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dcpv – parabéns para nós (nada como um número redondo).

Número 400
04/11/2014

Parabéns para nós (nada como um número redondo).

Graças a reforma (especialmente da cozinha) aqui em casa, ficamos adiando esta reunião.

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Isto porque ela é a de número 400. Pois é isto mesmo. Estamos comemorando a nossa quatrocentésima reunião!!

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É muito tempo e mesmo assim, continuamos nos divertindo como nunca. Pra melhorar um pouco mais, escolhi fazer receitas do livro que a Drix nos presenteou quando da nossa última visita a BH.

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Este “Minas Gerais Fazendas & Sabores do Leite” é interessante demais e além de contar histórias das grandes propriedades de Minas Gerais, ainda nos brinda com receitas pra lá de especiais.

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Vamos lá então ao menu de número 400 (podemos considerar que nos encontramos há mais de oito anos ininterruptos).

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Entrada – Salada de abacate, maçã e queijo.

Receita mineira tem que ter queijo, certo? Mas esta salada não é o que necessariamente poderíamos chamar de comida mineirim da gema, sô!

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Para fazê-la basta cortar um abacate ao meio no sentido do comprimento, tirar o caroço, a polpa e reservar a casca.

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Pique a polpa em cubinhos.

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Numa tigela, disponha o abacate picado, uma maçã verde também cortada em cubinhos, ½ xícara de chá de queijo fresco cortado em cubos, ½ copo americano de iogurte, ½ colher de sopa de aceto balsâmico, ½ colher de sopa de mel, ½ colher de sopa de suco de limão, 2 colheres de sopa de azeite e sal a gosto.

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Coloque a salada nas cascas do abacate e leve à geladeira.

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Sirva. Ficou uma delícia; refrescante, saborosa e porque não dizer, uma beleza, uai!

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Acompanhamos (até pra comemorar) com um legítimo champagne Moet&Chandon que caiu como uma luva e foi “elegante, quatrocentona, artética, p.b.u.e“.

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Principal – Tagliatelle ao molho de champanhe com camarão.

Esta receita nem queijo tem. Mas é mineira e quatrocentona, afinal de contas, camarão é uma das especialidades deste estado marítimo. 🙂

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E é claro que pra comemorar com efusão, faríamos a massa aqui em casa.

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A Dé caprichou e o Tagliatelle fresco ficou uma maravilha.

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Enquanto isso, pegue camarões (os maiores possíveis) e tempere com sal e pimenta do reino. Reserve.

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Pique uma cebola pequena e refogue-a numa panela com um pouco de manteiga. Adicione 150ml de champanhe e deixe evaporar.

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Acrescente 500ml de creme de leite fresco, deixe ferver um pouco e desligue o fogo.

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Cozinhe o macarrão e grelhe os camarões numa frigideira com manteiga e azeite.

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Sirva o tagliatelle no meio do prato…

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… com uma concha, derrame o molho de champanhe sobre o macarrão.

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Disponha os camarões grelhados em volta da massa.

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Comemoramos as 400 reuniões tomando um vinho branco de estirpe, o Chardonnay Cefiro 2012, que foi “justo, onânico, catecismo, fascinante”.

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Sobremesa – Bolo de Churros

Bom, todo aniversário, tem que ter um bolo, né?

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E por aqui não seria diferente. A D Vera (mãe da Dé e minha sogra) foi a nossa patisseur neste período de reformas e justamente, fez este acepipe.

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Como não tenho fotos (o bolo foi feito na casa dela) vou dar a receita num fôlego só: bata, numa batedeira, 375g de açúcar com 200g de margarina. Acrescente 5 ovos e bata muito bem novamente. Acrescente 250ml de leite intercalando com 420g de farinha de trigo junto com 15g de fermento em pó. Leve pra assar em forno pré-aquecido (180°C). Coloque o papel manteiga somente no fundo da assadeira, não unte as laterais, essa receita é para uma forma de aprox 25cm. Após o bolo esfriar totalmente, corte em 3 partes e recheie com doce de leite (leite condensado cozido). Decore com doce de leite e polvilhe açúcar e canela a gosto.

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Prontíssimo. E deliciosíssimo!

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Eis a opinião dos aniversariantes:
Que venham as próximas 400. E buonas! (Edu)
Double, double … o céu é o limite. (Mingão)
Concordo! De uma em uma! (Deo)

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Caramba! E não é que se passaram 400 reuniões do dcpv?

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Iniciamos as quartas e depois passamos pras terças.

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E quer saber? Criamos um novo final de semana para todos nós e nos divertimos muito.

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Que venham mais 400!

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Bye.

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dcpv – família, ê. família, a. família.

13 a 14/09/2014

Família, ê. Família, a. Família.

Se fosse definir a mim mesma com três palavras, certamente seriam família, amigos e Minas. Por isso estava tão feliz no sábado. Reuni família e amigos em torno da comida mineira.
Na família eles eram conhecidos como os amigos de São Paulo e Brasília. Ou os amigos do blog de gastronomia. Difícil, nesse caso, era explicar como cheguei a um blog de gastronomia. Eles conheciam minha família pelos casos que contava em nossos encontros ou nos textos que postava no blog.

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Este é o início de um depoimento que a Adriana, a Drix, deu no facebook pra explicar o que ela sentia quanto ao mais novo encontro desta nossa eclética turma.
E desta vez seria num final de semana em BH, iniciando num ótimo almoço mineiro e familiar.

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Chegamos todos juntos (a Dé, eu, a Regina e o Mingão de SP e a Lourdes e o Eymard de Brasília. Infelizmente, nem a Sueli e o Jorge e nem o Deo puderam comparecer).
Nos aboletamos nos nossos bons quartos no hotel Promenade Toscanini e fomos direto pro almoço.

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Chegamos e naturalmente nos enturmamos com a família da Drix.
E vimos os que pareciam personagens, tamanha a quantidade de informações e causos que tínhamos deles, irem aparecendo na nossa frente.

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O que falar da D. Cecília, a simpaticíssima mãe da Drix?
E da famosa tia Querida, que em alguns casos é justamente chamada de Tia Deliciosa?
E a Tia Celinha, uma figuraça daquelas carimbadas e que só carregam bom humor pra onde vão?

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Foi um verdadeiro desfilar de grandes pessoas e que fizeram com que tudo fosse mais do que especial, inesquecível.
É claro que a comida foi um dos elos de todo o encantamento.

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As moelas (ou seriam moelás?) que quase nenhum dos nossos previamente gostavam (com exceção deste que vos escreve), mas que todos comeram muito.
Até a Dé arriscou um pouquinho de pão com o encorpado molho que as acompanhava.

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E o saboroso pão de queijo? As linguicinhas?

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As mandiocas fritinhas, crocantes por fora e macias no seu interior?
Tudo estava absolutamente sensacional!

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Ainda mais acompanhados por uma boa invenção do nosso sommelier brasiliense que indicou um espumante rosé Luis Pato que sorvemos com muito prazer.

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A esta altura, todos éramos somente ouvidos para as histórias que a D. Cecília e a Tia Celinha contavam alternadamente e que nos davam tanto prazer, quanto a quantidade de risadas que dávamos.

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Parecia brincadeira, mas elas eram ainda melhores do que tudo aquilo que a Drix nos descrevia.
Em algum momento, teríamos que almoçar. E que almoço!

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Feijão tropeiro, lombinho, …

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Mais um montão de reminiscências deliciosas (assim como a comida) e estávamos prontos pra encarar a mesa de doces. Queijo da Serra da Canastra, doces de leite e de goiaba. Hummmmmm!

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Olha, foi difícil nos tirar de lá. Mesmo porque a esta hora já éramos da família, éramos os “mesmos” que vão sempre a estes encontros que realmente podemos chamar de familiares.

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O que sobrou no restante deste dia, quase noite?

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Irmos a Taberna Baltazar tomar litros e mais litros de água, além de comer bolinhos de bacalhau e uma batata frita.

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No domingo pela manhã, tomamos café com a presença ilustre do Riq e do Nick (VnV) e com exatamente um dos ídolos das matriarcas da família da Drix, o Giovanne do vôlei (vou pedir pra Drix contar a história do mundial da Argentina. Esta também é muito boa).

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Logo depois, demos uma inevitável passada no sex shop mineiro, o Verdemar

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… e fomos conhecer o Mercado Central de BH.

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Aproveitamos pra experimentar (e não aprovar, com exceção do Mingão) o prato típico dos bares de lá: fígado acebolado com jiló.

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Dali, rumamos pro almoço, que foi no restaurante A Favorita. Ainda estávamos com a festa de sábado nos nossos cérebros (e estômagos) e resolvemos experimentar somente o couvert e pratos principais.

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Risotto de cogumelos frescos, azeite trufado e queijo pecorino, …

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… Lombo de bacalhau com cebolada, tomates e azeite picual, …

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… Spaghetti com frutos do mar, …

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… Linguado ao molho cremoso de ostras com alho poró  …

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… e Ravioli com mozzarella de búfala, tomate e manjericão.

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Estes foram os pratos corretos que pedimos, além dum vinho branco argentino, o Torrontés Colomés.

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Pra adocicar tudo, duas sobremesas e sete colheres. Um canudo de mascarpone com sorvete de baunilha e calda de frutas vermelhas…

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… e uma Mousse de chocolate com tudo de chocolate.

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Daí pra frente, só a correria de chegar em tempo no aeroporto e embarcar de volta pros nossos lugares de origem.

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Sábado, em volta da mesa mineira, estávamos todos: família e amigos. “Os mesmos” dessa vida, acrescidos “dos mesmos” de vidas passadas, como disse Débora. Não comi moela, mandioca frita ou o feijão tropeiro. Mas alimentei minh’alma de alegria.

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É Drix, nós nos alimentamos de todas as formas.

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E espero que não demoremos tanto tempo pra ter estas recargas de felicidade.

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Inté o próximo ISB.

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dcpv – new york, segundo o sex shop mineiro.

número 366
01/10/2013

New York, segundo o sex shop mineiro.

E não é que a revista do sex shop mineiro, o Verdemar, enviada pela Drix pra este que vos escreve, rendeu mais uma noite?

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Tudo bem que, na verdade, estamos mais é fazendo um laboratório pra nossa próxima viagem (junto com os sócios) e aproveitando pra pegar algumas boas dicas que constam das matérias.

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A revista é tão bacana que se eu quisesse, faria mais um par de menus somente com as receitas que estão inseridas nela.

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Vamos lá, então, provar algumas delícias novaiorquinas (se bem que, neste caso, poderíamos chamá-las de universais).

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Let’s go!

Entrada – Salada de ervilhas e Tartare de salmão com maçã verde e sour cream.

Esta salada de ervilhas é muito fácil de fazer.

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Basta cozinhar as ervilhas (450g) em favas (e aparadas nas pontas) em água com sal.

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Elas devem ser cozinhadas bem rapidamente, escorridas e levadas em água fria pra interromper a cocção. Seque-as e corte em tiras na diagonal.

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Frite 110g de pancetta  (eu usei a minha trapizomba de microondas).

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Coloque numa tigela, 2 colheres de sopa de cebola roxa picada, junto com ½ xícara de suco de limão, ½ xícara de vinagre de vinho branco, ½ xícara de azeite e misture.

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Adicione as ervilhas, a pancetta, 4 colheres de sopa de pecorino ralado, flor de sal e pimenta do reino. Salpique pecorino ralado e sirva.

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Já o tartare é feito da seguinte maneira:  pique em cubos pequenos 200g de salmão defumado, …

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… 200 g de salmão fresco, …

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… uma maçã verde, …

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… ½ cebola roxa …

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… e tempere com sal, pimenta, azeite e folhas de dill.

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Faça o sour cream batendo 300g de creme de leite com o suco de 1 limão. Junte 200g de cream cheese e bata até ficar homogêneo. Disponha por cima do tartare.

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Eis uma entrada refrescante e bastante nipônica (ou seja, com um jeitão bem novaiorquino).

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Pra variar, tomamos um bianchetto, um Vermentino Maremma 2012 que foi “segunda, nipianque, vecchio, bom RIR“.

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Principal – Schinitzel de vitela com salada de batatas.

Esta é uma receita tirada do filme “O Poderoso Chefão”. E justamente porque foi no restaurante novaiorquino Loui’s que o Al Pacino, o Michael Corleone, degustou esta vitela empanada.

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E como é que ela é feita? Basta temperar os filés de vitela com sal e pimenta do reino, passá-los em farinha de trigo e sacudí-los pra tirar o excesso.

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Passe novamente em ovos batidos e finalize com farinha de pão.

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Frite-os numa frigideira com óleo bem quente.

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Já pra salada, cozinhe 500 de batatas descascadas e em cubos.

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Misture estas batatas com 4 colheres de sopa de azeite, 3 colheres de sopa de mostarda Dijon, ½ xícara de cebolinha verde picada, 2 colheres de sopa de vinagre de framboesa, sal e pimenta do reino.

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Prontíssimo! Não é a toa que Don Corleone matava qualquer um por um prato desses.

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E ele também tomaria o vinho que acompanhou tudo. Era um tinto Segares Las Llecas Rioja que foi “fidêncio, tintureiro, rojo, cunhadesco“.

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Sobremesa – Harumaki de maçã com sorvete de creme e canela.

Eis mais uma receita com influência asiática. Numa panela, junte 1 xícara de açúcar com 1 xícara de água, 2 maçãs vermelhas em cubos e 1 pau de canela, 1 anis estrelado, 1 cravo, 2 pimentas da Jamaica, 1 pedaço de gengibre, 1 pedaço de casca de tangerina.

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Deixe cozinhar até que seque a água. Retire as especiarias e deixe esfriar. Coloque uma colher de recheio no centro da folha de harumaki e feche como um envelope.

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Passe manteiga derretida por cima e asse em forno a 180°C por 15 minutos.

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Sirva quente com uma bola de sorvete e salpique a canela. Pura delícia da Big Apple.

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Eis a opinião dos ianques:
Do início ao fim, de cabo a rabo, do primeiro ao ultimo: tudo perfeito. (Edu)
Alfomega. (Mingão)
Que retorno! Espetáquila do começo ao fim! Deo gratias! (Deo)

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Start spreading the news
I’m leaving today
I want to be a part of it
New York, New York.

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É isto aí!

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Goodbye.

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Fogão de lenha no dcpv.

26/02/2013
número 343

Fogão de lenha no dcpv

“Edu, o fogão de lenha, para nós, mineiros, representa um estado de espírito.
É a certeza de que, enquanto se cozinha o feijão, se ferve o leite e se assa o pão-de-queijo, o tempo pode parar e esperar a conversa dos amigos .
É assim que me sinto, desde que conheci a cozinha do dcpv que, generosamente, se abre para os amigos do mundo”.

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Não precisa nem dizer que esta dedicatória foi feita pela Drix.

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E num livro, o Fogão de Lenha, Quitandas e Quitutes de Minas Gerais, da Maria Stella Libanio Christo (editora Garamond) que ela, gentilmente, nos deu de presente.

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Pois não é que ele tinha ficado no apê da praia e justamente neste final de semana, resolvi folheá-lo novamente.

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Começa que ele é muito bem escrito, contendo fatos inusitados e até menus de refeições feitas nos idos de 1800. Mas o objetivo principal da autora foi catalogar o máximo possível de receitas daqueles cadernos que passam de mãe para filha.

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E o resultado é uma leitura pra lá de agradável, como o próprio livro indica ser uma refeição típica mineira.
Vamos lá, então, experimentar estes quitutes e estas quitandas, sô.

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Como diria a Maria Stella, cheguem-se, a casa é sua!

Bebidinha – Caipirinha.

Como pensar numa comida tipicamente mineira, sem a legítima caipirinha, aquela de limão.

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Principal – Um almoço mineiro.

Não estranhe. Desta vez vou seguir os preceitos do livro e servir uma refeição mineiraça.

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Arroz, feijão, carne, angu, legumes e verdura. Estes são os componentes deste jantar. Todos servidos ao mesmo tempo e no mesmo prato.

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Arroz branquinho e o feijão bem temperado foram feitos pela Flora.

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Já a carne tem que ser de porco. Então escolhi um Lombo à Mineira.

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Pra fazer, basta deixar um lombo magro temperado (uns 2 kg) numa vinha d’alhos (alho, cominho, gotas de pimenta, pimenta do reino, louro, sal e vinagre) durante umas 3 horas.

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Coloque o lombo numa assadeira untada e leve ao forno brando.

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De vez em quando, borrife com água pra que asse bem. Quando estiver macio, deixe corar.

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Pra acompanhar este lombo, uma simples farofa de manteiga .

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Já pro angu, dei uma leve sofisticada (também sou filho de Deus, sô) e fiz uma polentinha básica.

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O legume escolhido foi a abóbora.

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Corte-a em pedaços, misture 1 colher de chá de tempero mineiro (alho, cebola, cebolinha, pimentão verde, sal e salsa) e esquente o óleo numa frigideira.

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Quando tiver bem quente, refogue e deixe cozinhar lentamente, pingando água.

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Finalizando, optei pela couve a mineira, …

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… cortada fininha e refogada numa frigideira junto com bacon derretido.

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É claro que o prato todo montado ficou uma belezura, uai e …

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… tivemos que nos contentar em experimentar mais um pouco quando ele terminou.

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Foi difícil acompanhar/harmonizar tudo com um vinho, mas o rosé Inurrieta Mediodia não decepcionou. O achamos “mineirim, sôzim, boazim, gostosim”.

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Sobremesa – Bolo Moça Chique.

Tá na cara que este bolo foi feito pra e pela Dé. Como sempre a receita é simples e uma delícia.

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Bata 1 xícara de chá de manteiga com 4 gemas e 2 xícaras de chá de açúcar.

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Em seguida junte 3 xícaras de chá de farinha, 1 colher de sobremesa de fermento em pó e 1 pires de coco ralado.
Adicione 4 claras batidas em neve.

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Coloque numa forma untada de manteiga e asse em “forno esperto”!

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Nós ficamos espertos e achamos o bolo muito bom mesmo.

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Valeu até tomar um anisetinho da D Anina pra comemorar.

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Eis o que os mineirins acharam de tudo:
Tremendo jantar, sô! Comidim mineirim das boa, uai! (Edu)
Ó Minas Gerais, ó Minas Gerais! Quanta comida maravilhosa você me traz! (Mingão)
Coisim boim dimais, sô! Nem trem é; expressim !! (Deo)

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E antes que você pergunte, os quitutes são as comidas de sal: o dourado lombo de porco com a  farofa , a lingüiça fumegante, o leitão pururuca, o tutu de feijão com rodelas de ovo, o torresmo torradinho, o frango caipira com quiabo e angu e outras delícias que só em Minas se encontram.

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As quitandas substituem o pão no café da manhã e no lanche da tarde. São elas o célebre  pão de queijo, as gorduchas roscas da rainha, o bolo de fubá, os sequilhos, os crocantes biscoitos de polvilho, entre ourtas especialidades das sinhás mineiras.

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Portanto, se tiver a oportunidade, compre o livro Fogão de Lenha. Você certamente terá tempo pra conversar com os seus amigos enquanto faz uma lauta refeição, né Drix?

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Inté.

isbsb – minha visão (by eymard)

final de semana em BSB
missão final

ISBSB – Minha visão (by Eymard)

Desde o primeiro encontro, aquele que foi koyaanisqatsi, eu sabia que tínhamos química. Pessoas tão diferentes, unidas pelo que mesmo? Por um caleidoscópio de identidades e diferenças.

Eu não ia escrever esse post. As três versões do encontro já registravam, ao meu sentir, tudo o que se poderia falar do ISBDF. Relutei.

Continuo achando a mesma coisa. Não tenho nada a acrescentar. Então, por que escrevo?

Pelo que tenho aprendido com esse grupo. Em especial com o anfitrião do blog. Manter uma rotina semanal de encontro, mesmo quando falta inspiração, não é para qualquer um. E ele faz. Assim como faz acontecer o IB e o ISB.

Neste, a oferta generosa das visões dissonantes (ou não) do mesmo encontro. Superando minha dificuldade de “inspiração”, calço as sandálias da humildade para simplesmente escrever. E vamos nós!

Como escolher um menu que agradasse desde o paladar da Adriana (que só come filé bem passado à milanesa com arroz branco ou batatas), passando pela Sueli (cujas receitas devem ser milimetricamente seguidas) e a incerteza da presença do casal botucatuense?

Bem, bastaram elogios de Sueli e Adriana para um IB (NR – O da Bruna do Gourmandisme), misturado ao sabor das gougères e da sobremesa recentemente aprendidas na Borgonha, com a simplicidade, se tudo for por água abaixo, das omeletes em duas versões: a rica e a pobre, segundo nossa mestra Sueli, e o menu está fechado!

Problemas de execução. Lourdes rodou todo o Distrito Federal atrás das clementinas. E nada. Por aqui as clementinas são difíceis de encontrar. Ao fim, bendito seja o Pão de Açúcar, conseguimos.

Resolvemos, no final de semana que antecedeu o encontro, reproduzir o menu em casa para saber como ele seria executado com os ingredientes conseguidos em terras candangas.

Compramos todos os ingredientes e, mãos à massa: gougères, entrada, risoto e sobremesa. Só pulamos as omeletes, afinal, os dois chefs não haviam antecipado seus segredos. Os vinhos foram experimentados para ver o que ia melhor. Um branco não muito encorpado (um chardonnay, por exemplo, estaria fora) e um tinto potente (afinal, o bacon pede um tinto mais estruturado).

As gougères ficaram boas. Mas observamos que deveríamos ter colocado um pouco mais de queijo e deixado um pouco mais no forno.

A entrada, perfeita! As clementinas do Pão de Açúcar funcionaram muito bem e o contraste do “melaço” da rapadura com o salgado do queijo parmesão funcionou perfeitamente para o nosso paladar.

O Risoto agradou a todos. Bem molhadinho. Contraste da leveza da abóbora com o “graxo” do bacon.

A sobremesa tivemos que fazer e repetir. Isso porque Lourdes achou que a massa não estava na textura certa e que poderíamos ter problemas de execução no dia do ISB. Por fim, deliciosa.

Toda a preparação rendeu altos papos na cozinha e idéias. Que tal um avental personalizado? E um “pano de prato” com o nome de cada participante? Isso. Idéia na cabeça, mãos à obra.

Lourdes queria um quadro negro. Não foi possível. Daí a idéia dos bloquinhos de anotação. Funcionaram bem e, de última hora, lembramos dos elásticos coloridos, afinal, os sócios são bem fashion!!!

Testado o menu. Inventados uns mimos, restava escolher onde faríamos o primeiro encontro da sexta. Poderia ser em casa, pensamos. Apenas uma boa música, umas coisas para beliscar e bom vinho. Bom vinho? Vamos apresentar a Grand Cru de Brasilia para eles? Afinal é um lugar que vamos sempre e que somos muito bem atendidos pelo Adão e todo o pessoal que trabalha lá.

A escolha parece ter agradado (até a Sueli!). O pessoal da Grand Cru caprichou e deixou reservado para nós o salão com os “grand cru”! Uma bela sala com mesa de madeira pesada e ambiente entre o rústico e o sofisticado. Iluminação agradável, flores vermelhas ao centro, manjericão, manjerona e outras ervas displicentemente colocadas nas laterais.

Se a sexta será intimista, o sábado é “O” dia especial. Portanto, para a noite, apenas um lugar bonito. Beira lago. SOHO. Ali, na beira do lago, dá pra pensar, ao menos por instantes, que estamos à beira mar. E funcionou assim mesmo.

Domingo? Eu tinha pensado em algo que só tem aqui em Brasília. Que tal a Quituart, no Lago Norte? Um lugar muito simples onde famílias locais se juntaram em cooperativa para, aos finais de semana, apresentar cada uma um tipo de comida. Quando viemos para Brasilia, com filho pequeno, era um lugar que freqüentávamos e nos sentíamos em casa. Ambiente puramente familiar, ideal para quem, como nós, tínhamos família 900 quilômetros daqui. Tem muitos anos que não vamos lá. Sueli, no entanto, disse que o local se não tinha fechado, estava muito decadente, segundo informações de amigos. Não teríamos tempo de ir até lá antes para conferir, portanto…melhor ir no certeiro Oliver. Agrada gregos (Adriana) e troianos (Sueli) – (ou seria o inverso? Não importa!). Agradou mesmo.

Bem, no meio da comilança, claro que o grupo também se alimenta de cultura. Não programamos muito. Deixamos acontecer. Sabia que tínhamos que ir na Catedral, afinal, das duas outras vezes que Edu/Dé estiveram por aqui ela estava em obras. Então, o tour começaria por ali.

Dali tínhamos algumas opções a seguir e decidimos arriscar o Itamaraty. A escolha não poderia ter sido melhor. O tour é guiado por alunos do Instituto Rio Branco. Aproximação perfeita com o sonho de um Brasil moderno na inspiração de Niemeyer e dos artistas que caprichosamente doaram suas obras para o acervo do Palácio. Passeio que deveria ser obrigatório. Um orgulho ter artistas da qualidade dos nossos que não só concebem e realizam a arte, mas inspiram vocação modernista para um futuro melhor (da janela vê-se a paisagem da praça dos Três Poderes e, em linha reta, o Palácio da Justiça. Tudo muito simbólico. Cada coisa com sua referência. Nada está lá por ou pelo acaso. Ali me deu uma sensação de que reclamamos demais e agimos de menos.)

Agora que acabei de escrever percebo que esse ISB, para além do encontro sempre prazeroso e de poder receber os amigos em casa, com simplicidade e dedicação, me trouxe grande lição.

A maior delas, somente agora eu me dei conta: nada está ali por acaso. Reclamamos demais, agimos de menos. A paisagem da janela revela que mudar e agir depende só de nós. Não precisamos de grande inspiração. Apenas o gosto de fazer bem feito. De estar com amigos. De preparar a casa e o encontro e de saborear, a cada novo relato, “O que foi feito deverá”!

Falo assim sem saudade,
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
Mais vale o que será
Mais vale o que será
E o que foi feito é preciso
Conhecer para melhor prosseguir (Milton Nascimento)

Acompanhe o meu relato sobre os 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.
Veja também a visão da Drix: Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor! …
… e da Sueli OVB: ISBSB – “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.” Paulo Freire

Até o próximo ISBSB.

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dcpv – isbsb – “onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.” Paulo Freire (by Sueli OVB)

final de semana em Brasília
22 a 24/06/2012

ISBSB “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.”  Paulo Freire (by Sueli OVB)

E assim funciona essa turma enxerida dos ISB, que, curiosíssimos, chegamos muito mais para aprender e aprender-se que para ensinar, num convívio onde intuição, compreensão e parceria falam mais alto que conhecimento e experiência .

Como das outras vezes, antes do dia D, muita troca de e-mails, confabulações, arranjos e decisões, que nem sempre são cumpridas à risca. Ainda bem! Ficou combinado que os elaboradores e protagonistas do novo menu seriam Eymard, Adriana e Jorge, o resto da turma daria suporte.

SERIAM, perceberam o tempo do verbo? Seriam, se todas as condicionais se mantivessem, mas o Jorge logo pulou fora. Ele prefere ser conduzido a comandar.

Eymard e Adriana nem chegaram a estabelecer um acordo e quem resolveu mesmo o menu foi o Edu, com total aprovação do Eymard. Os dois haviam acabado de chegar da Borgonha, onde fizeram uma aula gastronômica, e acharam que alguns dos pratos, pela simplicidade de elaboração, poderiam ser reproduzidos no nosso almoço.

Mas se esqueceram  que Adriana é “menina mimada” e ainda não apurou o paladar. Dizem os especialistas que um novo alimento, para ser aceito por uma criança, deve ser oferecido no mínimo sete vezes. Considerando que só estávamos no nosso 5º encontro, ainda não havíamos repetido pratos e que a Adriana está longe de ser criança, fazê-la aceitar certas extravagâncias seria caso perdido.

Resultado: Não fosse a “aula” de como fazer omelete “rico” e “pobre”, as gougères (que são praticamente um pão de queijo metido a besta)  e a torta de maçã (que estava acompanhada de sorvete), ela teria saído a ver navios. Mas na verdade eu acho que a Adriana se alimenta é da bagunça e das diferenças.

No meio de uma grande reforma, provas de final de semestre e viagens havia um ISB, e felizmente ele aconteceu em Brasília, do contrário não sei se eu daria conta. E com minha cabeça “Zero” para tomar providências, o casal Loguércio assumiu, de maneira irretocável, o papel de anfitriões, as reservas de restaurantes e o roteiro turístico.

Mingão e Regina furaram mais uma vez. Déo, a gente nem comenta mais e depois de uma sequência de atrasos de voos e complicações na reserva do hotel da Adriana, a sexta-feira terminou deliciosamente no restaurante da  Grand Cru, lugar agradável, salão privado para os ISBs, comida correta e bem apresentada, atendimento cordial e profissionalíssimo, vinhos de qualidade. Tudo perfeito.

O sábado estava lindo e começamos nosso tour pela estonteante Catedral Metropolitana de Brasília, onde a arquitetura de Niemeyer e os vitrais de Marianne Peretti nos enlevam. Encanto geral para iniciantes, iniciados e viciados. Impossível ser indiferente!

Do outro lado da rua, uma visita externa ao Museu da República, mais recente obra de Niemeyer na capital, onde uma manifestação tornava o ambiente meio caótico.

Um pouco mais à frente, seguindo pela Esplanada dos Ministérios, o Palácio do Itamaraty, obra grandiosa, que não deixa dúvida quanto à genialidade e talento do arquiteto Oscar Niemeyer, do engenheiro estrutural Joaquim Cardoso, do paisagista Burle Marx e tantos outros artistas ali representados, com destaque para Bruno Giorgi, que assina o “Meteoro”, escultura que, apesar de seu peso e tamanho, parece flutuar sobre o espelho d’água à frente da fachada de magníficos arcos, o que lhe rendeu primeiramente o nome de Palácio dos Arcos.
Para felicidade geral, a visita guiada estava liberada e aguardamos ansiosos pelo espetáculo.

Lá de cima, através dos arcos do maior hall sem colunas do mundo, 2.800m² de área, tem-se uma visão privilegiada do Congresso Nacional, do Palácio da Justiça e da Esplanada dos Ministérios, além de sua beleza interna, com jardins abertos de Burle Marx e inúmeras esculturas.

No decorrer da estimulante visita, lembranças de décadas atrás foram aflorando em mim. Difícil saber quem mais se encantou com tanta modernidade, criatividade e suntuosidade discreta,  se a menina do primário, deslumbrada com aquela beleza inusitada ou a mulher adulta, um pouco viajada e entrosada com as artes. De qualquer forma, Brasília e seus monumentos sempre me deslumbraram.

Depois, seguiu-se uma rápida e pouco proveitosa visita ao foyer do Teatro Nacional; já se fazia tarde e tínhamos um almoço a executar.

A linda mesa posta que nos esperava na casa do Eymard e da Lourdes, e os mimos graciosamente dispostos sobre um móvel, completavam o ciclo de belezas do dia.

Mimos para cá, mimos para lá, brinde borbulhante, todos paramentados de cozinheiros, e a hora já ia longe!

Muvuca é pouco para definir o que virou a cozinha dos Loguércio. Mas sob a batuta do mestre Edu e colaboração de todos, chegamos brilhantemente ao final.

As gougères ficaram uma beleza; a salada gelada de cogumelos com suco de clementines, queijo e rapadura, surpreendente; o risoto de abóbora, uma maravilha; a torta de maçãs quentinha, contrastando com o geladinho do sorvete e as mignardises servidas com o café um exagero de bom.

Terminamos o almoço junto com a tarde. Calibradíssimos – menos a Adriana, claro, coca-cola e água não dão barato – e ainda tínhamos um jantar pela frente.

Não fosse pela companhia, o visual incrível do lugar e as instalações do restaurante, eu diría que o jantar no SOHO  foi sofrível. Só isso!

E como sempre há uma boa dose de realidade, de rotina e de obstáculos em nossas vidas, embora esse tenha sido um obstáculo para lá de bom, eu e Jorge abrimos mão do tour de domingo para ficarmos um pouco com nosso filho e nora, que sequer puderam ficar hospedados em nossa casa, e nos encontramos, todos, para almoçar no Oliver, um lugar do qual gostamos muito e o primeiro restaurante onde levamos nossa norinha, quando ela veio nos conhecer. A paella deles é imbatível e o nosso prato predileto.

Os amigos foram embora mais cedo e ainda nos restou um fim de tarde para abrandar as saudades e massagear o coração com o filho e a nora.

Abri e vou fechar o texto com palavras de Paulo Freire: A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”.

Por isso a gente continua se procurando, se encontrando, ensinando e aprendendo uns com os outros, sempre cercados por belezas e com muita alegria.

Até o próximo ISB! Que ele nos promova alegrias e ensinamentos, como todos os outros.

Acompanhe o meu relato sobre os 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia  – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.

E a visão da Drix : Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor!

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dcpv – isbsb – brasília – experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… ou, como ser um bom professor! (by Drix)

final de semana em Brasília
22 a 24/06/2012

ISBSB – Experiências de aprendizagem pessoal e coletiva… Ou, como ser um bom professor! (by Drix)

Aprender é muito mais do que uma apropriação dos saberes acumulados da humanidade. E educar, nas palavras de Leonardo Boff, é ajudar na formação de seres humanos para os quais a criatividade, a ternura e a solidariedade sejam ao mesmo tempo desejo e necessidade. É fazer experiências de aprendizagem pessoal e coletiva. É isso que me encanta na educação. É isso que o ISB tem sido para mim: experiências de aprendizagem pessoal e coletiva. Desde aquele primeiro ISB em São Paulo, quando nos materializamos, venho aprendendo coisas…

Aprendi que podemos conhecer amigos de infância aos 50 anos. Não conhecia Sueli e Jorge e fui recebida por eles, no aeroporto de Brasília, com a certeza de que reencontrava velhos amigos. Não conhecia Lourdes e Eymard e sentei-me à mesa com eles com a certeza de que jantava com velhos amigos. Não conhecia Renata, Débora e Edu e fui ao show de Jorge Drexler com eles com a certeza de que me divertia com velhos amigos. Não conhecia Regina e Mingão e os abracei com a certeza de que abraçava velhos amigos. Só “conhecia” Déo e um dia, em uma de minhas viagens, lhe escrevi um cartão postal com o prazer que escrevo para velhos amigos. E ai tudo começou…

Não nos descobrimos antes por falta de oportunidade, mas certamente o carinho e o desejo de estar junto teriam se manifestado tivesse esse encontro acontecido nas décadas de 1970, 1980, 1990… Mas já naquela época, pensar em fazer parte de um grupo de chefs e apreciadores de vinho seria inimaginável. Naquela época já elegera o filet a milanesa como meu prato preferido. Não me lembro se já tinha me rendido à coca-cola, mas vinho – e qualquer outra bebida – eu “já” não bebia.

Aprendi que a escolha de um vinho envolve um desafio interessante. Vinho e comida devem se completar, um realçando as qualidades do outro. Essa combinação pode se dar por contraste ou similaridade. Chamam esse processo de harmonização. Como na vida, harmonizar pode não ser fácil. Como as pessoas, os vinhos podem ser secos ou suaves, jovens ou maduros, encorpados (existe vinho magro?), Podem também ser frutados. Nada disso diz muito para mim (com relação aos vinhos e não às pessoas, claro), mas como me divirto a cada brinde! Certamente já experimentei mais vinhos do que muitos apreciadores dos mesmos. Mas não desisti: ainda encontrarei um que não me trave a mandíbula (seria sacrilégio esse comentário?). Esse aprendizado continua…

Mas nesse último ISB, novamente em Brasília, o destaque, no meu olhar para nosso almoço, foi perceber que Edu fez de nossos encontros deliciosas aulas sobre o prazer de cozinhar. Não é novidade para ninguém que Jorge, Eymard, Regina e eu sempre nos destacamos na turma pela falta de conhecimento culinário. Mas aos pouquinhos, sem que a gente percebesse, as lições iam chegando. Misturar farofa, fritar bacon, bater bifinhos, despejar ingredientes na panela, mexer a cebola, acrescentar água, pegar folhas de manjericão, bater ovos, cortar tomates… Isso sem falar na aula de como fazer massa. Assim, sem medo de que os alunos estragassem o prato, com palavras de incentivo a cada simples gesto, professor Edu foi nos envolvendo com seu entusiasmo.

A cozinha da casa de Lourdes e Eymard foi testemunha do resultado de nossas experiências de aprendizagem pessoal e coletiva. Logo na chegada, uniforme e material para todos. Delicadeza dos donos da casa. Eymard, o mais estudioso – e com a ajuda de uma professora particular – estudou e preparou-se antes. Mas não por medo de errar. Pelo prazer de aprender. É assim que deve ser.  Jorge já transita com desenvoltura pelo espaço. Domina fogão e pia. Faz a lição do começo ao fim! Eu, bem, eu, com a sorte de ter mais uma professora presente em sala naquele dia, aprendi a fazer dois tipos de omelete. Difícil dizer qual foi o melhor (e esse não é um comentário mineiro… os dois estavam mesmo deliciosos). Confesso aos professores que já refiz o exercício com certa desenvoltura. Acho que receberia nota oito. Acertei no sabor, mas preciso treinar um pouco mais a virada dos ovos.

Desde a primeira viagem, desejo da então estudante de Arquitetura, voltar a Brasília é sempre um prazer. Não me canso de admirar o concreto que deu forma ao sonho de Lúcio Costa e Niemeyer. Concreto adornado com a sensibilidade, a delicadeza e as cores de Marianne Peretti, Ceschiatti, Bruno Giorgi, Athos Bulcão, Burle Marx.

Jantar no Grand Cru foi perfeito. Lugar reservado para nosso grupo, o que nos deixou mais à vontade. Minha massa estava deliciosa. O começo não poderia ter sido melhor (apesar da demora no check inno hotel por problemas na reserva). Adoro o Pontão do Lago Sul e seus restaurantes com vista para o Lago Paranoá. Não seria diferente com o SOHO, escolhido para nosso jantar de sábado. Adorei o lugar. Confesso que não estava muito bem naquela noite e surpreendi até a mim mesma: escolhi o prato infantil. Para o almoço de domingo novamente um ambiente exclusivo para nosso grupo, que ganhou a companhia de Gustavo e Karina, filho e nora de Sueli e Jorge, que moram em Fortaleza. Novamente um lugar super agradável, o Oliver, com uma paella que deu água na boca. Mas não resisti ao bacalhau que estava divino. Belas escolhas dos amigos de Brasília.

O city tour de sábado pela manhã seria especial, para Regina e Mingão, que infelizmente não puderam ir.  Decidiu-se então por lugares que Edu e Dé não conheceram no primeiro ISB. Iniciamos pela Catedral, para mim, um dos mais belos projetos de Niemeyer. Impossível descrevê-la e o que sentimos quando nos deparamos com seu interior. Aproveitamos a oportunidade e participamos da visita guiada do Palácio Itamaraty, para mim o mais bonito dos palácios, principalmente à noite, quando parece flutuar. Por fim, o Teatro Nacional que me lembra a Huaca Huallamarca, em Lima, e tem um lindo foyer. No domingo pela manhã fomos conhecer a nova torre de TV Digital, também projetada por Niemeyer, e de onde se tem uma linda vista de Brasília.

Um novo ISB, novos sabores, o mesmo encantamento com Brasília, os mesmos sentimentos de alegria e prazer pelo reencontro.  Mas desde o momento que comecei a escrever esse post, um desafio precisaria ser vencido: falar do almoço de sábado. Bem… Foi perfeito na hospitalidade, na harmonia, no bom humor, na alegria, nas novas experiências de aprendizagens e nas gougères! Estavam deliciosas! Adorei! Precisa dizer mais? ;- )

Acompanhe o relato dos 3 dias da viagem a Brasília:
Primeiro dia – ISBSB – Lá vamos nós pra Brasília.
Segundo dia  – Um almoço ecumênico e miscelânico.
Terceiro dia –
A torre Eiffel de Brasília.

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