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dcpv – espanha, por favor.

número 382
15/04/2014

Espanha, por favor.

Este foi mais um jantar em que a necessidade urgente de pensar em algum motivo foi a tônica.

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A única coisa que estava clara na minha cabeça é que faria alguma coisa parecida com uma paella.

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Tinha os ingredientes (um kit do sex shop) para tal e portanto, só teria que pensar no restante.

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Aí tudo fluiu. Encaixar uma entradinha espanhola e complementar com alguma sobremesa tornou tudo bem mais fácil.

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Vamos lá, então, ao menu espanho/Botucatu/ferrazense (você saberá o porque!).

Entrada – Pão com tomate e Tortilla.

Esta entrada foi feita do meu jeito e além de ser muito simples, é muito saborosa. Pra fazer a tortilla, cortei finamente (em rodelas) batatas sem casca e fritei em óleo.

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Na mesma frigideira, fritei fatias de cebola-roxa até ficarem macias.

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Logo após, bati 4 ovos inteiros (sem a casca, óbvio), até ficarem espumados. Temperei.

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Juntei tudo numa vasilha, verifiquei os temperos e adicionei um pouco de salsinha picada.

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Coloquei tudo numa frigideira e deixei fritar de um lado.

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Inverti o lado e deixei fritar novamente. Pronto.

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Pro pão com tomate (o famoso pá amb tomaquet catalão), basta torrar um pouquinho fatias de pão, esfregar tomate neles …

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… e temperar com azeite e flor de sal.

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Ficou um verdadeiro espetáculo!

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Assim como a harmonização com a Cava Freixenet Vintage Reserva 2011 que foi “saudoso, freixe.net, cacavernosa, frexco”.

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Principal – Risella ou Paellotto.

Esta idéia veio de Ferraz de Vasconcelos (ou seja, foi minha). Em vez de fazer uma paella, resolvi utilizar alguma coisa do preparo dela, mas no fundo, no fundo, acabei preparando um risotto.

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Iniciei fazendo uma base com cebola, tomate e pimentão vermelho picados.

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Em seguida, adicionei o arroz arbório …

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… e o caldo de peixe, além dos temperos típicos (açafrão e um pouco de páprica).

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Juntei os frutos do mar (camarões, polvo e lula) e o restante do tempo, foi jogar caldo a cada vez que ele secasse.

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Finalizei com manteiga e um pouco de parmesão.

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Separadamente, fritei os camarões maiores para além de enfeitar, dar um sabor melhor a tudo.

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Olha, resultou num prato cinematográfico, digno de frequentar o menu de qualquer restaurante estrelado no Michelin.

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Pra melhorar, tomamos um branco Chardonnay Sibarys Undurraga Reserva Especial que foi “pastoso, jjdp, balangandã, gulosa”.

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Sobremesa – Bolo de mel e limão.

A história deste bolo é bem interessante. Fomos pra casa do Mingão em Botucatu no último final de semana e lá, conhecemos a Padaria Antiga Jacarandá. Entre os muitos produtos de qualidade que encontramos, lá estava este bolo de mel e limão. Portanto, o trabalho que tive foi cortar o bolo, …

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… enfeitar o prato com um pouco de doce de leite …

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… e finalizá-lo com o famoso açúcar gay. Mais uma delícia épica.

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Eis o que os espanholitos acharam de tudo:
Que maravilha! Tudo absolutamente perfeito. (Edu)
Top One. (Mingão)
De cabo a rabo (hum…). (Deo)

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É isto!

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O lema de que com grandes ingredientes se faz uma ótima refeição continua valendo por aqui.

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Nós aproveitamos e muito esta máxima.

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Adiós.

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dcpv – barcelona – espanha – a fúria ferrazense

número 312
10/01/2012

BarcelonaEspanhaA Fúria Ferrazense

Como é de praxe, toda reunião logo após o nosso retorno de alguma viagem é calcada no que poderíamos chamar de “excesso de bagagem”.

E desta vez não seria diferente.

Afinal de contas, ninguém passa inúmeras vezes por estabelecimentos consagrados (vide Fargas e La Pineda) ou mesmo por La Boqueria sem agregar um peso valioso às coisas adquiridas.

Então, só me restou transformar tudo numa verdadeira taverna, com os respectivos tapas.

Vamos lá!

Bebidinhas – Tinto de Verano

Começamos os trabalhos tomando belíssimos Tintos de Verano, que por ser inverno na Península Ibérica, não vimos nem a cor e muito menos o cheiro.

Tapas – Variados

Iniciei tudo por uma receita clássica: batatas bravas.

Cozinhei um pouco as batatas, tirei a pele e cortei em pedaços irregulares.

Depois fritei em azeite quente.

O molho, o grande segredo, foi feito com tomates pelados, muita páprica picante e um pouquinho de vinagre.

Juntei os dois e tínhamos um legítimo representante da culinária catalã. Vimos inúmeras apresentações e interpretações deste prato lá em Barcelona.

Assim como as tortillas também de batatas. Pra fazer, basta cortá-las em finas fatias e fritá-las lentamente em azeite junto com cebolas cortadas também em fatias.

Quando começarem a ficar crocantes, adicione ovos batidos o suficiente pra fazer como uma torta.

Tempere com sal e pimenta do reino e faça o malabarismo de virá-la pra que fique tostada uniformemente.

Parece uma pizza de batatas e ovos.

Abri também um pacote de anchovas frescas temperadas,

 uma lata de pimientos de piquillo, …

…e machas que estavam deliciosas.

Não poderia faltar o pa amb tomaquet, mais conhecido como pão com tomate.

Utilizei pão italiano torrado (quase uma heresia!! rs), …

… tomates doces e ligeiramente batidos, …

… azeite e flor de sal, além de acompanhar com presunto de Parma e queijo Manchego.

Uma delícia.

Pra completar, uma receita que a Dé adorou: ovos esfarelados. Ovos cozidos, …

… amassados com um garfo …

… e adicionados a uma pasta de aliche e alho.

Simples e muito bom, como as tapas devem ser.

Não poderíamos deixar de tomar uma boa cava, a Segura Viudas Lavit que foi “esburacada, segura peão, messiânica, loco abreu”, segundo os espanholitos, nós mesmos.

Sobremesa – Crema Catalana (de canela).

Esta “canelada” na crema foi por minha conta. Deixa eu explicar o porquê.

Peguei uma receita em que se pedia canela em pau pra utilizar no concepção do crema.

Como eu não tinha, usei em pó, só que com uma quantidade, digamos, exagerada.

Resultado? Inventei o Crema Canelana.

E ficou muito bom, com direito a maçarico e tudo o mais.

Eis a opinião dos adoradores do Messi:

Comida buena. E viva a España! (Edu)
Como diria Gaudi: petáculo! (Mingão)
Me “quedei” a los sabores simples e majestosos. (Deo)

Bom, parece que um novo tipo de efeméride está surgindo por aqui.

Aquela que  mostra que a cada vez que voltamos duma viagem, a influência gastronômica também nos acompanha (além do peso das malas), o que nos obriga a fazer uma degustação temática.

Hasta, si us plau!

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dcpv – dia sis – barcelona – espanha – ai,ai,aiai. tá chegando a hora. a rambla já vem chegando, meu bem …

07/01/2012

Dia sis –  Barcelona – Espanha – Ai, ai, aiai. Tá chegando a hora. A Rambla já vem chegando, meu bem …

Era dia de ir embora.

Tudo bem que o voo seria somente as 20:00 hs, mas mesmo assim, era dia de ir embora.

E como sou minoria absoluta, o “grupo” optou por aproveitar as rebajas espanholas (se bem que eu também gosto do ato).

Tomamos um cafezão da manhã no hotel e rumamos pras compras.

Primeiro destino: fnac. Eu e a Re fomos descobrir os novos talentos do rock pop catalão. Você já ouviu falar em Sopa de Cabra? Nem nós; comprarmos ótimos cds.

Segunda parada: El Corte Inglés (que é um tipo de Mappin deles). Olhamos muito e descobrimos que a Desigual, a loja que a Re adora, tem uma filial no subsolo.

Pronto! Mais uma horinha lá dentro e estávamos quase que na hora do almoço.

Só que como ir almoçar, se ainda tínhamos muitas compras por fazer (azeites, azeitonas, frios, cavas, chocolates, etc)?

Resolvemos, ou a Dé resolveu, praticamente e voltamos ao hotel pra descarregar tudo e fazer um nham nham no Tentempié. Como eu já informei, o Casa Camper apresenta esta facilidade ao substituir o frigobar individual de cada quarto, por um frigibarzão no térreo onde além de ser o local do café da manhã, …

… você ainda tem disponíveis bebidas em geral e várias comidinhas. Tudo incluído na diária (agradecemos muito a Fernanda que nos atendeu com muito carinho enquanto estivemos hospedados por lá).

Saimos rapidamente pra dar uma última passeada.

Rumamos pras Ramblas.

Taí, podem chamá-las de turísticas, perigosas e até de kitschs, mas nós adoramos.

A intenção seria descer tudo pra reeditar uma foto da família na fachada do Maremagnum.

Enquanto isso, passamos por tudo o que foi lugar famoso.

Na Pasteleria Escribà, …

… na Xarcuteria La Pineda, …

… no Mercat La Boqueria, …

… e enfim, chegamo ao shopping Maremagnum.

Que fica praticamente dentro do mar.

Até fizeram uma Rambla del Mar pra que se consiga chegar nele.

Quanto a tal foto, nada mais é do que a família refletida na fachada toda espelhada.

Chega a ser um clássico de Barcelona.

A esta hora, estávamos próximos do horário de voltar pro hotel, pois tínhamos que terminar de arrumar as malas.

Como também queríamos almoçar (sim, as 16:00 hs. Parecíamos barcelonenses), resolvemos repetir a refeição no Bar Lobo.

Pedimos pão com tomate (de novo) …

… sopa de alho porró (pra Dé), …

… peixe frito (pra mim), …

… batatas bravas (de novo e pra todos), croquetas (a Re adorou), …

… e o que, presumíamos, a última rodada de cavas.

Tudo excelente (como sempre), e o lugar é mesmo imperdível, além de barato pros padrões barcelonísticos.

O que restou foi organizar tudo, dividir o peso das bagagens (recomendo firmemente o uso duma balança digital. Ela não apresenta erros), …

… transfer, …

…, um tremendo por-do-sol, …

… aeroporto,  real penúltima rodada de cavas na sala Vip,

… voo e última rodada de cavas no próprio avião .

Pronto, finalizamos mais uma excelente e curta viagem pruma cidade que é daquelas pra se voltar sempre que possível..

Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña
Dia tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa tinturaria.
Dia quatre – Barcelona – Espanha – Pra turistas, um bus turistic. Pra nós, o Moo.
Dia cinc – Passeio gourmet por Barcelona. E visita ao hospital.

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dcpv – dia cinc – passeio gourmet por barcelona. e visita ao hospital.

06/01/2012

Dia cinc – Passeio gourmet por Barcelona. E visita ao hospital.

Hoje era dia de fazer o passeio gourmet que é oferecido pelo orgão oficial de turismo de Barcelona.

Fiz a reserva pela Internet e não lembrava se estávamos no tour em inglês que começava as 10:00hs ou no em espanhol das 10:30 hs. Descobri na unha que era o em inglês.

Tomamos um café bem rápido e zarpamos pra Praça Catalunya, ponto de encontro da turma. E este passeio tem uma particularidade: nós também o fizemos quando da nossa outra viagem pra cá no verão de 2004.

Chegamos no horário e éramos 12 pessoas das mais variadas nacionalidades.

Dizer que o tour foi em inglês é uma piada, já que o nosso experiente guia Arthur falava um inglol bem decente! Ou seria um espanglês?

Iniciamos atravessando a praça e passando pela Font de Canaletes que fica no começo das Ramblas.
Dizem que quem bebe desta água, volta pra Barcelona. Por via das dúvidas …

A primeira parada foi na Granja M. Viader. Granjas são estabelecimentos muito antigos (neste caso, de 1870) que são como aquelas mercearias dos tempos dos nossos avós.

Atravessamos a região próxima ao nosso hotel e o Arthur deu dicas de lugares muito bons e fora do circuito turisticão (padarias, queijarias, chocolaterias).

A próxima parada foi no nosso queridinho, o Mercat La Boqueria (inaugurado em 1836), onde além de recebermos saladas de frutas para degustarmos, …

… ainda tivemos um tempinho pra apreciar tudo. Vale o fotoblog:

Andamos mais um pouco e chegamos na Pasteleria Escribá (funciona desde 1906). Além de ficar num prédio espetacular, ninguém se surpreenderia se a chamassem de Joalheria Escribá.

Caminhamos mais um pouco até chegarmos a Carrer de Petritxol. Pra quem não sabe, carrer é a denominação de rua em catalão.

E esta Petritxol fica em pleno Barri Gotic e tem muitas lojas gastronômicas que conservam todo o formato autêntico, antigo e tradicional de fazer as suas especialidades.

Próxima parada? Xocolatería Fargas, que também tem lugar cativo na lista de preferências da família. A Re chegou a tirar uma foto ajoelhada na frente do lugar, tamanha a adoração!

Acreditem ou não, eles fazem chocolates do mesmo jeito (e dos bons) desde 1827. Um espetáculo.

Andamos mais um pouco e chegamos a Xarcuteria La Pineda, uma outra mercearia antigona e de responsa, onde compramos salames inesquecíveis (o hamburguês com casca de pimenta do reino é uma perdição).

Seguimos adiante e visitamos a orolíquido, que como o próprio nome sugere, é especializada em azeites de procedência.

A oitava parada seria na Caelum (o slogan deles é “bem-vindos ao céu”), uma loja/restô, especializada em produtos feitos por monges. Me fala se esta não é a verdadeira via-crucis gastronômica?

E a nona, a  La Colmena, uma pastisserie com mais de 150 anos de história. Mais um lugar fantástico.

O nosso tour estava terminando, mais ainda passamos na Viniteques de la Ribera …

… e na Pasteleria Brunells, onde compramos várias coisinhas doces.

Finalmente, terminamos no Mercat de Santa Caterina.

Mais um mercado pra se ter inveja dos espanhóis.

É bonito, …

… limpo, …

… organizado …

… e charmoso, com esta cobertura frankgheriana.

Neste ponto, o tour acabou.

E iniciamos o caminho de volta, vasculhando o Bairro Gótico à procura de lojas diferentonas, …

… coisa fácil de encontrar por aqui (você já viu uma padoca com este estilo?)

Aproveitamos o horário do almoço pra conhecer um lugar que estava na nossa lista (na outra viagem, chegamos próximo do horário do fechamento e não conseguimos entrar), o El Xampanyet.

Ele é tradicional e está sempre muito cheio. A Dé deu um jeitinho e conseguiu (meio que a forceps) uma mesa pra nós 3.

Pedimos taças (na acepção da palavra) de cava (na verdade, tomamos a garrafa inteira) e muitas tapas.

Tais como anchovas (especialidade da casa), …

… pão com tomate, …

… pimentões recheados, …

… batatas bravas, …

… e azeitonas (que sabor elas tem!).

Tudo muito bom e deu pra perceber o porquê de tanta gente!

Continuamos o passeio pelo Bairro …

… e aproveitamos pra comprar turrons, chocolates e “otras cositas más”.

Demos uma breve  passada no hotel e fomos pra região do Passeig de Gracià.

Era o primeiro dia das famosas rebajas, a liquidação de inverno.

As lojas estavam cheias e a maioria com descontaços que valiam a pena.

Batemos muita perna, …

… vimos um anoitecer fantástico, …

… e aproveitamos pra ver como são a La Pedrera

… e a Casa Batlló a noite.

Como o dia foi dedicado a tapeação, no bom sentido, aproveitamos uma dica do guia e “picamos” no Bar Lobo (que é do grupo TragaLuz)

Um lugar fora do eixo turístico e consequentemente, frequentado por barcelonenses.

Pra variar, tomamos cava, …

… e comemos saborosas azeitonas, …

… batatas bravas, …

… embutidos, pão com tomate e …

… croquetas.

Todas excelentes (e não é corporativismo!).

Ao final do dia, tínhamos somente uma dúvida: iríamos ou não jantar? rs

E resolvemos, com o consentimento de todos, tapear no lugar que eu tinha reservado, o La Taverna del Clinic (uma excelente dica da Dri Setti).

O nome tem tudo a ver com o lugar. Ou seja, a taverna fica próximo ao Hospital das Clínicas de Barcelona.

Sabendo que o dia seria cheio, reservei pras 22:00 hs (tarde pra nós, mas relativamente cedo pros locais, que costumam sair pra jantar por volta das 23:00 hs). Chegamos e o lugar estava bombamdo.

Pra continuar com o pique, optamos pela experimentação. E escolhemos os seguintes pratos do extenso e ótimo menu: …

… as premiadas Batatas Bravas que neste caso são cilindros do tubérculo, recheadas com aioli, o molho e para serem comidas num bocado só, …

… uma perninha dum cabrito cozido em baixa temperatura (indicação de última hora do simpático garçon), que estava tão bom que até a Dé comeu, …

… um bocado dum Pata Negra DOC

… acompanhado de pão com tomates (hoje foi o dia deles), …

… alcachofras com calamares en su tinta (ótimos, os dois) …

… e amêijoas com favas verdes que estavam um primor.

É muita comida? Não foi, não, pois tudo apresentava uma alta qualidade.

E tão bom que ainda arriscamos nas sobremesas. A Re pediu um  Colant de chocolate (que quando dissemos ao garçon que parecia um Petit Gateau, ele respondeu que não sabia o que era; assim como o guia do tour, também nos disse que não sabia o que era um Creme Brulée e perguntou se era parecido com um Crema Catalana? rs)  …

… eu, um Borracho de Rum, uma sobremesa pirotécnica onde o garçon toca fogo num pedaço de bolo …

… e a Dé, uma colher (e os nossos doces).

Ah! Tomamos mais um Albarinho, o do Ferreiro Rias Baixas 2010, que pra variar tinha um tremendo gosto de limão.

Bem alimentados, voltamos pro hotel pensando em como é bom ter uma vida tranquila e com bons ingredientes (crise à parte).

Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña
Dia tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa tinturaria.
Dia quatre – Barcelona – Espanha – Pra turistas, um bus turistic. Pra nós, o Moo.

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dcpv – dia quatre – barcelona – espanha – pra turistas, um bus turistic. pra nós, o moo.

05/01/2012

Dia quatre – Barcelona – Espanha – Pra turistas, um bus turistic. Pra nós, o Moo.

Este dia também parecia diferente do que a previsão previra (sic)! rs
É que segundo os experts, o sol brilharia desde a manhã.

Mas não foi o que aconteceu. O sol surgiu timidamente e foi como ele se comportou o dia inteiro.

Se bem que ele harmonizou com o feriadão que se apresentara, já que o dia dos Reis Magos é respeitadíssimo por aqui.

E nestes dias, procuro usar o famoso drop on/drop off ou seja, aquele manjado ônibus turístico de dois andares que dá um panorama da cidade.

E você, como é que se vira quando encara um feriadaço em plena viagem?

Bom, nós aproveitamos pra visitar os lugares mais longínquos da cidade.

Saímos um pouco mais tarde, por volta das 11:00 hs (sabe como é; feriado! rs).
E mesmo assim e apesar da cidade estar totalmente vazia, muitos turistas tiveram a mesma idéia que nós.

Pegamos o ônibus na plaza Catalunya e a primeita parada seria a maravilhosa Sagrada Familia, talvez a obra-prima do onipresente Gaudí.

Seria, porque todos tiveram a mesma idéia e a obra de arte estava intransitável.

É claro que optamos por ir pra próxima gaudiniana, El Park Güel.

Incrivel como Gaudí consegue fazer obras que atraem as pessoas.

Tudo neste parque tem um imã.

O portão da entrada, …

… a famosa salamandra colorida, …

… a escada …

… o salão cheio de pilares, …

… com os desenhos característicos com caquinhos no teto, …

… nós com eles, os caquinhos, …

… além das belas pedras que parecem ondas …

…. e dos bancos sinuosos montados num platô com uma vista fantástica da cidade.

Ah! Não nos esqueçamos das chaminés estilizadas que formam a sua marca registrada.

Eu e a Re até brincamos que ele, Gaudi,  deveria ser uma criança que a mãe criticava a falta de originalidade, dizendo sempre assim: meu filho, pare de desenhar sempre as mesmas chaminés e quebrar as minhas cerâmicas. Que tal fazer desenho de casinha como todo mundo? rs

Continuamos o tour, fazendo uma baldeação pra linha vermelha (estávamos na azul) e aproveitamos pra conhecer o shopping, o Arenas de Barcelona, onde antes era a Plaza de Toros (os catalães sabiamente proibiram as touradas).

E este shopping é incrível. Utilizaram o mesmo visual externo da antiga Plaza, …

… mas fizeram uma cobertura que mais parece um disco-voador, …

… além de deixarem a parte interior como se fosse realmente uma nave espacial.

Uma obra e tanto do arquiteto Richard Rogers e, inclusive, com bons restaurantes.

Aproveitamos o embalo pra tapear no Tapa Tapa de lá.

Pedimos cañas e uma água Vichy Catalan que mais se parece um sal de frutas Eno, …

batatas bravas, …

calamares a Romana, …

croquetas de 3 queijos  (Guia MicheLuz=9,5) …

… e fuet.

Ou seja, comida espanhola e barcelonesa da “chema”.

Continuamos o tour,  pois pretendíamos rever a região do Estádio Olímpico e refazer umas fotos da nossa viagem anterior, que continham uma premonição.

Pra quem não sabe, Sant Jordi é o mesmo que São Jorge.

E portanto, esta foto refeita no Palau Sant Jordi significa que já antevíamos há 7 anos que o estádio do Timão seria o do abertura da Copa 2014. 🙂

O frio estava apertando e resolvemos seguir caminho. A intenção seria pegar a linha verde do ônibus pra chegar ao Parc Diagonal Mar, praticamente novo e moderníssimo.

Mal imaginávamos que após passar pelo Maremagnun, pela estátua do Colombo, …

… teríamos a notícia de que esta linha só funcionava no verão.

O jeito foi voltar à  Sagrada Família pra refazermos a visita …

… e verificar o quanto o projeto preferido do Gaudi evoluiu neste período, já que exteriormente, o progresso era visível (se bem que pelo rítmo, parece que a coisa toda não acaba antes de 2100).

Mais um pequeno engano, já que a visita a Sagrada Família terminou mais cedo (feriado!). Optamos por descer lá mesmo, …

… dar mais uma boa observada no monumento/igreja e voltar a pé.

Atravessamos meia Barcelona, …

… comemos churros e um tremendo “pastelón” da Xurreria Esteban (um pé-sujo fantástico), …

… tomamos um catalã cava Anna de Codorniu, …

… acompanhada com picadas de azeitonas e batatas fritas

… no famoso Cafe Zurich

… e após 11.100 passos medidos no iPod da Re, …

… chegarmos ao nosso hotel.

Pronto pra dar uma descansadinha e partir prum jantar no restaurante michelado do hotel Omm (dica do sócio). Interessante é o nome dele:  Moo.
E o cardápio do lugar não tem somente carne.

Pelo contrário, ele tem como chefs executivos os irmãos Roca, do famoso El Celler de Can Roca, o 3 estrelas do Michelin em Girona. Chegamos quase que brigando com o motorista de taxi que era a “gentileza” em pessoa.

O restaurante fica no térreo e é muito estiloso e chique. As louças são todas personalizadas (cada prato foi desenhado por um artista espanhol) e o menu é extremamente interessante.

São vários no formato degustação e alguns pratos a la carte. Fomos nestes, uma vez que já estávamos um tanto quanto “safisfeitos” gastronomicamente falando (vocês entendem, né?).
Uma outra grande sacada foi que todos os pratos tinham um vinho pra ser harmonizado e em taça.

Nunca mais ter que harmonizar uma garrafa pra todos os pratos da mesa; esta é uma tarefa sempre inglória e no caso do Moo, além do “varão” (euzinho) da mesa não ter que fazer isso; a “responsa” da harmonização passou totalmente pro sommelier.

Com este principio, escolhemos os nossos pratos. A Re foi de carne; eu e a Dé de peixe. Como amuse, nos serviram uma aguinha de cogumelos com um mousse de beterraba.

E como tapitas, batatas bravas, …

pãozinho de azeitonas, …

de trufas

… e lâminas de chardonnay.

Os principais chegaram logo após: um tenro ternero com batatas e bacon pra Re, …

… que foi harmonizado com um tinto da Rioja, o paisages IV 1998; espetacular.

Pra Dé, o salvador e saboroso linguado com 5 salsas

… com o acompanhamento dum vinho branco que cheirava a mel, o Carles Andreu.

Eu escolhi uma Lubina com molho de limão e cuscuz com espuma de salsinha; deliciosa.

Ainda mais acompanhada dum enigmático e alimonado vinho branco, o Benito Santos de Rias Baixas.

Tudo perfeito. Como sobremesas, a Re pediu Sinfonia de Chocolates, …

… a Dé um colher e eu, uma Ode a Havana, que tinha uma particularidade.

Foi servida com uma granita de menta e um charuto feito de chocolate e creme que tinha um gosto incrivel de … charuto de verdade. Só faltou a fumaça!

Olha, visitar o Moo foi simplesmente um prazer. Sem contar que uma tradição que estávamos loucos pra realizar neste dia dos Reis Magos, foi concretizada.

O Moo nos ofereceu uma rosca como mignardise. Diz a tradição que quem come a rosca dos Reis Magos (ops) tem muita felicidade no ano todo.
A Dé ficou exultante e tivemos total certeza que teremos o melhor ano de todos os tempos.

Se depender da qualidade desta refeição e desta viagem, o pedido será mais do que cumprido.

Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña
Dia tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa tinturaria.

dcpv – dia tres – barcelona – espanha – o dia em que comemos numa tinturaria.

05/01/2012

Dia Tres – Barcelona – Espanha – O dia em que comemos numa Tinturaria.

O dia amanheceu broncolhão. E praticamente, permaneceu inteiro deste jeito.

Hoje era dia dos Reis Magos aqui na Espanha.

O que significa muito, já que é o dia em que os espanhóis dão presentes pras crianças (em vez da noite de 24 de dezembro) se elas se comportaram bem durante o ano. Se não foram boazinhas, ganham somente carvão.
Voltaremos já, já a esta questão.

Começamos, então, tomando um bom café da manhã no próprio hotel.

Acordamos um pouco mais tarde devido ao horário que chegamos ontem, depois do espetáculo do “pulga” Messi.

Saímos andando pelo El Raval, o bairro chino mais invocado de Barna.

Passamos novamente pelo MACBA, …

… fomos conhecer a Carrer de Joaquín Costa, dica “outside” da Dri Setti. Achamos tudo interessante, mas meio barra pesada e pouco turístico.

Se bem que tanto a Biblioteca Sant Pau-Santa Creu, …

… como a região do Parque se mostraram muito bonitos.

Votamos à região das Ramblas, …

… passamos pelo Gran Teatre de Liceu e sua excelente lojinha …

… e decidimos visitar o Palau Güell (leia-se Gu-el), uma verdadeira obra-prima do Gaudi.

Ele foi totalmente recuperado durante 21 anos e agora é um passeio absolutamente imperdivel.

Você compra o ingresso, pega o seu áudio-guia e garante umas boas horas de puro divertimento e conhecimento.

Conhece como foi que o Gaudí, em 1885, conseguiu projetar um porão com lugar pros cavalos, praticamente uma garagem …

… além de ambientes personalizados …

.. e geniais.

Como a sala de encontros, …

… a de jogos, …

… o salão de festas …

… com o orgão (o instrumento) personalizado (preste atenção, porque ele toca em intervalos de tempo), …

… os quartos muito além do seu tempo …

… e o telhado com a marca registrada do gênio.

Note que todas estas belas chaminés são exaustores das inúmeras lareiras existentes no Palácio.

Dá pra imaginar quanto o Gaudí cobrou pelo projeto? rs

Pegamos um taxi e fomos almoçar numa lavanderia, mais conhecida como Tintoreria por aqui.

Esta historia é bem legal. Pra variar, fuçei no Santo Google e descobri um site, o Secrets of Barcelona com dicas de lugares bacanas na cidade.

Dentre eles, um duma lavanderia, a Dontell (sugestivo o nome, né?), que estava alocada na seção de restaurantes.
Achei meio louco e percebi que somente me cadastrando no site UrbanSecrets, eu conseguiria maiores detalhes.

Fiz o tal cadastro e me responderam que se eu fosse aceito no clube, poderia avançar e fazer reservas. Inclusive, teria que aguardar a aprovação da minha ficha (isto me pareceu meio que um pouco de “cascata”). Aprovação esta que foi definida no dia seguinte.

Pronto! Estava apto pra reservar qualquer um dos dois restaurantes “escondidos” (ontem fomos ao Chi-Ton, que tem como fachada uma loja de souvenires).

Feita a reserva, só nos restou descobrir como funcionava exatamente. Chegamos ao local e até o motorista do taxi estranhou que queríamos ir pra lá.

Descemos e percebemos que a Tintoreria propriamente dita é bem pequena e dá pistas sobre o que ela é de verdade.

O atendente demora a entender que turistas brasileiros conhecem o lugar (enquanto estávamos entrando, uma pessoa perguntou se a lavanderia estava aberta? rs)
Ao entrar, você tem um choque. O lugar é lindo com muita iluminação colorida (luzes azuis e rosa), …

… um belíssimo bar, uma decoração transada …

… e uma grande cozinha envidraçada. Tudo muito surpreendente.

Optamos mais uma vez pelo menu (isto aqui na Espanha, significa um valor fixo pra entrada, principal, sobremesa e normalmente taças de vinho e água) pelo valor de 20,5€.

E a comida esteve no nível de todo o mistério.

Como opções de entrada, uma salada com queijo de cabra caramelizado que a Dé e a Re escolheram …

… e um ótimo Steak Tartar pra mim.

Antes disso, um creminho de alho porró com bacon crocante que forrou os nossos estômagos.

Continuamos maravilhados com tudo e pensando como um empreendimento destes faria sucesso em SP?

Os principais foram Vieiras com aspargos (que a Dé escolheu) …

… e uma Vitela cozida e muito macia, com cebolinhas caramelizadas pra mim e pra Re.

A sobremesa foi única, um creme chocolate com farofa crocante e uma espuma de creme català. Perfeita.

Só nos restou pagar a conta e ir embora ainda estupefatos por toda a situação inusitada.

Voltamos a pé pro hotel, demos uma pequena descansada e saímos pra escarafunchar o Barri Gotic.

Passamos pela Plaça Villa de Madrid (um cemitério romano),…

… pela imponente Catedral del Pi, …

… onde se realizava uma simpática feira de produtos orgânicos.

Compramos algumas coisinhas, tais como um fideuá com cogumelos,…

… e nos perdemos por cada ruazinha gótica.

Até sorvetes de palito nós tomamos.

Este é o verdadeiro roteiro que você tem que cumprir quando estiver por aqui. Se deixar perder.

Permita-se não ter um traçado fixo e assim …

… descobrir que até o sol apareceu na hora dele se por.

Voltamos ao hotel pra descarregar as compras …

… e fomos pra Praça Catalunya, onde o corso dos Reis Magos passaria.

É quase que um desfile de Carnaval misturado com sábado de Aleluia, já que vários grupos mostram a sua versão da história dos Reis Magos (Balthazar, Gaspar e Melchior ) …

… e jogam balas pros inúmeros presentes.

Aproveitamos pra pegar algumas e curtir tudo, …

… até os sem-noção, os joselitos (não são os do jamón!), que apresentaram a história toda de uma maneira meio absurda, com música tecno ao fundo. Era uma rave dos Reis Magos! 🙂

O corso durou uns 40 minutos e ao término, todo mundo foi embora pra casa, especialmente as crianças que queriam ganhar os seus presentes o mais rápido possível.

Nós também voltamos, porque tínhamos uma reserva feita pro jantar na  Torre d’Alta Mar, um restaurante que fica a 75 metros de altura e exatamente numa parada do funicular que liga a Barceloneta a Montjuic.

Confesso que imaginava um lugar como o Terraço Itália (grande vista+comida razoável).
Ledo engano. A vista é mesmo maravilhosa, …

… são 360 graus de puro prazer e a comida não fica atrás.

Resolvemos pedir a la carte, porque a Re e a Dé estavam abrindo o bico. E mais ainda por causa do pequeno balanço que tudo apresentava (não se esqueça que estávamos bem acima do nível do mar. A Dé quase tomou um Dramin! rs).

Só eu pedi a entrada. Um magnífico polvo com salada de lentilhas e batatas.

Enquanto isso, tomávamos cava e um vinho branco Chardonnay Enate 2010.

A Re escolheu uma entrada como a comida da noite, o Wok de legumes e setas com trufas.

A Dé foi de linguado com um caldo de missó, queijo Idiazabal e cebolas

… e eu, de Bacalhau fresco com pimentões, chorizo picante e molho pil-pil.

Todos excelentes e na medida certa. Enquanto observávamos tudo, pedimos um sobremesa no esquema 3×1, o Abacaxi caramelizado com crumble de lima e espuma de crema catalana.

Saboroso e o suficiente pra nos reconfortar e querer dormir tranquilamente.

Descemos tudo o que subimos (agora pareciam 150 metros) e fomos pro hotel esperar pelo que os Reis Magos iriam nos trazer.

Se é que precisamos de mais algum presente, estando nos divertindo tanto em Barcelona!
Hasta.

Veja os outros dias da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.
Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña.

.

dcpv – dia dues – barcelona – espanha – o barça passou como um segway por cima do osasuña.

04/01/2012

Dia dues – Barcelona – Espanha – O Barça passou como um Segway por cima do Osasuña.

Mais um belo dia em Barna.

E mais um passeio de Segway. Seria a nossa terceira experiência (vide Madrid e Roma), mas a primeira da Re.

Saimos correndo do hotel e nos encontramos com o nosso guia na Plaça Sant Jaume (local onde fica a prefeitura da cidade).

Após breve aclimatação às potentes máquinas, iniciamos o tour propriamente dito pelo Bairro Gótico.

Conhecemos as muralhas romanas antigas, …

…inclusive, um rascunho do que seria uma das 4 portas principais da cidade naquela época, …

… passamos pelo centro do bairro Gótico, …

… com suas vielas apertadas e sorumbáticas, …

… veneramos la Merced, a santa padroeira da cidade, …

… e que simplesmente é vista de todos os lugares possíveis e imagináveis.

Andamos bastante até chegar a zona portuária de Barcelona.

Port Vell, …

… com seus piers, …

… o símbolo da cidade feito pelo Gaudi, …

… vimos a lagosta que é um camarão,…

… e um dos novos ícones, o hotel W, …

… que foi construído num local em que seria impossível tal ato : …

… praticamente dentro do mar.

Segundo o nosso convicto catalão guia, muita propina foi distribuída pra que isso acontecesse.

E aí ele perguntou se este tipo de coisa acontecia no Brasil?

Nós repondemos em uníssono: Não! E demos muitas risadas.

O resto foi caminhar, …

… ops, dirigir, …

… ops, segwaynear de volta até o ponto de partida, ou seja a Plaça Sant Jaume.

Pra variar, saímos correndo, porque tinhamos um almoço reservado. E numa loja de souvenires.

Eu explico melhor no almoço de amanhã que será numa tinturaria, mas basicamente, o UrbanSecrets é um clube onde os restaurantes são camuflados e o que parece ser, não é.

Nete caso, é uma aparente lojinha chamada Chi-Ton bem em frente a Casa Millá, em que a vendedora/recepcionista vem te atender perguntando se você tem uma reserva. A partir do teu sim, ela te leva pro subsolo num elevador e você chega num espaço com 4 cozinhas e várias mesas em frente a elas.

Fomos alojados numa delas e informados que o menu do almoço do dia seria composto de, ou salada invernal ou arroz com gambas (o popular camarão) como entradas e magret de pato (os sócios iriam adorar) com purê de batata-doce ou rodovalho com tupinambur, como principais.

A Re escolheu a salada (normal, bem temperada e crocante) …

… e eu e a Dé, …

… o melhor arroz com gambas que comemos até hoje.

Isto tudo com o chef trabalhando e preparando bem na sua frente.

Tomamos um herbáceo vinho branco Perro Verde 2011.

Mais uma bela olhada no não menos lugar e os principais chegaram. O peixe pra Dé …

… e os magrets pra mim e pra Re.

E que magrets! Suculentos, saborosos e lindos.

Fomos presenteados com taças de cava …

… e a sobremesa única chegou: um saboroso creme de mascarpone com uma farofa de chocolate.

Certamente foi o melhor custo x beneficio da viagem (24€ por pessoa) …

… e só nos restou passear pela área onde o modernismo imperou.

Aproveitamos a proximidade da Avinguda Diagonal pra conhecer a Casa de les Punxes (chamada assim por causa das suas torres pontudas) , …

… o Palau Montaner (projetado por Domenech i Montaner) …

… e a Fundació Antoni Tàpies (também obra do Montaner).

Voltaremos amanhã pra fazer este circuito de verdade, mas o aperitivo foi bem legal.

Retornamos pro hotel e nos arrumamos com trajes de gala; vestimos os nossos uniformes do Timão.

Afinal de contas, iríamos assistir a um concerto futebolístico.

Fomos ao Camp Nou ver o Barça desfilar a sua técnica num jogo contra o Osasuna, pela Copa do Rey.

Se bem que as notícias não eram alvissareiras: Iniesta estava machucado e o grande Messi, voltando das férias argentinas e gripado.

Chegamos ao estádio, mas antes passamos na lojinha (lojona?) pra fazer umas compras básicas.

O Campo Nou é imenso (quase 100000 espectadores) e nos alojamos nos nossos ótimos lugares. A surpresa foi que o Messi estava na reserva.

Pensamos: se o jogo estiver difícil, o Guardiola coloca o “pulguinha” pra resolver.

Triste ilusão; com 20 minutos de jogo, o Barça já tinha enfiado 2×0 (dois gols de Fabregas, o segundo um golaço de cobertura) e a fatura estava liquidada.

Impressionante como o Barça joga muito e todo mundo fica só olhando (vide Santos).

O jogo virou e com 10 minutos do segundo tempo, se ouviu um burburinho no estádio. Não é que o Guardiola ia colocar o Messi pra jogar?

E foi mais uma aula de futebol. Veja se não?

Ele tocou umas dez vezes na bola. Fez 2 gols (um de cabeça e um colocando no cantinho com a magnífica esquerda), …

… deu duas cavadinhas (uma passou pertinho, a outra foi na trave) , …

… sofreu um penalti (que o ladrão espanhol não apitou) …

… e ainda deixou os companheiros na cara do gol.

Resultado? 4 x 0 pro Barça. É, o baixinho joga muito.

Ainda bem que estávamos por aqui. Estamos levando um relatório completo que facilitará muito a vida do Tite quando da final no Japão. 🙂

Ah! Tivemos um pequeno stress na volta, pois não imaginávamos como seria difícil encontrar um meio de transporte pra voltar pro hotel. Táxi? Impossível. Chegamos ao metrô, mas incrivelmente ele estava fechando (o jogo foi as 22:00 hs e o metrô fecha a meia-noite. Os cartolas de lá, gorjeiam como os daqui!).

O jeito foi esperar um ônibus extremamente lotado que nos deixou na Plaça de Catalunya.

Sabe que só assim conseguimos lembrar dum jogo do Timão?

Hasta.

Veja o outro dia da viagem:
Dia un – Barcelona – Espanha – Mercat de la Boqueria e Xocolateria Fargas; prazer em revê-los. Em todos os sentidos.


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