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dcpv – undicesimo giorno – itália – basilicata – a tênue ligação entre matera e roma.

27/06/2020 (curtido em 24/05/2019)

Undicesimo Giorno – Itália – BasilicataA tênue ligação entre Matera e Roma.

Hoje seria o dia do grande desafio automobilístico da viagem.

Afinal de contas, são 462 km que separam Matera de Roma.

Isto mesmo e praticamente numa pernada só.

Veríamos duas cidades totalmente distintas e …

… ao mesmo tempo iguais …

… no mesmo dia.

Incrível!

Confesso que fiquei na dúvida sobre o que fazer?

Seria melhor, voltar pra Bari e pegar um voo pra Roma?

Ou, ir de carro pra Roma, parando e …

… conhecendo coisas pelo caminho?

Ou ainda, ficar mais um pouco em Matera e …

… praticamente ir direto pra Roma.

Depois de conhecer Matera, optamos pela última hipótese.

Acordamos cedo, …

… tomamos o ótimo café da manhã do hotel, …

… dentro de um batcavernão e …

… fomos nos perder nos belíssimos labirintos da cidade.

Incrível como Matera é bonita, …

… ainda mais com o sol colaborando na iluminação.

Andamos muito, …

… entramos em vários becos, …

… fomos conhecer internamente …

… o barroco Duomo …

… totalmente remodelado.

Além de tirar n fotos maravilhosas …

… de n mirantes existentes da cidade.

Enfim, Matera é uma daquelas cidades que você …

… tem que ver, …

… pelo menos, uma vez na vida.

Como tínhamos que seguir viagem ,…

… fizemos o nosso checkout e …

… fomos pro Belvedere de Murgia, …

… que é um lugar onde se consegue …

…ver Matera de um ângulo totalmente diferente.

E foi o que vimos.

Ficamos, mais uma vez, de boca aberta …

… ao perceber como a cidade tem …

… uma estratificação arquitetônica …

… tão bem definida.

De lá, partimos pra Altamura.

Que é considerada a cidade que faz o melhor pão da Puglia.

Pra confirmar, fomos na padaria do Duomo.

E não tivemos como escapar de fazer uma degustação das iguarias que são feitas lá …

… tais como Focaccia, straciatella e muitas outras coisitas.

Foi um jeito bacana e …

… bem típico de nos despedirmos da Lourdes e do Eymard, …

… que retornariam pra Puglia raiz, …

… pra completar a viagem deles, …

… enquanto nós, …

… fomos pra Roma …

… de carro, como pensado.

E foi puxado mesmo.

São quase 4 horas de direção.

Tudo bem que a s paisagens são espetaculares, …

… mas, 4 horas dirigindo, cansam.

Chegamos ao nosso hotel em Roma, absolutamente pregados.

E olha que o quarto que reservamos no DOM é sensacional.

Grande, espaçoso, …

… com uma varanda de frente pro por do sol e …

… com vistas da famosa via Giulia.

Nem tivemos tempo de ver o quarto, porque estávamos em cima da hora pra devolver o carro na Sixt.

A coisa toda foi bastante enrolada (quase que como sempre nas grandes cidades), …

… a ponto do endereço de entrega não estar bem definido.

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

Estávamos prontos pro jantar.

Que, graças a Deus, seria no Per Me, …

… restô bacana que fica ao lado do hotel.

Optamos por escolher a la carte, …

… mas a quantidade …

… piccolos bons foi bem grande.

Iniciamos o trabalhos com taças de Champagne.

Enquanto esperávamos a comida …

… mais presentinhos chegavam.

A Dé escolheu um bacalhau com sua espuma e …

… eu, um peixe simplesmente sensacional, acompanhado de alcachofras fritas e um molho muito bom.

Enfim, foi uma refeição irrepreensível.

Assim como foi a conclusão que a Dé teve, …

… ao me ver lamentando que a viagem estava terminando.

Ela simplesmente disse: …

você já parou pra pensar que passaremos o final de semana em Roma?

É isto mesmo!

Quem não queria estar na nossa pele?

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.
Quinto giorno – Itália – Puglia – Ostun, o branco total radiante!
Sesto giorno – Itália – Puglia – Trullando por Alberobello e grottando pela Palazzese.
Settimo giorno – Itália – Puglia – É Lecce condensado!
Ottavo giorno – Itália – Puglia – M.A.M.A. Io sono tanto felice!
Nono giorno – Itália – Puglia – Enfim conhecemos o mar Jonico.
Decimo giorno – Itália – Puglia – Matera – Uma cidade incomparável.

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dcpv – nono giorno – itália – puglia – enfim, conhecemos o mar jônico.

20/06/2020 – (viajado em 22/05/2019)

Nono Giorno – Itália – PugliaEnfim, conhecemos o mar Jônico.

O dia prometia muito.

Afinal de contas, não é toda hora que se passeia por dois mares e …

… num lugar tão bonito, quanto a Puglia.

E melhor ainda, o Eymard iria dirigir enquanto …

… eu passearia como passageiro, coisa rara em nossas viagens.

Bom, acordamos com um tremendo sol, …

… fomos tomar o nossa lautíssimo café da manhã particular …

… no hotel e …

… zarpamos na direção de Gallipoli.

A primeira parada foi em Portoselvaggio, …

… que é mesmo um porto e selvagem. Hahaha

Logo em seguida, …

… após curtir bastante o visual dramático do mar Jônico …

… chegamos em Gallipoli.

Faríamos um tour guiado (bendito seja o Get Your Guide) …

… com o Gianlucca.

No horário, às 11:00 hs, ele estava nos esperando.

E logo fomos conhecendo sobre a história da cidade.

Que por sinal é muito interessante.

Ela tem 20000 habitantes, …

… é dividida entre a cidade nova e …

… a insular cidade antiga …

… através duma ponte.

Logo no começo da cidade velha, existe o castelo que dá imponência a tudo.

Além do mais, neste caso não tivemos influências turcas, …

… mas sim de Veneza.

Todo o centro é muito interessante e …

… as vistas que se tem de todo o mar azul (verde?) …

… são incríveis.

Andamos bastante, …

… o Gianlucca, boa praça que é, nos contou muitas curiosidades …

… sendo uma delas, conhecer como era feito o óleo que era usado em iluminação.

Pra isso, entramos num museu/porão que era praticamente uma caverna …

… onde em condições sub humanas, …

… homens produziam todo este óleo (um processo similar ao do azeite).

Continuamos enveredando pela religião e …

… quando percebemos, as duas horas do tour tinham passado.

Nos dirigimos pro restaurante que eu tinha reservado, o La Puritate

… curtindo muito o caminho.

Ele é especializado em peixes fresquíssimos.

E foi o que comemos.

Pedimos um grande e assado …

… como entrada.

E como principais, dividimos um atum fresco e …

… camarões rosados que são a especialidade do mar de Gallipoli.

Eles são doces, muito saborosos e lindos (praticamente a Gisele dos camarões).

Tomamos um rosé pugliese e …

… fomos em direção…

… ao ponto mais extremo da Itália, …

… Santa Maria de Leuca, a pontinha do salto da Bota.

Só que antes passamos no que chamam de Maldivas do Salento.

E não é que são mesmo (apesar de não conhecer as tais Maldivas ainda)?

Pescoluse tem um quê daqueles lugares …

… que parecem com a Ilha de Caras.

Mesmo!

E Santa Maria de Leuca tem paisagens inesquecíveis.

Aquele mar verde (azul?) quebrando nas pedras …

… transforma tudo em encantador.

Continuamos no sentido norte e …

… chegamos ao santuário de Leuca.

Como ele fica bem no alto, …

… o visual é incrível.

Tomamos uns Aperol Spritz (e um Hugo) e …

… fomos pro que seria a última parada.

Ponte Ciolo é tida como o local onde se vê um …

… Fiordo tão bacana quanto o de Furore, na Costa Amalfitana..

E não é que é verdade?

Quase passamos batido por ele, …

… mas o meu sexto sentido …

… nos fez voltar …

… e descobrir a beleza do lugar.

Descemos a escada e vislumbramos …

… uma das paisagens mais bonitas …

… de toda a nossa viagem.

Realmente, estávamos embevecidos.

Só nos restou, voltar pro hotel e …

… sair pra jantar.

Iríamos a Tormaresca Vino i Cucina, uma cantina da vinícola Antinori.

Todos sabemos que quando o nome Antinori é usado, …

… coisas boas acontecerão.

Infelizmente, não foi o que aconteceu.

Chegamos lá, pedimos duas entradas,…

… um bianchetto Chardonnay do próprio titio Antinori e …

… pensamos em quanto seria divertido.

Como tudo era bem ruinzinho, resolvemos pagar a conta e procurar outro lugar pra jantar. Hahaha

Acabamos indo pruma vinoteca em frente ao hotel.

Pedimos uma excelente garrafa dum bianchetto Verdeca, …

… uma burrata, …

… almôndegas ao molho e …

… uma carne enrolada muito gostosa (estava bastante escuro, né?).

Só nos restou conversar bastante, atravessar a rua e …

…  deitar naquela cama gostosa com lençóis de n fios.

Isso sim é que é viver!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.
Quinto giorno – Itália – Puglia – Ostun, o branco total radiante!
Sesto giorno – Itália – Puglia – Trullando por Alberobello e grottando pela Palazzese.
Settimo giorno – Itália – Puglia – É Lecce condensado!
Ottavo giorno – Itália – Puglia – M.A.M.A. Io sono tanto felice!

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dcpv – ottavo giorno – itália – puglia – m.a.m.a., io sono tanto felice!

17/06/2020 (viajado em 21/05/2019)

Ottavo Giorno – Itália – PugliaM.A.M.A., Io sono tanto felice!

Hoje o dia seria cheio.

Daríamos uma boa volta pela região do salto da Bota, quase perto da sola.

Ou seja, a Puglia seria desvendada pelas suas praias do Adriático.

Iniciamos tudo com um ótimo …

… e belíssimo café da manhã no Palazzo Bozzi Corso, …

… o nosso hotel, em Lecce.

Em seguida, zarpamos em direção ao sul.

A primeira parada foi em Porto Miggiano.

Só a parada lá já daria uma visão do que seria o nosso dia.

Ainda compramos morangos e cerejas dum senhor italiano muito simpático e comunicativo (que novidade!).

Continuamos para Santa Cesárea Terme.

É uma cidade até que desenvolvida e …

… com um jeitão daquelas termas que conhecemos aí no Brazuca (sabe Águas de Lindoia?).

Paramos tantas vezes, …

… pra nos maravilharmos com tantas paisagens bacanas, …

… ouvimos tantas músicas do Pavarotti …

… que atrasamos pro nosso tour em Otranto.

Mas conseguimos chegar, …

… apesar da dificuldade de encontrar um lugar pra estacionar, …

… pudemos aproveitar da beleza …

… e da cultura que esta cidade emana.

O nosso guia, o Stefano, é uma figuraça e …

… muito comunicativo, …

… como a maioria dos italianos.

Ele desvendou um montão de segredos e mistérios que Otranto apresenta.

Como por exemplo, toda a sua miscigenação …

… com a invasão de vários povos, …

… especialmente os turcos …

… que são “ligeiramente” odiados por aqui.

Inclusive, o famoso episódio dos 800 decapitados …

… nos foi mostrado …

… com a apresentação das ossadas das vítimas …

… em quadros na catedral.

Enfim, foi um tour muito descontraído …

… com a performance incrível do nosso guia.

Não esquecendo que Otranto é …

… simplesmente maravilhosa.

Duas horas passaram muito rapidamente e …

… quando percebemos, íamos almoçar.

Tinha reservado (reserve sempre que possível) o restô LaltroBaffo.

Ele é tido como um dos melhores da Puglia e que tem um certo toque de modernidade (na medida do possível).

E aprovamos.

Pedimos três entradas, um bacalhau, …

… mariscos e …

… polvo (sempre ele!).

Todas maravilhosas.

Como principal, um prato único.

Peixe na brasa …

… com legumes e …

… uma ótima salada.

Mais mediterrâneo, impossível.

Tomamos um bianchetto da região e nos esbaldamos nas sobremesas.

Uma musse estilizada e um ótimo bolo de amêndoas complementaram o que classificamos como uma excelente refeição.

Retornamos pro carro, …

… porque ainda tínhamos que ver um montão de coisas.

E aproveitamos a proximidade pra conhecer o Lago de Bauxita.

É realmente um lago e que tem bauxita! Hahaha

Bonito de se ver, mas nada muito excepcional.

Continuamos retornando e passamos na Baia dei … Turchi!

Linda, apesar do seu nome. 🙂

Tentamos ver as Due Sorelle, mas conseguimos só de longe.

E a Torre dell’Orso …

… que é um lugar lindíssimo.

Mais um pouquinho e chegamos na esperada Grotta della Poesia.

Ela é uma piscina natural famosa …

… pois a formação fica pertíssimo do mar e …

… é onde muitos malucos italianos saltam da sua borda.

Vimos alguns não tão italianos assim!

Confesso que achava que ela era muito mais bonita (expectativa é fogo), …

… mas mesmo assim, ela impressiona.

Estávamos cansados, …

… optamos por voltar pra Lecce e …

… dar uma nova turistada no seu interessante Centro Histórico.

Tomamos um café gelado (uma das especialidades da região), …

… comemos uns docinhos, …

… compramos várias coisas e …

… nos maravilhamos com o Duomo visto com a luz diurna.

Vocês pensam que acabou?

Nananinaná!

Tínhamos reservado um jantar particular no M.A.M.A.

Calma que esta mama não é nenhuma trattoria …

… e sim, o Museu de Arte Moderna de Lecce …

… que pertence aos donos dos hotéis Palazzo Bozzi Corso (o nosso) e do La Fiermontina.

Iniciamos conhecendo a história dos precursores do local, …

… visitando alguns quartos do nosso hotel, entre eles o azul …

… e o dedicado aos Beatles já que a mãe dos atuais proprietários foi amiga íntima da Yoko Ono.

Continuamos conhecendo o outro hotel deles, …

… o La Fiermontina e …

… terminamos com o tour no M.A.M.A. (que belo nome!).

Imagine um palácio transformado em museu com obras de arte dos ex-maridos da proprietária que também era artista …

… com um tom dramático na iluminação …

… e com uma trilha sonora de arrepiar?

Pois foi exatamente o que aconteceu (o museu estava aberta somente pra nós quatro).

Os nossos anfitriões eram simplesmente espetaculares e …

… o regabofes, o jantar, começou.

Por falar em ambientação, tínhamos um chef, o Sandro, cozinhando especialidades puglieses só pra nós, …

… numa cozinha estonteantemente linda, incluído um sommelier, o simpático Oscar.

Pra complementar, um show de música ao vivo, …

… todas do sul da Itália …

… executadas por uma dupla, …

… a Michele cantando e na percussão …

… e o Nico, no acordeão.

Foi, literalmente, um sonho!

Ficamos devaneando pela noite toda e …

… a medida que bebíamos mais um pouco, …

… ficávamos cada vez mais descontraídos. Hahaha

Enfim, certamente foi e será uma noite inesquecível.

Voltamos caminhando pelas ruas misteriosas de Lecce dando muitas risadas …

… e ainda tomando uma saideira no bar do nosso hotel, que tem uma característica muito legal.

Você faz o teu drinque e paga quanto quiser (demos uma excelente caixinha pra nós mesmos!).

Olha, a Puglia é “o” lugar!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.
Quinto giorno – Itália – Puglia – Ostun, o branco total radiante!
Sesto giorno – Itália – Puglia – Trullando por Alberobello e grottando pela Palazzese.
Settimo giorno – Itália – Puglia – É Lecce condensado!

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dcpv – settimo giorno – itália – puglia – é lecce condensado!

13/06/2020 (passeado em 20/05/2019)

Settimo Giorno – Itália – PugliaÉ Lecce condensado!

Hoje seria dia de mudar de hotel.

E de cidade.

Sairíamos do aprazível …

… e belíssim Masseria Torre Maizza …

… que fica em Fasano (próximo de Polignano a Mare) …

… pra ir mais pro sul da Puglia …

… mais precisamente pra Lecce, …

… no Palazzo Bozzi Corso.

Antes de chegar lá, …

… tomamos o nosso ótimo café da manhã …

… já juntos com a Lourdes e o Eymard e …

… resolvemos dar uma passeada pelo caminho até Lecce.

Escolhemos ir pela praia (óbvio), …

… passamos por Torre Canne e …

… muitas outras torres praianas que funcionavam …

… como verdadeiros sistemas de alarme contra os invasores.

Tivemos, inclusive, …

… um encontro inesperado …

… com um montão de caprinos …

… que foi extremamente divertido.

Também no caminho, resolvemos dar uma espairecida …

… em Brindisi.

A cidade é bem grande e …

… muito divertida, …

… se bem que difícil de conseguir uma vaga para estacionar.

Por sorte, achamos um estacionamento perto do Porto; …

… isso foi o suficiente pra esticarmos por lá …

… e conhecer um pouco das suas atrações.

Dentre elas, o próprio Porto e …

… a área central …

…. assim como vimos uma colunas romana …

… onde fica exatamente o final da Via Apia. Incrível!

Como estávamos com fome e com sede, …

… optamos por conhecer um lugar bem bacana, …

… a Numero Primo, uma vinoteca de primeira.

Sentamos e pedimos um rosé, …

… uma tábua de frios, …

… mais um Primitivo …

… enfim, a alegria foi contagiante e inebriante (hic).

Note que o lugar é um cubo envidraçado …

… que fica bem no meio do calçadão.

Ou seja, o visual é demais!

Rumamos pra Lecce, …

… mas ainda demos mais uma parada pra conhecer a vinícola Tormaresca, …

… pertencente ao nosso ídolo, …

… o grande Piero Antinori.

Tudo muito bacana, …

… como esperado …

… e ainda compramos alguns vinhos pugliesi deste ícone.

Enfim, chegamos em Lecce.

E o stress aumentou.

Afinal de contas, o Palazzo Bozzi Corso fica bem na área central e …

… foi muito difícil encontrá-lo.

Tão difícil, que resolvemos parar no La Fiermontina …

… e ir até o nosso hotel, com a ajuda do motorista deles.

Ele é muito legal …

,.. e bem diferentão.

É um palácio antigo …

… com vários ambientes agradáveis e …

… o nosso quarto era grande.

E muito grande, imenso!

É charmoso e …

… muito bem decorado (a velha classe dos italianos).

Saímos rapidamente porque tínhamos um tour a pé pra conhecer a cidade.

Pontualmente às 19:00, a nossa guia, a Antonella, nos aguardava.

E começamos a conhecer a história de Lecce através da sua porta principal.

Ela nos contou (é muito didática) …

… tudo sobre a evolução da cidade, …

… bem como as suas raízes históricas.

Vimos vários palácios, …

… igrejas, …

… as verdadeiras ruínas romanas, …

… muitos cantos deliciosos, …

… bem como iguarias culinárias, …

… artefatos legítimos, …

… e o Duomo, …

… que é simplesmente espetacular.

Passeamos por tudo o que foi canto, …

… sempre acompanhados das infos excelentes da Antonella.

Terminamos, retornando à Porta Napoli.

E como estávamos com fome, optamos por conhecer uma verdadeira trattoria de comida pugliese (não marquei o nome, mas …).

Pedimos algumas coisas (não aconselho o bolinho com carne de cavalo. Argh) …

… tais como lasanha de berinjela, …

… costeleta de porco, …

… orecchiete, …

… linguiça …

… além de um vinho horroroso da casa.

Enfim, foi um jantar nota 5.

É tão nota 5, que optamos por conhecer a vinoteca Mamma Elvira.

Lá tomamos um verdadeiro Primitivo, …

… degustamos uma vero tábua de frios e …

… retornamos pro hotel, …

,.. pra pedir arrego pra tudo e dormir.

É, o dia foi cheio e ótimo!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.
Quinto giorno – Itália – Puglia – Ostun, o branco total radiante!
Sesto giorno – Itália – Puglia – Trullando por Alberobello e grottando pela Palazzese.

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dcpv – sesto giorno – itália – puglia – trullando por alberobello e grottando pela palazzese.

10/06/2020 (passeando em 19/05/2019)

Sesto Giorno – Itália – Puglia – Trullando por Alberobello e grottando pela Palazzese.

Hoje seria o nosso último dia inteiro pela, digamos, parte mais conhecida da Puglia.

E também seria o momento em que conheceríamos uma das cidades mais esperadas desta viagem.

Alberobello com os seus trulli, …

… formavam o nosso imaginário da Puglia.

Antes de mais nada, tomamos o nosso ótimo café da manhã no hotel e …

… rumamos pra cidade das casinhas com telhados em formato de cone.

O tempo parecia não ajudar muito, …

… mas insistimos, pois tínhamos marcado uma visita guiada.

Chegamos no horário e …

… o nosso guia, o Nicolas, estava nos esperando.

Ele é italiano e fala muito bem a nossa língua pátria.

E com isso, conseguiu nos explicar mais claramente toda a história de Alberobello

… que é muita interessante e …

…  talvez, tenha a paisagem mais exótica da Puglia.

Afinal de contas, não é qualquer uma que tem predominantemente casas pequenas, pintadas de branco …

… e com telhados cônicos.

Sim, a maioria das casas tem telhados iguais …

… que dão uma personalidade incrível pra tudo.

Iniciamos o tour com o Nicola (que é gente fina) …

… passeando pela parte menos turística da cidade.

Andamos bastante, …

… vimos muitos trulli (que é o plural de trullo) e …

… ficamos sabendo sobre a formação de Alberobello.

Inclusive, o que dizem sobre o porque de não terem usado argamassa na construção destas casinhas …

… é a mais pura verdade.

A intenção seria que, quando houvesse alguma fiscalização, …

… os moradores tivessem tempo pra desmontar os trulli …

… e assim, não terem que pagar impostos.

Esses italianos! Hahaha

Entramos num dos dois maiores, …

… pra verificar como era disposição interna.

Como curiosidade e …

… até pra dar maior veracidade à visita, …

… estava acontecendo uma corrida de bike no centro da cidade.

Demos uma parada estratégica num belvedere …

… pra ter a visão do conjunto todo da obra.

É impressionante.

,

Passamos para o outro lado da cidade, …

… onde tem lojas e …

… tudo fica mais bonito ainda.

Caminhar entre estas estruturas …

… te passa um encantamento …

… único.

Está na cara que Alberobello é perfeita …

… turisticamente …

… e tem absolutamente tudo o que se espera dum blockbuster pugliese.

Foram 3 horas prazerosas de conversa e imagens e …

… nos despedimos temporariamente do Nicola (faremos um outro passeio com ele em Matera).

Como coincidência, o restô que reservamos fica bem na frente do estacionamento.

Il Poeta Contadino é um daqueles lugares tradicionais ao extremo.

E a comida segue a mesma linha.

O que é muito interessante quando se quer mergulhar no clima da cidade.

Pedimos um flan de bacalhau como entrada.

A Dé escolheu um prato super tradicional, o orecchiette com cime de rape …

… e eu, uma sopa leve de frutos do mar, que curiosamente é um Prato da Boa lembrança (que já está na Nova Toscana).

Tomamos mais um verdecca e …

… demos adeus pra esta cidade tão delicadamente bonita.

A chuva também estava prometendo apertar.

Aproveitamos pra, no caminho de volta, conhecer algumas cidades fora do circuito turístico.

A primeira parada foi em Noci.

Que é muito bonita também e …

… tem um jeitão meio aristocrático.

Claro que neste horário, …

… a hora do almoço e num domingo, …

… tudo estava fechado.

Ainda mais com chuva.

Resolvemos continuar e conhecer Putignano.

Esta nos pareceu bastante grande, pros padrões da Puglia  e …

… meio sem graça.

A chuva apertou.

Mais um pouquinho e passamos em Conversano.

Esta sim, uma cidade com personalidade e …

… até que movimentada.

Tudo bem que o enorme castelo dá um …

… certo charme a tudo.

E o centro histórico dela é muito bonito também.

Sem contar que é considerada o centro produtor de cerejas da região.

Com o mundo parecendo que iria desabar, …

… fomos pra Polignano a Mare, …

… a estrela da Puglia.

E como que por encanto, …

… o tempo melhorou, …

… o sol apareceu e …

… conseguimos dar um boa volta, …

… com direito a tomar Aperol Spritz …

… e curtir a vida adoidado.

Voltamos ao hotel, porque hoje seria o dia da Lourdes e do Eymard chegarem.

Enquanto isso, apareceu quase que do nada, …

… um tremendo tramonto, …

… um por do sol daqueles …

… inesquecíveis.

Absolutamente, lindo e …

… totalmente inebriante.

Pra culminar o dia espetacular e com a turma reunida, …

… fomos todos os quatro jantar no restaurante mais conhecido da Puglia, …

… a Grotta Palazzese.

E a chegada é triunfal.

Deixamos o carro no estacionamento, pegamos uma van e fomos até o centro de Polignano.

Descemos quatro lances de escadas e …

… tivemos uma visão espetacular.

A Gruta é imensa e …

… belíssima.

Imagine de um lado, o mar aberto …

… do outro, uma caverna com uma água muito esverdeada e …

… no centro, todas as mesas.

Ah, pode colocar aí, música ao vivo com um sax de qualidade.

A comida?

A comida foi boa, mas nada de excepcional, mesmo porque dificilmente alguma coisa conseguiria superar o conjunto da obra.

Pedimos um montão de coisas: …

… crudos …

… peixes, …

… pastas, …

… mais pastas,…

… risotos, …

… mais peixes, …

… vieiras, …

… sobremesas, …

… vinhos e mais vinhos.

Enfim, foi uma refeição ou melhor uma experiência quase lisérgica.

O preço? Foi caríssimo, mas certamente teria que ser pelo que foi entregue.

Conversamos bastante, rimos muito e projetamos o que será esta continuação do nosso tour pugliese.

Será “meraviglioso”!

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.
Quinto giorno – Itália – Puglia – Ostun, o branco total radiante!

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dcpv – quinto giorno – itália – puglia – ostuni, o branco total radiante!

06/05/2020 (italianado em 18/05/2019)

Quinto Giorno – Itália – PugliaOstuni, o branco total radiante!

A Puglia é tida como o lugar onde as belas cidadezinhas são brancas e parecem um conto de fadas.

Bom, hoje seria o dia de conhecer mais a fundo a rainha delas, Ostuni.

Mas, antes disso fomos tomar aquele lautíssimo café da manhã no hotel …

… e partir pras nossas incursões puglísticas.

A primeira parada foi uma repetição.

Martina Franca parecia merecer ser vista sem chuva e …

… foi o que fizemos.

Tudo bem que o tempo não contribuiu muito novamente, …

… mas ainda bem que retornamos.

A cidade é muito bacana e …

… tem muitos formatos interessantes.

Desde casinhas brancas, …

… passando por bairros muito antigos e …

… vários palácios lindíssimos.

Esta variedade toda se deve ao fato …

… de que a cidade prosperou sem ter nobres “beneméritos” específicos …

… que explorassem a população.

Ao contrário, o Franca do seu nome vem justamente …

… do fato dela não cobrar impostos durante um bom tempo …

… e assim, atrair muitas pessoas que queriam investir …

… e não queriam pagar altas taxas.

Qualquer semelhança com a nossa situação brazuca não é mera coincidência.

A seguir, dirigi por mais uma mezza horeta …

… e chegamos a Ceglie Messapica.

Taí outra cidade muito interessante.

Ela tem um centro histórico muito bacana, …

… movimentado e …

… com cara de cidade pugliese da “chema”.

A quantidade de restaurantes é muito grande e …

… é um passeio divertido.

Como tínhamos horário marcado para o almoço, …

… zarpamos pra atração do dia, Ostuni.

Antes de chegar na cidade, passamos na via panorâmica e…

… tivemos a primeira visão da cidade branca.

E sabe por que Ostuni é denominada deste jeito?

Porque há muito tempo, com a peste atacando todo mundo, …

… alguém teve a ideia de pintar a cidade toda com cal.

Daí pra frente, a tradição vingou (imagine o constraste com estas máquinas?) e …

… anualmente, todos pintam as suas casas de branco.

É uma verdadeira atração turística.

Chegamos, …

… demos uma breve passeada …

… e fomos pra Osteria del Tempo Perso.

O lugar é praticamente uma caverna e …

… muito bonito.

E a comida não fica atrás.

Fomos acomodados e …

… pedimos, como entrada, flores de abobrinhas fritas recheadas com ricota e ervas.

Uma delícia.

Como principais, a Dé, pediu um peixe cozido e …

… eu, um spaghetti com vôngole e flores de abobrinha.

Tomamos um Verdecca Talo da casa e …

… tudo estava tão bom, que não recusamos as sobremesas.

A Dé escolheu sorvete de amêndoas e …

… eu, um sorbet de creme e pistache.

Olha, foi simplesmente perfeito.

Pagamos a conta, …

… demos mais uma voltinha e …

… fomos encontrar a Maria, a nossa guia italiana, …

.. que faria um tour conosco …

… explicando como foi que aconteceu o desenvolvimento desta belíssima cidade branca.

Foram duas horas de muita informação, …

… onde percorremos muitos cantos inexplorados pela maioria dos turistas.

Esta realmente merece o mini fotoblog:

Nos despedimos da Maria tomando ótimos sorvetes ostunianos.

Ainda continuamos dando uma passeada e aproveitamos pra comprar azeites.

Estava na hora de voltar pro hotel.

Aproveitamos pra ver as torres que os ostunianos construíram na praia …

… coma intenção de transformá-las num sistema de alarme …

… contra invasões.

Conhecemos a de Santa Sabine, …

… o farol de Torre Canne e …

… pronto, mais um dia daqueles estava terminando.

Pausa pra mais um dramático anoitecer.

Demos uma volta pelos jardins e registramos o máximo possível.

Incrível!

Resolvemos jantar no próprio hotel.

E a comida até que esteve boa.

Tomamos um biancheto do Gaja e …

… optamos por comer frugalmente.

Pedimos um peixe feito na crosta de sal. …

… vagens crocantes, …

… além de batata doce cozida.

Foi tudo tão perfeito, …

… que escolhemos um Tiramisu muito bom como sobremesa.

Depois de um dia cheio, …

… só nos restou ir pra cama e …

… contar oliveiras antigas (que é o que mais vemos por aqui).

Arrivederci.

Acompanhe os outros dias desta maravilhosa viagem:
Primo giorno – Itália – Puglia – Um sonho.
Secondo giorno – Itália – Puglia – Fasano – Você sabe como se faz burrata? Já foi na Grotte di Castelana?
Terzo giorno – Itália – Puglia -Piacere, io sono polignano a mare!
Quarto giorno – Itália – Puglia – Locorotondo e Cisternino, que nomes bonitos de bonitas cidades.

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dcpv – quarto giorno – itália – puglia – locorotondo e cisternino. que nomes bonitos de bonitas cidades.

03/06/2020 (ensolarado em 17/05/2019)

Quarto Giorno – Itália – PugliaLocorotondo e Cisternino. Que nomes bonitos de bonitas cidades!

Acordamos até que cedo, …

… tomamos o nosso ótimo café da manhã …

… e rumamos pra Locorotondo.

Tínhamos reservado um tour pra conhecer a cidade …

… e saber sobre a sua história.