Posts Tagged 'culinaria'

dcpv – dia catre – frança – vale do loire/paris – esta rota é um espetáculo.

24/07/2016

Dia catre – França – Vale do Loire/ParisEsta rota é um espetáculo.

Dia de mudança de cidade/hotel numa viagem é dia perdido, certo?

Errado!

Começamos tomando um café na manhã no hotel e zarpando pra conhecer os últimos castelos do Loire que constavam da nossa programação.

Andamos um pouquinho pelas belas estradas locais até chegar em Cheverny.

A ideia era dar apenas uma olhada e continuar.

Mas ficamos tão fascinados com tudo que resolvemos entrar. E não nos arrependemos.

O castelo é muito bonito e toda a história dele é muito interessante. O melhor é que ficamos sabendo que a Diane de Poiters (ela, de novo!), a amante do rei Henrique II, ficou neste castelo até que o seu novo estivesse pronto.

Enjoada esta mulher! 🙂

De qualquer forma, toda a visita vale a pena.

A parte histórica e as salas interiores são muito interessantes.

Saímos correndo de lá com a intenção de visitar o castelo de Chambord.

E não deu tempo.

Primeiro que o estacionamento é muito longe do castelo.

E segundo, que ele é imenso.

Resolvemos dar uma boa olhada, meio que por cima, em tudo e zarpar rapidamente, pois tínhamos uma reserva num restaurante indicado pelo excelente site Conexão Paris.

Era o restaurante gastronômico do hotel La Maison d’à Côté, o Côté Bistrô.

É lá que o chef Chistophe Hay pratica uma cozinha de primeiríssimo nível.

O lugar é super moderno e a comida dele é incrível.

Iniciamos os trabalhos com belos amuses que ele nos enviou.

A Dé escolheu como entrada Loire ell caramelized, artichokes and black sésamo e seed, Vadouvan spice. É isso mesmo, alcachofras no ápice da sua utilização.

Eu, como entrada, fui de Red mullet from erquy, ricota goat milk, zuchinni, shelf fish.

Praticamente um belo e florido carpaccio de peixe.

Acompanhamos tudo com duas flutes de Taitanger.

Já nos principais, a Dé escolheu Loire Pike, carrots, kale cabbage and Melissa.

Uma beleza em forma de prato.

Eu apelei e fui de Wagyu beef from monsieur Roussel with potatoes, iodizeds condiments.

Tomamos vinhos branco e tinto da região e …

… não pudemos deixar de experimentar a sobremesa.

Que veio em forma de cerejas com uma tulhe de amêndoas e sorvete das mesmas.

Olha, foi um verdadeiro espetáculo e podemos dizer que estamos vendo nascer uma estrela na gastronomia, o Christophe.

Certamente ouviremos falar dele e do seu restaurante brevemente.

Saímos de lá mais do que satisfeitos e pegamos o carro pra voltarmos pra Paris.

São mais de duas horas em estradas perfeitas e foram cumpridas com muita tranquilidade.

Chegamos ao hotel Bel Ami (preferido dos nossos sócios Lourdes e Eymard), verificamos o nosso espaçoso, aconchegante e moderno quarto …

… e fomos devolver o nosso auto (é sempre um prazer dirigir por Paris).

Logo depois, encontramos com a Lourdes e com o Eymard e fizemos os nossos planos pro restante do tour, que incluirá um show do Bocelli na Toscana.

Decidimos jantar no Champeaux, um restaurante/ brassseria by Alain Ducasse que fica no novo complexo do Des Halles.

Cá pra nós, é um lugar bacaninha, mas que não encanta muito.

Tomamos um Cremant pra iniciar, …

… escolhemos pratos pra dividir, tais como variados tomates, …

… queijos, charcuterie, foie gras …

… mas nada saltou aos nosso olhos como normalmente ficamos encantados em Paris.

Ainda tomamos um vinho St Veran (olha o corporativismo) e certamente, a noite foi salva pela excelente companhia.

Resolvemos voltar a pé para o hotel (ele fica em St Germain des Prés) …

… e todos contemplamos o charme que a Paris noturna tem, …

… ainda mais com o verão a pleno vapor e a possibilidade de termos luz solar até as 22:30 hs.

Até um sorvetinho rolou!

É um verdadeiro espetáculo.

Au revoir!

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dcpv – mais uma noite de molise e basilicata.

número 424
07/07/2015

Mais uma noite de Molise e Basilicata.

Continuo na Coleção Folha Cozinhas da Itália.

E de repente me veio uma ideia, que na verdade é um plágio, mas não deixa de ser uma ideia. 🙂
Sabe aquele filme Julie & Julia? Pois bem, resolvi fazer a mesma coisa com a edição da coleção sobre as regiões italianas de Molise e Basilicata (estes nomes são bem potentes, né não?).

Então, farei todas as receitas do livro. São 4 antepastos, 4 primos, 4 secondos e (adivinhem?) 4 sobremesas.

Deste total de 16, já fiz 10 (incluindo estas de hoje).

Aguardem, portanto, que vem muito mais Molise e Basilicata por aí.

Entrada – Peperonata e Insalata di cipolle caramellate e rucola.

Estes antepastos são “tipici”.

Para fazer estes pimentões refogados (a Dé adora), basta limpar e cortar 800g de pimentões (vermelhos, amarelos e verdes) em tiras.

Fatie 200g de cebolas e 2 dentes de alho e refogue-os no azeite, juntamente com 2 folhas de louro.

Assim que a cebola estiver transparente e o alho, dourado, acrescente os pimentões, tempere com sal e pimenta a gosto e cozinhe em fogo alto por 10 minutos, até que os pimentões fiquem macios. Agregue 1/2 litro de molho de tomate e cozinhe em fogo moderado até o molho reduzir e encorpar.

Já pra salada, o grande segredo são as cebolas. Descasque e corte em gomos finos 4 cebolas roxas.

Aqueça 3 colheres de sopa de azeite, adicione as cebolas e pulverize com 2 colheres de sopa de açúcar.

Tampe a panela e cozinhe em fogo moderado por 30 minutos, mexendo de vez em quando, até a cebola dourar uniformemente. Junte 4 colheres de sopa de caldo de legumes e 1 colher de sopa de vinagre balsâmico e continue o cozimento por mais alguns minutos, até que a cebola esteja bem macia.

Retire do fogo, tempere com sal e deixe amornar.

Enquanto isso, corte 2 fatias de pão italiano em cubinhos, regue-os com azeite e toste-os numa frigideira. Faça também um vinagrete com 5 colheres de sopa de azeite, 1 e 1/2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto e 1 colher de sopa de mostarda de Dijon.

Para montar, distribua folhas de rúcula nos pratos, os cubinhos de pão, o vinagrete, cebola caramelada e tomates secos.

Sirva polvilhando com queijo pecorino ralado a gosto. Esta entrada ficou um verdadeiro espetáculo.

Assim como o vinho que tomamos, o branco Muscadet Sevre et Maine, que foi “romântico, mole e basilio, ultraleve, mainero“.

Principal – Risotto ai funghi porcini.

Este risoto de cogumelos porcini é muito fácil de fazer (mais uma vez, menos é mais!).

E a única diferença prum risoto usual, é a necessidade de hidratar os cogumelos em água morna por 10 minutos. O restante é aquela ladainha de sempre. Refogue cebola (neste caso, ralada), acrescente o arroz arbóreo, vinho branco e logo após este evaporar,…

… junte os cogumelos hidratados, junto com a água do molho.

Pouco a pouco, vá adicionando conchas de caldo de carne fervente (faça este caldo em casa), até que o arroz fique al dente. No final do cozimento, acrescente manteiga e queijo pecorino ralado. Sirva bem quente e conforte-se com este prato.

Harmonizamos com um vinho tinto italiano, o rosso  Barbera D’Asti CastelVero 2001, que achamos “dejavu, jardim, sevilha, citadino“.

Sobremesa – Picelatti.

Estes pastéis de nozes e amêndoas são bem bons (pra variar, foi a nossa patisseur Dé quem os fez).

Para a massa, derreta 150g de manteiga em banho-maria. Numa vasilha, misture 750g de farinha de trigo com a manteiga, 5 ovos, 2 colheres de sopa de açucar e 2 colheres de vinho moscato doce até obter uma massa lisa. Abra a massa com rolo até atingir 0,5 cm de espessura e corte em discos de 8 cm de diâmetro.

Para o recheio, triture 3 colheres de sopa de nozes e 3 colheres de sopa de amêndoas e misture com 2 colheres de sopa de miolo de pão amanhecido esfarelado, 3 colheres de sopa de mel, 1 colher de sobremesa de raspas de laranja, 1 colher de café de canela em pó e 1/2 colher de chá de cravo em pó.

Distribua pequenas porções do recheio sobre os discos de massa e dobre-os em meia lua, apertando as bordas com um garfo pra fechar bem.

Disponha os pastéis numa assadeira forrada com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido (180°C) por 20 minutos ou até dourarem.

Espere esfriar e sirva. Olha, ficou bom, mas não espetacular.

Eis o que os basílicos (e molisos) acharam:
A entrada estava demais. E melhor, a Dé adorou os pimentões. (Edu)
Espetáculo. Itália cosa cche qui! (Mingão)
Entrada perfeita. Miolo honesto! (Deo)

Bom, foi isso.

Estas 6 receitas que faltam ser feitas podem render mais 2 ótimos menus.

Aguardem, pois farei ambos.

Afinal de contas, quando formos pras regiões italianas de Molise e Basilicata, certamente estaremos inteirados da gastronomia local.

Arrivederci.

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dcpv – jour troix – frança – vale do loire – a mulherada fazendo a diferença em Chenonceau.

23/07/2016

Jour troix – França – Vale do Loire – A mulherada fazendo a diferença em Chenonceau.

Hoje seria o dia de visitar o castelo que mais aguardamos.

Afinal, Chenonceau tem essa aura.

E você saberá o porque.

Levantamos um pouco mais tarde e o sol estava a pino.

Tomamos o nosso correto café da manhã e zarpamos para Chenonceaux.

É lá que fica o Castelo de Chenonceau (é assim mesmo sem o x).

E uma das surpresas é justamente na chegada.

Toda a infra é muito bacana. O estacionamento é grande, a bilheteria funciona perfeitamente e a vista do castelo é impressionante.

Além de que ele foi construído exatamente sobre o rio Cher.

Mas o mais bacana mesmo é a história dele.

Inicialmente, o rei Henrique II ofereceu o castelo para Diane de Poitiers, sua amante.

Ela fez acontecer no castelo.

Mandou fazer um jardim especial pra ela …

… além de decorar todo o castelo com o que de mais bacana existia na época.

Acontece que o rei morreu e a sua viúva, a famosa Catarina de Medicis, desalojou a sua amante do castelo.

E aproveitou a situação pra reformar todo o castelo.

Fez também um belo jardim pra ela …

…  e mandou construir uma galeria sobre as águas do rio que se transformou num dos mais belos salões de baile da Corte.

Ou seja, com toda esta guerra de egos, Chenonceau se transformou num lugar imperdível pra se visitar.

E você tem a nítida impressão de se sentir como se estivesse naquela época através das reproduções dos vários cômodos do castelo.

Seja na sala da guarda, na capela, no quarto da Diane, a amante, …

… no gabinete verde, onde Catarina governou a França, na galeria, …

… é claro que na cozinha, …

… no quarto da própria Catarina …

… e em outros menos votados.

Os jardins também são casos a parte. Seja o da Diane, seja o mais belo, que é o da Catarina.

Enfim, ficamos tão encantados que resolvemos almoçar lá mesmo, no restaurante l’Orangerie

… onde comemos dois peixes muito bons …

… e tomamos flutes de Vouvray e duas taças dum Sauvignon Blanc.

Aproveitamos que estávamos perto e fomos conhecer uma cidadezinha florida e muito bacana, chamada Chédigny.

Incrível como a maioria das cidades parecem abandonadas, já que você não vê ninguém circulando em nenhum momento.

E este caso não foi diferente.

Apesar da dificuldade de estacionar, curtimos muito passear num lugar tão bacana e tão vazio.

Pra não dizer que não vimos ninguém, entramos numa boulangerie (sim, estava aberta num sábado à tarde) e compramos dois pães doces.

É claro que estavam deliciosos.

Retornamos pro hotel …

… e resolvemos jantar no restaurante dele.

Afinal de contas, estava na hora de beber um pouquinho. 🙂

Flutes de Moet serviram pra começar os trabalhos.

A Dé pediu peixe e dos bons. Um Le Turbot, doré sur l’arete. Relevé d’une paté de citron Au miel. Quinoa d’Anjou torréfié. Pannequets de blancs d’oeufs aux jaunnes truffés. Jus de Poulet. Me fala se um negócio com esta descrição não estaria bom demais?

O meu foi, Le  cannard challandais, perfumé d’épices doces et jus de presse. Melheur jaunne confit et fruit de la passion. Não precisa nem dizer que fiquei apaixonado (né, sócios?)! 🙂

Abusando, pedi uma sobremesa. La Violette, en creme légère aux framboises confiturées. Macaron garni d’une sorbet Au champagne a l’eau d’ananas. Mais uma beleza.

Tomamos um vin Blanc do Bernard Baudry (gracias pela dica Marcia Lube).

No restante, foi pensar no melhor pão com manteiga que comemos em nossas vidas …

… e dormir o sono mais que dos justos.

Veja que belo anoitecer (nada como um anoitecer por volta das 22:30, né?).

Au revoir,

.

 

 

 

dcpv – ligúria et marche.

número 423
30/06/2015

Ligúria et Marche.

Deixa eu explicar melhor o título acima.

Na verdade, a Ligúria e o Marche são regiões distintas da Itália.

Ambas ficam na parte de cima do cano da Bota, são litorâneas, mas em lados opostos.

De qualquer forma e como estava afim de comer frutos do mar, juntei receitas destas duas aprazíveis regiões (é claro que foram retiradas dos livros da Coleção Folha Cozinhas da Itália) pra formar o menu desta noite.

Vamos lá, então, as delícias praianas et italianas.

Entrada – Crostini ao vôngole.

Estes Crostini alle vongole são lídimos representantes da cozinha do Marche (cuja capital é Ancona).

Para fazê-los, basta aquecer 2 colheres de sopa de azeite e dourar dois dentes de alho picados. Adicione 1 colher de sopa de gengibre ralado, 3 tomates maduros sem pele e sem semente picados, 200g de vôngoles (também coloquei um pouco de mariscos e regue com 1 cálice de vinho branco e com 1/2 xícara de caldo de peixe.

Cozinhe até o líquido reduzir à metade e tempere com sal, pimenta, salsinha e manjericão a gosto. Reserve.

Toste fatias de pão pinceladas com azeite e sirva-as com o refogado de vôngole.

Ficou uma delícia.

Acompanhamos esta maravilha com um branco, o Sauvignon Blanc Santa Carolina 2014, que foi “bebê, bran-bran-bran-co-co-co, santo Jorge, cheirinho“.

Principal – Bacalhau à Genovesa

Esta é da Ligúria (cuja capital é Gênova). Este Stoccafisso (que belo nome, né?) accomodato é de uma simplicidade ímpar.

Inicie colocando 1/2 xícara de uvas-passas de molho em água morna durante 15 minutos. Aqueça 4 colheres de sopa de azeite e doure um dente de alho socado.

Adicione 700g de bacalhau dessalgado e cortado em postas, tempere com pimenta a gosto e junte 3 tomates maduros sem pele e sem sementes picados.

Tampe a panela e deixe cozinhar, regando com água de vez em quando, em quantidade suficiente pra não grudar e para formar um molho. Depois de 20 minutos, acrescente 2 batatas descascadas e picadas, as uvas passas e 1/2 xícara de pinoli.

Mantenha no fogo até que as batatas fiquem macias e o molho, encorpado. Resultou num prato confortável e muito, mas muito litorâneo.

Harmonizamos com um tinto, o alemão Dornfelder 2009, que foi “consoantes, branquinho, chucrutes, 7×1“.

Sobremesa – Bolachinhas de fubá.

Estes Beccute são do Marche. A Dé caprichou e estas bolachinhas ficaram muito interessantes.

Para prepará-las, triture 50g de nozes, 50g amêndoas e 50g de figos secos. Junte à mistura, 250g de fubá, 1 colher de sopa de azeite, 50g de uvas passas brancas hidratadas, 50g de pinoli, 1 e 1/2 colher de sopa de açúcar, uma pitada de sal e uma de pimenta do reino e trabalhe a massa, enquanto adiciona água morna aos poucos, até ficar fácil de manipular.

Modele bolinhas com pequenas porções de massa, achate-as e coloque-as numa assadeira untada com azeite .

Asse-as em forno preaquecido a 150°C por 25 minutos ou até dourarem.

Sirva fria. Ficaram gostosas as bolachinhas (é claro que foi a Dé que fez, estou insistindo) e pra situar vocês, é quase que um puxapuxa de milho.

Eis o que acharam os ítalo-surfistinhas:
Este Giro d’Itália está um verdadeiro spetacollo! (Edu)
Que viva a Itália. (Mingão)
Adesso devo dire che: 10 ou mangiatto bene!!! (Deo)

“Cidade em que viveu Cristovão Colombo, Gênova tem um quê de tempos idos, da época das grandes navegações”.

“Marche concentra belas montanhas, uma costa de tirar o fôlego voltada ao mar Adriático e uma cozinha autêntica.”

Olha, juntar a culinária destas duas regiões foi um verdadeiro achado.

Arrivederci.

.

dcpv – dia II – dois dias na região vinícola de carmelo, uruguai.

14/10/16

Dia IIDois dias na região vinícola de Carmelo, Uruguai.

Acordamos até que cedo e o dia estava chuvoso.

Aproveitamos pra tomar lentamente o nosso ótimo café da manhã …

… e divagar sobre o como a chuva é importante para o desenvolvimento das uvas. 😀

A nossa visita de hoje seria à vinícola El Legado.

Ela fica bem perto da Campotinto, a que fomos ontem.

E o estilo é o mesmo.

É um estabelecimento familiar, …

… com produção artesanal (4300 garrafas por ano) …

… e um cuidado imenso com a qualidade final do produto.

Chegamos lá e fomos recebidos pelos próprios donos, a Marta e o Bernardo.

Fizemos um tour bem rápido …

… e deu pra perceber o carinho com que eles tratam a matéria prima.

Logo após, nos alojamos na sala …

… e aproveitamos pra degustar alguns frios e queijos …

… na companhia de todos os 3 vinhos que eles produzem.

Um Tannat, um Syrah e um assemblage das duas uvas.

Todos foram aprovados …

… e, inclusive, tivemos a oportunidade de experimentar o assemblage 2016 diretamente do barril.

A experiência de nós mesmos tirarmos o vinho com o uso da pipeta foi demais.

Neste momento, já nos sentíamos em casa.

Logo o almoço foi servido.

E não podia deixar de ser uma parrillada feita pelos filhos do casal.

Ou seja, seria uma refeição realmente feita em família.

Comemos boas carnes, …

… ótimos legumes …

… e continuamos bebendo excelentes vinhos.

Experimentamos uma sobremesa …

… e tivemos, enfim, a certeza de que este passeio é indispensável.

Até o sol deu o ar da graça.

Portanto, se estiver pela região, venha visitar a vinícola El Legado.

Chegamos tão tarde ao Narbona, que só tivemos tempo de nos arrumar e partir pro jantar.

Que seria no Hotel Hyatt.

A curiosidade pra conhecê-lo era muito grande. Afinal de contas, ele é uma alternativa à hospedagem na Narbona.

Chegamos lá e constatamos que o hotel é muito bacana, mas que tem mais o formato dum resort.

Ele é bem bonito.

Optamos por comer frugalmente, já que o almoço foi substancioso. Escolhemos na maioria, massas …

… e achei os molhos mais pesados que o normal.

Mas, como sempre, foi muito divertido e conversamos até tarde, …

… com a boa companhia de dois vinhos brancos, um Chardonnay Ruttini e um Sauvignon Blanc Pulenta.

O resto foi fazermos o caminho de volta já marcando a próxima viagem deste grupo que veio pra ficar.

Uma pena, a Lourdes e o Eymard não poderem comparecer, mas certamente, estaremos todos juntos em Bordeaux.

Ainda tivemos, somente a Dé e eu, uma pequena e boa experiência em Colonia del Sacramento.

Como ficava no caminho pra Montevideu, optamos por almoçar por lá.

E escolhemos o Bistrô del Charco, que fica no hotel homônimo.

Ele fica de frente pra praia (ou seria o rio?) …

… e tem vistas especiais.

A comida também é muito boa.

A Dé pediu uma Caprese …

… e eu, uma Milanesa com batatas.

Tomamos um Chardonnay uruguaio …

… e ainda aproveitamos pra dar um pequeno passeio pelo centro histórico de Colonia.

Afinal de contas, terminar este tour pela Calle de los Suspiros ….

… foi mais do que apropriado.

Adiós e até a próxima.

.

 

 

 

 

dcpv – dia I – 2 dias na região vinícola de carmelo, uruguai.

13/10/2016

Dia I2 dias na região vinícola de Carmelo, Uruguai

É, o grupo estava afiado.

Afinal de contas, já tínhamos nos divertido muito anteriormente tanto no Chile (Vale do Colchágua), como na Argentina (em Mendoza).

E desta vez, nos juntamos na vinícola Narbona.

Nós, a Dé e eu, viemos de Montevidéu de carro (quase 3 horas de viagem) e os amigos cariocas (Madá, Álvaro, Marcia e Vianney) de Buquebus e carro, via BsAs.

Chegamos primeiro e fomos alocados num quarto enorme …

… com vista pras videiras …

… e que tem o nome da uva icônica daqui, a Tannat.

Pra não dizer que tudo estava maravilhoso, o banheiro era muito velho e com móveis, digamos, não muito contemporâneos. 🙂

Aproveitamos, enquanto o pessoal não chegava, pra ir almoçar.

E experimentando um ótimo Tannat Narbona Roble 2012 …

… com o acompanhamento de um ojo de bife com chimichurri pra mim …

… e frango com polenta pra Dé.

Tudo estava muito caprichado e autêntico.

O pessoal chegou e aproveitamos pra matar a saudade, tomando um bom Pinot Noir, também da Narbona.

Descansamos um pouco, …

… olhamos uma parte da vinícola …

… e fomos nos preparar pro primeiro jantar do grupo.

Que foi no próprio restaurante da Narbona.

Não precisa dizer que tudo foi extremamente divertido e saboroso.

Como o menu era o mesmo do almoço, tivemos algumas repetições.

Comemos ojo de bife, …

… salada (pra Dé, óbvio), cordeiro, …

… canelone e ravioli, …

… além de experimentarmos e aprovarmos o vinho top do lugar, o Tannat Luz de Luna 2012.

Gostamos de tudo, conversamos muito (tínhamos mesmo que matar as saudades) e fomos dormir, vendo um céu estrelado.

Acordamos com um maravilhoso sol.

Tomamos o ótimo café da manhã do hotel …

… e aproveitamos pra ir conhecer a bodega.

Existe uma parte antiga e uma nova e moderna (segue o fotoblog).

Quando percebemos já era hora do almoço, …

… que seria numa vinícola próxima, a  CampoTinto.

Aproveitamos que no meio do caminho e dentro do complexo Narbona, existe o Porto Camacho e fizemos uma visita.

O Porto é muito bacana, …

… além de ter uma bonita loja de produtos Narbona (conservas, queijos, etc) …

… e um restaurante casual chamado Basta Pedro que é bastante simpático.

Prometemos voltar.

Seguimos para a  CampoTinto, onde tivemos uma breve explanação da sua produção bastante artesanal de vinhos.

São somente 15000 garrafas feitas anualmente, …

… sendo que a maioria é utilizada no próprio restaurante.

O enólogo Daniel nos explicou tudo …

… e, inclusive, experimentamos vinhos que estavam descansando em barricas de carvalho.

O Tannat 2016 estava muito bom.

Dali, seguimos para o almoço.

O restaurante é muito simpático …

…  e você tem duas opções de entradas, principais e sobremesas.

Acabamos escolhendo tudo. Bruschettas …

… e bolinhos de chicória.

Gnocchi …

… e peito de frango.

Flan com dulce de leche (taí, Eymard) …

… e creme brulée.

Tomamos um Tannat 2012 e assim conseguimos escolher quais vinhos compraríamos.

Nos despedimos com pesar …

… e, ufa, fomos nos preparar prum picnic que contratamos na Narbona.

Ele seria feito próximo as videiras …

… e a atração maior deveria ser o por do sol.

Andamos cerca de dez minutos e chegamos ao local.

Estava tudo preparado. Sanduíches, queijos, doces e vinhos.

Somando-se a conversa agradável, foi o que podemos considerar um programaço.

E o sol não nos decepcionou.

Tiramos várias fotos do seu por e continuamos a conversa até o escurecer.

Retornamos ouvindo uma trilha sonora de peso que o DJ Álvaro nos brindou e cantando..

Imagine tudo isso ao som de Rolling Stones, Ramones e Talking Heads? Wild, wild, life!

Continuamos a conversa noite adentro com o devido acompanhamento de mais algumas garrafas de Tannat. Um espetáculo!

Depois disso, só subindo a escada e dormindo o sono dos justos.

Adiós.

Veja os outros dias desta viagem:
Uno – 1,5 dias em Montevidéu – O que fazer na capital uruguaia?

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dcpv – 1,5 dias em montevidéu – o que fazer na capital uruguaia?

11 e 12/10/2016

1,5 dias em Montevidéu – O que fazer na capital uruguaia?

Era mais um encontro do nosso grupo de vinhos.

E desta vez seria em Carmelo, no Uruguai, mais precisamente no hotel da vinícola Narbona.

Estávamos quase completos, já que a Lourdes e o Eymard não puderam comparecer devido a problemas particulares.

Mas a Marcia Lube e o Vianney, a Madá e o Álvaro e a Dé e eu estávamos a postos.

Se bem que inicialmente nós dividimos em dois grupos: enquanto os cariocas optaram por iniciar o tour por Buenos Aires, nós fomos pra Montevidéu.

O voo Latam era bem cedo e nos permitiu, chegar por volta do meio dia e ainda aproveitar um pouco da cidade.

Escolhemos (com a ajuda da Nati) o novo hotel Hyatt Centric Montevideo, que fica no bairro de Pocitos.

Ele é bem modernoso e os quartos são amplos …

… e com uma excelente vista.

Sabe que tenho que concordar com os uruguaios e achar que o Rio da Prata é mesmo o Oceano Atlântico!

Além do mais uma atração turística fica bem em frente ao hotel. O letreiro típico de Montevidéu é bastante curioso …

… e a passagem de turistas pra tirar uma foto …

… é praticamente obrigatória.

Aproveitamos pra conhecer a região …

… indo a pé até o shopping …

… que não tem muita coisa diferente dos shoppings da vida, mas que te permite tomar um sorvete Freddo de doce de leite …

… e ao mesmo tempo, conseguimos perceber como a região é tranquila e que a cidade foi feita pra se caminhar.

Aproveitamos pra jantar no restaurante do próprio hotel, o Plantado.

Na verdade, já tínhamos almoçado lá.

Este almoço foi no estilo buffet e comemos muito bem.

Sem contar que todo o ambiente do restaurante é praticamente perfeito. Ele tem uma cozinha à vista, …

… uma linda oliveira antiga no centro de tudo …

… e uma decoração maravilhosa.

Já a noite, se é que isso é possível, tudo fica mais bonito ainda.

E como estávamos sem muita fome, resolvemos pedir somente entradas.

A Dé escolheu uma tortilha de batatas com o acompanhamento duma saladinha de verdes …

… e eu, não resisti ao polvo feito na brasa.

Ambos perfeitos e mais ainda, acompanhados dum vinho branco nacional, o Viogner Garzon.

Melhor que tudo, só precisamos de um elevador pra estarmos no nosso confortável quarto.

Já no outro dia, pela manhã, fomos conhecer a Cidade Velha.

Pegamos um uber e fomos direto para a Plaza Independência.

Ela é o centro nevrálgico de Montevidéu e tem visual classudo e muito interessante.

Vimos o Palácio Salvo, a porta de entrada da cidade …

… e muitos outros prédios históricos.

Descemos pela rua Sarandi, …

… cruzamos com a praça da Matriz …

… e encontramos um oásis, o Café Brasilero.

Ele é histórico, já que existe desde 1877,…

… e a filosofia slow food dele é fantástica.

Vale tentar fazer a tradução literal do seu princípio. Ele é muito bacana (Desfrute a conversa, saboreie tua comida como se tivesse tempo, conte as gotas de café que te faltam, viva!).

Seguimos caminhando até o Mercado do Porto.

A ideia inicial seria almoçar no El Palenque, um assador de carnes famosíssimo. Chegamos lá, observamos bem e vimos que os pratos eram enormes (e cá pra nós, com tremenda cara de ser um daqueles restaurantes turisticões).

Resultado? Fomos ao Jacinto, um lugarzinho mais aconchegante …

… e com uma comida bem comfort.

A Dé pediu um peito de frango com bacon e purê de batatas com azeite e manjericão que estava dos deuses.

Eu escolhi gnocchi de batatas com crosta de presunto de Parma e um molho de limão que não ficou atrás.

Tomamos duas taças do mesmo Viogner Garzon de ontem à noite e estávamos felizes.

Voltamos ao hotel, …

… e fomos aproveitar a tarde futebolisticamente.

Como? Indo ao lendário estádio Centenário …

… e conhecer o seu Museu do Futebol.

Olha, este passeio é bem diferente, mas nunca a expressão museu foi tão bem utilizada.

Tudo é muito velho …

… cheira, literalmente, a história.

Conhecer o campo é bastante curioso, …

… mas verdade é que ele é um Itaquerão de cem anos atrás.

No mais, foi muito legal conhecer memorabílias  que eu jamais imaginaria ver ….

… e as referências ao Maracanazzo são inevitáveis.

A visita foi uma curtição e logo estávamos de volta ao hotel pra conhecer a sua Deli. Aproveitamos pra comprar um bom azeite 33graus, …

… tomamos dois bons expressos e comemos um bom doce com o excelente doce de leite uruguaio.

Só faltava o jantar.

Escolhemos um lugar famoso e charmoso, o Francis Punta Carretas.

E não nos arrependemos.

Enfim, fica a sensação que Montevidéu é um lugar bacana pra se conhecer num final de semana (não muito mais do que isso).

A cidade é bem limpa, o povo é muito educado e sentimos segurança o tempo todo, …

… além da comida e do vinho nacional serem muito bons.

Ou seja, recomendamos. Adiós.

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