …

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… e fomos jantar no bistrô do próprio hotel, já que com toda aquela neblina, seria impossível sair.

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E não nos decepcionamos.

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Todos escolhemos opções frugais. 🙂

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A Lourdes e o Eymard dividiram tanto uma salada completa, …

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… quanto um vitelo tonato bem diferente.

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A Dé, como não poderi deixar de ser, também foi numa salada enquanto eu, escolhi um Penne com salsiccia.

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Pra complementar e celebrar, tomamos um Barolo Gaja DOCG que caiu como uma luva com a temperatura baixa reinante.

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Só sobrou tempo pruma foto coletiva e aproveitamos a proximidade do hotel pra rápidamente estar nas nossas caminhas.

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Happy birthday to us!

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Arrivederci.

Veja os outros dias desta viagem:
dia uno – Chegando e reconhecendo o Piemonte
Dia due – Barolo, a cidade.
dia tre – Piemonte – Olha que nome legal de cidade: La Morra.

PS – Não é porque é a minha filhinha, não, mas a Re criou um blog bem bacana, o Meu Desafio do Dunga (http://meudesafiododunga.wordpress.com) que trata dum “desafio” que ela se propôs que é fazer corridas de 5, 10, 21 e 42 Km, sim, uma verdadeira e real maratona em 4 dias seguidos na Disney e em 2018!

Pateta
Para tanto, ela posta sobre a sua preparação e ao mesmo tempo, nos passa informações muito curiosas e interessantes sobre tudo o que envolve o mundo deste tipo de corrida (e com textos, modéstia a parte, muito bacanas).
Dê um pulo lá e divirta-se!

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dcpv – pós-piemonte e trufado

número 273
09/11/10

Pós-Piemonte e Trufado.

Ainda estamos de ressaca.
Se é que podemos chamar de ressaca resquícios duma viagem onde se conhece uma magnífica região, o Piemonte e justamente no período mais profícuo da sua produção.

Não preciso nem dizer que o subproduto de todo o tour foram malas cheias e pesadas. E dos mais variados tipos de ingredientes: queijos, salames, produtos trufados, latarias, molhos, vinhos, utensílios e tudo o mais que se possa imaginar.

Inclusive, trufas. Dois belos tubérculos comprados na loja do nosso trifulau particular, o Stefano. Eles foram entregues no sábado no nosso hotel em Milão, o Bulgari e carregando a expectativa de serem devidamente degustados no momento oportuno.

Que seria hoje, terça-feira ou seja, 4 dias depois da sua viagem transoceânica (veja o resumo dela aqui) e do aconchego da nossa geladeira. Com eles sobre o nosso domínio, o único problema seria pensar em como apreciá-los? Quais receitas fazer?

A lei número 1 e única sobre os tartufos indica ralá-los sobre receitas simples a fim de que tamanha iguaria não tenho os seus sabores/odores perturbados por qualquer outro ingrediente.
Com esta lei na cabeça e tendo a certeza que passaremos a integrar o seleto grupo dos comedores de trufas brancas, vamos a noite em que o DCPV se tornou o DCPVPT (sem nenhuma conotação política, certo?).
Àaaaas  truuuuuufas!.

Bebidinha Como o negócio é ser simples, uma simples caipirinha de limão descascado.

Entradas – Bagna cauda e Ovo Frito.

A Bagna Cauda é tida como um prato tipicamente piemontês, fácil de se preparar e muito saboroso, além de ser ecumênico. É praticamente um fondue “vegetale”.
No meu caso foi mais fácil ainda pois só tive o trabalho de cortar os legumes,…

…, queimar e tirar a pele dos pimentões multi-coloridos …

… e abrir a lata da Bagna Cauda comprada diretamente do melhor sex shop do mundo, a Eataly.

Quanto ao ovo, foi mais difícil ainda. 🙂
Fritei os danados na minha novíssima mini-frigideira (que por sinal, é bonitinha, mas ordinária).

Dois foram duros (pra Dé e pro Mingão) e dois moles (pra mim e pro Deo).

Aí foi só montar o prato com os legumes, os pimentões,…

… a bagna,…

… o ovo …

… e  a trufa.

Que por sinal, não estava a milésima maravilha do mundo. Um tanto quanto escura, sem muito odor e com um sabor não tão acentuado.

Meu Deus! Será que o mito “Trufas” não seria inserido na galeria das comidas imperdíveis da nossa mesa?
Aproveitamos pra beber um vinho húngaro! Já que a coisa estava estranha, consegui deixar mais ainda.

E não é que o Nimbus 2008 até que cumpriu a sua missão. Ele foi “cherry, tintor, meialuna, discreto” , segundo os pedintes de upgrade, nós mesmos.

Principal – Risoto Piemontês, il Vero.

Vocês lembram do post sobre o livro Os Sabores do Piemonte?
Pois ali eu prometi que refaria este risoto só que finalizaria da maneira correta. Isto significa: com trufas brancas.
Pois chegou o dia e caprichei no risoto piemontês. Arroz arbório (do Piemonte), manteiga (do Piemonte),…

… cebola (de Ferracci di Vasconcelli), …

… e uma finalização com um parmegiano reggiano (da Emilia Romagna).
Ficou al dente, perfeito e totalmente italiano.

Esquentei os pratos pra que a temperatura de tudo estivesse perfeita e assim, ao ralar as trufas, conseguir a melhor resultado possível.
Chegou o grande momento.

E só sobrou uma palavra pra descrever este prato: per-fei-to!!
É uma pena que ainda não consigamos passar um aroma pelo computador pois esta seria a única solução plausível.

De qualquer maneira sobra a solução mais razoável e possível: a descrição por palavras.
Toda a casa cheirou a uma conjunçào de aroma de bosque, de terra e de um fundinho de gás de cozinha. Eu sei que parece estranho, mas foi o que veio a cabeça.

E por incrível que pareça, o prato foi potencializado pelo vinho (do Piemonte) tinto Pomorosso Barbera d’Asti Coppo 2007, uma vinícola que visitamos e que é fantástica. O achamos  “corpo, alma, barbaresco, meraviglioso”.

Sobremesa – Castanhas, tâmaras e geléia.

Ainda estávamos cansados da viagem. E não sobrou muita inspiração pra sobremesa.
Tâmaras quase frescas (do Piemonte),castanhas assadas no microondas (receita da Maria, que mais uma vez foi nossa anfitriã em Milano) e …

… uma bela geléia trufada.

Prontíssimo. E aromatissíssimo.

Eis a opinião dos homens de Neive:
O que que é isso, minha gente? O que comeremos/beberemos depois disto? (Edu)
Agora o que será de nós? (Mingão)
Perfeito! Dantesco! Paradisíaco! (Deo)

Como deu pra perceber pelos comentários, hoje atingimos (apesar da trufa do ovo não ser tudo aquilo) um dos marcos da gastronomia.
E como? Com simplicidade e ótimos ingredientes. É isto que faz uma boa comida.

Além, é claro, duma boa conversa, duma boa amizade e de bons vinhos.
Tanto que apesar de não estarmos na terra do Slow Food, praticamos os fundamentos do movimento. Afinal de contas, terminamos o jantar a 1:00 de la matina.

E extremamente felizes.

Arrivederci.

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