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dcpv – da cachaça pro vinho – comidas de boteco carioca, ops, do aconchego carioca

08/07/2012

dcpv – Comidas de boteco carioca, ops, do Aconchego Carioca.

Quando recebi um email da Escola Wilma Kovesi informando sobre uma aula intitulada “Comidas de Boteco Carioca“, fiquei mais do que interessado.

Afinal de contas, já tinha ouvido falar (e muito bem) dos “quitutes” (ê, Gabriela!) que a Kátia Barbosa faz lá no bar dela, o Aconchego Carioca, obviamente localizado no Rio de Janeiro.

Pra melhorar as coisas (se que isso poderia acontecer), o menu todo era interessante e inusitado: bolinho de aipim com bobó de camarão, bolinho de feijoada, jiló marinado em ervas, frito e servido com queijo e torradinhas e pudim de cachaça, feito com tapioca, leite de coco e melado.

Me diz se isso não é coisa pra deixar qualquer um curioso, ainda mais sabendo que o top do top da Kátia estaria ali?

E como as aulas no WK  são sempre instrutivas, participativas e degustativas, a certeza de puro divertimento era garantida.

Chegamos lá no horário (19:00hs) e a aula estava começando. Justamente pelo danado do bolinho de feijoada.

Este é um daqueles em que você pensa do “porque eu não tive esta ideia antes?”
Afinal de contas fazer um bolinho em que a massa dele é uma mistura processada de feijoada (seja feita na hora, seja aquela bem temperada que está no freezer) com farinha de mandioca fina (não torrada) e ainda por cima, recheada com couve e bacon, não é fantástico?

Depois de modelados, vocês os passa em farinha pra empanar (pode ser Yoki. Sem piadas  de humor negro, por favor!), coloca uma colher de sopa de polvilho azedo (este é um pulo do gato) e congela!

Porque pra serem fritos e degustados, eles tem que obrigatoriamente serem congelados.

Aí foi só experimentar e acompanhar com uma boa cervejinha.

É, a noite prometia.

Na sequência, mais um bolinho (contrariando aquela famosa personagem da novela, é bolinho, sim).
E desta vez de aipim com bobó de camarão.

Começa que o bobó da Kátia é uma delícia (a Dé vai incorporar esta receita ao menu lá de casa), além de ser moleza de fazer e extremamente saboroso. Basta dourar um pouco de alho (ela detesta receitas precisas) em azeites de dendê e de oliva, acrescentar camarão cinza médio limpo e quando estes estiverem rosados, juntar tomates, pimentão vermelho e cebola picados, além de um pouco de caldo feito com cabeças de camarão.

Acrescente um pouco de purê de aipim (a famosa mandioca), leite de coco, tempere e salpique coentro.

Pronto! “Sai um bobó no capricho!”

Melhor que isso, só fritando bolinhos de mandioca (ela, cozida, espremida e misturada à ovos, na proporção de 1 kg pra 1 ovo), creme de leite e um pouco de manteiga.

A combinação dos dois, bobó recheando o bolinho cortado ao meio, resultou sensacional.

Ainda tínhamos mais uma receita salgada pra aprender e esta é bem curiosa.

A simpaticíssima Kátia nos ensinou a fazer Jiló marinado em ervas, frito e servido com queijo e torradinhas.

Este prato é chamado de Jiló do Claude (é aquele, o Troisgros).
E o nome da receita é praticamente auto-explicativa.

Corte os jilós em rodelas finas e deixe de molho em água com sal por uns 20 minutos.

Frite-os pouco a pouco e dos dois lados, no azeite. A cada remessa, coloque tomilho e alecrim frescos, aceto balsâmico, mel e pimenta rosa.

Sirva com torradas e queijo de cabra. Pra comer como a Kátia indica, você tem que passar o queijo na torrada e colocar o jiló marinado por cima, como uma bruschetta carioca.

Faltava a sobremesa. E como a conversa é sobre botequim, ela só poderia conter cachaça.

É um verdadeiro pudim de pinga (sem trocadilhos). Na verdade, uma massa formada por tapioca hidratada com leite e leite de coco, ovos, leite condensado (bem diet, não?), cachaça, açúcar, coco ralado e colocada no forno numa forma untada com melado de cana.

Bom, né?

Imagine, então, com uma calda formada por cachaça e melado diluídos? Um manjar (sic).

Como estava escrito no email, “em aula, ela vai  falar da cultura do boteco carioca, contar como as pessoas se comportam em relação a esta cozinha, de seu processo criativo, das suas peripécias ao lado de Claude e Pierre Troisgros e outros cozinheiros … além de um bom papo.”

É claro que foi tudo isso mesmo. E a dupla Kátia/Betty, ainda nos ofereceu uma degustação de várias cervejas harmonizadas com os quitutes (só faltou aparecer o seo Nassib, “moçu bunitu“, por lá).

Aula terminada, conhecimentos aumentados, altos papos; enfim, todo o WK ficou com um ar de botecão.

Só nos restou esperar ansiosamente a inauguração do Aconchego Carioca na Paulicéia (e que será em breve) pra entrarmos novamente no clima.

Até.

.


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