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dcpv – da cachaça pro vinho – você sabe o que é raw food?

apressado come cru?
20/03/10

dcvp – Você sabe o que é raw food? 

Raw food é comida crua. Comida crua? Isto mesmo, comida crua.
O tema é instigante e diferentão.

Me lembro dum restaurante, o Deloonix, que tentou fazer este tipo de cozinha aqui em SP (fomos duas vezes por influências “débísticas” e até que não foi ruim), mas quebrou rapidamente (ficava no lugar onde hoje é o Ají).

E seria o assunto de uma aula na Escola Wilma Kövesi.
Quando recebi o e-mail informando, conversei com a Dé (ela topou na hora) e fiz a reserva.
Lá íamos nós descobrir os segredos da raw food.

Os pilares da cozinha crua são: alimentação saudável, sem a quebra de enzimas através do uso de, no máximo, 42ºC e utilização de produtos orgânicos. Processadores, liquidificadores e desidratador de alimentos são os equipamentos usados na sua prática.
A aula seria comandada pela Kristin Slaby, uma especialista neste tipo de alimentação.

 

Chegamos lá e a sala estava lotada. Era uma turma muito interessante com, inclusive, a presença de grandes cozinheiras tais como a Neka e a Ana.
Conhecemos inicialmente o princípio holístico da raw food:  foco na alimentação do corpo através de um alimento saudável assim como o bem estar físico, mental, emocional e espiritual da pessoa como um todo; cuidados com o meio ambiente; com a própria pessoa e com quem vive ao seu redor.

Tomamos um smoothie de manga, banana, couve e hortelã logo de cara.

Um ingrediente de cada e misturados num liquidificador potente com bastante gelo. Uma vitamina pra despertar o paladar, segundo a Kristin.

Continuamos com um patê de cogumelos e pinoli. Tudo absolutamente raw.
Cogumelos (Shimeji, Paris, Portobello e Porcini seco), água da hidratação deste, suco de limão, shoyu, missô, alho, cebola, tomilho, sal e pimenta.

Tudo processado, gelado e servido com torradinhas crocantes. Muito bom e excelente pra se fazer em qualquer festa.

É raw, mas não é insosso!!

Mais um prato (a aula foi no horário do almoço), as Cenouras Marinadas com azeitonas marroquinas.
Cenouras cortadas finamente numa mandolina e temperadas com sucos de limão e laranja, azeite e sal.

Misture bem este molho com as mãos pois ele cozinhará as cenouras. Acrescente pinoli, passas brancas, agave, coentro, azeitonas picadas, cominho em grão, pimentas do reino e caiena e sal marinho.
Pronto! É um acompanhamento raw pra qualquer prato não-raw!! Foi o que a Dé mais gostou.

Kristin também nos ensinou a fazer uma receita básica, que é como se fosse o caldo da raw food: o leite de castanha de caju. Demolhe uma xícara de castanha de caju crua, coe a castanha e coloque num liquificador com 2 e 1/2 xícaras de água mineral e bata até obter um textura lisa.
Passe por um pano bem fino e reserve em geladeira pra outros usos.

Como no Bisque de Azedinha e Espinafre.
Mais uma delícia líquida (extremamente bem temperada). Uma “processada” de  2 xícaras de folhas de espinafre baby, 1 xícara de folhas de azedinha, 3 colheres de sopa de missô, 1 colher de sopa de ciboulette, 1 colher de cebolinha, 1 dente de alho picado, 2 colheres de sopa de suco de limão, sal e pimenta do reino além de 2 xícaras do caldo da raw food, o leite de castanhas de caju.

Enfim, chegou a hora da macarronada!

Fios de abobrinha surgidos através duma traquitana, que segundo a Neka, é vendida na Liberdade (vamos checar!).

Acompanhados de um belíssimo molho de tomates (eles picados sem sementes, tomates secos ao sol, pimentão vermelho, suco de limão, shoyu, azeite, alho, cebola, manjericão, orégano, tâmara, azeitonas verdes, pimenta e sal). Do jeito que um bom advogado faria, ou seja, processado. rs
E de um pesto (manjericão, suco de limão, azeite, óleo de linhaça, missô, alho, sal e pinoli).

Kristin disse que  os molhos deveriam ser servidos separadamente. Mas a Betty Köwesi, ao ajudar a servir, acabou misturando-os e criou uma degustação com os dois que transformaram o pseudo-macarrão numa bela “Pasta da Nona”!

E pra finalizar a esbórnia crua, uma torta de chocolate e frutas.
A massa foi feita de tâmaras, amêndoas, nozes, óleo de coco …

… e cacau em pó.

Espalhada numa forma, preenchida por uma mousse (avocados, cacau em pó, agave e baunilha) e cobertas por frutas cortadas (manga e kiwi) e folhas de hortelã.

Foi o prato menos entusiasmante da aula em termos de sabor. Seria pela absoluta falta de doçura? Ou pela quantidade de comida crua ingerida durante o restante da aula? rs.

É isto. Com a utilização de ingredientes bons, crus, de procedência e um bom processador; você consegue se introduzir no mundo da raw food. Os benefícios?

Segundo eles, você se sentirá fisicamente mais leve após e entre as refeições; degustará os alimentos mais deliciosos, ricos, doces, substanciosos e naturais do planeta; terá enorme prazer em ver a mudança do seu corpo e tez; você terá maior clareza mental; sua energia aumentará enormemente, tanto física, mental como espiritualmente.
Ficou interessado?

Até a próxima.

PS – A primeira promessa foi cumprida integralmente. Ficamos (literalmente) muito mais leves após esta refeição. rsrs

.    

 

 

  


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